16/01/2013

A manhã perfeita

a sunny and quiet afternoon at home
(a foto foi tirada numa tarde de sol, mas as manhãs são muito parecidas - mas com menos luz...)

Eu sou uma madrugadora - já o posso dizer! Depois de mais de um ano a sonhar (e a tentar) ser uma early riser, posso dizer que cheguei lá. Quando me levanto às 6h já me parece tarde!...

Não há dúvida que os dias em que me levanto cedo (leia-se, às 5h30 da manhã) correm muito, mas muito melhor. Quando chego ao trabalho às 9h, chego já com um sentimento de dever cumprido. E isso dá o tom para o resto do dia - e tudo corre melhor!

Até chegar aqui demorei meses... e dei vários passos:

Encontrar a hora ideal para acordar
Custou encontrar a hora ideal para acordar. Às 6h parecia-me demasiado apertado para escrever e fazer exercício físico, às 5h parecia-me cedo demais. Depois de listar as coisas que queria fazer de manhã e o tempo que queria para cada actividade, decidi-me pelas 5h30.

Despertar de forma agradável
Eu sempre gostei de acordar com música e há muitos, muitos anos que acordava com a Antena 2. No entanto, no inverno, noite cerrada lá fora, nem a Antena 2 me arrancava da cama a maioria das vezes - mas a wake-up light sim! Com a wake-up light, o sol começa a nascer no meu quarto e os passarinhos despertam-me à hora marcada.

Uma chávena de chá quente
Não bebo café, mas uma chávena de chá preto bem forte quando acordo nunca falha - mesmo no verão.

Aproveitar o silêncio da manhã para meditar
Comecei a meditar há cerca de 2 meses e só tenho pena de não ter descoberto esta prática há mais tempo. A meditação tem inúmeras vantagens - incluindo melhorias nas conexões cerebrais.

Trabalhar em coisas que me apaixonam
A minha cabeça funciona muito melhor de manhã. Outrora aproveitava estas horas da manhã para a escrita cientifica, mas como também gosto de escrever outras coisas que não consigo (ou não devo) durante o dia de trabalho, comecei a aproveitar as manhãs para tal.


Desde o início do ano que as minhas manhãs são mais ou menos assim:

(22h00 - hora de deitar)
05h30 - levanto-me; vou directa à cozinha pôr a água a ferver para o chá; vou à sala ligar o computador e desligar o alarme do telemóvel, que toca 10 minutos depois do despertador do quarto; dou os bons dias no Bom Dia Manhãs, via mobile (às vezes falha...)
05h40 - 05h50 - medito durante 10 minutos (mas quero aumentar o tempo da meditação)
05h50 - 07h45 - escrevo; estou a trabalhar num livro e além de escrever, também faço pesquisa nesta altura; não vejo emails nem redes sociais
07h45 - 09h00 - despacho-me, acordo os miúdos, pequenos-almoços, escola, e chego ao trabalho por volta das 9h (ou um pouco depois, se for a pé)

Costumava fazer exercício físico (o Ripped in 30) às 7h, mas percebi que aproveito melhor o tempo se o fizer numa altura em que não consiga fazer trabalho concentrado, como à tarde quando chego com os miúdos a casa. Enquanto eles lancham, faço o dvd.

E tu, como aproveitas as tuas manhãs?

14/01/2013

Trabalhar em casa - 5 novos livros

Os 5 livros desta semana do Bundle of the Week são sobre trabalhar a partir de casa - um tópico que me apaixona!


O pacote custa 7,4 USD (não chega a 5 euros) e os livros incluídos são os seguintes:


Work Shift by Anne Bogel
Smalltopia by Tammy Strobel
The Bootstrap VA by Lisa Morosky

Consegue mais, fazendo menos

Como sabem, eu devoro tudo o que seja ebooks sobre produtividade e gestão do tempo. Quanto mais leio, mais me identifico com a filosofia de vida do Leo Babauta (até mesmo com a história de viver sem objectivos). Por isso, depois de ter lido o seu livro The Power of Less várias vezes, vou finalmente implementar as suas estratégias ao meu trabalho. Os princípios de produtividade do Leo são, claro, baseados na filosofia minimalista e aplicam-se a qualquer área da nossa vida:

1. Estabelecer limites
2. Escolher o essencial
3. Simplificar
4. Focar
5. Criar hábitos
6. Dar pequenos passos

Aplicados ao trabalho, estes princípios dão origem a uma estratégia de planeamento e execução de tarefas altamente eficaz. E não é só o Leo que o diz. Há quem tenha experimentado e obtido excelentes resultados.

