15/11/2013

Implementando o ZTD. Dia 7 - Rever

Ah, a revisão semanal!!... Um dos mais importantes hábitos do ZTD, do GTD e de qualquer outro sistema de produtividade! Devo dizer que a revisão semanal era uma coisa que me assustava, quando lia casos de pessoas que passam várias horas a fazer esta revisão. Eu queria uma coisa mais simples e, sobretudo, mais rápida, senão o mais certo era não a fazer...

O que faço é mais ou menos o que o Leo propõe, uma revisão semanal simplificada, e não difere muito da revisão que detalhei neste post antigo. Faço a revisão à sexta-feira de maneira a entrar no fim de semana com a cabeça vazia, e é mais ou menos isto:

1 || Esvaziar caixas de entrada
Se ainda há papéis ou emails para processar nas caixas de entrada, faço-o agora.

2 || Rever a agenda
Revejo o que escrevi na agenda nos dias anteriores e vejo se foi tudo feito e se as tarefas não concluídas passaram para a frente ou se ficaram esquecidas... 

3 || Rever as listas
Revejo todas as minhas listas do Evernote e risco o que foi feito.

4 || Revejo o email
Organizo/arrumo o email se for necessário e revejo a pasta à espera que tem emails que enviei e estou á espera de uma resposta ou de alguma acção.

5 || Revejo o calendário
Abro o GCal e vejo se não me passou nada durante a semana...

6 || Vejo o calendário para a semana seguinte
e aponto na agenda (onde faço a planificação diária) os compromissos marcados.

7 || Estabeleço as Big Rocks para a semana seguinte
tendo em atenção as listas do Evernote e o que ficou por fazer da semana anterior.

8 || Planeio as MITs para o próximo dia de trabalho
Parte deste revisão é também feita diariamente, claro, como planear as tarefas mais importantes para o dia seguinte.

9 || Faço a revisão financeira
Eu gosto de ter as contas sempre em ordem e geralmente todos os dias abro o ficheiro para introduzir os gastos. Na revisão semanal, vejo se está tudo em dia e em ordem e se é necessário fazer alterações ao orçamento, se preciso levantar dinheiro para a semana, etc.

Como geralmente faço a revisão semanal no trabalho, não planeio o menu e a lista de compras nesta altura, mas sim em casa.

Além desta revisão semanal mais completa, todos os dias faço uma pequena revisão diária, em que olho para a agenda, vejo o que fiz e o que não fiz, e planeio o dia seguinte.


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13/11/2013

Implementando o ZTD. Dia 6 - Organizar

Os cinco primeiros hábitos do ZTD são os mais importantes. O Leo até propõe uma versão minimalista do ZTD que inclui apenas os hábitos capturar, processar, planear e fazer. Para mim, ter um sistema simples e confiável de listas é também importante. Os 5 hábitos seguintes são hábitos essenciais, não apenas para seguidores do ZTD, mas para qualquer pessoa que queira levar uma vida simples e organizada.

O sexto hábito é, justamente, organizar - ter um sítio para tudo e ter tudo no sítio. Mas como organizar os milhentos papéis que se vão acumulando na secretária? O Leo sugere estes passos:

1 || Ter um sistema
A ideia é cumprir os hábitos anteriores do ZTD. Ter caixas de entrada para capturar toda a informação; processar as caixas de entrada regularmente; tomar decisões acerca da informação, seja fazer logo, jogar fora, delegar, arquivar ou adicionar à lista de coisas par fazer. Se o sistema estiver bem montado e for simples e fácil de usar, não há como falhar.

2 || Um lugar para tudo
Tudo deve ter um lugar bem definido. Se não tem, arranja. Se não consegues arranjar um lugar para determinada coisa, é porque provavelmente essa coisa não te faz falta e pode ir embora. Arranja um lugar para tudo em vez de deitares as coisas para cima da primeira superfície horizontal que aparece (as superfícies horizontais atraem tralha...).

3 || Sistema de arquivo simples
Eu estabeleci dois sistemas de arquivo: um digital e um físico. O físico é uma caixa de cartão onde guardo documentos importantes. Tento ter o mínimo de papel possível, por isso digitalizo tudo o que pode ser digitalizado, e jogo o original fora. Só guardo a versão papel de coisas mesmo muito importantes. 
Os arquivos digitais são o Evernote e o Dropbox. No Evernote guardo tudo o que é informação da internet, como artigos que li e que quero guardar para referência futura. Documentos meus que foram digitalizados, como artigos de revistas, são guardados no Dropbox.

