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10/02/2017

Menos e mais

O que é que quero menos este ano?

> televisão - ando novamente a ver demasiada televisão, pelo menos pelos meus padrões; andamos a rever todas as temporadas do House, vejo a nova temporada do Grey's Anatomy, do Scandal e do The Big Bang Theory, e vejo sempre o Mayday Desastres aéreos, quer sejam episódios novos ou não; é demasiado (são 2 episódios do House por dia!). Vou tentar limitar-me aos episódios novos e não ver episódios que já vi...

> redes sociais - já conheci tantas coisas novas e aprendi imenso através das redes sociais... mas qual é a necessidade de estar sempre a abrir o face ou o instagram? É um hábito inútil que me faz procrastinar, que me distrai, mas que já está tão enraizado e é tão automático que nem sei como o combater...

> noites a estudar - graças ao curso de psicologia, estudar ou fazer trabalhos aos dias de semana depois do jantar já se tornou normal - mas é coisa que não gosto nada. Felizmente que este semestre (o último da licenciatura) vai ser mais calmo, com menos trabalhos e menos uma disciplina. Quero aproveitar os fins de semana para rever a matéria e fazer o que for necessário, e evitar ao máximo trabalhar depois do jantar. Nas vésperas de frequências é que lá terá que ser...


E o que é que quero mais?

> natação - foi das melhores decisões que tomei - voltar a nadar. A sensação de liberdade que tenho dentro de água é incomparável, e as endorfinas que se libertam fazem-me querer voltar todos os dias. Por enquanto, tenho ido às aulas duas vezes por semana, mas quero começar a ir mais vezes fora das aulas. Tem-me feito muito bem, mesmo. Ao contrário de outras atividades onde já andei (ginásio, crossfit, até mesmo aulas de yoga), à natação não me baldo! E das vezes em que tive mesmo que faltar (uma vez por constipação, outra por ter um exame de psicologia, e duas vezes, esta semana, porque tive uma gastroenterite e ainda estou fraca), fico mesmo triste...

> yoga - mas quero uma prática mais intuitiva e menos militarizada. Já não planeio as aulas que quero fazer; prefiro ouvir o corpo - aliás, uma prática de yoga dá-nos essa sabedoria. Esta manhã, por exemplo, ainda me sinto fraca por causa da gastroenterite - não vou, portanto, fazer uma prática de ashtanga, que é esgotante, mas sim uma prática mais calma, talvez um yoga restaurativo, uns alongamentos suaves, para me ajudar a recuperar.

silêncio - estar em silêncio, ouvir o silêncio, É uma das coisas que gosto tanto no yoga como na natação. O silêncio. No yoga tenho feito mais práticas sozinha, sem seguir videos online, para não me distrair com a voz do professor e para conseguir ouvir melhor o meu corpo. A nadar, não ouço nem vejo nada do que se passa à minha volta. São práticas quase meditativas que me permitem voltar para dentro de mim.

> dormir melhor - ir para a cama mais cedo e acordar mais cedo, de preferência sem despertador. Hoje foi um desses dias em que acordei naturalmente às cinco e meia da manhã; mas dias destes são muito raros. A televisão ou o computador têm-me sugado as noites e acabo por me deitar mais tarde que o suposto... depois, não acordo à hora que é suposto, o que me deixa sem tempo para meditar e praticar yoga. Esta tem sido a regra nos últimos meses e os seus efeitos negativos notam-se.

> música clássica - durante muitos anos, ouvia sempre a Antena 2 no carro; não sei o que aconteceu, mas praticamente deixei de ouvi-la nos últimos tempos... há que retomar.

> verdura - apesar de comer muito, mas muito mais verdura do que comia há uns anos, sinto que ainda não é suficiente; a meta é ter metade do prato com verduras, e não apenas um quarto como é costume.

> ler ficção - antes de ir para a cama; durmo sempre melhor, excepto quando faço noitadas para acabar o livro...


E tu, o que é queres mais e menos este ano?

22/01/2017

Os meus podcasts favoritos



Quando comecei a andar mais a pé, nomeadamente a ir a pé para o trabalho, ainda antes deste blog nascer, percebi que a música tinha que ser uma companhia nas minhas caminhadas. É impensável para mim ir a pé para a universidade ou ir fazer uma caminhada sem levar música comigo (entenda-se, o telemóvel, os phones e o spotify). 

Mas recentemente comecei a ouvir podcasts - parece-me um melhor uso do meu tempo. Já ouço bastante música quando estou ao computador (quem entra no meu gabinete sabe que estou sempre, mas sempre com os phones nos ouvidos) e quando estou a estudar. Havia uma série de podcasts interessantes que eu queria ouvir, mas parecia difícil arranjar tempo para tal. Por isso, quando ando a pé é a altura perfeita (ou quando estou a estender roupa, a cozinhar ou a fazer limpezas... ou quando simplesmente não me apetece ler).

Os meus podcasts preferidos, que mais tenho ouvido e recomendo a quem se interessar por estes temas, são estes (são todos em inglês):

The Minimalists Podcast  - uns velhos conhecidos, um dos primeiros blogs sobre minimalismo que devorei... o Joshua e o Ryan também já aderiram à moda dos podcasts e ainda bem, pois os assuntos que discutem são sempre pertinentes e eles os dois têm uma dinâmica muito engraçada. Ainda esta manhã fiz uma caminhada ao som do último podcast deles, sobre organização.

Primal Blueprint Podcast - Todos os temas relacionados com o estilo de vida Primal/Paleo podem ser encontrados neste podcast, desde fitness, saúde, nutrição, perda de peso, exposição solar, sono, suplementação, e por aí fora. Gosto muito!

Primal Endurance Podcast - Este podcast também está ligado ao Primal Blueprint, mas é mais focado em questões de treino desportivo, nomeadamente no treino de resistência. Adoro a posição deles contra o chamado cardio crónico, que é aquilo que vejo a maioria das pessoas a fazer nos ginásios...

The Paleo View Podcast - Apresentado por duas bem conhecidas bloggers do Paleo, adoro este podcast porque uma delas é uma ex-cientista, ou seja, fala sempre sobre os estudos que têm sido publicados e que comprovam os benefícios do Paleo a vários níveis - e eu adoro ver as coisas comprovadas cientificamente!

Queria encontrar um bom podcast sobre o outro assunto que me apaixona - o Yoga - mas ainda não encontrei nenhum... alguém conhece? 
E que podcasts vocês ouvem? Existem podcasts em português, feitos por portugueses? (de certeza que sim, eu é que ainda não conheço nenhum...)


26/12/2016

Destralhando

Eu, quando começo a destralhar, levo tudo à frente! Hoje foi um desses dias. Apesar de este ano não tirar férias na semana entre o Natal e a passagem de ano, ao contrário do que costumo fazer todos os anos, hoje fiquei em casa a descansar da festividades... Compras de supermercado, umas blusinhas novas na Stradivarius, uma bela posta de salmão grelhado ao almoço, um filme de Natal, e depois disto tudo, decidi atacar a minha roupa. 

As regras são sempre as mesmas. Gosto? Fica-me bem? Uso? Tinha uma série de peças que já usei bastante, mas que já não uso, porque... sei lá, os gostos mudam, o estilo muda... foram para o saco. Depois, dei uma volta aos colares, que uso muito pouco, pois prefiro brincos. Mais uns quantos para o saco. O armário do hall, onde tenho os casacos, seguiu-se - dois casacos lindos, os dois da Bershka, foram-se também. Na verdade, pus os dois à venda no olx. 

