Mostrar mensagens com a etiqueta gestão do tempo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gestão do tempo. Mostrar todas as mensagens

08/11/2015

O reencontro

Depois do último post, fiz uma introspeção séria e percebi porque é que me sinto assim, perdida, desorganizada... Porque nestas alturas de maior stress, de maior trabalho, a primeira coisa que deixamos de fazer é exatamente a mais importante, aquela que devia ser sempre uma prioridade - tratar de nós próprios.

Nestes últimos dias ou semanas pratiquei pouco yoga (dei aulas, fiz uma aula, mas a prática pessoal em casa foi muito reduzida), quase que não meditei, não bebi a água morna com limão de manhã... não fiz uma série de outros rituais que são essenciais para o meu bem-estar e isso refletiu-se em tudo o resto.

Há outra coisa que eu bem sei que me faz sentir assim - é quando tenho a casa desarrumada. Casa desarrumada, mente desorganizada. Não gosto. Na sexta feira à tarde, depois de ter escrito aquele desabafo, fiquei em casa e pus ordem em tudo. Lavei roupa, estendi roupa, arrumei roupa, lavei louça, organizei papéis... Dá-me logo outro ânimo ter as coisas como deve ser!

A questão é: como manter esses níveis de organização e arrumação no dia a dia? A resposta toda a gente sabe: fazer um pouco todos os dias. Qualquer um de nós tem pelo menos 15 minutos por dia para arrumar e limpar a casa! Mas, claro, esquecemo-nos disso e só nos lembramos à hora de ir dormir... A solução? Um lembrete no telemóvel. É o que vou fazer daqui para a frente. Toca às 21h45 todos os dias para me lembrar de dar um jeito à casa antes de ir dormir.

Relativamente ao yoga e à meditação, não tenho desculpa. Eu tenho de facto acordado sempre cedo, mas como tenho andado com frequências, acordo com a ideia de praticar, mas depois começo a sentir-me culpada e ponho-me a estudar... Não pode ser! Há tempo para tudo, e se fizer a minha prática, ainda estudo e trabalho melhor. Se quero mesmo estudar de manhã... acordo mais cedo para ter tempo para tudo, mas substituir a prática do yoga pelo estudo da psicologia... isso não pode ser!!

Esta semana vou, portanto, focar-me nestas duas alterações:

> acordar e praticar yoga; o estudo é depois do jantar, não às 6 da manhã!

> dar uma geral à casa todos os dias, durante 15 minutos, às 21h45

Vejamos como corre. Além disto, já tenho a semana toda planeada. Tenho duas aulas de yoga para dar, já preparadas, uma aula de yoga para fazer e mais uma aula de piloxing knockout (enquanto tenho um dos miúdos no judo; é uma boa forma de aproveitar o tempo). Tenho os compromissos na agenda, as tarefas mais importantes para a semana, sei as refeições que vou fazer e os snacks que tenho que levar para o trabalho. Está tudo pronto para mais uma fantástica semana!!


05/11/2015

Reencontro comigo mesma

Trabalho. Escrita de artigos. Leitura. Aulas de psicologia. Yoga. Aulas de yoga (como professora e como aluna). Aulas de jump e piloxing knockout. Trabalhos de casa. Estudo. Casa. Família. Filhos. Gatos. Fins de semana a estudar. Dias de semana a correr.

As últimas semanas têm sido super intensas. Preciso de me organizar (ainda) melhor e arranjar tempo para respirar. Não gosto desta sensação de estar constantemente ocupada. E tenho-a por culpa minha: falta de organização e procrastinação. Preciso de me reencontrar.

08/10/2015

Mais um sobre a organização do trabalho científico

Este post é pensado em pessoas como eu, dedicadas ao trabalho científico, mas não quer dizer que não seja transversal a outras situações. Já recebi vários pedidos para partilhar como é que organizo o meu trabalho, portanto, aqui vai.

O trabalho científico é um tipo de trabalho criativo que envolve geralmente a conjugação de muitas atividades diferentes: trabalho de campo e laboratório, análise de dados, escrita de artigos, muita Muita informação passa-nos pelas mãos e não há horas suficientes num dia para fazer conseguir fazer tudo. O cientista acaba por levar trabalho para casa, vem ao laboratório ao fim de semana, e mesmo quando está a tentar relaxar continua a pensar acerca dos seus últimos dados. A parte boa é que o cientista geralmente gosta daquilo que faz, portanto o trabalho nem parece trabalho... e fazê-lo é, na verdade, uma fonte de prazer.

Mas como lidar, de forma organizada e eficiente, com tudo aquilo que este trabalho envolve? Claro que não há receitas infalíveis e cada um terá que descobrir o que é que se adapta melhor a si. Eu estou sempre a tentar melhorar os meus sistemas, a tentar arranjar maneiras de fazer melhor as coisas...

Em primeiro lugar, tenho que planear tudo o que faço. Atualmente uso o Workflowy para fazer esse planeamento, como mostrei aqui. Uso também o Google Calendar e uma agenda em papel. Na agenda em papel planeio os meus dias. Desde que comecei a tirar o curso de psicologia, tenho que me organizar muito bem e planear exatamente, para cada dia, o que vou fazer e quando vou fazer.

