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06/06/2014

As mudanças que ando a fazer na minha alimentação

Viver uma vida cada vez mais natural, mais saudável, mais livre de produtos químicos nocivos (já me bastam os produtos terríveis com que trabalho no laboratório) tem sido um grande objectivo meu dos últimos tempos.

Na alimentação, tenho feito cada vez mais a comida de raíz. Prefiro ser eu a fazer bolos, biscoitos, granola, até iogurte, em vez de comprar já feito. Feito em casa sabe melhor e sei exactamente o que lá ponho. Tenho privilegiado ingredientes biológicos e, se possível, de comércio justo. Os ovos que compro não são biológicos, mas são de galinhas livres. Só não compro muita carne e verduras biológicas porque os preços costumam ser proibitivos... Prefiro os alimentos (arroz, farinha, etc.) integrais e o açúcar branco não entra lá em casa... As sementes e super-alimentos como spirulina e bagas goji sairam de uma gaveta escondida e têm agora um lugar de destaque no armário da comida. 

Ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas estou muito contente com estas alterações que tenho andado a fazer na cozinha. Vou quase sempre almoçar a casa, gasto menos dinheiro... e sim, continuo a comer bastante chocolate, mas prefiro fazer salame ou chocolate caseiro ou um bolo de chocolate sem farinha (ou com farinha integral) do que comprar já feito, que é muito mais processado.

Depois de uns breves meses de vegetarianismo o ano passado, tenho agora vindo a adoptar o estilo intuitivo. Como o que me apetece, mas ouço o corpo. Começar a ouvir o corpo muda a nossa vida. Tento comer quando tenho fome, não por gula. Penso no que é melhor para mim. Preciso mesmo de repetir o prato, como estive quase para fazer hoje ao almoço (por gula, não por fome)? 

Quando como algo que não devo ou quando como demasiado, o corpo dá sinal e a mente também. No outro dia o meu pequeno-almoço foi uma tosta mista, um ucal e ainda um palmier coberto. Esse dia de trabalho não foi nada produtivo... Quando, pelo contrário, tomo um smoothie de fruta e vegetais ou iogurte com granola e fruta, a cabeça funciona muito melhor. Se como demasiado ao almoço, é muito difícil concentrar-me no trabalho à tarde. Se tenho um almoço mais leve mas nutritivo, a tarde passa-se muito melhor.

E não faz mal nenhum se um dia for almoçar fora e comer arroz branco ou batatas fritas ou fast food! Não pode é ser todos os dias a comer dessa maneira, pois o corpo e a mente ressentem-se... O meu pita dosha fica logo desequilibrado quando como coisas picantes (felizmente que não gosto muito de picante) e a minha barriga incha quando como muito feijão... Para mim é importante fazer escolhas alimentares saudáveis, conscientes, comer com moderação, com atenção plena, mas não me privar das coisas que gosto, como o chocolate ou um palmier coberto de vez em quando.

Uma coisa que tenho verificado nos últimos meses, não sei se é da prática de yoga ou... da idade e do abrandamento do metabolismo, é que tenho muito menos fome ao jantar. Basta-me uma sopa e fico bem. De manhã tenho que comer bem, um bom pequeno-almoço, um bom almoço, um lanche mais leve; ao jantar, uma sopa basta. Os yogis comem pouco (em comparação com o comum ocidental), penso que por estarem mais em contacto com eles próprios, têm mais consciência daquilo que realmente precisam...


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04/06/2014

Remédios naturais para crianças


O Guia de Remédios Naturais para Crianças da Sofia Loureiro é um livro que eu já conhecia há algum tempo mas ainda não tinha tido oportunidade de comprar e ler. A Editora Nascente foi fantástica e enviou-me um exemplar do livro, que muito agradeço!

Não conheço pessoalmente a autora do livro, a Sofia Loureiro, mas ela também é doutorada pela Universidade do Algarve e trabalhou em coisas semelhantes ao que eu faço (fitoplâncton, qualidade da água, Ria Formosa...). O facto de o livro ser escrito por uma pessoa doutorada, habituada a ler muito, a pesquisar muito, a olhar para todos os lados da questão, leva-me a ter muito confiança no que ela apresenta no livro.

A Sofia começa por introduzir os vários tipos de terapias naturais, como a fitoterapia, os florais de Bach, a hidroterapia, homeopatia, entre outras. Fala também sobre as práticas saudáveis para prevenir a doença, como alimentação, o sono, higiene, exercício físico, contacto com a natureza... De seguida, representando a maior parte do livro, a Sofia escreve sobre cada uma das queixas mais comuns em crianças e como tratá-las usando as terapias naturais. Muitas situações são abordadas, desde queimaduras, infecções, vómitos, medos, constipações, ansiedade, dentição e a que mais me interessa, o défice de atenção.

Como sabes, um dos meus filhos sofre de défice de atenção e está medicado com metilfenidato. Eu raramente lhe dou o comprimido, só em alturas de avaliações na escola  estamos precisamente numa dessas alturas, o frasco de comprimidos acabou e há mais de um mês que está esgotado em Faro... Entram então os florais de Bach! A minha mãe deu-me uns quantos florais há já algum tempo e eu nunca liguei nenhuma, mas agora, depois de ler o livro da Sofia e outras informações na internet, vou mesmo experimentar (para PDAH aconselha-se os florais Clematis e o Rescue Remedy, que combina vários florais num só).

