26/12/2016

Destralhando

Eu, quando começo a destralhar, levo tudo à frente! Hoje foi um desses dias. Apesar de este ano não tirar férias na semana entre o Natal e a passagem de ano, ao contrário do que costumo fazer todos os anos, hoje fiquei em casa a descansar da festividades... Compras de supermercado, umas blusinhas novas na Stradivarius, uma bela posta de salmão grelhado ao almoço, um filme de Natal, e depois disto tudo, decidi atacar a minha roupa. 

As regras são sempre as mesmas. Gosto? Fica-me bem? Uso? Tinha uma série de peças que já usei bastante, mas que já não uso, porque... sei lá, os gostos mudam, o estilo muda... foram para o saco. Depois, dei uma volta aos colares, que uso muito pouco, pois prefiro brincos. Mais uns quantos para o saco. O armário do hall, onde tenho os casacos, seguiu-se - dois casacos lindos, os dois da Bershka, foram-se também. Na verdade, pus os dois à venda no olx. 

O mais antigo, que foi usado mas está em ótimo estado, faz-me parecer um urso pardo, graças ao seu pelinho castanho escuro. É quentinho, sim senhora, mas não dá para o meu físico...



O outro, comprado na Bershka online o inverno passado, é lindo, lindo, mas deve ser um M mais apertado, porque não me serve nas costas. Eu tenho as costas largas devido a muito desporto em miúda, natação, musculação... e com aquele casaco quase que não me mexo. Usei-o uma ou duas vezes, até admitir que, apesar de lindo, foi uma má compra. 



No mesmo armário estava o meu saco de ténis. Um saco enorme para raquetes, que usei muito pouco, comprado já próximo do fim da minha "carreira" de tenista amadora, pouco tempo antes de ter partido o pé... a jogar ténis. Guardei as raquetes, mas não preciso do saco para nada. Pus também à venda.


Portanto, espero que este destralhamento renda alguma coisa... O resto da roupa é para dar. Alguma, a que está em melhor estado, vou dar à loja solidária da Pravi de Faro, para ajudar os animais abandonados. O resto da roupa vai para uma instituição.

Como sempre disse, o minimalismo é um processo. O destralhamento não é feito numa só vez - volta e meia, temos que reavaliar o que temos, o que se vai acumulando. Nos próximos dias quero ver os livros e os armários da cozinha... E apesar desta semana não ser uma semana de reflexão como era costume, pelo menos consigo abrandar um pouco e riscar alguns itens da minha to-do list...



18/12/2016

Um fim de semana livre!!!!!!!!!!



Finalmente!!!!!!!! Eu já nem penso em férias... ter um fim de semana sem trabalho, sem nada para estudar, é o meu sonho! E esse fim de semana chegou finalmente!!

É claro que eu não sou capaz de ficar um fim de semana em modo vegetativo... O meu desejo de fins de semana sem trabalho é precisamente para poder fazer outras coisas que são negligenciadas... E foi o que fiz este fim de semana!

Ontem, sábado, acordei bem cedo para levar um dos miúdos a um jogo de futebol. Como o campo é ao lado das piscinas, aproveitei e fui nadar um pouco (não muito, que ainda estava dorida do dia anterior). Depois, umas compras, peixe para o almoço, e fomos para casa. Fiz uma limpeza, pus roupa a lavar, tirei roupa do estendal, estendi mais roupa, dobrei roupa... De seguida, ataquei o monte de papel que tenho para digitalizar - a maior parte são os apontamentos que faço das várias disciplinas do curso de psicologia, que digitalizo sempre no final do semestre. Ainda arrumei ficheiros no computador e depois ataquei o email - recebo tanta coisa que não leio que decidi fazer unsubscribe da maior parte. Depois do jantar ainda fiz uma arrumação à cozinha enquanto ouvia podcasts, e depois li um livro, estendida em frente à lareira...