Há uns meses comecei a usar uma agenda Hobonichi, linda, ótima qualidade, que funcionou muito bem. Mas quando as aulas começaram, voltei a sentir necessidade do caderninho, onde tenho mais liberdade para usar o espaço como for mais adequeado.

Basicamente, uso uma página por dia; num dos lados faço uma pequena coluna com as horas, das 8h às 20h, onde anoto as aulas, reuniões e outros compromissos com hora marcada. No resto do espaço aponto as tarefas para fazer, mais ou menos de acordo com a hora em que devo fazê-las. 



Por exemplo, a primeira tarefa na imagem acima (ir à Ria buscar água), era para ser feita logo de manhã, daí estar próxima das 9 h. A tarefa comprar fruta e pão está entre as 18h e as 19h, depois de sair do trabalho. A última tarefa, já no fim da folha, refere-se a um trabalho para uma das disciplinas do curso, que planeei fazer em casa, depois do jantar, daí estar já depois das 20h.


Uma das maiores fontes de informação (e papel) com que o cientista lida todos os dias são os artigos científicos. Temos que estar sempre a par do que vai sendo publicado na nossa área, portanto a leitura de artigos é das tarefas mais importantes que temos. 

Há já muitos anos que não imprimo os artigos. Tiro os pdfs que me interessam, guardo-os numa pasta do Dropbox e organizo-os no Mendeley. O Mendeley (e outros softwares para gestão de referências) é fantástico, pois permite organizar os atigos em pastas, atribuir-lhes etiquetas, sublinhá-los, escrever comentários, enfim, tem uma série de funcionalidades que facilitam imenso o trabalho. No iníco fazia-me confusão ler no monitor, mas acho que é uma questão de hábito. E se pensarmos que é melhor para o ambiente, não custa tanto.



Basicamente, tudo o que posso ter em pdf, prefiro ter em pdf do que em papel. Quem diz artigos, diz livros e outras coisas. Enquanto os meus colegas têm as secretárias e as estantes cheias de coisas, eu tenho (quase) sempre a secretária desempedida e a estante arrumada e cheia de espaço.

quase sempre arrumada... mas nem sempre...
Também uso o Evernote para organizar certas coisas, como sites da net que me interessam, artigos que quero tirar o pdf, sites de congressos para ir, coisas assim... Uso o Evernote tanto para coisas de trabalho como pessoais, pois as suas funcionalidades (pastas, etiquetas) permitem separar as coisas e ter tudo organizado.

Uma alteração significativa que fiz recentemente e que me tem facilitado bastante a vida foi juntar todos os meus projetos em curso num só dossier.



Não gosto de trabalhar em muitas coisas ao mesmo tempo, e por isso só tenho 5 separadores para projetos de trabalho no dossier (e só 4 estão ocupados). Em cada separador guardo todos os papéis, rascunhos, informações importantes relacionadas com esse projeto. Por exemplo, o quarto projecto (JPR) é um artigo que submeti e que estou agora a fazer as correções requeridas pelos revisores. Aqui tenho os comentários dos revisores e folhas onde vou escrevinhando coisas para fazer, para procurar, para acrescentar... Naturalmente que tenho uma pasta no computador que corresponde a cada projeto, onde guardo os ficheiros digitais correspondentes (manuscrito, figuras, tabelas, carta ao editor, resposta aos revisores, etc.).

Neste mesmo dossier tenho também o material das aulas do curso de psicologia (os separadores cinzentos, de 1 a 6, um para cada disciplina). Aborrecia-me ter dois dossiers e andar sempre com os dois para trás e para a frente. Assim, arranjei um dossier grande onde cabe tudo aquilo que necessita da minha atenção. No fim do dia, é só agarrar no dossier e se quiser trabalhar em casa tenho ali tudo o que preciso.

Tenho outros projetos, outras ideias que gostava de pôr em prática um dia, projetos que vão iniciar-se daqui a uns meses - o someday/maybe do GTD, num outro dossier. Ao seu lado, dois outros que são importantes: um com todos os meus artigos (aqueles de que sou autora ou co-autora) impressos, e outro com documentos importantes relacionados com trabalho (estatuto de trabalhador-estudante, e documentos que a FCT nos faz digitalizar, como declarações de aceitação, guardo aqui os originais).



Resumindo, é planear, organizar, gerir bem o tempo... e divertir-me pelo caminho!

Se tiveres questões ou quiseres saber em específico alguma coisa em relação aos meus métodos de organizar e planear o trabalho (não é o que os meus métodos sejam perfeitos, é óbvio, mas têm funcionado para mim), deixa um comentário! Obrigada!



>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Obrigada!!

22/09/2015

Novo ano, novas rotinas


O verdadeiro ano novo é em setembro, quando as férias acabam e as crianças voltam à escola. Este ano há novidades. O mais velho está no 5º ano e entra meia hora mais cedo que o habitual. É apenas meia hora, mas muitos ajustes são necessários!