O mais antigo, que foi usado mas está em ótimo estado, faz-me parecer um urso pardo, graças ao seu pelinho castanho escuro. É quentinho, sim senhora, mas não dá para o meu físico...



O outro, comprado na Bershka online o inverno passado, é lindo, lindo, mas deve ser um M mais apertado, porque não me serve nas costas. Eu tenho as costas largas devido a muito desporto em miúda, natação, musculação... e com aquele casaco quase que não me mexo. Usei-o uma ou duas vezes, até admitir que, apesar de lindo, foi uma má compra. 



No mesmo armário estava o meu saco de ténis. Um saco enorme para raquetes, que usei muito pouco, comprado já próximo do fim da minha "carreira" de tenista amadora, pouco tempo antes de ter partido o pé... a jogar ténis. Guardei as raquetes, mas não preciso do saco para nada. Pus também à venda.


Portanto, espero que este destralhamento renda alguma coisa... O resto da roupa é para dar. Alguma, a que está em melhor estado, vou dar à loja solidária da Pravi de Faro, para ajudar os animais abandonados. O resto da roupa vai para uma instituição.

Como sempre disse, o minimalismo é um processo. O destralhamento não é feito numa só vez - volta e meia, temos que reavaliar o que temos, o que se vai acumulando. Nos próximos dias quero ver os livros e os armários da cozinha... E apesar desta semana não ser uma semana de reflexão como era costume, pelo menos consigo abrandar um pouco e riscar alguns itens da minha to-do list...



19/07/2016

NEVOAZUL – Uma revista sobre menos e mais

Um guest post da Inês sobre o seu novo projeto, uma revista sobre minimalismo!


Era Abril e a amena primavera prometia alegria às horas de trabalho que se avizinhavam pela frente. Que loucura! - pensei. Não só quero sensibilizar para a importância do minimalismo, da sustentabilidade e do consumo consciente como quero fazê-lo através do meio mais ingrato (e mais belo) que conheço, o papel. Mas eu estava determinada. Farta de folhear revistas sem conteúdo, onde a publicidade é rainha e os leitores são meros consumidores, vi no meu fascínio pelo meio editorial uma oportunidade de criar uma revista onde o minimalismo perde a sua pureza e se mistura com a arte, o consumo cede à literatura e a sustentabilidade à cultura. Tudo em nome deste meu desejo de criar um futuro melhor do que o presente.

Houve dias em que acordei às quatro da manhã para filmar o reflexo da lua cheia na água e para estrear a areia da praia antes do início do verão. Houve noites em que escrevi até às duas da manhã, quando os olhos já pediam descanso mas o entusiasmo exigia trabalho.
Cedi assim ao idealismo e rendi-me às artes. Sujei as mãos de tinta azul e fiz gravuras do Stonehenge. Escrevi sobre técnicas de restauro ancestrais, elogiei a impermanência e entrevistei aqueles que encontram equilíbrio no minimalismo e na simplicidade.
Apesar de vivemos numa era onde a velocidade, a abundância e o desperdício dominam, eu acredito que chegou a hora de dar uma nova oportunidade à eficiência, à criatividade e à qualidade.

Este foi o início da NEVOAZUL - uma revista sobre menos e mais, onde o consumismo, o minimalismo e a sustentabilidade se cruzam com a cultura, a literatura e a arte.
Numa cultura motivada pelo consumismo e pela memória, o primeiro número da NEVOAZUL reflete sobre as vantagens de aceitar a impermanência como catalisadora da simplicidade. Nas suas páginas vão poder descobrir como o algodão orgânico melhora a vida dos agricultores em redor do mundo, as razões porque o Einstein era um minimalista,  a arte ancestral do Kintsugi, pinturas feitas com materiais vulcânicos que simbolizam a beleza e a fragilidade da natureza, um artigo sobre uma rede social onde tudo  o que partilhamos expira em 24 horas, a história da youtuber Aileen Xu responsável pelo canal Lavendaire e muitos mais artigos, entrevistas e ensaios.


Com esta revista eu quero sensibilizar sobre a importância da responsabilidade social, da sustentabilidade e do consumo ético. Podemos viver numa era frenética em que os humanos invejam a velocidade das máquinas em prol de um futuro que consome o presente. Podemos comprar de forma cada vez mais rápida e barata, desprezando séculos de sabedoria e tradição. Mas eu acredito que as coisas não precisam de ser assim. A mudança está nas pequenas escolhas que fazemos diariamente e a minha escolha foi criar a NEVOAZUL, uma revista sobre menos e mais, um convite ao equilíbrio e uma ode à mudança. O meu maior desejo é que esta revista seja um porto de abrigo para todos aqueles que aspiram a uma vida mais simples mas significativa.
  
APOIA A NEVOAZUL: igg.me/at/nevoazul

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18/07/2016

Aproveitando as férias para destralhar

Apesar de estar de férias na praia, tenho vindo a casa de vez em quando, para ir às compras ou tratar de coisas... Tenho aproveitado para ir destralhando roupa, acessórios, utensílios de cozinha... enfim, tudo aquilo que durante o ano não consegui fazer, por causa do trabalho e curso de psicologia, estou a aproveitar agora para fazer. Afinal, destralhar não é uma coisa que se faz uma só vez na vida - há que manter!

Então, comecei com as malas. Os critérios para decidir o que vai e o que fica são simples: gosto? uso? fica-me bem? uso mesmo? ou só guardo porque gosto, mas na verdade não uso?
Quero ter apenas coisas de que gosto E que uso. Com isso em mente, passei destas malas (não as contei):


para estas:


e arrumei-as:



estas são para dar:



Fiz o mesmo aos lenços e gorros. Destes todos:


passei para estes:



E ainda juntei esta roupa toda para ir embora:


Ah, fico sempre tão mais leve quando destralho!!

11/07/2016

Armário-cápsula?

Ultimamente tenho lido tanto sobre o armário-cápsula que decidi investigar o assunto mais a fundo.

A ideia partiu de Caroline, uma blogger americana, que no seu blog Un-fancy começou a falar de um guarda-roupa minimalista, com poucas peças, mas todas elas "usáveis" e versáteis, a que chamou de armário-cápsula. O conceito pegou e muitos bloggers começaram a criar o seu armário-cápsula, com poucas peças, mas peças de qualidade que são de facto usadas de várias maneiras diferentes e ficam bem.

Eu já não tenho tanta roupa como tinha há uns anos, antes do grande destralhamento, mas mesmo assim tenho peças que não uso. De vez em quando dou uma volta à roupa toda e ponho de parte o que não uso ou o que já não gosto... mas fico sempre com peças no armário que gosto mas não uso, ou que só consigo usar de uma maneira, ou, pior, peças que gosto, ficam-me bem, mas não sei como as devo usar... Então agora decidi experimentar este conceito do armário-cápsula.

Inicialmente, a Caroline estabeleceu várias regras para o armário-cápsula, se bem que depois alterou-as. A ideia inicial era escolher 37 peças de roupa para usar durante 3 meses (uma estação do ano). Mais tarde, ela flexibilizou a sua abordagem, focando-se num pequeno número de peças (não necessariamente 37) que ficam bem, são adequadas ao estilo de vida e à estação do ano.

