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16/08/2013

A vida simples de pessoas reais - Marta

Eu sou a Marta Silva Bobillier, tenho 34 anos, vivo em França e sou, entre outros, assessora de marketing. Gosto trabalhos manuais, da vida de familia, organizar e limpar a casa, cozinhar, ler, escrever, ouvir música e de tai chi. Sou dependente de chocolate e da leitura, fascinada pela cultura chinesa e todo o seu lado zen. Tal como diz o significado do meu nome: "SOBERANA DA CASA"; Muito ligada à família, emotiva, costuma exagerar nos seus cuidados e corre o risco de sufocar as pessoas que ama. Tem muita energia e por isso deve sempre manter-se ocupada com alguma coisa. Nos relacionamentos amorosos ou mesmo de amizade, quando se magoa, recolhe-se para dentro de si mesma e só sai quando recebe um pedido de perdão.

Sempre fui uma pessoa organizada e prática até que um maravilhoso evento veio mudar a minha vida - ser mãe de gémeos. Segui todos os padrões impostos pela sociedade, desde da infância com a escola, catequese; a adolescência e as suas crises; entrei na faculdade e desisti. Arranjei trabalho, trabalhar das 9h às 18h e receber uma baixo ordenado. Casei e ...


Há 7 anos vim viver para a Suiça (com uma mala de 20 kg - 1° etapa do minimalismo) na esperança de recuperar o meu casamento, coisa que virou fiasco. 
Entre as outras etapas da vida esta teria, também ela, que seguir os padrões impostos pela sociedade. Uma vez o divórcio, encontrei-me sozinha, num país quase desconhecido, uma nova língua para aprender, uma cama, 2 pares de lençóis  1 endredon, 1 colcha, 2 almofadas, 2 conjuntos de banho, 1 serviço para 6 pessoas, conjunto de talheres para 6 pessoas, 6 copos e 2 canecas. Um tacho, uma panela e frigideira, algumas caixas de conservação, uma mesa e 2 cadeiras. Uma tv oferecida por uma pessoa amiga e o meu inseparável portátil (meio de comunicação com a família a 2000 km). O meu guarda fatos era feito com caixas de cartão empilhadas. Um trabalho das 6h30 às 16h30 com um ordenado considerável.  Tudo o que eu precisava para começar outra etapa da vida, estava agora concentrado em 35 m2 - 2° etapa do minimalismo.


Findos 6 anos de vegetação, começo uma "nova" vida. Encontrei alguém que me respeita, ajuda e sobretudo dá valor ao que faço. Fiquei grávida, para nossa grande surpresa, de gémeos (não, os gémeos não são só fruto de tratamentos, também acontece de forma natural - para os menos conhecedores da matéria).  Mais um desafio, ser mãe mas não uma mãe comum ser mãe de gémeos. Viver esta experiência longe do meu meio social, geográfico e familiar, fez com que eu procurasse testemunhos e experiências de pessoas na mesma situação. Umas pesquisas na net e encontro pouca ou nenhuma informação. Encontrei um grupo bem simpático que deu-me a conhecer algumas pessoas mas eu precisava de mais. 


O TWINS, como carinhosamente lhes chamo, nasceram e ao fim de três meses de licença de maternidade deveria retomar o trabalho. Uma decisão deveria ser tomada pois a ideia de deixá-los às 5h30 da manhã e só recuperá-los às 18h cortava-me o coração. Mais, ter de pagar a alguém mais de metade do ordenado e não vê-los crescer fazia-me sentir uma péssima mãe. Decidimos que eu deixaria de trabalhar por algum tempo ficando assim disponível para eles, acompanhar cada etapa do crescimento, disponível para o casal e para mim mesma. Queremos viver esta vida e não sobreviver nesta vida. Feitas as contas e eliminados alguns confortos materiais, demos inicio a uma nova etapa das nossas vidas - 3° etapa do minimalismo.


Ao mesmo tempo, criei oMãe de Gémeosum espaço de aprendizagem para as mamãs (e futuras mamãs) de Gémeos e Mais, onde todos os assuntos são abordados para uma maternidade consciente e partilhada! O grupo é um espaço informal, trocam-se ideias, partilham-se pensamentos, soltam-se desabafos, fotos, encontros e muito, muito companheirismo. Juntamente com outra mãe de gémeos começamos um projecto onde pretendemos reunir toda a informação sobre a matéria - o Portal Gémeos e Mais. Visto as condições económicas do pais e as dificuldades que estas famílias encontram, foi necessário a criação de uma identidade formal, a AGM - Associação Gémeos e Mais da qual sou, com muito orgulho, vice-presidente e sócia fundadora.

O minimalismo sempre fez parte da minha vida, mesmo que inconscientemente e a organização, mesmo que à minha maneira, sempre encontrei o que pretendia. Por este motivo criei um blog com dicas e truques para as mães de gémeos. Não para contar-lhes a minha/nossa vida, mas sim para mostrar que é possível conciliar vários projectos enquanto mãe de gémeos sem esquecer o casal ou até si mesma. (Nota: ser mãe de gémeos não é a mesma coisa que ter duas crianças de idades diferentes. Não é mais difícil, é diferente. Não somos superiores, somos especiais.)


Três anos passaram eu lanço-me noutro desafio. Os Twins entram para o infantário e eu necessito de uma vida social mínima. Comecei então à procura de um trabalho, em part-time, que pudesse conciliar com os horários do infantário e eis que, ao fim de 4 meses, consegui!

Um dia, em conversa com uma amiga, ela sugeriu-me experimentar um produto, simples, económico e principalmente sem produtos tóxicos para as crianças. Produtos de limpeza da casa naturais. Ela, me conhecendo bem, sabia que eu ia gostar com certeza. E não se enganou! Tenho acompanhado o blog desde então e estou a ADORAR.

