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04/09/2013

Combater a procrastinação

A procrastinação é um grande mal de muita gente... Procrastinar é, basicamente, não fazer as tarefas que devemos fazer, quando devemos fazer. É adiar as coisas importantes que temos para fazer. Geralmente arranjamos outras coisas, menos importantes ou até completamente irrelevantes, como desculpa para não fazermos o que é mais importante.

Quantas vezes é que chegas ao trabalho, ligas o computador, sabes que tens uma tarefa muita importante para fazer, mas vais só ver o email rapidamente e, entre email, facebook, blogs e outras coisas, passa-se quase 1 hora e ainda não fizeste nada. Depois decides-te finalmente a trabalhar, mas tens a secretária desarrumada e decides primeiro arrumar e organizar as coisas. Mais meia hora já lá vai. Entretanto vais novamente consultar o email e perdes mais meia hora a ler, apagar e responder a emails. Quando finalmente atacas a tarefa muito importante, já é quase hora de almoço. Nunca te aconteceu? A mim acontece com frequência.

O Leo Babauta, o grande guru do minimalismo, fala bastante sobre procrastinação e como combatê-la. Até tem um livro sobre o assunto: The Little Guide to Unprocrastination. É um leitura muita interessante que aconselho a toda a gente - todos procrastinamos, embora uns mais que outros.

Mas porque é que a procrastinação é uma coisa tão má?

Basicamente, porque nos impede de fazer o trabalho que temos que fazer; acabamos por fazer as tarefas importantes à pressa (e coisas feitas à pressa geralmente não ficam bem feitas), demoramos mais tempo a fazer as coisas porque perdemos tempo a fazer outras que não interessam, e isto afecta a nossa performance global. A procrastinação faz-nos perder tempo e, claro, acaba por aumentar os níveis de stress.

Mas o Leo também refere que a procrastinação pode, às vezes, ser uma coisa boa. Pode ser bom procrastinar quando estamos cansados e precisamos de descanso - mas é coisa para fazer uma vez muito raramente, não todos os dias!

Mas afinal, porque é que procrastinamos? O Leo refere vários motivos, mas, para mim, os principais são o medo (por exemplo, adiar uma tarefa porque temos medo de falhar) e a falta de motivação (adiar uma tarefa porque não nos sentimos motivados para fazê-la ou não queremos mesmo fazê-la). 

Nos capítulos seguintes do livro, o Leo apresenta o seu método para combater a procrastinação. Os passos principais são:

1. Escolher uma tarefa importante - uma tarefa que seja mesmo importante e que queiras mesmo fazer.

2. Fazer essa tarefa em primeiro lugar. Pode ser logo ao acordar, se for uma coisa que possas fazer em casa, ou a primeira coisa que fazes mal chegues ao local de trabalho, antes de consultar o email...

3. Manter as coisas simples, eliminando as distracções, incluindo notificações da internet, desligando mesmo a internet se for possível, silenciando o telefone e, se necessário, trancando até a porta para ninguém incomodar.

4. Começar. Começar é o mais difícil, mas se disseres a ti próprio que vais trabalhar nessa tarefa durante apenas 10 minutos, é mais fácil para começar.

5. Recompensar o trabalho com descanso. Após 10 minutos de trabalho focado na tarefa, dá-te 5 minutos de descanso, durante os quais podes ver o email, navegar na internet, esticar as pernas... Podes também usar a técnica Pomodoro (é o que eu faço) para conseguires trabalhar 25 minutos altamente focado e a seguir descansar 5 minutos.

6. Reavaliar o trabalho, caso continues a procrastinar. Se não consegues nem por nada fazer a tarefa, é porque algo está mal: ou não queres mesmo fazer essa tarefa, ou falta-te motivação, ou não consideras a tarefa suficientemente importante. Avalia-a e decide não fazê-la mesmo ou pô-la em lista de espera e fazer outras coisas mais importantes.

21/08/2013

Parentalidade... simples!



Tenho que admitir que nunca li livros sobre parentalidade. Leio um só blog sobre o assunto, o Mum's the Boss, e nada mais. Há uns tempos li uma review do livro Simplicity Parenting: using the extraordinary power of less to raise calmer, happier, and more secure kids, de Kim John Payne (qualquer coisa como Parentalidade simples: usando o poder de menos para criar crianças mais calmas, felizes e seguras), e fiquei com a pulga atrás da orelha. 

Quis ler este livro porque tenho um problema com os meus filhos, grande parte do qual é culpa nossa... Eles passam demasiado tempo em frente a écrans - seja a televisão, o computador, o gameboy, a playstation e outras coisas do estilo. Nos últimos tempos fizemos grandes progressos neste campo, pois passámos de 4 para 1 televisão em casa e passamos agora mais tempo a fazer outras actividades, mas de qualquer modo precisava de mais ideias para lidar com este e outros problemas... Lá comprei o livro (a versão kindle), li-o, reli alguns capítulos e este é sem dúvida um livro de referência para qualquer pai. Achei o livro fantástico!

O capítulo 1, Why Simplify?, responde a isso mesmo - a importância de simplificar o ambiente, as rotinas, a vida das crianças. O autor apresenta exemplos de crianças com quem trabalhou, os seus problemas, as alterações que foram feitas e os resultados positivos que foram obtidos.

Gostei sobretudo do estudo feito em crianças com distúrbio de déficit de atenção (um dos meus filhos tem ADHD, nada de grave, mas tem). Em primeiro lugar, o autor discorda do termo distúrbio de déficit de atenção e hiperactividade; muitas destas crianças conseguem estar muito atentas, não conseguem é priorizar o objecto da sua atenção (e por experiência própria, sei que é mesmo assim). As crianças foram submetidas a um regime de simplificação, que incluiu alterações no seu ambiente físico, na alimentação, no uso de tecnologias (écrans...), e nas suas actividades e horários. Os resultados foram fantásticos; 68% destas crianças passaram de clinicamente disfuncionais para clinicamente funcionais ao fim de 4 meses de simplificação! Comecei a ver luz ao fundo do túnel! O meu filho é medicado há cerca de 1 ano, a medicação tem efeitos muito positivos, mas queria seguir outro tipo de terapias (incluindo o yoga e a meditação) e assim evitar a medicação.

O capítulo 2, Soul Fever, faz uma analogia muito interessante entre a febre física e o que o autor chama de febre da alma. A febre da alma ocorre quando a criança está assoberbada, quando tem que lidar com muitas coisas, muito stress, quando a sua vida é demasiado apressada. O autor descreve os passos para os pais identificarem essa febre da alma e para a acalmarem, simplificando a vida da criança (geralmente um fim de semana simples é o suficiente para fazer a diferença) e dando-lhe tempo sem nada para fazer.

