01/01/2014

Como criar um espaço para praticar yoga em casa



Desde que comecei a escrever textos sobre yoga aqui no blog, tenho observado nas leitoras e leitores uma grande curiosidade pela prática do yoga e já recebi dezenas de emails de leitor@s que começaram a praticar yoga influenciados pelo meu entusiasmo e outr@s que querem começar a praticar em casa mas não sabem como... 
O primeiro post de 2014 é, então, sobre um dos primeiros passos a dar para iniciar um prática de yoga em casa - e assim dar um grande salto em direcção a uma vida mais serena, feliz, consciente e intencional. Quando falo em yoga não falo apenas na prática do asana, as posturas físicas, mas também da meditação, da respiração, de tudo isso que faz parte do yoga.

Assim, o meu primeiro conselho para quem quer iniciar uma prática em casa é criar um espaço sagrado. Não tem que ser uma divisão inteira; pode ser apenas um canto da casa, um pequeno local só nosso, livre de distracções e de correrias. Eu fiz o meu espaço no escritório. Não se vê na foto, mas do lado esquerdo está uma estante e a secretária e do lado em que tirei a foto está o piano. Como tenho pouca mobília no escritório (mas já tive imensa!!), consegui um bom espaço para a minha prática.

Em segundo lugar, para praticar yoga é necessário um tapete de yoga. Os melhores tapetes encontram-se nas lojas da especialidade ou online, não nas grandes superfícies de venda de artigos desportivos. Muitos dos tapetes que se chamam "tapetes de yoga" são horríveis para a prática. Mais vales comprares um bom tapete um pouco mais caro do que um tapete que escorrega e se deforma e pode tornar-se perigoso para ti...


Eu tenho dois tapetes de yoga, como mostra a foto, intercalados por um tapete normal de chão... O tapete azul serve de antiderrapante para o tapete branco. O tapete branco está lá para tornar o espaço mais confortável e quente, visto que passo muito tempo lá sentada ou deitada. O tapete cinzento é o tapete de yoga onde pratico e aquele que levo comigo para aulas fora de casa. Os tapetes de yoga devem ser lavados com frequência; eu deixo os meus de molho em água e vinagre e depois estendo-os ao sol a secar.

Um espaço sagrado, feito para ajudar a contemplação interior e o auto-conhecimento, deve ter uma pequena zona de inspiração - um altar. No meu altar tenho estatuetas do Buda, incenso, velas, o meu japa mala (feito pela Hazel), e até um jardim com fonte e cactos feito pelo J. Tenho ainda fotos de três grandes homens que me inspiram de formas diferentes: Sri K. Pathabbi Jois, o grande mestre do ashtanga vinyasa yoga; o monge zen budista Thich Nhat Hanh, pacifista e escritor; e o actual Dalai Lama, o líder do budismo tibetano e um dos seres mais iluminados da actualidade.



Tenho também alguns acessórios que ajudam a prática, sobretudo a meditação: almofadas, um bloco de yoga e uma manta. As almofadas e o bloco servem para sentar de forma mais confortável; é mais fácil sentar de pernas cruzadas se os ossos ísquios (os ossos do quadril que usamos para sentar) estiverem mais elevados, pois impede a curvatura da zona lombar. A manta é muito útil para nos taparmos não só durante a meditação, como também durante o relaxamento que se pratica após a prática das posturas físicas, pois o corpo arrefece imenso nesta fase.



Por fim, tenho o Ganesha, uma divindade muito querida dos yogis por ser o removedor de obstáculos, sobre o meu espaço, na parede, a olhar por mim...


As plantas e a natureza abundam também neste espaço e felizmente que esta divisão está voltada a sul, apanhando assim sol durante todo o dia. É o meu espaço preferido em casa e uso-o não só para a prática, mas muitas vezes sento-me ou deito-me no tapete a ler, a ouvir música, a beber chá, a pensar, a sonhar...