Se eu quero, eu posso, eu consigo! Cada um é o único responsável pelas suas escolhas. Cada escolha é o que nos leva aos nossos objectivos -Cris Alckmin

Obrigada Rita. Uma excelente continuação e bem haja.
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Marta Silva Bobillier 

0033 647 755 635
Fundadora do grupo ღ Mãe de Gémeos ღ no Facebook
Administradora do Portal Gémeos e Mais

09/08/2013

A vida simples de pessoas reais - Clarissa

Simplicidade é tudo

Li esta matéria indicada por um amigo do trabalho que acho que é o único que pensa muito parecido comigo no meio dessa fauna que é o meu escritório. E fiquei abismada ao perceber que eu sou naturalmente e intuitivamente uma minimalista. Nunca fui consumista, nunca gastei meu dinheiro com bobagens. E sempre condenei quem fica entupindo o armário de roupas da moda ou quem fica comprando mil presentes para as pessoas o tempo todo. Eu tenho uma amiga aqui no trabalho que reserva uma quantia mensal para gastar com presentes (?????????). O que eu tenho de roupa no armário vai durar pelo menos uns 20 anos, sapatos idem. Não vou entrar nessa loucura de ter que usar roupas da moda e tal. Eu sempre doei aquilo que não quero mais e sempre renovei algumas peças também através de doação. 

Além dessa questão do consumo de roupas e sapatos, os minimalistas também defendem uma casa com menos tralhas. Esta é uma questão que sempre me incomodou. Uma vez ao ano eu faço uma limpeza geral na casa e procuro me livrar do desnecessário. Não consigo chegar ao ponto de ficar sem móveis e sem meus livros. Não quero radicalizar. Mas essa limpeza do "lixo" é sim essencial para qualquer pessoa. 

Eu estou no momento de descobrir o que é importante de verdade para mim, de tentar me livrar das "obrigações" desnecessárias - aquilo que a gente se impõe porque acha que tem que fazer para ser feliz. Eu fico mais tempo em casa, cozinhando, bordando e lendo. E quando saio é para dar longas caminhadas para observar o mundo a minha volta. Tento voltar a pé para casa depois do trabalho pelo menos uma vez por semana. E voltei a fazer terapia e yoga - atividades que eu tinha eliminado da vida. Mas o mais importante que eu estou fazendo por mim mesma é dar pouca ou nenhuma importância para os estresses do trabalho. Eu, no fundo, acho tudo uma grande bobagem e tenho cada vez mais certeza de que não acredito em nada do que faço. Trabalho só para poder ser feliz nas horas vagas. E isso será por tempo determinado. Estou poupando meu dinheiro para ter uma vida mais interessante em um futuro próximo. Pode ser um trabalho que pague muito menos e que tenha muito menos status - desde que eu goste e acredite nele. 

De certa forma eu fiquei aliviada ao descobrir que eu não sou a única no mundo que olha para essa loucura toda e tem certeza absoluta de que as pessoas levam vidas equivocadas. Eu ainda levo uma vida equivocada. Mas já tenho consciência disso e agora me planejo para ter uma vida mais simples e portanto mais plena e feliz.

Clarissa

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02/08/2013

A vida simples de pessoas reais - Carla

Vivia sozinha num apartamento T2, atulhado de tralhas, coisas novas, coisas velhas (trazidas de um casamento anterior) mas que eram minhas e apesar de velhas lá estavam, contudo comprei coisas novas para o apartamento, resumindo um T2 onde vivia 1 pessoa e não tinha espaço para nada. A vida mudou e a mim juntou-se o namorado e de 15 em 15 dias os dois filhotes deles, pânico total, se não havia espaço para as minhas coisas, onde iria eu enfiar as coisas de mais três pessoas...
Foi ao pesquisar na internet ideias para arrumações que vim parar ao teu blogue (note-se que nesta altura já se planeava comprar uma casa maior); comecei a ler post atrás de post, confesso que andei bem umas duas semanas nisto, a planear o destralhar do t2, e um dia fez-se luz, é hoje…
Comecei pelo quarto, dos 12 conjuntos de lençóis que tinha, fiquei com dois para a cama de casal e ainda fiz de outros, lençóis para as camas dos miúdos, o resto dei a uma instituição. Roupeiros existem dois, um em cada quarto cheios de tralhas minhas; destralhei  o do nosso quarto tem agora a roupa de duas pessoas, e entre roupas minhas e do namorado enchi 5 sacos pretos gigantes que dei a uma instituição (roupa ainda com etiquetas).
Casas de banho eram duas, depois do destralhar ficaram vazias, agora tenho apenas aquilo que uso e não mil produtos para o cabelo e corpo.
Na sala, meu deus tanta tralha, mas tralha mesmo, dei e deitei fora coisas velhas sem uso algum.
Na cozinha, outro desastre, tanta, mas tanta coisa, umas para dar, outras literalmente para o lixo.
Confesso que continuo a destralhar, está a tornar-se um vício, tanto que a casa está enorme, depressa se foram os planos para mudar de casa e de quinze em quinze dias quando os miúdos vêm, dizem sempre que a casa parece maior, até a mais pequena já me diz, tens que me ajudar a destralhar os brinquedos...
Obrigada pelas dicas e por tanto nos ajudares, sinto-me uma pessoa, muito mais feliz e com muito mais tempo para o que é realmente importante.
Carla

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19/07/2013

A vida simples de pessoas reais - Patrícia

Há 2 anos que sigo The Busy Woman and the Stripy Cat; sou bolseira de investigação e num Natal com o orçamento mais curto do que o costume decidi procurar soluções na internet e acabei por descobrir este fantástico blog e o minimalismo. Eu tinha 28 anos e o que se chama de retorno de Saturno ajudou-me a tornar a minha vida mais simples e bonita através de várias catástrofes. A minha vida mudou radicalmente, foi o pior e o melhor período da minha vida, acabei a tese, mudei de trabalho e separei-me. Quando comecei a ler este blog pensava que não seria capaz de destralhar como devia, era um impedimento quase físico de me libertar de marcas do passado de coisas que podem vir a ser úteis…Mas todos estes choques emocionais levaram a libertar-me de tudo o que era excesso, levaram-me a compreender a magia do minimalismo. Mas o mais mágico é que assim que começamos o processo ele quase que se desenrola sozinho. Eu senti que assim como limpava e clarificava o meu espaço, as minhas coisas, a minha roupa assim limpava e clarificava o meu interior.
A vida de trabalhadora estudante começou a levar o meu organismo ao limite e precisei de ir ao médico, tinha 20 kg a mais, estava workaholic e com os exames médicos todos em alerta vermelho. Comecei a fazer danças orientais sob aconselhamento médico, o que mudou a minha vida porque não só perdi os 20 kg em 1 ano e meio como, me sinto mais segura de mim, em forma, com maior equilíbrio mental e emocional. Comecei a vestir cores (eu vestia-me totalmente de preto desde os 11 anos), já não trabalho 12 horas por dia e comecei a escrever um blog o, Dia a Dia Low Cost

