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19/04/2012

Usar produtos de limpeza não tóxicos



Todas as quintas-feiras falo um pouco de cada um dos projectos do e-book da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, e de como os implemento na minha vida.

Hoje é o projecto n.º 24 - Usar produtos de limpeza naturais.


Além do detergente líquido para a roupa (vejam como fazê-lo e outras recomendações), que uso não só na máquina da roupa, mas também para lavar roupa à mão e para esfregar os estofos das cadeiras, uso 3 produtos de limpeza à base de vinagre. Já tinha falado deles aqui, mas alterei um bocadinho as quantidades de cada produto.

Multiusos concentrado para a cozinha e casa de banho
Numa garrafa de plástico de spray, misturo 500 mL de água, 500 mL de vinagre, 1 colher de sopa de detergente líquido da louça (tenho usado Fairy) e umas gotas de óleo essencial (geralmente uso laranja doce que é dos mais baratos; li algures que tem gatos não deve usar óleo de árvore do chá, que é tóxico para os gatos).
Uso esta mistura para limpar o fogão, as bancadas e paredes da cozinha, para borrifar louça cheia de gordura antes de a lavar e para limpar toda a casa de banho.

Multiusos diluído para móveis e vidros
Misturo 500 mL de água e cerca de 100 mL de vinagre, mais umas gotas de detergente líquido e outras de óleo essencial. Uso esta mistura para limpar os móveis pintados com esmalte, os móveis de melamina branca (para os móveis de madeira uso Pronto - tenho que estudar as alternativas naturais) e os vidros.

Vinagre para lavar o chão
Eu lavo o chão de toda a casa, tanto os tacos de madeira como os mosaicos da cozinha e casas de banho, com meio balde de água morna, meia chávena de vinagre, um bocadinho de detergente da louça e umas gotas de óleo essencial (no início media bem as quantidades de cada coisa, mas agora faço a mistura a olho). O vinagre, sendo um ácido fraco, remove incrustações sem danificar a madeira. Só não pode ser usado em superfícies mais porosas como mármore. Geralmente tenho um recipiente com esta mistura já feita (o vinagre, o detergente líquido e o óleo essencial) para a minha empregada usar; é só pôr meia chávena da mistura em meio balde de água.
Como em tudo na minha vida, eu gosto de uma limpeza simples, usando o mínimo de produtos e de equipamento. Acho que todos nós temos consciência que a miríade de produtos de limpeza que encontramos nas prateleiras dos supermercados, um para limpar o forno, outro para o frigorífico, outro para o chão de mosaicos, mais um para o chão de madeira, e por aí fora, não é nada mais que manobras para consumirmos mais. Estes produtos, além de mais caros que os caseiros, têm na sua composição produtos tóxicos e/ou nocivos para o ambiente. 

Mas mesmo em blogs dedicados à vida simples e verde, vejo uma imensidão de produtos naturais e caseiros que as pessoas fazem e usam para limpar cada recanto das suas casas. Eu faço e uso estes três para as limpezas do dia-a-dia.

Quando tenho que limpar algo fora do normal, consulto o livro "Better basics for the home - simple solutions for less toxic living", que tem centenas de receitas de produtos naturais para limpar a casa, a roupa, a cara, o corpo, etc. 

Outro produto que uso de vez em quando é o bicarbonato de sódio. É bom para esfregar o lava-louça, para limpar o forno e para tirar cheiros dos têxteis.

Os produtos de limpeza caseiros, além de serem muito mais baratos, não são tóxicos, e portanto qualquer membro da família pode usá-los sem problemas. É óptimo para incluir as crianças na rotina de limpeza. Lá em cima é um dos meus filhos a lavar o chão com água e vinagre.

Para acabar, tenho que confessar que compro um produto terrível, mal cheiroso, com ácido fosfórico, que a a minha empregada usa para limpar as juntas dos mosaicos do chão da cozinha, quando começam a ficar pretos. Aquilo é corrosivo e cheira mais mal que mal, mas as juntas ficam mais brancas que os próprios mosaicos brancos. Se souberem de alternativas para tirar o preto das juntas, digam-me, por favor! (a lixívia não resulta...)

E vocês, que produtos usam para limpar a casa?