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31/12/2013

Para acabar bem o ano > como destralhar o quarto das crianças



Em primeiro lugar, desejo a todos vós excelentes entradas em 2014 e que o Ano Novo vos traga o que vos faz feliz!

Em segundo lugar, o João, que escreve o blog E os filhos dos outros, publicou um texto meu sobre como destralhar... a casa, o quarto das crianças (tema tão pertinente no pós-Natal) e a vida... Passem por lá! 

E até 2014!


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30/12/2013

Os meus 7 links de 2013



À semelhança do ano passado, aqui estão os meus 7 links de 2013. Não são os 7 melhores posts de 2013, mas sim uma selecção de posts que vão desde o mais popular até ao mais controverso. Aqui ficam as minhas escolhas!


1 || O post mais bonito

...ou a minha visão, sonhadora, do que é a vida perfeita...

2 || O post mais popular

Este post foi um dos que teve mais comentários e visualizações, mas não foi o único. Escolhi-o porque foi importante para mim escrevê-lo e pôr as minhas ideias em ordem acerca do vegetarianismo e dos "rótulos".

3 || O post mais controverso

Para todos os que gostam de dizer mal e que não aceitam que as outras pessoas pensem de maneira diferente - a vós dedico este post.

4 || O post mais útil

Neste post conto como me sinto muito mais confortável sentada no chão e mostro a nova mesa baixinha onde agora comemos. Explico porque é que é mais saudável sentar no chão do que em cadeiras e sei que, com este post, despertei o bichinho das mesas baixas em alguns leitores, o que me deixa muito feliz. Prometi um post sobre maneiras de sentar no chão, que ainda está para vir...

5 || Um post cujo sucesso me surpreendeu

Este foi escrito num daqueles dias em que a inspiração tirou férias. Foi pegar em fotos antigas e mostrar coisas que costurei e uso. Nunca esperei tantos comentários e visualizações!...

6 || Um post que não recebeu a devida atenção

Esta série de posts (foram 11)!) deu-me algum trabalho a escrever, pois reli o livro do Leo Babauta, re-apliquei o método à minha vida, tirei fotos, escrevi, escrevi, escrevi... e o feedback foi... pouco... :(

7 || O post de que mais me orgulho

O post de que mais me orgulho não foi publicado aqui. Foi um guest post que fiz para a Magda. Ela perguntou-me quem são os meus filhos daqui a 20 anos e o que é que eu faço todos os dias nesse sentido. E eu, sempre tão racional, dei uma resposta que veio do coração. Aqui.



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28/12/2013

Esta semana...

 prenda de Natal

 Fonte Benémola

 meditando (para a foto!) na Fonte Benémola

Rocha da Pena

à entrada do Centro Budista Tibetanto


visitei o centro budista tibetano Humkara Dzong
pratiquei ashtanga vinyasa 3 vezes
não comi muito no Natal... (a sério)
apaixonei-me pelo Bullet Journal
escrevi um guest post (será publicado na terça, depois aviso)
partilhei a minha palavra para 2014
fui nadar!
acabei de ler Poser da Claire Dederer
comecei a ler Breathe: a novel de Kate Bishop
continuo a ler As 7 Leis Espirituais dos Super-Heróis de Deepak Chopra
tratei dos meus cactos e suculentas


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26/12/2013

Palavra para 2014 || SERENIDADE


Todos os anos, na semana entre o Natal e a passagem de ano, é a mesma coisa - entro num estado de reflexão. Penso no ano que passou, no que fiz, no que aprendi, no que evoluí. E se há ano que foi diferente, foi este ano de 2013.

A mudança, na verdade, começou no fim de 2012. Descobri a meditação e isso trouxe consigo muitas coisas boas. Com a meditação veio o yoga, e com o yoga abracei pela primeira vez nesta vida a minha espiritualidade. O yoga e o minimalismo andam de mãos dadas e isso, para mim, traduz-se num estilo de vida mais lento, mais consciente, mais intencional e mais feliz.