O terceiro capítulo, Environment, lida com o ambiente em que vive a criança. Por exemplo, o autor afirma que demasiados brinquedos dão às crianças demasiadas escolhas - e ter demasiadas escolhas não é bom para uma criança, pois distrai-a do seu crescimento natural. As crianças precisam de tempo para se tornarem elas próprias, através da brincadeira e da interacção social; uma criança assoberbada com coisas - e escolhas e pseudoescolhas - aprende apenas uma coisa: a querer mais! O autor acredita, portanto, que o número de brinquedos de uma criança deve ser reduzido. O excesso de brinquedos pode mesmo privar a criança de desenvolver a sua criatividade, pois a frustação de não ter nada para fazer impulsiona muitas vezes descobertas e criações maravilhosas. Ao diminuir a quantidade de brinquedos e tralha à volta da criança, aumenta a sua capacidade para se envolver mais seriamente na brincadeira, em vez de passar de um brinquedo para o outro sem na verdade brincar com nenhum. Neste capítulo o autor refere ainda os tipos de brinquedos que devem ir fora e dá dicas para destralhar e organizar os brinquedos que ficam. O mantra é, claro, menos é mais.

O capítulo 4, Rhythm, trata das rotinas diárias, ou ritmos, como outros autores também preferem chamar. A vida da maioria das famílias hoje em dia é aleatória e improvisada. Os ritmos são, no entanto, importantes para as crianças. As crianças cedo percebem que há coisas com as quais podem sempre contar, como a hora do banho, a história antes de ir dormir, e esta previsibilidade no dia a dia das crianças dá-lhes segurança. Estabelecer ritmos diários bem definidos é uma das maneiras mais eficazes de simplificar a vida das crianças (e a dos pais também). Ao longo deste capítulo, o autor explica como estabelecer ritmos diários que dêem consistência ao dia da criança e que fortaleçam os laços familiares. 

No quinto capítulo, Schedules, é tratado um fenómeno muito presente hoje em dia nas crianças em todo o mundo ocidental - o overscheduling - horários demasiado preenchidos, muitas actividades extra-curriculares além da escola, que conduzem a muito pouco tempo livre. O autor afirma que as crianças precisam de tempo livre, tempo não estruturado - tempo para não fazer nada. Tal como uma planta sem raízes, actividade sem descanso é insustentável. O autor sugere que as actividades que causam stress à criança (por exemplo, ter a casa cheia de familiares pode assoberbar um filho único) devem ser compensadas com actividades que a acalmam (por exemplo, ir dar um passeio de bicicleta com a criança). O estabelecimento de dias de Sabbath, ou seja, um dia por semana extremamente calmo, com o mínimo de tecnologia e distracções, é também uma boa estratégia para simplificar a vida familiar.

O último capítulo é muito interessante - Filtering the adult world. É sobre separar o mundo dos adultos do mundo das crianças e começa com o pior visitante que a maioria de nós tem em casa - a televisão. Segundo o autor, um passo crítico para simplificar a vida das crianças é simplificar os écrans que temos em casa: tv, computador, consolas de jogos, etc. Simplificar os écrans é parar o fluxo de informação, de pressa e de sobre-estimulação a que as crianças estão sujeitas ao longo do dia. Embora a televisão também tenha benefícios, as suas desvantagens pesam mais, sobretudo para crianças com menos de 7 anos. Por exemplo, assistir a desenhos animados violentos diminui a sensibilidade das crianças para a violência, tornando-a menos chocante e mais aceitável. Ao ler este capítulo fiquei muito feliz por finalmente ter conseguido tirar a tv do quarto dos miúdos: um estudo indica que as crianças que têm televisão no quarto vêem em média mais 90 minutos por dia de tv do que as que não têm. De facto, noto que os meus filhos passam agora muito menos tempo agarrados à televisão do que antes. Este capítulo aborda ainda o problema dos pais-galinha e o autor afirma que o excesso de preocupação destes pais vem da sua exposição excessiva aos meios de comunicação social (que só nos bombardeiam com desgraças). Por exemplo, tal como num avião em caso de despressurização devemos colocar primeiro a nossa própria máscara de oxigénio e só depois ajudar as crianças, os pais também devem primeiro relaxar para depois transporem essa calma para os seus filhos - e a redução da exposição à tv e outros meios é essencial neste processo.

19/08/2013

O que é que as pessoas de sucesso fazem no trabalho


What the most successful people do at work, de Laura Vanderkam, é o terceiro ebook da série What the most successful people do..., que inclui ...before breakfast e ...on the weekend; a Laura é também autora do fantástico livro sobre gestão do tempo 168 hours: you have more time than you think.

Neste pequeno ebook, a autora apresenta histórias de pessoas de sucesso que usam o seu tempo - as suas 168 horas semanais - da melhor forma possível. Estas pessoas de sucesso sabem que:

- todos temos 168 horas por semana e o que conseguimos fazer e alcançar no trabalho e na vida depende de como usamos estas horas
- a maioria das pessoas desperdiçam estas horas a fazer coisas que não interessam, como se o tempo fosse infinito
- as horas podem ser usadas de forma consciente para criar valor, para fazer um trabalho importante que faça a diferença na nossa vida e na vida das outras pessoas

Laura afirma que o segredo das pessoas altamente produtivas é um conjunto de técnicas diárias que estas pessoas aplicam que fazem com que as horas de trabalho contem mais.

1. Controlar o tempo é a primeira destas técnicas - apontar o tempo que se passa em cada actividade, estudar estes registos diários e ver quais são os sugadores de tempo, as distracções, aquilo que nos afasta do trabalho importante. Email, internet, redes sociais, conversa com colegas, pausas para café demasiado longas, enquadram-se nesta categoria. Sabendo quais são as actividades que nos afastam do trabalho importante, podemos assim reduzi-las e ganhar mais tempo para o que interessa. O registo de tempo é também importante para sabermos o tempo que demora cada actividade como, por exemplo, escrever um relatório, ler um artigo, fazer análise de dados... Se eu souber que preciso de pelo menos 5 horas para escrever um qualquer relatório, não vou planear esse trabalho para uma sexta-feira à tarde...

2. Planear a semana. Agora que sabemos onde perdemos tempo e quanto tempo demoramos a fazer tarefas específicas, é altura de arranjar tempo, geralmente no fim da semana de trabalho ou no início da semana seguinte, para planear o trabalho para essa semana. É um processo semelhante à revisão semanal do GTD - verificar o que foi feito e planear o que precisa de ser feito na semana seguinte.

3. Limitar as tarefas diárias e encontrar o ritmo certo para fazê-las. As pessoas têm tendência para encher de forma irrealista as suas listas de coisas para fazer, acabando por não cumprir as tarefas planeadas, o que origina frustração. As pessoas de sucesso usam as suas listas de coisas para fazer como um contrato e não como um lembrete de coisas que deveriam fazer. Assim, planeiam poucas coisas para cada dia de trabalho, para assegurar que as fazem - acabando o dia com uma maravilhosa sensação de dever cumprido. 