Hoje, domingo, acordei cedo também. Não fiz yoga, porque sinto que os meus músculos estão a pedir descanso (mas daqui a pouco vou fazer uma prática leve). Tratei das minhas contas, fiz o orçamento da casa para janeiro, atualizei dados nas listas de documentos que guardo no computador. Aproveitei e encomendei a nova versão deste livro, que é a minha bíblia! Fomos almoçar fora e depois fui ao meu supermercado favorito, o Apolónia, em Almancil, para comprar umas prendas de Natal - eu gosto de oferecer chás, biscoitos e coisas dessas, coisas que se usam e que não são tralha, e foi isso que comprei. Cheguei a casa, vi um episódio antigo do House enquanto bebia um dos meus novos chás, o Chai Nero. Agora estou a escrever, entretanto encomendei este livro para oferecer à minha mãe, depois vou arrumar qualquer coisa, talvez tirar a roupa do estendal, ler um pouco, praticar yoga, ler um pouco mais, passar roupa a ferro depois do jantar... e planear o dia de amanhã, que é dia de trabalho! Ah, que bem que me sabe um fim de semana assim...

17/12/2016

Madrugadores na revista Sábado



Este reportagem já saiu há algum tempo, mas só agora me lembrei de a partilhar aqui (e só agora tive tempo de digitalizá-la e organizar uma série de coisas em casa - já há muito tempo que não tinha um fim de semana livre...).

A reportagem é sobre os madrugadores... estou lá eu, a Magda, e outras pessoas que se levantam cedo para aproveitar melhor as manhãs... Espreita a reportagem aqui.

16/12/2016

Fui para a natação



Em miúda fiz muito desporto... Natação foi um deles. Andava no Sporting, nas piscinas do Campo Grande. Aprendi os 3 estilos, comecei a aprender mariposa, mas depois pedi para voltar para a classe anterior para estar com a minha amiga Sara - e por isso, nunca aprendi a nadar mariposa. Quando vi para a Universidade, ainda andei uns tempos nas aulas de natação nas piscinas de Loulé. Quando abriram as piscinas cobertas em Faro, ia de vez em quando lá nadar. Quando os meus filhos começaram com as aulas de natação, aproveitava e nadava também. Nunca era grande coisa, claro. Meia dúzia de piscinas, devagar e a descansar muito pelo meio.

Já há uns quantos anos que não nadava a sério. Este verão decidi que a natação é, provavelmente, o melhor desporto para mim. Não tenho que lidar com outras pessoas, não há música horrorosa aos altos berros, não sinto o suor a escorrer pela cara, e tenho aquela sensação incrível de liberdade que só a água proporciona. Para não falar do impacto mínimo nas articulações, que já são massacradas com o yoga.

As piscinas de Faro andaram em obras e reabriram em novembro. Com as frequências e o stress todo, só esta semana fui fazer o teste de aferição e pelos vistos nado melhor do que pensava, porque me puseram na classe de aperfeiçoamento, a mais avançada. Hoje à hora de almoço tive a primeira aula.

Aaaaahhhhhhh!!!!!!!!! Sim, nado melhor e tenho mais resistência do que pensava. Fizemos saltos e nisso até sou relativamente boa. Acho que nadei um total de 24 piscinas, nos 3 estilos, o que para quem não nadava a sério há muitos anos, foi um milagre... Por mais preparação física que uma pessoa tenha por causa de outros desportos, não é suficiente para a natação. Ao fim de de 3 ou 4 piscinas, já me doíam os peitorais e as pernas. Continuei, fiz tudo, aldrabei um pouco no fim de cada piscina... Mas nadei. Tomei atenção aos reparos do professor, tirei dúvidas, tentei melhorar a técnica. O professor disse que na segunda semana toda a gente quer desistir, mas que as coisas melhoram a partir da terceira, e depois já não querem outra coisa. 

Espero mesmo que isso aconteça comigo. Eu gosto de nadar. E os outros desportos que tenho experimentado têm sempre coisas que me fazem desistir... Por exemplo, apesar de gostar de power jump, de spinning, e de algumas outras aulas de ginásio, não suporto a música e os gritinhos. Gostei de quase tudo no crossfit, mas não da filosofia que o professor é que sabe; e infelizmente, não gosto nada da parte do halterofilismo... nem de ficar toda suja, suada, cheia de magnésio nas mãos e na roupa e até na cara (lembrou-me os tempos de ginástica acrobática).