O mais novo quer ir para a escola também a essa hora, e não meia hora mais tarde, para ter mais tempo para brincar. O J. leva-os à escola, mas o que já deu para ver nestes dois dias é que o pequeno-almoço em família (eu e os miúdos, que o J. nunca toma pequena-almoço) perdeu-se...

Eu planeava as minhas práticas de yoga de maneira a acabar até às 8h. Depois despachava-me, fazia o pequeno-almoço, comíamos e eles iam para a escola. Agora, quando estou a arranjar-me, eles já estão a tomar o pequeno-almoço... e eu acabo por comer sozinha...

Ou seja, tenho que pôr todas as minhas rotinas meia hora mais cedo! A hora de acordar tem sido muito inconsistente. Ora é às 6h, ora é às 7 e tal. Não pode ser. Espera-me um ano de muito trabalho, com artigos, projetos, alunos para orientar e os estudos de psicologia... Não posso perder tempo nem deixar de fazer as coisas por falta de organização. O foco para os próximos dias será voltar a ter uma hora fixa para levantar - 6h da manhã. Levantando-me a essa hora, consigo praticar yoga durante quase hora e meia e estar despachada às 7h30, para me arranjar, acordar os miúdos, e tomarmos o pequeno-almoço juntos. Assim, até chego ao trabalho meia hora mais cedo!

Este 2º ano de psicologia está a ser giro e não me parece que vá ser muito trabalhoso. Faço questão de ir às aulas teóricas (excepto às de estatística, pois é uma coisa com a qual eu trabalho no dia a dia e as aulas são a um nível muito básico), e só vou às teórico-práticas se for mesmo importante. Por exemplo, andamos a ver uns filmes em algumas disciplinas durante essas aulas, e o que faço é ver os filmes em casa ao serão. Assim, o tempo da aula a que não vou é aproveitado para trabalhar, e ao serão não vejo porcarias na tv, mas sim os filmes que tenho que ver. Os professores facilitam as coisas aos trabalhadores-estudantes, o que ajuda muito.

O meu desafio de yoga está a correr bem. Tenho praticado quase todos os dias, se bem que têm sido práticas curtas, o que não me agrada muito... Seja como for, essas aulas curtas também têm que ser feitas, por isso não se perde nada. Mais vale 15 minutos de yoga todos os dias do que duas horas ao fim de semana.

As coisas fazem-se Não se faz tudo ao mesmo tempo, claro, mas vai-se fazendo, desde que haja motivação e organização!


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.

Obrigada!!

11/09/2015

Como conciliar o trabalho e o doutoramento?


Recebi um comentário a este post acerca de como conciliar a realização de uma tese de doutoramento com um trabalho full-time (no caso, de 9 horas diárias). Bem, devo dizer que na minha área, com muito trabalho de campo e de laboratório envolvido, fazer um doutoramento em part-time é praticamente impossível. Mas compreendo que há outras áreas em que poderá ser mais exequível. 

Como em tudo, há que saber, em primeiro lugar, o que é mais importante, e eliminar o resto. Acredito que conseguimos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo... Trabalhar full-time, fazer um doutoramento e querer acabá-lo a tempo, e ainda saídas à noite, jantaradas com amigos, idas ao cinema, muito tempo em família, tempo para relaxar e viajar... esqueçam! Por definição, o doutoramento é das fases mais trabalhosas da vida académica. 

Por isso, o que proponho em primeiro lugar é eliminar atividades e responsabilidades que não interessam. Depois, a semana tem 168 horas. Se trabalharmos 9 horas, 5 dias por semana, e dormirmos 8, ainda sobram 67 horas. Se tirarmos 3 horas por dia para refeições, higiene e cuidar da casa, ficamos ainda com 46 horas livres. Mas também temos que descansar... se tirarmos 2 horas por dia para o relax, ainda ficamos com 32 horas semanais  - é quase uma jornada semanal de trabalho. Em cada dia de trabalho ficam 2 horas livres para o doutoramento e 11 horas nos dias de folga. Claro que ninguém quer passar 11 horas num sábado de sol agarrado ao doutoramento, mas é assim que os doutoramentos funcionam. Não é pêra doce, mesmo.

Claro que há coisas que têm que ser eliminadas. Sugadores de tempo como televisão, internet, beber cafezinhos aqui e ali, isso tem que, temporariamente, acabar. Ninguém disse que fazer um doutoramento é fácil, por isso tem que haver um esforço real e intencional para tal. A vida durante o doutoramento não pode ser a mesma que era antes.

Claro que um esforço destes durante muito tempo pode-nos afetar fisicamente e psicologicamente. Há que saber equilibrar as coisas. Se passei o sábado inteirinho de volta da tese, será que tenho que fazer o mesmo no domingo ou será melhor descansar e recarregar baterias? Mas se durante a semana só trabalhei e não peguei na tese, então o fim de semana será dedicado inteiramente a ela. 

