31/03/2012

Uma foto por dia em Abril

Eu adoro fotografia. Sei pouco sobre a parte técnica, mas adoro tirar fotos. E adoro aqueles desafios que vão aparecendo pela internet, como o projecto 365 (uma foto por dia durante 365 dias), ou o projecto 52 (1 foto por semana durante 1 ano) ou o daily outfit diary (fotos diárias da roupa) e por aí fora. Já comecei vários destes projectos mas nunca acabei nenhum...
Amanhã vou tentar de novo! Adoro os projectos mensais da fat mum slim. A Chantelle define uma lista para o mês inteiro onde nos podemos inspirar para tirar as fotos - muito mais fácil assim!
Aqui fica a lista para Abril. Não estou a pensar colocar as fotos aqui no blog, mas sim no Flickr.


Ah, eu adoro o Flickr. Para mim, é muito mais inspirador que o Pinterest, pois a ideia é cada utilizador colocar as suas próprias fotos. Enquanto no Pinterest perde-se muitas vezes a fonte original da foto (e há problemas com o copyright das fotos), no Flickr as fotos postadas são tiradas pelos próprios utilizadores. É muito mais real.
Portanto, colocarei as fotos do projecto na minha página do Flickr e ficaria muito contente se fossem lá espreitá-las! (claro que não garanto que vou conseguir levar o projecto até ao fim...)
Quem mais alinha neste desafio? São só 30 dias, não deve ser difícil!

30/03/2012

De volta!

Estou de volta a Portugal!
Estive em Málaga numa reunião e ontem fui passear a um sítio onde queria ir há muito tempo!! Gibraltar!
Aqui fica um macaco que veio a correr atrás de mim... depois logo mostro mais fotos! Bom fim de semana!




27/03/2012

Fiz as pazes com o castanho

O ano passado foi o período de maior destralhamento cá em casa. Vendi mobílias, dei roupa e sapatos, dei livros, joguei papeladas fora...

O maior destralhamento foi mesmo na minha roupa. Livrei-me de mais de metade da roupa que tinha. Esse passo gigante só foi possível depois de ter descoberto que as cores que me ficam melhor são cores frias e dentro dessas as minhas preferidas são o branco, o preto e os cinzentos. Basicamente, tudo o que era de outras cores, sobretudo cores mais vivas e com estampados mais berrantes, foi fora. E também tudo o que era castanho e bege, pois não são cores que me fiquem bem (e realmente quando me vestia de castanho sentia sempre que algo estava mal... o bege então, fazia-me sentir mais velha).

No entanto, mantive alguns acessórios castanhos, sobretudo cintos, botas e sandálias de pele. E agora, sobretudo influenciada pela Iro (vejam do que estou a falar aqui), aprendi a combiná-los com o preto, o cinzento e o branco. E gosto! O castanho perto da cara não me favorece nada, mas em pequenas doses e combinado com as minhas cores boas, fica muito bem! Portanto, estou feliz por ter feito as pazes com o castanho!

Cinto (Promod) e botas (C&A) em pele castanha, combinados com camisola de gola alta preta (Promod), casaco cinzento (C&A), brincos cinzentos (nesse dia levei também a gabardine preta e mala preta)

Cinto castanho (Bershka) e pulseiras de madeira combinados com vestido preto às bolinhas brancas (Promod), casaco branco e as novas sabrinas pretas (ambos Stradivarius)

Esta semana os posts estão a fugir um pouco dos habituais temas, mas é porque estou em Espanha em trabalho e apeteceu-me variar um pouco... Quem me lê há mais tempo sabe que eu gosto muito de roupa e apesar de ter diminuído drasticamente o meu guarda-roupa, não quer dizer que agora ande por aí mal arranjada! E como disse ontem, agora prefiro ter menos, mas de maior qualidade!

26/03/2012

One in, one out

Ser minimalista não tem nada a ver com viver mal - pelo contrário! O minimalismo, ao eliminar o que não faz falta, abre espaço e cria tempo para aquilo que realmente gostamos.

E eu gosto de sapatos. 

Já cheguei a ter quase 60 pares de sapatos. Neste momento tenho 20 e alguns guardados na cave sobre os quais ainda tenho que tomar uma decisão.