Infelizmente não consegui mostrar o feedback fotográfico do destralhamento no blog porque foi um processo demasiado íntimo e visceral. Mas hoje em dia estou numa casa nova, mais bonita e clean, onde tenho o essencial, tenho mais luz e mais cor na minha casa, na minha roupa, na minha vida. Tenho uma vida mais saudável, ecológica, social e essencialmente mais feliz e é assim que cheguei aos 30 anos no sábado passado. A minha checklist na agenda GTD ficou com algumas tarefas por completar, mas são desafios que estou a debater-me neste momento, sair da zona de conforto é difícil, mas é assim que se muda a vida para melhor, foi uma lição terrível mas valiosa! Hoje em dia sou uma pessoa muito diferente e mais feliz. Quero agradecer à Rita Domingues e ao The Busy Woman and the Stripy Cat porque me ajudaram neste processo tão difícil mas compensador e desejo toda a sorte do mundo no blog e na vida!

Patrícia, Dia a Dia Low Cost

12/07/2013

A vida simples de pessoas reais - Mónica

Certo dia estavam uns colegas a dar formação sobre uma ferramenta do Lean, os 5 S explicando, 5 S é uma forma de manter o local e trabalho limpo e organizado. Cada S corresponde a uma palavra japonesa transcrita para o nosso alfabeto (seiri, seiton, seiso, seiketsu, and shitsuke) de que podem ter:

整理, Seiri: Selecionar - Separar o necessário do desnecessário, eliminar do espaço de trabalho o que seja inútil

整頓, Seiton: Organizar - Colocar cada coisa em seu devido lugar, tornar o espaço de trabalho de forma eficaz

清掃, Seisō: Limpar – limpar e cuidar do ambiente de trabalho, melhorar o nível de limpeza

清潔, Seiketsu: saúde: Tornar saudável o ambiente de trabalho, prevenir o aparecimento de supérfluos e a desordem

, Shitsuke: Normalizar: Rotinizar e padronizar a aplicação dos S anteriores, incentivar esforços de aprimoramento

Quando alguém diz: “mas isso é o que a Rita faz no http://busywomanstripycat.blogspot.pt/. Ela é minimalista!”

Já conhecia o termo minimalista. A primeira vez que ouvi falar nele foi na minha adolescência, a propósito de um bailado da Pina Bausch em que os bailarinos passavam o tempo a fazer os mesmos gestos acompanhados por uma música que já parecia os exercícios de escalas, sempre a mesma coisa! Escusado será dizer que não gostei.

Depois li sobre a arquitetura minimalista e vi alguns edifícios em fotografias e ao vivo e adorei-os. A decoração minimalista também era à minha moda, cheia de espaços livres mas as fotos eram sempre de casas muito grandes com móveis modernos, nada compatíveis com quem mobilou a casa com as coisas de casa dos avós.
Fiquei interessada e curiosa, como é que uma pessoa aparentemente “normal”, o nome não era conhecido, não seria nenhuma estrela da TV, conseguia ter uma casa minimalista? Será que eu iria finalmente conseguir ter uma casa com espaço amplo?

Fui ver o blog e percebi. Foi um momento tipo ovo de colombo. Se quero uma casa ampla e com espaço, se quero pouca coisa para arrumar, o que tenho a fazer é de ter menos coisas!

Adotei a máxima: “use it up, wear it up, make it do or do without” – usa-o, veste-o, torna-o útil ou vive sem isso.
E o primeiro passo era aplicar os 5S em casa. E assim comecei. Comecei pela digitalização das faturas, o mais simples. Depois os medicamentos e cremes. Os livros e a loiça.

Ainda não libertei nenhum móvel mas o espaço dentro deles tem crescido. Como gosto de receber pessoas, a minha vontade foi criar as condições para que isso pudesse acontecer, tirar coisas para poder pôr pessoas.
Nunca fui de cumprir aquilo que a sociedade diz que devemos fazer, não vou agora ser uma radical do minimalismo, aliás o que interessa é sentirmo-nos bem.

O meu próximo projeto é tirar o que está debaixo da cama. Um dia hei de ter um aspirador que faz o trabalho sozinho, para isso o espaço tem de estar livre para não ser necessário levantar ou deslocar coisas para limpar!

Obrigada Rita e a todos os que têm contribuido nesta jornada.

Mónica, MLS

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05/07/2013

A vida simples de pessoas reais - Luana

Moro no Brasil, e de uns tempos para cá, o trabalho tornou-se extremamente difícil de levar...mudei de emprego há 1 ano e uns meses, e a inquietude só cresceu (que já existia na verdade, só foi maximizada, penso eu)... não posso reclamar de salário nem de posição dentro da companhia que trabalho...mas algo era perturbador naquilo tudo

Achei que era a famosa crise dos 30 (um pouco adiantada, tenho 27, na época, 26) que chegou, e procurei uma psicóloga, indicada por uma amiga.....e descobri que na verdade ela é uma terapeuta corporal, com foco em energia.
Tudo isso fez enorme sentido para mim! Desde muito pequena tenho uma atração inexplicável pelo budismo, hinduísmo que filosofias orientais....busquei dentro de mim o que amava fazer, e me veio uma coisa só em mente: Yoga.

Yoga chegou para mim em um momento que não procurava, estava na academia (na época, era viciada em musculação) e entrei para "alongar" (que idiotice a minha, mas essa foi a intenção)....e BANG!! Foi como voltar para casa! Essa era a sensação meditando minutinhos antes dos asanas. 