13/04/2012

Estabelecer objectivos anuais



O projecto nº 45 do e-book da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, estabelecer objectivos anuais, fez-me pensar no que escrevi a semana passada sobre ter ou não ter objectivos. A Tsh sugere uma série de questões para as várias áreas da nossa vida (crescimento pessoal, saúde, crianças, dinheiro, etc.) para que possamos perceber se a nossa vida está encaminhada para o sítio certo.

Depois de ter lido e relido o que escrevi neste post, apercebi-me que de facto tenho objectivos a longo prazo para mim e para a minha família... a diferença é que nunca os passei para o papel. Custa-me um pouco diferenciar objectivos de longo e médio prazo, pois uns têm que conduzir aos outros, ou seja, é mais ou menos a mesma coisa, mas andei a ler melhor o que diz o senhor David Allen (o criador do método GTD - Getting Things Done) acerca de estabelecer objectivos. E agarrei numa caneta e num papel. E escrevi.

O David Allen define os seguintes horizontes de foco:

50 mil pés - Longo prazo
Objectivos de vida, de carreira, de estilo de vida. Devem ser revistos anualmente. Por exemplo, um dos meus objectivos de vida, pensado mas nunca antes escrito, é dizerem de mim o que o avaliador de um projecto escreveu acerca do meu orientador de doutoramento: "one of the foremost experimental plankton ecologists in Europe".

40 mil pés - Médio prazo (3 a 5 anos)
Objectivos a médio prazo. Onde me vejo daqui a 5 anos (aquela pergunta típica das entrevistas de emprego). Rever anualmente. Por exemplo, quero conseguir um emprego a sério como professora e/ou investigadora no norte da Europa e poupar o suficiente para ter um fundo de emergência confortável.

30 mil pés - Curto prazo (até 2 anos)
Objectivos mais imediatos que conduzem ao cumprimento dos objectivos de médio e longo prazo. Rever várias vezes por ano. Por exemplo, quero publicar mais um e-book e aprender a trabalhar com o R.

20 mil pés - Responsabilidades actuais
Quais são as minhas responsabilidades actuais como profissional, mãe, companheira, cidadã? Rever mensalmente se essas responsabilidades me conduzem aos meus objectivos a curto e médio prazo. Por exemplo, neste momento sou pos-doc e tenho todas as responsabilidades que vêm com o cargo (investigar, investigar, investigar, orientar, orientar, publicar, publicar, publicar, publicar).

10 mil pés - Projectos actuais
Projectos em andamento que requerem várias acções para serem finalizados. Rever semanalmente (os projectos em que estou envolvida estão relacionados com as minhas responsabilidades actuais?). Como pos-doc, tenho vários projectos de investigação em andamento, trabalho de laboratório para fazer e artigos para escrever.

Na pista - Acções em andamento
Acções diárias, a to-do list. Rever diariamente se as acções que estou a fazer estão relacionadas com os projectos em andamento. Hoje, por exemplo, tinha análises de fosfatos para fazer e dados para introduzir no computador, tudo incluindo num dos projectos de investigação em que estou envolvida.

Tenho que admitir que fiquei feliz e mais descansada por ver as coisas no papel!

Se quiserem saber mais sobre o GTD, já escrevi vários posts sobre o assunto. A Thais também tem muita informação que vale a pena ler.

05/04/2012

Minimizar livros e revistas

Todas as quintas-feiras falo um pouco de cada um dos projectos do e-book da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, e de como os implemento na minha vida. 
Hoje é o projecto n.º 7 - Minimizar livros e revistas.

A Tsh também é apologista de mantermos apenas os nossos livros preferidos e as revistas que gostamos mesmo muito. Quando há uns meses fiz uma grande limpeza aos meus livros, CDs, DVDs e revistas, dei à biblioteca municipal os livros de que não gostei ou aqueles que não tenciono voltar a ler. Podia ter dado mais, mas estabeleci uma regra para não deixar acumular livros cá em casa: não posso comprar mais prateleiras ou estantes para guardar os livros. Os livros têm que caber no espaço disponível; se chegar a um ponto em que já não cabem, alguns têm que ir embora... e faço o mesmo com os livros dos miúdos. Livros que já não são para a idade deles, vão para a biblioteca ou para instituições de solidariedade.