Como comecei a olhar mais para dentro de mim e a conhecer-me melhor, percebi que há coisas que têm que mudar na minha vida, sobretudo a nível profissional. Desde que admiti a mim mesma que essa mudança é necessária (um processo que me levou quase 1 ano), sinto-me tranquila como nunca antes me tinha sentido. Agora sei o que quero, sei qual é a minha missão, e 2014 vai ser o ano de levar as coisas para a frente.

2014 vai ser um grande ano e a palavra que o definirá será serenidade.

> O yoga como prática espiritual veio para ficar. Se há prática que me faz sentir plena e una com o todo, é o yoga. Em termos de prática de asana, o ashtanga vinyasa é o que me faz sentir em casa e me faz bem - ao corpo, mente e espírito.

> Não é só o yoga. Outros ensinamentos orientais, mais ou menos relacionados com o yoga, como a Ayurveda, o budismo, etc., tudo isso faz imenso sentido para mim. A vida que quero é, sem dúvida, uma vida baseada nesses ensinamentos e práticas. 

> Mudanças profissionais são necessárias. Não vou entrar em pormenores, mas o que aí vem é, acredito, a minha missão como cientista.

> Relembrei-me que adoro andar a pé, seja em deslocações necessárias, seja por prazer. Quero começar a fazer mais caminhadas em família em sítios lindos do Algarve, como a Rocha da Pena ou a Fonte Benémola.

> Recomecei a nadar enquanto os miúdos estão na aula de natação e relembrei-me que esta é uma forma mais interessante de passar o tempo em vez de ficar sentada na bancada.

> O blog é uma paixão que será mais alimentada e acarinhada. Aqui continuarei a escrever sobre os assuntos que me apaixonam: minimalismo, organização, finanças, produtividade, gestão do tempo,vida verde, yoga, etc... Não vou, como já alguém pediu, escrever só sobre organização. Este blog é sobre aquilo de que gosto e os meus gostos são mais vastos. Se não gostas dos posts sobre yoga, não os leias. Se não gostas de posts sobre finanças, não os leias. Se não gostas de posts sobre minimalismo, não os leias. Ninguém é obrigado a ler o que escrevo, assim como eu não sou obrigada a escrever só sobre um assunto ou sobre assuntos que não me dizem nada. Se o fizesse, não estaria a ser verdadeira. O que posso prometer, no entanto, é que escreverei sobre todos estes temas e não deixarei que um domine por completo o blog.

> Quero ser mais frugal. O (meu próprio) consumismo, o desperdício, os excessos, são coisas que incomodam. Quero também ser mais verde. Já tenho muitas comportamentos amigos do ambiente, mas quero ser ainda mais consciente do que faço e fazer mais.

> Aceitei, sem vergonhas ou complexos, de que sou, sempre fui, uma pessoa introvertida. Prefiro estar sozinha. Li algures que os extrovertidos precisam de estar com outras pessoas para terem energia, ao passo que para os introvertidos, estar com pessoas suga-lhes a energia - e isto é mesmo verdade. Percebi porque é que gosto de ser cientista, trabalho que não exige muita interacção com muitas pessoas, percebi porque é que gosto de almoçar sozinha, percebi porque é que não gosto de sair, nem ir beber cafezinhos, nem confraternizar nos corredores, nem estar com muitas pessoas ao pé. Resumidamente, I'm not a people's person. Sou introvertida e não tem mal nenhum nisso.


Portanto, 2014 será um ano fantástico... e sereno.


E tu, qual a tua palavra para 2014?


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23/12/2013

Uma manhã serena no interior algarvio

Esta manhã fomos passear. Estamos os quatro de férias, a casa está limpa e arrumada, os assuntos estão em ordem, as compras estão feitas e não tínhamos nada de importante para fazer hoje...