Por fim, há uma série de pequenas acções que nos devemos lembrar a todo o momento para que o sistema funcione:

>> Guarda as coisas imediatamente!
Não deixes os papéis em cima da secretária para arrumar mais tarde. Se já acabaste o trabalho, arruma as coisas imediatamente.

>> Faz disso um hábito
Se arrumares sempre as coisas, depressa essa acção se tornará um hábito. Depois, é muito mais fácil, pois torna-se automático...

>> Toma atenção às transições
Durante o dia de trabalho, quando acabas uma tarefa e passas para outra, lembra-te de arrumar as coisas da tarefa que terminaste. Não comeces uma nova tarefa sem apagar os vestígios da tarefa anterior da tua secretária ou do computador!

>> Mantém as superfícies horizontais limpas e livres de tralha
As superfícies horizontais atraem tralha; lembra-te de as limpares e arrumares sempre.

>> Etiqueta tudo
Da mesma forma que as pastas do computador têm nomes, põe também etiquetas nas caixas, pastas,  e dossiers, para saberes sempre onde estão as coisas.

>> Avalia o sistema
De vez em quando, avalia o sistema que usas. Se já não estiver a funcionar, faz os ajustes necessários. Eu faço isso imensas vezes... é por isso que me farto de experimentar novos técnicas e aplicações... Mas não exageres (como eu), senão quem sofre é a tua produtividade...


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11/11/2013

Implementando o ZTD. Dia 5 - Fazer

Fazer é, provavelmente, o mais importante hábito do ZTD. Podemos organizar, simplificar, planear, rever, mas se não fizermos de facto as tarefas que temos... o resto de nada adianta.

O Leo aconselha os seguintes passos para fazer as tarefas:

1. Escolhe uma tarefa, de preferência uma das tarefas mais importantes (MIT) que planeaste para o dia.

2. Elimina todas as distrações antes de começares a trabalhar na tarefa (email, telemóvel, tralha em cima da secretária, etc.). Mas atenção, agora não é altura de te pores a arrumar a secretária em vez de fazer a tarefa - nada de procrastinar!

3. Estabelece um período de tempo para trabalhar na tarefa e não fazer absolutamente mais nada enquanto esse tempo não passar. Eu gosto muito da técnica Pomodoro; resumidamente, é trabalhar 25 minutos de forma concentrada, sem interrupções, e descansar 5 minutos. Podes ler mais sobre a técnica Pomodoro neste post.

4. Lida com as interrupções, escrevendo rapidamente num bloco de apontamentos a nova informação ou pedido ou tarefa que chegou. Não vale interromper a tarefa para fazer uma outra só porque alguém chegou, interrompeu e pediu outra coisa para ontem...

5. Não interrompas a tarefa para fazer outras coisas, como ver rapidamente o email... Quando essas vontades vêm é melhor fechar os olhos, respirar fundo e voltar à tarefa.

6. Lida com o inevitável. Às vezes vai ser impossível dizer não a uma coisa super urgente que surgiu enquanto estavas concentradíssimo na tua tarefa. Se tal acontecer, regista o que estavas a fazer, para quando voltares a pegar nessa tarefa saberes logo onde ias...

7. Relaxa... Respira, levanta-te da secretária, faz pequenas pausas, bebe água... 

8. Aahh... Quando acabares a tarefa, concede-te alguns minutos para fazeres outra coisa e relaxar, seja navegar na net. ir apanhar ar, conversar com um colega. Tu mereces!


Devo dizer que sou grande fã da técnica Pomodoro; às vezes faço blocos de trabalho de mais de 25 minutos, mas nunca mais de 50 minutos - mas isto tem muito a ver com o tipo de trabalho, se é mais ou menos exigente do ponto de vista intelectual. Quanto aos outros pontos... sobretudo o 2, o 4 e o 5... é mais difícil... Se tiveres os mesmo problemas em encontrar o foco com tanta distração à volta, aqui ficam alguns posts que podem ajudar:

O foco na era da distração
Mais foco: controlar e bloquear a internet
Mais foco: pequenas tarefas


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09/11/2013

Ashtanga diary: 3 - 9 Nov


3-7 Novembro 2013

Esta foi a semana mais atípica dos últimos meses... Depois da dor no ombro ter passado, veio uma gastroenterite no domingo... Estive em casa até 4ª feira a recuperar; na 5ª fui trabalhar mas ainda nada de yoga... 

