31/10/2012

Destralhar o telemóvel

O meu telemóvel é daqueles super básicos, que faz e recebe chamadas e SMSs e pouco mais. Não tira fotos, não tem internet, nem nenhuma dessas tecnologias... Aqui há uns tempos deram um telemóvel à minha mãe na Vodafone (ela foi lá refilar por causa da internet, saiu de lá com um telemóvel!) e ela deu-mo. É branquinho, bonito, igualmente básico como o outro, com a diferença que tira umas fotos desfocadas... Pus o meu cartão no novo telemóvel e apercebi-me que fiquei sem muitos números que estavam na memória do outro telefone. Pensei logo que isto era uma oportunidade fantástica para destralhar os números de telefone e ficar apenas com aqueles que são realmente importantes. 

E foi o que fiz. Primeiro, passei todos os números do cartão e da memória do telemóvel antigo para um papel; alguns nem passei, pois já nem sei quem eram as pessoas... (sim, eu sei que pode-se ir à loja fazer isto, mas não era esse o objectivo) Depois, gravei novamente os números que de facto me interessam. Família, amigos e colegas mais próximos, médicos, escola. Nos últimos anos tenho comunicado com o resto das pessoas sobretudo através do facebook ou por email, por isso não vejo necessidade de manter números que não são usados. Se for mesmo preciso algum desses números, estão no papel (que vais ser digitalizado e jogado fora, claro).

E assim o meu telemóvel ficou muito mais leve!

Entretanto, mudei para o telemóvel antigo, pois o novo não tinha uma coisa que eu uso imenso: temporizador. Uso no laboratório quando tenho que esperar por alguma coisa, uso para contar Pomodoros, uso quando vou correr (sim, voltei a fazer desporto quase 4 meses depois de ter partido o pé) para alternar entre corrida e marcha, etc... Mas o cartão mantém-se livre de tralha - mesmo assim, muitos dos números que tenho são para emergências, e não números que uso regularmente...

E vocês, contactam com todas as pessoas que têm no telemóvel?

29/10/2012

Novembro é o mês da escrita


No Twitter há uma comunidade incrível de académicos (doutorandos, posdocs, professores) que se apoia e partilha os seus problemas, desafios, alegrias e dicas para manter a sanidade. Gosto sobretudo das hashtags #ECRchat (early career researcher chat), #PhDchat e #AcWri (academic writing).

Novembro é o mês da escrita académica (#AcWriMo), uma iniciativa do site PhD2Published, onde cada participante estabelece objectivos de escrita e compromete-se a atingi-los ao longo do mês (por exemplo, escrever 10 mil palavras, acabar 2 capítulos da tese, escrever 2 artigos, etc.). O motivo de ser deste desafio (e outros do estilo) é simples: publicar resultados é o objectivo final de qualquer académico (publish or perish), mas escrever é uma tarefa que invariavelmente fica esquecida porque há sempre coisas mais urgentes para fazer. Os melhores escritores são aqueles que escrevem de forma consistente, um pouco todos os dias. E é isso que este desafio pretende - apoiar, dar força e motivação a quem todos os dias é confrontado com impedimentos e distracções que nos afastam do teclado do computador (ou do ficheiro do Word onde brotam as nossas ideias)...

As regras do #AcWriMo são simples:

1. Estabelecer objectivos de escrita (realistas) para o mês de Novembro

Os meus objectivos para o desafio: escrever dois artigos científicos (nunca escrevi 2 artigos num mês; o meu recorde é 1 artigo num mês, mas fazendo outras coisas ao mesmo tempo).

2. Declarar publicamente a participação no desafio e publicitar os objectivos

Estou a fazê-lo aqui e vou fazer no Twitter.

3. Definir uma estratégia

Não é só decidir que vou escrever 2 artigos. Tenho que definir como e quando é que vou fazê-lo, quantas horas por dia vou dedicar à escrita, quantos dias da semana, e como é que vou evitar distracções. Decidi que vou ficar a trabalhar em casa, pois bate o Sol no escritório o dia quase todo e no gabinete na univ não bate tanto (e o Sol dá-me energia). Em casa o telefone não toca tanto nem me batem à porta com dúvidas ou problemas. Se não quero ser incomodada, tenho que ficar em casa (e usar as minhas estratégias para conseguir trabalhar bem em casa). Para ficar em casa o mês inteiro (ou quase), tenho que despachar uma série de coisas no laboratório durante esta semana. Depois, são 4 semanas seguidas de máxima concentração! A ideia é continuar a usar a técnica Pomodoro (25 minutos de trabalho seguidos de 5 minutos de descanso), que tem dado bons resultados. Quero trabalhar 8 horas por dia, mas não são 8 horas a escrever! Tenho dados para analisar, estatística para fazer, artigos para ler, e muito em que pensar. 4 semanas para 2 artigos dá 2 semanas para cada artigo. O plano é escrever a Introdução, Métodos e Resultados numa semana e a Discussão na outra semana.