Antes de abraçar um estilo de vida minimalista, comprava só por comprar. Porque era giro, porque era barato, porque me apetecia. Dos vários sapatos que tinha, nem todos tinham qualidade. Nessa altura, preferia a quantidade à qualidade.

Agora é exatamente o oposto. Prefiro ter menos, mas melhor. Prefiro gastar mais dinheiro nuns sapatos que duram anos do que o mesmo dinheiro em três ou quatro pares diferentes que duram apenas uns meses. Já não faço compras precipitadas. Compro apenas se precisar. E aplico a regra "one-in, one out" - entra um, vai outro fora.

Foi o que fiz há uns dias. Há um ano tinha dois pares de sabrinas pretas: as que se vêem na foto, no lado direito, e outras que me apertavam os pés e tornavam-se desconfortáveis ao fim de uns minutos de uso. Estas últimas foram fora quando fiz um destralhamento de sapatos há uns meses (já tinha feito um grande destralhamento antes). Fiquei com as da foto para usar em casa quando vinha cá alguém, mas não na rua, pois as duas solas estavam descoladas e partidas. Já sabia que tinha que comprar umas sabrinas pretas para a Primavera... A diferença é que agora estava disposta a gastar dinheiro para comprar umas boas sabrinas.

Poupando noutras coisas que são desnecessárias, tenho mais dinheiro disponível para as coisas de que gosto. Então lá fui passear pelas lojas de Faro à procura de umas boas sabrinas pretas... Foi difícil encontrar umas ao meu gosto... Acabei por comprar as que tenho calçadas na foto na Stradivarius. Foram baratas (<20€), mas a qualidade parece razoável e são super confortáveis. Não se vê bem na foto, mas são em crochet (são estas).
As sabrinas da direita foram para o lixo, claro - one in, one out!


No dia em que tirei estas fotos estava em casa à espera dos homens da Associação Despertar, que vieram cá a casa buscar tralha que tinha na cave - aahhh!! Ainda tenho muito tralha lá em baixo, mas aos poucos isto vai! Mandei fora o canto do meu sofá, um pouf, umas portas de fole, e dei uma televisão, um móvel para CDs, um banho de pés, uma cadeira brasileira e dois quadros para eles venderem.




23/03/2012

Book review ~ Casa Feliz, um guia prático de decoração


Hoje em dia já não compro muitos livros em papel - compro sobretudo livros em formato pdf ou kindle. Um dia no Pingo Doce vi o livro "Casa Feliz, um guia prático de decoração" da conhecida decoradora Maria Barros, folheei-o e não resisti.

No geral, gostei do livro, se bem que a minha casa já está praticamente como quero, por isso não encontrei muitas ideias que pudesse aproveitar. O livro é útil para quem começou agora a decorar a casa, pois dá conselhos práticos sobre como decorar cada divisão. A autora também é apologista de nos livrarmos da tralha e termos apenas as peças que são realmente especiais. Ela dá várias dicas que, depois de ler, fazem todo o sentido e parecem óbvias, mas as quais nunca me tinham passado pela cabeça antes - por exemplo, a mesa de centro deve ser da mesma altura que o assento do sofá... 

A Maria Barros não é uma decoradora minimalista e nem é muito fã do estilo escandinavo; os seus projectos são, geralmente, impregnados de cor. Certas dicas que ela dá não têm nada a ver comigo, como ter uma mesinha de apoio de cada lado do sofá para criar simetria... Mas outras fazem todo o sentido, como não ter fotografias dos filhos e da família no quarto de casal, um espaço reservado à intimidade. 

A autora é também bastante crítica em relação ao tipo de decoração "bege" - o tipo de casas que se vêem na revista espanhola El Mueble (diz ela, não eu). Achei piada às críticas que ela faz a este tipo de decoração monótona e segura, tão apreciada pelos portugueses...

O que não gostei no livro foram essencialmente duas coisas. A Maria Barros refere várias vezes que o ideal é ter a sanita separada do resto da casa de banho, o que acaba por tornar-se aborrecido, pois não é uma coisa possível para o português comum que compra livros de decoração como este. Esse tipo de casa de banho vê-se em grandes moradias e uma pessoa que esteja disposta a gastar muito dinheiro numa moradia, de certeza que contratará um decorador (como a Maria Barros) para fazer o projecto de decoração da casa, em vez de comprar um livro deste género.
Outra coisa que não gostei: achei a escrita da autora um pouco pretensiosa. A autora aconselha o leitor a fazer viagens ao estrangeiro em busca de inspiração e sugere a compra de produtos acima do plafond do português médio. Na minha opinião, o livro estaria mais ajustado à realidade portuguesa se tivesse sido escrito num tom mais terra-a-terra, e com dicas e sugestões mais acessíveis. 

