28/06/2016

Dia 1 - Agora é que é!

27 junho 2016, 2ªf 56,8 kg

0800 - o resto dos brownies de chocolate ao pequeno-almoço (foram só 2 ou 3 quadradinhos)

1230 - salada de alface, frango, ovo cozido, tomate; salada de fruto; 1 quadrado de chocolate preto 70% cacau

1730 - omelete (2 ovos), fatia de melão, mão cheia de cerejas, 1 abacate

2300 - fatia de melão

20 min yoga à tarde (sobretudo treino de força)
45 min caminhada

27/06/2016

Ready, set, go! Again...

Foi há cerca de 1 ano que me decidi, mesmo, a perder os kilos a mais. No meu caso não eram muitos... um pneuzinho aqui, outro ali, mas nada de especial. Apesar de ser bastante ativa fisicamente, também gosto de comer - e esse era o problema. Em julho entrei de férias e embarquei na dieta. Não foi bem uma dieta, mas sim fazer escolhas mais acertadas. Resultado? 3 kilos a menos.
Em agosto perdi mais um pouco, fui mantendo, mas no inverno ganhei novamente uns 2 kilos... Foi o stress. O stress do trabalho e, sobretudo, das aulas de psicologia.

Agora tenho as férias novamente à porta. O meu peso? Ando nos 56 kg (esta manhã tinha 56,8 kg, mas ontem ao jantar enchi-me de camarões, pão, chouriça assada e queijo, e quando como assim, peso sempre mais no dia seguinte...). Sei que consigo perder facilmente, mas a motivação não tem sido muita. Em maio tentei fazer um Whole30, consegui durante 5 dias e perdi 1 kg. O Whole30 é um programa de reset total, que tem como objetivo, não a perda de peso, mas sim descobrir alergias alimentares e melhorar problemas de saúde; a perda de peso é um bónus, mas não é esse o objetivo; basicamente, é uma dieta paleo para ser levada bastante a sério durante 30 dias; há um livro em português baseado no Whole30 original, o 30 dias para mudar de vida, detox paleo).

Depois arranjei uma lesão num músculo das costas, tive que parar com o yoga e toda a atividade física e fiquei... chateada e desmotivada... Agora estou melhor, ando a fazer fisioterapia e já voltei a praticar yoga. Mas foram umas semanas que não quero repetir...

Dizer não ao chocolate é o que mais me custa. Sei que tenho um problema. Sei que sou viciada em cacau e possivelmente em açúcar também. E este mês quero mesmo acabar com estes vícios. 

Portanto, hoje (re)começo. A minha alimentação já é bastante limpa; geralmente não como cereais nem pseudo-cereais, leguminosas, laticínios, nem açúcares (excepto chocolate...). Sigo uma alimentação paleo e sinto-me bem assim, sem barriga inchada, sem picos de açúcar no sangue, sem fome a meio das refeições. Quero fazer isto a sério para me livrar do vício do chocolate. A perda de peso que vier, será bem vinda. Vou pesar-me diariamente durante esta semana, mas quando for de férias, na sexta-feira, não vou levar a balança. Como disse, o meu grande objetivo é acabar com o vício, não perder peso.

Portanto, tal como o ano passado, partilharei diariamente aqui no blog o que como... É uma forma de prestar contas que, para mim, resulta!

19/06/2016

Os mitos que comemos



É o título do livro de Pedro Carvalho, nutricionista. Ao passar pelo livro no supermercado, gostei da capa e das questões: Qual a melhor dieta? Um ovo por dia é demais? Leite: sim ou não? Comprei o livro e devorei-o enquanto Portugal jogava contra a Islândia.

Este livro tem, ao contrário da maioria dos livros sobre alimentação e dietas, uma coisa que eu, como cientista, valorizo muito - referências bibliográficas. O que o Pedro escreve está devidamente suportado por centenas de estudos científicos. 