Sexta, 8 Novembro 2013

A semana foi compensada hoje! Fui a aula de pilates de manhã e comecei as aulas de ashtanga vinyasa yoga à tarde (com um dos professores que referi aqui). A aula foi óptima. Os outros alunos eram iniciantes e portanto a aula foi calma e focada na forma correcta de fazer os asanas, o que foi bom para relembrar umas coisas e tirar dúvidas. Fizemos as saudações ao sol, toda a sequência em pé e acabámos com paschimottanasana. Apesar de estar parada há mais de 1 semana e quase não ter comido nos últimos dias, o corpo estava super flexível (a aula foi ao fim da tarde) e, com a ajuda do professor, consegui agarrar o pé no Ardha Baddha Padmottanasana!

Sábado, 9 Novembro 2013

Sábado, dia de descanso. Estou um bocadinho dorida por causa da prática de ontem, mas é bom! Como fiquei em casa a semana quase toda, os meus horários de levantar andam um bocado baralhados... Hoje Acordei antes das 7h, mas não tenho ligado muito à hora de acordar. Amanhã e durante a próxima semana a alvorada será às 6h45. Acordando a esta hora não consigo fazer a prática completa de yoga, mas dá para as saudações ao sol, a sequência em pé e talvez a sequência final... Vamos ver... 

08/11/2013

Implementado o ZTD. Dia 4 - Planear

O hábito seguinte do ZTD é planear. Agora que tenho listas de coisas para fazer devidamente organizadas e um novo dia pela frente, como é que decido o que fazer?

Há 2 conceitos que são bastante importantes no ZTD: as Big Rocks (ou grandes rochas) e as MITs (most important tasks, ou tarefas mais importantes).

1. Big Rocks
As Big Rocks são coisas que queremos alcançar em determinada semana. Devem, portanto, ser planeadas semanalmente, não mais de 3-4 para cada semana. Por exemplo, uma Big Rock minha pode ser "escrever a introdução do artigo",

2. MITs
Em cada dia, ou na véspera, devemos planear as MITs, as tarefas mais importantes para esse dia; 3 MITs po dia é o número mágico. A ideia é fazer as MITs logo no início do dia de trabalho; após completar essas tarefas mais importantes, ficamos com uma sensação de realização e o resto do dia é canja! Uma MIT minha, relacionada com a Big Rock acima, seria "tirar artigos sobre o assunto X".


Outro conceito importante (que não vem referido neste capítulo do livro do Leo Babauta, mas parece-me adequado referi-lo aqui) são as batch tasks, isto é, tarefas menores que devem ser feitas de forma agrupada, ou seja, todas de uma vez só. Fazer telefonemas, enviar emails, arquivar papéis... coisas dessas.

Na prática, onde é que eu faço este planeamento diário e semanal? Na agenda de papel

Como referi aqui, no Evernote tenho as minhas várias listas, incluindo listas de tarefas, grandes e pequenas, para fazer em determinado mês. Quando planeio a semana (durante a revisão semanal, que é o 7º hábito do ZTD) olho para essa lista mensal para estabelecer as Big Rocks para a semana. Em cada dia, decido as MITs para  dia seguinte e também uma série de outras pequenas tarefas, que podem ser tarefas das listas ou outras coisas que vão surgindo em cada dia. Muitas destas pequenas tarefas nem chegam às listas do Evernote, sendo logo escaladas para determinado dia. Este planeamento faço na agenda de papel.

Decidi voltar a usar agenda de papel, que funciona também como caderno, caixa de entrada, etc., por um motivo muito simples: o meu trabalho não é só ao computador. Eu faço muito trabalho de laboratório, de microscópio, de bancada, e nesses momentos não estou ao computador e preciso de saber o que tenho para fazer. Quando tinha tudo digital, escrevia as tarefas para fazer no lab em folhas soltas, mas prefiro a organização da agenda.

Aqui fica, como exemplo, um dia de Janeiro passado, com as MITs, as tarefas mais pequenas, e os compromissos para esse dia.


