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01/01/2014

Como criar um espaço para praticar yoga em casa



Desde que comecei a escrever textos sobre yoga aqui no blog, tenho observado nas leitoras e leitores uma grande curiosidade pela prática do yoga e já recebi dezenas de emails de leitor@s que começaram a praticar yoga influenciados pelo meu entusiasmo e outr@s que querem começar a praticar em casa mas não sabem como... 
O primeiro post de 2014 é, então, sobre um dos primeiros passos a dar para iniciar um prática de yoga em casa - e assim dar um grande salto em direcção a uma vida mais serena, feliz, consciente e intencional. Quando falo em yoga não falo apenas na prática do asana, as posturas físicas, mas também da meditação, da respiração, de tudo isso que faz parte do yoga.

Assim, o meu primeiro conselho para quem quer iniciar uma prática em casa é criar um espaço sagrado. Não tem que ser uma divisão inteira; pode ser apenas um canto da casa, um pequeno local só nosso, livre de distracções e de correrias. Eu fiz o meu espaço no escritório. Não se vê na foto, mas do lado esquerdo está uma estante e a secretária e do lado em que tirei a foto está o piano. Como tenho pouca mobília no escritório (mas já tive imensa!!), consegui um bom espaço para a minha prática.

Em segundo lugar, para praticar yoga é necessário um tapete de yoga. Os melhores tapetes encontram-se nas lojas da especialidade ou online, não nas grandes superfícies de venda de artigos desportivos. Muitos dos tapetes que se chamam "tapetes de yoga" são horríveis para a prática. Mais vales comprares um bom tapete um pouco mais caro do que um tapete que escorrega e se deforma e pode tornar-se perigoso para ti...


Eu tenho dois tapetes de yoga, como mostra a foto, intercalados por um tapete normal de chão... O tapete azul serve de antiderrapante para o tapete branco. O tapete branco está lá para tornar o espaço mais confortável e quente, visto que passo muito tempo lá sentada ou deitada. O tapete cinzento é o tapete de yoga onde pratico e aquele que levo comigo para aulas fora de casa. Os tapetes de yoga devem ser lavados com frequência; eu deixo os meus de molho em água e vinagre e depois estendo-os ao sol a secar.

Um espaço sagrado, feito para ajudar a contemplação interior e o auto-conhecimento, deve ter uma pequena zona de inspiração - um altar. No meu altar tenho estatuetas do Buda, incenso, velas, o meu japa mala (feito pela Hazel), e até um jardim com fonte e cactos feito pelo J. Tenho ainda fotos de três grandes homens que me inspiram de formas diferentes: Sri K. Pathabbi Jois, o grande mestre do ashtanga vinyasa yoga; o monge zen budista Thich Nhat Hanh, pacifista e escritor; e o actual Dalai Lama, o líder do budismo tibetano e um dos seres mais iluminados da actualidade.



Tenho também alguns acessórios que ajudam a prática, sobretudo a meditação: almofadas, um bloco de yoga e uma manta. As almofadas e o bloco servem para sentar de forma mais confortável; é mais fácil sentar de pernas cruzadas se os ossos ísquios (os ossos do quadril que usamos para sentar) estiverem mais elevados, pois impede a curvatura da zona lombar. A manta é muito útil para nos taparmos não só durante a meditação, como também durante o relaxamento que se pratica após a prática das posturas físicas, pois o corpo arrefece imenso nesta fase.



Por fim, tenho o Ganesha, uma divindade muito querida dos yogis por ser o removedor de obstáculos, sobre o meu espaço, na parede, a olhar por mim...


As plantas e a natureza abundam também neste espaço e felizmente que esta divisão está voltada a sul, apanhando assim sol durante todo o dia. É o meu espaço preferido em casa e uso-o não só para a prática, mas muitas vezes sento-me ou deito-me no tapete a ler, a ouvir música, a beber chá, a pensar, a sonhar...




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18/12/2013

Como meditar com música

Meditar é, simplesmente, estar presente no momento. É acalmar a mente, o fluxo de pensamentos, e estar ali, naquele momento. 

