Acordei com o despertador às 7 horas. Fui à casa de banho, vesti-me, abri a porta da rua e encontrei um dia cinzento... Não me importo, estes dias fazem-me lembrar o outono e eu adoro o outono. E depois do calor que esteve ontem, um dia mais fresco e sem sol é muito bem-vindo. Estendi o tapete de yoga no pátio e pratiquei durante 45 minutos. A minha prática tem andado pelas ruas da amargura por causa da lesão nas costas. Tenho que recomeçar com calma. Depois, já de casaco vestido, pequeno-almoço: omelete, salada e fruta. Enquanto comia, naveguei na net. Redes sociais, blogs. Demorei-me no blog da Lénia e pesquisei alguns posts antigos que me marcaram e fizeram pensar quando os li, como este e este e este. Agora estou a escrever isto. Daqui a pouco vamos para casa, porque é dia de anos (dos meus anos) mas tenho imensas coisas a fazer. E, de qualquer modo, está demasiado frio para estar na praia.
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04/07/2016
17/03/2016
Largar tudo e ir por aí
Foi o que fiz esta manhã. Fui trabalhar, mas não me estava a sentir bem. Psicologicamente bem. Precisava de sol. O sol brilhava lá fora, mas o meu gabinete é escuro. Estava a sentir-me mal. Peguei nas coisas e voltei para casa. Vesti leggings, calcei sapatilhas, e fui andar a pé. Com o sol a bater-me na cara. Aahh!
Andei, andei, andei. Cheguei ao fórum, fui comprar umas prendas para aniversários que se aproximam. Almocei peixe grelhado. E, barriga cheia e carregada de prendas, pus-me a caminho de casa. Foram mais de duas horas só para mim. E que bem que me fez!
16/02/2016
Para quê complicar?
Nós complicamos demasiado. Eu complico demasiado. Planos, esquemas, horários... Amanhã tenho que acordar às tantas, fazer isto, isto e aquilo, por esta ordem específica. Tenho que praticar yoga durante x minutos no mínimo, meditar y minutos, chego ao trabalho e tenho que organizar o dia, ver emails, ver calendário, seguir ordens pré-estabelecidas, senão a coisa já corre mal. Tenho que seguir um programa de treinos e ir ao ginásio fazer aquelas aulas específicas, senão sou uma preguiçosa e nunca na vida vou conseguir emagrecer os 3 kilos que me faltam. Tenho que escrever um artigo até esta data, imposta por mim, e como deadlines auto-impostas raramente funcionam, não consigo acabar a tempo e sinto-me culpada por ter falhado uma deadline que era, à partida, irrealista. Tenho que fazer estas aulas todas de yoga até a esta data, porque é um desafio para mim, e o que seria da vida sem desafios... Tenho que ser a melhor aluna do curso de psicologia (por acaso, por enquanto, até sou), porque, afinal, sendo já doutorada, tenho obrigação de ser melhor que os outros. Tenho que conseguir esticar as 24 horas do dia para conseguir enfiar lá dentro tudo aquilo que quero fazer.
Estou a deixar de ver as coisas assim. Eu, tão minimalista numas coisas, parece que noutras, quanto mais complexo, melhor. Mas isso é uma ilusão. O que ganho com isso é stress. Deadlines auto-impostas, programas de yoga e de ginásio para os próximos 30 dias, dias planeados ao minuto. Estou farta. Não estou a dizer que o planeamento não é necessário. Para mim, é. Mas um dia de cada vez. Preocupar-me com um dia de cada vez. Não interessa o que é que vou comer amanhã nem quantos minutos tenho que meditar ao fim de semana. O que interessa é o aqui e o agora.
Levanto-me às 6 da manhã (nos últimos dias tem sido às 5h30). Não quero ter planos rígidos. Sei que quero fazer yoga e meditar. Vou para o tapete e começo. Não preciso ligar o computador nem pôr o timer no telemóvel. É deixar a coisa fluir. No trabalho o mesmo. Sei o que tenho para fazer. O que interessa é garantir que cada dia é produtivo. Não preciso de checklists. Admito ter uma lista de coisas que gosto de fazer todos os dias, todas as semanas e todos os meses, mas é mais para não me esquecer do que para me cobrar.
Nestas alturas volto sempre aos escritos do Leo Babauta. Sempre. E aos meus próprios escritos, como este. Parece que há alturas em que nos perdemos, mas o importante é reconhecer isso e voltar ao caminho certo. Eu quero uma vida simples. Até quero falar mais devagar (já dei por mim a falar demasiado depressa). Quero viver a vida um dia de cada vez e não fazer grandes planos para o futuro. Claro que é preciso pensar no futuro, mas quero seguir pela vida com uma bússola, não com um mapa.
Um dos problemas é que nós, europeus, somos tão, mas tão influenciados pela cultura norte-americana, por aquelas personalidades tipo A, go-getters, que nos esquecemos que a vida aqui não é assim (felizmente). Até o Miracle Morning, que eu comecei a fazer, é pensado para a apressada sociedade norte-americana e não para a nossa. É só fazer, fazer, fazer... em vez de, simplesmente, estar. Sinto-me grata por perceber que não é assim que quero viver a minha vida. A obrigatoriedade de acordar a uma certa hora, de fazer estas coisas todas, só porque alguém escreveu num livro a dizer que é assim e até parece que resulta. Mas ler de manhã? Não consigo ler só 5 minutos... mas quem é que lê apenas durante 5 minutos ou menos?? Escrever no diário de manhã? Eu acordo com a cabeça vazia, não tenho nada a escrever de manhã... De noite sim, tenho todo um dia atrás de mim sobre o qual refletir.
Por isso, chega. Chega de stresses, de fazer grandes planos, de grandes organizações... Eu gosto de planear, sim, mas quero fazê-lo dia a dia - um dia de cada vez. Quando acordar, vou pensar:
O que é que vou fazer hoje para ter um dia produtivo e maravilhoso? O que é que vou fazer hoje para continuar no caminho indicado pela minha bússola?
Posso desviar-me mais para um lado ou para o outro, desde que continue a seguir a bússola. Sei o que quero fazer, sei o que tenho que fazer, sei o que devo fazer. É deixar tudo isso fluir naturalmente. Até arranjei uma agenda mais pequena... Mas isso ficará para um próximo post...
12/02/2016
Cinzento
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| Ontem. Hoje está tudo cinzento. O tempo e eu. |
Hoje é um daqueles dias... A preguiça apoderou-se completamente de mim. Tenho imensas coisas para fazer, mas a vontade é nula. Estou em casa, sentada à secretária, em frente à janela, neste dia cinzento. Nem o mar consigo ver lá ao fundo.
Se eu cobro demasiado a mim própria? Cobro, sem dúvida. Eu quero ser a melhor em tudo o que faço, quero conseguir fazer tudo o que me interessa, quero ter espaço e tempo para o meu ecletismo.