O espaço que tenho para livros são estas quatro prateleiras Lack, onde os livros estão organizados por cores (já estiveram organizados por assunto e ordem alfabética de autor), e a estante Expedit, que alberga também discos de vinil à espera de serem digitalizados e um cesto com jogos (Trivial Pursuit, xadrez, batalha naval, vários baralhos de cartas, Uno, etc.). No escritório, os livros técnicos ocupam uma prateleira da estante. No quarto dos miúdos o espaço para livros (e jogos e brinquedos e tudo o resto) é também limitado. A minha regra é: se as coisas não cabem no espaço disponível, algo tem que ir fora.



Além de ebooks, nos quais sou totalmente viciada (tenho mais de 60), tento não comprar livros em papel, a não ser que seja um que quero mesmo muito, muito, muito. Dois dos últimos livros que comprei, "The Power of Less" do Leo Babauta e "The Joy of Less: a minimalist living guide" da Francine Jay, têm lugar cativo na minha mesa de cabeceira, pois folheio-os regularmente para me sentir inspirada.

Em relação às revistas, já lá vai o tempo em que comprava a Cosmopolitan todos os meses (e já foram todas fora). Sempre tive a mania de guardar recortes de revistas numa pasta; o ano passado acabei por digitalizá-los todos e joguei os recortes fora. Actualmente, as revistas que tenho em casa são: a La Redoute Primavera-Verão 2012; uma edição da Ikea Family Live; o catálogo Ikea 2012; a Visão em que apareci; uma edição da Zen Energy.

Ter a colecção de livros e revistas sob controlo tem várias vantagens. Além de diminuir a pegada ecológica ao consumir menos papel, gasto menos dinheiro em livros, revistas e mobília para os guardar, e limpar o pó que se vai acumulando é muito mais fácil (e para quem tem alergias como eu, isto é uma grande vantagem!). Por outro lado, as bibliotecas públicas têm muitas potencialidades que as pessoas nem sempre aproveitam. Não me chateou nada dar sacos e sacos de livros à biblioteca - se algum dia quiser voltar a lê-los, sei onde estão!

22/03/2012

Acordar cedo (e usar o kaizen)

UPDATE TECIDOS: A Sara foi a primeira a demonstrar o seu interesse pelos tecidos. Obrigada a todas pelo interesse!


Todas as quintas-feiras falo um pouco de cada um dos projectos do e-book da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, e de como os implemento na minha vida. 
Hoje é o projecto n.º 47 - Acordar cedo e usar o kaizen (como eu adoro este tópico do levantar cedo!).

Como sabem, eu gosto de me levantar cedo. Agora tenho acordado às 6h. Nem sempre consigo, mas mesmo quando me deixo dormir, nunca me levanto depois das 7. Mesmo ao fim de semana é muito raro dormir até mais tarde.

Levantar cedo, entenda-se, levantar-me 1 ou 2 horas antes das outras pessoas que vivem cá em casa, tem uma grande vantagem - ganho tempo para mim. Ganho tempo para fazer as minhas coisas, seja escrever, ler, ir ao ginásio, sem ser interrompida pelos miúdos que querem alguma coisa, pelo barulho da televisão ou pelas actividades normais do dia-a-dia. De manhã não tenho tarefas da casa para fazer (não me vou pôr a fazer barulho às 6 da manhã!), não tenho trabalhos de casa para verificar, não tenho ninguém com quem falar. É tempo só para mim. E só por isto, vale a pena o sacrifício de levantar ainda de noite.

É fácil? Claro que não! A tendência natural é ficar na cama mais um bocadinho e voltar a adormecer... É preciso ter muita força de vontade para saltar da cama mais cedo, mas com o tempo vai ficando mais fácil. Depois, torna-se um hábito. O organismo habitua-se e acabamos por acordar àquela hora mesmo sem o despertador (ainda não estou bem nessa fase...).

Neste post referi alguns aspectos que considero importantes para conseguir levantar-me cedo (vejam o post para mais detalhes). São eles:

~ dormir num local agradável e convidativo, sem tralha

~ ir para a cama apenas quando estou cansada, e não a uma hora pré-definida

~ ter boas razões para sair da cama de manhã (senão, para quê o sacrifício?)