São apenas 3 coisas muito simples:

1. Um só objectivo
2. Três projectos
3. Tarefas mais importantes

Como é que eu vou aplicar isto ao meu trabalho?

1. Um só objectivo
Como já referi, cada vez compreendo melhor o conceito de viver sem objectivos e como é que as pessoas até se tornam mais produtivas desse modo. Sempre me custou estabelecer objectivos (os tais SMART goals: específicos, mensuráveis, realistas, relevantes e temporizáveis) a médio ou longo prazo, portanto o viver sem objectivos soa-me muito melhor do que estratégias contrárias. Como diz Stephen M. Shapiro no seu livro Goal-Free Living  (que adorei - segue-se review em breve), viver sem objectivos é ir do ponto A ao ponto B usando uma bússola e não um mapa. O Leo escreveu The Power of Less antes de começar a usar a bússola, mas mesmo quando usava o mapa, ele focava-se num único objectivo de cada vez, de maneira a investir toda a sua energia nesse único objectivo. O meu One Goal? Ser feliz.

2. Três projectos
As pessoas envolvem-se em demasiadas coisas ao mesmo tempo, sobretudo porque não sabem dizer não ou não conseguem focar-se no que é mais importante. Eu já passei por esta fase, e agora digo não, faço o que gosto e faço-o melhor. Mas mesmo assim tenho demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo, o que é próprio do meu trabalho. É impossível focar-me apenas numa só coisa, por exemplo, escrever um artigo científico, e não fazer mais nada até o acabar. Mas é possível escolher três projectos importantes (que não têm necessariamente que ser todos relacionados com o trabalho) e focar-me quase exclusivamente neles. Quase, porque como disse, estão sempre a aparecer outras coisas que têm que ser feitas. O que vou tentar fazer a partir de Janeiro é escolher 3 projectos, trabalhar neles e acabá-los todos antes de começar outros 3, tal como recomenda o Leo. No entanto, vou reservar um dia da semana para fazer as outras coisas: reuniões com alunos, revisão de artigos, escrever resumos para congressos, tratar de burocracias, etc.

3. Tarefas mais importantes
Estabelecer MITs diárias é aconselhado por muitos gurus da produtividade e a coisa realmente resulta. Depois de completar essas 3 tarefas mais importantes, o resto do dia é canja!

11/01/2013

A vida simples de pessoas reais - Ana

Olá! Sou a Ana, vivo no Porto, tenho 28 anos e sou vegan. Sempre fui uma pessoa muito organizada. Sempre gostei de listas, de limpezas, de planear as coisas com antecedência e nunca gostei muito de datas pré-definidas para se festejar determinada coisa.

Descobri o minimalismo numa altura em que andava ainda mais virada para a organização. Como tinha mudado de casa para viver com o namorido há relativamente pouco tempo, ainda havia bastantes coisas que queria organizar, nomeadamente coisas antigas que já não usava, mas queria guardar… Tinha até já feito uma lista no site do Ikea com todas as caixas, caixinhas e acessórios que queria comprar… Nessa altura descobri este blog (através de outro penso eu) e fez-se luz!

Comecei a colocar imensas coisas em questão e descobri que o mais sensato era de facto livrar-me de tudo aquilo que queria guardar. Se não ia usar e não, para quê gastar dinheiro em caixas e desperdiçar espaço em casa com isso?! Eu só pensava: “Como é que não me lembrei disto antes?”. A verdade é que não me lembrei e foi graças a este blog que descobri este estilo de vida e muitos outros blogs (sobretudo americanos) sobre o assunto. Outra coisa muito boa é que o minimalismo vai de encontro às preocupações ecológicas que sempre tive e foi também por isso que comecei a usar produtos de limpeza caseiros (sempre o quis fazer mas não sabia bem como…).