A história das estações do ano é difícil aqui no Algarve. Basicamente já não temos Outono (a minha estação preferida...); o calor (não tanto calor como no Verão, mas mesmo assim, calor) prolonga-se até meados de novembro, e depois começa o inverno. Depois do Inverno vem o novamente o calor e o Verão. Portanto, está aí a primeira dificuldade - não ter estações do ano bem definidas onde vivo.

Mas lá tirei a roupa toda do armário e fotografei-a, peça a peça. Peguei num caderno e para cada peça de roupa escrevi várias maneiras de usá-la. Há peças de roupa que consigo usar de várias maneiras, outras que só me vejo a usar de uma única maneira.

Depois ataquei as gavetas. Lá foram mais umas quantas peças de roupa para dar e outras, aquelas que me deixam indecisa, guardei numa caixa de plástico no armário. São peças que se não forem usadas nos próximos meses, irão fora também.

Por fim, os sapatos. Tenho pouco mais de 20 pares, incluindo chinelos e ténis de desporto. Mesmo assim tenho 2 ou 3 pares de sapatos que não calço, mas como cabem no armário, por enquanto ficam lá.

Depois de fazer esta arrumação e de olhar com outros olhos para a roupa, percebi que não tenho assim tanta roupa quanto isso (já tive muita, mas muita mais...) e uso a maioria das peças que tenho. O meu desafio daqui em diante será, sim, tentar usar as poucas peças que não uso - essas que não uso é porque não sei como usá-las. Por exemplo, tenho uma camisa branca que adoro, mas só me vejo a usá-la com calças de ganga. No entanto, só uso jeans no inverno, quanto já está frio para a camisa branca. É este tipo de problemas que tenho que resolver...

Vou tentar seguir estas regras: para cada parte de baixo, devemos ter 5 partes de cima e basicamente tudo no armário deve ser coordenável entre si. Quero simplificar mais um pouco as coisas e libertar espaço - se bem que continuo a obedecer às minhas regras dos limites: a minha roupa continua a caber toda no espaço a ela destinado. Esta coisa do armário-cápsula atrai-me e em agosto quero dedicar-me mais seriamente a este projeto!

02/06/2016

Minimalismo na LuxWoman

Só agora consegui ver a entrevista que me fizeram o ano passado, sobre minimalismo, claro.

Está fixe! (tirando o pormenor da minha idade... tenho 36, não 38 anos!! sou muito sensível a estas coisas...) :)

Podes ler aqui. (obrigada, Marta, pelo link!)





20/05/2016

Revisitando os meus sapatos

Só agora me apercebi que este blog fez 5 anos no passado dia 18, há 2 dias atrás! Bem sei que já não escrevo como escrevia, não por falta de vontade ou por não ter nada para escrever, mas sim por falta de tempo... Desde que me meti na licenciatura em Psicologia, o tempo que eu dispendia a pesquisar e a escrever para o blog é agora passado a estudar, a fazer trabalhos... enfim, vida de trabalhadora-estudante, mãe, e outras coisas é assim...

Mas agora que tenho um tempinho vou relembrar um dos posts que mais gostei - aquele em que mostrei como diminuí a minha coleção de sapatos. Ora, na altura, em setembro de 2011, tinha 55 pares de sapatos. Estava a iniciar-me no minimalismo, entusiasmada em simplificar as coisas, e consegui desapegar-me dos sapatos e livrar-me daqueles que não usava ou que não eram confortáveis. Nessa altura, reduzi o número de sapatos para 33 pares.



Pouco tempo depois, minimizei ainda mais os sapatos.

Desde essa altura, nunca mais deixei acumular. Perdi o interesse em comprar sapatos para colmatar outras coisas... perdi o interesse em gastar dinheiro em coisas que não preciso... Abracei mesmo o minimalismo e isso tem-se mantido até agora.

Atualmente, tenho 24 pares de sapatos. Ei-los na foto abaixo (as sapatilhas em baixo à direita foram fora; estavam demasiado velhas e as solas descoladas; tenho ainda umas botas castanhas de cabedal que estão guardadas e não aparecem na foto).



Quando olho para as fotos antigas, sim, tenho saudades de alguns dos sapatos. As sabrinas vermelhas, por exemplo. Mas se bem me lembro, faziam doer os pés... Pelo menos 8 pares já tinha na foto de 2011 e ainda os tenho - estão a durar!! Livrei-me de muitos outros sapatos e fui comprando alguns pelo caminho. Destes 20 e tal pares, não calço todos. 

Os 2 pares de sapatos fechados de salto alto e as sandálias castanhas de cunha não uso (os pares 3, 4 e 5 da fila de cima, da esquerda para a direita). As sandálias pretas ao lado raramente... 
Passei o inverno praticamente todo com os dois pares de botas da fila de trás, umas pretas, outras beges. 
As sabrinas, uso e gosto, mas este ano parece que passámos da chuva diretamente para o verão, ou seja, das botas para as sandálias. 
E quando é preciso um calçado mais fechado, a minha escolha vai a para sapatilhas - essas duas all star da frente são as minhas preferidas. 
Relativamente às sandálias, vejo um par que não uso e dois que precisam de substituição (as sandálias castanhas e brancas da fila do meio). 
E só tenho 2 pares de chinelos, os azuis e os pretos do lado direito da foto.

Olhando para a foto, reconheço que preciso de ir às compras. Mas agora, em vez de comprar só por comprar, compro porque preciso mesmo. Para ser mais exata, as sandálias castanhas e as brancas  (ao lado das sabrinas) estão em muito mau estado; duvido que aguentem mais um verão. Também preciso de um par de chinelos; os chinelos pretos da foto (no lado direito, fila do meio) foram comprados no Jumbo há uns dois anos e têm-se aguentado muito bem, mas é hora de arranjar outros; estes ficam para a praia.

Vinte e poucos pares de sapatos, é isto. E não os uso todos! Será que consigo minimizar ainda mais??

09/05/2016

O minimalismo nos dias de hoje

Enquanto o meu tempo não estica ou as minhas obrigações diminuem... para o blog não ficar pendurado, aqui tens uma excelente leitura! 

É um guest post da Ana Martins, que escreve sobre minimalismo e outras coisas no Ana, Go Slowly.

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O minimalismo enquanto estilo de vida tem vindo a ganhar cada vez mais novos adeptos.
Apesar de em Portugal se ter começado a ouvir falar deste estilo de vida em 2012/2013, ultimamente o tema tem sido divulgado junto do grande público e não apenas junto de certos nichos de mercado como anteriormente.
Parece-me que nunca numa altura como agora o minimalismo fez tanto sentido.

Vivemos numa sociedade de extremos.

Se por um lado temos cada vez mais a cultura do fast e isso tem-se sentido sobretudo devido ao desenvolvimento das tecnologias de informação que vêm acelerar a nossa vida em todos os aspectos, e também na indústria da moda, em que cada vez mais lojas apostam em peças mais baratas e de menor qualidade para serem mais acessíveis a todos e permitirem que se compre uma maior quantidade de roupa.
Por outro lado surgem cada vez mais movimentos opostos: slow food, slow fashion, slow living...

Também acho que não é por acaso que o método konmari tem tido tanto sucesso em todo o mundo…

Andamos todos cansados de termos tantas coisas para fazer e tantos objectos para cuidar… E precisamos desesperadamente de ajuda!

