21/04/2014

A importância dos Moon Days, ou dias de Lua, na prática de Yoga

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Quem pratica Ashtanga Vinyasa Yoga sabe que tradicionalmente não se pratica nos dias de Lua Cheia e Lua Nova. Os motivos são simples. Nos dias que antecedem a Lua Cheia há um aumento dos fluidos no corpo que conduzem geralmente a um aumento de energia e, consequentemente, a uma sobre-estimulação do corpo. Na Lua Nova acontece o oposto. Os fluidos diminuem, assim como a energia; as articulações ficam mais secas e a probabilidade de ocorrência de lesões é maior.

Os calendários das fases lunares são geralmente usados pelos ashtangis (praticantes de ashtanga yoga) para verificar quais os dias em que não se deverá praticar. No entanto, de acordo com Mathew Sweeney no seu livro Ashtanga Yoga As It Is, o que interessa não é o dia em que ocorre a Lua, mas sim as 24 horas antes do pico da Lua. É durante essas 24 horas que precedem o pico da Lua Cheia ou da Lua Nova que não se deve praticar.

Por exemplo, em Junho a Lua Cheia é no dia 13 às 5h11 da manhã. Não se deverá praticar nas 24 horas anteriores, ou seja, das 5h11 de dia 12 até às 5h11 de dia 13. Às 6 da manhã de dia 13 já se pode praticar, pois a Lua já passou o pico.

Olhar só para o dia da Lua não é, portanto, suficiente -  é necessário conhecer também a hora do pico das Luas Cheias e Novas.

Aqui ficam os dias e horas das fases lunares em Portugal até ao final do ano (fonte). Não se deverá praticar, portanto, nas 24 horas que antecedem essa hora.

29 Abril 07h14 (cheia)

14 Maio 20h16 (nova)
28 Maio 19h40

13 Junho 05h11
27 Junho 09h08

12 Julho 12h25
26 Julho 23h42

10 Agosto 19h09
25 Agosto 15h13

9 Setembro 02h38
24 Setembro 07h14

8 Outubro 11h51
23 Outubro 22h57

6 Novembro 22h23
22 Novembro 12h32

6 Dezembro 12h27
22 Dezembro 01h36


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18/04/2014

Sobre o foco

Como estou de férias, vou re-publicar alguns posts mais antigos... estes são 3 posts sobre o encontrar o foco na era da distração, originalmente publicados em maio de 2012...

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O foco na era da distração

Sento-me ao computador para trabalhar em algo muito importante, mas antes de começar vou só ver se recebi algum email desde a última vez que verifiquei, há meia hora atrás. Já que estou na internet, não custa nada abrir o facebook e ver se tenho alguma notificação. Já agora, abro também o reader e vejo que alguns dos meus blogs favoritos têm novos posts – que tenho mesmo de ler agora. Entretanto já se passou mais de meia hora e ainda não comecei a trabalhar na tal coisa muito importante. Apercebo-me disto e fico chateada, tão chateada que perco a vontade e a concentração para fazer o tal trabalho.

Nunca vos aconteceu algo deste género? A mim acontecia muito. Procrastinar, perder o foco e prejudicar o trabalho importante que tinha para fazer.

O Leo Babauta escreveu um livro inteiro só sobre este assunto: “Focus - a simplicity manifesto in the age of distraction”. Vou partilhar algumas dicas, dele e minhas, que me têm ajudado a focar-me mais no trabalho, a procrastinar menos e a ter tempo para navegar na net sem sentimentos de culpa. Falo mais na internet porque é ela a minha grande fonte de distração, mas quem diz internet diz televisão, telemóvel, etc.

Mas hoje quero só deixar aqui um mindmap (que é agora o meu fundo do ambiente de trabalho) que diz tudo. (cliquem para ver melhor; a imagem veio daqui)






Controlar e bloquear a internet



Voltando ao assunto de encontrar o foco na era da distração... ajuda para viciados na internet (que é o meu caso, obviamente).

Há duas técnicas, que podem ver na imagem acima. Existem programas de escrita simples e minimalistas que não têm tantos botões e distrações como o Word. Na minha opinião, estes programas devem funcionar bem para tem apenas que escrever texto, mas no meu caso, em que preciso de funcionalidades mais avançadas, não dá. 