Mas consigo? Consigo fazer tudo, quando quero, como quero? Claro que não. Os motivos são vários. Serão as minhas ambições realistas? Talvez não. Eu esforço-me o suficiente? Muitas vezes, não. Eu sou preguiçosa? Sou, sem dúvida. Tenho tanta coisa dentro da cabeça que por vezes não consigo ver o que está à minha frente? Muitas vezes, sim. Tenho as prioridades no sítio? Nem sempre.
Há semanas que não toco piano. Há varios dias que acordo sempre tarde. Há vários dias também que a minha prática de yoga se resume às aulas, dadas e recebidas. Há alguns dias que não medito decentemente. Há meses que não ando de bicicleta. Há meses que ando a arrastar coisas no trabalho que não consigo acabar (nem tudo é mau, outras coisas correm surpreendentemente bem).
As coisas são mesmo assim, embora eu insista que devam ser perfeitas. Mas a perfeição não existe.
Levar as coisas com calma. Deixá-las desenvolverem-se de forma mais orgânica, e não forçada. As coisas acontecem. Pode não ser quando e como eu planeei, mas elas acontecem. Ir fazendo, aos poucos. Não cobrar tanto de mim. Não me chatear comigo por não cumprir os planos. Não fazer planos. Viver um dia de cada vez - com a consciência que nesse dia estou a dar o meu melhor. E amanhã será outro dia.
01/02/2016
Mais criatividade em 2016
Escrevi o que se segue no início do ano, mas acabei por não publicar. Aqui fica, com comentários a verde escritos agora... onde partilho se tenho de facto feito o que propus ou nem por isso...
Uma das áreas da minha vida que quero acarinhar e desenvolver este ano é a criatividade. Naquela semana maravilhosa entre o Natal e a passagem de ano, peguei nos post-its e fui escrevendo o que me vinha à cabeça. Depois, organizei tudo numa folha A4.
Como é que vou ser mais criativa em 2016?
> vou escrever no meu diário todos os dias - gosto da ideia das Morning Pages e das listas de coisas pelas quais estamos gratos.
Tenho escrito quase todos os dias. Experimentei diferentes alturas do dia para o fazer. Embora muitos autores recomendem escrever de manhã, para mim parece que resulta melhor à noite. Tenho mais para escrever e lembro-me bem das coisas pelas quais me sinto grata. Ajuda pôr os pensamentos, problemas, e outras coisas no papel antes de ir dormir. É como fazer um reset na cabeça. De manhã, tenho muito pouco que escrever. O que se passou no dia anterior já passou, já esqueci os problemas, e nunca consegui escrever as 3 Morning Pages, era demasiado. Comecei depois a escrever só um pouco, pois escrever no diário é um dos life savers referidos no livro que falei aqui. Mas mesmo assim, custa-me escrever de manhã. À noite, antes de dormir, é a minha altura preferida para tal.
> vou ler 1 livro por semana - eu costumo ler vários livros ao mesmo tempo e a ideia é ler não ficção durante o dia e ficção à noite (policiais, adoro policiais).
Desde o início de janeiro já li 7, e dois deles bem grossos (do José Rodrigues dos Santos). Estou agora no oitavo, que espero acabar esta semana (também do JRS). Tenho um painel no Pinterest onde coloco os livros lidos em cada ano - já faço este registo desde 2013!
> costurar - coisas para mim e para a casa; quero voltar a costurar!
E acabar uma mala que anda por lá há anos e ainda não acabei... Gostava de fazer roupa, umas saias simples, mas aqui o grande fator limitante é mesmo o tempo...
> escrever mais aqui no blog - vá, pelo menos um post por semana
Huummm... não tenho escrito muito... mas tenho gravado videos!
> tocar mais piano - há alturas em que toco todos os dias, outras fico semanas sem abrir o piano...
Não tenho tocado praticamente nada nas últimas semanas... ouvir música, isso ouço, bastante, agora tocar... está mais difícil... Mas a culpa é do piano que está desafinado. Tenho que chamar o afinador e depois pode ser que me entusiasme!
> ir a concertos e atividades culturais - Faro não se compara a Lisboa neste aspeto, mas há que aproveitar o que há; sempre que vou a um concerto de música clássica, venho de lá inspiradíssima!
Sim! Desde o início do ano já fomos a dois concertos! É para continuar!
> tirar fotos dos pequenos momentos do dia a dia - gosto mesmo disso; os gatos a dormir, uma flor, uma paisagem, os meus pés num chão bonito...
Já tirava e continuo a tirar. Algumas partilho no Instagram, outras ficam só para mim...
14/01/2016
Assoberbada
É como me tenho sentido nos últimos tempos... Sobretudo desde que comecei a dar aulas regulares de yoga. Assoberbada. Sempre com alguma coisa para fazer. E sem tempo para fazer muitas outras coisas, algumas delas mais importantes...
Tenho saudades de sair do trabalho e ir para casa... e não sair mais de casa até à manhã seguinte. Fazer um pouco de yoga, verificar os TPCs dos miúdos enquanto o J. trata do jantar, sentar-me no sofá a ver um pouco de tv ou a ler, e ainda ter uma horinha para voltar para o computador para trabalhar ou estudar, antes de ir para a cama a horas decentes. Há uns tempos, este cenário era comum. Agora já não é...
Entre atividades dos miúdos e as minhas aulas de yoga, só tenho 1 dia durante a semana em que não tenho atividades ao fim da tarde. Nos outros dias chego a casa entre as 8 e meia e as 9 da noite. Não dá. Não é esta a vida que quero para mim.
Por isso, comecei a fazer alterações. Relembrei-me da minimalista que há em mim e comecei a identificar o essencial. O que é essencial para mim? Além da ter tempo de qualidade com a família e tempo para mim própria, tenho o trabalho e o curso de psicologia. Essas coisas são mesmo importantes. Ir ao ginásio, dar aulas de yoga, escrever no blog, e outras coisas, são giras, mas não são essenciais.
Tive que cortar nalguma coisa. E a primeira coisa onde cortei foi nas aulas de yoga. Dou 4 aulas semanais, o que é demasiado e me impede de estar em casa ao fim da tarde e à hora de jantar. Deixei um dos sítios onde dava aulas e fiquei no outro onde tenho mais alunos; nesse sítio estou a fazer uma substituição até maio, e depois acaba também. Depois, logo se verá.
O que sinto às vezes é que perdi a minha capacidade para dizer "não". Tenho aceite quase tudo o que me aparece à frente... e não pode ser. Quero ter tempo para fazer tudo... incluindo não fazer nada.
01/01/2016
O que traz 2016
Bom Ano, caros leitores!!
Já aqui escrevi várias vezes que adoro a semana entre o Natal e a passagem de ano. Para mim, é uma altura de recolhimento e reflexão (agora, é também altura de estudo para os dois exames que vou fazer em janeiro...)