A vida foi me levando aos poucos para a minimização das coisas materiais e focando no que vale mesmo a pena: sentimentos e pessoas. É difícil às vezes conter a vontade de comprar, de ter, de ser, e o pior: de ter que mostrar tudo isso, de tentar ser o que a sociedade toda considera Sucesso.....e começo a pensar que os doidos são eles!! É difícil não se encaixar, no começo meu sentimento era de derrota, de que comecei a não me adaptar mais.....e aí, vem a luz, vem a noção de que há muitas pessoas sim como eu, como você e como tantas leitoras suas....e é tão bom sentir que não só só uma!!!!

Resolvi em janeiro que ia ter que seguir o que tanto me atraia, de alguma maneira que hoje não sei como, mas sei, porque sei, porque sei que está a caminho (O Segredo)...me organizei, e final de semana passado, comecei um curso preparatório de Yoga Integral que dura 1 ano.....Passei o final de semana todo lá, sem e-mails, sem barulho...e quando chego, recebi sua newsletter, que também está em um projeto de....YOGA! 

Desejo de todo coração que tudo dê certo para você, e para todos que iniciaram um caminho pela busca da verdade. Que nossos corações enxerguem mais e mais que o sentido não está em ter, porque no final, tudo vai embora, menos nossa essência. Essência essa que não veste, que não dirige e que não tem cargo em empresa.

Luana

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28/06/2013

A vida simples de pessoas reais - Mafalda

Tomas consciência de que te deixaste levar pela tralha que tem entrado na tua vida. E, por tralha, deverá entender-se tudo o que entra e não traz valor-acrescentado: pessoas que não interessam, tarefas inúteis, objectos sem o menor interesse e/ou valor.
E, depois dessa tomada de consciência, encetas uma mudança: menos tempo perdido com tarefas que não interessam, mais tempo passado a fazer coisas de que se gosta, menos 12 quilos, menos tralha em casa – dada, vendida, enviada para reciclagem, ou trocada por itens mais úteis. A vitória mais saborosa? Deixar de ter detergentes de roupa e garrafões de água espalhados pelos recantos do chão da cozinha. E passar a ter os armários dessa mesma divisão mais arrumados e arejados.
Não era uma consumista desenfreada, ou uma ávida consumidora dos últimos gritos da moda, mas tinha a minha quota-parte de roupa que tinha comprado só porque sim e que praticamente nunca tinha vestido. E um número considerável de aparelhos que adquiri porque pensava que ia fazer alguma coisa de útil com eles, ou que me iam efectivamente a ajudar ser mais produtiva, ou a ser mais, ou a ter mais valor, sei lá… Por vezes, era levada a gastar só por gastar, a ter só por ter. “Afinal de contas, ganhamos dinheiro para quê?”, perguntamo-nos interiormente.
É um ciclo difícil de quebrar. Temos dinheiro no banco, não se prevêem adversidades, e há sempre qualquer coisa nova a chamar por nós, a fazer-nos pensar que só seremos verdadeiramente felizes se comprarmos essa mesma coisa. “Sim, quando tiver aquele tablet novo, vou conseguir ver os meus e-mails mal eles cheguem e dar resposta imediatamente e vai sobrar-me muito mais tempo para fazer as outras mil tarefas que tenho no meu dia-a-dia! E vou finalmente pôr-me a par, via Facebook, de todos os «Ais» e «Uis» de Fulano e de Sicrana, de quem não gosto especialmente, mas que importa isso?” 
No entanto, trata-se de uma ilusão. É perigoso pensar que comprar, comprar e comprar vai resolver o que quer que seja na nossa vida. Afinal de contas, quando o entusiasmo que rodeia uma compra se desvanece, o que fica? A felicidade não são os objectos, como todos nós bem sabemos, ainda que por vezes actuemos como se isso não fosse verdade. A felicidade somos nós, o que temos dentro de nós, e a qualidade do relacionamento que temos com quem (ou o que) nos rodeia. Apenas, e só, isso.
As mudanças que levei a cabo na minha vida pessoal fizeram com que passasse a ter uma casa mais arrumada e uma vida familiar mais organizada. Há algum trabalho por fazer (destralhar tornou-se uma espécie de vício, ainda há muito "potencial de destralhamento" no meu pequeno T2 e também objectos que decidi vender/trocar que ainda não encontraram o seu novo dono).
Porém, se a vida pessoal parece ter encontrado um rumo que me deixa feliz, o aspecto profissional ainda deixa a desejar...
Li Leo Babauta (Focus e Zen To Done) e passo o tempo a tentar passar para a minha realidade os ensinamento do autor. Consegui destralhar a minha secretária (o tampo quase não se via, com tanto papel…), passar a não adiar o arquivo de documentação, domar as minhas inboxes, anular subscrições de newsletters absolutamente desinteressantes e fazer uma cura de desintoxicação de redes sociais (uso o Facebook – cada vez menos – e o Linkedin, apenas). São tudo aspectos positivos e tudo decisões com as quais vivo bem e que me fazem sentir como há muito me queria sentir: livre e leve. Deixei de seguir as notícias e são as minhas colegas de trabalho, e outras pessoas com quem lido diariamente, que me mantém a par do que de mais surpreendente este mundo tem para nós a cada dia (ai, a raça humana…). A “desinformação” sabe-me verdadeiramente bem!
Porém, nem todos os conselhos de Leo são, para mim, fáceis de seguir à risca. Procrastinar é algo que me sai muito naturalmente nos dias que correm, para infelicidade minha. A culpa será do poder de distracção da Internet? Da minha incapacidade em me concentrar num só tema durante muito tempo? Da falta de vontade em realizar as minhas tarefas? Da abundância de tempo entre mãos para fazer o que tem de ser feito?
Esta é a minha batalha actual: deixar de procrastinar. Oxalá fosse tão fácil como destralhar, mas tentarei!
Obrigada, Rita, pelo teu blogue. A tod@s os que estão nesta jornada de simplificação, sejam felizes.
Take care!
Mafalda
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21/06/2013

A vida simples de pessoas reais - Sandra

Descobri o teu blog há algum tempo e foi bastante importante para mim. Com o trabalho, a casa e um menino que chegou e que como qualquer criança precisava de bastante atenção, andava mesmo desesperada. Passava os meus dias irritada por ter tanto que fazer e não conseguir dar conta do recado. Fiz algumas pesquisas e encontrei o teu blog que desde então acompanho. 