Quero nadar. Agora quero mesmo nadar. Não quero mais andar a saltitar de desporto em desporto, de ginásio em ginásio. O bom de fazer isso, de ir experimentando, é que cada vez conheço-me melhor e sei o que gosto e o que não gosto.

Gosto de yoga - ashtanga yoga, vinyasa flow, estilos mais atléticos de yoga (se bem que uma prática yin ou restaurativa sabe e faz muito bem de vez em quando). Gosto de treino calisténico, trabalhar o corpo com o seu próprio peso - elevações, flexões, agachamentos, coisas dessas, que também se usam muito no yoga. Gosto de andar a pé e de bicicleta, mas como meio de transporte e para passear. Em vez de ir de carro, ir a pé. Em vez de passear ao fim de semana com a família de carro, passear de bicicleta. 

E gosto de nadar. Espero mesmo que este seja o início de uma duradoura paixão...

E tu? Se andas na natação, se começaste ou recomeçaste, conta-me a tua experiência!



28/11/2016

Tempos ocupados

É hora de almoço, acabei de comer, em casa, em frente à televisão. Apeteceu-me pegar no computador e escrever um pouco no blog... coisa que, desde que me meti no curso de psicologia, tenho feito muito pouco...

Esta é uma daquelas alturas terrivelmente cheias. É frequências, é trabalhos para acabar e apresentar. É artigos para alterar, melhorar, escrever, é teses para corrigir, é artigos pendentes para rever, é resumos de congressos para escrever. A juntar a tudo isto, como se eu não fosse já suficientemente ocupada, um professor convenceu-me a fazer um segundo doutoramento, desta feita em psicologia, usando parte do meu trabalho de pós-doutoramento em ciências do ambiente, mas que já tem uma componente importante de psicologia... Portanto, como agora os doutoramentos também têm aulas no 1º ano (quando fiz o meu doutoramento em ciências do mar não havia esta parte letiva), tenho mais aulas, mais trabalhos e mais coisas para fazer.

A coisa vai-se fazendo, a verdade é essa. E a verdade é que em alturas de muito trabalho, eu consigo ser super produtiva e ando cheia de energia (mais do que quando tenho pouca coisa para fazer) - isto é uma qualquer hipomaniazinha que eu devo ter (os psicólogos percebem do que estou a falar...), mas ainda bem que assim é, senão não sei como é que aguentava...

Tenho praticado yoga, bastante até, e decidi finalmente abraçar o desapego na minha prática - não me preocupar com o resultado, com a flexibilidade, com a força. Praticar, apenas, sem ter um objetivo pré-definido em mente. 

Voltei ao chocolate preto, depois de umas semanas em que devorava uma tablete de chocolate de leite com avelãs praticamente todos os dias ao pequeno-almoço. Voltei a ter cuidado com a alimentação e tento fazer uma alimentação primal/paleo a maior parte do tempo.

Não vou tirar férias na semana entre o Natal e a passagem de ano. Tenho demasiado trabalho. O que mais quero agora não são férias, mas sim fins de semana livres. Fins de semana de inverno passados em frente à lareira com um livro nas mãos, uns petiscos para o jantar e um filme ao serão. É com isso que agora sonho. De resto, está tudo bem!...


30/10/2016

Ainda estou viva! E a praticar ashtanga!


A sério, estou mesmo!! Acho que nunca tinha ficado tanto tempo sem escrever... praticamente 2 meses... Alguns de vós manifestaram saudades de ler (obrigada!) e a verdade é que eu também sinto saudades de escrever... Por isso, vou aproveitar agora, que estou sozinha no Monte Velho, sentada numa sala linda, enquanto os meus companheiros deste retiro de ashtanga foram à praia surfar...

