Mostrar mensagens com a etiqueta roupa e acessórios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta roupa e acessórios. Mostrar todas as mensagens

13/10/2017

Grande destralhamento de roupa... outra vez

Destralhar é um processo contínuo. Ou a pessoa é muito disciplinada e não deixa nunca entrar tralha em casa, ou então tem que ir destralhando de vez em quando para eliminar a tralha que conseguiu entrar pela porta. Pela minha porta ainda entra alguma tralha... sobretudo pela porta do roupeiro...

Inspirada pelos videos que vejo no youtube sobre o armário-cápsula, lá fui destralhar mais um pouco a minha roupa... Desta vez, sem apelo nem agravo... às vezes não sou tão corajosa, sinto-me mais apegada às coisas, mas desta vez, fria que nem um cubo de gelo!

Enchi esta mala de viagem com roupa que já não quero. A própria mala também é para ir fora. Lá dentro, além de roupa, estão sapatos e um tapete branco lindo do Ikea que, sendo branco, está sempre sujo, e eu sempre a lavá-lo, e tenho mais que fazer. As coisas não vão propriamente para o lixo, é para dar...


Também enchi um saco com roupa que vou guardar durante algum tempo... se não usar, vai fora.


Nesta gaveta tenho roupa de praia (a que tem a peça branca no topo) e roupa que penso que não vou usar mais, nomeadamente leggings (só preciso de umas pretas boas) e blusas de gola alta (fazem-me impressão no pescoço). Se não usar nos próximos tempos, vai tudo fora também.



Tirando sapatos, casacos e malas (e roupa interior, de dormir e de desporto), a minha roupa cabe agora numa gaveta da cómoda, numa prateleira e num varão do roupeiro.

Na gaveta estão tops e blusas de verão e inverno.


Na prateleira, camisolas de outono/inverno. A prateleira de cima tem roupa do J. e a de baixo tem o cesto com roupa para passar a ferro.


Por fim, vestidos e casacos de verão e inverno pendurados no varão de cima do roupeiro. Também fiz um grande destralhamento aos colares e sobraram os que se vêem na imagem.


Ah, é tão bom destralhar! O conceito do armário-cápsula atrai-me imenso, mas penso que ainda não estou preparada para isso... Veremos... Agora, o que quero é usar toda a roupa que tenho; de certeza que ainda tenho peças que não vou usar e assim ainda vou poder eliminar mais coisas!


>>>>>
Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral. Obrigada!!

26/12/2016

Destralhando

Eu, quando começo a destralhar, levo tudo à frente! Hoje foi um desses dias. Apesar de este ano não tirar férias na semana entre o Natal e a passagem de ano, ao contrário do que costumo fazer todos os anos, hoje fiquei em casa a descansar da festividades... Compras de supermercado, umas blusinhas novas na Stradivarius, uma bela posta de salmão grelhado ao almoço, um filme de Natal, e depois disto tudo, decidi atacar a minha roupa. 

As regras são sempre as mesmas. Gosto? Fica-me bem? Uso? Tinha uma série de peças que já usei bastante, mas que já não uso, porque... sei lá, os gostos mudam, o estilo muda... foram para o saco. Depois, dei uma volta aos colares, que uso muito pouco, pois prefiro brincos. Mais uns quantos para o saco. O armário do hall, onde tenho os casacos, seguiu-se - dois casacos lindos, os dois da Bershka, foram-se também. Na verdade, pus os dois à venda no olx. 

O mais antigo, que foi usado mas está em ótimo estado, faz-me parecer um urso pardo, graças ao seu pelinho castanho escuro. É quentinho, sim senhora, mas não dá para o meu físico...



O outro, comprado na Bershka online o inverno passado, é lindo, lindo, mas deve ser um M mais apertado, porque não me serve nas costas. Eu tenho as costas largas devido a muito desporto em miúda, natação, musculação... e com aquele casaco quase que não me mexo. Usei-o uma ou duas vezes, até admitir que, apesar de lindo, foi uma má compra. 



No mesmo armário estava o meu saco de ténis. Um saco enorme para raquetes, que usei muito pouco, comprado já próximo do fim da minha "carreira" de tenista amadora, pouco tempo antes de ter partido o pé... a jogar ténis. Guardei as raquetes, mas não preciso do saco para nada. Pus também à venda.


Portanto, espero que este destralhamento renda alguma coisa... O resto da roupa é para dar. Alguma, a que está em melhor estado, vou dar à loja solidária da Pravi de Faro, para ajudar os animais abandonados. O resto da roupa vai para uma instituição.

Como sempre disse, o minimalismo é um processo. O destralhamento não é feito numa só vez - volta e meia, temos que reavaliar o que temos, o que se vai acumulando. Nos próximos dias quero ver os livros e os armários da cozinha... E apesar desta semana não ser uma semana de reflexão como era costume, pelo menos consigo abrandar um pouco e riscar alguns itens da minha to-do list...



18/07/2016

Aproveitando as férias para destralhar

Apesar de estar de férias na praia, tenho vindo a casa de vez em quando, para ir às compras ou tratar de coisas... Tenho aproveitado para ir destralhando roupa, acessórios, utensílios de cozinha... enfim, tudo aquilo que durante o ano não consegui fazer, por causa do trabalho e curso de psicologia, estou a aproveitar agora para fazer. Afinal, destralhar não é uma coisa que se faz uma só vez na vida - há que manter!

Então, comecei com as malas. Os critérios para decidir o que vai e o que fica são simples: gosto? uso? fica-me bem? uso mesmo? ou só guardo porque gosto, mas na verdade não uso?
Quero ter apenas coisas de que gosto E que uso. Com isso em mente, passei destas malas (não as contei):


para estas:


e arrumei-as:



estas são para dar:



Fiz o mesmo aos lenços e gorros. Destes todos:


passei para estes:



E ainda juntei esta roupa toda para ir embora:


Ah, fico sempre tão mais leve quando destralho!!

11/07/2016

Armário-cápsula?

Ultimamente tenho lido tanto sobre o armário-cápsula que decidi investigar o assunto mais a fundo.

A ideia partiu de Caroline, uma blogger americana, que no seu blog Un-fancy começou a falar de um guarda-roupa minimalista, com poucas peças, mas todas elas "usáveis" e versáteis, a que chamou de armário-cápsula. O conceito pegou e muitos bloggers começaram a criar o seu armário-cápsula, com poucas peças, mas peças de qualidade que são de facto usadas de várias maneiras diferentes e ficam bem.