Com a correria das nossas vidas e com a panóplia de responsabilidades e papéis que vamos assumindo (papéis na vida real e na vida virtual), diria que é expectável que queiramos reduzir algumas coisas na nossa vida.

As solicitações chegam de todo o lado, há cada vez mais coisas novas e queremos estar a par de tudo. Todos os dias há novas formas de mantermos contacto com amigos e desconhecidos e o nosso telefone não para de piscar.
Tudo está à distância de um clique ou de um toque. E se isso pode ser bem vantajoso às vezes, na maioria das vezes é esmagador!

Queremos corresponder às expectativas de todos, afinal todos respondem a tudo imediatamente, comparamos cada vez mais a nossa vida à dos outros e depois sentimo-nos mal.
Como é que ela é mãe de duas crianças, tem dois cães, trabalha, faz voluntariado e ainda tem tempo para correr?
Queremos ser capazes do mesmo! E ficamos super desiludidos e aborrecidos connosco próprios por não conseguirmos acompanhar.

Num cenário como este, o "menos" é urgente!

Não é só o nosso corpo que tem que descansar, a nossa mente também! Não chega descansar a mente apenas 7 ou 8 horas por dia no momento em que dormimos. Além disso, andamos tão agitados todo o dia que depois temos dificuldade em adormecer!
Por isso nunca se falou tanto em meditação e em mindfullness. São diversos os estudos que compravam os seus benefícios e numa vida agitada como a que vivemos, nem precisamos de ler as conclusões desses estudos para perceber que todos ganharíamos com a inclusão destas práticas nas nossas vidas.

E é neste cenário que surge o minimalismo enquanto parte da solução para nos ajudar a manter uma vida onde menos é efetivamente mais.
Mesmo que não queiramos abraçar este estilo de vida por completo, há sempre pequenas coisas que podemos ir adoptando.

Muito resumidamente o minimalismo diz-nos que devemos viver com o essencial, aquilo que nos faz realmente felizes e que nos faz sentir bem.
Mas nem sempre é fácil fazer esta análise, pois estamos de tal forma condicionados que muitas vezes consideramos o acessório como essencial. É preciso libertarmo-nos daquilo que nos é imposto, pararmos um pouco e pensarmos: o que me faz realmente falta? Não conseguiria viver sem…?

Apesar de já ter adoptado este estilo de vida em 2012, 4 anos depois continuo como toda a gente a ser posta à prova diariamente.
Afinal não vivo isolada do mundo, continuo a viver numa grande cidade, a trabalhar, a ter uma família e uma casa normal como toda a gente.
Mas é justamente aqui que aplicar o minimalismo nos poderá ajudar.
Quem vive no meio da natureza não precisará certamente de minimalizar a sua vida.

Como podes aplicar o minimalismo na tua vida em 2016?

Roupa
Adopta um armário cápsula - escolhe cerca de 30/35 peças a cada 3 meses e vive apenas com essas peças. Mais sobre este assunto aqui.
Adopta um uniforme - imagina que gostas de usar calças de ganga, t-shirt/blusa e ténis. Este pode ser o teu uniforme. Tendo isto em mente é muito mais fácil decidir o que vestir, basta ires mudando as peças.
Livra-te da roupa que já não te serve mas que ainda acreditas que algum dia te irá servir, da roupa que usaste apenas uma vez e daquela que nunca usaste.

Compras
Da próxima vez que comprares roupa compra algo que estejas a precisar, que adores e que te faça sentir bem. Prefere peças que são fáceis de cuidar e que não precisam de ser passadas a ferro.
Compra peças versáteis, por exemplo casacos que dão para todo o ano: no inverno usamos o casaco com a parte interior e no verão retiramos.
Faz uma lista em papel ou no telemóvel (até pode ser na loja online que estiveres a ver) com tudo aquilo que queres comprar. Após 30 dias volta à lista e vê se ainda queres comprar todos os itens.

Dia-a-dia
Tira tudo da mala/mochila: papéis, talões, cartões, agenda, lenços, etc e faz uma limpeza. Precisas mesmo de andar assim tão carregado(a)? Lembra-te daquilo que é realmente essencial e que usas diariamente.
Se ainda não tens esse hábito mantém uma lista diária com aquilo que tens que fazer. Se pelo contrário te vicias rapidamente em listas , mantém apenas aquilo que é mesmo importante e elimina o resto.

Cozinha
Tira tudo dos balcões (podes arrumar nos armários) - esta dica foi de facto a que fez mais diferença na minha cozinha, passei a ter espaço para cozinhar devidamente.
Mantém apenas a louça/utensílios que usas.
Se recebes frequentemente gente em casa guarda as coisas extra em armários menos acessíveis.
Mais dicas aqui.

Telemóvel
Desinstala as aplicações que raramente ou nunca utilizas.
Desliga o máximo de notificações - nós não nos esquecemos de consultar as nossas apps favoritas. Por isso para quê manter as notificações? Quando lá formos vemos tudo. Interessa sim manter alertas para determinadas tarefas que temos que fazer ou determinados compromissos (de trabalho ou pessoais).

E-mail
Coloca todos os teus compromissos numa agenda e sincroniza com a agenda do trabalho, de outros familiares, etc.
Aplica filtros no e-mail e organiza logo os e-mails quando os recebes.
Mantém a caixa de entrada a zero.

Computador
Mantém o ambiente de trabalho limpo (sem pastas ou ficheiros). Se necessitares deixa apenas os atalhos das coisas mais utilizadas (os atalhos não sobrecarregam o computador).
Desinstala/apaga o que não interessa (programas, documentos, fotografias).
Faz backup das fotos e documentos importantes (podes guardar na dropbox)
Elimina tudo o que está na reciclagem.

Papel
Guarda apenas aquilo que tem mesmo que ser guardado (papéis IRS, coisas do banco; escritura da casa; certificados de cursos).
Tudo o resto pode ser digitalizado e guardado no computador ou online (evernote, google drive, dropbox).
Livra-te de caixas de telemóveis, electrodomésticos e outras que tenhas guardadas.

Limpezas
Elimina os 1001 produtos que utilizas e usa apenas vinagre e bicarbonato de sódio.

Lembranças
Tira uma foto à lembrança e guarda apenas a foto. Se gostares mesmo do objecto pensa em expô-lo num sítio bonito e visível da tua casa.

Mente
Pega num papel e escreve todos os teus compromissos diários/mensais. Elimina os menos importantes e aqueles que só te dão chatices.
Começa a meditar nem que seja apenas 2 minutos por dia - a meditação é uma espécie de declutter mental. Aos poucos vais ver que as cismas e o a tendência de estar sempre a pensar no passado/futuro desaparecem.
Planeia tempo para não fazer nada, nem que seja apenas 5 minutos por dia. Fica apenas contigo por alguns momentos, se te custar muito não insistas, volta a tentar no dia seguinte.
Cerca de uma hora antes de te deitares começa a dizer ao teu corpo que é hora de dormir, desliga a net, e tenta fazer algo relaxante.
Foca-te nas coisas boas sobretudo em dias que correm menos bem.

Em jeito de resumo, foca-te nas tuas coisas favoritas e reduz aquilo que não interessa e que não te faz feliz.

Uma vida mais simples, mais organizada, mais de acordo com aquilo que gostamos e com aquilo que somos, traz uma tranquilidade e paz de espírito enormes.