4. Discutir o progresso

Não é para passar o dia inteiro no Twitter ou no Facebook, mas é importante ligar-me de vez em quando para partilhar o meu progresso e ver como andam as coisas com os outros participantes - é extremamente motivador ver que há pessoas que conseguem escrever 2 mil ou 3 mil palavras por dia!

5. Não perder a motivação

Vai ser um mês difícil, claro que vai. Mas devo pensar na meta que me propus atingir e tê-la sempre em vista - escrever 2 artigos num mês! E se isto correr bem, já sei que posso voltar a fazer um desafio destes e aumentar a minha produtividade de uma forma incrível!

6. Mostrar os resultados 

No fim do mês, é altura de fazer contas. O que é que podia ter sido feito de forma diferente? Consegui focar-me com facilidade ou procrastinei em demasia? Mas, o que mais interessa, os objectivos estabelecidos foram alcançados? No fim do mês publicarei aqui e no Twitter os resultados. Se escrevi os dois artigos, quanto é que escrevi, se superei ou fiquem aquém das minhas expectativas... (claro que estou à espera de atingir os meus objectivos, senão, what's the point?)

26/10/2012

Como arranjar mais tempo

Eu adoro esta temática da gestão do tempo. Gosto de ler blogs e livros sobre o assunto, e um dos meus livros preferidos é o 168 hours, da Laura Vanderkam, sobre o qual já falei aqui. A Laura também tem um blog e, como jornalista freelancer, escreve muitos artigos sobre este tema para diversas publicações online - e eu devoro-os todos. Um tema recorrente da sua escrita é como aproveitar bem o tempo que temos - afinal, todos dispomos das mesmas 168 horas semanais. Se umas pessoas conseguem fazer imenso nesse período, porque é que outras estão constantemente a queixar-se que não têm tempo para nada? Uma forma de aproveitar melhor o tempo é olhar bem para blocos de tempo ao longo do dia que são subaproveitados, e organizar as coisas de forma a aproveitar melhor esses períodos.

Para começar, o período da manhã é o preferido da maioria das pessoas de sucesso. Enquanto as outras pessoas dormem, as pessoas mais produtivas levantam-se mais cedo para aproveitar essas horas calmas, quando ainda não surgiram problemas, emergências ou outras solicitações. Estas pessoas aproveitam as manhãs para trabalhar, para fazer desporto, para cuidarem de si. E acordar cedo não é assim tão difícil como parece! Se queres começar a acordar mais cedo, aproveita agora que a hora vai atrasar! Se queres mais inspiração, este livro é um dos mais inspiradores que li nos últimos tempos.

As manhãs de fim-de-semana também têm imenso potencial. Em vez de ficares na cama mais umas horas, levanta-te, abre as janelas e aproveita para pôr algum trabalho em dia - ou simplesmente para ler um livro, meditar, ou ouvir música. 

Outro período geralmente mal aproveitado são as deslocações para o trabalho. Eu, quando vou a pé, aproveito os 25 minutos de caminho para fazer exercicio físico, ouvir música e pensar. É normal fazer o caminho todo com o sorriso nos lábios, de tão bem que essa caminhada me faz sentir. Quem faz deslocações mais longas pode aproveitar para ler (se não for a conduzir!), pôr trabalho em dia, enviar emails e fazer outras tarefas que exigem menos concentração.

No trabalho, é comum fazermos várias pausas ao longo do dia. Eu já não as faço, só páro mesmo meia hora para almoçar (em breve explico porquê), mas quando fazia pausas de 15 ou 20 minutos, aproveitava para ir lá para fora apanhar Sol e levava o ebook reader para ler qualquer coisa. É verdade que eu sou introvertida e um pouco anti-social, mas preferia aproveitar esse tempo desta forma do que ir para a conversa no bar da faculdade.

Em casa, a televisão é uma das maiores sugadoras de tempo (e a internet também...). Acho que a maior parte das pessoas nem se apercebe do tempo que passa em frente à TV, a fazer zapping e a ver coisas sem interesse, quando podia aproveitar esse tempo (que são várias horas diárias, em muitos casos) para fazer outras coisas. Tratar da casa, destralhar e organizar um armário, trabalhar nalgum projecto, fazer exercício físico, brincar com os miúdos, fazer jogos em família, etc. Eu estou cada vez mais alérgica à televisão e só vejo programas que quero mesmo ver, como Grey's Anatomy, How I met your mother, ou o Mayday, desastres aéreos. A maior parte das vezes ponho-os a gravar e vejo-os quando estou a passar a roupa a ferro.

E vocês, aproveitam bem as 168 horas da semana?