Mais sobre a implementação do ZTD:


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06/11/2013

Implementando o ZTD. Dia 3 - Processar

O hábito seguinte do ZTD é processar. Processar o quê? Toda a informação que chega até nós. Agora que temos locais específicos para capturar a informação e um sistema simples e confiável para organizá-la, resta saber como o fazer.

Processar é, portanto, esvaziar as caixas de entrada e tomar decisões rápidas acerca de cada email, cada papel ou cada informação que chega até nós.

As caixas de entrada devem ser esvaziadas, preferencialmente, todos os dias. Eu esvazio umas uma vez ao dia (como o tabuleiro no trabalho), outras várias vezes ao dia (como o email), outras de vez em quando (como o tabuleiro que tenho à entrada de casa; só as contas para pagar é que processo logo, o resto fica sempre uns dias no tabuleiro...). 

Em relação ao processamento das caixas de entrada, o Leo refere dois pontos importantes a considerar: minimizar as caixas, ou seja, ter o mínimo de inboxes possível, e dar conta delas, ou seja, não deixar que as caixas de entrada fiquem a abarrotar de coisas (como ter centenas de emails na inbox ou montanhas de papel no tabuleiro).

Mas como fazer o processamento?

Seja o email, seja um papel, deve tratar-se de imediato de cada item. Se for um email, é lê-lo logo e decidir o que fazer. O mesmo com cada pedaço de papel. 

As decisões relativas a cada item são várias:

apagar/jogar fora, se não for nada de interesse 
arquivar, se for algo que será preciso no futuro
fazer logo, se demorar menos de 2 minutos
adicionar a uma das listas do sistema, se for algo que precise de uma acção

Seja qual for a decisão, o item não deve continuar na inbox. 


Já mostrei no post anterior sobre o ZTD quais as minhas listas. Como temos vidas e trabalhos diferentes, as listas também o serão, e cada um deve testar que tipo de listas resultam melhor para si. Mas para terem uma ideia de como faço o processamento de um item que necessite de acção, aqui fica um exemplo real.

Recebi um email a anunciar um congresso muito interessante que se vai realizar no ano que vem. Decidi imediatamente que queria ir, mas, para tal, vários passos são necessários. Estes passos vieram-me logo à cabeça, pois é o normal quando se quer ir a um congresso:

- pagar a inscrição - adicionei à lista do mês corrente (2013-10), para fazer o mais depressa possível
- escrever e submeter um resumo para apresentação - adicionei à lista de 2014, que está dividida em meses; esta tarefa foi para fevereiro, visto que a data limite para submissão dos resumos é no fim desse mês
- reservar hotel - foi para a lista de 2014, mas para o mês de abril (o congresso é em maio)
- preparar a apresentação - também foi para o mês de abril de 2014

Assim, tirei todas estas preocupações da minha cabeça e coloquei-as no sítio apropriado. Cada tarefa ficou registada na altura adequada para ser feita. Entretanto, não tenho mais que pensar nisso.

No entanto, há tarefas e projectos que não têm um deadline como o congresso. Por exemplo, a bolseira de um dos nossos projectos de investigação já concluiu o trabalho prático de uma das tarefas. Com esse trabalho concluído, posso pegar nos dados e escrever um artigo. Coloquei então esse projecto na minha lista bucket @office; é um projecto importante que quero fazer, mas não tenho ainda uma altura específica para fazê-lo. Quando estiver a planear o trabalho (o hábito seguinte do ZTD), vou olhar para as minhas listas bucket e decidir o que vou fazer de seguida.

Quando as tarefas são mais ou menos rápidas e urgentes, nem chegam a nenhuma das listas. Vão directamente para a agenda de papel, onde planeio as tarefas mais importantes e as mais pequenas para cada dia. Por exemplo, se tiver que enviar um email importante a alguém, mas não me apetece fazer logo na altura em que me lembro, aponto na agenda para o dia seguinte (ou para um dia dessa semana em que dê jeito). É o que o Leo chama de "batch tasks", tarefas pequenas que devem ser agrupadas e feitas na mesma altura do dia, como enviar emails, fazer telefonemas, tratar de burocracias, etc. Mas mais sobre este planeamento no próximo post!

E assim, ao fim de 3 dias, já estabeleci as minhas caixas de entrada, criei um sistema simples e confiável e aprendi a processar a informação!