A organização faz todo o sentido para mim, muito mais como mãe. Poder ter a casa limpa, arrumada, fazer as nossas refeições e ter tempo para o meu menino. Fui lendo e aplicando alguns conselhos no meu dia-a-dia. Fui tentando fazer as coisas ao meu ritmo, aprendendo a não ficar irritada por não conseguir ter todo o tempo do mundo para tudo. Quando somos mães muda muita coisa e uma delas é o tempo para nós próprias. Poder ter um tempo para ler um livro, ver um filme ou mesmo sair para um café, aquelas coisas simples que não damos muita importância eu sentia muita falta. Aprendi a gerir isso com o meu menino a crescer e de como estar com ele e passar tempo com ele começa a ser uma prioridade. Ter alguém a limpar a minha casa não funciona, porque gosto de ser eu a fazê-lo e sinto-me tão bem quando o faço. Muitas vezes tenho de incluir o meu menino nas limpezas e fazer da situação uma brincadeira. 

Descobri ainda com a Rita que a organização anda de mãos dadas com o minimalismo e vida simples da qual começo a ser seguidora. Organização significa ter as coisas mínimas planeadas para não ter de andar sempre com a cabeça tão cheia, o facto de planear as refeições e as compras, as listas de coisas para fazer, para mim funciona muito bem. Gosto do facto de riscar uma tarefa quando concluída,  parece sempre tudo mais leve e é uma forma de não adiar as coisas para o dia seguinte, que tantas vezes dava por mim a fazer sem motivo. 

Começo a ficar um pouco ansiosa porque estou outra vez grávida e com dois meninos não deve ser nada fácil. Mas por outro lado estou tranquila, porque aprendi a organizar-me e a não complicar tanto as coisas. Aprendi a ter tempo para mim e a geri-lo para fazer as coisas que gosto. É tão bom encontrar pessoas que partilham as suas experiências, muitas vezes nem damos conta como podemos ajudar os outros a sentirem-se melhor. A minha nova paixão, o meu blog, o meu cantinho que não existiria se não tivesse passado por essa dificuldade de falta de organização e todo o processo para aprender a organizar-me, como mulher, como mãe, como dona de casa, como criadora e seguidora dos meus sonhos e dos meus projectos. 


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14/06/2013

A vida simples de pessoas reais: Katiane


Assim como boa parte dos seus leitores, vim parar aqui por um link ou um comentário publicado em algum blog. Desde então, comecei a seguir o Busy Woman. Ler os seus posts me "despertaram" de alguma forma para o minimalismo, que eu já praticava de um jeito primitivo e meio intuitivo.

Algumas coisas eu já fazia, como organização dos e-mails importantes em pastas, deixando na caixa de entrada somente e-mails que ainda não foram devidamente tratados. Depois que comecei a ler o blog, iniciei uma limpeza geral, destralhando ainda mais e apagando e-mails desnecessários. Depois foi a vez da limpeza nos meus contatos. Primeiro do facebook, depois dos e-mails, depois no telefone celular. Desta forma, sei exatamente onde procurar quando eu precisar de alguma informação. Mas não serve de nada ter o telefone residencial de um colega com quem não falo há anos, tendo certeza que ele já não mora no mesmo endereço.

Sobre destralhar a casa. Aprendi cedo a destralhar e a guardar somente o essencial. Ao longo dos últimos anos eu me mudei várias vezes, sempre para apartamentos pequenos, de estudante. E percebi uma coisa que me deixou chocada: a cada 6 meses (tempo entre duas mudanças), eu acumulava tralha suficiente para encher uma mala grande (daquelas grandonas, que quando cheias podem pesar mais de 30kg). E isto era somado ao que eu possuía antes.

Então, para tornar a mudança possível, fui obrigada a destralhar antes de cada mudança.

E para mim destralhar significa: arrumar os documentos em pastas de cores diferentes de acordo com o tema:  faturas de objetos importantes (garantia de computador e telefone celular, por exemplo), documentos de viagem, papéis de banco, papéis relativos à saúde, papéis relativos à casa (quitação de aluguel, de contas de luz, etc.). E jogar fora todo o resto.

Destralhar para mim também inclui uma arrumação no armário: em cada cidade eu encontrei um lugar onde eu pudesse deixar minhas roupas e sapatos sem uso. Algumas vezes eu entrei em contato com associações caritativas, e as pessoas vieram até a minha casa buscar os sacos. Descobri que algumas vezes eu colocava no saco de doação roupas ainda com etiqueta, que eu nunca tinha usado! Ou ainda sapatos que eu usei uma vez e descobri que me incomodavam, sem nunca mais voltar a usar. E isso me alertou a ter mais cuidado na hora de comprar.

Hoje eu compro peças de roupas para substituir as que eu uso habitualmente. Compro um jeans novo quando eu noto que um outro está rasgado. Ou sapatos novos quando os que eu tenho se abrem e meus pés ficam molhados na chuva. E sempre com atenção, vendo se eu vou realmente usar o produto, se ele é adequado ao meu corpo, e se ele combina com outras peças de roupa que eu tenho.
Claro que ainda compro coisas por impulso, porque acho bonito. E depois tento encontrar uma ocasião para usar a peça e não acho. Mas noto que este tipo de atitude está diminuindo.

Outra coisa que me tocou foi o seu post sobre os presentes materiais. De Natal, aniversário, dia das mães, dia dos namorados. Eu e meu namorado (ele também tem algumas tendências minimalistas, mesmo sem saber) praticamente abolimos os presentes materiais nas datas comemorativas. Agora fazemos um passeio juntos, visitamos uma cidade próxima, um parque diferente, vamos ao restaurante, ou eu faço um jantar especial.

E isto também se reflete nas nossas atitudes com os outros. Mas nem sempre este esforço é bem percebido. Lembro que no ano passado a minha mãe veio me visitar, e passamos o dia das mães juntas. Fizemos uma viagem por Portugal (moro na França), e voltamos no dia das mães. Eu preparei um almoço especial, mas não comprei nenhum presente material. Ela ficou chateada, triste, chorou e tudo. Ela esperava um presente material. Nem que fosse uma "lembrancinha", daquelas que a gente esquece num canto para encher de poeira. Mas a lembrancinha não veio. Depois disso conversamos muito, e ela percebeu que o maior presente do dia das mães foi a viagem, e eu ter tirado uma semana de folga para ficar com ela, passeando e conhecendo lugares diferentes. Ainda assim, no final da viagem ela ainda me fez comprar uma blusa nova para lhe dar de presente. Uma "lembrança" da viagem.