4. Saber o que é trabalho. Há muitos sugadores de tempo que parecem trabalho, mas não são, pois não contribuem em nada para avançarmos no trabalho que nos conduz aos nossos objectivos. Emails, telefonemas, conversas com colegas... fazemos muitas actividades que parecem que são trabalho, mas na verdade estão apenas a distrair-nos e a afastar-nos do trabalho mais importante...

5. Praticar, praticar, praticar. Os desportistas, músicos, artistas, passam uma parte significativa do seu dia a praticar, com o objectivo de melhorar a sua performance. Em qualquer trabalho, se passássemos mais tempo a praticar e a tentar melhorar as tarefas que temos que fazer, a nossa performance atingiria de certeza outros níveis. A prática é, simplesmente, trabalhar numa tarefa repetidamente de forma a nos tornarmos proficientes nesse trabalho. Queres escrever melhor? Então escreve todos os dias. Queres aprender a tocar um instrumento? Toca um pouco todos os dias. Queres melhorar a tua condição física? Pratica exercício físico todos os dias (não tens que ir ao ginásio todos os dias; subir as escadas em vez usar o elevador também conta). 

6. Juntar capital de carreira, que é a soma da experiência, conhecimentos, relacionamentos e características pessoais de um profissional. Quanto maior o capital de carreira de uma pessoa, mais fácil será arranjar um novo emprego, obter melhores ordenados, fazer sabáticas, e por aí fora. Basicamente, quanto melhor uma pessoa for no seu trabalho, maior é a probabilidade de sucesso. Não é só uma questão de praticar, praticar, praticar. É querer ir mais além, querer aprender mais, querer novas experiências - no fundo, é uma pessoa tornar-se tão boa no que faz, que não pode ser ignorada. O livro de Cal Newport, So good they can't ignore you, fala em detalhe do career capital e em breve também falarei aqui desse livro.

7. Ter prazer. A produtividade é função da alegria. Sem prazer, sem alegria no trabalho, não somos tão produtivos como poderíamos ser. E esta alegria vem dos progressos que fazemos em relação aos nossos objectivos, não das conversas com colegas durante a pausa para café (o ambiente de trabalho claro que é importante, mas quantas pessoas têm colegas fabulosos e mesmo assim não gostam do que fazem?). As pessoas de sucesso olham constantemente para o seu dia para perceber o que lhes dá prazer e o que não dá, e tentam arranjar maneiras de passar mais tempo a fazer o que gostam e menos tempo em tarefas que não lhes interessam. Assim, o trabalho nem se parece com trabalho - é prazer.

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Já agora, hoje estou no blog da Nathalie, Savvy Happy Living, autora do livro Life Happens, com um guest post sobre minimalismo. Passem por lá!

25/03/2013

Meditação e yoga para crianças



Desde que comecei a meditar que queria pôr os meus filhos a fazê-lo também. As vantagens da meditação são inúmeras, tanto para os adultos como para as crianças. Acalma as crianças hiperactivas, as que têm déficit de atenção conseguem concentrar-se melhor, a auto-estima e confiança são desenvolvidas e, basicamente, tal como nos adultos, a meditação torna as crianças mais felizes.
Mas pôr as crianças a meditar não é fácil. Não posso dizer-lhes para se sentarem de olhos fechados e focarem-se na respiração.
Comecei por ver vídeos no youtube que sugeriam, por exemplo, usar um animal como foco da meditação, ou seja, a criança visualiza um animal e repete, para si, o seu nome. Depois descobri o livro "Meditação para crianças" da Isabel Leal (comprei na wook), que traz um cd com meditações guiadas e ainda outras sugestões de meditações para os miúdos. Agora ponho os meus filhos a meditar com o cd. Os resultados são positivos. Um mais calmo, o outro mais concentrado. Meditam antes de ir dormir e às vezes antes de fazer os trabalhos de casa. Quero começar a fazer de manhã antes de irem para a escola. As meditações são curtas, mas até a mim me fazem bem (quando eles meditam com o cd, eu medito com eles).

Queria também iniciá-los no yoga. Em Faro não abundam aulas de yoga para crianças (nem para adultos), mas lá encontrei um sítio com uma aula com horário compatível. Eles foram experimentar. Um dos miúdos, o mais energético, veio de lá parecia outro... super calmo... Adorou a aula e quer começar a ir todas as semanas. O outro miúdo, o mais calmo, achou o yoga uma seca... Vá-se lá perceber isto... 


E tu, os teus filhos fazem yoga e meditação?

06/02/2013

A vida acontece


Há pouco tempo descobri um blog cuja leitura me fez sentir calma, confortável - aquelas leituras que nos põem um sorriso de contentamento na cara. O Savvy Happy Living é escrito pela Nathalie, uma canadiana, vegetariana, yogini e, claro, minimalista. 

Este mês ela publicou um livro intitulado "Life Happens: living a healthy life despite a chronic illness", uma autobiografia focada na sua batalha contra a esclerose múltipla. A Nathalie teve os primeiros sintomas de EM no final dos anos 90 e depois de depressões, tratamentos dolorosos, imenso sofrimento dela e da família, a Nathalie descobriu o reiki, o yoga, a meditação e o vegetarianismo, e hoje considera-se curada. Pelo meio, a Nathalie teve um filho, separou-se, casou-se, ficou desempregada, declarou bancarrota, teve mesmo que vender a casa... passou, como se costuma dizer, as passas do Algarve, mas conseguiu dar a volta por cima. A Nathalie vive agora uma vida simples, num pequeno apartamento, tem apenas o necessário, não tem carro, tem pouca roupa, é vegetariana e yogini, e é uma pessoa muito mais feliz - e saudável - desde que simplificou a sua vida.

Adorei o livro, que é pequenino e lê-se rapidamente. A história da Nathalie é mesmo inspiradora e, como ela diz, foram estas mudanças no seu estilo de vida (simplificar, vegetarianismo, yoga, reiki, etc.) que a curaram (a EM não tem cura, e os médicos não encontram explicação para este caso). 

A sua escrita é simples, despretensiosa e real. Este livro (e o blog) é, para mim, uma confirmação de que uma vida simples que rejeita a preocupação com o keeping up with the Joneses e o quanto mais melhor, é o que quero para mim, mesmo que à minha volta as pessoas vivam vidas diferentes e não compreendam as nossas escolhas. Adorei o livro e recomendo-o vivamente!

PS - Eu comprei o livro em papel na amazon do Reino Unido porque a versão kindle ainda não está disponível, mas acabei de saber que há em versão kobo, aqui.