05/11/2013

Onde praticar yoga

Desde que comecei a escrever sobre yoga aqui no blog, tenho recebido comentários e emails de leitores que querem começar a ter aulas, mas não conhecem nenhum espaço na sua zona de residência. Como vivo em Faro, só posso indicar espaços nesta cidade, que é o que conheço, e um ou outro em Lisboa, mas para quem vive noutros sítios, não é nada que uma pesquisa no google não resolva.

Eu fico mesmo muito feliz por ter pegado este bichinho do yoga a tanta gente, mas por favor, não me perguntem onde é que podem praticar nas vossas cidades - a muitas delas eu nem nunca lá fui...

Então aqui ficam espaços para a prática de vários estilos de yoga em Faro...

Estes três primeiros conheço bem:

Hatha Yoga Tradicional e Ashtanga Vinyasa Yoga (com ensinamentos de Vedanta) com Ricardo Viegas
Na Rua de São Luís e nas Gambelas (na universidade). Mais informações aqui.

Hatha Yoga com Tiago Boto
No Corporeus (Montenegro) e Club L (Faro).

Hatha Yoga e Yoga Integral
No Espaço Himalaias (na rua do paga pouco).

Existem também outras escolas de yoga (que, por variados motivos, não me dizem nada, mas agradam bastante a outras pessoas), como:

Yoga Samkhya, ao pé da escola Joaquim de Magalhães

Método DeRose (no outro dia passei por lá e pareceu-me que tinha fechado...)


Em Lisboa conheço dois espaços (mas há muitos, muitos mais):

Ashtanga Vinyasa Yoga com Isa Guitana

Hatha Yoga e Hot Yoga
Foi onde fiz o curso de professora de yoga.

Para quem nunca praticou, é sempre benéfico experimentar vários estilos de yoga, várias escolas e professores...

Ah, não referi as minhas próprias aulas... porque já não as dou - os horários eram incompatíveis com a minha vida, mas mais sobre isso num post futuro...

04/11/2013

Implementando o ZTD. Dia 2 - Sistema simples e confiável

Estabelecer um sistema simples e confiável é o quinto hábito do ZTD; no entanto, mudei-o para o segundo dia, pois faz mais sentido para mim, por já saber o tipo de listas que tenho que criar. No entanto, para quem nunca usou um sistema destes, é melhor seguir o ZTD original e implementar os vários hábitos pela ordem proposta pelo Leo.


Para o ZTD, o sistema simples e confiável tem 3 componentes (configuração, ferramentas, uso) e eu organizei-me da seguinte forma:


1. Configuração 

Um sistema simples consiste em caixas de entrada, calendário, listas e um sistema de arquivo.

Caixas de entrada 
Já falei aqui.

Calendário 
Continuo a usar o Google Calendar para tudo o que é compromisso com hora marcada, lembretes, tarefas específicas para determinado dia, tarefas que se repetem, etc. Mais sobre o GCal aqui.

Sistema de arquivo
Uso 3 arquivos: 2 digitais e 1 físico. São eles: o Evernote, o Dropbox e uma caixa de cartão.
No Evernote guardo sobretudo artigos da internet que li, gostei e quero guardar para voltar a ler ou consultar. Tenho também informações pessoais e da escola que consulto com frequência, assim como receitas, ideias de menus, etc. 
No Dropbox tenho tudo. Tudo o que é ficheiros de trabalho e pessoais, estão no Dropbox. Nunca mais tive que me preocupar com backups, pois o Dropbox faz isso sozinho e automaticamente. 
Finalmente, tenho uma caixa de cartão, devidamente organizada, para guardar papéis importantes. Falei sobre isso aqui.

Listas
Estas listas não são to dos diárias - não são listas de tarefas que têm que ser feitas em determinado dia. O Leo aconselha o mínimo de listas possível e as que eu uso actualmente são:



As listas com os meses têm tarefas específicas que quero fazer em cada mês. No seu livro The Power of Less, o Leo aconselha trabalharmos no máximo em 3 projectos ao mesmo tempo, e é isso que eu tento fazer. Tenho 3 grandes projectos para cada mês, assim como uma série de tarefas mais pequenas que devem ser feitas nesse mês.
As listas bucket têm tarefas/projectos que quero fazer mais tarde; é mais ou menos uma lista de algum dia/talvez. Quando tenho que escolher novos projectos para o mês seguinte, são estas listas que consulto.
Finalmente, a lista waiting contém coisas de que estou à espera.
Já tive mais listas, mas quis mesmo simplificar as coisas. O simplificar também faz parte do ZTD e falarei mais sobre isso noutro post.