Mas, no geral, gostei e aconselho-o a quem anda perdido nestas lides da decoração de interiores! É um livro de decoração escrito em português, por uma decoradora portuguesa. E adorei as ilustrações do João Catarino, que são da própria casa da autora.

Para acabar, deixo-vos os títulos dos vários capítulos, que é para onde eu olho em primeiro lugar quando folheio um livro.

1. Identificar o que não está bem
2. Elaborar um plano de acção e estabelecer prioridades
3. Estabelecer prioridades
4. Editar e organizar
5. Inspiração: como usar as fontes de inspiração a seu favor
6. Decorar: pôr a teoria e prática
7. Uma casa mais feliz! Divisão a divisão
8. Feng Shui e superstições
9. As minhas teorias postas em prática
10. Noções gerais sobre felicidade

22/03/2012

Acordar cedo (e usar o kaizen)

UPDATE TECIDOS: A Sara foi a primeira a demonstrar o seu interesse pelos tecidos. Obrigada a todas pelo interesse!


Todas as quintas-feiras falo um pouco de cada um dos projectos do e-book da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time, e de como os implemento na minha vida. 
Hoje é o projecto n.º 47 - Acordar cedo e usar o kaizen (como eu adoro este tópico do levantar cedo!).

Como sabem, eu gosto de me levantar cedo. Agora tenho acordado às 6h. Nem sempre consigo, mas mesmo quando me deixo dormir, nunca me levanto depois das 7. Mesmo ao fim de semana é muito raro dormir até mais tarde.

Levantar cedo, entenda-se, levantar-me 1 ou 2 horas antes das outras pessoas que vivem cá em casa, tem uma grande vantagem - ganho tempo para mim. Ganho tempo para fazer as minhas coisas, seja escrever, ler, ir ao ginásio, sem ser interrompida pelos miúdos que querem alguma coisa, pelo barulho da televisão ou pelas actividades normais do dia-a-dia. De manhã não tenho tarefas da casa para fazer (não me vou pôr a fazer barulho às 6 da manhã!), não tenho trabalhos de casa para verificar, não tenho ninguém com quem falar. É tempo só para mim. E só por isto, vale a pena o sacrifício de levantar ainda de noite.

É fácil? Claro que não! A tendência natural é ficar na cama mais um bocadinho e voltar a adormecer... É preciso ter muita força de vontade para saltar da cama mais cedo, mas com o tempo vai ficando mais fácil. Depois, torna-se um hábito. O organismo habitua-se e acabamos por acordar àquela hora mesmo sem o despertador (ainda não estou bem nessa fase...).

Neste post referi alguns aspectos que considero importantes para conseguir levantar-me cedo (vejam o post para mais detalhes). São eles:

~ dormir num local agradável e convidativo, sem tralha

~ ir para a cama apenas quando estou cansada, e não a uma hora pré-definida

~ ter boas razões para sair da cama de manhã (senão, para quê o sacrifício?)

~ saltar logo da cama mal o despertador toca (mais 5 minutos de ronha e adormeço outra vez...)

~ mal acordo, começar a trabalhar logo naquilo que gosto (nem pensar ligar a tv!)

~ fazer exercício físico com frequência (está provado que quem faz exercício, além de ser mais saudável de modo geral, dorme muito melhor)

~ apanhar Sol (para regular as hormonas que controlam o sono)

E finalmente uma coisa um pouco estranha para um adulto, que comecei a fazer e resulta mesmo: dormir uma pequeníssima sesta depois do almoço!
Não é bem dormir, que eu não chego a adormecer, mas é deitar, fechar os olhos e descansar o corpo e a cabeça. Estas micro-sestas, para fazerem efeito, devem ser muito curtas. Eu descanso durante meia hora. A sério que isto resulta mesmo! Consigo descansar nessa meia hora e volto a ficar cheia de energia para o resto do dia.