29/01/2013

Destination: Simple


Destination: Simple é um ebook de Brooke McAlary, a blogger australiana que assina o Slow Your Home

Aproveitei uma tarde soalheira sozinha em casa, durante a semana entre o Natal e a passagem de ano, que é uma das minhas alturas preferidas do ano, para o ler. Sentei-me no sofá da sala, ao sol, com o computador ao colo e uma chávena de chá na mão. Li o livro em menos de nada e reflecti imenso. Voltei ao início, reli algumas passagens e fiz os exercícios propostos pela autora. Adorei o livro e recomendo-o vivamente.

No entanto, e tal como refere a Brooke, este livro não é um guia para organizar a casa. É um livro sobre aproveitar os rituais e ritmos, sermos intencionais nas nossas acções diárias e criarmos a vida, mais simples e mais feliz, que queremos.

O livro foca-se, em primeiro lugar, numa série de rituais que nos ajudarão a viver de forma mais presente, consciente e intencional - single-tasking, desligar, esvaziar a cabeça, estabelecer as três tarefas mais importantes e praticar gratidão. Os rituais são, na verdade, aquilo a que costumamos chamar hábitos, mas, segundo Brooke, devemos dar mais significado e importância às pequenas tarefas diárias - e assim elevá-las ao nível de rituais.

Enquanto as rotinas têm uma conotação rígida e inflexível, aos ritmos associamos ordem, flexibilidade, movimento e fluidez. Em vez de estabelecermos rotinas diárias, devemos considerá-las ritmos. Até o som da palavra é mais agradável! A segunda parte do livro foca-se nos ritmos da manhã e da noite, e são apresentadas estratégias para definirmos os nossos próprios ritmos. Graças a este exercício, percebi, por exemplo, que a minha hora ideal para acordar de manhã é às 5h30, e não às 5h como tenho tentado fazer.

Não me enquadro na categoria de pessoas que, segundo a autora, podem beneficiar com a leitura do livro - pessoas demasiado ocupadas e sobrecarregadas que vivem vidas agitadas. Graças ao minimalismo, já me deixei disso há algum tempo. Mas este livro foi, para mim, inspirador. Deixou-me feliz com as minhas escolhas e deu-me força para continuar a simplificar a minha vida. Adorei sobretudo os termos rituais e ritmos - soam muito melhor que hábitos e rotinas e vou adoptá-los a partir de agora!

versão kindle
versão pdf

09/01/2013

Podes comprar felicidade (e é barato)


You can buy happiness (and it's cheap): how one woman radically simplified her life and how you can too é o novo livro de Tammy Strobel, uma escritora/blogger americana entusiasta da vida simples e das tiny houses.

Que livro maravilhoso e inspirador! A Tammy conta-nos a sua história e os passos que deu para simplificar a sua vida e adiciona ainda muitas outras histórias de pessoas que também o fizeram. A Tammy tinha um bom emprego, um bom ordenado, um bom apartamento, dois carros que partilhava com o marido Logan. No entanto, não era feliz. Estava endividada, passava horas dentro do carro para chegar ao trabalho, trabalho esse que odiava, e gastava dinheiro em coisas que não interessavam. Tammy apercebeu-se que não queria viver essa vida e, aos poucos, Tammy e Logan foram simplificando as coisas. Hoje vivem numa tiny house, não têm carros, não têm dívidas, deslocam-se de bicicleta e a Tammy deixou o emprego para se dedicar à sua paixão, a escrita. E o mais importante: são muito mais felizes assim. 

O livro conta-nos esta longa jornada e as lições que Tammy foi aprendendo pelo caminho, assim como as suas dúvidas, as suas lutas, as discussões com Logan, os seus medos e receios por estar a seguir uma vida fora dos padrões considerados normais pela sociedade. O livro é um relato muito pessoal e apaixonante da vida de Tammy e de outras pessoas com as quais ela se cruzou. Cada capítulo é rematado com micro-acções, que são pequenas tarefas para o leitor fazer e questões para reflectir. 

Um livro que adorei, que me deixou inspirada e com ainda mais vontade de simplificar a minha vida e colher os frutos maravilhosos de uma vida simples: mais tempo para aquilo que é importante.

07/01/2013

O poder do menos


The Power of Less é um dos livros do Leo Babauta, um dos precursores do minimalismo na era moderna. The Power of Less, ou o poder do menos, é um dos livros fundamentais do minimalismo, tanto da sua filosofia como da sua aplicação prática. É um livro que já li pelo menos 3 vezes. 

O livro é mais orientado para a produtividade e gestão do tempo, definição de objectivos, projectos, tarefas e rotinas. Está dividido em duas partes: os princípios e a prática. 

Os princípios da produtividade são seis: estabelecer limites, escolher o essencial, simplificar, focar, criar hábitos e começar devagar. A teoria por trás destes princípios é explicada na primeira parte e depois aplicada à vida do dia a dia. 

A segunda parte do livro é sobre a aplicação destes princípios ao estabelecimento de objectivos, projectos e tarefas, ao email, à internet, aos papéis, aos compromissos, às rotinas.

Em relação aos objectivos, o Leo é apologista (ou era) do One Goal System, ou seja, devemos focarmo-nos num só objectivo de cada vez. Devemos também elaborar uma lista de projectos em que estamos envolvidos, mas dessa lista devemos escolher apenas 3 e completá-los antes de iniciar outro. Os projectos são divididos em pequenas tarefas e em cada dia devemos estabelecer as 3 tarefas mais importantes (MITs) para esse dia, focarmo-nos nelas e completá-las antes de fazer outra coisa. As longas listas de coisas para fazer, que geralmente nunca são todas feitas, só trazem stress e desilusão. As pequenas tarefas, como fazer telefonemas, recados, arquivar papéis, etc., devem ser feitas em batches, ou seja, devem ser agrupadas e feitas todas de seguida.

Em relação à gestão do tempo, o Leo, claro, tem uma abordagem minimalista e aberta. Diz ele que em vez de deixarmos a nossa vida ser regulada pelo calendário, devemos deixá-la ser regulada pelo momento. Para gerir o tempo de forma simples e descomplicada, devemos estabelecer as tarefas mais importantes para o dia e fazer uma coisa de cada vez (single-task). Em vez de organizarmos e tentarmos fazer mais e mais, as tarefas devem ser simplificadas, reduzidas ou mesmo eliminadas. Para gerir o tempo, o Leo sugere duas ferramentas apenas: um calendário (de papel, digital como o Gcal, ou o que der mais jeito) e um bloco de notas (de papel ou um ficheiro no computador).

Mas como é que se aplicam estes princípios e estratégias à nossa vida? Seguem-se posts sobre o assunto. Entretanto, aconselho mesmo a leitura do The Power of Less. Não é um dos meus livros de cabeceira (porque não tenho mesas de cabeceira!), mas é um livro no qual pego e releio com frequência.

31/12/2012

Organizar 2013 com 5 novos livros!