Após o Natal fui uns dias para Vila Nova de Milfontes praticar ashtanga yoga com os meus professores. Foi fantástico, como sempre. Continuei a observar as minhas escolhas alimentares e é incrível como já nem penso em arroz (arroz, que era um dos meus alimentos preferidos... e engordativos). Tem sido mais difícil cortar no chocolate, mas uma coisa de cada vez...
Inspirada pelos escritos da Kimberly Wilson, tracei os meus sonhos para 2016, nas diferentes áreas da minha vida. Primeiro cortei post-its grandes em tiras pequenas. Depois, fui escrevendo o que me veio à cabeça - coisas que gostava de fazer ou melhorar em 2016.
Depois, organizei os post-its em diferentes áreas:
> criatividade
> espiritualidade
> self-care & saúde
> relacionamentos
> carreira
> dinheiro
> casa
> comunidade
E, finalmente, com base nos muitos post-its e na sua distribuição, fiz uns mind-maps para cada uma destas áreas de foco.
Preparei também uma nova agenda. É um caderno A5 quadriculado da Staples, onde desenho calendários mensais, listas de coisas a fazer mensais e semanais, checklists mensais, semanais e diárias, e as páginas diárias com horários e tarefas (mais ou menos como descrevi aqui).
As checklists mensais, semanais e diárias são baseadas num livro da Kimberly Wilson, adaptadas, claro, à minha vida e interesses.
Mensalmente, quero:
> escrever os meus sonhos para esse mês (não são bem objetivos, são sonhos, mesmo, que poderão tornar-se realidade)
> fazer uma manicure e pedicure (desde que comei a dar aulas de yoga com frequência é que me apercebi da importância de ter as mãos e os pés sempre arranjados)
> fazer uma massagem ou um tratamento facial (preciso relaxar mais!)
> fazer sempre o orçamento mensal (isto não é nada de novo, faço-o sem falhar há anos!)
> fazer voluntariado (dando tempo ou dinheiro; costumo dar dinheiro, donativos, coisas assim; agora, quero dar mais tempo)
> criar alguma coisa (voltar a costurar, acabar trabalhos que deixei a meio, escrever...)
Semanalmente, vou:
> planear as refeições (super importante agora que o J. tem um novo emprego sem sítios para comer ao redor)
> fazer compras de supermercado uma vez por semana (e não dia sim, dia não)
> passar toda a roupa a ferro num só dia, ao mesmo tempo que vejo um filme na tv (de preferência sábado ou domingo à noite; não gosto nada de começar a semana com roupa para passar)
> destralhar aqui e ali, para não acumular
> verificar o orçamento, para ver se está tudo bem encaminhado
> planear a semana seguinte, coisa que também já faço
> ler 1 livro (digamos, em média; há livros que leio num dia, outros, demoro 2 ou mais semanas a acabar; em 2015 li 47 livros, mas em outubro e novembro não li... culpa do curso)
> escrever uma nota de amor (já o fiz, para os meus filhos, e coloquei-a no estojo da escola - tiveram uma surpresa muito boa quando viram o meu papelinho!)
> beber um smoothie (já lá vai o tempo em que bebia todos os dias de manhã, mas não era pequeno-almoço suficiente para mim)
> fazer uma sessão de sprint (trabalho cardiovascular intenso - será uma aula de Jump, que comecei a fazer em novembro e adoro!)
> fazer duas sessões de PEM = Primal Essential Movements; consiste em elevações (comprei uma barra e tudo!), flexões, agachamentos e prancha; comecei a fazer em dezembro e é bom ver a força a aumentar!
> Brincar!! Todos os adultos já foram crianças, mas poucos se lembram disso...
E, finalmente, todos os dias, tenciono:
> praticar yoga e meditação
> comer o mais Primal possível
> apontar as despesas diárias
> planear o dia seguinte
> estar com os miúdos de consciência plena (seja a conversar, a verificar TPCs, a brincar, a passear)
> escrever brain-dumps e gratidão no diário
> ler, de preferência na cama
Ah, gosto deste plano!!
28/06/2015
Um ano (mesmo) diferente
Este ano (letivo) foi mesmo muito diferente. Em setembro ingressei numa segunda licenciatura. E previ que a minha vida, incluindo este blog, iria sofrer alterações. De facto, escrevi muito pouco ao longo destes últimos meses. Neste primeiro semestre de 2015 escrevi 26 posts, contrastando com os 86 em igual período do ano passado.
Mas afinal, como correu o ano? Em relação ao curso de Psicologia, estou a adorar. Fiz todas as unidades curriculares com excelentes notas (fui a melhor aluna do meu ano). Conheci outro trabalhador-estudante, também nos trintas e com filhos, com quem fiz parceria nos trabalhos de grupo e nos estudos - ganhei um novo amigo e contribuímos mutuamente para o nosso sucesso como alunos (ele foi o 2º melhor aluno do nosso ano). A coisa correu bem. Aprendi imenso e gostei mesmo dos conteúdos. O curso está a dar-me prazer, e enquanto assim for, estamos bem.
Em relação ao trabalho, que eu tanto receava prejudicar, também correu bem. Vi que o que interessa não é se fui menos produtiva por causa do curso, mas sim se teria sido mais produtiva se não fosse o curso (obrigada AB!) - acho que não teria sido mais produtiva se não me tivesse metido nesta nova aventura, por isso também se está bem nesse campo.
A verdade é que ter tanta coisa para fazer tornou-me muito mais disciplinada - e procrastinei muito, mas muito menos!
Portanto, o balanço é claramente positivo. Um ano diferente, sim, mas muito bom. As férias que vou tirar agora em julho até me vão saber melhor!
E sim, quero mesmo voltar a escrever com mais frequência aqui no blog... senti-lhe a falta. Obrigada a todos vós que continuam desse lado!
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18/06/2015
Londres... já não é o que era...
Já fui a Londres 3 vezes. A primeira foi em 1989, tinha eu quase 10 anos. Fui com a minha avó, uma senhora que, embora portuguesa, era muito british (e era professora de inglês), ficámos em casa de um amigo dela, durante quase 2 semanas. A segunda vez foi há 2 anos, e foi de passagem a caminho de Swansea, no País de Gales. Estive só uma tarde em Londres e fiz um daqueles passeios turísticos de autocarro. A terceira vez foi neste Natal; foi a família toda, meus pais incluídos, ficámos 6 dias e experienciámos o Natal londrino com muito frio.
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| Trafalgar Square, 1989 |
Devo dizer que, infelizmente, Londres desiludiu-me imenso. Lembro-me bem da primeira vez que lá fui, ainda criança, pois foi a primeira viagem a sério que fiz. Lembro-me que não se via tanta gente na rua como agora, e as pessoas com quem nos cruzávamos eram, na sua maioria, inglesas, londrinas, e turistas. Conseguíamos andar na rua, ir aos museus com calma, ver a Pedra da Rosetta sem tem que furar por um mar de gente. Lembro-me que a primeira vez que fui a um McDonalds foi nessa estadia em Londres - em Portugal ainda não havia McDonalds...