Depois, pareceu-me ser uma pessoa com muito bom senso. Do estilo, se tolera bem o leite de vaca e o bebe moderadamente, continue. Em relação ao glúten, não precisa ser radical, mas quanto menos melhor. Ou ainda, coma fruta na altura em que lhe sabe melhor.  E a minha preferida: o chocolate é algo demasiado precioso para passar a vida a resistir-lhe, por isso, se gostar faça por comê-lo todos os dias mas em quantidades muito moderadas.

Ou seja, bom senso, moderação, fazer escolhas mais saudáveis. Nada de fundamentalismos nem radicalismos.

O livro está dividido em várias partes. Para começar, o Pedro escreve sucintamente sobre os principais nutrientes (proteínas, gorduras e hidratos de carbono) e depois analisa algumas dietas famosas. Fiquei feliz por ler mais uma vez acerca dos benefícios de uma alimentação paleo e gostei que ele referisse várias vezes que carnes vermelhas não é o mesmo que carnes processadas (porque há quem ponha tudo no mesmo saco). 

Depois, um capítulo dedicado ao leite e ao glúten. Em Portugal estima-se que a intolerância à lactose seja de 40%, bastante menor que os valores a nível mundial; portanto, se gostas de leite e não te faz mal, bebe à vontade mas sem exageros. Gosto desta abordagem. O mesmo em relação ao glúten: se conseguires passar sem pão, melhor ainda, mas se gostas mesmo do pãozinho ao pequeno-almoço, não faz assim tão mal quanto isso.

De seguida, os mitos clássicos. A investigação científica mostra que não há nenhuma relação entre o açúcar e comportamentos hiperativos (embora o açúcar e as outras coisas lá misturadas façam mal a outras coisas, claro), os suplementos vitamínicos não abrem o apetite, pode-se comer fruta e beber água sempre que nos apetecer, antes, durante e depois das refeições, os testes de intolerância alimentar não têm qualquer suporte científico, e, outra das minhas preferidas, não é por comer menos ovos que o colesterol vai baixar (não são as gorduras saturadas dos alimentos de origem animal os grandes culpados, mas sim gorduras trans, açúcares e cereais refinados - enchidos, fritos, salgados, bolachas, e coisas dessas).

Por fim, uma capítulo dedicado ao novos super-alimentos - será que são mesmo super ou banha da cobra? Por exemplo, da próxima vez que estiver no hipermercado, em vez de ir ao corredor das bagas goji, experimente ir ao das nossas amoras, mirtilos e morangos. As sementes de chia são interessantes, mas não virá mal ao mundo se não as ingerir diariamente.  Há uma série de cereais que agora estão na moda e que são vistos como super alimentos mas apenas por serem diferentes, como o bulgur, o couscous e o millet. Na verdade, são apenas versões mais caras do arroz, esparguete e batata... E o Pedro dá-nos uma tabela com a composição nutricional de várias fontes de hidratos de carbono e... super alimento é mesmo a batata-doce!

Concluindo, gostei do livro. Gosto destas abordagens que primam pelo bom senso e pelo suporte científico, ao contrário daquelas que proibem a ingestão de fruta mas permitem salsichas e presunto... Por isso, se queres tirar algumas dúvidas em relação a estes mitos que estão tão enraizados na nossa cabeça, este livro é excelente!


02/06/2016

Minimalismo na LuxWoman

Só agora consegui ver a entrevista que me fizeram o ano passado, sobre minimalismo, claro.

Está fixe! (tirando o pormenor da minha idade... tenho 36, não 38 anos!! sou muito sensível a estas coisas...) :)

Podes ler aqui. (obrigada, Marta, pelo link!)





Há meio ano que não mudo o meu sistema de organização!!

No passado escrevi muito sobre agendas e como organizo as coisas que tenho a fazer... Ao longo dos últimos 4-5 anos experimentei sistemas diferentes, softwares, agendas em papel, fiz umas, comprei outras, voltei ao digital... sempre na tentativa de encontrar o que melhor se adequa a mim, à minha vida neste momento, às minhas necessidades.