Outra coisa que eu mudei depois que comecei a ler o seu blog foi a minha forma de lidar com os exercícios físicos. Antes, eu pagava uma academia de ginástica, que eu frequentava (quando muito) uma vez por mês. Resolvi deixar de pagar e fazer exercícios em casa. Com o dinheiro de uma mensalidade, comprei uma bicicleta ergométrica. Quando faz sol, vou correr (é de graça). Quando chove, ou eu não tenho tempo, faço exercícios na bicicleta em frente à TV, ou vendo algum filme ou reportagem no computador. Hoje em dia sou muito mais assídua e tenho mais prazer fazendo os exercícios (principalmente correr).

Também limitei o número de produtos de higiene pessoal que eu uso. Antes eu tinha vários tipos de xampus, outros tantos de condicionadores, cremes hidratantes de todos os tipos e perfumes. No ano passado eu desenvolvi uma alergia aos cremes hidratantes. Joguei tudo fora, hoje eu uso óleo de macadâmia orgânico/biológico para o rosto e para o corpo, um só tipo de xampu e condicionador, sabonete do mais simples possível, sem fragrância.

Esta mudança afetou também a minha alimentação. Gradualmente, eu reduzi o consumo de alimentos transformados. Hoje eu prefiro passar mais tempo cozinhando comidas de verdade do que a passear em shoppings, e mesmo a comida de boa parte dos restaurantes (comida congelada, aquecida no micro-ondas) não me apetece mais.

Daqui a algumas semanas tenho mais uma mudança pela frente, e o espaço que eu vou ter é menor do que o atual. Vou ser mais uma vez "forçada" a destralhar. Mas pelo o que eu percebi, o destralhamento virou um hábito em mim. Já estou começando a colocar roupas e outros artigos em bom estado em sacos para doação. Os livros serão os próximos da lista.


O mais importante de tudo isso é que eu percebi quanta energia, tempo e dinheiro eram gastos com coisas sem importância. Hoje eu consigo canalizar minhas prioridades para coisas que eu valorizo e que eu realmente aprecio. Isso é o que eu chamo de melhorar a qualidade de vida. Mas percebi também que esta mudança é algo interno, íntimo mesmo, e que nem sempre as pessoas ao redor entendem.


Rita, obrigada pelo blog e por nos incentivar nesta transformação.

Katiane, Ajustando as velas


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07/06/2013

A vida simples de pessoas reais - Tânia


Já sei que o minimalismo é uma corrente de pensamento e estilo de vida muito na moda por estes dias. Supreendente? Não. A crise, esta palavra que já não tem significado de tantas vezes proferida, é mãe de muitas desgraças, mas inovadora em muitos aspectos.

Como a minha mãe dizia há uns dias atrás, a crise é um mal necessário, porque os bens materiais estavam a ser idolatrados demais, a correria aos empréstimos para mostrar que se pode ter um carro, um apartamento ou casa num local em que os preços fossem exorbitantes... Enfim, não se pode negar que é uma verdade este stress todos apenas por coisas, coisas essas que devem ser úteis e não a razão de ser de cada um.

Não concordo totalmente com a minha mãe. A crise nunca é necessária, mas quando estamos apertados e com medo, ou quando algo não corre tão bem, recorre-se aos neurónios para processar a informação e aí então pensar nos traços que queremos desenhar na nossa vida. Pensa-se umas vezes que a vida é curta, outras vezes que a vida é longa demais e que a partir dos 30 é complicado, com os filhos, com a pressa de amealhar para ter uma vida sossegada quando as rugas minarem os nossos rostos.

O minimalismo é uma tentaiva de acalmar a vida, de nos livrarmos das coisas que não nos fazem falta, se possível através da doação desses mesmos artigos a quem mais precisa ou da reciclagem de materiais já sem vida. O minimalismo é meu amigo há muito tempo, sem que eu o percebesse. Ter coisas para mim é um stress. Arrumar, limpar. Depois acresce aquela sede de viajar e ter a noção que quando viajo, fica tudo para trás, indo apenas o essencial.

Vai comigo a roupa mais confortável, os livros mais úteis e interessantes, o computador, o calçado mais confortável e mais adequado para o local de destino. No fundo, vão connosco os objectos que nos servem da melhor forma, física e espiritualmente. E são esses objectos que devemos ter na nossa casa. Felizmente os bibelôs estão a sair de cena. Já não se usam naperons para ganhar pó. As molduras com fotos? Essas ainda estão na moda, mas eu prefiro colar na parede de forma a não danificar. De vez em quando limpo as paredes, colando essas imagens num caderno preto simples de supermercado, ficando aí a tralha organizada, mas de forma mais compacta que as molduras que, com o tempo, se fundem com a fotografia, impossibilitando a sua reutilização, sob pena de rasgar tal memória tão querida. Livros? Uso o kindle, mas não compro livros. Ainda. Porquê? Ainda tenho tantos para ler! Não compro mais literatura de entretenimento até acabar de ler todos os livros físicos que tenho. Depois de os ler, ficam apenas os muito bons e os clássicos. Os livros que não ficam cá no coração, seguem caminho. Trocas, doações, etc.

O minimalismo é simplificar. E há muito que sigo pelas receitas mais simples (muita soja e legumes), pelas roupas mais simples, pelas tardes de domingo mais simples como pegar numa bicicleta ou caminhar ou, quando chove, ver um filme, escrever ou fazer malha ou tricot! É bom para o stress e poupa-se no guarda-roupa. Barato e personalizado.

O minimalismo é libertar tempo e espaço e está aliado à ecologia. Libertar tempo e espaço para o que mais gostamos. E é uma caminhada contínua. 