24/10/2012

Planear o ano académico

Um planeamento detalhado e realista das várias tarefas e projectos em que estou envolvida é essencial para conseguir fazer as coisas. No início do ano lectivo, gosto de planear o ano que está a começar. Como pós-doc, com um contrato que é renovado anualmente, tenho que estabelecer objectivos anuais de maneira a ter um ano produtivo que vai depois ser avaliado de forma positiva. Quando estava a fazer o doutoramento, pensava mais a longo prazo, com a finalização da tese em vista. Seja como for, gosto de planear o trabalho prático, como experiências e campanhas de amostragem, os artigos que quero escrever e os congressos a que quero ir. Obviamente que ao longo do ano vão surgindo muitas outras coisas que não estavam inicialmente planeadas, como alunos para orientar, novos projectos de investigação em que me envolvo, experiências que correm mal e têm que ser repetidas, artigos que me mandam para rever, etc. Às vezes, estas tarefas imprevistas são tantas que tenho que alterar o trabalho inicialmente planeado, por isso é necessário haver flexibilidade nos planos - mas também é útil, às vezes, dizer não a novas solicitações.

Actualmente (e depois de usar agendas em papel, Toodledo, Google Tasks e outras ferramentas), uso o Evernote para me organizar, da seguinte forma:

1. Tenho um pilha (ou stack) intitulada "TO DO" que contém vários blocos de notas. Um dos blocos chama-se "Listas" e contém várias notas que são, claro, listas de coisas para fazer.

2. A primeira destas notas é o plano geral para o ano académico. Está dividida em artigos, trabalho prático e apresentações. É aqui que tomo nota dos artigos que quero escrever, trabalho prático que quero fazer e  congressos a que quero ir (e respectivas apresentações). Ponho deadlines mais ou menos realistas para me orientar melhor.

3. Tenho outras notas neste bloco de notas, como uma de tarefas Someday/Maybe @work, outra de coisas para fazer em casa e relacionadas com a família, e listas de "waiting", ou seja, coisas que estou à espera. Estas listas são obviamente baseadas no método GTD.

4. Além do bloco de notas "Listas", tenho um bloco de notas para cada mês do ano (como comecei com este sistema este mês, tenho Outubro, Novembro e Dezembro - não tenho para os próximos 12 meses!), no formato 2012-10, 2012-11 e por aí fora, para estarem devidamente organizados.

5. Em cada um destes blocos de notas mensais tenho uma nota com o mesmo nome, ex. 2012-10. Esta é a minha lista de tarefas para o mês e contém apenas as coisas mais importantes que tenho mesmo que fazer para sentir que o mês foi bom.

6. Além da nota com a lista mensal, tenho uma nota para cada semana (ex., "2012-10-22 a 28"), com as tarefas semanais.  


É com estas notas que me oriento todos os dias. Todas elas têm este formato (tenho outra nota com este template, que é só copiar e colar numa nota nova):

2ªf

3ªf

4ªf

5ªf

6ªf

SEMANA

@ BIG ROCKS

@ computer

@ office

@ lab

@ out/other

Primeiro, planeio as tarefas que têm que ser feitas durante a semana. Escrevo as tarefas debaixo de cada título, usando as caixinhas para fazer o visto. Muitas vezes, quando planeio a semana seguinte, já lá tenho tarefas que adicionei há mais tempo, nomeadamente aquelas que têm uma data já definida, como campanhas de amostragem, reuniões, viagens, etc. Durante a semana vou então preenchendo as tarefas específicas para cada dia, baseando-me nas tarefas da semana e nas coisas que vão surgindo. O objectivo é chegar ao fim da semana com vistos em todas as caixinhas. Quando não completo alguma tarefa, ponho a letra a vermelho, para saber que essa tarefa não foi feita e deve ser passada para a semana seguinte:


Um aspecto essencial do planeamento das tarefas, é especificá-las, detalhá-las ao máximo. Uma tarefa chamada "começar artigo exps. inverno" não diz nada. Deveria ser qualquer coisa como "acabar introdução do artigo" ou "fazer análise estatística". As tarefas têm que ser bem específicas para saber exactamente o que tenho para fazer.

O que eu gosto no Evernote e nas notas é que fico com o registo do que fiz em determinada semana. Acontece-me imenso tentar lembrar-me do trabalho que fiz em certo mês e simplesmente não me lembro. Depois, fico com a sensação que não fiz nada... Assim, fico com as notas guardadas e posso ver o que fiz (e o que não fiz, que fica a vermelho) em determinada semana ou mês.

Resumindo, faço o planeamento do trabalho a vários níveis:

- anual - grandes objectivos que quero alcançar durante o ano
- mensal - tarefas importantes para serem feitas nesse mês
- semanal - tarefas para a semana
- diário - divido a nota da semana em dias, para saber exactamente o que devo fazer em cada dia

No fim da semana, é muito bom olhar para a nota dessa semana e ver todos os vistos!!

Em relação ao google tasks, usei durante uns tempos, mas usava também o Evernote com as listas de tarefas mensais e anuais. Na verdade, foi a Eva, uma aluna de doutoramento que tem um blog que adoro, PhD Talk, que me inspirou a organizar o trabalho e as tarefas desta maneira. A diferença é que ela usa o Word para as suas listas; eu sou fã do Evernote. E até agora tem resultado muito bem!