Meditar é uma prática antiquíssima cujos benefícios para a saúde e bem-estar são imensos. Meditar trata insónias, diminui os níveis de stress, diminui a dor, a ansiedade, o risco de doença cardíaca. Meditar ajuda-nos a estar mais atentos, mais concentrados, mais centrados, mais presentes no momento. Meditar torna-nos mais calmos, mais pacíficos, mais felizes. 

As vantagens da meditação são inúmeras e cientificamente comprovadas. Então, por que é que ainda não começaste a meditar?

Meditar, no início, não é fácil. Experimenta sentar-te em silêncio, quieta, de olhos fechados, durante alguns minutos. É difícil para os ocidentais parar e, simplesmente, estar. Estar completamente no momento presente, sem pensar em mais nada, apenas observando o que está e o que é nesse momento.

Mas meditar não é assim tão difícil quanto isso! Há inúmeras técnicas e métodos de meditação, uns vindos das tradições orientais, outros mais ocidentalizados, e se queres começar a meditar, é uma questão de procurares o método mais adequado para ti. Aqui estão algumas dicas para começar a meditar.

Eu gosto de meditar com música.

Tradicionalmente, não se medita com música. A música de meditação surgiu quando se começou a tocar música em spas e consultórios de terapias alternativas. É um tipo de música que ajuda a relaxar. A meditação também relaxa, mas, para meditar, é necessário foco numa só coisa - o mais fácil é a respiração. Não dá para estar a ouvir a música e prestar atenção à respiração ou a outra coisa. Devemos ter apenas um objecto de foco.

O que eu faço é focar-me completamente na música, nos sons que estou a ouvir. Quando faço este tipo de meditação, uso auscultadores para abafar outros sons e assim ouvir apenas a música. 

Meditar com música acalma-me, relaxa e ajuda-me a concentrar, mas eu sou muito viciada em música (mas tenhos gostos muito bem definidos). Se calhar para outras pessoas, meditar com música vai distrair... mas não há nada como experimentar.

Tenho uma playlist no Spotify com músicas que uso para meditar. As músicas duram entre 10 e 15 minutos, que é o ideal para mim; muitas vezes, depois da música acabar, ainda fico a meditar em silêncio.

A minha música preferida para meditar é esta: Rève, de Vangelis. Maravilhosa!




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Escrevi um post intitulado 3 dicas para simplificar a vida e poupar para o blog do Boonzi!

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Posso pedir-te um favor? Preparei um pequeno questionário para saber o que é que os leitores querem ver no blog em 2014... se o preencheres, é uma grande ajuda! Muito obrigada!

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22/10/2013

Como acordar cedo para praticar yoga

Ganesha, o removedor de obstáculos, olha por mim durante a minha prática.

Tradicionalmente, o Yoga é praticado de manhã, antes do nascer do Sol, pois nesta altura do dia a mente está mais calma, há menos distracções e a energia é a mais auspiciosa para a prática do yoga. Como ocidentais que somos, enfrentamos, no entanto, vários obstáculos à prática matinal de yoga. Temos sono, o corpo está super rígido, está frio... Há sempre uma infinidade de desculpas para não sair da cama para praticar. Eu sou especialista em arranjar desculpas dessas (hoje, por exemplo, levantei-me, fui cheia de boas intenções para a sala para praticar, mas achei a sala demasiado fria e voltei para a cama).

Depois de experimentar vários estilos de yoga percebi que o meu caminho é o Ashtanga Vinyasa Yoga (um estilo bastante vigoroso e dinâmico de yoga desenvolvido por Sri K. Pattabhi Jois em Mysore, na Índia). O Ashtanga Vinyasa é um estilo tradicional muito popular no Ocidente (mas não tanto em Portugal) que obedece a uma série de regras, algumas estranhas, outras mais lógicas. Este estilo pratica-se, tradicionalmente, de manhã, antes do nascer do Sol, 6 dias por semana (descansa-se ao sábado e nos dias de Luz Cheia e Luz Nova). 