Estabelecer dealines também ajuda. O problema deste tipo de trabalho académico é que não costumamos ter deadlines reais, ou as que existem são a longo prazo. É por isso que muitas teses se arrastam durante anos e anos... Podemos estabelecer deadlines para acabar cada capítulo, ou escrever um número mínimo de palavras por dia. 

Quando fiz o meu doutoramento, era doutoranda a tempo inteiro, e teria sido muito complicado de outra forma, mas agora estou a tirar uma segunda licenciatura e também me debato com este tipo de problema - ter tempo para tudo. Eu tenho a vida muito facilitada porque, como investigadora, não pico o ponto, mas de qualqur modo tenho trabalho para fazer e produtividade para mostrar. E, como aluna, comecei logo de início a ter muito boas notas e agora sinto essa pressão para só ter de 18 para cima.

Eu comecei simplesmente a aproveitar melhor todos os momentos. Almoço rápido, não faço pausas para ir ao café (mas faço para esticar as pernas e descansar os olhos, usando o Pomodoro), aponto tudo o que tenho para fazer para não me esquecer de nada, aproveito as horas depois do jantar para estudar ou trabalhar e aproveito os fins de semana. Não gosto de estudar nos dois dias de fim de semana (gosto de ter 24 horas inteirinhas para descansar), mas em altura de frequências já aconteceu. E, sobretudo, mesmo nas alturas mais complicadas, não deixo de tratar de mim e de fazer coisas que são importantes para o meu equilíbrio, como o yoga.

O doutoramento é só uma fase da vida, importante, sim, mas é uma fase. Trabalhosa, às vezes desesperante e frustrante, mas acaba por passar. Nada é permanente...


E tu, fizeste um doutoramento enquanto trabalhavas a tempo inteiro? Como foi?


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.

Obrigada!!

10/09/2015

Como organizo o trabalho científico

Vários leitores já me perguntaram como é que organizo o trabalho académico. Para começar, a vida académica é bastante diferente das outras. Geralmente, os investigadores não têm horários de trabalho, não picamos o ponto, e não temos um chefe atrás de nós a exigir coisas (geralmente!). O investigador tem que gerir o seu tempo e o seu trabalho e saber priorizar as tarefas. Esta falta de estrutura claro que complica as coisas, e se uma pessoa não for bem organizada pode acabar por perder muito tempo a fazer coisas que não interessam...

Neste post vou então partilhar a minha maneira de organizar o trabalho académico. Já falei sobre isso em posts anteriores, mas como sabes eu estou sempre à procura da melhor maneira de fazer as coisas. Por outro lado, agora que voltei a ser aluna, tenho que planear e gerir o trabalho com mais cuidado para ter tempo para fazer tudo.

É geralmente no fim de agosto, início de setembro que planeio o ano letivo que começa, usando o Workflowy. Divido os meus objetivos de trabalho para esse ano em vários tipos:

> artigos para escrever (inclui também candidaturas a projetos)
> trabalho de campo/laboratório
> outras coisas 

Para cada um destes tipos de atividade, listo os artigos ou o trabalho específico que tenho para fazer, como se vê na imagem:


Geralmente dou-me 2 meses para cada artigo, o que inclui toda a análise de dados e a escrita propriamente dita. O trabalho prático, de campo e laboratório, já deverá estar todo feito quando começo a escrever o artigo.

Uma leitora falou-me na escrita de vários artigos ao mesmo tempo. Isso é coisa que nunca faço! Nunca escrevo mais que um artigo ao mesmo tempo. Posso combinar a escrita de um artigo com trabalho de laboratório, mas escrever dois artigos ao mesmo tempo drena demasiada energia, e acaba por não ficar nada de jeito. Tenho que concentrar os meus recursos mentais numa coisa só. Por exemplo, se estou a trabalhar num artigo e entretanto chegam as revisões de outro artigo, dedico-me completamente a este e o outro fica em espera. 

Atualmente estou numa fase de muita escrita e dou-me 2 meses para escrever um artigo. Já consegui escrever um artigo inteiro (este) em apenas 2 semanas, mas agora tenho aulas, tenho que estudar, tenho outras coisas para fazer, e 2 meses é um período de tempo mais realista. 

Pelo meio da escrita de artigos, tenho também trabalho de laboratório para planear e executar. Faço o mesmo tipo de planeamento no Workflowy (mais sobre o Workflowy aqui, aqui e aqui):


Depois, vão surgindo outras coisas pelo meio, que não estavam planeadas, como escrever resumos para congressos, dar aulas, rever artigos, que vou enfiando no planeamento semanal.

Com base neste plano anual, planeio depois o trabalho para fazer em cada mês. Aqui já considero trabalhos que tenho que fazer para o curso de psicologia e o estudo para frequências. 

Por fim, no início de cada semana decido o trabalho que quero completar nessa semana, e em cada dia planeio detalhadamente as tarefas que tenho para fazer.

Não é nada complicado, e ter um plano detalhado e realista ajuda imenso. De resto, ferramentas como o Workflowy, o Google Calendar e a agenda em papel ajudam imenso!