Eu já não tenho tanta roupa como tinha há uns anos, antes do grande destralhamento, mas mesmo assim tenho peças que não uso. De vez em quando dou uma volta à roupa toda e ponho de parte o que não uso ou o que já não gosto... mas fico sempre com peças no armário que gosto mas não uso, ou que só consigo usar de uma maneira, ou, pior, peças que gosto, ficam-me bem, mas não sei como as devo usar... Então agora decidi experimentar este conceito do armário-cápsula.

Inicialmente, a Caroline estabeleceu várias regras para o armário-cápsula, se bem que depois alterou-as. A ideia inicial era escolher 37 peças de roupa para usar durante 3 meses (uma estação do ano). Mais tarde, ela flexibilizou a sua abordagem, focando-se num pequeno número de peças (não necessariamente 37) que ficam bem, são adequadas ao estilo de vida e à estação do ano.

A história das estações do ano é difícil aqui no Algarve. Basicamente já não temos Outono (a minha estação preferida...); o calor (não tanto calor como no Verão, mas mesmo assim, calor) prolonga-se até meados de novembro, e depois começa o inverno. Depois do Inverno vem o novamente o calor e o Verão. Portanto, está aí a primeira dificuldade - não ter estações do ano bem definidas onde vivo.

Mas lá tirei a roupa toda do armário e fotografei-a, peça a peça. Peguei num caderno e para cada peça de roupa escrevi várias maneiras de usá-la. Há peças de roupa que consigo usar de várias maneiras, outras que só me vejo a usar de uma única maneira.

Depois ataquei as gavetas. Lá foram mais umas quantas peças de roupa para dar e outras, aquelas que me deixam indecisa, guardei numa caixa de plástico no armário. São peças que se não forem usadas nos próximos meses, irão fora também.

Por fim, os sapatos. Tenho pouco mais de 20 pares, incluindo chinelos e ténis de desporto. Mesmo assim tenho 2 ou 3 pares de sapatos que não calço, mas como cabem no armário, por enquanto ficam lá.

Depois de fazer esta arrumação e de olhar com outros olhos para a roupa, percebi que não tenho assim tanta roupa quanto isso (já tive muita, mas muita mais...) e uso a maioria das peças que tenho. O meu desafio daqui em diante será, sim, tentar usar as poucas peças que não uso - essas que não uso é porque não sei como usá-las. Por exemplo, tenho uma camisa branca que adoro, mas só me vejo a usá-la com calças de ganga. No entanto, só uso jeans no inverno, quanto já está frio para a camisa branca. É este tipo de problemas que tenho que resolver...

Vou tentar seguir estas regras: para cada parte de baixo, devemos ter 5 partes de cima e basicamente tudo no armário deve ser coordenável entre si. Quero simplificar mais um pouco as coisas e libertar espaço - se bem que continuo a obedecer às minhas regras dos limites: a minha roupa continua a caber toda no espaço a ela destinado. Esta coisa do armário-cápsula atrai-me e em agosto quero dedicar-me mais seriamente a este projeto!

20/05/2016

Revisitando os meus sapatos

Só agora me apercebi que este blog fez 5 anos no passado dia 18, há 2 dias atrás! Bem sei que já não escrevo como escrevia, não por falta de vontade ou por não ter nada para escrever, mas sim por falta de tempo... Desde que me meti na licenciatura em Psicologia, o tempo que eu dispendia a pesquisar e a escrever para o blog é agora passado a estudar, a fazer trabalhos... enfim, vida de trabalhadora-estudante, mãe, e outras coisas é assim...

Mas agora que tenho um tempinho vou relembrar um dos posts que mais gostei - aquele em que mostrei como diminuí a minha coleção de sapatos. Ora, na altura, em setembro de 2011, tinha 55 pares de sapatos. Estava a iniciar-me no minimalismo, entusiasmada em simplificar as coisas, e consegui desapegar-me dos sapatos e livrar-me daqueles que não usava ou que não eram confortáveis. Nessa altura, reduzi o número de sapatos para 33 pares.



Pouco tempo depois, minimizei ainda mais os sapatos.

Desde essa altura, nunca mais deixei acumular. Perdi o interesse em comprar sapatos para colmatar outras coisas... perdi o interesse em gastar dinheiro em coisas que não preciso... Abracei mesmo o minimalismo e isso tem-se mantido até agora.

Atualmente, tenho 24 pares de sapatos. Ei-los na foto abaixo (as sapatilhas em baixo à direita foram fora; estavam demasiado velhas e as solas descoladas; tenho ainda umas botas castanhas de cabedal que estão guardadas e não aparecem na foto).



Quando olho para as fotos antigas, sim, tenho saudades de alguns dos sapatos. As sabrinas vermelhas, por exemplo. Mas se bem me lembro, faziam doer os pés... Pelo menos 8 pares já tinha na foto de 2011 e ainda os tenho - estão a durar!! Livrei-me de muitos outros sapatos e fui comprando alguns pelo caminho. Destes 20 e tal pares, não calço todos. 

Os 2 pares de sapatos fechados de salto alto e as sandálias castanhas de cunha não uso (os pares 3, 4 e 5 da fila de cima, da esquerda para a direita). As sandálias pretas ao lado raramente... 
Passei o inverno praticamente todo com os dois pares de botas da fila de trás, umas pretas, outras beges. 
As sabrinas, uso e gosto, mas este ano parece que passámos da chuva diretamente para o verão, ou seja, das botas para as sandálias. 
E quando é preciso um calçado mais fechado, a minha escolha vai a para sapatilhas - essas duas all star da frente são as minhas preferidas. 
Relativamente às sandálias, vejo um par que não uso e dois que precisam de substituição (as sandálias castanhas e brancas da fila do meio). 
E só tenho 2 pares de chinelos, os azuis e os pretos do lado direito da foto.

Olhando para a foto, reconheço que preciso de ir às compras. Mas agora, em vez de comprar só por comprar, compro porque preciso mesmo. Para ser mais exata, as sandálias castanhas e as brancas  (ao lado das sabrinas) estão em muito mau estado; duvido que aguentem mais um verão. Também preciso de um par de chinelos; os chinelos pretos da foto (no lado direito, fila do meio) foram comprados no Jumbo há uns dois anos e têm-se aguentado muito bem, mas é hora de arranjar outros; estes ficam para a praia.

Vinte e poucos pares de sapatos, é isto. E não os uso todos! Será que consigo minimizar ainda mais??

23/03/2015

Destralhar é um processo contínuo

Por mais minimalista que uma pessoa seja, a entrada de tralha em casa é inevitável, sobretudo quando não se vive sozinho. Por outro lado, há coisas que já estão em casa e deixam de ser úteis e transformam-se em tralha. Por isso, é necessário uma revisão frequente das coisas que temos e uma avaliação objetiva da sua utilidade. Neste passado fim de semana foi o que andei a fazer em casa - destralhar!

