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10/10/2015

A história do meu peso e mais um esforço

A evolução do meu peso desde o início da "dieta"

Em julho, de férias, na praia, decidida a perder os kilos a mais, consegui fazê-lo. Perdi cerca de 3 kilos, o que, em mim, nota-se e faz diferença. Agora ando à volta dos 55 kg, mas queria perder mais 2 ou 3 - aqueles chatos que ninguém vê a não ser eu, mas eu sei bem que eles estão cá. Desde o fim das férias consegui manter o peso, com as normais oscilações. Agora tanto posso ter 54,5 como 55,5 kg. 

Mas quero perder o que falta! Em julho partilhei aqui tudo o que comi durante mais de 30 dias e o meu peso diário. Resultou muito bem, espero ter motivado outras pessoas, e decidi fazê-lo de novo!
Nova "dieta", nova partilha de resultados.

A minha dieta não é uma "dieta" propriamente dita. O que eu gosto de comer e me faz sentir bem é mais ou menos o que é chamado de Primal (parecido com o Paleo, mas muito menos restritivo). Sei que há coisas que me fazem engordar (como os jantares de chouriça assada, pão, queijo e camarões) e coisas que ajudam a emagrecer (fazer exercício físico à tarde e não comer hidratos de carbono complexos ao jantar).

Nestes últimos meses tenho comido de tudo um pouco e, tal como já referi, o peso oscila, mas isso é perfeitamente natural. Não tenho ganho peso nem perdido peso. Mantenho-me à volta dos 55 kg. O objetivo agora é perder mais 3 kg. 

Sei que vai ser mais difícil. Não estou de férias, tenho que comer fora mais vezes, tenho que arranjar refeições rápidas e fáceis ao fim do dia. Mas vou tentar. E começo já hoje. Não é preciso começar a uma segunda-feira ou no primeiro dia do mês. Para mim, o momento presente é o ideal!



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31/07/2015

A minha dieta || Os últimos dias e o resultado final

E assim chegámos ao fim dos 31 dias… Perdi (quase) 3 kg, desde dia 29 de junho até esta manhã. Dizem que não se deve perder mais de meio quilo por semana, portanto acho que estou bem. Ainda não cheguei ao meu objetivo, que eram os 54 kg, mas olhando para mim, penso que não me fará mal mudar esse valor para os 52 kg. Veremos o que diz o espelho.

Em relação à minha alimentação, o que comi está na linha do estilo Primal, do qual falei aqui. Não fiz os 31 dias da Ágata Roquette nem nenhuma outra dieta. O que fiz, basicamente, foi cortar nos hidratos de carbono complexos (arroz, pão, massas, etc.). Quase todos os almoços e jantares foram de grelhados no carvão, porque estávamos na praia e é o que se faz na praia. Agora que vamos voltar para casa, estava com medo de voltar também a comida de tacho, mas comprámos um grelhador a gás que se pode usar numa varanda de apartamento, pois não faz praticamente fumo nenhum – assim, os grelhados serão para manter.

Uma das coisas mais importantes, não só para quem quer fazer dieta mas para qualquer pessoa preocupada com o que come, é saber exatamente o que é que vai comer durante o dia, para não cometer erros como… comer um pacote de bolachas ao lanche… O planeamento das refeições terá, portanto, de ser obrigatório. De férias é fácil, há mais tempo para pensar nas coisas – no dia-a-dia as coisas têm que ser planeadas, senão acabamos por encomendar uma pizza ou vamos jantar fora…

Costumava comer a meio da manhã, mas agora não o tenho feito; é verdade que tenho tomado o pequeno-almoço mais tarde, mas também almoço mais tarde. Não sei como vai ser a partir da próxima semana, de volta aos horários normais, mas terei comigo uma peça de fruta e um queijinho caso seja necessário a meio da manhã – mas só comerei se tiver fome. Para mim (e para a Ayurveda e outros pontos de vista que fogem ao convencional ocidental) não faz sentido comer só porque “temos” que comer de 3 em 3 horas… prefiro comer quando tenho fome.

Incrivelmente, não sinto falta do arroz, que é das comidas que eu mais adoro (e mais consumia). Ainda não estou no meu peso pretendido, mas quando lá chegar quero experimentar comer o que me apetecer à hora de almoço e ter mais cuidado com as restantes refeições. Assim, posso comer arroz, feijão de vez em quando, e comidas deliciosas como bacalhau com natas… Baseada na minha experiência passada, penso que o peso não subirá comendo hidratos de carbono complexos apenas até à hora de almoço.