Se quiseres saber mais sobre o Evernote e outras ferramentas de organização e gestão do tempo, aqui tens mais leitura:

23/10/2012

Escrever para gente da ciência



Além dos vários blogs que sigo sobre minimalismo, simple living, crafts, decoração, etc., gosto muito de ler blogs sobre a parte prática de fazer ciência, isto é, blogs escritos por investigadores e estudantes sobre as dificuldades, as alegrias, os desafios desta vida de cientista. Inspirada por esses blogs e porque há muito que queria partilhar a minha experiência nessa área (afinal, esse é o meu trabalho a sério), criei um outro blog onde comecei a escrever, em inglês, coisas vocacionadas para investigadores, estudantes de doutoramento, e  afins. Nunca partilhei isto antes, mas um sonho que tenho é dar workshops/palestras sobre gestão do tempo, produtividade, equilíbrio trabalho-família, etc., vocacionados para cientistas, e ir às universidades falar sobre estes assuntos. Mas adiante... 

O tal blog começou bem, mas rapidamente percebi que não fui feita para ter dois blogs. Não consigo mesmo gerir a escrita para dois blogs diferentes, e a frequência e qualidade dos textos acabam por ser afectadas. Por isso, pensei, mas porque é que não começo a escrever posts mais direccionados para o mundo académico aqui neste blog? Sei que tenho muitos leitores que são investigadores. Porque não partilhar a minha experiência com outras pessoas? Afinal, ando há mais de 10 anos nesta vida, e já passei por uma licenciatura, um mestrado e um doutoramento. Já escrevi teses, artigos, resumos, já fiz muitas apresentações em congressos, já orientei alunos. Nestes anos todos, já aceitei desafios, ultrapassei dificuldades, fiz amigos e inimigos, e aprendi e cresci muito com tudo isso. Porque não partilhar essas experiências com os meus leitores, e em português?

Então, é isso. Não se assustem se virem alguns posts sobre como escrever artigos, como preparar apresentações ou como resolver problemas no laboratório. A par com o minimalismo, a família, o desporto e algumas outras coisas, a ciência é um dos eixos fundamentais da minha vida. Faz todo o sentido, portanto, partilhá-la um pouco mais convosco!

22/10/2012

100 dicas fáceis, parte II

Obrigada aos leitores que avisaram que o livrinho "100 dicas fáceis para organizar e simplificar a vida" tinha uma das dicas repetidas. Já a substituí por uma que eu adoro e uso sempre cá em casa! Por isso, podem fazer o download da versão corrigida aqui!

17/10/2012

100 dicas para organizar e simplificar a vida

Ora bom dia, e parabéns aos leitores que adivinharam as autorias dos textos de ontem! Para quem não adivinhou, o meu texto era este.



E porque eu gosto de dar prendas aos meus leitores, tenho uma novidade: um novo ebook! (conhecem o primeiro, o Guia rápido para simplificar a vida?)

São 19 páginas, é uma coisa muito básica, mas espero que gostem! E é grátis, basta seguirem este link.

Como se chama ele?

100 dicas fáceis para organizar e simplificar a vida

{O livro está disponível gratuitamente para os subscritores da newsletter do blog}








16/10/2012

Amizade, desapego e felicidade

Uma escreve sobre desapego, minimalismo.

As duas decidiram misturar tudo e escrever sobre amizade.

Consegues adivinhar quem é quem?

...


Eu tenho poucos amigos. Amigos daqueles a quem posso telefonar a qualquer hora para desabafar qualquer coisa, só tenho um. Que, ainda por cima, está fisicamente longe. Os amigos têm vindo e ido ao longo dos anos. Os únicos amigos que sinto que vão ficar para toda a vida, mesmo que hoje em dia possamos estar 2 ou 3 anos sem nos vermos, são os amigos do tempo da escola, aqueles que conheço desde muito pequena. Podemos estar anos sem nos falarmos, mas quando estamos juntos, é como se o tempo não tivesse passado. 

Em relação ao amigos que fiz em adulta, a história é diferente. Umas amizades fizeram sentido numa dada altura, mas depois cada um vai para o seu lado, conhecem-se outras pessoas, ou simplesmente deixamos de ter coisas em comum - será que alguma vez tivemos? Eu ainda me esforçava para tentar recuperar estas amizades, mas apercebi-me que as amizades não têm que ser forçadas. O interesse ou está lá ou não está. Para quê perder uma ou duas horas num cafezinho com alguém que não adiciona nada à minha vida? Prefiro gastar essas horas com a família, com o trabalho, ou com outras actividades que me fazem feliz. 

Por outro lado, tenho vários conhecidos, sobretudo colegas de trabalho, com quem acho que poderia vir a desenvolver uma relação de amizade mais próxima. Mas como dar esse passo? Como passar de colega a amigo, se eu no trabalho não me perco em conversas de corredor ou em cafezinhos no bar? Já pensei fazer umas jantaradas cá em casa, mas introvertida e anti-social como sou, só de pensar nisso perco logo a vontade...