Então, o que é que tenho andado a fazer? Basicamente, a trabalhar. É o meu novo projeto de trabalho (uma coisa muito interdisciplinar entre a gestão costeira e a psicologia ambiental), as aulas do último ano da licenciatura em psicologia, e ainda outro projeto que implica aulas às sextas ao fim da tarde... Depois, há a família, a casa, a prática de yoga, o crosstraining que comecei a fazer duas vezes por semana (porque gosto de coisas puxadas e de fazer força!), as leituras... o mesmo de sempre.

Mas este fim de semana larguei tudo e vim praticar ashtanga - num sítio lindo, com uma professora que adorei (se estiveres em Cascais e quiseres conhecer esta prática, aproveita!). Saio destes retiros sempre com imensa vontade de começar a levar a minha prática mais a sério - comprometer-me, ser mais disciplinada, praticar todos os dias e não arranjar desculpas. Já percebi que isto, para mim, não é uma prática física - a parte física para mim é fácil. Para mim, esta é uma prática de disciplina - é nisso que tenho que trabalhar e é isso que ganho com a prática.

Eu sou a de cor de rosa de cabeça para baixo... (foto roubada à Verinha)

Ao longo deste fim de semana, conheci pessoas muito interessantes - uma delas até me reconheceu do blog!! (sim, Diana, és tu!) É sempre muito bom! Vim com a minha querida amiga Maria João, que está a apaixonar-se pelo ashtanga - é o que acontece com a maioria das pessoas que experimentam esta prática! (a Vera explica isso muito bem aqui) Conheci mulheres com histórias de vida fantásticas, com carreiras, com famílias - mas também com tempo para se dedicarem à sua prática de yoga. Porque, quando queremos, fazemos por isso. Não arranjamos desculpas. Porque, quando queremos as coisas, temos não só que agir, mas também sonhar, planear e acreditar que é possível!




01/09/2016

Setembro vida nova

Adoro setembro!! Já escrevi isso aqui muitas vezes, mas é mesmo verdade - setembro é dos meus meses preferidos (ao contrário de agosto). É o início do ano letivo, o fim das férias, o regresso às rotinas que eu tanto gosto! Quando penso em setembro lembro-me de ser pequena, em Lisboa, da azáfama de comprar o material escolar, de me deliciar com o cheiro dos livros e dos cadernos, do início das aulas no Colégio - sim, eu gostava da escola! Recordo-me também, lá mais para o fim do mês, das primeiras chuvas, do cheiro a terra molhada, do caminho pelo Campo Grande para ir para as aulas... Do recomeçar das atividades, do ballet, da ginástica, da natação. Ver os amigos de novo, conversas, brincadeiras... Adoro setembro!

Esta alegria com o mês de setembro tem-me atingindo todos os anos, e este ano não é diferente. Quero fazer planos, organizar as coisas, ser mais eficiente, menos procrastinadora, ser o melhor possível - os sonhos do costume. Mas a experiência já é muita e sei bem que o que funciona melhor é manter as coisas simples... não querer demasiado e focar-me no essencial.

Hoje é dia 1 de setembro e é dia de Lua Nova - o dia não podia ser melhor para refletir, para fazer planos, para começar coisas novas!

Já há muito tempo que não faço listas de objetivos, mas este mês apetece-me! Aqui ficam então os meus objetivos para este maravilhoso mês de setembro...

Trabalho

> Este mês quero sobretudo ler. Vou iniciar um novo projeto e tenho que ler muito para me pôr a par das coisas, para fazer planos e para ter novas ideias.

> Tenho também um artigo para acabar de escrever, um que está com os co-autores e espero que venham as respostas de três que estão submetidos...

> Por fim, quero fazer umas arrumações e limpezas no laboratório, coisa rápida...

Curso de psicologia

> As aulas começam a meio do mês. Não haverá muito para fazer ou estudar este mês, mas quero avançar logo com os trabalhos, para não deixar tudo para a última da hora.

Yoga

> Quero praticar ashtanga 6 dias por semana como manda a tradição e não arranjar desculpas. É só isto.

(outras) Atividades físicas

> Ando muito numa de street workout. Sinto-me novamente criança quando me penduro nas barras e dou cambalhotas! Mas a sério, adoro o street workout - o treino calisténico, apenas com o peso do corpo. Tenho um sítio bom ao pé de casa para praticar e quero começar a levar isto mais a sério!