Em relação ao kaizen, o kaizen é uma teoria que diz que devemos fazer pequenas mudanças de forma constante, ou seja, dar pequenos passos de cada vez. Cada dia, ponha o despertador 5 minutos mais cedo, até chegar à hora desejada. Assim, o corpo vai-se habituando aos poucos a acordar um bocadinho mais cedo todos os dias e vai custar-lhe muito menos!

21/03/2012

Quem quer tecidos?



Mais um destralhamento no escritório e juntei estes tecidos que já não quero. 
Alguém quer? 
São cerca de 3 kg de tecidos, a maioria do Ikea, alguns portugueses e alguns americanos. Vendo-os por 10 euros + portes de envio (tem que ser enviado como encomenda, o que, por exemplo, de Faro para Lisboa andará à volta de 5 euros). Vendido, obrigada!
Se alguém estiver interessado nos tecidos (em todos, pois não vou estar a dividi-los e a enviar um para aqui e outro para ali), mande-me um email para rita.busywoman (at) gmail (dot) com, e funciona a política do first come, first served!

20/03/2012

Trabalhar em casa ~ dicas para aproveitar bem o tempo

Como sabem (ou não), eu trabalho em investigação científica, que é coisa que não se faz com horários. Não tenho horário de entrada nem de saída e giro o meu tempo consoante os projetos em que estou envolvida e as solicitações do momento. Quer isto dizer que se tiver trabalho de computador para fazer, como tratar dados ou escrever artigos, posso muito bem ficar em casa a fazê-lo. 

No entanto, não costumo trabalhar em casa porque tenho mais dificuldades em concentrar-me e ponho-me a fazer outras coisas (tratar da casa, navegar na internet, tocar piano, olhar pela janela...). Mas eu sabia que se tivesse força de vontade suficiente, o trabalho em casa renderia muito mais que na universidade, porque aqui não tenho ninguém a bater-me à porta nem tenho o telefone sempre a tocar nem tenho problemas no laboratório para resolver... Conseguir trabalhar bem em casa era um sonho antigo meu e finalmente descobri a maneira de o fazer! Então aqui vai:

1. Planear na véspera o trabalho que tenho para fazer no dia seguinte. Quando não planeio o trabalho, esteja em casa ou na Universidade, ando perdida e não sei para que lado me virar. Chegar à universidade de manhã e não saber bem o que vou fazer nesse dia (ou planear na altura), para mim não dá... Consoante os projectos que tenho em mãos, as prioridades e o que fiz no dia anterior, planeio as ações para o dia seguinte (faço listas, mesmo). Quer isto dizer que se vou ficar em casa a trabalhar, isso tem que ser definido na véspera (não pode ser uma decisão do momento - ah hoje apetece-me ficar em casa...não!).

2. Definir pormenorizadamente o trabalho que tenho para fazer. Ou seja, não posso ficar em casa para "escrever um artigo". Escrever um artigo científico é um grande projeto; tenho que dividi-lo em pequenas ações, como fazer um gráfico, escrever study site, pesquisar não sei o quê, ler o artigo tal, e por aí fora. 

3. Estabelecer tempos para completar cada ação. Descobri que quanto mais pequenas as ações, maior a probabilidade de completá-las e não me dispersar. Planeio ações que consigo completar em 30 minutos ou 1 hora, no máximo. Faço uma lista numa folha de rascunho (como sabem, já não uso agenda, nem caderno, nem nada disso), com as ações bem definidas e o tempo que tenho para completá-las. Quando acabo cada ação, faço um visto - e são estes vistos que mais me motivam para continuar no bom caminho. A sério, é incrível o impacto psicológico de riscar tarefas da lista!

A minha lista de ações

4. Fazer pausas frequentes. Geralmente, faço uma pequena pausa depois de completar cada ação. Pode ser verificar o email ou o reader, ir à casa de banho, petiscar qualquer coisa, olhar pela janela (da minha secretária vejo o mar e isso relaxa-me), arrumar qualquer coisa em casa, ou simplesmente esticar as pernas. As pausas são curtas, não mais de 5 minutos.