É verdade, há uma série de pessoas que eu gostava de ter mais presentes na minha vida. Estou a pensar especificamente em duas pessoas que já foram grandes amigos meus, mas lá está, a vida acontece e deixamos de nos cruzar. Por acaso, cruzei-me com um deles a semana passada. Boas lembranças, saudades dos momentos juntos, mas será que ainda existe ali alguma coisa que nos una? Sem tentar não sei, por isso vou empenhar-me para ver se essas antigas amizades ainda fazem sentido hoje. Outras dessas amizades sei bem que já não fazem sentido, por isso não vale a pena continuar a insistir em cafezinhos que nunca acontecem nem ir a jantar de anos que são um martírio. Já cheguei a ir a jantares de anos de um amigo, não pelo amigo aniversariante, mas pelas outras pessoas que também iam lá estar... Enfim... isto das amizades é uma área na qual devia investir mais do meu tempo, pois não há dúvida que os amigos, os verdadeiros amigos, aqueles que se contam pelos dedos de uma mão, arrancam-nos sempre um sorriso dos lábios. E isso é muito bom.

...


Quero acreditar que tenho atitudes que me facilitam a vida (claro que tenho outras em que me saboto, mas isso é outra história). E uma delas é a minha atitude em relação à amizade e que é tudo menos romântica. É essencialmente prática que é para não me complicar a vida.
Este texto é sobre amigos que passaram pela minha vida e que já não fazem parte dela. Não é um post sobre como manter amizades e relações. É sobre o desapego.

Dizem que o maior ‘boost’ de felicidade é-nos dado pelos amigos. Essa felicidade é maior se esses amigos já o forem há algum tempo. Se forem pessoas que nos acompanham desde sempre e com os quais as nossas memórias e experiências (boas ou más) estão bem guardadas e partilhadas.

Tenho poucos amigos. Muito poucos, mesmo. Acredito que não se pode ser amigo de toda a gente. E, como toda a gente, tenho imensos conhecidos. Depois tenho o ‘pessoal’ do meio. Aquelas pessoas com quem gosto muito de estar, que frequento mas a quem não vou ligar depois das 10 da noite.

O que é que eu sei sobre a amizade? Penso que as pessoas passam pelas nossas vidas com uma missão. E que depois permanecem o tempo que necessitamos e seguem as suas vidas. E quando seguem, é deixá-las ir - não cobro porque não ligam, porque não vamos tomar um café. Porque se eu já não fazemos grande coisa na vida deles (por isso mesmo é que deixaram de ligar), o inverso também (pode ser) é verdade.

Ligar porque tenho saudades, porque quero saber novidades e porque gostava mesmo muito de ir tomar um café como antigamente, sim! Sem cobrar! Porque se não houve uma zanga ou um motivo para as pessoas se separarem, então é porque é parte da vida. O Miguel Esteves Cardoso diz que os amigos devem ser escolhidos. Eu não poderia concordar mais com ele.


E aqueles que eliminei da minha vida mesmo a sério, porque eram tóxicos, porque ocupavam demasiado tempo e gostavam muito de cenas de novelas mexicanas, não lhes sinto a falta. Olho para eles e digo que um de nós, ou até os dois, não encaixávamos ali, naquela amizade. Porque simplesmente somos e temos expectativas diferentes. E a vida é mesmo assim: não dá para agradar a deus e ao diabo ao mesmo tempo. É possível que nos reencontremos daqui a uns tempos e tenhamos evoluído. E se nesse momento a relação for possível, óptimo! Se não for possível, não faz mal.


Até porque não é possível ser amigo de toda a gente, a todo o momento, e para o resto da vida. Porque eu acredito que é saudável chutarmos para canto amizades tóxicas, como qualquer outra coisa que não nos faça bem. Há pessoas que estiveram muitos anos nas nossas vidas e, de repente, percebemos que já não falamos com elas há um ano. Não por nada em especial, apenas porque a vida é mesmo assim.

Se vou cobrar? Era mesmo só o que me faltava. A mim e ao outro que tem, com certeza, mais que fazer… Mas se calhar vou ligar a dizer que tenho saudades e que quero ir tomar um café. E isso faz toda a diferença!

15/10/2012

Sobre a crise

Se há assunto que eu não costumo abordar aqui é a crise. Por vários motivos, mas sobretudo porque já me enjoa ser constantemente bombardeada, na TV, na rádio, nos jornais ou na internet, por este assunto. A verdade é que eu e os outros bolseiros de investigação cientifica - as pessoas em Portugal com mais habilitações académicas, as pessoas que fazem a Ciência portuguesa - vivemos em crise desde sempre. O que ganhamos não é actualizado há 10 anos, por isso podem imaginar a nossa perda de poder de compra. Nunca tivemos direito a subsídios de férias e de Natal. Nem sequer temos direito a subsídio de desemprego. Os cientistas em Portugal sempre foram trabalhadores precários, por isso esta coisa da crise a mim passa-me ao lado. 