Como conclusão, a minha vida mudou quando racionalizei e tomei consciência desta forma de vida: quando encontrei o blogue da Rita. Todos os dias o visito para me inspirar e não saberia escrever este texto se não fosse por o ter lido desenfreadamente e aplicado o melhor que pude à minha vida. Aperfeiçoei a minha organização e tornei-me mais produtiva. Destralhei mais e arrastei comigo alguns amigos para a mesma corrente. Obrigada Rita! Que recebas a dobrar tudo o que de bom tens partilhado.

Tânia


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31/05/2013

A vida simples de pessoas reais - Cristina


Há alguns anos para cá comecei a seguir alguns blogs sobre minimalismo, principalmente depois da crise do subprime nos EUA. Nada como uma cultura extremamente consumista como a americana para nos mostrar o que é o consumismo absurdo e extremo (alugar armazéns para guardar coisas que nunca se usam?!). Com o subprime, muitas pessoas perderam o seu poder de comprar, já para não falar das suas casas (e respectivos armazéns alugados). Começaram a surgir imensos blogs sobre finanças pessoais, expressões como decluttering, e a admiração por filosofias como a frugalidade e a vida simples.

Fiquei fascinada pela alteração tão profunda de mentalidades, pelas boas intenções que todas estas pessoas tinham,  deixar o lado mais material da vida e dedicarem o seu tempo, espaço e dinheiro ao que realmente importava.
Se assistir a todas essas experiências me influenciou? Sim. Se me fez moderar os hábitos de consumo e mudar de atitude? Claro que não.

Existe sempre mais uma peça de roupa, mais um par de sapatos, mais uns pratos de cozinha azuis giríssimos a juntar aos 30 que já tenho (eu vivo sozinha), mais um livro para as estantes. Um absurdo. E por mais vendas de Ebay que eu fizesse àquele guarda-fatos, por mais coisas de cozinha que "oferecesse" à minha mãe, a minha casa de 30 (?!) metros quadrados estava sempre cheia, cheia de coisas.
Até que a vida se encarregou de me dar uma lição.

Vim parar à Àfrica. E ao final de 8 meses posso já notar umas diferenças...
Neste momento vivo numa casa de 200 m2 (acho) que está, digamos... arejada. Tenho 2 divisões vazias. Saber que temos de voltar para Portugal e que apenas podemos levar uma mala de 30 quilos limita-nos um pouco as coisas em que queremos gastar dinheiro porque, depois, não as podemos trazer no regresso.

Um sofá. Uma televisão. Uma secretária com a sua cadeira. Não há candeeiros, quadros, cortinados. Na cozinha, para mal dos meus pecados, ofereceram-me uns copos na mesma semana em que tinha comprado os meus. 6 cadeiras, 6 pratos, 6 copos, 6 conjuntos de talheres - o suficiente para dar uma jantarada simpática. Terrinas de servir? Não, temos os tachos. "Ah e tal... olha estes pratos tão giros...." "Não!".
Esperem: pratos giros viram-se na África do Sul, porque onde estou, em Moçambique, não há lojas. Há uma ou outra loja do chinês, uma ou outra drogaria, mas nada que nos dê propriamente vontade de "ir às compras". E nada melhor do que refrear um instinto consumista do que.... não ter lojas!

Roupa: uso 10% do que trouxe. Saltos altos? Impossível. Os passeios são praticamente inexistentes e há demasiada areia e pedras para se conseguir andar de saltos sem se estragarem. Os pés e os sapatos. E há sempre tanto calor e tanta humidade no ar que apenas as roupas mais leves são toleráveis. Para trabalhar aqui é sempre casual friday. Resultado: já dei imensa roupa que trouxe para cá. E também não há cá Zara e afins, por isso... no shopping.

Livros? Desde que tenho um Kindle que a minha vida mudou. E ainda bem: que se quisesse comprar aqui livros tinha de pagar 30 ou 40 euros por um titulo que na Fnac custa 15. Para além de que a oferta é extremamente limitada... Quero ler alguma coisa, faço download (a Amazon tem imensos títulos gratuitos, por exemplo) e fica dentro do meu Kindle, arrumadinho, sem ocupar espaço. Para quem tem mais de 1000 livros em casa e outros tantos em casa dos pais, é realmente revolucionário. 

Comida. Existem imensos legumes e frutas frescas. Mas tudo o que é embalado e não é feito cá é caríssimo - tudo tem de ser importado. Moral da história: menos ingredientes, menos complicações a preparar refeições e, neste caso, mais saudável! Minimalismo culinário é algo de fascinante.

Por isso, passados 8 meses, posso dizer que algumas coisas se alteraram: consigo viver sem os meus 30 pares de sapatos e sem o meu guarda-fatos proibitivamente grande. Sem a minha cozinha cheia de gadgets. Sem Fnac. Passei a gostar da decoração clean e despojada de uma casa sem móveis. Basicamente, passei a gostar de viver com muito menos.

Em dois meses vou regressar a Portugal. Se vou continuar a viver assim, com esta vontade de viver com pouco? Duvido muito: não nego que estou cheia de ganas de mergulhar de cabeça numa Zara. Ou em qualquer centro comercial. Em saltos de 10 centímetros. 

Mas não nego que há coisas que se alteraram: a sensação de leveza e de liberdade que se ganha. Porque temos menos coisas às quais temos de olhar, arrumar, dar atenção e dedicar tempo. É inegável. E isso não quero, decididamente, deixar de ter.

Cristina

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24/05/2013

A vida simples de pessoas reais - Débora


Meu nome é Débora, sou brasileira e estou lhe escrevendo para lhe contar um pouco sobre minha jornada de busca de uma vida mais simples. Eu comecei a me interessar pelo minimalismo ainda adolescente quando eu me deparei com uma cena descrita no livro Brida do escritor Paulo Coelho. Nesse livro, um dos rituais que Brida tem que cumprir é doar tudo aquilo que ela não usava.

A explicação do livro é que se você tem coisas que não usa sua energia fica parada e tendo menos objetos você começa a direcionar sua energia para o que é realmente importante para você. Infelizmente, esse não é
o pensamento do mundo moderno que valoriza tanto os excessos. Depois disso muita coisa aconteceu, mas o pensamento de simplificar sempre ficou na minha mente, mesmo que eu não tivesse muito sucesso em aplicá-lo. Eu sempre gostei do assunto organização (fixação é a palavra) pesquisava em blogs sobre o tema até descobrir o seu blog. Agradeço a você pela simplicidade e empenho com que conduz o Busy Woman and the Stripy Cat.