Saímos de Faro cedo, com o farnel no porta-bagagens, e rumámos à serra do Caldeirão para visitar o centro Budista Tibetano. O Centro Humkara Dzong situa-se no Malhão (Salir, Loulé), no segundo local mais alto do Algarve, a quase 600 metros de altitude. O frio sente-se bem... Mal chegámos a Salir, os vidros do carro embaciaram e aí percebemos que já não estávamos no litoral algarvio...


À entrada, este letreiro apresenta brevemente o centro e informa sobre algumas regras de conduta. Por exemplo, não se pode fumar, beber álcool, consumir drogas, fazer fogo, acender incenso, acampar, caçar, colher plantas e flores, e toda a vida deve ser respeitada neste local. 

Um pouco mais à frente está o Stupa. O Stupa é um monumento budista que representa a mente de todos os seres iluminados e é um símbolo do potencial que cada um tem para alcançar a iluminação.


O monumento situa-se mesmo no cimo de um monte e tem, por isso, uma vista fantástica a toda a volta, vendo-se até ao oceano... Andar à volta do Stupa no sentido dos ponteiros do relógio é considerado muito positivo, fazendo também votos para a paz mundial e para o bem-estar de todos os seres.


Saímos do Malhão e descemos em direcção à Rocha da Pena. Ficou a vontade de lá voltar para fazer o percurso pedestre de 5 km.

Continuámos a descer e, um pouco depois de Salir, virámos para a Fonte Benémola. A Fonte Benémola e a Rocha da Pena constituem o Sítio Classificado da Rocha da Pena e Fonte Benémola, uma área protegida onde se podem observar os melhores exemplos da vegetação do barrocal algarvio (barrocal é a zona de transição entre o litoral e a serra).


A Fonte Benémola é uma sítio lindíssimo!! Tem também um percurso pedestre de 4,5 km que faremos em breve (o objectivo da visita de hoje era fazer um piquenique lá). A vegetação e a fauna da zona são abundantes graças à ribeira da Menalva que, ao contrário de muitas no Algarve, tem água durante todo o ano. Aí ficámos durante algum tempo, sentados nas pedras, a ouvir a água a correr e os pássaros a cantar. Um sítio para voltar mais vezes, de certeza!



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22/12/2013

Esta semana...

 uma tarde calma

 Circo de Luzes no Terreiro do Paço

Buda iluminado para a meditação matinal

presépio no Colombo


passei uns dias em Lisboa
fui ao Oceanário
fui ao Vasco da Gama e Colombo (e não comprei nada!)
vi o Circo de Luzes no Terreiro do Paço
relembrei o que é andar de autocarro em Lisboa à hora de ponta
pratiquei Ashtanga Vinyasa Yoga duas vezes na Casa Vinyasa, estilo Mysore
voltei para Faro cheia de saudades (apesar de born and raised em Lisboa, já sou mais farense que lisboeta...)
pratiquei ashtanga mais umas quantas vezes em casa e fiz mais uma aula
iniciei e terminei uma experiência de produção e consumo de carbono orgânico dissolvido
fiz muito trabalho de laboratório
entrei de férias!
fui nadar às piscinas, seguido de relax no jacuzzi
abri algumas prendas de Natal
foi publicado um texto meu sobre decoração de Natal e minimalismo
fiz algumas compras de Natal (nada de tralha, só coisas úteis)
joguei à bola com o J.
pus os miúdos a destralhar o quarto e os brinquedos


Para a semana quero...

visitar ao centro budista tibetano do Malhão, Salir
ler muito
escrever
praticar muito yoga
meditar mais que 15 minutos por dia
comer muito na consoada
destralhar a casa
relaxar, descansar e, provavelmente, fazer umas férias da blogosfera

Bom Natal!



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20/12/2013

A lição de Ganesha

Relembrar a lição de Ganesha era uma das actividades do meu calendário do Advento. A lição de Ganesha é uma história que às vezes conto aos miúdos, que ensina sobre a bondade e a não-violência.