Mas vem isto a propósito de uma reportagem que vi no fim de semana sobre uma família que vivia acima da média e agora está muito mal. Pagam quase 800 euros por mês da casa e sobra pouco menos de 500 euros para as outras despesas. O casal só já come sopa ao jantar, de modo a que a comida boa fique para os três filhos, e têm medo de algum dia terem que recorrer ao banco alimentar. Queixam-se da perda de subsídios, pois era com eles que pagavam muitas despesas. Pelas imagens que mostraram na reportagem, ou vivem numa moradia ou num duplex de luxo. What the f...?

Fiquei chocada, mesmo. A crise pelos vistos é imensa, mas nem pensar em mudar para uma casa mais modesta (e falo no geral, não especificamente no caso do casal da reportagem, a quem tiro o chapéu por terem tido coragem de se exporem na televisão). Isto é uma coisa que me dá a volta à cabeça e que infelizmente está tão presente na mentalidade dos portugueses - ter mais e melhor que o vizinho do lado. Não interessa se já não há comida para pôr na mesa, desde que continue a morar na minha vivenda para manter as aparências. 

Ainda por cima, viver numa casa mais pequena tem inúmeras vantagens!

PS - Antes que comecem a chover comentários parvos (que não serão publicados), eu sei que está difícil vender casas, mas não é impossível, e com paciência as casas até se conseguem vender por um valor justo - e eu sei isto por experiência própria. O que me refiro acima, que me choca, é as pessoas nem sequer pensarem nessa possibilidade de trocar de casa ou de carro; preferem cortar em coisas como a comida... isto eu não consigo perceber.

10/10/2012

Vamos lá ver se nos entendemos

Então, vou directa ao assunto.

Quando publico fotos da minha casa, não é com o objectivo de receber comentários a dizer que a minha casa é o máximo e que eu devia era ser decoradora profissional.
O objectivo, das fotos e do blog, é apenas partilhar. Partilhar o que faço, partilhar como vivo e, se possível, inspirar outras pessoas a melhorarem um pouco as suas vidas.
Não ando aqui para ser elogiada nem para ficar com o ego lá em cima quando me fazem boas críticas (eu já gosto bastante de mim, não preciso que me elogiem para melhorar a minha auto-estima).

Por isso, vamos lá ver se alguns leitores percebem esta mensagem: eu não pretendo fazer-vos uma lavagem ao cérebro para que se livrem das vossas mesas de cabeceira ou das cadeiras da mesa de jantar. 
Eu apenas pretendo partilhar a minha maneira de ver e fazer as coisas. Cada um tem os seus gostos e se fossemos todos gostar do mesmo (ou do que eu gosto), já haveria lojas Ikea em cada distrito do país, percebem?

E vem isto a propósito (acho que já perceberam, claro) de comentários, que para mim são escusados, que só sabem dizer mal. É o quarto que é frio e desconfortável, é o grande problema, quase tão grave como a crise financeira, de onde hei-de pousar o copo de água ou o livro, é o branco que se suja tanto, enfim... 

Gostos são gosto, gente, e se eu tiro fotos e publico-as com orgulho num blog com 3 mil visitas diárias, é porque me sinto confortável e feliz neste espaço, com todo o branco, sem mesas de cabeceira e por aí fora. Percebem? Não estou à procura de conselhos sobre como melhorar a decoração - se algum dia precisar de conselhos desses, peço-os. Eu gosto da minha casa assim, ok? 

Mas enfim, eu não me chateio assim tanto com esses comentários e publico-os todos. A meu ver, quem perde tempo a criticar os gostos das outras pessoas é porque não está feliz com o que tem. Eu vejo muitos blogs com fotos de decorações, na minha opinião, atrozes, mas nunca me passou pela cabeça criticar a decoração que faz as outras pessoas felizes. Cada um sabe de si, e volto a repetir para ver se percebem, eu gosto da minha casa assim, com o sofá branco, sem mesas de cabeceira, sem cadeiras, sem montes de outras coisas que não me fazem falta. Portanto, vamos lá parar de bater no ceguinho, ok? É que fica mal, sabem, criticar os outros dessa forma tão leviana...

UPDATE
Para o senhor (ou senhora, muito provavelmente) anónimo que me quis corrigir - alguém com um sério problema de invejite crónica:
(e a partir de agora, comentários anónimos que não me agradem, não serão publicados - afinal, de quem é este blog?)




Cozinha minimalista - caril de frango

Não costumo publicar dois posts no mesmo dia, mas não resisti em falar-vos disto...

Não é que eu pense que fazer caril de frango é fácil e rápido - para mim, não é. Uma vez tentei fazer na bimby e... bem, digamos que não jantei nesse dia.

Mas esta manhã passei pelo supermercado para comprar fruta e vi uma coisa que nunca tinha visto antes:


As especiarias necessárias para fazer caril de frango, mais a respectiva receita na parte de trás. Oh, maravilha! Comprei e decidi que ia ser esse o meu almoço.