Sou conhecida por mudar com frequência os sistemas. A cada 2-3 meses, lá estava eu a experimentar uma coisa nova. Mas apercebi-me que uso a mesma agenda e o mesmo sistema desde o início deste ano; se o uso há tanto tempo, então é porque parece que funciona!

Mas qual é este maravilho sistema? Muito simples:

> Agenda em papel tamanho A6 (1 dia por página)

Quando a comprei, fiquei com muitas dúvidas por causa do tamanho. A6 parecia-me pequeno demais para todos os meus afazeres... Mas tem funcionado! Percebi que não dava ter uma parte para as coisas com hora marcada e outra parte com as coisas a fazer (como aqui ou aqui); preciso de ter tudo junto para perceber quando é que posso fazer as diferentes tarefas, sobretudo agora que tenho aulas e tenho que encaixar as coisas nos buracos.



Esta agenda tem um dia por página e as horas marcadas. Aponto os compromissos com hora marcada, como aulas e reuniões, e nos espaços livres aponto as tarefas que tenho para fazer. Tem funcionado muito bem! Há uns meses pensei trocar esta agenda por uma igual mas maior, tamanho A5, mas não me parece necessário... Tenho treinado a escrita com letra mais pequena...

> Google Calendar

Continuo a ser completamente dependente do GCal. Uso-o mais ou menos como descrevi aqui. No início de cada semana passo o que tenho marcado no GCal para a agenda, e estão os dois sempre sicronizados.

> Workflowy

Este programa continua a ser o meu preferido para organizar projetos e listas de coisas a fazer. Falei sobre ele aqui.


É um sistema bastante simples - mas tem funcionado muito bem!





20/05/2016

Revisitando os meus sapatos

Só agora me apercebi que este blog fez 5 anos no passado dia 18, há 2 dias atrás! Bem sei que já não escrevo como escrevia, não por falta de vontade ou por não ter nada para escrever, mas sim por falta de tempo... Desde que me meti na licenciatura em Psicologia, o tempo que eu dispendia a pesquisar e a escrever para o blog é agora passado a estudar, a fazer trabalhos... enfim, vida de trabalhadora-estudante, mãe, e outras coisas é assim...

Mas agora que tenho um tempinho vou relembrar um dos posts que mais gostei - aquele em que mostrei como diminuí a minha coleção de sapatos. Ora, na altura, em setembro de 2011, tinha 55 pares de sapatos. Estava a iniciar-me no minimalismo, entusiasmada em simplificar as coisas, e consegui desapegar-me dos sapatos e livrar-me daqueles que não usava ou que não eram confortáveis. Nessa altura, reduzi o número de sapatos para 33 pares.



Pouco tempo depois, minimizei ainda mais os sapatos.

Desde essa altura, nunca mais deixei acumular. Perdi o interesse em comprar sapatos para colmatar outras coisas... perdi o interesse em gastar dinheiro em coisas que não preciso... Abracei mesmo o minimalismo e isso tem-se mantido até agora.

Atualmente, tenho 24 pares de sapatos. Ei-los na foto abaixo (as sapatilhas em baixo à direita foram fora; estavam demasiado velhas e as solas descoladas; tenho ainda umas botas castanhas de cabedal que estão guardadas e não aparecem na foto).



Quando olho para as fotos antigas, sim, tenho saudades de alguns dos sapatos. As sabrinas vermelhas, por exemplo. Mas se bem me lembro, faziam doer os pés... Pelo menos 8 pares já tinha na foto de 2011 e ainda os tenho - estão a durar!! Livrei-me de muitos outros sapatos e fui comprando alguns pelo caminho. Destes 20 e tal pares, não calço todos. 