Já agora, Ganesha é uma divindade hindu muito querida dos yogis, pois é o removedor de obstáculos. Ganesha, o deus com cabeça de elefante, é filho de Shiva e foi o próprio Shiva que, acidentalmente, lhe cortou a cabeça e substituiu-a pela cabeça de um elefante.


Aqui fica a lição de Ganesha...

Um dia, um menino com cabeça de elefante chamado Ganesha foi brincar no bosque do monte Kailasa, onde vivia. Ganesha era um menino travesso e adorava correr, brincar e fingir que era um forte guerreiro.

Um dia, Ganesha levou o seu arco e flechas de brincar para o bosque. 
"Hum, o que é que vou caçar hoje?", pensou ele. Então, ele viu o seu pequeno gato branco e foi atrás do bicho. Ganesha começou a lançar flechas em direcção ao pobre gato, que fugiu cheio de medo. Mas Ganesha pensou que o gato estava a divertir-se. Foi então atrás dele e encontrou o pequeno gato encolhido e assustado atrás de uma árvore.

"Aha, encontrei-te!" gritou Ganesha, e começou novamente a atirar as flechas em direcção do pobre animal. Mas o gato, aterrorizado, fugiu. Mais uma vez, Ganesha foi atrás dele, encontrou-o escondido debaixo de um tronco e desta vez apanhou o gato, esfregou-lhe o focinho na terra suja e jogou-o ao ar. Mas o gato lá conseguiu fugir e Ganesha não conseguiu mais encontrá-lo.

"Bom", disse Ganesha, "isto não é divertido...". E voltou para casa.
Quando chegou a casa, Ganesha viu a sua mãe, Parvati, e parou de repente. Parvati estava suja de lama na cara e nas mãos e arranhões nos braços.
"Mãe, o que é que te aconteceu?", perguntou Ganesha.
Parvati olhou para si própria e disse "Não sei... Foste tu que me fizeste isto?"
"Eu??", exclamou Ganesha. "Claro que não!", afirmou. Mas então, Ganesha baixou os olhos e disse: "Oh, mas sabes uma coisa? Hoje fui mau para o nosso gato..."

"Ah!", exclamou Parvati. "Agora percebo. Sabes, Ganesha, eu sou todo este mundo. O meu corpo é toda a Terra. Sempre que fazes alguma coisa, fazes a mim também. Sempre que magoas a Terra, magoas-me a mim também. Eu era esse pequeno gato. Então, tudo o que lhe fizeste, fizeste a mim também."
"Oh, agora percebo", disse Ganesha. "Todas as minhas acções têm importância. Peço imensa desculpa, mamã. Não voltarei a portar-me mal."

"É impossível nunca fazermos mal", disse Parvati, "mas podemos prestar muita atenção ao que fazemos e assim fazer o menos mal possível."
Ganesha agradeceu à sua mãe pela lição e foi brincar de novo com o pequeno gato, mas desta vez sem o arco e as flechas...


Depois de ler a história aos miúdos, faço algumas perguntas para reflectirmos sobre o tema:

>> Como é que podemos ter consciência das nossas acções? Como é que sabemos que efeito é que as nossas acções têm nos outros?

>> Dá exemplos de causa e efeito. Se passares um sinal vermelho, o que é que te acontece? Se lutares com alguém em vez de fazeres as pazes, o que é que acontece?

>> Como é que fazemos mal a nós próprios, através de pensamentos negativos, más escolhas, etc.? Como é que podemos ser bondosos para nós próprios?

>> Conta uma história sobre como as tuas acções tiveram um bom ou mau resultado, ou como é que foste mau para ti próprio no passado.


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18/12/2013

Como meditar com música

Meditar é, simplesmente, estar presente no momento. É acalmar a mente, o fluxo de pensamentos, e estar ali, naquele momento. 