Os praticantes de Ashtanga Vinyasa, os Ashtangis, são, portanto, pessoas muito dedicadas à sua prática. É isso que eu quero para mim. No entanto, a parte de levantar cedo (para mim nem é muito cedo, basta às 6h da manhã para conseguir fazer uma prática completa) tem sido difícil, e quase todos os dias consigo arranjar desculpas para voltar para a cama...


Felizmente, há várias estratégias que ajudam a implementar uma prática matinal de yoga...

1. Colocar o despertador longe do meu alcance, para que tenha mesmo que me levantar para o desligar
Geralmente ponho dois despertadores: um no quarto e, para 10 minutos depois, o telemóvel na sala. Assim, acordo com o primeiro e levanto-me com o segundo. Se tiver os despertadores ao alcance da mão, desligo-os e adormeço...

2. Aquecer a sala onde vou praticar
Isto é especialmente importante agora que o tempo começa a arrefecer. Tenho um radiador na sala com temporizador que se liga meia hora antes da minha prática. Assim, quando chego à sala, já a sala está aquecida e agradável.

3. Deixar o tapete de yoga preparado
É mais fácil ir para cima do tapete se ele já estiver desenrolado no chão.

4. Ter a roupa pronta para vestir
Também deixo a roupa pronta na sala. Assim, quando chego à sala quentinha, é só tirar o pijama e vestir a roupa para a prática. Se não deixar a roupa preparada, o mais certo é dar-me preguiça e voltar para a cama.

5. Saber exactamente o que é que vou praticar
Agora que pratico Ashtanga Vinyasa não se coloca tanto este problema; só tenho que decidir entre a primeira série e a minha modificação da segunda e terceira séries (o ashtanga segue sequências de asanas pré-definidas). Mas quando praticava power/vinyasa flow, tinha que decidir na noite anterior se ia seguir algum video em específico e qual - senão, voltava para a cama...


Estas estratégias são as principais. No entanto, a prática de yoga começa na noite anterior e, portanto, além de deixar tudo preparado para o dia seguinte, também ajuda:

6. Comer pouco ao jantar
O yoga pratica-se de estômago vazio e quanto mais vazio ele estiver, mais fácil é. Um jantar pesado ainda se vai fazer sentir na manhã seguinte e poderá prejudicar a prática. O mantra? Pequeno-almoço de rei, almoço de príncipe e jantar de pobre.

7. Beber muita água
É importante para um yogi (e para qualquer pessoa) manter-se hidratado ao longo do dia; acordar hidratado é ainda mais importante para um ashtangi, pois não se costuma beber água durante a prática. Além de beber bastante água ao longo do dia, há quem beba água de coco antes de dormir e ao acordar, devido ao seu alto poder hidratante.

8. Deitar cedo
Esta é uma condição sine qua non para quem quer levantar cedo. Dormir pouco e levantar sempre cedo para praticar yoga trará mais desvantagens que benefícios, pois o corpo tem que ter tempo para recuperar (o ashtanga vinyasa é um tipo de yoga mesmo muito vigoroso).


Por fim, outras pequenas estratégias também podem ajudar a implementar uma prática de yoga matinal:

9. Não ligar o computador
Se eu acordo e ligo o computador, está tudo perdido... Sou logo bombardeada com informação e, mesmo que vá praticar yoga depois, a minha mente já não está tão calma e livre de pensamentos como estava ao acordar. 

10. Ter inspiração por perto
Livros de yoga, imagens de yogis, até o Ganesha que tenho na parede. Com motivação e inspiração, torna-se mais fácil!


Mais alguém pratica yoga de manhã? Como fazem para acordar e para ter motivação para a prática?

18/09/2013

A meio gás


É como está o blog estes dias... Imensa coisa para fazer no trabalho e claro que o blog é logo prejudicado... No entanto, tenho andado a escrever sobre a minha prática de yoga e a minha decisão de me dedicar ao ashtanga vinyasa aqui (em inglês). Quando não estou por aqui, estou ...

01/07/2013

Qual yoga? Power para mim

Não sei quantos estilos/tradições de Hatha Yoga existem, mas são muitos. Ashtanga, Sivananda, Power, Vinyasa Flow, Satyananda, Anusara, Bikram, Iyengar, Kundalini, Viniyoga, Integral, Yin...

