Desde que comecei a escrever textos sobre yoga aqui no blog, tenho observado nas leitoras e leitores uma grande curiosidade pela prática do yoga e já recebi dezenas de emails de leitor@s que começaram a praticar yoga influenciados pelo meu entusiasmo e outr@s que querem começar a praticar em casa mas não sabem como...
O primeiro post de 2014 é, então, sobre um dos primeiros passos a dar para iniciar um prática de yoga em casa - e assim dar um grande salto em direcção a uma vida mais serena, feliz, consciente e intencional. Quando falo em yoga não falo apenas na prática do asana, as posturas físicas, mas também da meditação, da respiração, de tudo isso que faz parte do yoga.
Assim, o meu primeiro conselho para quem quer iniciar uma prática em casa é criar um espaço sagrado. Não tem que ser uma divisão inteira; pode ser apenas um canto da casa, um pequeno local só nosso, livre de distracções e de correrias. Eu fiz o meu espaço no escritório. Não se vê na foto, mas do lado esquerdo está uma estante e a secretária e do lado em que tirei a foto está o piano. Como tenho pouca mobília no escritório (mas já tive imensa!!), consegui um bom espaço para a minha prática.
Em segundo lugar, para praticar yoga é necessário um tapete de yoga. Os melhores tapetes encontram-se nas lojas da especialidade ou online, não nas grandes superfícies de venda de artigos desportivos. Muitos dos tapetes que se chamam "tapetes de yoga" são horríveis para a prática. Mais vales comprares um bom tapete um pouco mais caro do que um tapete que escorrega e se deforma e pode tornar-se perigoso para ti...
Eu tenho dois tapetes de yoga, como mostra a foto, intercalados por um tapete normal de chão... O tapete azul serve de antiderrapante para o tapete branco. O tapete branco está lá para tornar o espaço mais confortável e quente, visto que passo muito tempo lá sentada ou deitada. O tapete cinzento é o tapete de yoga onde pratico e aquele que levo comigo para aulas fora de casa. Os tapetes de yoga devem ser lavados com frequência; eu deixo os meus de molho em água e vinagre e depois estendo-os ao sol a secar.
Um espaço sagrado, feito para ajudar a contemplação interior e o auto-conhecimento, deve ter uma pequena zona de inspiração - um altar. No meu altar tenho estatuetas do Buda, incenso, velas, o meu japa mala (feito pela Hazel), e até um jardim com fonte e cactos feito pelo J. Tenho ainda fotos de três grandes homens que me inspiram de formas diferentes: Sri K. Pathabbi Jois, o grande mestre do ashtanga vinyasa yoga; o monge zen budista Thich Nhat Hanh, pacifista e escritor; e o actual Dalai Lama, o líder do budismo tibetano e um dos seres mais iluminados da actualidade.
Tenho também alguns acessórios que ajudam a prática, sobretudo a meditação: almofadas, um bloco de yoga e uma manta. As almofadas e o bloco servem para sentar de forma mais confortável; é mais fácil sentar de pernas cruzadas se os ossos ísquios (os ossos do quadril que usamos para sentar) estiverem mais elevados, pois impede a curvatura da zona lombar. A manta é muito útil para nos taparmos não só durante a meditação, como também durante o relaxamento que se pratica após a prática das posturas físicas, pois o corpo arrefece imenso nesta fase.
Por fim, tenho o Ganesha, uma divindade muito querida dos yogis por ser o removedor de obstáculos, sobre o meu espaço, na parede, a olhar por mim...
As plantas e a natureza abundam também neste espaço e felizmente que esta divisão está voltada a sul, apanhando assim sol durante todo o dia. É o meu espaço preferido em casa e uso-o não só para a prática, mas muitas vezes sento-me ou deito-me no tapete a ler, a ouvir música, a beber chá, a pensar, a sonhar...
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