Este livro, é, sem dúvida, para ter sempre à mão. São mais de 400 páginas que informação bem pesquisada que pode ser útil a qualquer momento. Eu não gosto de tomar medicamentos, não gosto de os dar aos meus filhos e só de pensar que a primeira vez que tomei antibiótico já tinha 14 anos e eles tomaram logo em bebés... enfim... Eu nestas coisas sempre fui muito relaxada, só os levo ao hospital quando é mesmo uma coisa séria e, felizmente, eles têm sido bastante saudáveis. Complementar ou substituir, consoante os casos, a medicina tradicional por alternativas mais naturais, agrada-me imenso e está em linha com o estilo de vida que tento levar. Se também pensas assim, aconselho-te este livro!

Podes adquirir o Guia de Remédios Naturais para Crianças na Wook ou nas livrarias. A Sofia tem também um blog e uma página no FB.



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02/06/2014

Porque é que eu ando descalça?

Eu sempre gostei de andar descalça em casa. Sinto-me mais livre, mais confortável, mais ligada à Terra. Mas só mais recentemente (1-2 anos) é que comecei a obrigar toda a gente que entra cá em casa (incluindo os jornalistas da SIC)  a descalçar-se... Mas porquê?

Os motivos principais são higiénicos. Deixar os sapatos à porta diminui a entrada de bactérias, produtos tóxicos, pó e outros detritos que estão nas solas dos sapatos. Assim, o chão da casa não se suja tanto. Isto para nós é importante porque fazemos muitas coisas no chão ou junto ao chão. Jogamos às cartas em cima do tapete da sala e comemos numa mesa baixa sentados em almofadas. Eu pratico yoga no chão, em cima do tapete de yoga. Os gatos andam no chão e podem espalhar o pó e lixo que vem da rua.

Por outro lado, acho mais confortável andar descalça, sem ter sapatos a restringir os movimentos. Até no trabalho eu me descalço, para poder sentar-me de pernas cruzadas... Andar descalço desenvolve a musculatura dos pés, tornozelos e barriga da perna, ajudando a prevenir lesões e doenças degenerativas nos pés.

Outra vantagem de andar descalço em casa é não espalhar o cheiro... a chulé... Se os sapatos cheirarem mal, coloco-os a arejar ou limpo-os, lavo os pés e não há cá maus cheiros pela casa. Os meus pés não costumam ter este problema, mas os dos miúdos...

Andar descalço também diminui o risco de ter pé de atleta e outras infecções que se desenvolvem em ambientes húmidos e escuros, como pés suados e fechados dentro de sapatos... Atenção que andar descalço não é aconselhado para pessoas diabéticas, pois pode aumentar o risco de lesões e infecção.

Queres começar a andar descalça em casa? Aqui ficam algumas sugestões:


|| Define um local junto à entrada de casa para colocar os sapatos

Os nossos sapatos estão guardados num armário no hall de entrada; quando chegamos, descalçamo-nos e colocamos os sapatos no chão a arejar (não gosto de guardá-los logo). 


Temos um banquinho caso seja necessário sentar, mas nunca o usamos para tal... é mais para pousar a mala e mochilas...



|| Oferece alternativas aos convidados

Nem toda a gente se sente confortável descalça. Tem ao dispor dos convidados pantufas ou aqueles protectores de sapatos que se usam nos hospitais. Recentemente a minha mãe ofereceu-me um conjunto de pantufas em vários tamanhos para os convidados. Não é que eu receba muitos convidados em casa, mas assim já não obrigo as pessoas a andarem descalças, como já aconteceu...



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09/05/2014

Novos hábitos, um de cada vez

aqui referi que não gosto nada daquela história da implementação dos hábitos... que tem que ser um de cada vez e que demora algum tempo (aqui há grandes divergências, mas um bom número são os 21 dias) até que o hábito se entrenhe. Eu não gosto destas premissas, mas a verdade é que... é mesmo assim que resulta.

Apercebi-me que há uma série de pequenos hábitos que fui adquirindo nos últimos meses... e um de cada vez.

No fim do ano passado, penso que em Novembro, comecei a beber água morna com sumo de limão ao acordar. No início custava, esquecia-me, sabia-me mal (ainda sabe), mas lá fui fazendo. A dada altura tornou-se uma coisa que faço sem pensar. 

Depois começei a fazer o oil pulling. O hábito de beber água com limão já estava bem estabelecido e foi só lembrar-me de fazer o oil pulling antes de beber o sumo. Como é uma seca estar 10 ou 15 minutos a bochechar óleo, tive que arranjar qualquer coisa para fazer durante esse tempo - lavo a louça que ficou da noite anterior, varro a cozinha se necessário, dou comida aos gatos, limpo-lhes o caixote... Em menos de nada, esse hábito também se entranhou em mim. Limões e óleo de coco biológico são dois produtos comuns nas minhas listas de compras.

Comecei também a fazer com regularidade uma técnica ayurvédica recomendada por muitos médicos ocidentais, incluindo o famoso Dr. Oz - o jala neti. Há tempos que ando a pensar em fazer um video sobre esta técnica, mas, resumidamente, o jala neti consiste em inserir água, geralmente morna e salgada, numa narina, com a cabeça inclinada, de modo a que a água saia pela outra narina. A passagem da água de uma narina para a outra limpa as fossas nasais e alivia imenso quem sofre de alergias (como eu), sinusites e coisas do género.

Depois, comecei a fazer smoothies para o pequeno-almoço, penso que no início deste ano. Comecei só com fruta, porque sabem muito melhor que os outros que levam vegetais... Este hábito foi o mais rápido a formar-se, porque, ao contrário da água com limão e do oil pulling, gosto mesmo de beber smoothies de manhã. E quando não bebo um smoothie ao pequeno-almoço, como aconteceu há uns dias, em que comi uma torrada com leite com chocolate, sinto diferença - se sinto!! Mais recentemente, comecei a fazer smoothies mais verdes (com vegetais) e sumos de vegetais. O açúcar da fruta não é uma problema para mim (nem para outros), ou seja, não me provoca picos de açúcar no sangue que depois dão fome, mas os vegetais, como aipo, pepino, couve, bróculos, cenouras, etc., têm muitas outras vantagens.