Já sabem que os meus dotes culinários são quase inexistentes, mas lá segui os vários passos da receita, se bem que acho que o tempo de fritura do frango está errado (eu cozinhei-o durante muito mais tempo que o indicado). Pus as especiarias, fiz arroz branco à parte, et voilá!


Caril de frango delicioso! Ficou mesmo bom! Comi tanto que estou aqui sentada no sofá, completamente empanturrada. 

Já vi na página do facebook da Margão que há mais destes Kits Receitas Inspiradoras e quero muito experimentá-los! 

Já agora, este post não foi patrocinado pela Margão, mas se os senhores quiserem enviar-me mais uns kits para eu experimentar, fico muito grata! ;)

As mesas de cabeceira não fazem falta...

... porque tenho bed pockets!!! (como se diz em português?)

Nos comentários a este post, a preocupação dos leitores em relação à falta das mesinhas de cabeceira foi recorrente. Mas a verdade é que eu cheguei à conclusão que as mesas não me faziam falta. E como boa minimalista que sou, se não preciso, vai fora (neste caso, foram vendidas). Assim, tenho menos duas peças de mobília para limpar e para arrastar de cada vez que quero aspirar o chão por trás. Muito mais prático!

Mas vamos então ver porque é que as mesinhas de cabeceira não me fazem falta...

Na minha mesa de cabeceira tinha o seguinte:
no tampo - livro
1ª gaveta - lenços de assoar, medicamentos, baton do cieiro, creme de mãos, caneta e duas caixas com brincos e pulseiras
2ª gaveta - soutiens e cuecas
3ª gaveta - meias e collants

A mesa de cabeceira do J. tinha praticamente o mesmo:
1ª gaveta - sprays e cremes anti-mosquitos (ele está sempre a ser atacado) e relógios
2ª gaveta - cuecas
3ª gaveta - meias

A questão fundamental para mim era a seguinte:

De todas as coisas que guardo na mesa de cabeceira, o que é que realmente preciso quando estou na cama?

Preciso de lenços de assoar, creme das mãos, baton do cieiro e o livro. Não preciso de medicamentos tão perto de mim (aliás, ter os medicamentos na mesinha é mau feng shui!) nem da roupa interior (não me visto em cima da cama). O J. só precisa do creme dos mosquitos e só no verão.

Portanto, as duas gavetas de cima da nossa nova cómoda (penúltima foto) albergam agora o que estava nas mesas de cabeceira - e ainda sobrou espaço. Até é muito mais prático, pois fiquei com a roupa interior, bijutaria, tops e camisolas tudo na mesma cómoda.

Mas então e as poucas coisas que referi acima? Bed pocket!


Fiz dois destes bed pockets para pormos as tais coisas que de facto precisamos quando estamos na cama. O bed pocket do meu lado tem apenas lenços, o livro que estou a ler, baton de cieiro e creme para as mãos. Simples, prático, funcional e bonito. E finalmente deixei de bater com a cabeça na mesa de cabeceira (sim, às vezes acontecia...)!

Quero fazer uma coisa do género para pôr no sofá da sala para guardar os comandos. Logo faço um tutorial para quem quiser aventurar-se nas costuras...

08/10/2012

A minha sala branca

A minha sala está finalmente (quase) perfeita - já tenho o sofá Ektorp branco com o qual sonhava há muito tempo!


O sofá costuma estar tapado com duas colchas Indira brancas, as mesmas que estavam no sofá azul. No dia em que tirei estas fotos, as colchas estavam na máquina de lavar, por isso aproveitei (o sofá com as colchas não fica tão giro...). O suporte dos quadros ainda tem que ser deslocado um pouco para a direita, para ficar centrado com o sofá.


Na mesa de centro costuma estar apenas a vela... o tabuleiro com o bule e a caneca vai e vem.


A zona da estante Expedit continua igual. Livros, enciclopédias, a caixa preta com jogos, e os cestinhos brancos com coisas que não gosto de ter à vista (canetas, cremes, lenços de papel, coisas que ficam perdidas e esquecidas na sala). Os comandos também lá estão, mas quero fazer um suporte para pôr no sofá com o tecido que me sobrou das almofadas da cama.


Já não tenho a mesa de centro branca, pois ficava grande demais com o novo sofá (por causa da chaise-longue). Esta nova mesa é bem mais velha que eu! É uma peça mid-century modern, que originalmente era a mesa de cabeceira do meu pai em pequeno. Quero restaurá-la (lixar e dar verniz), mas esta não vou pintar de branco! Adoro a cor da madeira e combina bem com o branco do sofá e o cinzento do tapete.



A mesa de jantar. A ideia inicial era ter duas cadeiras Urban e construir um banco de madeira comprido, para ficarmos com 4 lugares à mesa (exactamente como a Thais tem na sua sala!). No entanto, gostei do aspecto da mesa só com as duas cadeiras. 