5. Definir hora de almoço. É importante fazer uma pausa maior, comer como deve ser e relaxar um pouco. Na universidade cheguei a almoçar no gabinete, em frente ao computador (??!!), para não perder tempo... Não é nada salutar, como devem imaginar... Tento tirar 1 hora para o almoço quando estou na universidade. Às vezes almoço em 20 minutos, mas depois vou ao multibanco ou à papelaria ou à biblioteca, com calma, e só depois volto ao trabalho. Outras vezes, sobretudo se for um dia de trabalho de laboratório, vou para o computador ler blogs e coisas assim... Em casa é mais fácil parar 1 hora para almoçar e relaxar, pois acabo por fazê-lo em frente à televisão, a ver algum episódio gravado do How I met your mother ou do Mayday, desastres aéreos.

O lanche

6. Usar roupa confortável. Lê-se muito por aí que uma pessoa que trabalhe em casa não deve fazê-lo de pijama., mas sim vestir-se como se fosse sair. Eu estou no meio termo - uso roupa de andar por casa. Geralmente, da cintura para cima tenho a roupa da rua, mas da cintura para baixo não (não consigo andar de calças de ganga em casa) - é chinelos e calças de aeróbica velhas. E cabelo preso, sempre.

7. Estabelecer um horário de entrada e de saída. Embora esteja em casa, se é para trabalhar, é mesmo para trabalhar! Quer isto dizer que defino a hora a que vou "entrar ao serviço" e a hora em que acabo o trabalho. Por exemplo, como costumo ir levar os miúdos à escola um pouco antes das 9, nos dias em que fico em casa deixo as tarefas domésticas que faço sempre de manhã (lavar louça, fazer camas, dar um jeito à casa) para depois de ir levar os miúdos - faço-as até às 9h30 e depois enfio-me no escritório. Se não ficou tudo feito, paciência. Às 9h30 é hora de começar a trabalhar!

8. Planear pequenas ações não relacionadas com o trabalho para descansar a cabeça. O que faço é, por exemplo, no meio da escrita de um artigo, estabeleço 30 minutos para trabalhar no blog (para escrever um post ou parte dele). São 30 minutos em que descanso a cabeça, pois escrever um artigo científico dá muito, mas mesmo muito trabalho. Eu costumava escrever todos os posts para a semana ao fim de semana, mas agora tenho experimentado este método quando fico em casa e resulta. Não é por meia hora ou uma hora de pausa do trabalho que o vou prejudicar e assim alivio a escrita ao fim de semana.

9. Ser apaixonada pelo que faço. Acredito que para as coisas serem mesmo bem feitas e nos trazerem felicidade, temos que ser apaixonados pelo que fazemos. Sei que isto não é possível para a maioria das pessoas, mas eu tenho a sorte de ter seguido a minha paixão, mesmo tendo consciência de todos os problemas e falta de dinheiro para investir na investigação científica em Portugal, que dificultam muito o nosso trabalho... Mas como adoro o que faço, não me custa nada fazê-lo! A vida é tão mais fácil quando seguimos as nossas paixões!

19/03/2012

Viver com não minimalistas

Destralhar, simplificar, minimizar, é tudo muito bonito e fácil quando uma pessoa vive sozinha ou com alguém que está na mesma onda... Mas quando o resto da família não está para aí virado, tentar destralhar e simplificar o espaço à nossa volta pode ser exasperante. Aqui, felizmente, não falo por experiência própria, pois o meu companheiro já era minimalista sem o saber (ele só acumula ferramentas e coisas dessas, mas está quase tudo devidamente arrumado na cave) e a única coisa que ele referia quando eu andava em destralhamentos era o dinheiro todo que eu tinha gasto nas coisas que agora estava a jogar fora... mas isso é um bom lembrete para quando me der vontade de comprar coisas que não preciso (sobretudo roupa e sapatos).

Seja como for, aqui ficam algumas ideias para simplificar e minimizar uma casa partilhada com não-minimalistas.

1. Preocupe-se primeiro consigo
Destralhe a sua mesa de cabeceira, as suas gavetas da cómoda e o seu lado do armário. Destralhe a sua secretária e os outros sítios onde tem as suas coisas. Se a cozinha pertence ao seu domínio, aproveite e destralhe-a também. Preocupe-se primeiro consigo, com as suas coisas, com a sua tralha.