Outro hábito que já tive há alguns anos e depois deixei ou só fazia de vez em quando, era levar 1 litro de chá, geralmente verde, numa garrafa térmica para o trabalho. Agora não falha! Dá 4 chávenas de chá que vou bebendo ao longo do dia. Com este hábito de levar chá de ervas para o trabalho, deixei outro hábito menos bom - já não bebo chá preto!

Neste momento estou a trabalhar num outro hábito que dizem que faz maravilhas - a escovação corporal a seco (ou dry skin brushing). É fácil, não demora muito tempo e penso que será mais um hábito fácil de implementar!

Mas também tenho uma série de hábitos menos bons que ainda não consegui deixar... Por exemplo, um chocolate a seguir ao almoço não falha... preciso do cacau para o cérebro trabalhar. A parte boa é que já não o faço ao fim de semana e muitas vezes como o meu chocolate saudável em vez dos chocolates comerciais cheios de açúcar e outras coisas más...

E também há uma série de hábitos bons que ainda não consegui implementar... Por exemplo, ainda não consigo levantar-me todos os dias à hora desejada (6h), de forma consistente. Uns dias consigo, outros dias não (e tem a ver sobretudo com a hora a que me deito...). Também ainda não consigo ter uma prática de ashtanga vinyasa yoga 6 vezes por semana, como manda a tradição, mas isso está relacionado com o hábito de levantar cedo... Enfim...

O que interessa é que conseguimos realmente adoptar novos hábitos e livrarmo-nos de outros, pequenos ou grandes, se realmente trabalharmos nesse sentido!


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16/04/2014

40 ideias para viver de forma mais ecológica

Como estou de férias, vou re-publicar alguns posts mais antigos... este é de 4 de outubro de 2011.


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O meu blog anterior (do alto das minhas sabrinas) nasceu numa das alturas mais complicadas da minha vida (quando estava a preparar a defesa do doutoramento). Começou por ser um blog onde partilhava as pequenas mudanças que estava a fazer no meu dia-a-dia em direcção a uma vida mais "verde", visto que tomei a decisão consciente de diminuir a minha pegada ecológica. Como aconteceu com os meus blogs anteriores, que eram focados em temas específicos, rapidamente me cansei de ser definida apenas por uma coisa, como Rita, a crafter, ou a Rita ecológica ou a Rita, cientista ocupada. Sou uma pessoa com interesses ecléticos e queria um blog que reflectisse isso.
Nesse outro blog partilhei as muitas mudanças que experimentei em direcção a uma vida mais verde. Hoje quero partilhar convosco as alterações que realmente tenho mantido.

1) Evitar o uso de aquecedores/ventoinhas/ar condicionado, abrindo e fechando as persianas das janelas consoante o tempo lá fora. Ou seja, no inverno deixo as persianas abertas durante o dia para entrar sol e calor, e no verão fecho-as para evitar a entrada do sol e assim manter a casa fresca.

2) Reciclar tudo o que seja reciclável (papel, vidro, metal, plástico). Esta é óbvia, fácil, e não percebo porque é que não há mais gente a fazê-lo... Reciclar é só vantagens! O vidro e as latas de metal são 100% recicláveis e podem ser reciclados indefinidamente. A reciclagem de 1 tonelada de papel evita o abate de 15 a 20 árvores e poupa 2 mil litros de água. Ao reciclar plástico poupa-se energia e matérias-primas (petróleo).

3) Aderir às facturas electrónicas. Sim, odeio acumular papel... E para quê mais um papel e mais um envelope? As facturas em formato pdf podem ser guardadas no computador, onde ocupam muito pouco espaço e assim evitam-se os gastos com papel e tinta.

4) Desligar o computador ao fim do dia. Tanto em casa como no trabalho.

5) Usar lâmpadas de baixo consumo. Tirando 1 ou 2, todas as lâmpadas cá de casa são fluorescentes compactas. A substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo ou muito baixo consumo (fluorescentes e LEDS) é uma das medidas mais fáceis para diminuir o gasto de energia e, consequentemente, as emissões de CO2 para a atmosfera.

6) Tomar duches rápidos. Faço-o, não por razões ecológicas, mas porque tenho mais que fazer... A conta da água agradece. 

7) Lavar as mãos e a cara com água fria. Aliás, lavar a cara com água quente sempre me fez impressão...

8) Secar a roupa ao ar. Bem, nesta tenho sorte, pois vivo no Algarve. Mesmo no Inverno, a roupa seca bem (desde que não apanhe chuva, claro).

9) Aproveitar todas as potencialidades das bibliotecas públicas. Agora que doei dezenas de livros à biblioteca, quero aproveitá-la ainda mais. Na biblioteca cá do sítio é livros, é revistas, CDs, DVDs, actividades para os miúdos... tudo grátis. Portanto, além de poupar, não acumulo mais livros e CDs em casa. E com os prazos de entrega, é da maneira que de facto leio/ouço/vejo o que trago para casa.

10) No Natal e aniversários, presentear família e amigos com coisas feitas por mim. Desde que comecei a costurar, é o que faço, e dá-me muito mais prazer oferecer coisas feitas por mim, com amor e carinho, que coisas impessoais, fabricadas em massa.  Na altura, aderi logo à causa Buy Handmade, em que nos comprometemos a oferecer apenas produtos feitos à mão.

11) Ou dar outras prendas minimalistas, que usam menos recursos e evitam o acumular de tralha em casa. Falei disso aqui.