Esta mesa raramente é usada para comer - nós comemos na cozinha e às vezes fazemos piqueniques no chão da sala, e raramente temos pessoas em casa para jantar. Comecei a pensar se o tal banco era mesmo necessário... 

Contei o número de cadeiras espalhadas pela casa que podemos usar caso façamos uma grande jantarada: 4 na cozinha, 2 na sala, 2 na varanda, 3 cadeiras de escritório, 1 cadeira no quarto dos miúdos e mais 1 que está guardada na cave: 13 cadeiras. Desisti imediatamente da ideia de fazer o banco.

A mesa que tínhamos antes desta era maior e dava para abrir, ficando maior ainda - mas lá está, não era coisa que se usasse com frequência. Agora, quando preciso de mais espaço, junto a esta a mesa da cozinha, dando perfeitamente para 10 pessoas (como está na terceira foto deste post).

O que me falta naquela parede onde está o quadro preto (que é pequeno demais para a parede e só o pus lá para aproveitar o prego) são dois posters que quero comprar há já imenso tempo: os dois primeiros deste post (o terceiro já o tenho, é o que está em cima da estante Expedit).


E a zona da lareira com o aquário, as estantes Lack e os livros organizados por cores... Do lado direito da lareira está o móvel da televisão que espera há muitos meses por uma camada de esmalte branco...

E é isto! Adoro a sala! O branco predomina, mas tem toques de cor. Não tem coisas em demasia, sendo por isso muito fácil de limpar. O sofá branco, claro que é um risco, mas é bonito, confortável e tanto os miúdos como os gatos têm sido cooperantes na tarefa hercúlea de mantê-lo limpo...


04/10/2012

Antes e depois: o quarto

Desde que tenho o meu apartamento, há mais de 8 anos, a decoração das várias divisões já mudou muitas, muitas vezes, porque andei a experimentar vários estilos e várias cores até perceber do que é que realmente gosto (branco e neutros, linhas direitas, superfícies livres, inspiração escandinava). Achei giro partilhar algumas fotos do meu quarto ao longo destes anos...

Em 2007, em tons de castanho e vermelho escuro.

Em 2009, com o novo papel de parede.

Maio 2011. Começa a ficar mais branco...

Agosto 2011. Menos almofadas.


Setembro 2011. Dois camiseiros já se foram...


Fevereiro 2011. O papel de parede bege deu lugar a paredes brancas.


Junho 2012. Foram-se os candeeiros...


Setembro 2012. Foram-se as mesas de cabeceira, a cómoda de madeira foi substituída por uma branca e fiz uma saia para a cama nova. O bege foi substituído por preto e cinzento. 

03/10/2012

02/10/2012

1 ano de minimalismo

Foi há pouco mais de 1 ano que eu decidi, numa varanda de hotel numa ilha grega, tornar-me minimalista. Já há algum tempo que andava a ler e a investigar sobre o assunto, e os minimalistas pareciam ser pessoas muito felizes. E assim de repente, decidi: eu quero ser minimalista.

Sucintamente, minimalismo é identificar o essencial e eliminar o resto. Como o essencial varia de pessoa para pessoa, o minimalismo é um conceito subjectivo e difícil de definir.

Em poucas linhas, ser minimalista, para mim, é:

- não ter tralha em casa
- gastar o mínimo tempo possível a limpar e a organizar a casa, mas tê-la sempre limpa e organizada
- ter apenas a mobília necessária; não ter peças de mobília só porque é normal tê-las (como as mesinhas de cabeceira...)
- ver as coisas pelo que elas são; por exemplo, um carro é apenas um meio de me transportar do sítio A para o sítio B 
- não ter relações emocionais com as coisas, com os objectos
- não gastar dinheiro em coisas que não preciso e gastar dinheiro de forma mais consciente - e, no processo, poupar mais dinheiro para dias chuvosos e dar mais a quem tem menos
- dizer não às coisas que não me interessam, sobretudo no trabalho
- não perder tempo em coisas que não me interessam, e, assim, ter mais tempo para as coisas que gosto 

Ao longo destes 12 meses, muitas foram as mudanças que fiz em casa e no trabalho, como por exemplo:

Na sala
- vendi a mesa de jantar e comprei uma mais pequena
- vendi as 6 cadeiras da mesa e substitui-as por apenas 2
- dei a mesa de centro
- dei um candeeiro de pé
- livrei-me de vários bibelots

Na cozinha:
- dei pequenos electrodomésticos que não serviam para nada

No quarto:
- vendi as 2 mesas de cabeceira e substituí-as por 2 bed pockets
- livrei-me da cadeira para pôr a roupa

Na família
- começámos a passar a maior parte dos serões em família

No trabalho:
- comecei a dizer não
- recusei alunos para orientar
- recusei participar na organização de eventos
- deixei-me de conversas de corredor
- comecei a dedicar-me seriamente aos meus objectivos de carreira 

O balanço deste ano de minimalismo? Nunca fui tão feliz!
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