A segunda técnica é controlar e bloquear o tempo que passamos na internet. Esta foi uma grande descoberta e estou a adorar. Basicamente, há extensões para os browsers que bloqueam certos endereços após um determinado tempo de navegação (escolhidos pelo utilizador, claro). Eu, como só uso o Google Chrome, instalei o Stay Focusd. Existem outros para o Firefox e aplicações específicas para os Mac.

Para usar o Stay Focusd, escolhi os sites que quero bloquear, que são os que podem ver na figura abaixo:


O tempo permitido de navegação diária nestes sites é de 10 minutos, mas podemos alterar o tempo. Escolhi 30 minutos para o computador do trabalho e 60 minutos para o de casa.

De cada vez que entramos num destes sites, o tempo começa a contar. Quando se esgota o tempo, a aplicação simplesmente não abre mais essas páginas. E não há maneira de alterar as configurações, só no dia seguinte. É mesmo bom para viciados!

Há ainda uma opção de bloquear também os sites para onde vamos através de links em sites bloqueados. Por exemplo, eu tenho o Google Reader na lista de sites bloqueados, mas se entrar nalgum blog através do Reader, o tempo continua à mesma a contar. Esta opção pode desmarcar-se na caixinha abaixo, mas eu gosto dela!


A aplicação instalada um botão ao lado da barra de endereços, que é azul quando estamos num site não bloqueado, e fica vermelho em sites bloqueados.



Carregando no botão podemos ver quanto tempo de navegação nos resta nesse dia e podemos alterar as configurações (sites bloqueados, tempo permitido, etc.), mas só se ainda tivermos tempo disponível para esse dia (se o tempo já se estiver esgotado, não dá para desbloquear nenhum site nem alterar o tempo!).




Pequenas tarefas

Voltando ao tema de encontrar o foco na era da distração, o Leo Babauta acabou de publicar um artigo sobre três pequenos hábitos que ajudam a encontrar o foco.

Um deles é o que eu costumo fazer para me conseguir focar nas tarefas que tenho em mãos, sobretudo quando são tarefas que não me apetece nada fazer... Quando tenho tarefas dessas para fazer, acabo por procrastinar. Abro o reader, leio os últimos posts dos meus blogs favoritos, dou uma espreitadela ao facebook... já sabem como é. E é preciso muita força de vontade para combater este comportamento.

Uma coisa que me ajuda é estabelecer pequenos intervalos de tempo em que me comprometo a trabalhar apenas nessa tarefa. Por exemplo, trabalho 1 hora na tarefa e depois posso perder 10 minutos a navegar na internet (também gosto de sair do gabinete e dar um passeio a pé pelos corredores, para esticar as pernas e pôr o sangue a circular!). Uma hora passa num instante e assim não custa nada. E depois sou devidamente recompensada pelo meu esforço!

É claro que para dar resultado, tenho que fechar o browser e fazer um esforço para não me distrair com mais nada. Mas compensa e geralmente acabo por fazer imenso nessa hora. E vou fazendo isto ao longo do dia. Blocos de trabalho concentrado de 1 hora e pequenas pausas de 10 minutos. Resulta!



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17/04/2014

5 dicas para organizar a casa e a vida

Como estou de férias, vou re-publicar alguns posts mais antigos... este é de 22 novembro 2011 e foi publicado no blog Mil Razões.


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Na sociedade ocidental, onde o consumismo desenfreado e a distracção imperam, a maioria das pessoas vive no caos. Procrastinamos o passar a ferro do monte de roupa que não pára de crescer, tropeçamos nos brinquedos dos nossos filhos espalhados por toda a casa, lutamos contra a secretária onde não conseguimos encontrar uma conta para pagar, andamos sempre cansados com os demasiados compromissos que temos na agenda e desesperamos com o dinheiro que é mais curto que o mês. Além de invariavelmente termos coisas a mais, tanto físicas como mentais, não as temos organizadas. O caos em que vivemos reflecte-se negativamente em todos os aspectos da nossa vida. Sabemos disso e queremos ser mais organizados. Mas por onde começar?