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| Trafalgar Square, 2014 |
Nessa altura, Londres tinha alma. Agora, achei que Londres é uma amálgama de gente de todos os lados; senti que Londres perdeu a alma londrina. Senti que esta Londres já não é a Londres dos filmes, a Londres que eu conheci em criança, a Londres que nós idealizamos como o apanágio do british. Fiquei triste, pronto.
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09/02/2015
Uma mente flexível
Uma das coisas que o Buda nos ensinou é que o apego traz sofrimento. O apego às coisas, o apego ao que queremos, o apego aos resultados que desejamos obter, tudo isso, quando perdemos as coisas ou não conseguimos o que queríamos, é uma fonte de sofrimento. O amor, claro, também é uma forma de apego. Claro que devemos amar, mas também devemos saber praticar o desapego (o "let go" em inglês soa melhor que a versão portuguesa) quando é necessário.
Mas o que eu queria mesmo escrever hoje é sobre o nosso apego aos resultados, à maneira como queremos que as coisas se desenrolem. Por exemplo, quando começamos um novo projecto, de trabalho ou pessoal, temos à partida uma ideia dos resultados que gostaríamos de obter. Quando conhecemos alguém, temos expectativas em relação a essa pessoa. Quando os nosso filhos vão para escola, queremos que eles obtenham um determinado rendimento. E quando as nossas expectativas em relação a nós próprios e aos outros não se concretizam, sofremos. Sofremos porque estamos apegados a um determinado resultado.
A vida torna-se muito mais cor-de-rosa quando nos deixamos de expectativas, quando não temos ideias pré-concebidas, quando não esperamos nada dos outros. Não faz mal termos planos e objectivos para a nossa vida, claro, mas faz mal olharmos só para a meta e não gozarmos o caminho. Faz mal pensar só no futuro e não viver o presente. Faz mal não ser flexível em relação ao mundo. O mundo, as pessoas, a energia, tudo está em constante mudança - uma mente flexível e aberta permite uma melhor adaptação à variabilidade e, claro, pode prevenir grande parte do sofrimento.
As pessoas tiram conclusões demasiado depressa e fazem julgamentos acerca dos outros baseados em muito pouco. Se fulano passou por mim na rua e não me cumprimentou é porque é um malcriado e tem a mania que é melhor que os outros. Nem se põe a hipótese de fulano estar distraído, completamente absorvido pelos seus pensamentos, totalmente focado no seu mundo interior. Se beltrano cometeu uma inconfidência é porque fez de propósito para lixar sicrano. Sicrano nem põe a hipótese de não ter sido intencional por parte de beltrano - não, beltrano é mesquinho e o seu objetivo é deixar os outros mal.
Estes mal-entendidos estão sempre a acontecer. As pessoas tiram conclusões precipitadas, não olham para o outro lado, e, infelizmente, quando não têm os dados todos, assumem sempre o pior - dar o benefício da dúvida parece que caiu em desuso. Será que é por estarmos apegados àquela mentalidade judaico-cristã que nos diz que somos todos pecadores?
Eu não sei o que é, mas acredito que as pessoas são fundamentalmente boas e que o ambiente que as rodeia é que as molda e as leva a agir de outras maneiras. E, por isso, acredito que todos podemos mudar e melhorar, e começar a olhar para os outros e para o mundo de outra forma - de uma forma mais positiva. Sim, há muita coisa má, mas também há muita coisa boa no mundo - e parece que muita pessoas perderam a capacidade de ver a parte boa, de dar o benefício da dúvida, de assumir o melhor em vez do pior.
Considerando que a física quântica nos diz que a nossa consciência cria a nossa própria realidade, o que proponho hoje é treinar a flexibilidade da mente. Durante uns dias, tenta ver sempre o lado positivo das coisas. Não penses no que não tens, mas sim no que tens, e sente-te grato por isso. Não assumas que os outros só querem é lixar-te; tenta olhar pelos olhos dos outros e tenta compreendê-los. Lembra-te que se alguém te falar mal, eles é que têm algum problema, não tu; então, porquê ficares tão chateado com isso? Não te deixes influenciar pela negatividade que há à tua volta; atreve-te a ser diferente e deixa, sim, que a tua positividade influencie os outros. Lembra-te que os seres humanos têm muita bondade cá dentro; cabe a cada um de nós cultivá-la e deixá-la florescer. E, assim, mudar o mundo.
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10/10/2014
Coisas que nos dizem e não gostamos - reagir ou esquecer?
No outro dia, no treino de judo dos meus filhos, uma das judocas, adolescente, veio ter comigo e com um dos meus filhos e disse-me que ele tinha-se portado muito mal num torneio que tinha havido uns dias antes, que tinha chamado gordo a outro miúdo (que é o irmão dela) e que ele devia ir ter com a mãe dela e pedir desculpa por ter chamado gordo ao miúdo.
O treino começou entretanto e eu nem tive tempo de reagir. O meu filho disse-me que o outro é que tinha começado a chamar nomes... Fui falar com a mãe do miúdo e da adolescente para saber o que se tinha passado. Ela, brasileira, muito simpática, disse-me que o meu filho tinha chamado gordo ao filho dela, e o problema é que muitos miúdos fazem os mesmo e ele até já deixou de comer por causa disso. Eu disse-lhe que a melhor maneira de resolver as coisas é pôr os dois frente a frente e cada um contar a sua versão da história. Foi o que fizemos no fim do treino. Um disse que o outro é que começou, o outro diz o contrário (com miúdos destas idades é sempre assim...), mas o importante é que pediram desculpa um ao outro e fizeram as pazes. No caminho para casa ainda lhe dei uma lição sobre bullying.
Apesar das coisas terem ficado resolvidas com a mãe e o miúdo, fiquei com a filha adolescente aqui atravessada. Mas quem é ela para ir dizer ao meu filho que ele tem que ir pedir desculpa à mãe dela? Primeiro, há sempre duas versões de cada história - e os miúdos são mentirosos e puxam sempre a brasa à sua sardinha. Acho errado ouvir só uma versão e assumir que essa é a correcta. Segundo, o meu filho teria que pedir desculpa ao outro miúdo, não à sua mãe. Terceiro, quem é esta miúda adolescente para vir dar ordens ou lições de moral ao meu filho à minha frente?
Fiquei irritada, mesmo. Como naquele dia não tive oportunidade, pensei na conversa que iria ter com ela no treino seguinte. Iria dizer-lhe que acho errado ela mandar o meu filho ir pedir desculpas à mãe dela e acho errado ela acreditar cegamente na versão do irmão. Queria dizer-lhe que compreendo que ela é novinha e não sabe bem do que fala, e teve sorte por eu ser uma pessoa paciente, porque outras mães poderiam ter ficado chateadas a sério com o comportamento dela.