E o mais incrível é que não fui só eu que não comi arroz! Os nossos almoços e jantares de férias eram à base de grelhados no carvão e saladas! Para os miúdos também! E ninguém se queixou nem passou fome!

Ao pequeno-almoço, o que me faz sentir mesmo bem e satisfeita é o iogurte grego com a mistura de aveia, sementes e frutos secos, e uma peça de fruta, e as duas tostinhas de trigo integral com queijo. Gosto muito de comer ovos mexidos de manhã, mas não me enche tanto, e a ideia para o pequeno-almoço é comer mesmo muito bem.

Eu gosto de chocolate e não tenciono deixar de comê-lo. Durante estes 31 dias comi chocolate todos os dias – mas, geralmente, chocolate preto com mais de 70% de cacau. Li algures um guru do fitness e da comida afirmar que podemos comer os doces que quisermos – desde que sejamos nós próprios a fazê-los em casa. Adoro esta ideia! Dá-me muito mais prazer fazer um bolo de chocolate ao fim de semana ou uns crepes para o pequeno-almoço de domingo, do que comprar um chocolatinho aqui e outro ali, ou comer uma mousse de chocolate no restaurante (até porque a minha mousse é muito melhor!). Para já, quero voltar a fazer o tal pequeno-almoço de crepes ao domingo, para mim e para os miúdos, mas desta vez sem peso na consciência. E, quando chegar ao peso pretendido, os jantares de domingo de pão e chouriça assada!

Em relação ao exercício físico, o yoga ficou esquecido nesta última semana, pois levantei-me sempre tarde, demasiado tarde para praticar. No entanto, fiz as caminhadas depois do jantar (que, verdade seja dita, já não me cansam… são apenas 4 km). E, mais importante, brinquei muito na praia – joguei raquetes (e eu esforço-me, eu corro atrás da bola), fiz imensos pinos, dei muitos mergulhos…

Como disse, a dieta ainda não acabou. Ainda tenho peso a perder. Mas, de facto, comer bem não é uma “dieta”, é um estilo de vida. Quero continuar a comer assim, mesmo quando tiver o peso pretendido. É este doseamento dos hidratos de carbono complexos que, em mim, me faz engordar ou emagrecer; no futuro, será com isso que vou jogar, mas mantendo as bases do Primal, que faz imenso sentido para mim – e sabe muito bem!

Como já referi, quero almoços mais livres, porque almoço geralmente fora, na universidade – e, como sou de novo aluna, pago apenas 2,5€ por um almoço completo na cantina (e a cantina da Universidade do Algarve faz comida muito boa!). As outras refeições serão mais controladas, sobretudo o jantar – para o meu metabolismo, é esta a refeição que faz a diferença no peso do dia seguinte!

Mas chega de conversas! Aqui fica a comida dos últimos dias. Hoje, dia 31, não vou apontar o que como nem vou mais partilhar convosco as minhas refeições. Talvez umas fotos no Instagram daqui para a frente (sim, agora já tenho boa internet de novo!).

28 julho 2015, 3ªf – 55,8 kg

1030 – iogurte grego, aveia, sementes, frutos secos, pêssego paraguaio, 2 tostinhas integrais com 2 fatias de queijo flamengo
1330 – entrecosto grelhado, salada montanheira, fatia de melão, sumo de laranja natural
1700 – pêssego paraguaio, 3 fatias de queijo flamengo
1930 – entrecosto grelhado, tomatinhos (cherry), cenoura ralada, sumo de laranja natural
2230 – 2 quadradinhos de chocolate preto

29 julho 2015, 4ªf – 55,6 kg

0930 - iogurte grego, aveia, sementes, frutos secos, melão
1330 – 4 carapaus, salada montanheira, 2 fatias de pão, sumo de laranja, sumo de laranja natural
1430 – chá verde, 2 quadradinhos de chocolate preto
1930 – um pouco mais de meio pacote de bolachas (waffles) de chocolate…
2100 – 2 almôndegas (não tinha fome…)
45 min caminhada
2300 – 3 fatias de queijo curado de mistura

30 julho 2015, 5ªf – 55,5 kg

1000 - iogurte grego, aveia, sementes, frutos secos, pêssego paraguaio, 3 tostinhas integrais com queijo curado
1330 – peixe grelhado (1 carapau e 2 besugos), salada montanheira, sumo de laranja natural, fatia de melão
1430 – chá verde, 2 quadradinhos de chocolate preto
1700 – meio pacote de bolachas de chocolate…
1900 – búzios (muitos), 2 fatias de pão com queijo curado, alperce
45 min caminhada

31 julho 2015, 6ªf – 55,3 kg!!!!!!!!!!!!!!