E para bem terminar um ano de muita organização e simplificação, venho dar-te a conhecer o Bundle of the Week, um site fantástico onde todas as semanas é disponibilizado um conjunto de 5 ebooks sobre a mesma temática pela módica quantia de 7.40 USD (pouco mais de 5 euros).

Esta semana os 5 livros são estes:


Simplify de Joshua Becker

One Bite at a Time de Tsh Oxenreider

21 Days to a More Disciplined Life de Crystal Paine

Healthy Homemaking: one step at a time de Stephanie Langford

The 2013 Confident Mom Weekly Household Planner de Susan Heid


Eu já tenho os meus! O One Bite at a Time e o 21 Days to a More Disciplined Life já tinha e recomendo. O Simplify estava na minha lista há já algum tempo e os outros dois são novidades para mim. Ah, como eu adoro ebooks!!
Para usufruires desta promoção e comprar os 5 ebooks, vai ao site Bundle of the Week até ao fim da semana. Na próxima segunda-feira é disponibilizado um outro conjunto de 5 livros e este deixa de estar disponível.

Bom Ano!

23/07/2012

Uma semana tem 168 horas


E 168 horas por semana são suficientes para fazermos aquilo que realmente é importante. 

Quem o diz é Laura Vanderkam, a autora do livro 168 hours: you have more time than you think (e do outro sobre o que fazem as pessoas de sucesso antes do pequeno-almoço). Este livro é um conjunto de quase 300 páginas de inspiração. Histórias de pessoas reais que aproveitam ao máximo as suas 168 horas semanais e conseguem trabalhar bastante, fazer exercício físico, estar com a família, dormir e, resumidamente, ter tempo para tudo aquilo que é importante. 

Eu revi-me em muitas das histórias do livro, pois depois de ter filhos, tive que começar a aproveitar melhor o tempo, sobretudo o tempo que passo a trabalhar. Enquanto muitos colegas meus passam muito mais horas no trabalho, as 8 horas que lá passo são aproveitadas ao máximo. Almoço em meia hora (às vezes menos, quando almoço sozinha), não vou ao bar beber cafezinhos, não me perco em conversas no corredor, e cada vez passo menos tempo a navegar na net. A verdade é que sou muito mais produtiva agora do que era há uns anos atrás. Praticamente todas as pessoas que trabalham comigo (que não têm filhos) sabem que a pior desculpa que me podem dar para não terem feito alguma coisa é porque não tiveram tempo. Claro que essa é a saída fácil, a desculpa que toda a gente tem na ponta da língua, mas que comigo não pega, pois sei bem que quando queremos ter tempo para fazer alguma coisa, conseguimos arranjar tempo. Prefiro que me digam que não fizeram porque não lhes apeteceu, do que darem a desculpa esfarrapada da falta de tempo.

É tudo uma questão de prioridades e de dizer não ao que não interessa. Mas isto já toda a gente sabe. Este livro é diferente porque não se limita a dar dicas de como bem aproveitar as 168 horas da semana. A Laura é jornalista e ao longo dos anos entrevistou dezenas de pessoas de sucesso cujas histórias conta neste e no outro livro. E é por isso que este livro é inspirador - lemos histórias verdadeiras de pessoas reais que mostram que de facto é possível fazer tudo aquilo que queremos em 168 horas. 

Uma das histórias que mais me inspirou foi a de uma jovem professora universitária de biologia com dois filhos pequenos. Nos Estados Unidos, é normal e esperado que doutorandos, pos-docs e professores em início de carreira (assistant professors) trabalhem muitas horas por semana (60-80 horas semanais). (felizmente que a mentalidade na Europa é completamente diferente!!) Aliás, um ex-presidente da Universidade de Harvard disse mesmo que a razão pela qual as mulheres têm menos sucesso na ciência é porque não estão dispostas a trabalhar 80 horas por semana como os homens. A tal jovem professora apercebeu-se rapidamente que os cientistas não são julgados pelo número de horas que passam no laboratório, nem pelo número de reuniões a que vão, nem pela quantidade de experiências que fazem. Os cientistas são julgados pela qualidade dos resultados que obtêm e publicam. Isto é um facto incontornável que toda a gente sabe. Só as publicações é que interessam. A tal professora começou então a focar-se apenas no que interessava. Não fez experiências com probabilidades de sucesso limitadas nem se perdeu em políticas académicas. Ela sabia que para ter sucesso precisava distinguir o trabalho do não-trabalho, sendo o trabalho as actividades que a fazem avançar na carreira. E ela diz "If it's a waste of time, I don't do it. I do what things I am interested in and that I feel can have the most benefit". E é por isso que esta professora tem uma carreira de sucesso e sai do trabalho às 5 e meia.

Este livro é muito bom mesmo e vou lê-lo de novo. Gosto tanto do estilo de escrita da Laura que tenho andado a ler artigos dela, disponíveis no seu site, e até procurei entrevistas dela no youtube. Todos os textos interessantes que vou lendo, da Laura e outros, partilho no facebook do blog e no twitter, o que é um bom motivo para fazeres gosto ou para me seguires! Encontrei este segmento do Today Show, sobre aproveitar as manhãs, e se isto não te inspira a levantar mais cedo, então não sei o que o fará...


20/07/2012

Simplifique a sua vida

O Leo Babauta pode ser o grande divulgador do minimalismo na era digital, mas a pioneira do estilo de vida minimalista no século XX foi Elaine St. James. O seu livro Simplify you life, publicado em 1994, lançou as fundações do minimalismo em tempos modernos. De acordo com o Leo Babauta, o Simplify your life e Living the simple life, também de St. James, são os únicos livros que alguém interessado em viver uma vida minimalista precisa ler.


Eu li a versão original, mas também há uma versão portuguesa, Simplifique a sua vida.
Neste livro, Elaine St. James partilha 100 dicas sobre como simplificar a vida nos seus vários aspectos (a casa, o estilo de vida, as finanças, o trabalho, a saúde) e conta-nos como é que ela aplicou essas dicas à sua própria vida. Este livro tem lugar cativo na minha mesa de cabeceira.
As tais 100 dicas, que se podem ler na preview do livro na Amazon, são as seguintes (umas são imediatas, outras requerem a leitura da explicação da Elaine para se compreenderem...):