1. Investigue
Os blogues são uma fonte de inspiração fantástica e gratuita, onde pode encontrar soluções específicas para variados problemas, como “como organizar a roupa” ou “como fazer um orçamento familiar”. No entanto, não leia demasiados blogues e não perca muito tempo na internet! Foque-se nos problemas que quer solucionar, faça uma pesquisa, leia 2 ou 3 textos sobre o assunto, tire ideias, inspire-se, desligue o computador e lance mãos à obra!

2. Uma coisa de cada vez
Se quer arrumar e organizar as várias divisões da sua casa, dê pequenos passos. Na sala comece, por exemplo, pelo aparador. Só depois de o aparador estar devidamente organizado é que deve passar para o móvel seguinte. Fazer tudo ao mesmo tempo não lhe trará nada a não ser stress – e provavelmente, mais desorganização.

3. Estabeleça rotinas diárias e semanais
Faça listas de coisas que têm que ser feitas todos os dias, como jogar o lixo fora, tratar da roupa ou lavar a louça, ou semanalmente, como limpar as várias divisões da casa. Afixe a lista num local visível e cumpra-a como se a sua vida dependesse disso. Não se distraia com nada, não procrastine, e verá como numa semana a sua casa parecerá outra e sentir-se-á muito mais leve.

4. Agilize as suas manhãs
Uma das maiores fontes de stress, sobretudo para as mães, são as manhãs agitadas. Começar o dia com uma correria pode impactar negativamente o resto do seu dia de trabalho, o seu humor e a sua produtividade. Agilize as suas manhãs, preparando-as na noite anterior. Escolha a roupa para si e para os seus filhos, prepare a sua mala e verifique as mochilas dos miúdos, dê uma volta pela casa e arrume o que puder em 15 minutos, confira a sua agenda para o dia seguinte, ponha a mesa para o pequeno-almoço, e não se esqueça de tratar de si.

5. Livre-se da tralha
Ter tralha leva à desorganização. Quanto menos coisas tiver, menos terá para organizar. Livrar-se da tralha é o método mais rápido para ter uma casa mais organizada. Olhe friamente para o seu armário, para as suas colecções de livros e revistas, para os inúmeros colares e brincos, para toda aquela louça que enche os armários, e pense se realmente precisa de tudo o que tem. Pense se são essas coisas que o fazem feliz. Pense no tempo que ganhará se tiver menos coisas e assim, se perder menos tempo a limpá-las e a organizá-las.



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16/04/2014

40 ideias para viver de forma mais ecológica

Como estou de férias, vou re-publicar alguns posts mais antigos... este é de 4 de outubro de 2011.


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O meu blog anterior (do alto das minhas sabrinas) nasceu numa das alturas mais complicadas da minha vida (quando estava a preparar a defesa do doutoramento). Começou por ser um blog onde partilhava as pequenas mudanças que estava a fazer no meu dia-a-dia em direcção a uma vida mais "verde", visto que tomei a decisão consciente de diminuir a minha pegada ecológica. Como aconteceu com os meus blogs anteriores, que eram focados em temas específicos, rapidamente me cansei de ser definida apenas por uma coisa, como Rita, a crafter, ou a Rita ecológica ou a Rita, cientista ocupada. Sou uma pessoa com interesses ecléticos e queria um blog que reflectisse isso.
Nesse outro blog partilhei as muitas mudanças que experimentei em direcção a uma vida mais verde. Hoje quero partilhar convosco as alterações que realmente tenho mantido.

1) Evitar o uso de aquecedores/ventoinhas/ar condicionado, abrindo e fechando as persianas das janelas consoante o tempo lá fora. Ou seja, no inverno deixo as persianas abertas durante o dia para entrar sol e calor, e no verão fecho-as para evitar a entrada do sol e assim manter a casa fresca.

2) Reciclar tudo o que seja reciclável (papel, vidro, metal, plástico). Esta é óbvia, fácil, e não percebo porque é que não há mais gente a fazê-lo... Reciclar é só vantagens! O vidro e as latas de metal são 100% recicláveis e podem ser reciclados indefinidamente. A reciclagem de 1 tonelada de papel evita o abate de 15 a 20 árvores e poupa 2 mil litros de água. Ao reciclar plástico poupa-se energia e matérias-primas (petróleo).