Antes de dar início ao verdadeiro destralhamento, comecei por ler muito sobre o assunto (como faço sempre com qualquer tema que me interessa; foi assim que me tornei vegetariana). Só depois comecei a pôr todos os conselhos e teorias em prática. Desde que comecei (está a fazer um ano por esta altura) já me livrei de imensas coisas. Dei mesmo muita coisa a instituições, amigos e familiares, coloquei muitas outras coisas no lixo e vendi outras. Livrei-me de roupa/sapatos/carteiras/acessórios, livros, cds, utensílios de cozinha, objectos de decoração, tapetes, imensos papéis e fotografias, souvenirs e lembranças (que fotografei), contas bancárias, perfis em redes sociais, conteúdo digital, telemóveis antigos e muito mais.

No entanto, fiz as coisas de uma forma gradual, até porque não vivo sozinha. Todos os dias registava novas coisas para arrumar. Sempre que me lembrava de uma zona nova para arrumar ou de algo para dar ia registando no telemóvel, pois não queria deixar escapar nenhuma ideia. Todos os dias, ao final do dia, tinha sempre algo novo para destralhar e isto estendeu-se durante vários meses… Como não vivo sozinha algumas coisas tiveram que ser negociadas e como nem toda a gente é como eu, algumas das coisas estão simplesmente guardadas. Assim continua a ser fácil limpar a casa e como fiquei com muito espaço livre nos armários, posso bem arrumar algumas coisas. Afinal se com o minimalismo se aprende a valorizar as pessoas e as relações em detrimento das coisas, não faz muito sentido nos chatearmos com as pessoas mais importantes por causa das ditas coisas, certo?

Acho que só passado uns três ou quatro meses comecei verdadeiramente a sentir os efeitos deste estilo de vida. Tinha muito mais tempo para mim e para as coisas que mais gosto de fazer e sobretudo (que era um dos grandes objectivos) gastava muito menos tempo a limpar a casa. Quanto ao organizar a casa (refiro-me àquelas grandes organizações que fazemos de x em x tempo, tipo spring cleaning) simplesmente deixei de o fazer! Não se organiza tralha! Em vez de organizar prefiro destralhar! Sei que se sentir a necessidade de organizar algo a fundo então é porque tenho coisas a mais!

Passei também a praticar exercício físico com mais regularidade (que era algo que já não conseguia fazer de forma consistente há muito tempo mesmo), comecei a meditar e a relaxar (coisa que sempre achei impossível pois sempre fui uma pulga eléctrica!), comecei a escrever (algo que já queria fazer há muito tempo) e passei a dedicar-me mais à cozinha (que sempre adorei!).

No fundo descobri mesmo um novo eu! E isto não aconteceu simplesmente porque me livrei de tralha. Aconteceu sobretudo porque a seguir à tralha, vieram os compromissos, as cismas, as histórias do passado, as relações que já não interessam e só nos fazem mal, o ligar ao que os outros pensam… aí sim ainda senti mais os efeitos do minimalismo e por isso não poderia estar mais feliz. Com a correria dos dias vamos acumulando camadas e camadas no nosso ser e o minimalismo permite justamente ir retirando camada a camada e perceber o que é mais importante para nós e aquilo que precisamos de mudar. Para além disso, graças ao minimalismo poupei imenso dinheiro, o que numa altura como esta é mesmo muito bom!

Numa frase posso dizer que me tornei muito mais feliz! O próximo ano será sobretudo para colher os frutos desta mudança e, por isso, será “goal-free” (inspirado por ti e pelo Leo Babauta). Obrigada Rita!

Ana Martins - Ana, Go Slowly

~

Queres participar? Envia-me um texto a contar a tua jornada em direcção a uma vida mais simples e de que forma este blog te influenciou, para o email rita.busywoman (at) gmail.com. Obrigada!

09/01/2013

Podes comprar felicidade (e é barato)


You can buy happiness (and it's cheap): how one woman radically simplified her life and how you can too é o novo livro de Tammy Strobel, uma escritora/blogger americana entusiasta da vida simples e das tiny houses.

Que livro maravilhoso e inspirador! A Tammy conta-nos a sua história e os passos que deu para simplificar a sua vida e adiciona ainda muitas outras histórias de pessoas que também o fizeram. A Tammy tinha um bom emprego, um bom ordenado, um bom apartamento, dois carros que partilhava com o marido Logan. No entanto, não era feliz. Estava endividada, passava horas dentro do carro para chegar ao trabalho, trabalho esse que odiava, e gastava dinheiro em coisas que não interessavam. Tammy apercebeu-se que não queria viver essa vida e, aos poucos, Tammy e Logan foram simplificando as coisas. Hoje vivem numa tiny house, não têm carros, não têm dívidas, deslocam-se de bicicleta e a Tammy deixou o emprego para se dedicar à sua paixão, a escrita. E o mais importante: são muito mais felizes assim. 