2. Seja o exemplo a seguir 
Ao destralhar as suas coisas, está a dar o exemplo aos restantes membros do agregado familiar. Pode ser que eles vejam e compreendam as maravilhas da simplicidade e decidam seguir o seu exemplo. Mas não imponha nada a ninguém. Vá destralhando a sua parte, dê pequenos passos, mostre como é mais feliz assim, e pode ser que arranje seguidores.

3. Estabeleça limites
Não deixe que as suas gavetas vazias ou o espaço vazio na sua secretária seja ocupado por coisas de outras pessoas! A tralha tem a capacidade de se expandir para ocupar o espaço disponível, por isso tem que estabelecer limites e ser muito firme. O espaço, vazio ou não, continua a ser seu, por isso não é para ser ocupado pela tralha dos outros!

4. Respeite o espaço dos outros
Da mesma forma que o seu espaço deve ser respeitado, não imponha a sua vontade de destralhar aos outros.  Destralhe as suas coisas, as coisas comuns se conseguir, mas se tem um marido que guarda todos os cabos e demais parafernália informática ou uma mulher que ocupa o armário da casa de banho com dezenas de vernizes que não usa, deixe estar... (ah, exemplo tão preconceituoso...) Pode ser que, olhando para o seu exemplo, eles percebam um dia que não precisam dessa tralha para nada.

5. Peça ajuda
Peça ajuda aos seus familiares para destralhar e organizar as coisas em casa. Faça-os ver que não precisam de tantos pratos e tantos tachos e que, com menos coisas, é muito mais fácil manter a casa limpa e arrumada. Nunca recebem ninguém em casa porque têm vergonha da constante desarrumação? Aqui está um bom motivo para destralhar!

6. Eduque
Fale com os seus familiares sobre vida simples, minimalismo, vantagens de viver com menos tralha. Ofereça-lhes o meu livro! Leia-lhes este blog! Faça uso das suas capacidades de persuasão. 
Aqui ficam alguns posts que podem ser úteis:



16/03/2012

Leituras para o fim de semana

~ Disclaimer da Thais sobre publicidade paga nos blogs - concordo com tudo e revejo-me no que ela escreveu. A Thais acertou na mouche!

~ Mais um grande post da Thais sobre estabelecer prioridades e reduzir o resto, em termos de trabalho e outras ocupações - importante sobretudo quando chegamos ao limite das nossas forças.

~ A Magda enviou-me o link para a versão pdf do livro "Eat that frog" - muito bom, muito bom, muito bom! Já tinha ouvido falar tanto do livro, queria mesmo comprá-lo, e a versão pdf, grátis, não podia ter vindo em melhor altura! São 21 dicas para acabar com a procrastinação e a aumentar a produtividade! Obrigada, Magda!

~ Mais uma vez vindo da Magda, entrevista com a Dr. Laura Markham dividida em duas partes, primeira e segunda, sobre parentalidade. Só para aguçar a curiosidade, aqui a cito "Dirias que o teu marido te deve amor e respeito mas que te devia dar uma palmada de vez em quando porque a mulher deve respeitar o seu marido?" - bom, muito bom!

~ E por fim, para quem quer implementar algumas regras de Feng Shui em casa, espreitem as dicas da Hazel (o blog da Hazel, Casa Claridade, é, para mim, um dos lugares mais confortáveis da internet - vale a pena uma visita bem demorada, com uma chávena de chá na mão, incenso a queimar e as músicas que ela tem no blog a tocar...)


Deixo também aqui alguns dos meus últimos posts, caso tenham perdido algum...




Simplificar e organizar

~ Destralhe e minimize a carteira

~ Criar uma rotina matinal e uma noturna

~ Como organizo o computador

~ Como organizo e giro este blog

~ Fazer um orçamento mensal

~ Fazer o pior logo de manhã



Minimalismo

~ Como vivo a vida (o post mais pessoal e introspetivo que já escrevi)

~ 5 coisas que pode fazer já para se tornar mais minimalista

~ O que é o minimalismo

~ As origens do minimalismo

~ Criar ligações emocionais com as coisas

~ O desapego das coisas

~ Ser ou não ser minimalista parte I, parte II

~ Uma família comum e a solução para os seus problemas


E pronto! Tenham um bom fim de semana e obrigada por continuarem a passar por aqui!

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