Os 2 pares de sapatos fechados de salto alto e as sandálias castanhas de cunha não uso (os pares 3, 4 e 5 da fila de cima, da esquerda para a direita). As sandálias pretas ao lado raramente... 
Passei o inverno praticamente todo com os dois pares de botas da fila de trás, umas pretas, outras beges. 
As sabrinas, uso e gosto, mas este ano parece que passámos da chuva diretamente para o verão, ou seja, das botas para as sandálias. 
E quando é preciso um calçado mais fechado, a minha escolha vai a para sapatilhas - essas duas all star da frente são as minhas preferidas. 
Relativamente às sandálias, vejo um par que não uso e dois que precisam de substituição (as sandálias castanhas e brancas da fila do meio). 
E só tenho 2 pares de chinelos, os azuis e os pretos do lado direito da foto.

Olhando para a foto, reconheço que preciso de ir às compras. Mas agora, em vez de comprar só por comprar, compro porque preciso mesmo. Para ser mais exata, as sandálias castanhas e as brancas  (ao lado das sabrinas) estão em muito mau estado; duvido que aguentem mais um verão. Também preciso de um par de chinelos; os chinelos pretos da foto (no lado direito, fila do meio) foram comprados no Jumbo há uns dois anos e têm-se aguentado muito bem, mas é hora de arranjar outros; estes ficam para a praia.

Vinte e poucos pares de sapatos, é isto. E não os uso todos! Será que consigo minimizar ainda mais??

09/05/2016

O minimalismo nos dias de hoje

Enquanto o meu tempo não estica ou as minhas obrigações diminuem... para o blog não ficar pendurado, aqui tens uma excelente leitura! 

É um guest post da Ana Martins, que escreve sobre minimalismo e outras coisas no Ana, Go Slowly.

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O minimalismo enquanto estilo de vida tem vindo a ganhar cada vez mais novos adeptos.
Apesar de em Portugal se ter começado a ouvir falar deste estilo de vida em 2012/2013, ultimamente o tema tem sido divulgado junto do grande público e não apenas junto de certos nichos de mercado como anteriormente.
Parece-me que nunca numa altura como agora o minimalismo fez tanto sentido.

Vivemos numa sociedade de extremos.

Se por um lado temos cada vez mais a cultura do fast e isso tem-se sentido sobretudo devido ao desenvolvimento das tecnologias de informação que vêm acelerar a nossa vida em todos os aspectos, e também na indústria da moda, em que cada vez mais lojas apostam em peças mais baratas e de menor qualidade para serem mais acessíveis a todos e permitirem que se compre uma maior quantidade de roupa.
Por outro lado surgem cada vez mais movimentos opostos: slow food, slow fashion, slow living...

Também acho que não é por acaso que o método konmari tem tido tanto sucesso em todo o mundo…

Andamos todos cansados de termos tantas coisas para fazer e tantos objectos para cuidar… E precisamos desesperadamente de ajuda!

Com a correria das nossas vidas e com a panóplia de responsabilidades e papéis que vamos assumindo (papéis na vida real e na vida virtual), diria que é expectável que queiramos reduzir algumas coisas na nossa vida.

As solicitações chegam de todo o lado, há cada vez mais coisas novas e queremos estar a par de tudo. Todos os dias há novas formas de mantermos contacto com amigos e desconhecidos e o nosso telefone não para de piscar.
Tudo está à distância de um clique ou de um toque. E se isso pode ser bem vantajoso às vezes, na maioria das vezes é esmagador!

Queremos corresponder às expectativas de todos, afinal todos respondem a tudo imediatamente, comparamos cada vez mais a nossa vida à dos outros e depois sentimo-nos mal.
Como é que ela é mãe de duas crianças, tem dois cães, trabalha, faz voluntariado e ainda tem tempo para correr?
Queremos ser capazes do mesmo! E ficamos super desiludidos e aborrecidos connosco próprios por não conseguirmos acompanhar.

Num cenário como este, o "menos" é urgente!