3) Aderir às facturas electrónicas. Sim, odeio acumular papel... E para quê mais um papel e mais um envelope? As facturas em formato pdf podem ser guardadas no computador, onde ocupam muito pouco espaço e assim evitam-se os gastos com papel e tinta.

4) Desligar o computador ao fim do dia. Tanto em casa como no trabalho.

5) Usar lâmpadas de baixo consumo. Tirando 1 ou 2, todas as lâmpadas cá de casa são fluorescentes compactas. A substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo ou muito baixo consumo (fluorescentes e LEDS) é uma das medidas mais fáceis para diminuir o gasto de energia e, consequentemente, as emissões de CO2 para a atmosfera.

6) Tomar duches rápidos. Faço-o, não por razões ecológicas, mas porque tenho mais que fazer... A conta da água agradece. 

7) Lavar as mãos e a cara com água fria. Aliás, lavar a cara com água quente sempre me fez impressão...

8) Secar a roupa ao ar. Bem, nesta tenho sorte, pois vivo no Algarve. Mesmo no Inverno, a roupa seca bem (desde que não apanhe chuva, claro).

9) Aproveitar todas as potencialidades das bibliotecas públicas. Agora que doei dezenas de livros à biblioteca, quero aproveitá-la ainda mais. Na biblioteca cá do sítio é livros, é revistas, CDs, DVDs, actividades para os miúdos... tudo grátis. Portanto, além de poupar, não acumulo mais livros e CDs em casa. E com os prazos de entrega, é da maneira que de facto leio/ouço/vejo o que trago para casa.

10) No Natal e aniversários, presentear família e amigos com coisas feitas por mim. Desde que comecei a costurar, é o que faço, e dá-me muito mais prazer oferecer coisas feitas por mim, com amor e carinho, que coisas impessoais, fabricadas em massa.  Na altura, aderi logo à causa Buy Handmade, em que nos comprometemos a oferecer apenas produtos feitos à mão.

11) Ou dar outras prendas minimalistas, que usam menos recursos e evitam o acumular de tralha em casa. Falei disso aqui.

12) Não acender a luz da casa de banho. Durante o dia não é necessário, pois a casa de banho tem janela. À noite, a luz que vem dos candeeiros da rua é suficiente para tomar banho e usar a sanita. Só acendo a luz para tratar da cara, do cabelo e dos dentes. 

13) Lavar a roupa na máquina de lavar a baixa temperatura. Esta sempre fiz, mas mais por medo de estragar alguma peça mais sensível... 

14) Usar ambos os lados das folhas. Tenho um tabuleiro de folhas de rascunho, impressas de um lado, que podem ser usadas para imprimir no outro ou para tirar apontamentos, fazer listas, etc. 

15) Diminuir as margens dos documentos do Word para poupar papel. Faço-o há muito tempo, mas começou por motivos estéticos. Geralmente uso margens de 2 cm dos lados, em cima e em baixo, mas às vezes reduzo mais para caber tudo numa só folha. 

16) Comprar coisas em segunda mão. Há cerca de 2 anos comecei a comprar sobretudo roupa e livros em sites de venda de usados, como o Miau. Adoro, também já vendi algumas coisas, e correu sempre bem. Não me faz impressão nenhuma usar coisas que já foram usadas por outras pessoas, e devo dizer que um dos meus vestidos preferidos foi comprado em 2ª mão.  

17) Usar incenso em vez de ambientadores. Sempre gostei muito mais do cheiro do incenso... E sai mais barato. 

18) Comer gelados em cone em vez de copo de plástico. Desde sempre, adoro a bolacha! 

19) Acordar de manhã com o Sol e não com despertadores. Esta funciona bem sobretudo no Verão. O ano passado, em Outubro, antes da mudança de hora, eu andava desesperada, pois às 7 da manhã ainda era de noite e eu não acordava... Mas sempre fiz isto, desde pequena, e durmo sempre com o estore do quarto, não todo aberto, mas o suficiente para entrar bastante luz de manhã. E como o meu quarto está virado a Este e não tenho prédios a tapar o Sol, mal ele nasce, entra-me logo pelo quarto adentro. E assim o despertar é muito mais natural. Agora já estou mais disciplinada e acordo geralmente às 6 da manhã, mesmo ainda sendo de noite.

20) Fazer backups do trabalho em pens USB e discos rígidos externos em vez de CDs. Mas alguém ainda usa CDs para isso?? 