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15/07/2015

O estilo de vida Primal



Já aqui referi várias vezes que a dieta do paleolítico faz muito sentido para mim. Foi a pensar em aprender um pouco mais sobre o Paleo que comprei o livro Energia Paleo do Mark Sisson. Quando comecei a ler, percebi que o título em português é enganador - o livro não é sobre a dieta Paleo, mas sim um estilo de vida ao qual o autor chama Primal. A dieta é baseada no Paleo, mas muito menos restritiva. As semelhanças são muitas, mas há algumas diferenças importantes. Este livro, Primal Blueprint no original, fez ainda mais sentido para mim que o Paleo. Além de directrizes em relação à alimentação, o autor também argumenta em relação ao exercício físico, aos medicamentos, ao sono, ao sol - ou seja, é um estilo de vida baseado na do Homem de há 10 mil anos atrás, período em que a espécie Homo sapiens atingiu o seu pico evolutivo (antes do advento da agricultura).

É mais ou menos este tipo de alimentação que tenho tentado seguir nestas últimas semanas. Já perdi quase 2 kg (em 2 semanas), tenho cometido alguns excessos (a minha desculpa é sempre "eu não tenho assim tanto peso para perder, por isso um chocolatinho ou uma bola de berlim não me vão fazer mal..."), e sinto-me cheia de energia. Tenho praticado yoga quase todas as manhãs e caminhadas em passo rápido depois do jantar, além de nadar, brincar, jogar raquetes e fazer pinos na praia.

Como escrevi aqui, há muitos estudos sobre muitas dietas, e tanto encontramos estudos a favor do paleo, como a favor do veganismo, como a favor do crudivorismo... Há que ter bom senso, ouvir o corpo e perceber o que é que é melhor para nós próprios. Eu estou muito contente com a alimentação que ando a fazer! Sobretudo poder comer mais que 1 ovo por dia sem ficar com um peso na consciência!

Hoje queria deixar-vos as linhas gerais do Primal. As fotos são da parte final do livro, cuja leitura aconselho (assim como o blog do autor, Mark's Daily Apple), e relembro que em vez de Paleo, deve ler-se Primal (não gostei muito da tradução do livro - não li o original em inglês, mas há coisas que estão claramente mal traduzidas...).








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08/07/2015

Nem dieta dos 31 dias, nem paleo, nem vegan, nem mediterrânica...

A nutrição é um assunto que sempre me interessou. Começou há muitos anos, quando fazia musculação a sério (para ter músculo!) e tinha que ter muito cuidado com o que comia. Este mês já li uma série de livros sobre dietas e fiz muitas pesquisas na internet.

Sendo cientista, gosto de ver a informação corroborada por estudos científicos (o meu preferido é aquele que conclui que afinal podemos comer ovos à vontade!). O problema é que muitos estudos têm problemas metodológicos (não testam experimentalmente os efeitos das variáveis), outros são mal interpretados pela comunidade não científica (por exemplo, uma correlação entre duas variáveis não implica causalidade, ou seja, uma não causa necessariamente a outra). E o pior é que tanto podemos encontrar estudos que apoiam a dieta paleo, assim como tantos outros que apoiam uma dieta vegan. 

Perante tantos livros, tantas dietas, tantos estudos, onde é que ficamos? Qual dieta devemos escolher? Já aqui referi mais que uma vez que a dieta do paleolítico atrai-me bastante - mas ao mesmo tempo acho-a demasiado restritiva. Ser vegan ou vegetariana também não dá para mim - os meus meses de vegetarianismo resultaram em problemas digestivos porque não posso comer leguminosas. Estas dietas não são coisas passageiras para perder peso - são sim estilos de vida. Em relação às dietas com uma duração limitada e vocacionadas para a perda de peso, a dieta dos 31 dias, a Atkins, a South Beach e outras têm aspetos que me parecem altamente errados - por exemplo, deixar de comer fruta... É verdade que eu não tenho muitos kilos para perder - se tivesse mesmo excesso de peso, talvez reconsiderasse. 