Vamos minimalizar? 

16/02/2016

Para quê complicar?



Nós complicamos demasiado. Eu complico demasiado. Planos, esquemas, horários... Amanhã tenho que acordar às tantas, fazer isto, isto e aquilo, por esta ordem específica. Tenho que praticar yoga durante x minutos no mínimo, meditar y minutos, chego ao trabalho e tenho que organizar o dia, ver emails, ver calendário, seguir ordens pré-estabelecidas, senão a coisa já corre mal. Tenho que seguir um programa de treinos e ir ao ginásio fazer aquelas aulas específicas, senão sou uma preguiçosa e nunca na vida vou conseguir emagrecer os 3 kilos que me faltam. Tenho que escrever um artigo até esta data, imposta por mim, e como deadlines auto-impostas raramente funcionam, não consigo acabar a tempo e sinto-me culpada por ter falhado uma deadline que era, à partida, irrealista. Tenho que fazer estas aulas todas de yoga até a esta data, porque é um desafio para mim, e o que seria da vida sem desafios... Tenho que ser a melhor aluna do curso de psicologia (por acaso, por enquanto, até sou), porque, afinal, sendo já doutorada, tenho obrigação de ser melhor que os outros. Tenho que conseguir esticar as 24 horas do dia para conseguir enfiar lá dentro tudo aquilo que quero fazer. 

Estou a deixar de ver as coisas assim. Eu, tão minimalista numas coisas, parece que noutras, quanto mais complexo, melhor. Mas isso é uma ilusão. O que ganho com isso é stress. Deadlines auto-impostas, programas de yoga e de ginásio para os próximos 30 dias, dias planeados ao minuto. Estou farta. Não estou a dizer que o planeamento não é necessário. Para mim, é. Mas um dia de cada vez. Preocupar-me com um dia de cada vez. Não interessa o que é que vou comer amanhã nem quantos minutos tenho que meditar ao fim de semana. O que interessa é o aqui e o agora.

Levanto-me às 6 da manhã (nos últimos dias tem sido às 5h30). Não quero ter planos rígidos. Sei que quero fazer yoga e meditar. Vou para o tapete e começo. Não preciso ligar o computador nem pôr o timer no telemóvel. É deixar a coisa fluir. No trabalho o mesmo. Sei o que tenho para fazer. O que interessa é garantir que cada dia é produtivo. Não preciso de checklists. Admito ter uma lista de coisas que gosto de fazer todos os dias, todas as semanas e todos os meses, mas é mais para não me esquecer do que para me cobrar.

Nestas alturas volto sempre aos escritos do Leo Babauta. Sempre. E aos meus próprios escritos, como este. Parece que há alturas em que nos perdemos, mas o importante é reconhecer isso e voltar ao caminho certo. Eu quero uma vida simples. Até quero falar mais devagar (já dei por mim a falar demasiado depressa). Quero viver a vida um dia de cada vez e não fazer grandes planos para o futuro. Claro que é preciso pensar no futuro, mas quero seguir pela vida com uma bússola, não com um mapa. 

Um dos problemas é que nós, europeus, somos tão, mas tão influenciados pela cultura norte-americana, por aquelas personalidades tipo A, go-getters, que nos esquecemos que a vida aqui não é assim (felizmente). Até o Miracle Morning, que eu comecei a fazer, é pensado para a apressada sociedade norte-americana e não para a nossa. É só fazer, fazer, fazer... em vez de, simplesmente, estar. Sinto-me grata por perceber que não é assim que quero viver a minha vida. A obrigatoriedade de acordar a uma certa hora, de fazer estas coisas todas, só porque alguém escreveu num livro a dizer que é assim e até parece que resulta. Mas ler de manhã? Não consigo ler só 5 minutos... mas quem é que lê apenas durante 5 minutos ou menos?? Escrever no diário de manhã? Eu acordo com a cabeça vazia, não tenho nada a escrever de manhã... De noite sim, tenho todo um dia atrás de mim sobre o qual refletir.

Por isso, chega. Chega de stresses, de fazer grandes planos, de grandes organizações... Eu gosto de planear, sim, mas quero fazê-lo dia a dia - um dia de cada vez. Quando acordar, vou pensar: 

O que é que vou fazer hoje para ter um dia produtivo e maravilhoso? O que é que vou fazer hoje para continuar no caminho indicado pela minha bússola? 

Posso desviar-me mais para um lado ou para o outro, desde que continue a seguir a bússola. Sei o que quero fazer, sei o que tenho que fazer, sei o que devo fazer. É deixar tudo isso fluir naturalmente. Até arranjei uma agenda mais pequena... Mas isso ficará para um próximo post...

12/02/2016

Cinzento

Ontem. Hoje está tudo cinzento. O tempo e eu.

Hoje é um daqueles dias... A preguiça apoderou-se completamente de mim. Tenho imensas coisas para fazer, mas a vontade é nula. Estou em casa, sentada à secretária, em frente à janela, neste dia cinzento. Nem o mar consigo ver lá ao fundo. 

Se eu cobro demasiado a mim própria? Cobro, sem dúvida. Eu quero ser a melhor em tudo o que faço, quero conseguir fazer tudo o que me interessa, quero ter espaço e tempo para o meu ecletismo. 

Mas consigo? Consigo fazer tudo, quando quero, como quero? Claro que não. Os motivos são vários. Serão as minhas ambições realistas? Talvez não. Eu esforço-me o suficiente? Muitas vezes, não. Eu sou preguiçosa? Sou, sem dúvida. Tenho tanta coisa dentro da cabeça que por vezes não consigo ver o que está à minha frente? Muitas vezes, sim. Tenho as prioridades no sítio? Nem sempre. 

Há semanas que não toco piano. Há varios dias que acordo sempre tarde. Há vários dias também que a minha prática de yoga se resume às aulas, dadas e recebidas. Há alguns dias que não medito decentemente. Há meses que não ando de bicicleta. Há meses que ando a arrastar coisas no trabalho que não consigo acabar (nem tudo é mau, outras coisas correm surpreendentemente bem). 

As coisas são mesmo assim, embora eu insista que devam ser perfeitas. Mas a perfeição não existe.

Levar as coisas com calma. Deixá-las desenvolverem-se de forma mais orgânica, e não forçada. As coisas acontecem. Pode não ser quando e como eu planeei, mas elas acontecem. Ir fazendo, aos poucos. Não cobrar tanto de mim. Não me chatear comigo por não cumprir os planos. Não fazer planos. Viver um dia de cada vez - com a consciência que nesse dia estou a dar o meu melhor. E amanhã será outro dia.


04/02/2016

Refletindo e mudando coisas

dia de inverno no algarve..

Na sequência deste post e deste sentimento de assoberbamento que às vezes me atinge, continuei a eliminar mais coisas e a simplificar outras...

Deste vez, analisei bem a minha presença nas redes sociais. É facebook, é instagram, é sites profissionais (linkedin, academia, research gate e outros)... e isto é outra coisa que me deixa... assoberbada... 

Sinto uma enorme necessidade de simplificar, de ver menos coisas, de ter menos informação a chegar até mim. Volta e meia deixo de seguir pessoas no instagram. É fácil. Não é tão fácil deixar "amigos" no facebook, mas posso sempre escolher não ver as suas publicações no meu mural. É que há certas publicações que prefiro mesmo nem ver... 