O meu grande problema sempre foi e continua a ser a roupa. Apesar de ter reduzido drasticamente roupa, sapatos e acessórios, ainda tenho peças que não uso e que estão guardadas no topo de um roupeiro. Tinha uma mala de viagem e vários sacos de plástico com roupa guardados que foram alvo de limpeza. 


Consegui pôr muita roupa de parte para dar, mas mesmo assim ainda enchi a tal mala de viagem com roupa que não uso e não sei se voltarei a usar, mas que não consigo deitar fora para já... Coloquei uma etiqueta com a data, março 2015, e se daqui a um ano não tiver recuperado nada do que lá está, lá terei que ganhar coragem e livrar-me dessa roupa...


Na parte de cima desse roupeiro temos uma série de coisas que não usamos muito (ou nunca): a tenda de campismo, material de mergulho, roupa e material escolar usado dos meus filhos. Era uma imensidão de livros e cadernos todos escritos, riscanhados e até rasgados, que já não dava para reaproveitar. Os miúdos também meteram mãos à obra e destralharam as suas coisas! Resultado: um saco cheio de papelada para reciclar.



Fiquei ainda com um montinho de livros para dar/vender e umas botas lindas de pele que usei muito pouco porque têm salto alto que gostava que encontrassem uma nova dona...

Mas o importante é que a parte de cima do tal roupeiro ficou bem mais leve! 


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Obrigada!!


28/04/2014

A evolução de um estilo

Os maiores destralhamentos que ocorreram cá em casa desde que abracei o minimalismo, em 2011, foram na roupa, sapatos e acessórios. Vou recapitular...

Eu, como a maioria das mulheres, tinha demasiada roupa; roupa que não usava, não gostava, não servia, sapatos que aleijavam, acessórios que não combinavam. Esta mistura eclética nos meus armários foi o resultado de anos de experimentação com vários estilos de roupa... desde muito mal vestida enquanto estudante universitária até sapato alto e blazer depois de ter tido os meus filhos. Nunca tive um estilo definido e nunca fui daquelas pessoas de quem as amigas dissessem que viram uma saia que era mesmo a minha cara (agora já acontece!). 

Comecei a ver a luz quando descobri o método sazonal da cor. Percebi que sou inverno e que são estas as cores que me ficam bem:


Como tinha muita roupa castanha e bege, que era o que usava mais e, infelizmente, não me ficava lá muito bem, dei muita roupa dessas cores... Dei também muitos sapatos, ou por não os usar, como tudo o que era de salto alto, ou porque me faziam doer os pés, como muitas sandálias giras que tinha... E dei muitos colares e cintos, porque não os usava e não combinavam com o resto.

Se me arrependo de ter dado tanta roupa? Sim, tenho saudades de algumas peças de roupa que dei... Mas senti um enorme alívio quando fiquei com os armários mais vazios. Foi um novo começo para mim; pude começar a construir o meu guarda-roupa a partir quase do zero. E o mais importante é que esta tabula rasa permitiu-me descobrir qual o tipo de roupa de que eu realmente gosto.

Percebi, por exemplo, que não gosto nada de me sentir apertada sobretudo na cintura e nas costas; por isso, prefiro roupas que me dêem liberdade de movimentos. Assim, raramente uso calças de ganga e prefiro leggings; raramente uso cintos e camisas justas e deixei completamente os saltos altos. Percebi também que sou calorenta. Prefiro vestir camadas que possa despir do que uma camisola de inverno quente e pesada. Percebi que gosto mesmo de andar à vontade; digamos que se trabalhasse num banco ou noutro sítio com um dress code mais formal, estava lixada. Mas no meu trabalho não há nada disso (até podia ir de calças de pijama que ninguém notava).

Então, desde a grande purga de 2011 até agora tenho vindo, calmamente, a descobrir aquilo de que gosto e a comprar uma peça de roupa aqui, outra ali... Comecei a adicionar algumas cores aos meus básicos em preto, cinzento, branco e azul escuro. Relembrei-me que fico bem com algumas cores fortes como amarelo, vermelho e roxo. E, lentamente, tenho vindo a construir um guarda-roupa que me fica bem, que adoro, e que, mais importante, uso. A regra minimalista dos limites mantém-se: não posso comprar mais armários/cómodas para guardar a roupa. Tem que caber tudo na mobília que tenho. Assim, tenho que pensar bem se posso comprar alguma peça de roupa nova e sou obrigada a reavaliar constantemente tudo o que tenho. Não quero mesmo ter coisas a mais, coisas que não preciso e que acabo por não usar...

Neste momento estou muito feliz com a roupa que tenho. Já não olho para o armário a pensar que não tenho nada para vestir. Gosto da maioria das roupas que tenho e só compro algo novo se precisar; neste último ano adquiri alguma roupa nova porque percebi finalmente do que é que gosto, e posso agora descansar e gozar o meu guarda-roupa quase perfeito... 

Mas afinal, do que é que eu gosto? Aqui ficam alguns exemplos do meu Pinterest...








>>>>>
Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Podes também {subscrever a newsletter} e receber de oferta dois ebooks sobre organização e simplificação! Podes ainda dar uma olhadela ao meu mini-curso {Como acordar cedo e ter uma manhã serena}!
Obrigada!!

26/11/2013

Hippies modernos

Eu, se tivesse vivido nos anos 60/70, teria sido hippie. A sério. Não é só a cultura, o paz e amor, o livre pensamento - as roupas eram fantásticas!

Os hippies modernos também são muito stylish! Li há dias um artigo sobre a Rainbow Family, uma comunidade assente nos princípios da igualdade e não-violência, composta por hippies e não só. Estas fotos de membros da Rainbow Family, da autoria do fotógrafo Benoit Paillé, são de uma imensa beleza:





Fotos de Benoit Paillé


>>>>>
Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral. 
Podes também {subscrever a newsletter} e receber de oferta dois ebooks sobre organização e simplificação!
Obrigada!!
{Blog}
{Facebook}

06/07/2013

Alguns problemas que enfrentamos quando começamos a minimizar

No outro dia uma querida leitora pediu-me uns conselhos, agora que iniciou a sua jornada no destralhamento e simplificação. Decidi fazer um post pois sei que muitas outras pessoas se debatem com as mesmas questões.

A primeira questão que ela me colocou era como é que eu consegui convencer o J. a abraçar o conceito do minimalismo (ou seja, como conseguir que os maridos/mulheres fiquem na mesma onda que nós e queiram também destralhar as suas coisas).