E os leitores que também fazem investigação científica, como planeiam o trabalho?


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.

Obrigada!!

19/07/2015

Implementando o GTD || a motivação

O Livro!! Tenho-o há quase dois anos, mas só agora lhe dediquei a devida atenção - e em menos de nada, devorei-o!


O GTD – Getting Things Done, o famoso método de organização do David Allen, despertou o meu interesse há uns 5 anos, quando estava a acabar o doutoramento e descobri o blog do Leo Babauta, Zen Habits. Li algumas coisas, investiguei, experimentei… até comprei o livro, a versão portuguesa, mas nunca o consegui ler… comecei a achar que o método era complicado demais e só se aplicava a executivos e pessoas que têm que lidar com muitas pequenas coisas. Não vi grande aplicação ao meio académico e, assim, optei por alternativas, a meu ver, na altura, mais simples…

Sempre acompanhei com muito interesse o blog da Thais e os seus posts sobre o GTD. Os seus textos despertavam sempre a minha curiosidade e a vontade de investigar mais a fundo o método crescia, mas nunca cheguei a fazer disso uma prioridade. Agora, de férias na praia, voltei finalmente a pegar no livro do David Allen – e li-o em poucas horas (e vou ler outra vez)! Adorei!! Fiquei entusiasmadíssima!! Quero fazer tudo o que ele diz! A sério!! Li o livro, sublinhei passagens, tirei apontamentos, fechei o livro e reflecti, fui tirar dúvidas e ver aplicações práticas aos posts da Thais… e estou pronta a aplicar o GTD à minha vida. Sem experimentar, não posso dizer se funciona ou não, certo? Há algumas coisas que ele escreve que não fazem muito sentido para mim, mas a ideia é pegar no GTD e aplicá-lo à minha realidade…

Durante este mês, que estou de férias, vou preparar as coisas: as caixas de entrada, o Toodledo, outras ferramentas. Eu já tenho tudo isto bem organizado e funcional, por isso só serão necessários uns ajustes aqui e ali. Em agosto volto ao trabalho, mas ainda não tenho aulas – será mais fácil experimentar o fluxo de trabalho com menos coisas a entrar e menos solicitações. Em setembro, recomeçam as minhas aulas e aí o sistema já estará, espero, bem operacional. Aí verei os resultados e a minha adaptação ao método! Estou entusiasmada, mesmo!

E vocês, já alguma vez tentaram implementar o GTD a sério?



>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.

Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Obrigada!!

18/04/2015

Reflexões sobre esta vida ocupada

Tanto tempo sem escrever!! Eu queria mesmo escrever mais neste espaço, mas o tempo não tem sido muito. Mas hoje lá arranjei um bocadinho para partilhar convosco algumas reflexões.

Como sabem, ou talvez não, desde setembro que voltei a ser estudante universitária. Além de investigadora na área das ciências do mar, sou agora aluna do 1º ano do curso de psicologia. Sempre quis tirar uma segunda licenciatura e achei que este era o momento certo. O balanço até agora é super positivo e o meu desempenho ultrapassou as minhas expectativas. Nunca tive tão boas notas como agora e no trabalho também tenho sido produtiva. Mas, claro, há coisas que ficam para trás. O blog, infelizmente, foi uma delas.

Eu acredito que conseguimos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Temos que estabelecer prioridades e dizer não a outras coisas. Estes últimos meses têm sido uma grande lição de organização, gestão do tempo e equilíbrio. Portanto, hoje gostava de partilhar algumas das estratégias que tenho usado para conseguir fazer (quase) tudo!

>> Não me separo do meu bullet journal! O bullet journal é a agenda que uso para planear as semanas e os dias. É lá que aponto compromissos e coisas para fazer em cada dia. (num post futuro explico melhor como o uso)

bullet journal, sempre

>> O Google Calendar continua a ser o calendário para tudo. No início de cada semana passo os eventos agendados para o bullet journal, mas todo o planeamento futuro é feito no GCal.

>> Voltei ao Toodledo para as tarefas e projectos. Agora, com frequências para estudar e trabalhos para fazer, preciso de uma ferramenta mais robusta como o Toodledo para não me esquecer de nada!

>> Comecei a organizar as finanças com o Kakebo - e ando muito mais consciente do dinheiro que gasto, o que pode ser assustador...

>> A prática de yoga e meditação é cada vez mais importante. Tenho feito yoga praticamente todos os dias e sinto-me com uma saúde excelente (tirando estas alergias de primavera), o que me permite aproveitar bem os dias no trabalho, não faltar às aulas e ser produtiva.

yoga em casa

>> Já dizia São Francisco de Sales (1567-1622), "Meia hora de meditação por dia é essencial, excepto quando estiveres ocupado. Então, é necessária uma hora inteira." Infelizmente, temos tendência a fazer o oposto - quando mais precisamos, é quando surgem todas as desculpas para não o fazermos. Tenho tentado contrariar essa tendência, fazendo do yoga e da meditação uma prioridade.