1. Reduza a tralha
2. Use o sistema de destralhamento do Dave
3. Use o speed cleaning para limpar a casa
4. Corte em metade o tempo que passa no supermercado
5. Compre em grandes quantidades
6. Plante um jardim
7. Faça todos os seus recados no mesmo sítio
8. Corte o tempo que passa a tratar da roupa em metade
9. Não compre roupas que precisam de ser limpas a seco
10. Deixe os sapatos à porta
11. Use tapetes com padrões
12. Use tabuleiros para a comida
13. Mantenha as plantas lá fora
14. Substitua a relva por relva artificial
15. Ou, pelo menos, simplifique a manutenção da relva
16. Animais de estimação simples
17. Mudanças simples
18. Reciclagem simples
19. Mude-se para uma casa mais pequena
20. Guie um carro simples
21. Venda a porcaria do barco
22. Construa um guarda-roupa simples
23. Reduza as suas fontes de entretenimento
24. Repense as refeições com amigos
25. Desligue a TV
26. Acabe com a publicidade não endereçada
27. Cancele as assinaturas de revistas
28. E acabe com a entrega do jornal
29. Acabe com o aviso de chamada em espera
30. Não atenda o telefone só porque está a tocar
31. E, da mesma forma, não atenda a porta
32. Repense o uso de telemóvel
33. Se não gosta das alturas festivas, caia fora
34. Pare de enviar cartões de Natal
35. Presentes simples
36. Viagens simples
37. Faça férias em casa
38. Acabe com as dívidas
39. Viva com metade do que ganha e poupe o resto
40. Repense os seus hábitos de consumo
41. Mude a maneira como faz compras
42. Reduza a sua necessidade de bens e serviços
43. Livre-se de todos excepto 1 ou 2 cartões de crédito
44. Consolide as suas contas à ordem
45. Use um sistema de controlo financeiro simples
46. Consolide os seus investimentos
47. Pague a sua hipoteca
48. Da próxima vez que comprar um carro, compre um em segunda mão
49. Ensine responsabilidade financeira aos seus filhos
50. Deixe de ser um escravo da sua agenda
51. Trabalhe onde vive, ou viva onde trabalha 
52. Faça aquilo que realmente quer fazer
53. Transforme o seu hobby no seu trabalho
54. Trabalhe menos e desfrute mais do trabalho
55. Acabe com o trabalho não produtivo
56. Inclua a família na sua vida profissional
57. Simplifique os seus hábitos alimentares
58. Divida sempre uma refeição num restaurante
59. Faça um jejum de fruta ou de sumos uma vez por semana
60. Faça da água a sua bebida de eleição
61. Coma um queque
62. Leve almoço para o trabalho
63. Atenção ao equipamento desportivo, despeça o seu personal trainer e faça um passeio a pé
64. Levante-se uma hora mais cedo
65. Vá para a cama às 9 horas uma vez por semana
66. Deite todos os medicamentos fora, menos a aspirina
67. Crie os seus próprios rituais
68. Aprenda a rir
69. Aprenda ioga
70. Aprenda a meditar
71. Cumpra o limite de velocidade na estrada
72. Limpe os seus relacionamentos
73. Seja você próprio
74. Confie na sua intuição
75. Se não está a funcionar, deixe de o fazer
76. Pare de tentar mudar as pessoas
77. Passe um dia por semana sozinho
78. Ensine aos seus filhos os benefícios do isolamento
79. Faça um retiro uma vez por ano
80. Mantenha um diário
81. Faça uma coisa de cada vez
82. Não faça nada
83. Arranje tempo para ver o pôr-do-sol
84. Diga não
85. Se não pode dizer não, prevarique
86. Desista de organizações cujas reuniões não suporta
87. Aprenda a reinterpretar o passado
88. Altere as suas expectativas
89. Faça regularmente uma revisão à sua vida para mantê-la simples
90. 10 minutos para ficar fabulosa
91. Adeus aos saltos altos
92. Tire as unhas de plástico e jogue fora o verniz
93. Deixe de andar com uma mala do tamanho do mundo
94. Minimize os seus acessórios
95. Alugue em vez de comprar
96. Livre-se dos carros
97. Livre-se dos telefones
98. Deixe de fazer a cama
99. Livre-se de todos os extras
100. Construa um guarda-roupa mesmo muito simples


Mais de metade destas coisas já faço, outras estão bem encaminhadas, umas nem pensar (deixar de fazer a cama??!!) e umas quantas não se aplicam à minha vida. 
E vocês?


18/07/2012

O que é que as pessoas de sucesso fazem antes do pequeno-almoço


Encontrei por acaso uma crítica a este livro e comprei-o (e li-o) logo a seguir.
What the most successful people do before breakfast é um pequeno livro cheio de inspiração. Não é nenhum guia nem um how to acordar cedo. São histórias de pessoas reais, exemplos que me deram novamente vontade de acordar (mais) cedo e aproveitar essas horas de silêncio (agora tem sido entre as 6h30 e as 7h, mas tenho o pé partido, por isso tenho desculpa...). 
Com este livro relembrei-me do imenso trabalho que consigo fazer de manhã, quando todos ainda dormem. Senti também saudades do meu ritual matinal do chá na varanda a ouvir os pássaros. E fiquei inspiradíssima com estas histórias de pessoas que se levantam antes de toda a gente para fazer exercício físico, para trabalhar nos seus projectos ou negócios paralelos, ou simplesmente para estarem mais tempo em família. Gostei mesmo do livro. A versão kindle tem trinta e poucas páginas, custa à volta de 5 euros e aconselho-a vivamente!

04/06/2012

Um novo livro e um giveaway: 321 Stop - stop running and start living


Aqui há uns tempos comprei dezenas de ebooks nuns saldos no valor de 375 USD por apenas 29 USD - sim, na internet também há descontos, promoções e saldos, e este valeu mesmo a pena!

Dos 38 livros do pacote, o primeiro que li (tirando alguns que já tinha) foi este: 321 Stop - stop running and start living, da Lorilee Lippincott, autora do blog Loving Simple Living e do ebook grátis que recomendei neste post. Gostei do título, gostei do índice e das reviews e li-o em poucas horas.

Este livro é sobre a aplicação do minimalismo às várias áreas da vida, de um ponto de vista moderado e familiar, e a autora conta a sua própria aventura desde que decidiu tornar-se minimalista. É um livro escrito num tom muito pessoal, como eu gosto, onde os conselhos e dicas se baseiam na experiência e vivências da autora e da sua família.

O livro aborda em primeiro lugar o destralhamento e a minimização das coisas físicas, desde a roupa, utensílios de cozinha, brinquedos, e até do espaço em que vivemos. A Lorilee mudou-se para um pequeno apartamento com o marido e dois filhos, e embora aqui na Europa não seja nada fora do comum viver em apartamentos, no Estados Unidos este conceito de simplificar e minimizar o espaço vai contra o American Dream, que promove o "mais e melhor". Os motivos da Lorilee fazem todo o sentido para mim: uma casa mais pequena é mais económica, perde-se menos tempo a limpá-la e a mantê-la, e não se enche com tanta mobília e tralha como uma casa maior (já sabemos que a tralha expande-se de maneira a ocupar o espaço disponível...).

A Lorilee fala também da simplificação do tempo, ou da maneira como passamos o tempo, com o objectivo de encontrarmos a nossa paixão - isto é a base do minimalismo: minimizar o que não interessa para dar espaço ao que realmente é importante. Temas como dinheiro, electrónica e alimentação são também abordados, sempre com conselhos úteis baseados na experiência da autora.