E comecei também a pensar nas duas páginas que tenho no facebook, a do blog e a do yoga. Será que preciso mesmo de 2 páginas? Será que preciso mesmo de uma página sequer? Depois de muito refletir, decidi que vou, para já, eliminar a página do yoga. Eu tenho partilhado as minhas aulas e outras coisas também na página do blog, por isso não faz sentido ter duas páginas com os mesmos conteúdos... Mas será que quem segue a página do blog quer apanhar com coisas de yoga? O blog reflete os meus interesses no momento, e o yoga é um desses interesses. Por isso, acho natural fazer partilhas desta natureza na página do blog... e assim eliminar a outra - que é o que vou fazer em breve.

Em relação aos blogs que sigo, a lista é revista com frequência e é cada vez mais curta. Neste momento são 20 os blogs que tenho no reader. E felizmente que muitos deles são como o meu - raramente publicam novos posts!

O linkedin e outros que tais, sinceramente, acho uma seca... lá vou fazendo umas atualizações de vez em quando e chega!

Continuo a usar o Pinterest para guardar imagens que gosto. O meu painel mais ativo é o dos livros lidos! Este ano já vou em 8!

O Youtube também se tem revelado uma excelente fonte de informação, que pesquiso com frequência tanto para coisas pessoais como para o trabalho e estudos. Mas, felizmente, não perco lá muito tempo.

E de resto, não tenho usado mais nada, nem twiter, nem google+, nem foruns, nem nada... 

Até o meu tempo em frente à televisão é analisado com frequência. Há séries que gosto de ver e que faço questão de ver - Scandal, The X-Files, Os Mistérios de Laura, The Good Wife e Code Black. Agora que escrevi o que vejo, parece-me imenso!! Mas como aproveito sempre para passar a roupa a ferro enquanto vejo televisão, é tempo bem aproveitado...

Mas porquê esta revisão frequente da ocupação do tempo? Porque, simplesmente, quero mais tempo para outras coisas, bem mais importantes que estas. Quero mais tempo para mim, para estar sozinha com os meus pensamentos e com os meus livros, quero mais tempo para estar com a família, quero mais tempo para estudar, quero mais tempo para não fazer nada. Quero mais tempo para coisas que acrescentam valor à minha vida. 

As redes sociais, embora sejam, de facto, uma fonte de informação e de inspiração, não têm que ocupar um lugar central na nossa vida. Ir lá, de vez em quando, claro que sim... Mas entre perder 5 minutos a navegar no facebook ou usar esses 5 minutos para esticar as pernas, ou para fechar os olhos e observar a respiração, ou simplesmente para olhar pela janela e sonhar... acho que a escolha é óbvia, não?

26/01/2016

Demasiadas escolhas


Temos demasiadas escolhas no nosso dia a dia. Vamos ao supermercado e é um corredor inteiro de bolachas. No centro comercial, dezenas e dezenas de lojas de roupa. Vamos comprar um telemóvel novo ou um computador e as escolhas são tantas que nem sabemos por onde começar... E de manhã para escolher a roupa? E nas livrarias ou na biblioteca, então, nem se fala! Como escolher um de entre tantos, tantos livros interessantes?

Ao termos tantas escolhas para fazer no nosso dia a dia, a força de vontade vai para essas coisas. E a força de vontade esgota-se. Estas escolhas sugam-nos a energia que mais tarde precisamos para decisões importantes. É por isso que o Barack Obama usa sempre o mesmo tipo de roupa todos os dias - para não gastar energia logo de manhã a escolher o que vai vestir e assim ficar com energia para tomar decisões muito mais importantes.

Eu também gasto demasiada energia todos os dias a tomar decisões que não interessam... a escolher a roupa que vou vestir, por exemplo. Por enquanto ainda não estou preparada para usar roupa semelhante todos os dias como o presidente Obama, mas posso cortar noutras decisões. 

No yoga, por exemplo. Todas as manhãs em que pratico yoga (e quando pratico à tarde também) perco demasiado tempo a decidir o que é que vou praticar. Se faço ashtanga ou outro estilo, se faço sozinha ou uma aula online, que site online usar, que professor escolher, que aula fazer... Desisto. Desisto de tomar esse tipo de decisão todos os dias. Desisto de passar horas (sim, horas) a navegar por sites de aulas de yoga, a ver as aulas, a fazer listas das aulas que quero fazer. Por isso, cancelei todas as minhas subscrições em sites de aulas de yoga online (continuo a adorá-los, sobretudo o Ekhart Yoga, que tantas vezes já falei aqui). Mas por agora tenho que parar com isso. 

De manhã, pratico ashtanga ou rocket yoga. Tenho 3 videos de hora e meia cada e a minha ideia sempre foi fazê-los cada um duas vezes por semana. Se quiser praticar mais, venha o youtube - a primeira aula que aparecer no youtube que me pareça adequada. Chega de perder tempo a tomar decisões destas.  E assim até poupo dinheiro. 

Estou a sentir uma necessidade imensa de eliminar coisas na minha vida. De vez em quando o bicho do minimalismo pica, e agora é uma dessas alturas. A minha vida é tão mais simples e saborosa com poucas coisas... 

14/01/2016

Assoberbada

É como me tenho sentido nos últimos tempos... Sobretudo desde que comecei a dar aulas regulares de yoga. Assoberbada. Sempre com alguma coisa para fazer. E sem tempo para fazer muitas outras coisas, algumas delas mais importantes... 

Tenho saudades de sair do trabalho e ir para casa... e não sair mais de casa até à manhã seguinte. Fazer um pouco de yoga, verificar os TPCs dos miúdos enquanto o J. trata do jantar, sentar-me no sofá a ver um pouco de tv ou a ler, e ainda ter uma horinha para voltar para o computador para trabalhar ou estudar, antes de ir para a cama a horas decentes. Há uns tempos, este cenário era comum. Agora já não é...

Entre atividades dos miúdos e as minhas aulas de yoga, só tenho 1 dia durante a semana em que não tenho atividades ao fim da tarde. Nos outros dias chego a casa entre as 8 e meia e as 9 da noite. Não dá. Não é esta a vida que quero para mim. 

Por isso, comecei a fazer alterações. Relembrei-me da minimalista que há em mim e comecei a identificar o essencial. O que é essencial para mim? Além da ter tempo de qualidade com a família e tempo para mim própria, tenho o trabalho e o curso de psicologia. Essas coisas são mesmo importantes. Ir ao ginásio, dar aulas de yoga, escrever no blog, e outras coisas, são giras, mas não são essenciais. 

Tive que cortar nalguma coisa. E a primeira coisa onde cortei foi nas aulas de yoga. Dou 4 aulas semanais, o que é demasiado e me impede de estar em casa ao fim da tarde e à hora de jantar. Deixei um dos sítios onde dava aulas e fiquei no outro onde tenho mais alunos; nesse sítio estou a fazer uma substituição até maio, e depois acaba também. Depois, logo se verá.

O que sinto às vezes é que perdi a minha capacidade para dizer "não". Tenho aceite quase tudo o que me aparece à frente... e não pode ser. Quero ter tempo para fazer tudo... incluindo não fazer nada.


01/01/2016

O que traz 2016

Bom Ano, caros leitores!!