Não é só o nosso corpo que tem que descansar, a nossa mente também! Não chega descansar a mente apenas 7 ou 8 horas por dia no momento em que dormimos. Além disso, andamos tão agitados todo o dia que depois temos dificuldade em adormecer!
Por isso nunca se falou tanto em meditação e em mindfullness. São diversos os estudos que compravam os seus benefícios e numa vida agitada como a que vivemos, nem precisamos de ler as conclusões desses estudos para perceber que todos ganharíamos com a inclusão destas práticas nas nossas vidas.

E é neste cenário que surge o minimalismo enquanto parte da solução para nos ajudar a manter uma vida onde menos é efetivamente mais.
Mesmo que não queiramos abraçar este estilo de vida por completo, há sempre pequenas coisas que podemos ir adoptando.

Muito resumidamente o minimalismo diz-nos que devemos viver com o essencial, aquilo que nos faz realmente felizes e que nos faz sentir bem.
Mas nem sempre é fácil fazer esta análise, pois estamos de tal forma condicionados que muitas vezes consideramos o acessório como essencial. É preciso libertarmo-nos daquilo que nos é imposto, pararmos um pouco e pensarmos: o que me faz realmente falta? Não conseguiria viver sem…?

Apesar de já ter adoptado este estilo de vida em 2012, 4 anos depois continuo como toda a gente a ser posta à prova diariamente.
Afinal não vivo isolada do mundo, continuo a viver numa grande cidade, a trabalhar, a ter uma família e uma casa normal como toda a gente.
Mas é justamente aqui que aplicar o minimalismo nos poderá ajudar.
Quem vive no meio da natureza não precisará certamente de minimalizar a sua vida.

Como podes aplicar o minimalismo na tua vida em 2016?

Roupa
Adopta um armário cápsula - escolhe cerca de 30/35 peças a cada 3 meses e vive apenas com essas peças. Mais sobre este assunto aqui.
Adopta um uniforme - imagina que gostas de usar calças de ganga, t-shirt/blusa e ténis. Este pode ser o teu uniforme. Tendo isto em mente é muito mais fácil decidir o que vestir, basta ires mudando as peças.
Livra-te da roupa que já não te serve mas que ainda acreditas que algum dia te irá servir, da roupa que usaste apenas uma vez e daquela que nunca usaste.

Compras
Da próxima vez que comprares roupa compra algo que estejas a precisar, que adores e que te faça sentir bem. Prefere peças que são fáceis de cuidar e que não precisam de ser passadas a ferro.
Compra peças versáteis, por exemplo casacos que dão para todo o ano: no inverno usamos o casaco com a parte interior e no verão retiramos.
Faz uma lista em papel ou no telemóvel (até pode ser na loja online que estiveres a ver) com tudo aquilo que queres comprar. Após 30 dias volta à lista e vê se ainda queres comprar todos os itens.

Dia-a-dia
Tira tudo da mala/mochila: papéis, talões, cartões, agenda, lenços, etc e faz uma limpeza. Precisas mesmo de andar assim tão carregado(a)? Lembra-te daquilo que é realmente essencial e que usas diariamente.
Se ainda não tens esse hábito mantém uma lista diária com aquilo que tens que fazer. Se pelo contrário te vicias rapidamente em listas , mantém apenas aquilo que é mesmo importante e elimina o resto.

Cozinha
Tira tudo dos balcões (podes arrumar nos armários) - esta dica foi de facto a que fez mais diferença na minha cozinha, passei a ter espaço para cozinhar devidamente.
Mantém apenas a louça/utensílios que usas.
Se recebes frequentemente gente em casa guarda as coisas extra em armários menos acessíveis.
Mais dicas aqui.

Telemóvel
Desinstala as aplicações que raramente ou nunca utilizas.
Desliga o máximo de notificações - nós não nos esquecemos de consultar as nossas apps favoritas. Por isso para quê manter as notificações? Quando lá formos vemos tudo. Interessa sim manter alertas para determinadas tarefas que temos que fazer ou determinados compromissos (de trabalho ou pessoais).