Por fim, a Lorilee toca em pontos mais íntimos e pessoais, que vão além das coisas materiais, como emoções, espiritualidade e religião. Por exemplo, como lidar com emoções negativas do passado que de alguma maneira impedem de viver o presente. Gostei sobretudo da parte em que ela fala sobre os objectivos e toca naquela noção de viver sem objectivos, como muitos minimalistas fazem. A Lorilee tem uma visão equilibrada e simples das coisas, que me fez pensar nos meus próprios objectivos. Ela diz que, por um lado, os objectivos para o futuro podem complicar ainda mais a vida em vez de simplificá-la, mas por outro lado, sem objectivos é mais fácil não fazer nada. Assim, ela foca os seus objectivos no presente e ajusta-os dependendo das suas prioridades do momento. Gostei mesmo de ler esta parte - e o livro todo.

Há uns dias recebi um email da Lorilee a propôr um giveaway do seu livro neste espaço. Fiquei muito contente com a sua generosidade, e assim três leitores poderão ganhar este ebook! 

Para tal, aqui ficam as regras:

1) deixar um comentário a este post
2) no comentário devem dizer temas ou questões específicas que gostavam de ver falados aqui no blog
3) se não tiverem blog ou perfil com email disponível, têm que deixar email no comentário - se não houver um email disponível, o comentário será eliminado e não contará para o giveaway

Os três vencedores serão sorteados na segunda-feira, dia 11 de Junho, às 22h00. Podem deixar comentários até essa hora.

Se não quiserem esperar pelo resultado do sorteio (ou se não forem um dos felizes contemplados), podem sempre comprar o livro, que custa apenas 9,97 USD (cerca de 8 euros).
Como sabem (e está escrito aí na barra lateral), a maior parte dos links para livros que aparecem aqui no blog, são affiliate links, ou seja, se fizerem uma compra através do link, eu ganho uma pequena comissão.
Na verdade, saímos todos a ganhar. Eu divulgo um livro de que realmente gostei e que pode ser útil para os meus leitores, e ganho uns euros que vão servir para comprar mais outro livro; o autor do livro faz uma venda e ganha novos leitores; e os meus leitores ficam a conhecer mais um livro e a minha opinião sincera acerca desse livro.

E, na verdade, eu gosto de contribuir e apoiar o trabalho de outros fellow bloggers (e crafters também - é por isso que gosto tanto da Etsy)! Afinal, são pessoas que escrevem livros e blogs porque essa é a sua paixão - e eu valorizo muito quem teve essa coragem para largar um trabalho com um ordenado certo (como fez a Lorilee) para seguir a sua paixão!

30/05/2012

Como bem gerir o tempo... e ter tempo para tudo o que é importante



Se seguem este blog há algum tempo, já devem ter percebido que eu sou um bocadinho time-management freak. Adoro e devoro tudo o que tem a ver com gestão do tempo e produtividade e estou sempre a experimentar novas formas de fazer as coisas, de modo a ser mais produtiva, mas tendo tempo para fazer tudo aquilo que é importante para mim.

Há uns dias li um livro sobre gestão do tempo que ADOREI! Chama-se Tell your time - how to manage your schedule so you can live free e a autora, Amy Lynn Andrews é uma blogger americana que escreve sobre... blogging. 

A Amy Lynn apresenta uma forma muito simples e intuitiva de gerir o tempo e de criar um horário que resulte.
Resumidamente, o método tem 4 passos.

Primeiro, devemos definir os vários papéis que desempenhamos, como, por exemplo, mulher (eu, self), esposa, mãe, profissional, dona-de-casa, voluntária, etc. Para cada uma destas funções, devemos responder à pergunta "Que tipo de ______ quero ser?". Por exemplo, no meu papel como mulher/self, eu quero ser feliz, saudável, elegante, autêntica, generosa.

De seguida, devemos listar as actividades que temos que fazer de modo a alcançarmos os objectivos que definimos para cada função, respondendo à pergunta "O que posso fazer como ______ (mulher, esposa, mãe, profissional, etc.), diária ou semanalmente, para alcançar os objectivos que quero atingir?" Por exemplo, o que posso fazer para ser saudável é dormir bem, ter uma alimentação variada e saudável e fazer exercício físico.

Em terceiro lugar, devemos separar as várias actividades em não negociáveis (aquelas que temos ou queremos mesmo fazer) e negociáveis (aquelas que podem ser eliminadas se não houver tempo para elas), e classificá-las consoante o horário em que devem ser feitas, ou seja, horário fixo (ex., trabalho, aulas de ginásio) ou horário flexível (ex., relaxar, ler, escrever, tratar da casa).

Finalmente, é só começar a preencher o horário que a Amy Lynn fornece. Como exemplo, aqui fica a divisão das tarefas e o horário semanal da autora, que ela disponibiliza no site do livro, juntamente com printables em branco para usarmos nos quatro passos descritos acima:


Resumindo, adorei o livro, lê-se rapidamente pois tem apenas 32 páginas, e já fiz estes exercícios. Eu sempre gostei de fazer horários semanais, mas a novidade deste método é não tentar enfiar tudo o que queremos fazer no horário, mas sim focarmo-nos no que é importante, definindo tempo para relaxar, dormir, e fazer outras coisas que geralmente não agendamos. Ou seja, é o método ideal para os minimalistas ou para qualquer pessoa que busca uma vida mais simples, com menos stress e mais tempo para o que é importante (e o livro custa apenas 4,99 USD, o que não chega a 4 euros!).

17/05/2012

Ser Savvy


Este é um livro que comprei pela capa: "Living the savvy life: a savvy woman's guide for smart spending and rich living", da Melissa Tosetti e Kevin Gibbons. Olhei para a capa e fiquei imediatamente cativada. Foi a calçada, foi a saia da mulher, os chinelos e o seu cesto de compras, e a sensação de paz e felicidade que a imagem me transmite.

Este livro não ensina mil e uma maneiras de poupar, nem é um guia para a frugalidade. Este livro tem a ver com bom senso e equilíbrio. E, portanto, adequa-se perfeitamente à minha filosofia de vida. Já referi várias vezes que o objectivo de um estilo de vida minimalista não é poupar dinheiro, embora isso seja uma consequência do minimalismo. Eu continuo a comprar açúcar amarelo e mascavado em vez do branco, embora sejam muito mais caros - mas fazem menos mal. Continuo a almoçar fora quase todos os dias de semana, pois prefiro comer peixe grelhado do que os restos do jantar. Compro sílica para o caixote dos gatos, que é muito mais cara que a areia normal, mas cheira muito menos mal. Para mim não faz sentido viver com menos qualidade só para poupar uns tostões. Tudo com conta, peso e medida. 
Este livro é sobre isso. 