Quando comecei a praticar yoga, comecei por aulas de Vinyasa Flow e Anusara (não contando com o yoga tibetano que é um bocadinho diferente...). Ainda andei a namorar o Ashtanga yoga e apesar de gostar da prática fisicamente intensa, não me agradavam duas coisas: os cânticos e a sequência de asanas pré-definida. Li o Journey into Power to Baron Baptiste e tudo começou a fazer sentido. O Power Yoga (e a variação do Baron, Baptiste Power Yoga) é baseado no Ashtanga, mas não segue nenhuma sequência de asanas (e não mete cânticos, só uns OMs ocasionais). A influência do Ashtanga no Power yoga é clara e muitos dos principais professores de power yoga foram alunos de K. Pathabbi Jois, que desenvolveu o Ashtanga Yoga em Mysore, India.

Outra coisa que me agrada imenso no Ashtanga Yoga é a dedicação dos seus praticantes a uma prática super intensiva que supostamente deve ser feita 6 dias por semana (sábado é dia de descanso). Quando descobri o blog da Ursula, uma praticante de Ashtanga Yoga da Alemanha, quase me deixei levar novamente para esta tradição. É apaixonante ler sobre a prática diária de Ashtanga (que é coisa para mais de 2 horas), a prática dos asanas mais difíceis e os desafios que vão sendo superados. Como dizia Jois, "do your practice and all is coming".

Mas não, não me vou voltar para o Ashtanga. Onde vivo não há aulas de Ashtanga (nem de power yoga, nem de muitos outros estilos...) e eu não gosto de seguir a mesma sequência todos os dias (e sábado é dos melhores dias para praticar). No entanto, tenho que me focar mais em certos asanas. Em vez de fazer  sempre as vinyasas, tenho que praticar mais só asanas, aqueles em que agora tenho mais dificuldade. 

Uma vez, tive uma aula de yoga que foi praticamente só TrikonasanaUtthita Parsvakonasana e Ardha Chandrasana. Foi basicamente a aula toda a praticar estes asanas. Até usámos a parede como apoio e foi o máximo. Descobri que consigo chegar com a mão ao chão no Trikonasana e no Utthita Parsvakonasana, coisa que em casa nunca tinha conseguido. O professor deve ter achado que eu conseguia ir um bocadinho mais abaixo e disse-me para pôr a mão no chão, eu lá forcei um bocadinho, consegui e fiz estas posturas como nunca tinha feito em casa. No dia seguinte estava dorida, é verdade. Mas isto só mostra que conseguimos ir sempre um pouco mais além daquele que pensamos ser o nosso limite.

26/06/2013

Praticar, praticar, praticar (yoga, claro)

"Do your practice and all is coming." Sri K. Pattabhi Jois

A prática das técnicas corporais do yoga é daquelas coisas que mais vale fazer pouco todos os dias do que muito de vez em quando. Mais vale praticar 15 minutos em casa com frequência do que ir a aula de 90 minutos uma vez por semana. E a evolução na flexibilidade e equilíbrio é incrível! Consigo fazer posturas que pensei que fosse demorar meses até conseguir... e em cada prática o alinhamento melhora e o tempo que consigo manter a postura aumenta.

No entanto, em vez de motivador, pode ser frustrante ver videos de yogis dedicados a praticar asanas e vinyasas dificílimos, mas com tanta facilidade que me pergunto - quando é que vou ser capaz de fazer isto? E será que vou ser capaz de fazer isto? Um desses videos é este (é maravilhoso, vale mesmo a pena ver):


(as transições de Adho Mukha Svanasana para Adho Mukha Vrksasana (o pino) são fantásticas...)

Outro video:



É nestes momentos que tenho que me lembrar do que dizia K. Phattabhi Jois, o fundador do Ashtanga Yoga, "Do your practice and all is coming". Para mim, isto significa que devemos concentrar-nos na prática diária do yoga (e não me refiro apenas aos asanas, mas também às outras partes do yoga) sem pensar em objectivos a atingir; se assim for, e quase sem darmos por isso, tudo o resto na nossa vida começa a funcionar (incluindo as posturas mais difíceis).