Já tinha um discurso todo preparado para dizer à miúda, mas depois parei e pensei. Vale mesmo a pena? Vale a pena chatear-me por causa de uma miúda que tem idade para ser minha filha?
Por um lado, achei que sim, que valia a pena falar com ela e dizer-lhe o que penso do seu comportamento, quanto mais não fosse para ela aprender qualquer coisa. Por outro lado, achei que mais valia esquecer e seguir em frente - afinal, ela não é minha filha, não é minha responsabilidade (o meu levou uma lição de moral e um castigo).
Depois, cheguei à conclusão que o melhor seria pensar nela quando fizesse a minha meditação do amor. A meditação do amor (meditação metta ou loving-kindness, em inglês) é uma prática budista bastante difundida no Ocidente que tem como objectivo irradiar amor para todos os seres vivos do mundo, sem discriminação.
É uma prática que nos enche de amor e que nos ajuda a cultivar quatro qualidades, conhecidas pelos quatro pensamentos imensuráveis ou Brahma Viharas, que são consideradas as emoções mais superiores que se pode ter: amor, compaixão, alegria e equanimidade.
Durante a prática da meditação do amor, deve-se irradiar esse amor para várias pessoas. Em primeiro lugar, para nós próprios, o praticante da meditação. Em segundo lugar, uma pessoa de quem gostamos, como um familiar ou amigo. Depois, uma pessoa neutra, como alguém com quem nos cruzamos todos os dias mas sem muito interacção. Por fim, uma pessoa hostil ou em relação à qual temos sentimentos negativos.
O Buda ensinou esta meditação para desenvolver o amor altruísta e a verdade é que após a prática, sente-se uma onda de amor a invadir-nos... A minha esperança é que essa onda também atinja os outros, sobretudo aqueles em quem nos focamos durante a meditação - e, neste caso específico, a rapariga do judo.
Os críticos ou não-espirituais ou aqueles mais reactivos poderiam argumentar que ao fazer isto, ao não dizer à rapariga aquilo que penso, é pior para mim, ou que estou a esconder-me em vez de enfrentar a situação. Às vezes também penso assim.
Mas o que devo pensar é: o que é que me faz mais feliz? Um confronto, sabendo que vou ficar nervosa e que até posso nem exprimir-me bem e transmitir tudo o que quero? Ou o desapego da situação? Demorei um ou dois dias a perceber, ou até a aceitar, mas sim, desapegar-me, deixar ir, e tentar irradiar amor - é isso que me faz mais feliz.
Para saberes mais sobre a prática do amor universal.
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Obrigada!!
25/11/2013
No meu mundo perfeito...
No meu mundo perfeito...
... eu seria uma cientista marinha tentando salvar o Planeta Terra durante o dia e blogger escrevendo sobre minimalismo e vida simples à noite.
... a minha casa seria simples, bem decorada, funcional e confortável, sempre com um cheiro a incenso no ar.
... a minha família passaria muito tempo junta, tanto dentro de casa como ao ar livre.
... eu faria uma dieta equilibrada com muitas plantas e fruta.
... eu faria e usaria apenas produtos de beleza e de limpeza naturais e não tóxicos, e seria uma dona de casa relaxada.
... eu leria e escreveria todos os dias, ouviria imensa música, participaria em eventos culturais, jogaria jogos e faria desporto, e iria para todo o lado a pé ou de bicicleta.
... recusaria o consumismo e o materialismo, e focar-me-ia em viver com o suficiente e diminuir a minha pegada ecológica.
... levantar-me-ia todas as manhãs antes do nascer do Sol para praticar ashtanga vinyasa yoga e meditação. Como resultado, seria uma pessoa em forma, pacífica, calma, consciente e presente.
No meu mundo perfeito, a minha vida seria simples, espiritual, verde e feliz.
(porque é a consciência que cria a nossa realidade...)
(porque é a consciência que cria a nossa realidade...)
24/08/2013
Uma sabática digital
Pela primeira em muitos anos vou fazer uma sabática da internet. Até ao fim do mês vou estar de férias fora de Faro; vou levar o portátil porque quero ler e escrever, mas não vou levar a pen da internet e até ao fim do mês também não tenho internet no telemóvel. Uma semana sem email, sem facebook, sem blogs...
Volto em Setembro! Boas férias!
05/03/2013
Observar e imaginar
Eu nunca fui muito criativa. Mas sempre tive uma boa imaginação. E sempre fui muito observadora (característica essencial para qualquer cientista) e quando falo em observação, não é só com os olhos. É usar os cinco sentidos para observar o que nos rodeia. Ouvir as ondas a rebentar, cheirar o perfurme das flores, saborear um chocolate, sentir a areia quente nos pés e olhar as pessoas à minha volta.
Sempre gostei de observar as pessoas. Gosto de estar na praia a ver as pessoas que passam à beira-mar nas suas caminhadas. Em Lisboa, gosto de observar as pessoas apressadas a correr para o metro. Gosto de me sentar num dos bancos do centro comercial e olhar as pessoas a entrar e a sair das lojas carregadas de sacos de compras. E gosto de imaginar. Imagino quem serão essas pessoas. Que vidas terão, porque andam tão apressadas, que profissão têm. Já aconteceu conhecer pessoas de vista, imaginar como seriam as suas vidas e depois conhecê-las melhor. Umas vezes acerto, outras a minha imaginação não podia andar mais longe da verdade.
Eu gosto de observar, mas a maior parte das pessoas não me desperta a atenção. Ou são muito apressadas ou têm cara de poucos amigos ou parecem, do meu ponto de vista, claro, desinteressantes.
Aqui há uns tempos vi uma família cá em Faro, no Fórum, que me despertou a atenção. Era um casal com dois filhos, uma menina lourinha com uns 5 ou 6 anos e um menino mais novo, ainda de cadeirinha de bebé. Isto foi num dia de semana à hora de jantar. Eu tinha ido ao supermercado comprar qualquer coisa e essa família estava a pagar as suas compras. A mulher, ou rapariga, que devia ser mais ou menos da minha idade, fez-me lembrar esta actriz, que eu tinha visto neste episódio do How I Met Your Mother. Toda a família tinha um ar calmo e descontraído, quer na maneira de vestir quer na postura. Pagaram as compras e foram, devagar, para o parque de estacionamento, para onde eu também me dirigi. Não estavam com pressa. Foram com calma, a saborear nas escadas rolantes as bolachas que tinham acabado de comprar. O casal e os filhos tinham um ar tão sereno que eu, até chegar ao meu carro, fui sempre a olhar para eles. Eles tinham os carros estacionados perto do meu; o homem entrou para um jipe e a mulher para um Audi velhinho como o meu. Imaginei logo que deviam ter saído do trabalho e encontraram-se no Forum para jantar e fazer as compras...