~ saltar logo da cama mal o despertador toca (mais 5 minutos de ronha e adormeço outra vez...)

~ mal acordo, começar a trabalhar logo naquilo que gosto (nem pensar ligar a tv!)

~ fazer exercício físico com frequência (está provado que quem faz exercício, além de ser mais saudável de modo geral, dorme muito melhor)

~ apanhar Sol (para regular as hormonas que controlam o sono)

E finalmente uma coisa um pouco estranha para um adulto, que comecei a fazer e resulta mesmo: dormir uma pequeníssima sesta depois do almoço!
Não é bem dormir, que eu não chego a adormecer, mas é deitar, fechar os olhos e descansar o corpo e a cabeça. Estas micro-sestas, para fazerem efeito, devem ser muito curtas. Eu descanso durante meia hora. A sério que isto resulta mesmo! Consigo descansar nessa meia hora e volto a ficar cheia de energia para o resto do dia.

Em relação ao kaizen, o kaizen é uma teoria que diz que devemos fazer pequenas mudanças de forma constante, ou seja, dar pequenos passos de cada vez. Cada dia, ponha o despertador 5 minutos mais cedo, até chegar à hora desejada. Assim, o corpo vai-se habituando aos poucos a acordar um bocadinho mais cedo todos os dias e vai custar-lhe muito menos!

15/03/2012

Planear os menus

Todas as quintas-feiras falo um pouco de cada um dos projectos do e-book da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, e de como os implemento na minha vida.

Hoje é o projecto nº 5 - Planear os menus.

Acho que a maioria das pessoas (pelo menos as que têm blogs...) já faz isto e todos sabemos as inúmeras vantagens de planear as refeições com antecedência. A Tsh fala no livro das várias maneiras de planear os menus, da frequência do planeamento, das ferramentas a usar, etc.
Vou mostrar apenas como é que eu planeio os meus menus - e o meu método é muito simples (ou não fosse eu minimalista!).

1. Criei uma lista de pratos que gostamos de comer cá em casa. Além de serem pratos que nos agradam, são na sua maioria pratos saudáveis, fáceis de fazer e que não precisam de muitos ingredientes nem receitas mais complicadas que protocolos laboratoriais...
Quando faço os menus, não preciso puxar pela cabeça para me lembrar de pratos - basta-me olhar para a lista. Devo referir que cozinhar não é comigo, não gosto de inventar pratos, experimento receitas novas muito raramente e cá em casa quem cozinha mais é o meu companheiro (eu lavo a louça e arrumo a cozinha a seguir!).

2. Planeio só 5 refeições por semana. Aos dias de semana geralmente almoçamos fora; houve uma altura em que levava almoço ou vinha almoçar a casa, mas agora como sempre peixe grelhado na universidade (prefiro gastar um pouco mais para comer peixinho grelhado, que adoro e é super saudável). Nos dias em que fico a trabalhar em casa como os restos do jantar. Ao fim de semana costumo ir a casa dos meus pais, vamos comer fora e comemos restos. No entanto, tenho sempre comida suficiente para fazer mais refeições que essas 5, mas não as planeio. 

3. Escrevo as refeições num quadro magnético, mas não lhes atribuo dias da semana. Assim é mais flexível. Decido de manhã o que vamos jantar nesse dia e ponho a descongelar se for necessário. Há sempre fruta para a sobremesa, bolo de chocolate às vezes, e sopa de vez em quando (adoro sopa, mas as minhas não são lá muito boas...).


E basicamente é isto! E vocês, como fazem?

08/03/2012

Criar uma rotina noturna

Update: já viram a Visão de hoje? Estou lá, na página 75, num artigo intitulado "A arte de viver (bem) com menos"!


Mais um projeto do livro da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time: criar uma rotina noturna (e vou tentar escrever à moda do Novo Acordo Ortográfico...).

Já aqui falei da importância de estabelecer rotinas e da minha rotina matinal. Para mim, a rotina matinal define o tom do resto do dia: se fiz o que tinha a fazer de manhã, o dia corre bem. Se me deixo dormir de manhã, não vou ao ginásio ou arranjo desculpas para procrastinar, o resto do dia custa mais a passar e a minha produtividade é mínima.