>> O site de yoga online que eu adoro, o Ekhart Yoga, continua a ser a minha opção preferida para praticar. Não vou a ginásios nem atividades de grupo, nem nada disso - faço yoga, muito yoga, com os professores maravilhosos do Ekhart Yoga!

>> Ando a comer menos, já emagreci e sinto-me muito melhor! Eu gosto de comer e, frequentemente, comia demasiado às refeições, ficando depois com aquela sensação horrível de enfartamento. Agora tenho comido muito menos, levo mais vezes o almoço para o trabalho, e noto as diferenças... na barriga e na roupa!

>> Quando vejo televisão, é porque quero mesmo ver. Não vejo tv só porque não há mais nada para fazer. Gosto de ver alguns programas e filmes de vez em quando. Agora andamos a rever o Harry Potter!

>> Continuo a ler livros à noite e aproveito outros momentos para ler, por exemplo, quando levo os miúdos às atividades. Andar ocupada não é desculpa para deixar de ler - aliás, ler desanuvia-me a cabeça, sobretudo antes de dormir! E ando também a ler os livros do Harry Potter!

>> Também aproveito quando vou com um dos miúdos às atividades para fazer as compras semanais. Dantes ia às compras de propósito, num dia específico, mas agora aproveito estes períodos de tempo.


enquanto espero... 
 >> Passo a roupa a ferro uma vez por semana. Mas eu nunca consegui estar apenas a passar roupa a ferro - tenho que ver televisão ao mesmo tempo, e assim junto o útil ao agradável. Tenho ali um cesto cheio que vou passar daqui a pouco a ver o Harry Potter e a Ordem da Fénix!

>> Já não me preocupo tanto com a limpeza da casa. O J. aspira todos os dias, eu lavo o chão uma vez por semana (mais, se for preciso, claro). Tenho limpo a minha casa de banho de manhã, enquanto me despacho, e limpo o resto em bocadinhos de tempo. Se olho e está sujo, pego num pano e limpo. Não há cá dias específicos nem ordens pré-definidas para as limpezas.

>> Incrivelmente, agora que ando muito mais ocupada, tenho tocado imenso piano! Costumo tocar sempre 10-15 minutos quando chego a casa, e um pouco mais ao fim de semana. Dantes passavam-se meses sem abrir o piano - agora, nem o fecho. (e recomecei também a tocar guitarra!!)


>> Tenho dormido muito melhor. No 1º semestre tive problemas de sono, mas, graças a estas estratégias, parece que esses problemas já estão completamente ultrapassados!

>> E por fim, obrigo-me a passar 24 horas seguidas, geralmente ao sábado, sem fazer absolutamente NADA de escola nem de trabalho! Agora os meus dias de trabalho/escola têm muitas horas - é o trabalho propriamente dito, interrompido para ir às aulas (se bem que não vou a todas), e mais 1-2 horas de trabalho depois dos miúdos irem para a cama. Por isso, durante um dia inteiro por semana não faço nada. Muitas vezes apetece-me e chego mesmo a planear tarefas na agenda, mas controlo-me - o cérebro também precisa de descanso!



Bom, o Harry Potter e a pilha de roupa para passar estão à minha espera!


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.

Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Obrigada!!

20/01/2015

Como eu me organizo || entrevista no Vida Organizada



Hoje a querida Thais publicou no seu famosíssimo e um dos meus preferidos blogs, Vida Organizada, uma entrevista... comigo! O tema? Como eu me organizo.

Muito obrigada Thais por me teres escolhido como primeira convidada para esta nova série de posts - tal como disse na entrevista, gostava muito de te ver também a responder a essas perguntas!



>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Podes também {subscrever a newsletter} e receber de oferta dois ebooks sobre organização e simplificação! 
Obrigada!!

13/01/2015

Não procrastinar

O meu espaço de trabalho no laboratório.

Quando temos uma tarefa muito importante para fazer, é quando conseguimos fazer muitas outras coisas que não interessam. A tarefa importante é relegada para segundo plano e conseguimos sempre arranjar outras coisas para fazer que naquele momento parecem mais urgentes. Isto é procrastinar e acontece com a maioria de nós. A procrastinação é um dos temas emergentes na investigação psicológica - porque é, de facto, um comportamento mal-adaptativo que pode ter consequências graves.

Esta semana (a 2ª semana do 52 Changes, ebook que estou a seguir para adoptar uma hábito simples por semana) estou focada no combate à procrastinação. Procrastinação, produtividade, gestão do tempo - têm sido temas recorrentes aqui no blog. Já escrevi sobre como combater a procrastinação, como combater as distrações e como uso os pomodoros.

Neste últimos anos evoluí bastante a nível da procrastinação, do foco e da eliminação das distrações:

> Vejo redes sociais e email logo de manhã, em casa; assim, quando chego ao trabalho, começo logo a trabalhar.

> Escrevo no meu caderno as tarefas mais importantes (e as outras) para o dia. E sigo o plano.