24/06/2013

Yoga à noite

Yoga à noite é complicado. Não gosto de fazer Surya Nasmaskar (saudações ao sol) nem posturas em pé pois dão-me demasiada energia e depois não tenho sono. 

Yoga à noite tem que ser mais suave. Comecei a fazer os cinco elementos do yoga tibetano de cura, Lu Jong. As primeiras aulas de yoga que tive foram de yoga tibetano e dizem que estes movimentos, que se fazem em 10-15 minutos (cada movimento repete-se 7 vezes, com 3 respirações entre eles), criam saúde física, equilíbrio mental e paz interior. Aqui fica um video da Ana Taboada com a demonstração dos movimentos.



De vez em quando faço os 5 elementos antes de ir dormir. Nesses dias, adormeço depressa e durmo muito bem.

Idealmente, faço meia hora de asana (técnicas corporais), pranayama (exercícios respiratórios) e meditação antes de dormir. Às vezes faço Chandra Nasmaskar - saudações à Lua. Ao contrário das saudações ao Sol (Surya Namaskar), as saudações à Lua arrefecem o corpo, acalmam, fazem dormir melhor. Há várias variações de Chandra Namaskar, tal como de Surya Nasmaskar. A variação que faço é esta, demonstrada pela Esther Ekhart:



Ah, sim, faço estas práticas noturnas em pijama...

06/05/2013

40 dias de yoga

Eu nunca fui muito amiga de programas ou dietas do tipo 30 dias disto, 7 dias daquilo, 4 semanas de assado. Até o dvd da Jillian Michaels, Ripped in 30, que eu adorava, não consegui cumprir. Não gosto dessas obrigações, ter que fazer isto ou aquilo durante um certo período de tempo predefinido.


No entanto, meti-me num programa de 40 dias de yoga... e estou a cumpri-lo! Comprei o livro do Baron Baptiste, 40 Days to Personal Revolution - o Baron Baptiste é um guru do yoga americano, que criou um estilo de yoga, Baptiste Power Yoga (é vinyasa flow yoga à maneira dele, muito dinâmico e aeróbico). O livro é um programa de 40 dias com sequências de yoga que mudam todas as semanas. Na primeira semana são 20 minutos de yoga e na última semana são 90 minutos. Para acompanhar o programa, no site dele estão disponíveis podcasts com as práticas semanais de yoga - é mais fácil ouvir e fazer do que ler no livro e fazer ao mesmo tempo...

Comecei a fazer este programa porque um verdadeiro yogi pratica yoga diariamente. Eu adoro fazer aulas online e no ginásio, mas sentia falta de uma prática minha, feita ao meu ritmo, que possa fazer sozinha. Queria levantar-me de manhã cedo, estender o tapete e fazer a minha prática, sem ter que ligar o computador e escolher uma aula para fazer. Claro que as aulas são importantes para aprender as ferramentas do yoga, mas como diz Kara-Leah Grant no seu livro Forty days of yoga - Breaking down the barriers to a home yoga practice, o yoga é coisa pessoal que uma pessoa faz sozinha, de acordo com as suas necessidades; quando praticamos yoga sozinhos, somos forçados a confiar em nós próprios, a ouvir o nosso professor interior, e com o tempo, aprendemos o que é preciso ser feito.

Ao longo dos últimos meses fui experimentando vários estilos de yoga e sem dúvida que o que mais me atrai é o power vinyasa yoga, que tem as suas origens no exigente ashtanga yoga, mas não segue uma sequência  fixa de asanas (posturas). De acordo com essa chave aqui em baixo, o meu estilo de yoga é mesmo o power!


Comprei então o livro do Baron Baptiste, Journey into Power, onde é apresentada uma sequência de mais de 50 asanas diferentes que ele considera serem as essenciais para uma rotina de yoga completa. A sequência toda leva cerca de 90 minutos, mas antes de me aventurar em 90 minutos de uma prática de yoga exigente, achei melhor começar devagar... e daí os 40 dias do 40 Days to Personal Revolution. As sequências vão aumentando em duração em cada semana, até aos 90 minutos na sexta semana do programa. Como as sequências vão sendo construídas tendo como base a sequência da semana anterior, acabo por saber a sequência de cor - eliminando a necessidade de computador, podcast ou livro... e assim fico com a minha prática diária de yoga (além das aulas, que ajudam imenso para corrigir o alinhamento e outros pormenores).