O livro conta-nos esta longa jornada e as lições que Tammy foi aprendendo pelo caminho, assim como as suas dúvidas, as suas lutas, as discussões com Logan, os seus medos e receios por estar a seguir uma vida fora dos padrões considerados normais pela sociedade. O livro é um relato muito pessoal e apaixonante da vida de Tammy e de outras pessoas com as quais ela se cruzou. Cada capítulo é rematado com micro-acções, que são pequenas tarefas para o leitor fazer e questões para reflectir. 

Um livro que adorei, que me deixou inspirada e com ainda mais vontade de simplificar a minha vida e colher os frutos maravilhosos de uma vida simples: mais tempo para aquilo que é importante.

07/01/2013

Mais 5 livros: motherhood & parenting


Nova semana, novos 5 ebooks no Bundle of the Week
O tema desta semana é Motherhood & Parenting. Os 5 livros são os seguintes:

Nurturing Creativity by Renee Tougas

Mindset for Moms by Jamie Martin



Steady Days by Jamie Martin

Se tens filhos ou estás a pensar nisso, aproveita! Podes ter os 5 livros por apenas 7.40 USD (não chega a 6 euros), mas é só até ao próximo domingo...

O poder do menos


The Power of Less é um dos livros do Leo Babauta, um dos precursores do minimalismo na era moderna. The Power of Less, ou o poder do menos, é um dos livros fundamentais do minimalismo, tanto da sua filosofia como da sua aplicação prática. É um livro que já li pelo menos 3 vezes. 

O livro é mais orientado para a produtividade e gestão do tempo, definição de objectivos, projectos, tarefas e rotinas. Está dividido em duas partes: os princípios e a prática. 

Os princípios da produtividade são seis: estabelecer limites, escolher o essencial, simplificar, focar, criar hábitos e começar devagar. A teoria por trás destes princípios é explicada na primeira parte e depois aplicada à vida do dia a dia. 

A segunda parte do livro é sobre a aplicação destes princípios ao estabelecimento de objectivos, projectos e tarefas, ao email, à internet, aos papéis, aos compromissos, às rotinas.

Em relação aos objectivos, o Leo é apologista (ou era) do One Goal System, ou seja, devemos focarmo-nos num só objectivo de cada vez. Devemos também elaborar uma lista de projectos em que estamos envolvidos, mas dessa lista devemos escolher apenas 3 e completá-los antes de iniciar outro. Os projectos são divididos em pequenas tarefas e em cada dia devemos estabelecer as 3 tarefas mais importantes (MITs) para esse dia, focarmo-nos nelas e completá-las antes de fazer outra coisa. As longas listas de coisas para fazer, que geralmente nunca são todas feitas, só trazem stress e desilusão. As pequenas tarefas, como fazer telefonemas, recados, arquivar papéis, etc., devem ser feitas em batches, ou seja, devem ser agrupadas e feitas todas de seguida.

Em relação à gestão do tempo, o Leo, claro, tem uma abordagem minimalista e aberta. Diz ele que em vez de deixarmos a nossa vida ser regulada pelo calendário, devemos deixá-la ser regulada pelo momento. Para gerir o tempo de forma simples e descomplicada, devemos estabelecer as tarefas mais importantes para o dia e fazer uma coisa de cada vez (single-task). Em vez de organizarmos e tentarmos fazer mais e mais, as tarefas devem ser simplificadas, reduzidas ou mesmo eliminadas. Para gerir o tempo, o Leo sugere duas ferramentas apenas: um calendário (de papel, digital como o Gcal, ou o que der mais jeito) e um bloco de notas (de papel ou um ficheiro no computador).

Mas como é que se aplicam estes princípios e estratégias à nossa vida? Seguem-se posts sobre o assunto. Entretanto, aconselho mesmo a leitura do The Power of Less. Não é um dos meus livros de cabeceira (porque não tenho mesas de cabeceira!), mas é um livro no qual pego e releio com frequência.