Já aqui escrevi várias vezes que adoro a semana entre o Natal e a passagem de ano. Para mim, é uma altura de recolhimento e reflexão (agora, é também altura de estudo para os dois exames que vou fazer em janeiro...)

Após o Natal fui uns dias para Vila Nova de Milfontes praticar ashtanga yoga com os meus professores. Foi fantástico, como sempre. Continuei a observar as minhas escolhas alimentares e é incrível como já nem penso em arroz (arroz, que era um dos meus alimentos preferidos... e engordativos). Tem sido mais difícil cortar no chocolate, mas uma coisa de cada vez...

Inspirada pelos escritos da Kimberly Wilson, tracei os meus sonhos para 2016, nas diferentes áreas da minha vida. Primeiro cortei post-its grandes em tiras pequenas. Depois, fui escrevendo o que me veio à cabeça - coisas que gostava de fazer ou melhorar em 2016.



Depois, organizei os post-its em diferentes áreas:

> criatividade
> espiritualidade
> self-care & saúde
> relacionamentos
> carreira
> dinheiro
> casa
> comunidade

E, finalmente, com base nos muitos post-its e na sua distribuição, fiz uns mind-maps para cada uma destas áreas de foco.



Preparei também uma nova agenda. É um caderno A5 quadriculado da Staples, onde desenho calendários mensais, listas de coisas a fazer mensais e semanais, checklists mensais, semanais e diárias, e as páginas diárias com horários e tarefas (mais ou menos como descrevi aqui).

As checklists mensais, semanais e diárias são baseadas num livro da Kimberly Wilson, adaptadas, claro, à minha vida e interesses.



Mensalmente, quero: 

> escrever os meus sonhos para esse mês (não são bem objetivos, são sonhos, mesmo, que poderão tornar-se realidade)
> fazer uma manicure e pedicure (desde que comei a dar aulas de yoga com frequência é que me apercebi da importância de ter as mãos e os pés sempre arranjados)
> fazer uma massagem ou um tratamento facial (preciso relaxar mais!)
> fazer sempre o orçamento mensal (isto não é nada de novo, faço-o sem falhar há anos!)
> fazer voluntariado (dando tempo ou dinheiro; costumo dar dinheiro, donativos, coisas assim; agora, quero dar mais tempo)
> criar alguma coisa (voltar a costurar, acabar trabalhos que deixei a meio, escrever...)

Semanalmente, vou:

> planear as refeições (super importante agora que o J. tem um novo emprego sem sítios para comer ao redor)
> fazer compras de supermercado uma vez por semana (e não dia sim, dia não)
> passar toda a roupa a ferro num só dia, ao mesmo tempo que vejo um filme na tv (de preferência sábado ou domingo à noite; não gosto nada de começar a semana com roupa para passar)
> destralhar aqui e ali, para não acumular
> verificar o orçamento, para ver se está tudo bem encaminhado
> planear a semana seguinte, coisa que também já faço
> ler 1 livro (digamos, em média; há livros que leio num dia, outros, demoro 2 ou mais semanas a acabar; em 2015 li 47 livros, mas em outubro e novembro não li... culpa do curso)
> escrever uma nota de amor (já o fiz, para os meus filhos, e coloquei-a no estojo da escola - tiveram uma surpresa muito boa quando viram o meu papelinho!)
> beber um smoothie (já lá vai o tempo em que bebia todos os dias de manhã, mas não era pequeno-almoço suficiente para mim)
> fazer uma sessão de sprint (trabalho cardiovascular intenso - será uma aula de Jump, que comecei a fazer em novembro e adoro!)
> fazer duas sessões de PEM = Primal Essential Movements; consiste em elevações (comprei uma barra e tudo!), flexões, agachamentos e prancha; comecei a fazer em dezembro e é bom ver a força a aumentar!
> Brincar!! Todos os adultos já foram crianças, mas poucos se lembram disso...

E, finalmente, todos os dias, tenciono:

> praticar yoga e meditação
> comer o mais Primal possível
> apontar as despesas diárias
> planear o dia seguinte
> estar com os miúdos de consciência plena (seja a conversar, a verificar TPCs, a brincar, a passear)
> escrever brain-dumps e gratidão no diário
> ler, de preferência na cama

Ah, gosto deste plano!!

30/08/2015

Implementando o GTD || O novo escritório

Agora que as férias acabaram, as rotinas estão a voltar e, mais importante, acabámos a remodelação do meu escritório, posso finalmente avançar com a minha implementação do GTD e compartilhar convosco como é que estou a tentar adaptá-lo à minha vida. Já aqui escrevi sobre a motivação e a ferramenta ideal para gerir as listas de coisas a fazer.

Agora, é preciso um espaço físico para trabalhar. Em casa tenho o meu escritório, que também é sala de yoga e já foi sala de piano (mudámos recentemente o piano para a sala, e fica lá muito bem - dá um ar... chique!). No trabalho também tenho um gabinete, partilhado com outras duas colegas, onde tenho uma secretária grande e um armário também grande.

Andámos em remodelações cá em casa - as paredes do escritório foram arranjadas (tinham infiltrações), pintadas e, mais importante, consegui trazer um móvel das Caldas da Rainha que adoro! É um móvel com mais de 40 anos, de madeira muito boa, que é uma combinação de estante e secretária. Desde pequena sempre adorei esse móvel, e agora trouxe-o para minha casa, para substituir a minha mesa e estante brancas. 

A mesa era grande demais - e quanto mais superfícies horizontais livres temos disponíveis, mais tralha se acumula nelas. A estante foi para o quarto dos meus filhos, que não são tão minimalistas quanto eu e têm muitos livros... O meu escritório já passou por muito (vê aqui), mas estou bastante contente com o atual set-up. Tenho pouco espaço de secretária, mas de qualquer modo eu faço a maioria do trabalho na universidade e uso pouco papel, por isso não preciso de muito espaço. Levei livros de trabalho que tinha aqui em casa para a universidade e guardei material escolar dos miúdos no quarto deles. Consegui enfiar tudo o resto na estante e ainda fiquei com muito espaço livre! 


Tenho prateleiras para livros e outras coisas e dois armários fechados, com portas de correr, para guardar coisas que ficam mal à vista. A impressora, por exemplo, está no armário de baixo; para usá-la é só abrir a porta! O melhor da estante é que tem uma gaveta debaixo da parte que é secretária, onde está a cadeira. Eu, que conheço esta estante desde que nasci, só em grande é que percebi que aquela parte de madeira era uma gaveta!



Do outro lado pendurei o quadro de cortiça, que fica tapado quando a porta está aberta. Do lado de cá do escritório tenho apenas o tapete de yoga no chão, mas isso fica para outro dia...

Agora que tenho o espaço físico, faltam as feramentas - tabuleiros de entrada, agenda, listas, etc... mas isso fica também para outro post!


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Obrigada!!

17/07/2015

O essencial socialmente

Tenho andado a rever alguns emails de leitores, muito interessantes, onde reflectem e me pedem para reflectir acerca de determinado assunto. Hoje encontrei um email da Ana, que me escreveu o seguinte:

"Como se minimiza pessoas? A sociedade? A Família? Os amigos? Sem magoar e nos afastarmos das pessoas?

Estamos numa sociedade com rotinas festivas, os exagerados almoços domingueiros de família (com muuuita comida e que no mínimo termina ao jantar). As festas de aniversários, festas religiosas e jantares só porque é bom comemorar qualquer coisa...