Há por aí yogis a lerem-me? Praticam diariamente em casa ou só nas aulas?

10/04/2013

Como começar a praticar yoga



O yoga tem muito que se lhe diga. O yoga é toda uma filosofia de vida – não é só a parte física, aquelas posturas com ar muito complicado que vemos em fotografias. As posturas – os asanas (lê-se ássanas) – são apenas uma das partes do yoga. Mas é sobre elas que vou falar hoje, pois representam o lado do yoga mais conhecido de todos nós.

Quem acompanha este blog há algum tempo sabe que recentemente comecei a fazer meditação, tornei-me vegetariana e iniciei-me no yoga. Resumidamente, nunca me senti com tanta energia e tão bem disposta e alegre como agora. Os benefícios do yoga e da meditação, tanto para o corpo como para a mente, são bem conhecidos e comprovados cientificamente.

Já recebi emails de leitoras que dizem que já praticaram yoga e agora, desde que comecei a falar sobre isso aqui no blog, apanharam novamente o bichinho do yoga e voltaram a praticar. Fico muito feliz, mesmo! O yoga (e a meditação é uma das partes do yoga) é mesmo uma actividade capaz de mudar vidas. Relembro o caso da Nathalie, que sofria de esclerose múltipla e curou-se graças a uma mudança no seu estilo de vida, que incluiu simplificação, vegetarianismo, reiki, yoga e meditação.

Mas, para quem nunca praticou yoga, como começar? Como já várias leitoras me questionaram acerca disto, vou partilhar o que aprendi nestes últimos tempos. Disclaimer: eu não sou professora de yoga nem especialista no assunto!

Eu nunca tinha feito yoga, mas sempre fiz desporto, incluindo pilates. O pilates partilha muitas posturas com o yoga, por isso penso que para quem tem experiência de pilates, a iniciação no yoga será mais fácil. Já nem me lembro como é que me lembrei de começar a praticar yoga. Acho que foi uma coisa inconsciente, que veio cá de dentro, da alma – tal como o deixar de comer carne e peixe…

Já tive (e tenho) aulas de yoga tibetano, mas não tem nada a ver como o conhecido hatha yoga (o yoga “normal”, o que costuma ser praticado nos ginásios). Como tenho bem consciência do meu corpo, ou seja, tenho noção se tenho as costas direitas ou curvas, se tenho os joelhos fletidos ou não, mesmo sem um espelho à frente, comecei por pesquisar vídeos de yoga no youtube, para fazer em casa. A ideia era fazer um bocadinho de yoga, sobretudo alongamentos, à noite, antes de me deitar.

Foi assim que descobri o Ekhart Yoga. Graças ao canal noyoutube, cheguei ao site e adorei! Fiz a subscrição e desde aí não parei. A ideia inicial de fazer alongamentos à noite evoluiu para aulas de yoga de manhã e muitas vezes à tarde também. Comecei logo a ver efeitos positivos no meu corpo e disposição e pronto, o bichinho ficou… Um mês depois de ter começado com as aulas online, fui pela primeira vez experimentar uma aula de yoga no ginásio. O professor mostrava uma versão simples e uma versão avançada de cada asana – fiz quase sempre as versões avançadas. No fim da aula, o professor disse-me que eu já devia fazer yoga há muito tempo… Não, há 1 mês, disse eu. Fiquei mesmo contente e com vontade de praticar mais e aprender mais sobre esta filosofia. Dois meses depois, já consigo fazer asanas mais complicadas como a minha preferida, parsva bakasana (e começamos a aprender os nomes estranhíssimos, em sânscrito, das asanas). Mas, como disse, o yoga não é só conseguir fazer essas posturas complicadas – o yoga é muito mais que isso. A parte física do yoga é apenas uma pequena parte (mas mais sobre isso num outro dia).