E-mail
Coloca todos os teus compromissos numa agenda e sincroniza com a agenda do trabalho, de outros familiares, etc.
Aplica filtros no e-mail e organiza logo os e-mails quando os recebes.
Mantém a caixa de entrada a zero.

Computador
Mantém o ambiente de trabalho limpo (sem pastas ou ficheiros). Se necessitares deixa apenas os atalhos das coisas mais utilizadas (os atalhos não sobrecarregam o computador).
Desinstala/apaga o que não interessa (programas, documentos, fotografias).
Faz backup das fotos e documentos importantes (podes guardar na dropbox)
Elimina tudo o que está na reciclagem.

Papel
Guarda apenas aquilo que tem mesmo que ser guardado (papéis IRS, coisas do banco; escritura da casa; certificados de cursos).
Tudo o resto pode ser digitalizado e guardado no computador ou online (evernote, google drive, dropbox).
Livra-te de caixas de telemóveis, electrodomésticos e outras que tenhas guardadas.

Limpezas
Elimina os 1001 produtos que utilizas e usa apenas vinagre e bicarbonato de sódio.

Lembranças
Tira uma foto à lembrança e guarda apenas a foto. Se gostares mesmo do objecto pensa em expô-lo num sítio bonito e visível da tua casa.

Mente
Pega num papel e escreve todos os teus compromissos diários/mensais. Elimina os menos importantes e aqueles que só te dão chatices.
Começa a meditar nem que seja apenas 2 minutos por dia - a meditação é uma espécie de declutter mental. Aos poucos vais ver que as cismas e o a tendência de estar sempre a pensar no passado/futuro desaparecem.
Planeia tempo para não fazer nada, nem que seja apenas 5 minutos por dia. Fica apenas contigo por alguns momentos, se te custar muito não insistas, volta a tentar no dia seguinte.
Cerca de uma hora antes de te deitares começa a dizer ao teu corpo que é hora de dormir, desliga a net, e tenta fazer algo relaxante.
Foca-te nas coisas boas sobretudo em dias que correm menos bem.

Em jeito de resumo, foca-te nas tuas coisas favoritas e reduz aquilo que não interessa e que não te faz feliz.

Uma vida mais simples, mais organizada, mais de acordo com aquilo que gostamos e com aquilo que somos, traz uma tranquilidade e paz de espírito enormes.


Vamos minimalizar? 

26/03/2016

Os excessos

Há uns meses juntei o útil ao agradável e enquanto tenho os miúdos no treino de judo, aproveito para fazer aulas de grupo no ginásio. Já fiz jump, piloxing, piloxing KO, pilates (que fiz durante muito tempo antes do yoga), alongamentos, fit mix, local mix, e coisas com nomes deste género (aulas de "aeróbica" e "step" como havia antigamente já não existem...). Além das aulas que faço como aluna, também dou aulas de yoga noutro ginásio. Significa isto que tenho passado muito tempo em ginásios. E, como cientista que sou, gosto de observar. E o que observo é o exagero das pessoas com o exercício físico.

Há pessoas, mulheres, sobretudo, que vejo no ginásio todos os dias e fazem não uma, mas 2, 3 ou todas as aulas que houver... Saem de uma aula para a outra, suadas e cansadas, mas não desistem. É isto todos os dias. Querem emagrecer, ficar em forma. Mas será que este ginásio todo resulta? Pelo que vejo, na maioria dos casos não resulta. Não vejo ninguém a ficar mais magro e depois das festas os quilos a mais são bem visíveis. O cansaço está estampado no rosto, porque além do ginásio, estas mulheres têm trabalhos, filhos, casas para cuidar. Em termos de flexibilidade, até me arrepia ver miúdas de vinte e poucos anos que nem por nada conseguem tocar nos dedos dos pés.