21) Usar ao máximo a máquina de costura para fazer coisas para a casa, roupa, arranjos, prendas, etc. Costurar é dos meus hobbies favoritos, e só tenho pena de não ter mais tempo para dedicar a esta actividade tão compensadora. 

22) Preferir embalagens de vidro em vez de plástico. Além de o vidro ser 100% reciclável, posso usar todos os boiões, frasquinhos e garrafas para os meus produtos caseiros de limpeza e beleza. 

23) Aproveitar toda a água que possa ser aproveitada. A água da chuva e a água do banho (aquela que fica a correr enquanto não vem a água quente). Pus um canteiro vazio na varanda virado para fora para apanhar a água da chuva, e baldes nas casas de banho para a água do banho. Com a água da chuva rego as plantas, a do banho uso na sanita, em vez do autoclismo. 

24) Falar de alternativas ecológicas a familiares, amigos e desconhecidos. Seja em pessoa ou através da internet!

25) Usar lenços de tecido para assoar em vez de lenços de papel. Uso lençóis velhos para isso. Corto quadrados com cerca de 20 cm de lado com uma tesoura zigzag e está feito.

26) Lavar a louça com água fria e não deixar a torneira a correr. 

27) Usar um copo para lavar os dentes. Há um ano atrás fiz o teste: com a água a correr gasto 2 litros de água; com um copo gasto 250 mL. 

28) Usar produtos de beleza naturais e feitos em casa. Alternativa ecológica e económica. Falei disso aqui.

29) Usar papel higiénico e papel de cozinha reciclado. Fácil, e o papel higiénico reciclado do Pingo Doce até é mais barato que o normal! 

30) Fazer várias alterações no computador para poupar energia. Alterei  o fundo do ambiente de trabalho para um mais escuro, diminui o brilho do monitor, alterei a protecção de ecran para uma toda preta, e instalei a Ecofont para imprimir documentos e poupar tinta.

31) Ir mais vezes a pé para o trabalho. Além de poupar gasolina, faço exercício físico!

32) Usar uma garrafa de água reutilizável em vez de garrafas de plástico. Uma garrafa Sigg, por exemplo, que são bem giras e resistentes.

33) Comprar produtos nacionais. Ando obcecada com o 560 e só não compro 560 quando não há... 

34) Usar sacos de compras em tecido. Tenho sempre um comigo, mas se as compras não couberem todas, acabo por levar sacos de plástico, que reutilizo como sacos de lixo. 

35) Rejeitar os sacos das lojas quando compro alguma coisa. Aceito quando são de papel, para usar como saco para a reciclagem de papel.

36) Aproveitar papel de embrulho e envelopes. Agora não vai nada fora! 

37) Comprar apenas peixe de espécies não ameaçadas. O Greenpeace disponibiliza uma lista de espécies que não devemos comprar.

38) Usar apenas 1 copo por dia. Em vez de tirar um copo para beber água e pôr na pia para lavar, mantenho-o junto do dispensador de água e uso-o 2 ou 3 dias seguidos. 

39) Comprar chá em folhas em vez de pacotes. Faço isso com o chá verde, mas ainda tenho muitos pacotinhos de chá cá em casa para gastar... 

40) Não usar secadores de mãos nem toalhas de papel em casas de banho públicas. Levei uma toalhinha para o gabinete para secar as mãos. Noutros sítios, secar as mãos nas calças de ganga sempre funcionou muito bem!


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15/04/2014

6 vantagens de ter menos

Como estou de férias, vou re-publicar alguns posts mais antigos... este é de 13 novembro 2011.

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Ou por que é que eu quero ser minimalista...

1. Mais tempo
Ter menos coisas significa que passo menos tempo a limpá-las e a organizá-las. Ter menos compromissos significa que tenho mais tempo para gastar naquilo que realmente me interessa.

2. Mais feito
Ao eliminar o desnecessário (um dos princípios do minimalismo), tenho mais tempo para me focar no que é mais importante e consigo fazer mais.

3. Mais dinheiro
Desde que percebi que não preciso de muitas coisas para viver uma vida produtiva e sentir-me realizada, não gasto tanto dinheiro em coisas de que não preciso. Sou muito mais feliz com dinheiro no banco que com tralha em casa.