 Parsva bakasana

Se queres experimentar o yoga e já tens experiência de pilates, penso que não terás problemas em seguir um vídeo online. Se nunca fizeste nenhuma destas coisas, talvez o melhor seja começar num ginásio, com um professor, para que ele possa logo de início corrigir o alinhamento, para não fazeres coisas mal feitas que poderão até ser prejudiciais em vez de benéficas. Se tens consciência do teu corpo e da tua postura, podes experimentar os programas para principiantes do site que referi, o Ekhart Yoga, onde tudo é explicado ao pormenor (mas sempre em inglês).

Mais alguns conselhos:

- pratica yoga de estômago vazio
- antes da prática do yoga há sempre uns minutos de meditação, para nos acalmarmos e centrarmo-nos
- a prática do yoga deve acabar sempre com um relaxamento, em savasana (uma postura deitada no chão, de barriga para cima), de pelo menos 10 minutos (o relaxamento final é mesmo importante)
- para praticar yoga em casa, basta um tapete e roupa confortável (às vezes faço as práticas menos puxadas de pijama)
- para praticar yoga é necessária concentração; não interrompas a prática para atender o telemóvel!

Adho mukha svanasana (a sério, tirei a foto nessa posição...)

Espero sinceramente que o bichinho do yoga pegue! Se experimentares, depois diz-me como correu! E se tiveres perguntas, terei muito gosto em (tentar) responder!

25/02/2013

Como começar a meditar

A meditação é uma das melhores descobertas que fiz nos últimos tempos. Desde que comecei a meditar sinto-me mais feliz, mais calma, mais concentrada e presente no momento. A meditação tem inúmeros benefícios, a nível físico, mental e espiritual. E os efeitos da meditação são estudados cientificamente, pois promovem mesmo alterações fisiológicas e neurológicas!

Ao contrário do que muitas vezes se ouve, a meditação não é pensar sobre determinado assunto. Meditar é prestar atenção a uma coisa -  a uma só coisa. Isto é dificílimo de fazer. Experimenta fechar os olhos e focar-te apenas na respiração durante alguns minutos, sem que venham outros pensamentos à cabeça. É praticamente impossível fazer isso durante mais que uns poucos segundos. A meditação ajuda a desenvolver esta capacidade de focar a nossa atenção numa coisa só, e esta capacidade traz benefícios fantásticos para nosso dia a dia.

Mas como começar a meditar? Meditar não é assim tão difícil quanto isso... Aqui ficam alguns pontos a considerar:

1. Idealmente, a meditação deve ser feita numa altura do dia em que não haja distracções. Para mim, é praticamente impossível meditar em casa à tarde ou à noite, quando os miúdos estão em casa, os telefones tocam, a televisão está ligada... Por isso, e já que me levanto cedo, medito de manhã, quando toda a casa ainda dorme. Assim, ninguém me incomoda e posso meditar o tempo que quiser sem distracções.

2. Eu simplesmente sento-me no sofá da sala, de pernas cruzadas. Acho mais confortável do que sentar-me no chão sem apoio nas costas.

3. Comecei a meditar com uma meditação guiada, mas agora é fácil fazê-lo sozinha. Fecho os olhos e foco-me na respiração. Digo para mim mesma "cima" quando inspiro (o movimento do peito e zona abdominal, que se enche de ar) e "baixo" quando expiro.

4. Os pensamentos vêm à cabeça, é inevitável... Mas em vez de te agarrares a eles, deixa-os ir. Observa os pensamentos, sem os julgares ou classificares, e deixa-os ir embora. Não fiques a pensar em determinada coisa que veio à cabeça, como o que fazer para o jantar... Deixa os pensamentos ir embora. Quando te aperceberes que já não estás focada na respiração e estás antes a pensar em qualquer coisa, volta à respiração e o pensamento passa.

5. Eu comecei por meditar 10 minutos. Não é o tempo de meditação que conta, mas a qualidade. Não adianta passares uma hora a tentar meditar com um turbilhão de pensamentos na cabeça. Mais vale 10 bons minutos. Ou 5 minutos para começar. O importante é meditar um pouco todos os dias, de forma consistente, e em menos de nada verás resultados.