Enfim... Aquela família deixou-me com um sorriso na cara. Senti-me bem por haver pessoas assim - relaxadas, sem pressas... parecia que estavam verdadeiramente em paz com eles e com o mundo. Fui para casa e não pensei muito mais no assunto. Afinal, as aparências iludem, como se costuma dizer, e por baixo daquela capa descontraída, podia estar uma família cheia de problemas.
Faro não é uma cidade muito grande e, desde esse dia, voltei a ver essa família mais duas vezes. Uma vez na Bershka, outra vez num parque infantil perto do Fórum. E sempre com a mesma postura relaxada, intencional, apaixonada mesmo, que me prendeu o olhar naquele dia. Não faço ideia de quem são essas pessoas, ou se a verdade corresponde à imagem que desenvolvi na minha cabeça. Mas depois de os ter visto estas três vezes, fiquei curiosa. Quem são eles? É que se esta família é assim como eu a imagino, é o tipo de família com quem eu não me importava de beber um chazinho de vez em quando...
E vocês, também observam as pessoas e imaginam coisas? Já agora, se alguém conhecer esta família (ou se a rapariga ler este blog), adorava saber!!
02/02/2013
É difícil não ter expectativas
Um dos princípios que o Leo Babauta refere para viver uma vida sem esforço (no seu livro The Effortless Life) é não ter expectativas. Como ele diz, a maioria do stress, irritação, desapontamento, frustração e raiva que sentimos vêm das expectativas que temos, mas as coisas, invariavelmente, não correm como queremos. O Leo diz que devemos deitar as expectativas fora. Não precisamos ficar desapontados ou zangados com as coisas - ou ficamos um bocadinho mas depois deixamos ir...
Esta semana aconteceram duas coisas que me fizeram pensar nisto.
A primeira foi uma pessoa profissionalmente próxima de mim que desistiu do projecto em que estava envolvida connosco, por motivos financeiros e pessoais. Foi mais de uma semana de trabalho intenso para o lixo e muito dinheiro gasto para nada. Não fiquei chateada nem triste. As coisas são como são. Nesta situação consegui deixar ir as minhas expectativas e não pensar mais no assunto.
A segunda foi a festa de anos de um dos meus filhos. Marquei o sítio, fizemos a lista de meninos a convidar e entregámos os convites. De 13 convites entregues, apenas 4 pessoas me telefonaram a responder. Não me chateia que as pessoas não possam ir à festa - o que me chateia mesmo é as pessoas não responderem ao convite. Custa assim tanto mandar um sms a dizer que o filho não pode ir? Já fiz muitas festas para os miúdos e foi a primeira vez que isto aconteceu - em 13, 9 pessoas nem sequer responderam. Não consigo evitar ficar chateada. Não é por mim, que quantos menos forem, menos pago, mas pelo miúdo. Começo logo a pensar no porquê de tanta gente não responder... será que não gostam de mim? (eu não conheço a maior parte dos pais, por isso não deve ser esse o problema) Será que os miúdos não gostam do meu filho? (acho que ele é popular, e os miúdos costumam querer ir às festas todas, gostem ou não do aniversariante) Será que as pessoas não querem gastar dinheiro em presentes e optam por ignorar o convite? Ou será que os miúdos enfiam os convites nas mochilas e esquecem-se de os entregar aos pais? (os meus nunca se esqueceram de me entregar os convites...)
Portanto, estou chateada. Sim, tenho expectativas. Quando convido alguém para uma festa, espero uma resposta, seja ela positiva ou negativa.
E isto leva-me a outro conceito - a equanimidade. A equanimidade é uma das 4 nobres verdades do budismo e significa, resumidamente, ter serenidade de espírito. É não julgar as coisas, não classificá-las como boas ou más. A equanimidade pratica-se com a meditação e permite-nos viver no momento presente sem sofrimento.
Em relação à primeira situação que descrevi, consegui não julgar, não classificar - e portanto, estou em paz com o que aconteceu. Em relação à segunda situação, não consigo. Estou chateada e com vontade de fulminar com o olhar estes pais que não respondem ao convite.
Portanto, vou meditar um pouco para ver se isto me passa...
Actualização 3/Fev
No sábado ligaram mais três pessoas. Portanto, 6 pais não disseram nada. Praticamente metade.
Actualização 3/Fev
No sábado ligaram mais três pessoas. Portanto, 6 pais não disseram nada. Praticamente metade.
O miúdo nunca se chateou com isto - eu é que fiquei chateada com a situação. Mas felizmente que no sábado fui fazer o nível 1 de Reiki... As pessoas são mal educadas, esquecidas, despreocupadas, distraídas? O problema é delas, não é meu. E acredito na lei do Karma.
Foram 9 miúdos à festa, incluindo os meus 2, e foi uma festa fantástica!
Foram 9 miúdos à festa, incluindo os meus 2, e foi uma festa fantástica!
01/11/2012
Novembro quer-se calmo e produtivo
Hoje é o primeiro dia deste mês em que me vou tornar uma máquina a escrever! Estou a antecipar um mês calmo, passado maioritariamente em casa, mas com alguns (poucos) objectivos que quero mesmo alcançar. O problema das resoluções de Ano Novo é, a meu ver, a grande quantidade de coisas que queremos fazer e a falta de um plano para as cumprir (e muitas das resoluções são simplesmente irrealistas). Focando-me em objectivos mensais, as probabilidades de os alcançar são maiores. Então, durante Novembro vou focar-me no seguinte:
Trabalho
- escrever dois artigos científicos e enviar para os co-autores até ao fim do mês
Blog
- publicar pelo menos 3 posts por semana
- publicar um novo ebook!!
Eu
- fazer as 4 semanas do Ripped in 30 da Jillian Michaels
- ir a 2-3 aulas de spinning por
- levantar-me às 6 da manhã durante a semana
Casa/Família
- fazer decorações de Natal com os miúdos
- fazer um calendário do advento para os miúdos
E vocês, o que estão a pensar fazer durante este mês?
02/02/2012
Compras online e minimalismo versus frugalidade
Um minimalista acaba por ser também uma pessoa frugal, mas há diferenças fundamentais entre os dois.
A rapariga que escreve o blog Everyday Minimalist tem um post engraçado sobre as diferenças entre vários conceitos, incluindo minimalismo e frugalidade. Ela dá o exemplo da mesa da cozinha que tem que ser substituída por algum motivo. Um minimalista dá a mesa ou vende-a e pensa noutra opção. Entretanto, põe uns bancos na bancada da cozinha e percebe que a mesa não faz assim tanta falta e não compra outra. Se comprar, será a mesa mais esteticamente agradável e funcional que conseguir encontrar. Uma pessoa frugal vende ou dá a mesa e começa a procurar outra. Pergunta se alguém tem uma mesa que já não precisa, vai a lojas ou sites de coisas usadas, encontra uma mesa velha e restaura-a ou vai ao Ikea e compra a mais barata que lá houver.