> Continuo a usar os pomodoros. Quando estou a fazer tarefas que me entusiasmam, faço pomodoros de 45 ou 50 minutos com 15 ou 10 minutos de descanso. Quando são tarefas mais chatas, faço os pomodoros originais de 25 minutos com 5 de descanso. De pomodoro em pomodoro, consigo geralmente cumprir o plano de trabalho diário.

> Os intervalos dos pomodoros não são para redes sociais nem coisas dessas. São para descansar a cabeça. É para alternar entre tarefas em que preciso estar totalmente concentrada (que são basicamente todas as minhas tarefas...) e tarefas em que praticamente não preciso pensar. Por exemplo, tenho andado a escrever uma proposta de projecto de investigação; nas pausas, e como tenho estado no laboratório, aproveito para arrumar e limpar prateleiras...

> Às vezes, as distrações são inevitáveis - ou é o telefone que toca ou é alguém que vem pessoalmente falar comigo. Desde que estas distrações não estejam constantemente a acontecer, mais vale não nos chatearmos por causa delas... É olhar para a distração como uma forma de fazer uma pausa e relaxar a cabeça...

> Quando tenho uma tarefa mesmo chata para fazer, a solução é comprometer-me durante apenas 5 ou 10 minutos. O pior mesmo é começar, mas a partir do momento em que damos esse primeiro passo, persistir na tarefa torna-se muito mais fácil.


E tu, que estratégias usas para combater a procrastinação?


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Podes também {subscrever a newsletter} e receber de oferta dois ebooks sobre organização e simplificação! 
Obrigada!!

11/12/2014

Como adormecer mais rapidamente

Eu sempre dormi bem, mas sempre tive dificuldade em adormecer. Invariavelmente vou para a cama a pensar em mil e umas coisas - e o sono, claro, custa a chegar. 

Ultimamente, o problema piorou. Tenho ficado ao computador até à hora de ir para a cama, já quase que não leio antes de dormir e quando ponho a cabeça na almofada e fecho os olhos, continuo a pensar em coisas. As coisas em que penso até são boas! Ando muito entusiasmada com o meu trabalho e com o curso de psicologia e vou para a cama a pensar nas ideias que tenho para investigações futuras. A minha cabeça fervilha e não a consigo desligar quando vou dormir. Às vezes passam-se mais de duas horas até conseguir apagar... Claro que não tenho conseguido madrugar como antes, pois apesar de me deitar à mesma hora, demoro mais tempo e adormecer e portanto durmo menos...

Depois de semanas disto, decidi que era altura de atacar o problema. Eu gosto de dormir, quero dormir bem, não quero andar às voltas na cama e, mais importante, quero continuar a ser madrugadora! 

Assim, relembrei-me de técnicas que já usei para adormecer, e também pesquisei e testei outras. Aqui ficam:

>> Não trabalhar/estudar até à hora de ir para a cama

Eu tenho aproveitado uma horinha todos os dias depois dos miúdos irem para a cama para estudar um pouco e fazer os trabalhos do curso. O problema é que, com o entusiasmo, essa hora passa a duas ou então, como estou embalada, ponho-me a fazer coisas do trabalho ou outras coisas ao computador, e só o desligo à hora de ir dormir. Não! Preciso de relaxar a cabeça antes de ir para a cama, o que implica nada de computador e nada de trabalho pelo menos na hora ou meia hora antes...

>> Fazer algum yoga para esticar o corpo

Ah, isto sim! Meia hora de yoga suave antes de ir dormir faz maravilhas! Fico mais esticada, mais relaxada, as dores que possa ter por estar muitas horas ao computador desaparecem... Como referi aqui, tenho feito muito, mas mesmo muito yoga com os professores do EkhartYoga.

Meditar antes de dormir.

>> Meditar 

Nem que seja só 5 minutos! Meditar permite isso que eu tanto quero - abrandar o fluxo de pensamentos que me assolam na cama. Meditar um pouco antes de ir dormir acalma o cérebro e noto que na cama os pensamentos já não me incomodam tanto... Também gosto das meditações do EkhartYoga e estou actualmente a seguir um programa para controlo de ansiedade (não é que eu sofra de ansiedade, mas as meditações, exercícios e leituras propostas sabem-me muito bem...).

>> Tomar um duche ou banho quente

Idealmente seria um banho mesmo, mas ambientalista que sou, raramente o faço, preferindo um duche quente rápido. Tomar um duche quente, vestir o pijama e enfiar-me debaixo dos lençóis é das melhores coisas que há agora no inverno!

A gaveta dos chás!

>> Beber um chá 

Beber chá antes de ir dormir é um pau de dois bicos. Por um lado, chás de ervas (camomila, tília, ou o noite tranquila da Lipton) relaxam-me e ajudam-me, de facto, a ficar com sono. Por outro lado, os chás são diuréticos. Querer dormir e ter que me levantar pelo menos duas vezes para fazer xixi não é o melhor para quem quer adormecer...

Leitura proibida antes de dormir!