A rotina noturna é essencial para preparar a manhã seguinte, e assim garantir que o dia seguinte corre como planeado. As coisas que tenho a fazer em casa depois do trabalho não têm uma ordem definida, mas são as seguintes:

Miúdos
- verificar os trabalhos de casa do mais velho
- preparar a roupa para o dia seguinte
- verificar as mochilas
Eu
- preparar a minha roupa para o dia seguinte e o saco do ginásio
- atualizar o ficheiro das contas
Casa
- tratar da roupa (tirar do estendal, dobrar, etc.)
- arrumar o que estiver desarrumado (15-20 min)
- arrumar a cozinha depois do jantar e deixar os lanches do dia seguinte adiantados

Muitas vezes faço isto tudo, excepto arrumar a cozinha, antes do jantar e assim tenho o serão todo para relaxar. É bom!

Tirar a roupa do estendal

Preparar a roupa dos miúdos

Um jantar nada saudável (mas às vezes sabe tão bem...)

A louça lavada

A sala preparada para o serão

Incenso

De todas estas coisas, eu diria que as mais importantes são preparar o saco para o ginásio (senão não vou...) e deixar a cozinha arrumada (odeio chegar à cozinha de manhã e ter louça para lavar e migalhas no chão para varrer...). Mesmo quando fazemos jantares cá em casa, deixo tudo arrumado nessa noite, mesmo que esteja morta de cansaço. O impacto visual que tem uma cozinha desarrumada logo de manhã é demais para mim... fico logo mal disposta. E sinto o mesmo se chegar a casa à tarde e tiver a cama por fazer... Por isso, antes de sair de casa faço sempre a cama.

Quando cumpro esta rotina, tenho tempo para relaxar, ver um pouco de televisão (agora voltou a dar o Mayday Desastres Aéreos no National Geographic - adoro!!), brincar com os miúdos, costurar um pouco e ler antes de dormir. 

Se ainda não tem uma rotina noturna, aqui ficam algumas ideias:

- quando chega a casa, relaxe durante 10 minutos (não é por 10 minutos que o resto das coisas se vão atrasar...); não é nada agradável chegar a casa cansado e pôr-se logo a tratar do jantar ou dos miúdos - esses 10 minutos fazem maravilhas
- esvazie a cabeça - passe para o papel os pensamentos, ideias, compromissos, etc., que tenha guardado na cabeça ao longo do dia (este é mais um dos projectos da Tsh)
- esvazie a mala - limpe-a, organize-a, livre-se de papelinhos que acumulou ao longo do dia, mas não comece o dia seguinte com a mala cheia de tralha
- arrume o que conseguir em 15 minutos (mas mexa-se de forma rápida!)
- deixe a cozinha arrumada depois do jantar e prepare logo a louça para o pequeno-almoço
- verifique a agenda para o dia seguinte e prepare o que for necessário
- e, o mais importante - não procrastine! Encare estas tarefas como tarefas do trabalho - têm mesmo que ser feitas! Não se afunde no sofá a ver televisão cheio de sentimentos de culpa - se cumprir a sua rotina noturna, pode relaxar depois e vai sentir-se imensamente satisfeito por ter feito tudo o que tinha a fazer!

23/02/2012

Criar uma rotina matinal

Todas as quintas-feiras falo um pouco de cada um dos projectos do e-book da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, e de como os implemento na minha vida.


Hoje é o projecto nº 3 - Criar uma rotina matinal.

Já aqui falei das vantagens de ter rotinas bem definidas. As rotinas simplificam a minha vida, aumentam a minha produtividade e dão-me mais tempo.

A minha rotina matinal é simples mas talvez um pouco radical; no entanto, quando a sigo à risca, o dia corre muito melhor, sou mais produtiva e mantenho níveis elevados de energia até à hora de deitar.

Resumidamente, a minha rotina matinal é a seguinte:

5h - levantar
- fazer chá preto
- trabalhar ao computador
6h45 - pequeno-almoço
7h-8h - ginásio, banho, vestir
8h-9h - preparar miúdos, levá-los à escola
9h - trabalho

O levantar às 5 da manhã nem sempre consigo, sobretudo no Inverno porque está frio e ainda é noite cerrada a esta hora.