O que acredito é que devemos ouvir o nosso corpo - o nosso corpo dir-nos-á se a nossa alimentação é correta ou não. Para uns, o vegetarianismo é o que os faz sentir bem - fantástico! Para outros, viver sem carne é impensável - fantástico! Desde que as pessoas se sintam bem e tenham saúde, o que é que interessa se seguem esta ou aquela dieta? Na minha opinião, estas coisas das dietas e da alimentação têm dois grandes problemas. Primeiro, a maioria das pessoas não ouve o corpo - ignoram sinais de alarme, não se apercebem de alterações subtis que vão ocorrendo, não são capazes de relacionar certos sintomas à alimentação que fazem. Segundo, as pessoas à nossa volta tentam convencer-nos que a sua alimentação é que é a alimentação certa. Tenho sentido isto sobretudo da parte de alguns vegetarianos/vegan - já recebi vários emails e comentários que me tentam "convencer" a adoptar essa alimentação, ou que afirmam que quando fui vegetariana fiz tudo mal e foi por isso que não resultou (como se soubessem o que é que eu comi durante esses meses...).

Este post serve, na verdade, para responder a uma leitora, Teresa, que me perguntou o que tenho feito em relação à fruta e sopa, que a dieta dos 31 dias elimina nos primeiros 15 dias. Ora bem, a minha intenção nunca foi seguir a dieta da Ágata. Os seus livros inspiraram-me, sim, a começar uma dieta a sério. A perder de vez estes 3 ou 4 kilos a mais. Eu nunca seria capaz de seguir religiosamente um plano alimentar como esses dos livros de dieta porque, em primeiro lugar, não sou eu que cozinho cá em casa e, em segundo lugar, seguir regras com as quais não concordo nunca foi o meu forte. Eu gravito em direção ao paleo, desde sempre, embora também coma muito arroz (agora não). No entanto, o paleo também não me agrada completamente. O primal, que é uma variante do paleo, já admite alguns laticínios, tubérculos e arroz selvagem, enquanto o paleo não.

O que tenho feito agora, que estou ativamente a tentar perder alguns kilos, é aquilo que eu sei, por experiência, que me faz sentir bem e perder peso - o mais importante é cortar os hidratos de carbono complexos, sobretudo ao jantar (ao almoço não faz mal, mas como quero mesmo perder peso, estou a cortá-los ao almoço também). Como muita fruta e verduras porque gosto. Não me interessa se a fruta tem alto ou baixo índice glicémico porque nunca senti que a ingestão de fruta me provocasse grandes picos de açúcar no sangue. Não tenho comido sopa (que adoro) simplesmente porque com este calor não me apetece. Ando a comer mais ovos que o habitual (uns 2 por dia - e desde que conheci o estudo que referi acima, já não sinto um peso na consciência por comer mais ovos que o tradicionalmente recomendado). Tenho comido muito peixe, carne e marisco, não porque a dieta paleo recomenda, mas sim porque peixe e marisco abundam aqui na praia, gosto deles e de carne também, e deixam-me saciada, mas sem aquela sensação desconfortável de ter comido demais como acontecia quando comia leguminosas, arroz ou outros hidratos de carbono complexos. Não bebo leite, mas como produtos fermentados de leite - queijo e iogurtes. Tenho comido umas tostinhas de trigo e alguma aveia integral ao pequeno-almoço, porque os meus intestinos funcionam logo a seguir. E, claro, uns quadradinhos de chocolate preto. E basicamente, é isto. 

De todas as dietas que conheço e dos livros que já li, a dieta que se aproxima mais do que como agora é a Dieta Viva da Ana Bravo. Não há cá fundamentalismos nem muitas restrições, mas sim tudo com conta, peso e medida. No início deste ano, o médico americano Mark Hyman cunhou o termo pegan - uma combinação do melhor do paleo e do vegan. Revejo-me absolutamente naquilo que ele escreve - ide ler, é um texto muito bom mesmo!

Mas, enfim... o objetivo agora é emagrecer... no fim do mês veremos se esta minha abordagem resultou ou não... ;)


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