6. Há muitos tipos de meditação. O Tai Chi e o yoga são formas de meditação. Pode também usar-se um mantra que está sempre a ser repetido (por exemplo, "om"). E também meditamos quando fazemos tarefas do dia a dia, como lavar a louça ou estender a roupa, em consciência plena, ou seja, focados no que estamos a fazer, sem pensar em mais nada. Isto é viver no momento presente, sem pensar no passado ou no futuro. 

7. Eu juntei o yoga à meditação. Faço o yoga, que começa com um bocadinho de meditação para me centrar e voltar ao momento presente, seguem-se as asanas (as posturas do yoga), savasana (a última pose, para relaxamento) e por fim, sento-me a meditar.

8. Agora mais do que nunca é importantíssimo para mim levantar-me cedo. De qualquer modo, o yoga deve ser feito de estômago vazio, e se deixo o yoga e a meditação para a tarde, o mais certo é não acontecer... 

9. Quando comecei a fazer estas coisas, comecei a enjoar a carne. E quando fiz o nível 1 de Reiki, deixei mesmo de comer carne (e peixe e outros animais mortos). Já sei que é um efeito secundário normal da iniciação do Reiki; não acontece a toda a gente, mas a mim aconteceu. Agora sou vegetariana - mas sem fundamentalismos! Quando me apetecer comer carne, como (mas não te apetecido...)! Mas isto tudo para dizer que desde que deixei comer carne tenho muito mais energia! 

10. Queres começar a meditar? Amanhã acorda um pouco mais cedo, senta-te confortavelmente, marca 10 minutos no telemóvel, fecha os olhos e foca-te na respiração. Observa a tua respiração. Não te agarres aos pensamentos que vêm à cabeça e volta à respiração sempre que te distraíres. É normal os pensamentos surgirem, por isso não te incomodes com eles. Volta à respiração sempre que acontecer. Vais ver que os 10 minutos passam em menos de nada e quando abrires os olhos vais sentir-te outra!


Adorava saber como correm as vossas experiências com a meditação! Qualquer dúvida, deixa um comentário!

18/02/2013

O vício do Yoga

O yoga é viciante. Mesmo. É tipo uma droga. Quanto mais faço, mais quero fazer. Só tenho pena de não ter descoberto o yoga há mais tempo, mas as coisas acontecem quando têm que acontecer.

Duas vezes por semana tenho aulas de yoga tibetano e meditação. Em casa tenho feito yoga (sobretudo Anusara) e meditação, praticamente todos os dias, seguindo videos online.

Descobri o Ekhart Yoga, que subscrevi, mas há muito outros sites, como o Yoga Glo, Yoga VibesMy Yoga Online ou o Yoga Today, que por muito menos de uma mensalidade de ginásio oferecem centenas de aulas de yoga de todos os estilos e para todos os níveis.

Comecei a sentir diferenças na minha disposição há uns meses, quando comecei a meditar diariamente. Agora, com o yoga, esses efeitos ainda se acentuaram mais. Estou muito mais calma e ainda este fim de semana isso foi óbvio. Consegui estar a tarde toda num torneio de judo onde um dos meus filhos participou, num pavilhão cheio de gente, com gritaria e miúdos a correr de um lado para o outro, e eu sempre calma e relaxada. Não me stressei com o barulho nem com a multidão; não fiquei impaciente para que o torneio acabasse para ir embora. Estive ali, presente, no momento, sempre calma e com um sorriso nos lábios. Consegui acabar de ler um livro, vi os combates, e nem me deu fome. Aliás, esta é outra coisa que tenho notado nas últimas semanas, desde que deixei de comer carne e peixe - tenho menos fome. O que é óptimo, porque eu gostava de estar sempre a comer...

Enfim... Não há dúvida que estas práticas orientais milenares trazem muitos mais benefícios para a nossa saúde que os anti-depressivos que muitos médicos insistem em receitar (não a mim! Mas o número de pessoas que os tomam diariamente é assustador). E este estilo de vida minimalista e verde, recheado de yoga, meditação e reiki, é com toda a certeza para ficar!
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