12) Não acender a luz da casa de banho. Durante o dia não é necessário, pois a casa de banho tem janela. À noite, a luz que vem dos candeeiros da rua é suficiente para tomar banho e usar a sanita. Só acendo a luz para tratar da cara, do cabelo e dos dentes. 

13) Lavar a roupa na máquina de lavar a baixa temperatura. Esta sempre fiz, mas mais por medo de estragar alguma peça mais sensível... 

14) Usar ambos os lados das folhas. Tenho um tabuleiro de folhas de rascunho, impressas de um lado, que podem ser usadas para imprimir no outro ou para tirar apontamentos, fazer listas, etc. 

15) Diminuir as margens dos documentos do Word para poupar papel. Faço-o há muito tempo, mas começou por motivos estéticos. Geralmente uso margens de 2 cm dos lados, em cima e em baixo, mas às vezes reduzo mais para caber tudo numa só folha. 

16) Comprar coisas em segunda mão. Há cerca de 2 anos comecei a comprar sobretudo roupa e livros em sites de venda de usados, como o Miau. Adoro, também já vendi algumas coisas, e correu sempre bem. Não me faz impressão nenhuma usar coisas que já foram usadas por outras pessoas, e devo dizer que um dos meus vestidos preferidos foi comprado em 2ª mão.  

17) Usar incenso em vez de ambientadores. Sempre gostei muito mais do cheiro do incenso... E sai mais barato. 

18) Comer gelados em cone em vez de copo de plástico. Desde sempre, adoro a bolacha! 

19) Acordar de manhã com o Sol e não com despertadores. Esta funciona bem sobretudo no Verão. O ano passado, em Outubro, antes da mudança de hora, eu andava desesperada, pois às 7 da manhã ainda era de noite e eu não acordava... Mas sempre fiz isto, desde pequena, e durmo sempre com o estore do quarto, não todo aberto, mas o suficiente para entrar bastante luz de manhã. E como o meu quarto está virado a Este e não tenho prédios a tapar o Sol, mal ele nasce, entra-me logo pelo quarto adentro. E assim o despertar é muito mais natural. Agora já estou mais disciplinada e acordo geralmente às 6 da manhã, mesmo ainda sendo de noite.

20) Fazer backups do trabalho em pens USB e discos rígidos externos em vez de CDs. Mas alguém ainda usa CDs para isso?? 

21) Usar ao máximo a máquina de costura para fazer coisas para a casa, roupa, arranjos, prendas, etc. Costurar é dos meus hobbies favoritos, e só tenho pena de não ter mais tempo para dedicar a esta actividade tão compensadora. 

22) Preferir embalagens de vidro em vez de plástico. Além de o vidro ser 100% reciclável, posso usar todos os boiões, frasquinhos e garrafas para os meus produtos caseiros de limpeza e beleza. 

23) Aproveitar toda a água que possa ser aproveitada. A água da chuva e a água do banho (aquela que fica a correr enquanto não vem a água quente). Pus um canteiro vazio na varanda virado para fora para apanhar a água da chuva, e baldes nas casas de banho para a água do banho. Com a água da chuva rego as plantas, a do banho uso na sanita, em vez do autoclismo. 

24) Falar de alternativas ecológicas a familiares, amigos e desconhecidos. Seja em pessoa ou através da internet!

25) Usar lenços de tecido para assoar em vez de lenços de papel. Uso lençóis velhos para isso. Corto quadrados com cerca de 20 cm de lado com uma tesoura zigzag e está feito.

26) Lavar a louça com água fria e não deixar a torneira a correr. 

27) Usar um copo para lavar os dentes. Há um ano atrás fiz o teste: com a água a correr gasto 2 litros de água; com um copo gasto 250 mL. 

28) Usar produtos de beleza naturais e feitos em casa. Alternativa ecológica e económica. Falei disso aqui.

29) Usar papel higiénico e papel de cozinha reciclado. Fácil, e o papel higiénico reciclado do Pingo Doce até é mais barato que o normal! 

30) Fazer várias alterações no computador para poupar energia. Alterei  o fundo do ambiente de trabalho para um mais escuro, diminui o brilho do monitor, alterei a protecção de ecran para uma toda preta, e instalei a Ecofont para imprimir documentos e poupar tinta.

31) Ir mais vezes a pé para o trabalho. Além de poupar gasolina, faço exercício físico!

32) Usar uma garrafa de água reutilizável em vez de garrafas de plástico. Uma garrafa Sigg, por exemplo, que são bem giras e resistentes.

33) Comprar produtos nacionais. Ando obcecada com o 560 e só não compro 560 quando não há... 

34) Usar sacos de compras em tecido. Tenho sempre um comigo, mas se as compras não couberem todas, acabo por levar sacos de plástico, que reutilizo como sacos de lixo. 

35) Rejeitar os sacos das lojas quando compro alguma coisa. Aceito quando são de papel, para usar como saco para a reciclagem de papel.

36) Aproveitar papel de embrulho e envelopes. Agora não vai nada fora! 

37) Comprar apenas peixe de espécies não ameaçadas. O Greenpeace disponibiliza uma lista de espécies que não devemos comprar.

38) Usar apenas 1 copo por dia. Em vez de tirar um copo para beber água e pôr na pia para lavar, mantenho-o junto do dispensador de água e uso-o 2 ou 3 dias seguidos. 

39) Comprar chá em folhas em vez de pacotes. Faço isso com o chá verde, mas ainda tenho muitos pacotinhos de chá cá em casa para gastar... 

40) Não usar secadores de mãos nem toalhas de papel em casas de banho públicas. Levei uma toalhinha para o gabinete para secar as mãos. Noutros sítios, secar as mãos nas calças de ganga sempre funcionou muito bem!