> Quero também ir para as aulas de natação. Vou inscrever-me e ficar à espera de uma vaga.

> Relativamente ao ginásio, pretendo fazer apenas uma aula de power jump, e apenas porque tenho que lá ir por causa do judo dos miúdos...

> De resto, muita atividade não estruturada - brincar, jogar jogos, raquetes, mergulhos para a piscina (enquanto o tempo permitir), andar a pé, ou seja, divertir-me ao mesmo tempo que mexo o corpo!

Brincando...

Casa

> O que mais quero é planear sempre os menus semanais e ir ao supermercado uma só vez por semana. A sério! Não quero perder tempo com estas coisas...

> Relativamente às limpezas e restante gestão da casa, acho que as coisas estão bem orientadas. Tenho empregada que vai uma vez por semana e deixa a casa impecável. Damos uma aspiradela ao fim de semana, passo o pano do pó aqui e ali e fica bom. Os miúdos já estão mais crescidos e responsáveis e ajudam com as coisas deles... E mantenho a regra de não começar a semana de trabalho com roupa para passar - é a minha atividade preferida de domingo, sobretudo quando chove,.. passar a roupa enquanto vejo um filme...

Para este mês acho que é tudo... Tenho coisas pontuais que quero fazer (como pintar um quadro de ardósia na parede do escritório, ou aumentar o tampo da minha secretária), mas coisas grandes são estas... Vamos ver como corre! Mas tenho um feeling que este vai ser um excelente mês!!


22/08/2016

5 motivos para parares de procrastinar o teu desenvolvimento pessoal

Um guest post da Mafalda do blogue It’s (not)so simple! Obrigada Mafalda!

------


Tenho a certeza de que a ideia já cruzou o teu pensamento dezenas, quiçá centenas, de vezes. E, de todas essas vezes, reprimiste-a. Razões como “agora não é momento certo”, ou “onde vou arranjar o dinheiro?”, ou ainda “para quê cansar-me se depois o meu patrão não me vai valorizar?”. Cada pessoa tem os seus motivos, sejam eles estes, ou outros, mais ou menos complexos.

Não estou aqui para julgar os teus motivos. O meu único intuito é fazer-te pensar, dar-te mais razões para considerares a hipótese de aprenderes novas coisas e de desenvolveres o teu eu.

Afinal de contas, sei que te sentes imensamente inspirada pela nossa Rita e pelo seu exemplo de força, determinação e dedicação: ser mãe, investigadora, yogini, blogger e estudante universitária é uma bela carga de trabalhos, não é?

Então, vamos falar das razões mais comuns que damos (seja a nós, seja aos outros) para não investirmos no nosso desenvolvimento pessoal e de como podemos contrariá-las e deixar de procrastinar o investimento na nossa própria formação.

1. Não tenho tempo! Bom, isto é algo que dizemos muitas vezes e não só a propósito deste tema. “Tenho filhos pequenos.” “Tenho uma casa para cuidar.” “Estou cheia de trabalho…” Aquilo que eu acho, aquilo que eu tenho aprendido, é que, se realmente quisermos fazer determinada coisa, arranjaremos tempo para ela. O exemplo clássico: quantas pessoas conheces que tiraram a carta de condução enquanto estudavam, ou trabalhavam? Arranjaram tempo para ir às aulas, estudar o manual, fazer testes, fazer o exame de código e ter aulas de condução em tempo quase record. A grande lição é: quando realmente queremos muito uma coisa, ou quando algo nos faz muita falta e tem um grande impacto na nossa vida, encontramos tempo. Mesmo que para isso tenhamos de pedir ajuda, deixar coisas menos importantes de parte, roubar ao sono (esta não recomendo, mas cada um faz o que for preciso), parar de ver televisão, pôr as saídas à noite em standby… Vale tudo para atingirmos os nossos objetivos!