>> Ler na cama

Um velho e bom hábito que tenho, mas que ultimamente tem sido esquecido. Adoro ler na cama, mas não pode ser qualquer tipo de livro. Livros que me façam pensar (como livros mais teóricos ou livros práticos e de auto-ajuda) e livros que não consigo largar (como policiais) são proibidos à noite. Livros agradáveis, simples, confortáveis... esses sim.

>> Garantir um ambiente propício ao sono

Escuridão, temperatura mais para o frio que para o quente, uma boa almofada, pijama confortável... Mais dicas aqui e aqui. Ultimamente comecei a pôr tampões nos ouvidos quando estou especialmente sensível ao barulho. Há barulhos que não me incomodam, como o barulho dos carros (cresci numa rua movimentada de Lisboa, por isso habituei-me), mas com outros não consigo mesmo adormecer (uma televisão ligada, por exemplo). Os tampões abafam esses ruídos e permitem-me adormecer mais rapidamente.

>> Contar carneirinhos ou visualizar cenas agradáveis

Às vezes recorro aos carneirinhos. A sério. Mas descobri que as visualizações ajudam mais. Visualizo que estou no meio da natureza, por exemplo... é relaxante e bloqueia-me os pensamentos. Outras vezes foco-me na respiração, como se estivesse a meditar. Mas as visualizações são mais agradáveis!


Nos dias em que uso algumas destas técnicas consigo de facto adormecer mais rapidamente, que é o que tanto quero... O pior é que quando não consigo dormir, nem faço o que é aconselhado, que é levantar-me e fazer outras coisas - muitas pessoas levantam-se e vão passar a ferro, ou põem os pensamentos no papel... Eu não, eu fico às voltas na cama, cada vez mais chateada por não conseguir dormir... Mas estas técnicas têm-me ajudado bastante!


E tu, o que é que fazes quando não consegues adormecer?


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Podes também {subscrever a newsletter} e receber de oferta dois ebooks sobre organização e simplificação! 
Obrigada!!

30/10/2014

A minha história com a televisão

Não ver televisão ou até não ter televisão é um paradigma do minimalismo, da simplicidade, de um estilo de vida intencional e saudável. A televisão não é nenhum bicho papão, mas a verdade é que nos faz perder tempo... muito tempo. Cá em casa já passámos de 4 televisões para 1 e se eu vivesse sozinha, contentava-me com nenhuma. Mas como ainda tenho uma televisão em casa com tv cabo, há dias em em simplesmente me perco nela. E outros dias em que nem olho para ela. Qual é a diferença?

Ontem foi um dia de televisão. Cheguei a casa por volta das 6 da tarde. Enquanto um dos miúdos estava a fazer os TPCs, liguei a televisão para ver um episódio do Private Practice (apesar de já ter visto todos os episódios das 6 temporadas). Como o J. e o outro miúdo não estavam em casa, fui pôr o jantar a fazer. Enquanto isso, comecei a ver um episódio do House (que também já tinha visto). Fiz pausas ocasionais para ver o jantar e depois do jantar pronto, levei o meu prato para a sala para comer em frente à televisão. Quando o J. chegou, jantou com os miúdos na cozinha, enquanto eu via mais outro episódio do House. Nesta altura a inércia já era tão grande que sair do sofá era um grande esforço.

Depois do jantar os homens foram fazer-me companhia no sofá, enquanto eu continuava a ver o House. Um dos miúdos agarrado à consola de jogos, o outro ao telemóvel e o J. também agarrado ao telemóvel. Chegou a hora dos miúdos irem para a cama e eu continuei sentada no sofá a ver o quarto ou o quinto episódio do House (entretanto perdi a conta). Ainda vi uma parte do Grey's Anatomy e depois fui para a cama. Estava cansada de tantas horas sentada no sofá a ver televisão e por isso nem li um pouco antes de apagar a luz. 

Quando não me sento em frente à televisão, os dias são muito diferentes. Chego a casa e, dependendo da disposição, ou faço um pouco de yoga ou limpo alguma coisa em casa. Depois, preparo a roupa para o dia seguinte e relembro aos meus filhos para verificarem e arrumarem as mochilas para o dia seguinte. Dou uma arrumadela à casa e depois jantamos todos juntos e conversamos. 

Às vezes jogamos jogos depois do jantar ou os miúdos brincam ou vêm um bocadinho de televisão. Por vezes faço yoga com eles antes de irem dormir e conto-lhes histórias sobre o Buda ou as divindades indianas. Depois, aproveito para estudar um bocadinho, não mais de 1 hora, e faço um pouco de yoga e/ou meditação antes de ir para a cama. Na cama, leio. E adormeço a pensar que este foi um bom dia.

Estão a ver a diferença?


>>>>>

Gostaste deste post? Podes partilhá-lo usando os botões abaixo.
Não queres perder outros posts? Subscreve as actualizações do blog usando uma das opções da barra lateral.
Podes também {subscrever a newsletter} e receber de oferta dois ebooks sobre organização e simplificação! Podes ainda dar uma olhadela ao meu mini-curso {Como acordar cedo e ter uma manhã serena}!
Obrigada!!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...