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20/01/2014

Para uma vida mais verde

Há já muito tempo que não partilhava aqui os ebooks do Bundle of the Week, mas achei que esta semana valia mesmo a pena!

Os 5 ebooks desta semana são sobre viver de forma mais verde e oferecem dicas práticas sobre limpeza da casa, beleza, actividades físicas, remédios herbais, etc.

Por apenas 7.40 USD (cerca de 5.50 euros), podes adquirir os 5 ebooks e escolher o formato (pdf, kindle ou epub).



Os 5 ebooks desta semana são os seguintes:

Common Sense Health by Laurie Neverman

23/12/2013

Uma manhã serena no interior algarvio

Esta manhã fomos passear. Estamos os quatro de férias, a casa está limpa e arrumada, os assuntos estão em ordem, as compras estão feitas e não tínhamos nada de importante para fazer hoje...

Saímos de Faro cedo, com o farnel no porta-bagagens, e rumámos à serra do Caldeirão para visitar o centro Budista Tibetano. O Centro Humkara Dzong situa-se no Malhão (Salir, Loulé), no segundo local mais alto do Algarve, a quase 600 metros de altitude. O frio sente-se bem... Mal chegámos a Salir, os vidros do carro embaciaram e aí percebemos que já não estávamos no litoral algarvio...


À entrada, este letreiro apresenta brevemente o centro e informa sobre algumas regras de conduta. Por exemplo, não se pode fumar, beber álcool, consumir drogas, fazer fogo, acender incenso, acampar, caçar, colher plantas e flores, e toda a vida deve ser respeitada neste local. 

Um pouco mais à frente está o Stupa. O Stupa é um monumento budista que representa a mente de todos os seres iluminados e é um símbolo do potencial que cada um tem para alcançar a iluminação.


O monumento situa-se mesmo no cimo de um monte e tem, por isso, uma vista fantástica a toda a volta, vendo-se até ao oceano... Andar à volta do Stupa no sentido dos ponteiros do relógio é considerado muito positivo, fazendo também votos para a paz mundial e para o bem-estar de todos os seres.


Saímos do Malhão e descemos em direcção à Rocha da Pena. Ficou a vontade de lá voltar para fazer o percurso pedestre de 5 km.

Continuámos a descer e, um pouco depois de Salir, virámos para a Fonte Benémola. A Fonte Benémola e a Rocha da Pena constituem o Sítio Classificado da Rocha da Pena e Fonte Benémola, uma área protegida onde se podem observar os melhores exemplos da vegetação do barrocal algarvio (barrocal é a zona de transição entre o litoral e a serra).


A Fonte Benémola é uma sítio lindíssimo!! Tem também um percurso pedestre de 4,5 km que faremos em breve (o objectivo da visita de hoje era fazer um piquenique lá). A vegetação e a fauna da zona são abundantes graças à ribeira da Menalva que, ao contrário de muitas no Algarve, tem água durante todo o ano. Aí ficámos durante algum tempo, sentados nas pedras, a ouvir a água a correr e os pássaros a cantar. Um sítio para voltar mais vezes, de certeza!



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16/12/2013

Nova receita de detergente para a roupa caseiro



Já há mais de 1 ano que não usava o detergente líquido para lavar a roupa caseiro... Farta de comprar detergentes comerciais cheios de produtos tóxicos, decidi fazer novo detergente, mas um que desse menos trabalho a fazer, que não exigisse estar a mexer a poção na panela...

Encontrei então uma receita de detergente para a roupa em pó que me pareceu óptima!



Ingredientes

> 2 chávenas de sabão azul
> 1 chávena de carbonato de sódio (confirmo que se vende nas drogarias como carbonato de soda - potassa; ultrapassa-me completamente o porquê de chamarem potassa a um produto que não tem potássio...)
> 1 chávena de bórax (vende-se nas farmácias)

Procedimento

> cortei o sabão azul aos bocados e pus na bimby para ficar às lascas
> juntei o carbonato de sódio e o bórax
> misturei e triturei tudo na bimby



Para usar na máquina de lavar roupa

> coloco 2 colheres de sopa do detergente
> coloco também vinagre de cidra (ponho a olho, mas deve ser meia chávena de chá) que funciona como amaciador de roupa (e a roupa não fica a cheira a vinagre)

Quando usei este detergente da primeira vez, o sabão azul não se dissolveu bem e tive que lavar a roupa novamente. Da segunda vez adicionei o vinagre e já não tive problemas. Estou a adorar este detergente em pó - e é bem mais fácil de fazer que o líquido...


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Posso pedir-te um favor? Preparei um pequeno questionário para saber o que é que os leitores querem ver no blog em 2014... se o preencheres, é uma grande ajuda! Muito obrigada!

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28/11/2013

O meu blog é neutro em CO2, neutraliza o teu também

meio-ambiente
Há dias recebi um email do gesto verde, uma campanha sem fins lucrativos promovida pela Guiato, uma startup brasileira que visa promover a sustentabilidade através do meio digital.  

A campanha é simples: será plantada uma árvore nativa do Brasil por cada post que for escrito sobre esta campanha. A ideia é anular a emissão de dióxido de carbono dos blogs, que ronda os 3,6 kg por blog e por ano.

Verde como sou, adorei a ideia e claro que aderi! Ao escrever este post, será plantada uma árvore em nome do meu blog! Que bom!

Tu também podes participar e tornar o teu blog neutro em CO2! Vê aqui como.



No gesto verde encontramos ainda ideias simples para reduzir o nosso consumo de papel. São ideias que já partilhei aqui no blog, mas nunca é demais relembrá-las:

> lê os jornais online - não compro revistas ou jornais em papel há séculos!