Bem, eu tive sorte, pois como já referi algumas vezes, o J. já era minimalista sem o saber. Ele não tem quase nada. Portanto, para mim isso nunca foi problema.

Mas para os outros que não são assim, como fazê-los mudar de ideias?

Acho que em tudo na vida temos que ser práticos. Temos que chamá-los à razão. Vais voltar a jogar esses jogos de computador do tempo da maria cachucha? Vais voltar a olhar para a colecção de cromos da temporada de há 10 anos atrás? Vais mesmo sair à rua com os jeans desbotados à anos 80 que não te servem há imenso tempo? Temos que fazer os nossos respectivos perceber que as coisas que eles tanto querem guardar não são usadas há séculos nem vão ser usadas no futuro. Precisas mesmo disto? Mesmo, mesmo? Pensa no espaço que ganhas para outras coisas mais interessantes e úteis. Pensa no tempo que não vais perder a limpar e a organizar essas coisas que não te servem para nada. E vamos ser mesmo sinceros: estas coisas são mesmo importantes para ti? Precisas mesmo destas coisas todas? Deixas de ser feliz se já não tiveres estas coisas? São estas coisas que te trazem felicidade?

Cada caso é um caso, claro, e o que resulta para uns pode não resultar para outros.
Eu sou adepta de ensinar através do meu exemplo. Eu destralho as minhas coisas, a minha vida, e com isso tornei-me numa pessoa melhor e mais feliz. Eles, que testemunham estas mudanças, começam a sentir-se curiosos. E quando nos vêem com mais tempo e menos chatices, querem o mesmo para eles. Destralhar as coisas físicas é só o primeiro passo.

Já aqui escrevi sobre o viver com não minimalistas. Resumidamente, os meus conselhos são:

- preocupa-te primeiro contigo, com as tuas coisas, com a tua tralha
- sê o exemplo a seguir, mostrando como a tua vida melhorou com o minimalismo
- estabelece limites; lá por teres desocupado uma gaveta da tua mesa de cabeceira, não quer dizer que o teu mais que tudo pode ocupar esse espaço com a sua tralha!
- respeita o espaço dos outros; não destralhes as coisas dele sem o seu consentimento (a não ser que sejam coisas que ele já nem se lembra que tem...)
- peda ajuda quando andares a destralhar as tuas coisas; pode ser que ele se entusiasme com as arrumações!
- fala com ele sobre estes conceitos do minimalismo, vida simples, abrandar - e mostra-lhe exemplos de pessoas reais que se tornaram muito mais felizes depois de terem abraçado este estilo de vida!



A outra questão era relacionada com a roupa. Quando destralhei a minha roupa, como fiz? Estabeleci um número de calças, vestidos, sapatos a ter?

Para destralhar a roupa, em primeiro lugar estudei o season colour analysis. Percebi quais as cores que me ficam mesmo bem e percebi que o castanho e bege, duas cores que eu usava muito, ficam-me mesmo mal (e é verdade, eu sentia sempre que alguma coisa não estava bem quando vestia essas cores). Então, sem dó nem piedade, todas as roupas castanhas e beges foram fora (leia-se, foram para dar).

Depois, analisei muito friamente todas as peças de roupa que tinha. Gosto desta peça e fica-me mesmo bem? Mesmo mesmo bem? Então, é para manter. Se uma peça de roupa ficava um pouco estranha, fazia-me o rabo gordo, ou era roupa com a qual eu não gostaria de esbarrar com um ex-namorado na rua, então foi fora.

Sim, livrei-me de demasiada roupa e já me arrependi de ter dado 2 ou 3 peças que até gostava de voltar a vestir. Mas o alívio que sinto por ter apenas a roupa suficiente, por não ter os armários e gavetas a abarrotar e por tudo, ou quase tudo, me ficar bem, compensa o arrependimento que às vezes sinto por uma ou outra peça de roupa.

No minimalismo só há uma regra: identificar o essencial e eliminar o resto. Isto aplica-se também à roupa. Precisas de duas saias brancas compridas? Precisas de 5 conjuntos saia-casaco quando vais sempre trabalhar de calças de ganga? Precisas de 3 botas castanhas de inverno?

Eu sei bem como pode ser difícil livrarmo-nos da roupa, sobretudo para as mulheres. Uma opção pode ser destralhar a roupa apenas até o armário não estar abarrotado de roupa, até conseguires abrir as gavetas com facilidade e ver o que lá está. Podes manter peças que não usas (livrares-te delas será o segundo passo), mas numa primeira fase, deixa apenas a roupa respirar. Tira do armário aquelas peças que não gostas e não usas mesmo, e o resto logo se vai vendo e fazendo... Já escrevi vários posts sobre a simplificação da roupa e acessórios que poderão ser úteis - podes lê-los aqui.


Tenham um excelente fim de semana!
Namaste!

10/05/2013

Hazel-inspired

Quem lê este blog há mais tempo sabe que eu sempre tive um problema com a roupa - excesso de roupa. E sabe que nos últimos anos, graças ao minimalismo, consegui livrar-me de mais de metade da minha roupa, incluindo sapatos e acessórios. E sim, arrependi-me de ter jogado algumas coisas fora, como umas sabrinas vermelhas que eram super confortáveis e uns colares mais coloridos que ficam bem agora na primavera-verão com os meus vestidos brancos.

Também já referi algures que o meu estilo mudou imenso ao longo dos anos. Na adolescência era a típica surfer girl - jeans, t-shirts e sweat-shirts de marcas de surf (e fazia surf, também), sapatilhas ou chinelos. Quando entrei na universidade, para um curso famoso por os seus alunos serem detectados à distância (a roupa, os chinelos, o cão, a bicicleta, eram imagens de marca do pessoal de BMP - quem andou na UAlg sabe do que falo), fui na onda e nunca me vesti tão mal como nessa altura (imaginem calças de fato de treino velhas e t-shirts largas). 