Se quiserem ler os dois primeiros capítulos, basta subscrever a newsletter. Mas já agora, ficam aqui uns parágrafos do livro com os quais me identifiquei de imediato. E savvy é uma palavra que eu adoro. E, de facto, o que eu quero é ser savvy em todos os aspectos da minha vida. 
(Já agora, savvy em português não tem tanta piada... significa experiente, conhecedor, pessoa com bom senso, com juízo.)





Ah!

23/03/2012

Book review ~ Casa Feliz, um guia prático de decoração


Hoje em dia já não compro muitos livros em papel - compro sobretudo livros em formato pdf ou kindle. Um dia no Pingo Doce vi o livro "Casa Feliz, um guia prático de decoração" da conhecida decoradora Maria Barros, folheei-o e não resisti.

No geral, gostei do livro, se bem que a minha casa já está praticamente como quero, por isso não encontrei muitas ideias que pudesse aproveitar. O livro é útil para quem começou agora a decorar a casa, pois dá conselhos práticos sobre como decorar cada divisão. A autora também é apologista de nos livrarmos da tralha e termos apenas as peças que são realmente especiais. Ela dá várias dicas que, depois de ler, fazem todo o sentido e parecem óbvias, mas as quais nunca me tinham passado pela cabeça antes - por exemplo, a mesa de centro deve ser da mesma altura que o assento do sofá... 

A Maria Barros não é uma decoradora minimalista e nem é muito fã do estilo escandinavo; os seus projectos são, geralmente, impregnados de cor. Certas dicas que ela dá não têm nada a ver comigo, como ter uma mesinha de apoio de cada lado do sofá para criar simetria... Mas outras fazem todo o sentido, como não ter fotografias dos filhos e da família no quarto de casal, um espaço reservado à intimidade. 

A autora é também bastante crítica em relação ao tipo de decoração "bege" - o tipo de casas que se vêem na revista espanhola El Mueble (diz ela, não eu). Achei piada às críticas que ela faz a este tipo de decoração monótona e segura, tão apreciada pelos portugueses...

O que não gostei no livro foram essencialmente duas coisas. A Maria Barros refere várias vezes que o ideal é ter a sanita separada do resto da casa de banho, o que acaba por tornar-se aborrecido, pois não é uma coisa possível para o português comum que compra livros de decoração como este. Esse tipo de casa de banho vê-se em grandes moradias e uma pessoa que esteja disposta a gastar muito dinheiro numa moradia, de certeza que contratará um decorador (como a Maria Barros) para fazer o projecto de decoração da casa, em vez de comprar um livro deste género.
Outra coisa que não gostei: achei a escrita da autora um pouco pretensiosa. A autora aconselha o leitor a fazer viagens ao estrangeiro em busca de inspiração e sugere a compra de produtos acima do plafond do português médio. Na minha opinião, o livro estaria mais ajustado à realidade portuguesa se tivesse sido escrito num tom mais terra-a-terra, e com dicas e sugestões mais acessíveis. 

Mas, no geral, gostei e aconselho-o a quem anda perdido nestas lides da decoração de interiores! É um livro de decoração escrito em português, por uma decoradora portuguesa. E adorei as ilustrações do João Catarino, que são da própria casa da autora.

Para acabar, deixo-vos os títulos dos vários capítulos, que é para onde eu olho em primeiro lugar quando folheio um livro.

1. Identificar o que não está bem
2. Elaborar um plano de acção e estabelecer prioridades
3. Estabelecer prioridades
4. Editar e organizar
5. Inspiração: como usar as fontes de inspiração a seu favor
6. Decorar: pôr a teoria e prática
7. Uma casa mais feliz! Divisão a divisão
8. Feng Shui e superstições
9. As minhas teorias postas em prática
10. Noções gerais sobre felicidade

07/03/2012

Book review ~ Minimalism: live a meaningful life

Vou começar a divulgar e fazer críticas aos livros que leio - a maioria são e-books em inglês e nos últimos tempos têm girado em torno do minimalismo (what else?), mas como esse é o tema principal deste blog, aplica-se perfeitamente! Como os livros são em inglês, faço as críticas também em inglês (têm lógica, certo?), porque também as publico na Amazon. 

Todas as semanas tenho falado dos 52 projectos para simplificar a vida do livro da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, e também já vos apresentei o Simple Blogging da Rachel Meeks, que nos explica como escrever um blog e perder o mínimo de tempo possível com isso.

Hoje falarei sobre um livro escrito pelos autores de um dos meus blogs preferidos: Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, The Minimalists.

O livro só está à venda na Amazon em formato Kindle (não é preciso ter um kindle; a amazon disponibiliza um app para windows e outros sistemas operativos que permite ler os livros em formato kindle no computador).




This is a book about minimalism. But this book will not teach you how to declutter your closet or how to get rid of your TV or how to live with 100 things. This book goes much deeper. It is focused on the five dimensions that will allow you to live a meaningful life: health, relationships, passions, growth and contribution.

Many of Joshua and Ryan’s words hit me like a rock. For instance, these phrases had a huge impact on my life: “The best advice we can give you is to test it yourself—stop eating meat for at least 10 days and notice the difference it makes. Then decide for yourself.” I’ve tried several diets and dietary changes and read books, blogs and articles on the subject over the years, but none has had such an impact in my life as these words. I rarely eat meat now. And I’m immensely happy with this change – thank you, guys!

Overall, this is a page-turning read and I’d recommend it for everyone. I’m going to read it a second time and take notes!

11/08/2011

Making the cut starts now!

I finally got my copy of Jillian Michales' book Making the Cut. I'm eager to get started!

According to her fitness test, my overall fitness condition is above average. Nice! My first impressions of Jillian's book are the following:

~ her workouts seem SO HARD!!! 
~ the recipes she presents are very American - not suitable at all for us here in southern Portugal... So, I'll follow her basic principles, but stick with the mediterranean kind of foods.

I'm starting the Making the Cut 30-day program on Tuesday (Monday is a holliday here). My fourth week will be spent in Greece, so I'll probably have to stop the program by then... Anyway, whish me luck!


Finalmente recebi o livro da Jillian Michaels "Making the Cut". Estou ansiosa por começar!

De acordo com o teste de fitness do livro, eu estou numa condição acima da média. Ainda bem! As minhas primeiras impressões do livro são as seguintes:

~ os treinos que a Jillian sugere parecem-me muito DIFÍCEIS!!!
~ as receitas do livro são muito americanas e nada adequadas à nossa alimentação. Vou apenas seguir os princípios básicos mas continuar com a nossa dieta mediterrânica

Vou começar o programa de 30 dias na próxima terça-feira, visto que segunda é feriado. A minha quarta semana vai ser passada na Grécia, por isso devo ter que fazer uma interrupção no treino. Seja como for, desejem-me sorte!
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