04/01/2013

A vida simples de pessoas reais: Magda

Ora aqui temos uma nova rúbrica no blog - a vida simples de pessoas reais. Histórias de leitores que simplificaram as suas vidas e se tornaram mais felizes por isso. A primeira convidada é... a Magda do Mum's the Boss. Obrigada a todos os leitores que têm enviado os seus testemunhos. Se quiseres participar, envia um email para rita.busywoman (at) gmail.com.


O minimalismo, o meu tipo de vida ideal e ser egoísta!

Quando penso no meu tipo de vida ideal, penso num tipo de vida vagaroso, em que há espaço para leituras, para a escrita e para aproveitar os meus. Sem pressas. Sem querer estar onde não estou.

Quando penso nesse tipo de vida ideal, vejo uma casa organizada, com tudo no lugar e com o essencial. E muita madeira, curiosamente. Vejo-me em paz.

Quando penso nesse tipo de vida ideal, oiço risos, música e o som do silêncio também.

Quando penso nesse tipo de vida ideal, sinto o calor, seja da lareira ou do verão. Sinto-me confortável. Serena. Em paz. Sinto-me inteiramente cá, presente. E sem pressas.

Mas a verdade é que até há pouco tempo atrás, estava muito longe dessa minha vida ideal. A verdade é que a resumia muito bem num dos versos do António Variações quando diz

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

E hoje, ao ouvir de novo esta música, o pé acompanha o ritmo mas há um sorriso superior que diz ‘caramba, já não é nada disto...!’ E agora estou bem e diferente. E sem pressas. E quanto mais caminho em direcção a uma vida onde aplico uma imensidão de princípios minimalistas, mais percebo que me aproximo desse tipo de vida que tanto desejo e ambiciono. Estou a fazer o caminho – o mais importante do processo é sempre o caminho!

Hoje olho para aquelas pessoas que correm e que nunca têm tempo para nada com alguma compaixão porque ainda não perceberam que a vida pode ser muito melhor, muito diferente. É lógico que há períodos em que damos o nosso máximo, trabalhamos muito mais e corremos como se não fosse haver amanhã. Mas lá está, isso são fases. A vida, aquela que eu vejo como ideal, não tem nem pode ser assim.

Hoje sei que quando corria como corria, queria provar alguma coisa. A mim e aos outros.  Sim, adorava o que fazia! Tanto adorava que tirava férias para fazer cursos e aperfeiçoar-me... Mas usar todas as férias para isso? É um bocadinho insane mas, lá está, fazia parte de um processo para chegar a essa conclusão. E também foi o caminho que tracei e que me fez chegar onde estou hoje.

É bom desacelerar. É fabuloso perceber que fico feliz com uma lareira e um livro, música e uma boa companhia. É fabuloso deixar-me dormir a sesta sem ter de ir fazer A, B ou C.

Porque ser minimalista é isso também: é dizer não, é por-se primeiro em muitas circunstâncias e é saborear o presente, sem ansiedades ou angústias.

E um dos passos principais para ser mais feliz é pôr-me à frente de todos os outros e tratar de mim e da minha felicidade. Se todos, sem excepção fizessemos isto, o mundo seria de certeza um sítio bem melhor. Porque quanto mais felizes somos, mais temos disponibilidade para fazermos os outros felizes. Mais damos de nós para fazermos o bem. E menos chateamos. E são as pequenas e ‘insignificantes’ chatices que temos no dia-a-dia que nos moem, que nos consomem: a nossa incapacidade em dizermos ‘não’, a nossa falta de treino em competências assertivas, o nosso medo que os céus e os santos e os deuses nos castiguem por querermos ser mais felizes e melhores. Pior! Acreditamos que precisamos de mais um creme ou de mais uma camisola ou de mais um pack qualquer e vivemos numa ansiedade brutal sem necessidade.

E então como é que eu faço para reduzir estes pensamentos, esta minha crença onde supostamente necessito de muito? A Francine Jay diz no seu livro ‘The Joy of less’ que devemos reduzir e destralhar (crédito da palavra para a Rita!), em primeiro lugar. Ok, nada de novo. Mas ela acrescenta que quanto mais temos à nossa frente (ou solicitações), mais o cérebro tem de processar essa info no ‘andar de cima’ e enquanto a processa, pouco sobra para tratar outro tipo de informação ou para ficar com a cabecinha em descanso.