2. Onde é que vou arranjar o dinheiro? Não pretendo intrometer-me na carteira de ninguém. Porém, investir em formação pode trazer grandes benefícios pecuniários no médio/longo prazo. Cada um tem de saber o que é que valoriza mais e ter a capacidade de gerir os seus rendimentos da melhor forma. No entanto, aquilo que quero aqui destacar é que podes aprender mais, descobrir novas coisas, sem ter de gastar rios de dinheiro em manuais, sebentas, aulas ou propinas. Sobretudo nos dias de hoje. Podes escolher, na biblioteca da tua cidade, por exemplo, um livro que te ensine uma nova capacidade. Ou procurar uma versão digital, normalmente menos dispendiosa. Pedir emprestado. Ou comprar em segunda mão. E, claro, podes encontrar na nossa amiga Internet uma grande aliada: procura informação fiável sobre o tema do teu interesse, lê tudo o que puderes e coloca em prática o que fizer mais sentido. Se a tua “cena” forem línguas estrageiras, experimenta uma alternativa como o Duolingo (https://www.duolingo.com/). Se procuras algo mais ligado aos negócios, ou às ciências socias, e nem queres sair da frente do PC, tens de espreitar o Coursera (https://www.coursera.org/). Depois agradeces-me… Aumenta os teus conhecimentos sem gastar um cêntimo!

3. O meu patrão não ia valorizar-me mais por isto. Isto, para mim, levanta duas questões: A) Queres fazer isto por quem, realmente? Não o faças pelos motivos errados, por favor. Fá-lo por ti! Para te sentires bem contigo, para te levar mais além. Adicionalmente, poderás querer fazê-lo para inspirar os que te rodeiam, ou para dar um bom exemplo aos teus filhos. O teu patrão e o teu emprego vêm, quando muito, em terceiro lugar. B) Achas mesmo que o teu chefe não te vai valorizar? Ainda que a tua decisão implique estares menos disponível para o trabalho (porque tens aulas, por exemplo), tenho a certeza de que o teu patrão vai ver a tua decisão como algo positivo. Pode até não o demonstrar, mas todos os chefes gostam de empregados pró-ativos, interessados e que vão à luta. E, em alguns casos, pode até acontecer que o teu chefe tenha apenas medo de te perder: capacidades aumentadas equivalem a progressão de carreira potenciada, ao seu lado, ou longe dele. Portanto, seja para te sentires bem contigo própria, ou para aumentar as tuas hipóteses no mundo do trabalho, investir na tua formação compensa SEMPRE!

4. Não sei o que estudar! Isto, minha amiga, é um excelente problema para se ter. Podes decidir enveredar por temas que te seduziam na infância, ou na adolescência, e que tiveste de deixar para trás por achares que não tinham futuro, ou por algo que só agora descobriste. Avalia várias hipóteses, pesquisa um pouco sobre cada uma e decide. E, lembra-te, nada tem de ser definitivo: hoje podes ler sobre física quântica, e amanhã ter aulas de crochet. E depois avançar para a filosofia. Ou para uma qualquer arte marcial. O céu, caríssima, é o limite!

5. Já não tenho idade para isso! Hum… Sinceramente, já ouvi desculpas melhores! Se há algo que eu considero absolutamente extraordinário no ser humano é a sua capacidade para aprender, para mudar formas de agir e de pensar. Tudo, com a orientação mental certa, poder ser (re)aprendido. Certos temas com maior facilidade, outros com menos, é certo, mas, se realmente te interessa, tu chegas lá. Não te esqueças que um cérebro em movimento é um cérebro que envelhece mais devagar. Portanto, deves isto a ti própria: estuda, para o teu bem!

Confia em mim: este é o momento certo para fazeres algo mais por ti e para aumentares os teus conhecimentos. Tudo conta: os cinco minutos a ler enquanto esperas pelo autocarro, aquele bocadinho da tua hora de almoço para completar mais uma unidade de Espanhol, acordar 30 minutos mais cedo para estudar contabilidade financeira… Tu lá sabes.