A primeira coisa que eu comecei a diminuir foi os meus pensamentos. Como eu consegui isso?  Meditando!  Como foi difícil meditar, ainda é. Pode parecer fácil ficar em silêncio e de olhos fechados, mas essa é a única forma de minimizar o barulho da nossa impulsividade, aquele inquilino barulhento que fica na mente incentivando a  comprar objetos que não vai usar, comer por impulso.

Meditar fez grande diferença na minha vida. Antes, imperava o caos. Eu não tinha ordem ao fazer as atividades. Começava algo e logo em seguida, começava outra coisa. E algo que a desorganização me trouxe foi a frustração por não conseguir alcançar os projetos que me propunha.

Quando eu consegui me controlar melhor foi possível descobrir o porquê de guardar tantos objetos. Descobrir os sentimentos envolvidos no processo de comprar e guardar. Depois disso eu consigo parar e pensar antes de comprar: Nossa, isso é tão bonito. Porém, eu não preciso disso. Aprendi a me conhecer melhor e o que me faz sentir bem de verdade. Descobri o que é realmente importante para mim. E claro, eu
ainda tenho muitos pensamentos, mas a minha mente está mais vazia e focada. E agora eu consigo aos poucos descobrir o que é importante, o que vale a pena focar, a colocar cada coisa em seu lugar. Tento construir um hábito. Sempre penso sofá é para sentar e não para guardar livros. E coloco os livros na estante e não no sofá. Tento pensar na utilidade básica de cada coisa.


Outra coisa importante foi diminuir o padrão de exigência. Tento não gastar tanto tempo fazendo arrumação ou sofrendo com isso. Separei os dias da semana que devo fazer a limpeza e faço o mais rápido possível. Faço o que eu posso. Tento fazer a limpeza um lugar por vez e não fazer mais nada enquanto estou limpando. Como não posso limpar a casa todo dia (fico muito cansada e tenho outras coisas para fazer) eu dividi a limpeza pelos dias da semana. E só limpo no dia designado. E vamos levando a vida. 

Ainda falta muito para me tornar uma pessoa realmente organizada, mas agora me sinto bem mais próxima de ser. O primeiro passo eu já tomei que é procurar a cura.


Quem quiser saber um pouco mais sobre o processo é só procurar mais informações no blog: existecura.blogspot.com.br

Abraço

Débora Ramos (Gaia)



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17/05/2013

A vida simples de pessoas reais - Paula

Desde 2012 que estou curiosa com este estilo de vida minimalista, “mais simples”, mais recheado de experiencias do que de bens materiais. Nunca fui de gostar muito de ter a casa atolhada de coisas, mas confesso que quando me oferecem ou compro algo muito dificilmente consigo (ou melhor conseguia) dar, apesar de não fazer de todo falta. Graças a alguns amigos compreendi que não há nada melhor do que partilhar. Por isso, aderi ao Freecycle. E todos os anos organizo um momento de ofertas espontâneas aos amigos: bijutaria, livros, roupa!

Finalmente encontrei o teu site e a partir daí tenho tentado sistematicamente aprender com outras experiencias e aprofundar o tema.

Desde 3 anos para cá, a vivencia com pouco tem sido mesmo experienciada ao máximo! Quando só se pode levar 20 kg numa mala de viagem e temos de aprender a viver durante 9 meses com esses bens que tão cuidadosamente escolhemos, compreendemos como é absurdo ter um guarda-roupa a abarrotar de roupa que nunca vestimos.

Vivo “aos saltos” de um país para o outro, como “trabalhadora humanitária” por isso a minha vida tem de caber numa única mala (mais fácil de transportar às costas).

O proximo passo é mesmo melhorar o planeamento/organização. Será o meu objectivo para 2013.. espero ansiosa por dicas e "lessons learned" que me possam ajudar.

Mesmo no Sudão do Sul, tento acompanhar o blog!

Paula


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10/05/2013

A vida simples de pessoas reais: Daniela


Sou casada e mãe de duas meninas, adoro o meu marido mais que tudo, e as minhas filhas são as coisas mais bonitas que fizemos ....


Apesar disso tudo ... não era feliz... Estava stressada, cansada, nunca descansada na minha mente: sempre com coisas por fazer e pensar, sempre coisas a anotar, sempre... sempre... sempre... !!!!! Quando me sentava no sofá não estava em paz ... não gozava do momento presente....
E passei assim anos a passar através da minha vida sempre a pensar que o amanhã seria melhor ....



Li muitas coisas sobre este assunto : ORGANIZAÇÃO!!!! Tentei várias coisas, acções... mas nada dava...



Mas o segredo a Rita é que o encontrou .... Simplicidade ....



Fui devagarinho mas como se diz : devagar se vai ao longe !



E o tempo passou....Continuei a destralhar e a realizar que a minha vida estava muito complicada com muitas coisas, compromissos, e tralha !!!!



O fim de semana passado um amigo nosso veio passar o fim de semana à casa, não estava previsto, e ao princípio era só uma noite, e depois duas ... Passámos 3 dias óptimos !!!! Rimos muito, divertimo-nos muito!!!! E no domingo à noite pensei que há algum tempo isto nunca teria sido possível! Quando tinhamos pessoas em casa eu precisava de fazer a limpeza a fundo, tinha que estar tudo arrumado, e só depois é que podiam vir as pessoas... Meu marido dizia-me: deixa-te disso!... mas eu ficava magoada por deixar ver a minha casa tão desarrumada ... pois minha casa é o reflexo da minha mente... pensava eu !



Neste fim de semana tudo estava arrumado (pois tenho muita coisa a menos e então é muito mais fácil de arrumar no dia a dia), só o chão é que tinha algums cabelos (somos 3 a ter o cabelo comprido então vejam!), a roupa é que ficou um pouco atrasada com a passagem a ferro mas foi rapidamente recuperada!!!!



Então digo: obrigado Rita, mostraste-me o caminho para o bem estar e agora gozo do momento presente!!

Daniela

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