Se o teu tipo de vida ideal é parecido com o meu, inicia o processo. Vais perceber que a dada altura entras no ponto do não retorno. Aproveita este início de ano para dares uma boa reviravolta na tua vida. Fala quem já esteve num dos lados e agora adora a sensação de plenitude e de paz que vive! Vai por mim!

Magda AKA Mum's the Boss



02/01/2013

Projecto 333 - moda minimalista

Lembram-se do meu projecto usa tudo? Pois, obviamente não usei tudo. Mesmo tendo reduzido o meu guarda-roupa para menos de metade, apercebi-me que ainda tenho muita coisa que não uso. Em há uns dias enchi mais uns sacos com roupa para dar...


Então, para ver se consigo reduzir mais o meu guarda-roupa, decidi finalmente embarcar no Project 333, criado pela blogger americana Courtney Carver.

O Projecto 333 é um projecto de moda minimalista. Como funciona? Os participantes seleccionam 33 peças de roupa e usam apenas essas 33 peças de roupa durante 3 meses. Nas 33 peças estão incluídos acessórios, malas e sapatos, mas a roupa interior, roupa de dormir, roupa de fazer desporto e de andar por casa, assim como jóias que nunca se tiram (como alianças) não contam. Se alguma peça se estragar durante o projecto, pode ser substituída por outra.

Os participantes do projecto 333 apercebem-se que não precisam de dezenas e dezenas de peças de roupa e o problema de escolher a roupa de manhã deixa de ser um problema. No fim do projecto, os participantes acabam por doar ainda mais roupa e ficar com mais espaço nos seus armários - e mais tempo nas suas vidas. 

Eu conheço este projecto há muito tempo, mas nunca me atrevi a embarcar em tal aventura - até agora. Desde que comecei a usar apenas três cores (branco, preto e cinzento) tem sido muito mais fácil vestir-me - tudo combina! As 33 peças que escolhi para o desafio são:

- botas altas pretas
- botas altas cinzentas
- botins pretos
- botins cinzentos

- casaco comprido preto
- blusão preto
- trench coat branco

- casaco malha branco
- casaco malha preto
- casaco malha cinzento
- casaco malha cinzento comprido
- casaco malha preto comprido

- blusa gola alta preta
- blusa gola alta cinzenta
- blusa gola alta branca
- blusa gola alta verde
- tunisina preta
- tunisina cinzenta
- tunisina branca (sujei-a com base de maquilhagem e terá que ser substituída...)
- blusa comprida cinzenta

- camisola bolinhas cinzentas
- camisola preta
- camisola cinzenta
- camisola branca

- vestido riscas preto/cinzento
- vestido preto
- vestido cinzento
- vestido branco
- vestido bordeaux

- jeans

- collants pretos
- collants cinzentos
- collants cinzentos lã

São estas as minhas 33 peças. Não contei com acessórios e malas (tenho que ir com calma!), mas tenciono usar apenas 2 sacos, 1 mala e a mochila, 2 ou 3 colares e uns quantos pares de brincos.
Vou tentar tirar fotos todos os dias e publicar no Flickr...
Comecei oficialmente ontem, 1 de Janeiro; o mês de Março preocupa-me, pois o tempo começa a aquecer cá no Algarve, mas vamos ver como corre...

01/01/2013

Áreas de foco para 2013

Bom Ano!!

Mais um ano começa e já estamos todos cheios de vontade de cumprir as resoluções de Ano Novo que fizemos. Eu já não faço resoluções de ano novo, nem estabeleço objectivos mensuráveis para cada mês ou semana do ano. Em vez de resoluções e objectivos, vou ter áreas de foco.

Inspirada pela Trina Cress e as suas Monthly Resolutions, pelo Leo Babauta e o seu Sea Change Program,  e pelo The Happiness Project da Gretchen Rubin, vou dedicar cada mês do próximo ano a uma área da minha vida que quero melhorar. 

Em cada mês vou ler e aprender sobre determinado assunto e fazer mudanças positivas na minha vida, tendo como pano de fundo o minimalismo e a vida simples.

Poderei, ou não, falar sobre esta experiência aqui no blog. 
Poderei, ou não, desistir a meio ou envolver-me noutro projecto. 
Poderei, ou não, seguir os temas que estabeleci, que são os seguintes:


E vocês, estabelecem objectivos, resoluções ou áreas de foco para o novo ano?
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