Na minha maneira de ver as coisas, uma pessoa frugal tem como objectivo poupar dinheiro. Uma pessoa frugal procura os melhores preços, tem em atenção as promoções e é capaz de fazer compras em vários supermercados para comprar o que precisa aos preços mais baixos. Uma pessoa frugal gosta de produtos de qualidade, mas só se os preços forem adequados; caso contrário, há sempre alternativas mais em conta.
Um minimalista tem como objectivo não comprar coisas desnecessárias, ou seja, ter apenas aquilo de que realmente precisa. Por este motivo, acaba por comprar menos que as outras pessoas e poupa dinheiro no processo. Mas um minimalista é bem capaz de gastar um pouco mais nas compras se tal lhe permitir perder menos tempo nessa actividade e ficar com mais tempo para outras coisas (isto, claro, se ir às compras não for das suas actividades preferidas).
Foi o que eu fiz.
Pela primeira vez, fiz compras de supermercado online. Fiz a minha lista, vi os preços no Jumbo e no Continente e decidi-me pelo segundo. Paguei 6 euros de taxa de entrega e tenho consciência de que as mesmas compras no Pingo Doce tinham ficado um bocadinho mais baratas. Mas as vantagens compensam largamente o que paguei a mais. Fiz as compras do conforto do meu sofá, pensei bem no que precisava e comprei tudo o que preciso para o mês inteiro (excepto carne, fruta e vegetais). E, claro, não fiz aquelas compras por impulso que não estão na lista mas que acabamos sempre por trazer... Não perdi 1 hora ou mais no supermercado, não gastei gasolina, não tive que subir as escadas carregada de sacos. Deixaram-me tudo na entrada, tudo devidamente arrumado em sacos quase vazios, ou seja, fiquei com sacos para o lixo praticamente para o mês inteiro. Paguei na entrega com multibanco e correu tudo muito bem. A partir de agora, compras de supermercado serão online, uma vez por mês.
Pingo Doce, já era altura de implementarem este serviço, não??
A rapariga que escreve o blog Everyday Minimalist tem um post engraçado sobre as diferenças entre vários conceitos, incluindo minimalismo e frugalidade. Ela dá o exemplo da mesa da cozinha que tem que ser substituída por algum motivo. Um minimalista dá a mesa ou vende-a e pensa noutra opção. Entretanto, põe uns bancos na bancada da cozinha e percebe que a mesa não faz assim tanta falta e não compra outra. Se comprar, será a mesa mais esteticamente agradável e funcional que conseguir encontrar. Uma pessoa frugal vende ou dá a mesa e começa a procurar outra. Pergunta se alguém tem uma mesa que já não precisa, vai a lojas ou sites de coisas usadas, encontra uma mesa velha e restaura-a ou vai ao Ikea e compra a mais barata que lá houver.
Na minha maneira de ver as coisas, uma pessoa frugal tem como objectivo poupar dinheiro. Uma pessoa frugal procura os melhores preços, tem em atenção as promoções e é capaz de fazer compras em vários supermercados para comprar o que precisa aos preços mais baixos. Uma pessoa frugal gosta de produtos de qualidade, mas só se os preços forem adequados; caso contrário, há sempre alternativas mais em conta.
Um minimalista tem como objectivo não comprar coisas desnecessárias, ou seja, ter apenas aquilo de que realmente precisa. Por este motivo, acaba por comprar menos que as outras pessoas e poupa dinheiro no processo. Mas um minimalista é bem capaz de gastar um pouco mais nas compras se tal lhe permitir perder menos tempo nessa actividade e ficar com mais tempo para outras coisas (isto, claro, se ir às compras não for das suas actividades preferidas).
Foi o que eu fiz.
Pela primeira vez, fiz compras de supermercado online. Fiz a minha lista, vi os preços no Jumbo e no Continente e decidi-me pelo segundo. Paguei 6 euros de taxa de entrega e tenho consciência de que as mesmas compras no Pingo Doce tinham ficado um bocadinho mais baratas. Mas as vantagens compensam largamente o que paguei a mais. Fiz as compras do conforto do meu sofá, pensei bem no que precisava e comprei tudo o que preciso para o mês inteiro (excepto carne, fruta e vegetais). E, claro, não fiz aquelas compras por impulso que não estão na lista mas que acabamos sempre por trazer... Não perdi 1 hora ou mais no supermercado, não gastei gasolina, não tive que subir as escadas carregada de sacos. Deixaram-me tudo na entrada, tudo devidamente arrumado em sacos quase vazios, ou seja, fiquei com sacos para o lixo praticamente para o mês inteiro. Paguei na entrega com multibanco e correu tudo muito bem. A partir de agora, compras de supermercado serão online, uma vez por mês.
Pingo Doce, já era altura de implementarem este serviço, não??
23/01/2012
As mais variadas coisas
Esta semana não tenho posts agendados nem em preparação, nem sei se vou conseguir fazer grande coisa que não seja trabalho. Estou a ter uma semana daquelas sem tempo para respirar, com muito, muito trabalho de campo e de laboratório... hoje foi desde as 7 da manhã e meteu água e lodo, calças sujas e molhadas e água da Ria Formosa a 13ºC. Vá lá que está bom tempo...
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Já conhecem e/ou gostam da página do blog no facebook? Estou a publicar lá dicas de organização e simplificação todos os dias!
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Estou triste... Ontem, no concerto promenade cá da terra, tinha a garrafa de água mal fechada dentro da mala e ficou tudo molhado... incluindo a minha máquina fotográfica. Tira fotos, mas alguns botões fundamentais não funcionam...
O conteúdo da mala a secar ao Sol...
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Vou preparar um post mais detalhado sobre o Gmail!
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Estou a pensar seriamente em começar a fazer compras de supermercado mensais online e comprar os frescos semanalmente aqui ao pé de casa. As compras online têm quatro grandes vantagens para mim: não faço compras por impulso e desnecessárias; poupo gasolina; poupo tempo; não tenho que carregar com os sacos escadas acima. No próximo fim-de-semana vou já tratar disso!
~
E por fim, há algum assunto que gostariam de ver tratado aqui no blog? Se sim, deixem um comentário, ok?
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Como sabem, eu ouço sobretudo música clássica e jazz. Mas não quer dizer que não goste de mais nada! Ultimamente ando apaixonada por Bon Iver (que já conhecia da canção Roslyn em parceria com St. Vincent, mas ele sozinho também é fenomenal) e mais recentemente, Feist. Se quiserem ouvir um bocadinho de cada um, pode ser, claro, Roslyn e Perth do Bon Iver, e My moon my man e Mushaboom da Feist. Vale a pena. Mesmo.