Depois a coisa lá melhorou, mas nunca soube exactamente qual era o meu estilo. Houve uma altura em que vestia muita roupa da Bershka e fazia conjuntos giros e coloridos q.b. (nada de exageros, que eu nunca gostei de muitas cores misturadas). Depois de ter sido mãe, comecei a usar mais saltos altos, blazers, camisas - roupas que não têm nada a ver comigo e com as quais nunca me senti particularmente confortável ou gira. Passada esta fase, comecei a explorar roupas mais coloridas (cheguei a ter as mesmas calças em branco, preto, laranja e rosa), mas também não me sentia 100% eu. Tive os meus problemas com o castanho, larguei os saltos altos no dia-a-dia (tenho alguns pares que raramente são usados), percebi quais as cores que me ficam bem e livrei-me do resto. Comecei a reconstruir o meu guarda-roupa à volta de algumas cores (branco, cinzento, preto, azul) e a adicionar, aos poucos, cores que ficam bem com estas. (todos os posts sobre roupa aqui)

Tenho imensa sorte por não ter um dress code no trabalho (se há sítio onde não se liga minimamente à roupa, é o sítio onde trabalho). E isto permite-me ser eu mesma. Vestir-me com o que gosto, usar o que me deixa confortável e me faz sentir gira. Gosto de poucas peças de roupa, em não mais de 2 ou 3 cores; não uso colares e brincos em simultâneo (mas posso usar vários colares ao mesmo tempo); os sapatos querem-se confortáveis e, para mim, saltos altos não se enquadram nesta categoria (sabrinas e chinelos sim); castanho só na forma de cintos e calçado em pele, ou colares e brincos de madeira.

Eu tinha outra regra: se uso uma saia ou calças largas, a parte de cima deverá ser justa; se uso uma blusa larga, a parte de baixo deverá ser justa. Era impensável vestir uma saia larga com uma blusa largachona, com medo de parecer um saco de batatas, ou umas calças justíssimas com um top ainda mais justo. Mas deixei de ser tão rígida. E eis que chegamos ao conjunto a que chamo Hazel-inspired....


Vamos por partes:

A Hazel é a minha querida Hazel Claridade, que há uns anos propôs um desafio giríssimo às suas leitoras: durante o mês de Maio usar apenas saias e vestidos para celebrar o sagrado feminino. No fim do mês, a Hazel colocou fotos das suas 31 fatiotas (vão ver, vale a pena). Eu, na altura, adorei, mas não pensei mais no assunto. 

Há uns tempos voltei a esse post e fiquei inspiradíssima! Abri os olhos e apercebi-me que eu posso vestir o que quiser! Não preciso vestir-me de uma determinada maneira por causa do trabalho, o que é óptimo. Não me interessa o que os outros pensam de mim ou da minha roupa (se me visto mal ou bem). Só há uma coisa que me interessa: sentir-me eu! Gira e confortável! E então revi a minha regra da parte de cima justa, parte de baixo larga - mas qual é o problema em usar uma saia larga com um top largo? 

Ontem fui assim como mostra a foto. Uma saia (que dá para fazer vestido cai-cai) dos indianos com um top largo. Muitos colares (um deles o japamala feito pela referida Hazel). A mala não está na foto, mas costumo usar sempre um dos tote bags feitos por mim.

Ah, bliss! Admito que certas roupas não são muito indicadas para o laboratório. Ontem via-se mais saia que bata... Mas o que interessa é que me sinto casa vez mais eu - e menos preocupada com a opinião dos outros em relação à minha imagem. Sim, é verdade que nas festas de anos e reuniões da escola sinto-me diferente das outras mães (abundam as calças e as camisas), mas who cares?...

No lab...

02/01/2013

Projecto 333 - moda minimalista

Lembram-se do meu projecto usa tudo? Pois, obviamente não usei tudo. Mesmo tendo reduzido o meu guarda-roupa para menos de metade, apercebi-me que ainda tenho muita coisa que não uso. Em há uns dias enchi mais uns sacos com roupa para dar...


Então, para ver se consigo reduzir mais o meu guarda-roupa, decidi finalmente embarcar no Project 333, criado pela blogger americana Courtney Carver.

O Projecto 333 é um projecto de moda minimalista. Como funciona? Os participantes seleccionam 33 peças de roupa e usam apenas essas 33 peças de roupa durante 3 meses. Nas 33 peças estão incluídos acessórios, malas e sapatos, mas a roupa interior, roupa de dormir, roupa de fazer desporto e de andar por casa, assim como jóias que nunca se tiram (como alianças) não contam. Se alguma peça se estragar durante o projecto, pode ser substituída por outra.

Os participantes do projecto 333 apercebem-se que não precisam de dezenas e dezenas de peças de roupa e o problema de escolher a roupa de manhã deixa de ser um problema. No fim do projecto, os participantes acabam por doar ainda mais roupa e ficar com mais espaço nos seus armários - e mais tempo nas suas vidas. 

Eu conheço este projecto há muito tempo, mas nunca me atrevi a embarcar em tal aventura - até agora. Desde que comecei a usar apenas três cores (branco, preto e cinzento) tem sido muito mais fácil vestir-me - tudo combina! As 33 peças que escolhi para o desafio são:

- botas altas pretas
- botas altas cinzentas
- botins pretos
- botins cinzentos

- casaco comprido preto
- blusão preto
- trench coat branco

- casaco malha branco
- casaco malha preto
- casaco malha cinzento
- casaco malha cinzento comprido
- casaco malha preto comprido

- blusa gola alta preta
- blusa gola alta cinzenta
- blusa gola alta branca
- blusa gola alta verde
- tunisina preta
- tunisina cinzenta
- tunisina branca (sujei-a com base de maquilhagem e terá que ser substituída...)
- blusa comprida cinzenta

- camisola bolinhas cinzentas
- camisola preta
- camisola cinzenta
- camisola branca

- vestido riscas preto/cinzento
- vestido preto
- vestido cinzento
- vestido branco
- vestido bordeaux

- jeans

- collants pretos
- collants cinzentos
- collants cinzentos lã

São estas as minhas 33 peças. Não contei com acessórios e malas (tenho que ir com calma!), mas tenciono usar apenas 2 sacos, 1 mala e a mochila, 2 ou 3 colares e uns quantos pares de brincos.
Vou tentar tirar fotos todos os dias e publicar no Flickr...
Comecei oficialmente ontem, 1 de Janeiro; o mês de Março preocupa-me, pois o tempo começa a aquecer cá no Algarve, mas vamos ver como corre...

05/11/2012

Como minimizar a roupa

A área mais difícil de destralhar e minimizar, sobretudo para uma mulher, é, sem dúvida, o roupeiro. Mas há boas razões para o fazermos.
Nós não precisamos andar sempre vestidas de acordo com as últimas modas (que, aliás, passam de moda depressa).
Ao não gastarmos rios de dinheiro todas as estações em novas peças de roupa, poupamos imenso (o que convém face à situação do país).
Se destralharmos o roupeiro com frequência e só comprarmos peças de roupa de que precisamos, ficamos com mais espaço - e um armário organizado e sem a roupa ao monte é muito mais agradável.
E, o mais importante, se tivermos só peças de roupa de que realmente gostamos e que nos ficam bem, garanto-vos que se acaba aquele dilema do "não tenho nada para vestir".