> evita imprimir materiais - o que eu imprimia mais eram artigos científicas, mas há anos que não imprimo nenhum; guardo o pdf e leio e faço anotações digitalmente

> usa papel reciclado - não costumo comprar papel reciclado visto que uso muito pouco papel, mas aproveito muito papel usado como folhas de rascunho

> imprime em ambos os lados - geralmente uso folhas de rascunho para imprimir

> usa a frente e o verso da folha de papel - faço isso com todas as folhas e os miúdos também usam as minhas folhas de rascunho para fazer desenhos

> compartilha revistas com amigos - eu não compro revistas, mas leio sempre a Visão e outras que a minha mãe compra

> visita a biblioteca - um dos meus locais preferidos; além de não gastar dinheiro nos livros que quero ler, quando levo algum para casa leio-o mesmo, pois tenho um prazo para devolvê-lo à biblioteca

> compra papel higiénico reciclado - já o faço há muitos anos

> coloca bebidas em garrafas térmicas ou reutilizáveis, em vez de consumir bebidas em embalagens TetraPak - adoro as garrafas Sig...



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27/03/2013

Como fazer mais exerício físico

O exercício físico é essencial para a nossa saúde e bem-estar. A prática regular de exercício traz-nos mais energia, dormimos melhor, andamos mais bem dispostos... são inúmeros os benefícios físicos e mentais da prática desportiva. No entanto, quando nos sentimos "sem tempo" ou o orçamento aperta, a primeira coisa em que cortamos é no ginásio. 

Mas não é preciso andar no ginásio para fazer exercício físico todos os dias!

Por exemplo, limpar a casa é uma forma de exercício físico. Limpa a casa de forma vigorosa, tendo sempre atenção à postura e respiração, e vais ver que quando acabares queimaste umas quantas calorias. Se não gostas de limpar a casa, começa a ver a tarefa por outro prisma: ao limpar, estás a fazer exercício físico! (temos que ver sempre o lado positivo das coisas...)

Deixar o carro em casa e andar mais a pé (ou de bicicleta) é outra opção. Se podes ir a pé para o trabalho, porque não? Além do exercício físico fantástico que fazes, não gastas dinheiro em combustível ou transportes e diminuis a tua pegada ecológica. Eu vivo a 2,5 km do meu local de trabalho e só depois de quase 7 anos a viver aqui é que percebi que podia muito bem ir para o trabalho a pé... Agora, não quero outra coisa (se bem que a chuva ultimamente não tem ajudado).

Se gostas de andar de bicicleta, não há nada melhor para descontrair e trabalhar os músculos que um passeio de bicicleta ao fim de semana. Investiga percursos perto da tua área de residência, para que não tenhas que andar na estrada com os carros (que de relaxante não tem nada...).


Se fores à praia ou ao parque, podes fazer alongamentos. Eu bem que tento fazer yoga na praia, mas sem um tapete é complicado (os pés enterram-se na areia e é difícil manter o equilíbrio nas posturas de pé). Se tens filhos, os passeios à praia são óptimos para se exercitarem todos. Os miúdos adoram jogar à bola - porque não te juntas a eles? Ou à apanhada, ou qualquer outro jogo que implique movimento. Qualquer actividade que te faça mexer e trabalhar o corpo é benéfica, desde que o faças de forma consciente e sempre com atenção à respiração (nada de suster a respiração quando se fazem esforços...).

Investiga também actividades desportivas oferecidas pela autarquia. As câmaras municipais costumam ter programas para pôr a população a mexer - a custo zero ou muito baixo. Os equipamentos municipais como piscinas, pistas de atletismo, etc., costumam estar ao dispôr dos munícipes a preços amigos.

E se a desculpa para não fazer desporto é a "falta de tempo", lembra-te que fazer desporto devia ser tão importante como comer ou dormir. Portanto, se ainda não é uma prioridade para ti, devia ser. Basta, por exemplo, dares um passeio a pé durante 1 hora em vez de passares essa hora em frente da televisão a mudar de canal ou a ver programas que não interessam. (lê também Como arranjar mais tempo e Uma semana tem 168 horas)

Portanto, não há desculpas!! Se quisermos, conseguimos arranjar tempo para o exercício físico e podemos fazê-lo de borla!

23/03/2013

Limpeza verde

O minimalismo anda de mãos dadas com o ambiente. Ao ter apenas aquilo de que precisa, o minimalista ocupa menos espaço na Terra e produz menos lixo - o minimalista tem, portanto, uma pegada ecológica menor.

Muitas das alterações que fiz quando decidi viver um estilo de vida minimalista contribuiram de forma significativa para melhorar o ambiente à minha volta. Apurei a minha consciência ambiental e comecei a preocupar-me seriamente com a minha pegada no planeta. Afinal, só temos este planeta para viver e, da mesma forma que nos preocupamos com a limpeza da nossa casa, devemos preocuparmo-nos ainda mais com este grande lar que nos dá todos os recursos de que precisamos para viver.

Uma das mudanças mais fáceis de implementar em direcção a uma vida mais verde é nos produtos de limpeza que usamos em casa. Com tantos produtos naturais que podemos usar nas limpezas, não faz sentido continuar a consumir produtos carregados de químicos que, além de nos poderem fazer mal, prejudicam o ambiente. Adicionalmente, os produtos naturais ficam muito mais baratos e, como não são tóxicos, podem ser manipulados por qualquer pessoa - incluindo as crianças, sendo portanto uma excelente maneira de as envolver nas tarefas domésticas.