~
E por fim, dois dos meus três gatos e a iguana. Inseparáveis!
31/12/2011
As últimas de 2011: um ano de mudança
Hoje ainda não saí de casa. Já arrumei, limpei, lavei roupa, estendi roupa, passei a ferro, fiz bolos e biscoitos, pus a mesa para o jantar e a mesinha de centro para a ceia. Falta-me ir à rua pôr o lixo e fazer um frango de fricassé. A noite será passada em casa, a comer e a ver o Harry Potter. Agora sentei-me um bocadinho na sala a ouvir Miles Davis e a pensar neste ano que passou.
Profissionalmente falando, a grande mudança foi tornar-me pos-doc. Continuo a fazer o que adoro, mas agora com mais responsabilidades (e um salário um bocadinho maior).
Pessoalmente, o minimalismo tomou conta de mim. Mudei radicalmente a minha maneira de olhar para as coisas, para o dinheiro, para o tempo.
Olho em redor e penso no que já fiz e no que ainda me falta fazer nesta aventura minimalista, nesta demanda de ser mais com menos, de valorizar as experiências em vez das coisas, de ter apenas aquilo que preciso e fazer sobretudo aquilo de que gosto.
Este ano cortei em muitas coisas e priorizei outras. Sinto que ainda passo demasiado tempo a tratar da casa (mesmo tendo empregada), embora muito menos do que antes. A casa está quase, quase lá onde eu quero (a minha casa é um paraíso sem tralha quando comparada com a maior parte das outras que conheço...). Livrei-me de imensa mobília. Livrei-me de mais de metade da minha roupa e de dois terços dos meus sapatos. Livrei-me de louça, de livros, de papeladas, de porcarias que não me faziam nenhuma falta. Livrei-me de compromissos que não me interessavam. Ganhei tempo. Fiz mais coisas para mim, tratei mais de mim, fiz mais desporto, cozinhei mais, passei mais tempo de qualidade com a família. Gosto imenso de mim assim.
O minimalismo tornou-me de facto uma pessoa muito mais feliz.
O ano que aí vem vai ser ainda melhor. Ainda tenho coisas na minha vida e em casa para simplificar e minimizar. No trabalho, este ano vai ser muito, muito puxado. Quero continuar a trabalhar noutros projectos que me fazem muito feliz (como este blog - e obrigada a vocês, leitores, por isso). E quero mesmo ajudar outras pessoas a verem a beleza do Less is More.
Bom Ano Novo!
28/12/2011
Um 2012 simples
Faço sempre resoluções para o Ano Novo, mas geralmente não resulta porque a) quero sempre tanta coisa que b) acabo por não cumprir nem metade e c) isso é desmotivante... Das 13 resoluções que fiz para 2011, cumpri 5 e meia. Uma taxa de sucesso de 42% não é grande coisa...
Há muitos minimalistas famosos, como o Leo e o Joshua, que vivem sem objectivos. Não ter objectivos permite-lhes viver com menos stress e ser mais produtivos e felizes. Viver sem objectivos significa não estar sujeito a acções diárias, semanais, mensais ou anuais pré-definidas. Viver sem objectivos significa simplesmente fazer. Fazer todos os dias aquilo de que gostamos.
Eu não chego a esse extremo e gosto de ver as coisas escritas para não me esquecer do que pretende alcançar. No entanto, já não faço listas enormes de coisas para fazer, que só me traziam ansiedade, por não ser capaz de fazer tudo em tempo útil. Este ano decidi ser mais realista e menos ambiciosa. Graças ao meu novo estilo de vida minimalista, disse não a muitas coisas e agora consigo focar-me mais no que realmente é importante para mim.
A semana entre o Natal e a passagem de ano é uma altura estranha, como refere a Barrie. Geralmente tiro sempre esta semana de férias e aproveito para ficar em casa. Faço algumas arrumações, destralho mais um bocadinho, leio muito, e penso no ano que aí vem.
A Barrie tem um post óptimo sobre maneiras de preparamos o nosso desenvolvimento pessoal para 2012.
É um processo de reflexão dividido em 12 partes. Ao reflectir sobre alguns desses pontos, estabeleci objectivos que me parecem realistas e atingíveis. Nos próximos posts vou falar um pouco sobre o que tenciono fazer para atingir cada um destes objectivos.
1. Físico
~ alcançar a melhor forma física de sempre
~ melhorar o meu ténis
2. Alimentação
~ comer mais fruta, legumes e sementes
~ fazer refeições super saudáveis para a família
3. Relações
~ mais tempo de qualidade com a família
~ criar/estabelecer tradições familiares
4. Intelecto
~ ler 2 livros por mês
~ fazer puzzles
5. Hábitos
~ levantar-me cedo sempre
~ seguir as rotinas da manhã, da tarde e da noite
~ 1 dia por semana sem ligar o computador
6. Finanças
~ poupar 40-50% do que ganho
~ viver de forma mais frugal e verde
7. Trabalho
~ escrever/publicar 6 artigos
~ fazer todo o trabalho de laboratório e não procrastinar
E é isto!
Eu não chego a esse extremo e gosto de ver as coisas escritas para não me esquecer do que pretende alcançar. No entanto, já não faço listas enormes de coisas para fazer, que só me traziam ansiedade, por não ser capaz de fazer tudo em tempo útil. Este ano decidi ser mais realista e menos ambiciosa. Graças ao meu novo estilo de vida minimalista, disse não a muitas coisas e agora consigo focar-me mais no que realmente é importante para mim.
A semana entre o Natal e a passagem de ano é uma altura estranha, como refere a Barrie. Geralmente tiro sempre esta semana de férias e aproveito para ficar em casa. Faço algumas arrumações, destralho mais um bocadinho, leio muito, e penso no ano que aí vem.
A Barrie tem um post óptimo sobre maneiras de preparamos o nosso desenvolvimento pessoal para 2012.
É um processo de reflexão dividido em 12 partes. Ao reflectir sobre alguns desses pontos, estabeleci objectivos que me parecem realistas e atingíveis. Nos próximos posts vou falar um pouco sobre o que tenciono fazer para atingir cada um destes objectivos.
1. Físico
~ alcançar a melhor forma física de sempre
~ melhorar o meu ténis
2. Alimentação
~ comer mais fruta, legumes e sementes
~ fazer refeições super saudáveis para a família
3. Relações
~ mais tempo de qualidade com a família
~ criar/estabelecer tradições familiares
4. Intelecto
~ ler 2 livros por mês
~ fazer puzzles
5. Hábitos
~ levantar-me cedo sempre
~ seguir as rotinas da manhã, da tarde e da noite
~ 1 dia por semana sem ligar o computador
6. Finanças
~ poupar 40-50% do que ganho
~ viver de forma mais frugal e verde
7. Trabalho
~ escrever/publicar 6 artigos
~ fazer todo o trabalho de laboratório e não procrastinar
E é isto!
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