Mas como é que criei esta rotina? Foi basicamente por necessidade. Eu sou uma pessoa matinal, gosto de me levantar cedo e a minha cabeça funciona muito melhor de manhã... Mas 5 da manhã? Pura necessidade. O meu trabalho é exigente e não consigo fazer tudo o que tenho para fazer nas 8h que passo na universidade. Quem trabalha em ciência sabe do que falo. Estamos sempre envolvidos em demasiados projectos e um horário de trabalho normal não é suficiente para tudo. Como passo muito tempo no laboratório, fica-me a faltar tempo para estar ao computador a tratar dados e a escrever artigos. É isso que faço em casa de manhã. Podia fazê-lo à noite e deitar-me mais tarde, mas eu funciono melhor de manhã. E sabe tão bem ver o nascer do Sol e ouvir o silêncio da manhã!...

O segredo para as manhãs correrem bem é só um: planear tudo na noite anterior.
Por exemplo, se eu não tiver coisas bem definidas para fazer ao computador logo de manhã, não me levanto. Se não tiver a roupa do ginásio pronta para vestir e o saco preparado, não vou ao ginásio. Se não tiver a chávena de chá pronta ao lado do fogão, com o pacotinho de chá lá dentro, o mais provável é não fazer chá.
Tenho que ter tudo planeado para que de manhã quando o despertador toca, não arranjar desculpas para ficar na cama. A verdade é que tem sido cada vez mais fácil levantar-me cedo. No outro dia esqueci-me de pôr o despertador para as 5 e acordei às 6 sozinha. Aos fins-de-semana tenho acordado naturalmente às 7h.

Claro que não precisam ser tão radicais como eu. Um dos objectivos da rotina matinal é fazer as coisas com calma para não começar o dia logo com stress. Se as suas manhãs são uma correria, por que não levantar-se 15 minutos mais cedo? Ou meia hora?
Imagine como seria o seu dia ideal (de forma realista, claro). Agora, é só ter força de vontade suficiente para fazer algumas pequenas mudanças que vão melhorar bastante a sua vida!

16/02/2012

Fazer um orçamento mensal

Hoje vou falar projecto número 28 do ebook da Tsh Oxenreider, One Bite at a Timecriar um orçamento mensal.

Antes de começar, devo avisar que não sou nenhuma autoridade no assunto. Até há poucos anos atrás tanto eu como o J. éramos bastante desorganizados com o dinheiro, fruto de podermos pedir mais aos papás sempre que fosse preciso. Com a vinda dos miúdos, comecei a aperceber-me que não posso gastar o dinheiro à tola e ficar dependente dos meus pais caso as coisas corram mal. E comecei a ter mais cuidado com o dinheiro. Mas ainda levei uns bons anos até ter o controlo total das minhas finanças, mas hoje em dia posso dizer que já estou no ponto!

Então o primeiro passo em direcção à independência financeira, criar um orçamento mensal!

Para fazê-lo, há uma regra simples mas incontornável:

dinheiro que entra (salários) - dinheiro que sai (despesas) > 0

Ou seja, as despesas nunca podem ser maiores que o que ganhamos. Se assim for, as coisas estão mesmo muito mal e há que fazer cortes imediatos nos gastos.
A Tsh sugere o zero-based budget, que significa que depois do orçamento feito, não sobra dinheiro, isto é, todo o dinheiro tem algum destino (nem que seja a conta-poupança), alterando a regra acima para:

dinheiro que entra - dinheiro que sai = 0

Eu faço os orçamentos e controlo os movimentos bancários num ficheiro excel. Tenho contas só minhas, incluindo conta-poupança e PPR, e uma conta conjunta com o J. onde colocamos o dinheiro para as despesas comuns, como alimentação, miúdos, ginásio, contas de casa, etc.
O meu orçamento pessoal é dividido nas seguintes categorias:

In (salário)
conta conjunta (o que é transferido para a conta das despesas comuns)
PPR
mesada (dinheiro para gasolina e para gastos diários meus)
poupança (tento poupar 40-50% do que entra)

O meu orçamento é simples pois não tenho dívidas nem créditos para pagar.