Sendo minimalista, não quero usar um produto para cada coisa. Mesmo naturais e caseiros, não quero ter um spray para as bancadas da cozinha, uma mistura para o lava-louças, um desinfectante para a casa de banho... Quero usar o mínimo de produtos possível para uma limpeza rápida e eficaz. O vinagre é o meu maior aliado. Também uso bicarbonato de sódio para limpezas mais profundas.

Os produtos que uso actualmente na limpeza da casa são estes:

Para limpeza da cozinha, casa de banho e alguns móveis - spray multiusos de vinagre

Mistura de água e vinagre em partes iguais. Faço em frascos de spray de 1 L e adiciono uma colher de chá de detergente da louça e, por vezes, umas gotas de óleo essencial (gosto do óleo de laranja doce pois além de cheirar bem, é dos mais baratos).
Tenho frascos com esta mistura na cozinha e casas de banho. Na cozinha limpo as bancadas, fogão, frigorífico, mesa, móveis e até azulejos com este produto. Na casa de banho também o uso para limpar tudo. Esta mistura é óptima para as limpezas diárias; para limpezas mais profundas, sobretudo na casa de banho, adiciono outros produtos, como bicarbonato de sódio.
Também limpo os móveis pintados de branco e os de melamina com esta mistura; já usei uma mistura com menos vinagre para os móveis, por precaução, visto o vinagre ser ligeiramente abrasivo, mas esta fórmula com mais vinagre não dá problemas.
Também limpo os interruptores da luz e muitas outras coisas com esta mistura. 
Para limpar alguma coisa mais suja, posso usar vinagre puro.

Para limpeza de vidros e espelhos - água, vinagre e álcool

Num frasco de spray misturo 1 chávena de água destilada, um quarto de chávena de vinagre e 1,5 colher de chá de álcool etílico.

Para limpeza profunda da sanita, lavatório, banheira, lava-louça, etc - bicarbonato de sódio e vinagre

Para limpezas mais profundas na cozinha e casas de banho, deito bicarbonato de sódio e depois borrifo com vinagre puro. Passados uns 10 minutos esfrego bem e passo água quente (ou puxo o autoclismo no caso da sanita). Para o exterior da sanita, assento e autoclismo, uso o multisusos de vinagre. E confesso, às vezes uso lixívia nas sanitas...

Para limpeza de móveis de madeira - limão e azeite

Ao sumo de meio limão junto uma colher de sopa de azeite; depois de bem misturado, limpo os móveis de madeira com um pano bem limpo. Podem também adicionar-se umas gotas de óleo essencial de limão à mistura. Este produto aguenta uns dias no frigorífico, mas eu faço de fresco de cada vez que uso.

Para limpeza das paredes pintadas - água e vinagre

Quem tem crianças e animais de certeza que sofre como eu com as paredes da casa cheias de dedadas, patinhas, desenhos... Os meus filhos já não pintam as paredes, mas ainda lá deixam dedadas e pegadas, assim como os gatos. Aprendi com a experiência que, se é para pintar as paredes, mais vale usar uma boa tinta de uma boa marca, que possa ser lavada e não saia. Estas tintas são obviamente muito mais caras que muitas outras, mas a médio-longo prazo, valem a pena. É um desespero tentar tirar dedadas à volta dos interruptores e vir a tinta da parede atrás...
O que faço para tirar dedadas e pegadas e outras nódoas que se vão instalando nas paredes pintadas é simplesmente esfregar com um pano bem limpo, molhado em água quente e um pouco de vinagre.

Para lavar a roupa - bórax, carbonato de sódio e sabão azul

Receita aqui. Confesso que não uso este detergente para a roupa desde que parti o pé o ano passado, mas tenho que começar a usá-lo novamente...

Para lavar o chão de madeira e mosaicos - água quente e vinagre

Para lavar o chão de toda a casa, encho meio balde com água quente, junto uma chávena de vinagre e umas gotas de detergente da louça. Infelizmente, continuo a esfregar as juntas dos mosaicos com o produto horrível que falei aqui, mas só quando o vinagre puro não funciona...


Como vêem, a maior parte da casa pode ser limpa com vinagre, a versão diluída para limpezas mais simples e a versão pura para limpezas mais profundas. Para estas limpezas mais profundas pode juntar-se bicarbonato de sódio ao vinagre puro; umas gotas de sumo de limão no bicarbonato de sódio também fazem maravilhas. O vinagre e bicarbonato de sódio em partes iguais também podem ser usados nos canos, deixando repousar, esfregando depois com uma escova de dentes velha e terminando com água a ferver. O vinagre só não deve ser usado em pedras naturais como o mármore, visto que o vinagre é um ácido e os ácidos são corrosivos.

Uso também sal grosso nos tachos, para desincrustar a comida queimada, e bicarbonato de sódio para absorver odores, por exemplo, dentro do frigorífico ou junto do balde do lixo. As cascas de laranja e de limão também servem de ambientadores, mas o meu produto preferido para dar cheiro à casa é o incenso. Queimo pelo menos um pauzinho de incenso por dia e quanto mais intenso o cheiro, melhor! E além de cheirar bem, o incenso tem um efeito super relaxante... 

E vocês, que produtos naturais usam para limpar a casa?

27/02/2013

Ainda a questão dos carros

Já aqui muito falei sobre a questão do ter ou não ter... carros. Ou dois carros, como nós temos (mais a mota e bicicletas), sendo que muitas vezes ficam os dois à porta de casa. Pensei seriamente em vender um dos carros. Mas finalmente decidi que, já que os carros estão pagos, não nos compensa vender um deles por tuta e meia. 

Decidi então pegar no carro que andava menos e pô-lo bonito. Está neste momento a ser pintado e depois vou arranjar o que for preciso. O carro está bom em termos mecânicos... em termos estéticos é que nem por isso.