Dito isto, ando com um problema de sapatos. É verdade que o ano passado livrei-me de mais de metade dos meus sapatos, mas fiquei com alguns dos quais não consegui desfazer-me. São 3 pares de sapatos de inverno/meia estação, de salto alto, praticamente novos, que eu não uso - eu uso sandálias, sabrinas, botas e ténis. Estão no armário dentro de um saco e comprometi-me a livrar-me deles caso chegue ao próximo verão sem os ter usado. 

Se tens um problema semelhante, com sapatos, roupa, ou seja o que for, é isto que deves fazer. Se usas, mantém, se não usas, estabelece uma data - se chegar esse dia sem teres usado as peças, é sinal que pode ir fora (que é como quem diz, dá, vende, ou joga mesmo fora se não estiver em condições).

O que mais me ajudou a livrar-me do excesso de roupa e sapatos foi o método sazonal da cor. Desde que percebi quais as cores que me ficam mesmo bem, foi muito fácil livrar-me das peças de outras cores. Dei mais de metade da minha roupa e não me arrependo. Sim, as minhas gavetas e o roupeiro são um arco-íris tricromático (branco, preto e cinzento), mas se são essas as cores que eu gosto de usar e com as quais me sinto bem, para quê manter peças de outras cores se não tenciono vesti-las? 

Eu, que era um bocado shopaholic, tenho agora imensas dificuldades em ir às compras... aborrece-me. Raramente me dá aquela vontade de comprar roupa só porque sim e quando isso acontece, páro e penso: preciso mesmo desta peça de roupa? A resposta, geralmente, é não.
Agora, quando vejo que me faz falta alguma coisa, como collants ou uma blusa preta porque a outra já está muito gasta, aponto e vou então às lojas com intenção de comprar o que me faz falta, tal como se fosse ao supermercado. Não vou às lojas para passear.

Outra regra que me ajuda a não ter tralha no armário é o one in, one out. Se entra uma peça para substituir outra, a velha vai fora. Há uns tempos comprei umas sabrinas pretas porque as que tinha já estavam muito gastas e com a sola a partir-se. Claro que mal comprei o novo par, as velhas sabrinas foram fora.

E depois de tudo isto, lanço-vos um desafio - destralhar o roupeiro! Vá, coragem! Aqui fica um fluxograma para te ajudar a tomar decisões:



12/05/2012

Roupa simplificada

Já escrevi aqui várias vezes que gosto de roupa e sapatos, mas já fui muito mais consumidora do que sou agora. Desde que iniciei a minha jornada no minimalismo, livrei-me de mais de metade da minha roupa, sapatos e acessórios, com alguma dor no início, mas sem remorsos.
Agora só compro roupa se realmente precisar de alguma peça. Já não faço compras por impulso nem como forma de combater os dias mais cinzentos. 

Uma das coisas que mais me ajuda a escolher roupa é ter descoberto as minhas cores, de acordo com o season colour analysis. Desde que me apercebi que as cores que me ficam melhor são o branco, cinzentos e preto (e também azuis escuros e vermelhos escuros), só olho para peças dessas cores quando estou numa loja. Logo aí diminuo imenso as possibilidades de compra. É que dantes, se gostava de uma peça, era capaz de a comprar em todas as cores disponíveis. Já tive umas calças em preto, branco, rosa e laranja...

Este método da cor foi o meu principal aliado para me livrar de mais de metade da minha roupa. Fiz um esquema em papel para me ajudar, do qual falei aqui


Resumidamente, uma peça de roupa, se quer manter-se no meu armário, tem que estar de acordo com os seguintes critérios:

A cor é uma das minhas cores.
A peça fica-me mesmo bem.
A peça combina com outras coisas.
Costumo usar a peça.
Gosto muito da peça.

Este critérios aplicam-se tanto às peças que já tenho, como às peças que quero comprar. E devo dizer que ter reduzido o meu guarda-roupa a basicamente três cores simplifica imenso as coisas na hora de escolher peças para vestir e quando as vou comprar. 

Já não preciso de casacos de várias cores para combinar com as várias blusas, nem sapatos e acessórios de todas as formas e feitios para combinar com tudo o resto. 

As malas então, que tinha dezenas em várias cores (preto, castanho, cinzento, rosa, vermelho, etc.) e vários formatos, sofreram um corte radical. Tenho apenas duas, uma preta mais formal e de boa qualidade e uma castanha mais rasca que será substituída por uma melhor quando se estragar. De resto, tenho algumas malas em tecido feitas por mim, que uso sobretudo na primavera e verão. 

Descobri que acessórios castanhos bonitos, como umas botas ou um cinto, ficam bem com tudo, e fiz as pazes com o castanho, apesar de esta ser uma cor que não posso usar em demasia nem perto da cara, pois dá-me um ar mais velho.

Continuo a não usar brincos com colares, pois parece-me demasiado, nem colares compridos com cintos, e adoro a máxima da Coco Chanel "When accessorizing, always take off the last thing you put on".

E continuo a achar que menos é mais, e que o menos, o simples, é o oposto da vulgaridade e do excesso.

27/03/2012

Fiz as pazes com o castanho

O ano passado foi o período de maior destralhamento cá em casa. Vendi mobílias, dei roupa e sapatos, dei livros, joguei papeladas fora...

O maior destralhamento foi mesmo na minha roupa. Livrei-me de mais de metade da roupa que tinha. Esse passo gigante só foi possível depois de ter descoberto que as cores que me ficam melhor são cores frias e dentro dessas as minhas preferidas são o branco, o preto e os cinzentos. Basicamente, tudo o que era de outras cores, sobretudo cores mais vivas e com estampados mais berrantes, foi fora. E também tudo o que era castanho e bege, pois não são cores que me fiquem bem (e realmente quando me vestia de castanho sentia sempre que algo estava mal... o bege então, fazia-me sentir mais velha).

No entanto, mantive alguns acessórios castanhos, sobretudo cintos, botas e sandálias de pele. E agora, sobretudo influenciada pela Iro (vejam do que estou a falar aqui), aprendi a combiná-los com o preto, o cinzento e o branco. E gosto! O castanho perto da cara não me favorece nada, mas em pequenas doses e combinado com as minhas cores boas, fica muito bem! Portanto, estou feliz por ter feito as pazes com o castanho!

Cinto (Promod) e botas (C&A) em pele castanha, combinados com camisola de gola alta preta (Promod), casaco cinzento (C&A), brincos cinzentos (nesse dia levei também a gabardine preta e mala preta)

Cinto castanho (Bershka) e pulseiras de madeira combinados com vestido preto às bolinhas brancas (Promod), casaco branco e as novas sabrinas pretas (ambos Stradivarius)

Esta semana os posts estão a fugir um pouco dos habituais temas, mas é porque estou em Espanha em trabalho e apeteceu-me variar um pouco... Quem me lê há mais tempo sabe que eu gosto muito de roupa e apesar de ter diminuído drasticamente o meu guarda-roupa, não quer dizer que agora ande por aí mal arranjada! E como disse ontem, agora prefiro ter menos, mas de maior qualidade!