2. Ferramentas

As ferramentas de produtividade que usamos devem ser o mais simples possível e não devem necessitar de muita manutenção.
Como sabem, eu já experimentei mil e uma ferramentas digitais e em papel... Já gastei mesmo muito tempo a fazer experiências e a brincar com as coisas, mas só assim é que me fui apercebendo do que é que funciona para mim.
Actualmente uso o Evernote e uma agenda em papel. No Evernote tenho as listas que descrevi em cima. Cada lista é uma nota que está dentro de um bloco de notas chamado TO DO. Tenho outro bloco de notas chamado DONE (onde ponho as coisas já feitas), e estes dois estão numa pilha chamada The Power of Less - é um lembrete para simplificar e focar-me no mais importante...
Uso também uma agenda para o planeamento diário e para fazer vários tipos de apontamentos, tal como descrevi aqui. O planeamento diário será discutido num outro post.

3. Uso

O sistema deve ser suficientemente prático e fácil de usar para que seja, de facto, usado diariamente. A verificação das listas é um dos hábitos mais importantes no ZTD. Eu verifico o calendário do google, as várias listas e a agenda em papel todos os dias, de manhã e ao fim da tarde, para poder planear bem as coisas (também processo as várias caixas de entrada várias vezes)...


02/11/2013

Ashtanga diary: 27 out - 2 nov 2013

Domingo, 27 Outubro 2013

Aproveitei a mudança da hora para dormir muito e acordar às 8h, ou 7h no horário de inverno. Pratiquei toda a primeira série, mas não fiz todas as vinyasas entre os asanas.

Na sequência em pé o que precisa de mais trabalho é Ardha Baddha Padmottanasana. Só num dos lados é que consigo agarrar o pé, mas é o dedo pequenino, não o dedo grande como é suposto.  Fiquei muito feliz porque finalmente toquei com a cabeça no chão no Prasarita Padottanasana; tê-lo conseguido pela primeira vez de manhã, com o corpo muito menos flexível, foi obra!

Os asanas da primeira série... uns óptimos, outros péssimos, mas é mesmo assim. O importante é que vejo evolução de semana para semana. Sarvangasana e os outros asanas que lhe seguem suportados pelos ombros são difíceis para mim de manhã... Mas Urdhva Dandasana está a melhorar!

Segunda, 28 Outubro 2013

Acordei às 7h. Comecei com as saudações ao sol, mas o meu ombro direito não gostou nada... Tentei fazer mais algumas, mas o ombro não ajudou. Os saltos para trás para Chaturanga fazem-me doer o ombro. De vez em quando tenho umas tendinites nos ombros e nestas alturas mais vale não forçá-los... Optei por fazer Pranayama, que é geralmente esquecido... Kapala bhati, Anuloma Viloma, Bhramari, seguido de uns 10 minutos de meditação na varanda (ainda está tempo de verão no Algarve)... Amanhã tenho que aquecer bem os ombros antes de começar as saudações ao sol. Não quero perder outro dia de prática.

Terça, 29 Outubro 2013

Acordei antes das 7h, mas esperei até o despertador tocar às 7h para sair da cama. Às 7h15 estava no tapete. Antes da prática matinal de ashtanga tenho que fazer um pequeno aquecimento. Começar logo com as saudações ao sol é demasiado violento... Fiz o aquecimento e 8 voltas do Surya Namaskar clássico. Não quis forçar o ombro com os saltos das saudações ao sol do Ahstanga Vinyasa... Segui para a sequência em pé e fiz tudo menos os últimos 4 asanas (Ardha Baddha Padmottanasana, Utkatasana e os Virabhadrasanas) porque já não tive tempo. Seguiram-se 5 minutos de relaxamento, uns pranayamas rápidos (kapala bhati e anulola viloma) e 5 minutos de meditação. Idealmente seria 10-15 minutos de relaxamento, 10 minutos de pranayama e pelo menos 10 de meditação. Para a semana, como vou passar a acordar 15 minutos mais cedo, já terei mais tempo. O plano que delineei aqui está a correr bem!