Nos meus tempos de musculação, sempre ouvi e li que o melhor são treinos curtos e intensos. No cardio, isso também se vê no HIIT e no Tabata. Muita intensidade num curto período de tempo. É o que nos dá um corpo forte e saudável. Lembro-me do exemplo que o Mark Sisson dá no seu livro relativamente a isto - é só comparar o corpo de um maratonista com o corpo de um atleta dos 100 metros. Quanto mais a distância de corrida aumenta (e o tempo de treino), mais a massa muscular diminui e, na minha opinião, diminui também o bom aspeto físico.

A sério que acho que muitas mulheres portuguesas andam a matar-se no ginásio. Aulas, aulas e mais aulas, mas resultados pretendidos (emagrecer, ficar em boa forma física, ter um corpo de biquini invejável), nada. É aulas de manhã antes do trabalho, aulas à tarde depois do trabalho, dietas, dietas, e mais dietas, mas onde estão os resultados? Passa-se aqui algo de muito errado.

Como em tudo na vida, no exercício físico o que funciona é o caminho do meio. Nem 8 nem 80. Acho que toda a gente sabe isto, mas aquela crença do quanto mais melhor continua lá no fundo do cérebro e é difícil eliminá-la.

Quem se lembra dos 3 quilos que eu perdi o ano passado quando estive um mês de férias? Não pus os pés no ginásio e fiz muito menos yoga do que gostaria, mas mesmo assim perdi 3 quilos. Como? Olhando para os registos que fiz desse mês, a resposta é claríssima: comi menos, tive cuidado com a comida, sobretudo com os hidratos de carbono complexos, e mexi-me bastante todos os dias. Andava a pé, fazia pinos na praia, jogava raquetes, nadava... Foi a combinação de cuidados com a alimentação e um estilo de vida ativo. Foi isso que me fez perder 3 quilos num mês. Não foi passar horas a fio no ginásio.

É claro que as pessoas são diferentes e o que resulta para uns pode não resultar para outros. Mas eu, de facto, quando me sinto melhor é quando ando mais a pé, quando brinco mais, quando faço atividade física não planeada. Desisti das 3 aulas por semana que andava a fazer no ginásio (piloxing KO, jump e pilates); a partir de agora vou fazer só uma aula de jump, porque acho mesmo piada, e uma de alongamentos sexta à tarde (fiz a semana passada e soube-me muito bem, para fechar a semana). Continuo com a minha prática de yoga matinal, claro. E o que tenho feito agora e quero continuar é andar a pé. E com esta vista, andar a pé é um prazer!

17/03/2016

Largar tudo e ir por aí



Foi o que fiz esta manhã. Fui trabalhar, mas não me estava a sentir bem. Psicologicamente bem. Precisava de sol. O sol brilhava lá fora, mas o meu gabinete é escuro. Estava a sentir-me mal. Peguei nas coisas e voltei para casa. Vesti leggings, calcei sapatilhas, e fui andar a pé. Com o sol a bater-me na cara. Aahh!

Andei, andei, andei. Cheguei ao fórum, fui comprar umas prendas para aniversários que se aproximam. Almocei peixe grelhado. E, barriga cheia e carregada de prendas, pus-me a caminho de casa. Foram mais de duas horas só para mim. E que bem que me fez!

16/02/2016

Para quê complicar?



Nós complicamos demasiado. Eu complico demasiado. Planos, esquemas, horários... Amanhã tenho que acordar às tantas, fazer isto, isto e aquilo, por esta ordem específica. Tenho que praticar yoga durante x minutos no mínimo, meditar y minutos, chego ao trabalho e tenho que organizar o dia, ver emails, ver calendário, seguir ordens pré-estabelecidas, senão a coisa já corre mal. Tenho que seguir um programa de treinos e ir ao ginásio fazer aquelas aulas específicas, senão sou uma preguiçosa e nunca na vida vou conseguir emagrecer os 3 kilos que me faltam. Tenho que escrever um artigo até esta data, imposta por mim, e como deadlines auto-impostas raramente funcionam, não consigo acabar a tempo e sinto-me culpada por ter falhado uma deadline que era, à partida, irrealista. Tenho que fazer estas aulas todas de yoga até a esta data, porque é um desafio para mim, e o que seria da vida sem desafios... Tenho que ser a melhor aluna do curso de psicologia (por acaso, por enquanto, até sou), porque, afinal, sendo já doutorada, tenho obrigação de ser melhor que os outros. Tenho que conseguir esticar as 24 horas do dia para conseguir enfiar lá dentro tudo aquilo que quero fazer. 