Como se minimiza estes exageros? Aniversários, exagero de prendas = consumismo = tralha, que muitas vezes são encostadas para um canto qualquer da casa.

Entre os aniversários, festas religiosas, casamentos, baptismos, 1º comunhão, Páscoa, Natal, etc., passamos o ano a festejar a consumir e a gastar dinheiro. 

O povo português está constantemente em festas, eu sozinha não vou conseguir mudar isso. Como se faz uma gestão de tempo, disponibilidade e de dinheiros? Eu falo por mim, sinto-me exausta, desde o natal não tenho parado, entre festas, jantares, aniversários, e já a fazer contas para a Páscoa em Abril e comunhões em Maio e Casamentos e Baptizados no verão. 

A minha família, os meus amigos, estamos inseridos nesta realidade, e verdade seja dita, "sou mal vista" se for mal vestida e se não der boas prendas, e sou criticada e acusada se não for.

O meu essencial é semana a trabalhar, não ir para lado nenhum ao fim de semana... 

Mas se me afastar das pessoas deixo de estar presente..."

Muito obrigada Ana pelo email! Este deu-me que pensar!...

Quando leio estes testemunhos fico sempre com uma sensação de que vim de outro planeta. Ou será que sou afortunada por nunca ter tido estas experiências? Mas vamos por partes.

Eu venho de uma família pequena (a paterna, com quem lidava mais durante os meus primeiros 18 anos de vida em Lisboa) e não muito dada a grandes convívios. Eu, filha única, os meus pais, avó, tia-avó e tio-avô. Aos domingos almoçávamos sempre os seis, num restaurante em Lisboa ou, se estivesse bom tempo, passávamos o dia em casa da minha avó em Oeiras. De vez em quando algumas amigas da minha avó juntavam-se a nós; algumas tinham netos da minha idade e era divertido. 

Desde pequena também ia, de vez em quando, a concertos de música clássica, sobretudo na Gulbenkian, com a minha avó e tios-avós. Também passava parte das férias em Oeiras ou nas Caldas da Rainha, terra da minha família paterna, e eram férias calmas, onde fazíamos alguma (pouca) praia, passeávamos pelo lindíssimo Oeste português, e eu lia muito. Há que ver que essa parte da minha família era composta por intelectuais de esquerda - e parece-me que todos eles eram introvertidos, tal com eu.

Sendo uma família pequena, os casamentos a que fui, de primos afastados, contam-se pelos dedos de uma mão. Os meus pais também não são muito amigos de festas, e tentam escapulir-se sempre que possível. Podia continuar aqui a contar episódios da minha infância, mas acho que já deu para perceber que a minha existência foi calma, rodeada de pouca gente e pouca confusão, e as atividades culturais foram sempre as privilegiadas. Usando as expressões da Ana, nunca tive exagerados almoços domingueiros de família, nem festas de aniversário ou jantares só porque é bom comemorar alguma coisa, e muito menos festas religiosas (família ateia). Não sei se o povo português está constantemente em festa, mas eu certamente que nunca estive!

A minha família materna alentejana/algarvia é um pouco diferente. É maior, tenho primos-irmãos, e era muito giro quando nos juntávamos todos em casa dos meus avós em Faro, durante o Natal. Aí sim, havia sempre almoços e jantares com muita gente e muita comida - mas era coisa que durava apenas uns dias e eram ocasiões especiais. 

Não sei o que é que teve mais influência, a natureza ou a educação (a velha discussão nature vs. nurture), mas o facto é que eu sempre fui uma pessoa que gosta de estar sossegada - gosto de estar sozinha, sou capaz de passar um dia inteiro a ler, não me faz confusão nenhuma ir ao cinema, a um concerto ou jantar fora sozinha. Nunca gostei de grandes ajuntamentos de pessoas, nem de festas, nem desses almoços em família que se prolongam até ao jantar. Por exemplo, hoje em dia, quando temos convívios no futebol (e temos muitos!), eu costumo ser a primeira a ir embora.

Lembro-me de umas férias em Espanha, já eu estava na Universidade, devia ter uns 18-19 anos, quando uma amiga da minha avó se virou para mim e perguntou-me, com ar sabedor, "Rita, tu gostas de ter uma vida simples, não gostas?". Na altura nem percebi o porquê da pergunta nem achei que fizesse muito sentido - eu, vida simples? O que é isso de uma vida simples e porque é que ela acha que eu gosto disso? Claro que agora faz todo o sentido...

Acho que tive muita sorte, essa é que é a verdade. Mais uma vez, não sei se é da natureza ou da educação, mas não consigo imaginar-me no meio de uma dessas grandes famílias com grandes almoços, muita gente, muitas festas, obrigações de dar prendas, de estar sempre presente... A família do J. também não é assim. Ele até gosta de um ou outro almoço ou jantar com o pessoal, mas tudo com conta, peso e medida. Ainda no outro dia falámos em convidar um casal amigo para vir almoçar cá à praia e eu sugeri convidar também outro casal (cada casal com 2 filhos), e o J. achou gente a mais. Portanto, a minha vida atual continua a não incluir grandes festas, almoços, jantaradas ou outros convívios.

Posto isto, nem sei como responder à pergunta da Ana "Como se minimiza estes exageros?" - eu nunca tive estes "exageros" na minha vida, por isso nunca tive que os minimizar. O que tenho percebido e aprendido desde que comecei a estudar psicologia é que esta nossa sociedade ocidental é feita de pessoas extrovertidas - daí estarmos sempre em festa. E é bem verdade que os introvertidos, como eu, são muitas vezes mal vistos - chamam-nos anti-sociais, bichos do mato e afins. Mas eu quero lá saber! 

Bom, este post já vai longo e nem respondi às questões da Ana... O que posso dizer, se agora me encontrasse numa situação como a dela, se agora me visse rodeada de gente e de festas "obrigatórias", é que tem que haver respeito. Há pessoas que gostam de andar sempre em festa, há pessoas que não gostam. Se para uns é ofensivo alguém faltar a uma festa de família, para mim também pode ser ofensivo acharem que tenho obrigação de andar sempre nesta roda do consumismo. Se os meus amigos e familiares gostam de mim e me respeitam, não têm que ficar ofendidos se eu não estiver sempre presente em todas as festas, em todos os convívios. Se ficam ofendidos com isso, se não respeitam as minhas opções, então para quê tê-los na minha vida? Se as pessoas, mesmo sendo familiares ou amigos próximos, me "obrigam" a ter um estilo de vida que me cansa, que me deixa exausta, e que até me pode trazer infelicidade, então para quê insistir nestes relacionamentos? 

Pode ser radical, irrealista (mais uma vez, nunca tive estes "exageros" na minha vida), mas é assim que vejo as coisas... E como eliminar aquilo que, para mim, não é essencial? Dizendo não! Mas claro que a maioria das pessoas não é capaz de dizer não, com receio de ofender os outros... 

A Ana diz "A minha família, os meus amigos, estamos inseridos nesta realidade, e verdade seja dita, "sou mal vista" se for mal vestida e se não der boas prendas, e sou criticada e acusada se não for."  Isto para mim jamais seria um problema - pessoas que me criticam e acusam por eu andar mal vestida ou por não dar boas prendas, não têm lugar na minha vida. É tão simples quanto isso.

E tu, o que achas desta temática do essencial "socialmente"?


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