Meditar é uma prática antiquíssima cujos benefícios para a saúde e bem-estar são imensos. Meditar trata insónias, diminui os níveis de stress, diminui a dor, a ansiedade, o risco de doença cardíaca. Meditar ajuda-nos a estar mais atentos, mais concentrados, mais centrados, mais presentes no momento. Meditar torna-nos mais calmos, mais pacíficos, mais felizes. 

As vantagens da meditação são inúmeras e cientificamente comprovadas. Então, por que é que ainda não começaste a meditar?

Meditar, no início, não é fácil. Experimenta sentar-te em silêncio, quieta, de olhos fechados, durante alguns minutos. É difícil para os ocidentais parar e, simplesmente, estar. Estar completamente no momento presente, sem pensar em mais nada, apenas observando o que está e o que é nesse momento.

Mas meditar não é assim tão difícil quanto isso! Há inúmeras técnicas e métodos de meditação, uns vindos das tradições orientais, outros mais ocidentalizados, e se queres começar a meditar, é uma questão de procurares o método mais adequado para ti. Aqui estão algumas dicas para começar a meditar.

Eu gosto de meditar com música.

Tradicionalmente, não se medita com música. A música de meditação surgiu quando se começou a tocar música em spas e consultórios de terapias alternativas. É um tipo de música que ajuda a relaxar. A meditação também relaxa, mas, para meditar, é necessário foco numa só coisa - o mais fácil é a respiração. Não dá para estar a ouvir a música e prestar atenção à respiração ou a outra coisa. Devemos ter apenas um objecto de foco.

O que eu faço é focar-me completamente na música, nos sons que estou a ouvir. Quando faço este tipo de meditação, uso auscultadores para abafar outros sons e assim ouvir apenas a música. 

Meditar com música acalma-me, relaxa e ajuda-me a concentrar, mas eu sou muito viciada em música (mas tenhos gostos muito bem definidos). Se calhar para outras pessoas, meditar com música vai distrair... mas não há nada como experimentar.

Tenho uma playlist no Spotify com músicas que uso para meditar. As músicas duram entre 10 e 15 minutos, que é o ideal para mim; muitas vezes, depois da música acabar, ainda fico a meditar em silêncio.

A minha música preferida para meditar é esta: Rève, de Vangelis. Maravilhosa!




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Escrevi um post intitulado 3 dicas para simplificar a vida e poupar para o blog do Boonzi!

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16/12/2013

Nova receita de detergente para a roupa caseiro



Já há mais de 1 ano que não usava o detergente líquido para lavar a roupa caseiro... Farta de comprar detergentes comerciais cheios de produtos tóxicos, decidi fazer novo detergente, mas um que desse menos trabalho a fazer, que não exigisse estar a mexer a poção na panela...

Encontrei então uma receita de detergente para a roupa em pó que me pareceu óptima!



Ingredientes

> 2 chávenas de sabão azul
> 1 chávena de carbonato de sódio (confirmo que se vende nas drogarias como carbonato de soda - potassa; ultrapassa-me completamente o porquê de chamarem potassa a um produto que não tem potássio...)
> 1 chávena de bórax (vende-se nas farmácias)

Procedimento

> cortei o sabão azul aos bocados e pus na bimby para ficar às lascas
> juntei o carbonato de sódio e o bórax
> misturei e triturei tudo na bimby



Para usar na máquina de lavar roupa

> coloco 2 colheres de sopa do detergente
> coloco também vinagre de cidra (ponho a olho, mas deve ser meia chávena de chá) que funciona como amaciador de roupa (e a roupa não fica a cheira a vinagre)

Quando usei este detergente da primeira vez, o sabão azul não se dissolveu bem e tive que lavar a roupa novamente. Da segunda vez adicionei o vinagre e já não tive problemas. Estou a adorar este detergente em pó - e é bem mais fácil de fazer que o líquido...


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