Estou a deixar de ver as coisas assim. Eu, tão minimalista numas coisas, parece que noutras, quanto mais complexo, melhor. Mas isso é uma ilusão. O que ganho com isso é stress. Deadlines auto-impostas, programas de yoga e de ginásio para os próximos 30 dias, dias planeados ao minuto. Estou farta. Não estou a dizer que o planeamento não é necessário. Para mim, é. Mas um dia de cada vez. Preocupar-me com um dia de cada vez. Não interessa o que é que vou comer amanhã nem quantos minutos tenho que meditar ao fim de semana. O que interessa é o aqui e o agora.

Levanto-me às 6 da manhã (nos últimos dias tem sido às 5h30). Não quero ter planos rígidos. Sei que quero fazer yoga e meditar. Vou para o tapete e começo. Não preciso ligar o computador nem pôr o timer no telemóvel. É deixar a coisa fluir. No trabalho o mesmo. Sei o que tenho para fazer. O que interessa é garantir que cada dia é produtivo. Não preciso de checklists. Admito ter uma lista de coisas que gosto de fazer todos os dias, todas as semanas e todos os meses, mas é mais para não me esquecer do que para me cobrar.

Nestas alturas volto sempre aos escritos do Leo Babauta. Sempre. E aos meus próprios escritos, como este. Parece que há alturas em que nos perdemos, mas o importante é reconhecer isso e voltar ao caminho certo. Eu quero uma vida simples. Até quero falar mais devagar (já dei por mim a falar demasiado depressa). Quero viver a vida um dia de cada vez e não fazer grandes planos para o futuro. Claro que é preciso pensar no futuro, mas quero seguir pela vida com uma bússola, não com um mapa. 

Um dos problemas é que nós, europeus, somos tão, mas tão influenciados pela cultura norte-americana, por aquelas personalidades tipo A, go-getters, que nos esquecemos que a vida aqui não é assim (felizmente). Até o Miracle Morning, que eu comecei a fazer, é pensado para a apressada sociedade norte-americana e não para a nossa. É só fazer, fazer, fazer... em vez de, simplesmente, estar. Sinto-me grata por perceber que não é assim que quero viver a minha vida. A obrigatoriedade de acordar a uma certa hora, de fazer estas coisas todas, só porque alguém escreveu num livro a dizer que é assim e até parece que resulta. Mas ler de manhã? Não consigo ler só 5 minutos... mas quem é que lê apenas durante 5 minutos ou menos?? Escrever no diário de manhã? Eu acordo com a cabeça vazia, não tenho nada a escrever de manhã... De noite sim, tenho todo um dia atrás de mim sobre o qual refletir.

Por isso, chega. Chega de stresses, de fazer grandes planos, de grandes organizações... Eu gosto de planear, sim, mas quero fazê-lo dia a dia - um dia de cada vez. Quando acordar, vou pensar: 

O que é que vou fazer hoje para ter um dia produtivo e maravilhoso? O que é que vou fazer hoje para continuar no caminho indicado pela minha bússola? 

Posso desviar-me mais para um lado ou para o outro, desde que continue a seguir a bússola. Sei o que quero fazer, sei o que tenho que fazer, sei o que devo fazer. É deixar tudo isso fluir naturalmente. Até arranjei uma agenda mais pequena... Mas isso ficará para um próximo post...

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