Tu mereces o investimento que vais fazer em ti própria. Por todos os motivos e também por mais este: por teres a hipótese de provar a ti própria, uma vez mais, que vales muito, que tens grandes capacidades, sejam estas intelectuais, de organização, culturais, técnicas, motoras, analíticas ou de julgamento.

E isto parece-me importante sobretudo se te debates frequentemente com uma sensação de que estás a estagnar, de que te faltam conhecimentos importantes para o teu dia-a-dia, ou que precisas de te levar mais além e ocupar-te com novas aprendizagens.

Portanto, e inspirada pela nossa Busy Woman, segue em frente e começa já a aprender algo novo.
Já agora, se precisares de informação sobre esta temática e, mais particularmente sobre o Estatuto do Trabalhador-Estudante, passa pelo meu cantinho. Será um gosto ter-te por lá.

Atreve-te a ser feliz!

Não posso terminar sem agradecer à Rita por me ter recebido tão bem aqui no seu blogue. Foi uma honra poder partilhar com quem a lê estas minhas singelas dicas. Continuação de imenso sucesso, Rita!

21/08/2016

Como aproveitar o tempo quando os miúdos estão nas atividades e outras cenas

Os meus dois filhos sempre foram muito desportistas. Desde pequenos que fazem desporto e ao longo destes anos já experimentaram várias modalidades, enquanto nós nos desdobramos para os acompanhar a todo o lado... Nunca fui pessoa de ficar sossegadamente sentada a olhar enquanto eles têm aulas de natação ou treinos de judo. Gosto - preciso! - de aproveitar essas horas para fazer alguma coisa útil!

Já fiz caminhadas, já fui nadar, já fiz aulas de ginásio, musculação, já levei o portátil para trabalhar, já levei livros para ler... No último ano letivo fazia aulas de power jump e pilates no ginásio, enquanto eles estavam no judo. Outros dias, dava as minhas aulas de yoga enquanto o pai andava com eles para trás e para a frente.

Este ano, as coisas vão mudar. Já não vou dar aulas de yoga porque não dá mesmo - o tempo não estica e prefiro dedicar-me a mim, à minha prática, às minhas coisas, do que ter esse compromisso. Um dos miúdos vai voltar para a natação, o que me deixa muito entusiasmada - será que é agora que vou também inscrever-me nas aulas, em vez de ir nadar só 5 minutos de vez em quando? Eu fiz natação em miúda, mas nunca aprendi a nadar mariposa, só os outros 3 estilos...

Gosto de setembro e do início do ano letivo. Novas atividades, novos horários, novas rotinas... Vai ser um ano diferente, muito bom, de certeza, com mudanças - os dois miúdos no 2º ciclo, eu com um novo projeto de trabalho, o último ano da licenciatura em psicologia e, espero, mais tempo para mim!

Mas que atividades físicas fazer quando acompanho os miúdos? Por agora tenho duas opções: aulas de ginásio ou aulas de natação. A segunda hipótese agrada-me muito mais, mas tudo depende dos horários. Ah, já me imagino de fato de banho, touca e óculos a deslizar pela água e a aprender, finalmente, a nadar mariposa!

O cross-fit seria outra opção. Experimentei duas aulas em julho, adorei, mas... senti que uma prática de cross-fit iria afetar negativamente a minha prática de yoga. E não gostei daquela filosofia que os treinadores é que sabem e temos que fazer o que eles mandam - sou muito má a cumprir ordens...

As aulas de ginásio aborrecem-me. Não gosto das músicas, não gosto dos gritinhos, não gosto de ver pessoas a fazer aulas atrás de aulas atrás de aulas sem noção do que andam a fazer, como se isto fosse quanto mais, melhor. Gosto do power jump. O pilates não me desafia, o piloxing é sempre a mesma coisa, zumba nem morta me apanham numa aula dessas. Mas, sobretudo, não consigo estar uma hora a ouvir aquelas músicas naquele volume ensurdecedor.

A musculação já era. Já não faz sentido para mim o isolamento de músculos, o treinar com pesos, o olhar-me ao espelho para ver os músculos inchados. O que gosto agora e faço de vez em quando, em casa, é treino calisténico, com o peso do corpo - flexões, elevações, agachamentos, pranchas - e suas variantes. 