26/03/2012

One in, one out

Ser minimalista não tem nada a ver com viver mal - pelo contrário! O minimalismo, ao eliminar o que não faz falta, abre espaço e cria tempo para aquilo que realmente gostamos.

E eu gosto de sapatos. 

Já cheguei a ter quase 60 pares de sapatos. Neste momento tenho 20 e alguns guardados na cave sobre os quais ainda tenho que tomar uma decisão.

Antes de abraçar um estilo de vida minimalista, comprava só por comprar. Porque era giro, porque era barato, porque me apetecia. Dos vários sapatos que tinha, nem todos tinham qualidade. Nessa altura, preferia a quantidade à qualidade.

Agora é exatamente o oposto. Prefiro ter menos, mas melhor. Prefiro gastar mais dinheiro nuns sapatos que duram anos do que o mesmo dinheiro em três ou quatro pares diferentes que duram apenas uns meses. Já não faço compras precipitadas. Compro apenas se precisar. E aplico a regra "one-in, one out" - entra um, vai outro fora.

Foi o que fiz há uns dias. Há um ano tinha dois pares de sabrinas pretas: as que se vêem na foto, no lado direito, e outras que me apertavam os pés e tornavam-se desconfortáveis ao fim de uns minutos de uso. Estas últimas foram fora quando fiz um destralhamento de sapatos há uns meses (já tinha feito um grande destralhamento antes). Fiquei com as da foto para usar em casa quando vinha cá alguém, mas não na rua, pois as duas solas estavam descoladas e partidas. Já sabia que tinha que comprar umas sabrinas pretas para a Primavera... A diferença é que agora estava disposta a gastar dinheiro para comprar umas boas sabrinas.

Poupando noutras coisas que são desnecessárias, tenho mais dinheiro disponível para as coisas de que gosto. Então lá fui passear pelas lojas de Faro à procura de umas boas sabrinas pretas... Foi difícil encontrar umas ao meu gosto... Acabei por comprar as que tenho calçadas na foto na Stradivarius. Foram baratas (<20€), mas a qualidade parece razoável e são super confortáveis. Não se vê bem na foto, mas são em crochet (são estas).
As sabrinas da direita foram para o lixo, claro - one in, one out!


No dia em que tirei estas fotos estava em casa à espera dos homens da Associação Despertar, que vieram cá a casa buscar tralha que tinha na cave - aahhh!! Ainda tenho muito tralha lá em baixo, mas aos poucos isto vai! Mandei fora o canto do meu sofá, um pouf, umas portas de fole, e dei uma televisão, um móvel para CDs, um banho de pés, uma cadeira brasileira e dois quadros para eles venderem.




14/12/2011

Projecto usa tudo ~ Wear it all project

A Courtney Carver do blog Be More with Less criou o Project 333, que basicamente consiste em escolher 33 peças de roupa e acessórios (excluindo roupa interior, roupa de dormir, roupa para fazer desporto e roupa específica para o trabalho) e usar apenas essas 33 peças durante 3 meses. O projecto alcançou imensa fama na blogosfera, sobretudo entre minimalistas, quer moderados, quer radicais. Li muitos testemunhos de pessoas que seguiram o Project 333 e dizem que, além de fácil, sentiram-se muito mais livres, pois acabou a obrigação/expectativa de seguir modas e ter muita roupa.

Pensei seriamente em experimentar o Project 333. Até escolhi as 33 peças. Mas depois pensei que em vez de me restringir a 33 peças de roupa e acessórios, o que eu devia fazer era tentar usar tudo o que tenho (que já não é assim tanto quanto isso, depois disto tudo). Toda a roupa, todos os sapatos, toda a bijutaria, todas as malas e cintos, toda a roupa interior, tudo. Assim, determinava de forma empírica a roupa que realmente uso e me faz falta, e a roupa que não uso e que, portanto, pode ir fora.

Lembrei-me então de criar o meu próprio projecto -  "Wear it all project", ou "Projecto usa tudo" (ou projeto, como quiserem...). 

As regras são:

1. Fotografar toda a roupa e acessórios e imprimir as fotos. 

2. Incluir toda a roupa (interior, desporto, dormir, andar por casa, etc.) e todos os acessórios (sapatos, malas, bijutaria, cintos, etc.).

3. Usar (ou tentar usar) cada peça pelo menos 1 vez ao longo de 1 ano (excepção feita para roupa para ocasiões/climas específicos, como roupa para a neve, vestido de casamento, etc.).

4. Todos os dias, riscar nas fotos as peças que estão a ser usadas pela primeira vez.

5. Ao fim de 1 ano, as peças que não tiverem sido riscadas, ou seja, o que não foi usado nem uma vez, vai fora (para dar, vender, ou para o lixo se estiver em más condições).

6. Esta regra é opcional, mas é a mais divertida. Todos os dias, fotografar a fatiota (assim é mais fácil para controlar o que já foi usado). A fotografia é só da roupa usada durante o dia (não é preciso fotografar a roupa de dormir e muito menos a roupa interior! Mas estas também têm que estar fotografadas e devem ser riscadas da foto quando usadas).

7. Claro que se podem comprar novas peças ao longo do ano, que devem ser fotografas - e usadas!

Já fotografei a maior parte das minhas roupas, fiz mosaicos com as fotos e imprimi.


Agora é ter as folhas acessíveis e não me esquecer de riscar as peças que já usei.

Começo este projecto a 1 de Janeiro de 2012. Vou mesmo tentar tirar fotos dos outfits diários e pôr no flickr num álbum específico (não quero pôr aqui no blog para não o entupir com fotos narcisistas minhas todos os dias).

Alguém se quer juntar a mim neste projecto??



13/12/2011

Minimizando a roupa (ainda mais)

Ontem dei mais uma volta à minha roupa e aos sapatos. Apesar de já me ter livrado de cerca de 50% da roupa que tinha, ainda fiquei com muitas peças que não uso.

Enchi uma caixa grande com roupa. Não a vou dar para já. Quero primeiro ver se lhe sinto a falta. Fiz o mesmo com mais de 10 pares de sapatos. Feitas as contas, tenho agora 20 (vinte!!) pares de sapatos (há 1 ano atrás tinha 55, e entretanto já comprei mais uns 5 pares, portanto tenho agora um terço do que tinha).