Os dois carros aindam duram alguns anos e por isso vamos estimá-los mais. Um carro serve, para mim, para nos levar do ponto A ao ponto B em segurança. Enquanto podermos contar com os nossos para isso, é para mantê-los. Quando morrerem de vez, então compra-se outro (usado, mas novo nas nossas mãos). 

É uma questão de prioridades. O J. tem uma qualquer pancada pelo Ford S-Max, mas nós não precisamos de um carro daquele tamanho. Precisamos de um carro que nos leve, aos quatro, onde queremos. E os nossos fazem isso. Em vez de gastar o dinheiro em créditos para comprar uma qualquer bomba para impressionar os outros (como tanta boa gente faz...), prefiro gastar o dinheiro noutras coisas - e a poupar para rainy days. Já comecei a direccionar parte das nossas poupanças mensais para a compra de um carro, quando chegar a altura. Nem pensar pedir empréstimos ao banco! E quando os dois carros morrerem de vez, compramos um só. Um carro chega-nos perfeitamente, mais a mota e as bicicletas.

Claro que se em Faro houvesse ciclovias decentes e um sistema de transportes públicos eficaz, a necessidade de ter carro ainda seria mais reduzida. Não ter carro não seria assim tão grave para nós e neste aspecto temos realmente muita sorte. O J. pode ir de bicicleta para o trabalho (como já o fez durante 2 meses) e eu posso ir a pé ou de bicicleta, como faço muitas vezes. A escola dos miúdos é a 5 minutos a pé de nossa casa. E cá em Faro não faz assim tão mau tempo quanto isso que impeça este tipo de deslocação. Para nós, um carro só é mesmo necessário para ir a algumas das actividades dos miúdos - e não seria, se os transportes públicos fossem melhores.

Para dizer a verdade, às vezes penso no tempo que gasto a ir e vir a pé para o trabalho. É quase uma hora por dia; de carro, são menos de 15 minutos diários... Mas a pé, ando 5 km por dia. A pé, não gasto gasolina. A pé, tenho mais tempo para mim, para ouvir música, para pensar, até para meditar. A pé, passo menos tempo no trabalho, mas tenho mais energia. Tudo somado, as vantagens de ir a pé ultrapassam as desvantagens. 

Sim, pus um dos carros a pintar e vou gastar algum dinheiro com ele, o que parece uma contradição em relação ao que acabei de escrever. Mas já que o tenho e não me compensa vendê-lo, ao menos vou aproveitá-lo. Quando um dos carros morrer, ainda temos outro. E assim evito mexer nas poupanças antes do tempo... 

(este post serviu, basicamente, para me convencer a mim própria que o dinheiro que vou gastar na pintura do carro é dinheiro bem gasto...)

E vocês, já tiveram estes dilemas? Já pintaram um carro inteiro??

28/01/2013

Trocar o carro pela bicicleta


Somos uma família de dois adultos e duas crianças, e temos dois carros e uma moto4. Os veículos são nossos e estão todos pagos. 

Quando comecei a simplificar a minha (a nossa) vida, comecei a ir mais vezes a pé para o trabalho (é uma caminhada de 25 minutos). Muitas vezes, ficava um dos carros e a mota parados à porta de casa. Apercebi-me rapidamente que não precisamos de três veículos. Tentei explicar isto ao J. Ele sempre achou que os dois carros são necessários.

Há uns meses comprei três bicicletas, uma para mim e duas para os miúdos. Queria comprar uma bicicleta para o J., mas ele só queria uma toda xpto, e para ficar guardada a maior parte do tempo não valia a pena. Comecei a andar de bicicleta e, de vez em quando, a ir de bicicleta para o trabalho (não vou mais porque não há ciclovias e a estrada não é lá muito segura para as bicicletas). O J. continuou a ir de carro ou de mota para o trabalho, que fica a menos de 3 km de casa (o meu fica a cerca de 2.5 km).

Até que, em Dezembro, o J. recebeu uma carta... a dizer que tinha que ficar sem carta de condução durante dois meses. Para mim, foi ouro sobre azul! Não havia volta a dar - o J. precisava mesmo de uma bicicleta para ir para o trabalho. Lá fomos comprar uma e ele começou a ir de bicicleta, todos os dias. 


O J. já anda nisto há mais de 1 mês e o tempo tem ajudado - chove, mas não nas horas a que ele faz as deslocações. Faz exercício físico todos os dias (e a última parte do caminho para casa é uma subida bem puxada), apanha ar puro, poupa gasóleo, não tem que procurar lugar para estacionar o carro... Quando a carta de condução voltar, ele vai continuar a ir de bicicleta - pode ir uma vez ou outra de carro ou de mota, mas a bicicleta sem dúvida que veio para ficar!

No outro dia ele disse-me que devíamos vender um dos carros (um dos carros até ficou sem bateria por estar parado). Umas vezes acho que sim, que devemos vender um dos carros, outras vezes acho que não, que mais vale manter os dois pois são nossos e não dão muita despesa, outras vezes não sei... Tenho andado indecisa em relação a isto... Se vivêssemos em Lisboa ou noutro sítio com uma boa rede de transportes públicos, não haveria dúvidas em relação ao caminho a tomar, mas aqui em Faro... Enfim!...

Adorei ler este post da Nathalie, uma nativa de Montreal, sobre este assunto de não ter carro. O carro dela avariou e em vez de gastar imenso dinheiro no arranjo, ela optou por ficar sem carro. O que é que mudou na  sua vida? Resumidamente, mais tempo ao ar livre, mais exercício físico, menos stress, mais perda de peso, mais presença no momento, mais tempo de qualidade com a família, e, claro, mais poupanças.


E vocês, andam de bicicleta no dia a dia?
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