Quarta, 30 Outubro 2013

Acordei à hora pretendida, 7h, mas um dos meus filhos acordou também e foi enroscar-se comigo na cama... não houve prática nessa manhã... nem à tarde...

Quinta, 31 Outubro 2013

Acordei às 7h como planeado, fui para a sala, vesti-me e estava a preparar-me para iniciar a prática quando os meus dois filhos acordam e vão para a sala também... Podia ter pegado no tapete e ido para o escritório praticar, mas em vez disso liguei o computador e trabalhei um pouco...

Sexta, 1 Novembro 2013

Acordei às 7h. Não pratiquei. A semana não está a ser das melhores... À tarde a dor no ombro voltou. Pratiquei um pouco à tarde, coisas leves, mas a dor continuou a aumentar. À noite a dor era quase insuportável...

Sábado, 2 Novembro 2013

Apesar de ser sábado, acordei também às 7h. Sábado é dia de descanso; não há prática de Ashtanga Vinyasa. O ombro continua a doer... Depois de um dia cheio de actividades, sinto imensa necessidade de meditar... Em vez disso, acho que vou para a cama. Passa um pouco das 8 da noite... Amanhã a alvorada é às 6h45!

01/11/2013

Implementando o ZTD. Dia 1 - Capturar

O primeiro hábito do sistema Zen To Done é capturar.
Capturar o quê? Tudo o nos venha à cabeça e toda a informação que chegue até nós. 

Para tal, devemos ter alguns sítios onde juntamos toda essa informação. As caixas de entrada ou inboxes mais comuns são o email, um tabuleiro de papéis no trabalho e outro em casa, o telemóvel, um caderno... Devemos ter o mínimo de caixas de entrada e estas devem ser simples e fáceis de usar, para que as usemos sempre.

Então, fiz o seguinte:

1. Estabeleci as minhas caixas de entrada


Tabuleiro à entrada de casa
Costumava pôr os papéis em cima da secretária, mas os gatos saltam lá para cima e espalham-nos. A maior parte das vezes os papéis nem chegavam à secretária, acabando por ficar na consola da entrada onde largamos as chaves. Também não resultava.
Então, fiz uma inbox que coloquei junto à porta de casa, para largarmos o correio e papéis que trazemos connosco aí. Quando é altura de processar, pego nos papéis todos e levo-os para o escritório.


Gaveta no trabalho
Tenho umas gavetinhas dentro do meu armário no meu gabinete no trabalho. Uma das gavetinhas é a caixa de entrada. Não uso muito porque não costumo receber coisas em papel no trabalho, mas está lá para quando é preciso.

Email
O email é talvez a inbox mais importante e tenho as minhas várias contas de email direccionadas para uma só caixa de entrada. É através do email que surge muita da informação que tenho que processar. Tenho 4 marcadores no email, que são suficientes para organizar o correio: pessoal, blog, work, waiting. Falarei mais no post sobre o processamento. 

Agenda/caderno
Recentemente voltei a usar agenda de papel, mas não a uso só como agenda. É onde aponto as tarefas para cada dia, dinheiro gasto, compromissos, etc. Como não ocupo a página inteira com tarefas e compromissos, uso a agenda também como caixa de entrada. 
Assim, evito andar com um caderno só para esse fim, que adicionaria mais peso à minha mala...
Esta inbox em papel é, para o Leo, a mais importante. Todo e qualquer pensamento ou informação importante que surja deve ser passado para o caderno para ser processado mais tarde. O caderno (quem diz caderno, diz post-its, cartões, etc.) deve andar sempre connosco. Eu não ando sempre com a agenda e quando não a tenho, uso o telemóvel para apontar as coisas. O telemóvel é, portanto, mais uma caixa de entrada.


2. Coloquei tudo nas caixas de entrada

Apanhei os papéis que estavam espalhados na secretária e coloquei-os na nova inbox à porta de casa. Fiz o mesmo com os papéis no trabalho.
Peguei na minha agenda e escrevi lá todas as tarefas que tenho neste momento em mãos e as que terei no futuro, tanto de trabalho como pessoais. Escrevi tudo o que me lembrei. Deitei tudo para o papel. Esvaziei a cabeça.


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