Os meus 20 pares de sapatos. Há uns meses atrás era assim.

Quando vejo o armário e as gavetas cada vez mais vazios sinto-me bem, sinto-me liberta. Mas o pior é quando estou de volta da roupa a decidir o que vai e o que fica. Penso no dinheiro que gastei e isso perturba-me bastante. Fico chateada comigo mesma por ter feito tantas compras impulsivas. E penso novamente no dinheiro que dei em troca daquelas coisas de que já não preciso (de que nunca precisei, para dizer a verdade). 

Este sentimento é normal quando se destralha e a melhor forma que tenho de lidar com ele é ignorá-lo. Também ajuda tirar as coisas da frente, ou seja, tirá-las de casa o mais depressa possível. Depois, sim, sinto-me bem.

Esta caixa vai por enquanto para a cave. No seu interior está roupa de inverno e de verão. Se no fim do próximo verão não lhe tiver mexido, já sabem o que lhe acontece. O mesmo para os sapatos.

Adeus...

A partir de agora, a roupa que comprar tem que obedecer aos seguintes critérios:

~ preciso mesmo dessa peça de roupa
~ a cor é uma das minhas cores
~ o tecido é de boa qualidade
~ posso conjugar a peça de várias maneiras diferentes
~ a relação qualidade/preço é boa
~ a peça assenta-me super bem e não precisa de arranjos (bainhas pode ser) 
~ e mais uma vez, preciso mesma dessa peça

Mais posts sobre roupa:

26/10/2011

Vestuário minimalista - os meus 14 (??) vestidos de inverno ~ Minimalist wardrobe: my 14 winter dresses


Este fim-de-semana livrei-me de mais roupa - cerca de 50 peças. Agora tenho mais ou menos 150 peças de roupa, sem contar com sapatos e acessórios, roupa de desporto, roupa de dormir e roupa interior. Assim por alto, acho que já reduzi o meu vestuário em cerca de 50%. É imenso!

Tenho andado a ver as minhas roupas de inverno na esperança de me livrar de mais alguma coisa. Para tal, combino as peças de roupa umas com as outras e com sapatos e acessórios. Se não consigo combinar uma dada peça com mais nada... já sabem o que lhe acontece...

Então hoje vou falar-vos dos meus vestidos de inverno. Actualmente, tenho 14 vestidos de inverno (ainda são muitos, mas não queiram saber quantos eu tinha antes de embarcar nesta vida minimalista...). Como sou inverno de acordo com a análise de cor - método sazonal, as minhas melhores cores são cinzento, preto, branco e azul escuro.


A cor borgonha (vestidos 4 e 13) também me favorece. Tenho um vestido verde (2) que adoro porque é curtinho e o que tem desenhos (3) ainda mais curto é! Depois há o roxo (5) que uso quando me sinto gorda e o acastanhado/não-sei-que-cor-é (11) que não é bem a cor certa para mim, mas como o uso com uma camisola de gola alta preta, disfarça.
Quanto aos outros 8 vestidos, são basicamente pretos, brancos e cinzentos. As minhas boas cores!

Então, com estes 14 vestidos, consigo fazer pelo menos 14 combinações diferentes. As únicas peças que preciso para tal são:

~ uma camisola fininha de gola alta preta para vestir com os vestidos 2, 4, 6, 7, 8, 11, 12, 13 e 14 em dias de inverno mais amenos (os outros vestidos podem ser usados sem camisola)
~ uma camisola de gola alta preta mais grossa para usar com os mesmos vestidos em dias mais frios
~ collants de malha pretos ou leggings pretas
~ botas pretas são perfeitas para usar com todos estes vestidos
~ echarpe preta se necessário
~ gabardine preta
~ mala preta
~ alguns brincos em tons de preto, branco e cinzento




Portanto já tenho 14 combinações prontas! Meio mês de roupa!
Nesta onda da minimização, diminuí também o número de calças de ganga de mais de 10 para 5...

E caso estejam a pensar, eu não tenho que me vestir de nenhuma maneira específica para o trabalho. No mundo da ciência ninguém liga à roupa. Eu até podia ir trabalhar de pijama que ninguém reparava - provavelmente reparariam, mas só porque não é assim que eu habitualmente me visto...

É verdade que nisto tenho muita sorte - posso usar as roupas que me apetecer e assim não preciso que roupas específicas para o trabalho que trariam nada mais que entropia ao meu armário...

E mudando de assunto, já viram a nova página Sobre mim?

~~~


This past weekend I got rid of more clothes - 50 items approximately. Now I own ca. 150 clothing items, not counting shoes and accessories, workout wear, sleepwear and undies. I believe I’ve got rid of 50% of my clothes by now. That’s huge!

I’ve been going through my winter clothes and I’m trying to get rid of some more. To accomplish that, I combine the items with each other and with shoes and accessories. I create outfits and if some item can not be combined with anything else… well, you know the drill…

So today I’ll talk about my winter dresses. Currently, I own 14 winter dresses (it is still a big number, but you don't want to know how many I had before embarking on this minimalist journey…). Since I’m a winter type, according to the season colour analysis, my best and favourite colours are black, grey, white and dark blue. 

Burgundy (dresses 4 and 13) also flatters me. I have a green dress (no. 2) that I love because it is so short and the printed one (no. 3) is even shorter! Then there’s the purple one (no. 5) that I wear when I’m feeling fat and the brownish/I-don’t-really-know-the-colour-not-even-in-portuguese one (no. 11) that is not the right colour for me, but I wear it with a black turtleneck, so it’s ok.
As for the other 8 dresses, they’re basically black, white and grey. My good colours!

So, with these 14 dresses, I can create a minimum of 14 different outfits. The only items I need to combine with the dresses are:

~ a thin, fitted black turtleneck to wear with dresses 2, 4, 6, 7, 8, 11, 12, 13 and 14 on mild winter days (the other dresses can be worn without a blouse)
~ a thicker, fitted black turtleneck to wear with the same dresses on colder days
~ black knitted tights or black knitted leggings
~ black boots are perfect for each one of the dresses
~ black scarf if needed
~ black trench coat
~ black leather shoulderbag
~ some pairs of earrings  in black, white and grey

So now I have 14 outfits ready! That's half a month!
I downsized my jeans from 10+ to 5 and I'll show you later how to combine them with other items for a minimalist look!

In case you're wondering, I don't have a dress code at work. In the science world, no one cares about clothes. I could go to work in my pajamas and no one would notice - probably they would, but just because that's definitely not the way I usually dress! 

Well, I guess I'm pretty lucky - I can wear whatever I want and therefore I don't need specific working clothes that would add nothing but entropy to my minimalist-wanna-be wardrobe...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...