A minha prática de yoga também tem evoluído. E está mais simples. Nada de grandes planeamentos, de muita diversidade. Praticar ashtanga é o que eu gosto de fazer. E é nisso que me tenho focado.

Enfim... são as minhas divagações de agosto, este mês que não me agrada nada, enquanto espero ansiosamente pelo setembro!...

15/08/2016

Das férias, do trabalho, de Agosto

Não gosto do mês de agosto. Em criança, agosto significava férias (claro) um pouco aqui e ali, em Faro, nas Caldas da Rainha, em Lisboa. No fim do mês aparecia sempre aquela alegria e ansiedade pelo regresso às aulas. Era bom.

Agora, agosto é mês de muito calor e trabalho, enquanto a maioria das pessoas à minha volta parece estar em modo de férias - enquanto eu estou desejosa que chegue o outono (outono esse que praticamente já não existe no Algarve). Não gosto do mês de agosto. Gosto de julho, o mês das minhas férias e do meu aniversário, gosto de setembro, que me sabe a Ano Novo com o regresso à escola, às atividades, às rotinas que tanto conforto me trazem. Mas não gosto de agosto.

As férias em julho foram boas. Consegui livrar-me do vício do chocolate. A sério! Já não sinto aquela necessidade psicológica de comer chocolate depois do almoço. Atualmente, não toco em chocolate nem em nada com açúcar adicionado há 1 semana. Uma semana inteira sem comer chocolate! Um feito totalmente inédito para mim!!

Estas duas semanas de trabalho correram bem. Fiz tudo o que tinha planeado, 2 artigos acabados, 1 deles para submeter amanhã, o outro enviado para os co-autores. Mais um artigo para acabar de escrever até ao fim do mês e depois entro numa nova fase da minha carreira profissional. Estou um pouco assustada, mas muito entusiasmada!

Amizades. Estou a fazer novas amigas. Nos últimos meses conheci duas raparigas com quem me entendo muito bem. A verdade é que, infelizmente, eu acho a maioria das pessoas... uma seca, desinteressantes... não consigo ter conversas mais profundas com quase ninguém... Mas com estas duas parece que nos conhecemos desde sempre. É bom e espero continuar a atrair pessoas assim para a minha vida.

Casa. Ando numa de destralhamentos. Quando começarem as aulas deixo de ter tempo para estas coisas, por isso estou a aproveitar agora. Já enchi sacos de roupa para dar. A roupa que fica tem que cumprir apenas este critério: gosto de me ver com esta roupa? Estou farta de roupa que uso só porque tenho, mas que na verdade não me favorece grande coisa ou com a qual não me sinto gira. Quero sentir-me fabulosa sempre! Portanto, roupa que não me faz sentir assim vai fora.

Setembro. Desejosa que chegue. Vou 4 dias para Vila Nova de Milfontes praticar ashtanga com uma professora americana que foi a primeira mulher ocidental a aprender ashtanga, no início dos anos 70. Devido à minha lesão nas costas, em julho recomei a praticar devagarinho e tenho levado as coisas com calma. Quero estar em plena forma para esses 4 dias de prática, para poder aproveitar ao máximo.

Dieta. Estou no 8º dia do Whole30 - e, incrivelmente, tenho conseguido cumprir. Sinto-me super bem, cheia de energia, acordo antes do despertador e não me dá aquela quebra após o almoço. A maior parte do tempo não tenho apetites de chocolate, apenas quando vou ao supermercado e os vejo! Por isso, estou muito feliz comigo! E os efeitos na balança já se notam...

De resto, está tudo bem! Os fins de semana têm sido de piscina em casa dos meus pais - que as praias estão impossíveis!! Aqui ainda ninguém chegou ao ponto de deixar as toalhas e sombrinhas a marcar o lugar, mas no sábado passado às 9 da manhã já não havia lugar para estacionar o carro na praia de Faro... Ah, agosto, agosto... Vem depressa, setembro, que eu prevejo um maravilhoso ano à minha frente!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...