O orçamento do J. também é muito básico:

In (salário)
conta conjunta
moto4 (prestação que acaba daqui a poucos meses)
mesada
poupança

Finalmente, o orçamento da conta conjunta é que é mais complicado:

In (o meu e o do J., que não é o mesmo - é proporcional ao que cada um ganha, para ser mais justo)
empregada
ginásio
luz
água
tv cabo+internet+telefone
telemóveis
escola miúdos
supermercado
poupança miúdos
poupança gatos
poupança ATL
poupança material escolar

As últimos quatro categorias não são bem poupanças. É dinheiro que pomos de parte para levar os gatos ao veterinário e os miúdos ao pediatra, para pagar o ATL nas férias e para comprar os livros e material escolar no início do ano lectivo. Assim, juntando um pouco todos os meses, custa muito menos na altura - porque já temos o dinheiro e não precisamos de tirar do nosso dinheiro desse mês. Muito, muito mais fácil! A maior parte do dinheiro da poupança dos miúdos é de vez em quando transferida para a conta poupança deles, porque eles só vão ao pediatra uma vez por ano...

Outras coisas sobre o meu sistema:

~ não uso o sistema dos envelopes; já tentei e não me dá jeito, mas resulta muito bem para outras pessoas
~ não aponto os gastos diários; já tentei, mas só conseguia durante alguns dias... Mas não me interessa, eu sei que tenho aquele dinheiro para gastar e controlo os levantamentos de dinheiro no excel
~ pago as contas mal elas chegam (não gosto dos débitos directos) - no próprio dia, mesmo!
~ mal recebemos, faço logo estas transferências de dinheiro todas de umas contas para as outras, senão acontece irmos às compras e pagarmos do nosso dinheiro, e as contas depois complicam-se...
~ também transfiro o dinheiro para as poupanças mal recebemos - para mim, esta é a categoria mais importante!

Bem, acho que é isto! Não é complicado e resulta!

E vocês, como fazem?






06/02/2012

Fazer o pior logo de manhã

A trabalhar desde as 5 da manhã...

Como disse no início de Janeiro, estava a pensar fazer um post sobre cada um dos 52 projectos do livro One Bite at a Time da Tsh Oxenreider. Se ainda não conhecem o livro, vale mesmo a pena uma espreitadela!

Então, o seu primeiro projecto é: 

Eat your frog

que basicamente significa que devemos fazer em primeiro lugar, logo de manhã, aquilo que menos queremos ou aquela tarefa que mais nos custa.
Acordamos cheios de boas intenções, mas milhões de outras coisas atravessam-se no caminho e aquela tarefa chata mas importante acaba por não ser feita.

Duas coisas podem ajudar: estabelecer uma rotina matinal e uma lista das três tarefas mais importantes para esse dia.

Eu não faria metade do que faço sem rotinas bem definidas. As rotinas simplificam a minha vida, aumentam a minha produtividade e dão-me mais tempo.

Definir as tarefas mais importantes, geralmente três, permite organizar o dia de forma a que essas tarefas sejam mesmo realizadas. Se não fizermos mais nada o dia inteiro, pelo menos o mais importante foi feito.

Uma dessas 3 tarefas mais importantes será o tal sapo. A tarefa que não queremos fazer mas tem mesmo que ser...

Por exemplo, eu andava a adiar uma tarefa, fazer a revisão de um artigo para uma revista científica, há 2 ou 3 semanas. Hoje decidi que me levantava às 5 da manhã para o fazer. E levantei-me. E fiz a revisão do artigo. E tirei um enorme peso dos ombros!

Um bom exemplo de uma tarefa que também gosto de fazer logo de manhã e o dia corre-me sempre melhor é ir ao ginásio (às 7h). Fico cheia de energia para o resto do dia e com uma sensação de dever cumprido!

Agora dois apartes...

Não vou mais enviar as folhas da agenda (a diária e a semanal), pois tenho perdido demasiado tempo com isso e de certeza que me esqueci de responder a várias pessoas e isso chateia-me. As folhas originais estão aqui e aqui e não custa nada alterá-las para ficar ao nosso gosto.

Descobri o blog da Fat Mum Slim e adoro os seus passatempos de fotografia. Ela dá ideias para tirarmos uma foto por dia (um projecto que já tentei e falhei), mas gostei sobretudo do projecto Your day in photos (1 foto a cada hora). Hoje vou tentar fazê-lo (a foto de cima é a primeira).

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