4. Mais liberdade
Ter mais dinheiro no banco e saber que estou preparada caso as coisas piorem contribuem para uma fantástica sensação de liberdade.

5. Mais saúde
Menos coisas, mais foco, mais feito, mais dinheiro, fazem reduzir o stress.

6. Mais felicidade
Ter tempo para as minhas paixões, ser capaz de me focar nelas, estar preparada para o futuro e manter-me saudável são boas razões para ser mais feliz!


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14/04/2014

O problema da meta-tralha

Como estou de férias, vou re-publicar alguns posts mais antigos... este é de 28 novembro 2011.

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Adorei a primeira vez que li na net sobre o conceito de meta-stuff, ou meta-coisas, que são as coisas para guardar outras coisas (caixas, organizadores, pastas, dossiers e afins).

O problema é que quando se eliminam coisas, as meta-coisas ficam vazias e deixam de ter utilidade. Eu já tive que me livrar (leia-se dar ou vender) de várias peças de mobília que ficaram sem nada lá dentro (ou em cima). 

O aparador da sala e dois camiseiros do quarto ficaram vazios; três estantes grandes do escritório foram substituídas por uma parecida com a Billy (mas comprada no Aki); já tive um aparador grande no escritório que também esvaziei; três estantes do quarto dos miúdos foram substituídas por duas Expedit; uma mesa de centro e uma de apoio da sala foram substituídas por uma só mesa de centro (que era a minha antiga secretária à qual tirámos altura); uma antiga mesa de cabeceira que guardava tralha numa das varandas foi fora; várias caixas de arrumação Samla que tinha debaixo da cama foram esvaziadas, assim como dezenas de pastas de arquivo e dossiers de argolas, para não falar de mais umas quantas caixas, cestos e caixinhas, e muitos, mas muitos cabides... Também fiquei com vasos e jarras vazios e outros objectos decorativos deixaram de ter lugar nas superfícies (que se querem o mais vazias possível).

Não tive problema nenhum em livrar-me das meta-coisas grandes - mobília (alguma dei, outra vendi). O problema surgiu com as meta-coisas mais pequenas - as caixas, as pastas, os dossiers e os objectos decorativos.

Meta-tralha

Não sei o que lhes faça... Na minha cabeça penso que essas meta-coisas poderão ser úteis um dia - mas se assim for, quer dizer que vou estar a acumular tralha... Por enquanto a situação é esta:

~ as caixas Samla estão na arrecadação com os tais objectos decorativos
~ os cabides (os piores, metálicos) vou pô-los ao pé do caixote do lixo (pode ser que alguém leve) 
~ algumas caixas vou guardar dentro das Samla (que ganham o estatuto de meta-meta-coisas - coisas para guardar coisas que servem para guardar coisas) 
~ em relação às pastas de arquivo e dossiers (que estão dentro de uma Samla) estou a pensar dizer aos meus colegas para ver se alguém quer...

 Meta-coisas guardadas numa meta-meta-coisa

Cabides

Dossiers

E vocês, o que fazem à meta-tralha?


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10/04/2014

Os melhores posts de crafts

Como estou de descanso e o blog em modo de pausa, aqui ficam alguns posts mais antigos que podes ainda não conhecer... São tutoriais simples de costura:

Como fazer babetes em tecido

Como fazer bases para copos

Como fazer marcadores de livros em tecido

Como transformar calças em mini-saia

Como fazer uma almofada de envelope

Como fazer uma saia para a cama

E um tutorial de costura a sério, como fazer um saco em tecido reversível!


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09/04/2014

Uma pausa

Tenho andado um pouco desaparecida nos últimos dias, mas é por um bom motivo... os próximos dias serão de férias, descanso, e até um retiro de yoga, o meu primeiro retiro a sério! Decidi fazer uma pausa também no blog, para recarregar energias e voltar mais inspirada!

Vou, no entanto, republicar alguns posts mais antigos durante as próximas semanas... Volto em Maio (ou talvez um pouco antes, logo se vê...)

Obrigada a todos por continuarem desse lado!

03/04/2014

O papel dos cadernos na vida de uma cientista

Há anos que ando a tentar eliminar o papel que uso, tanto em casa como no trabalho. É impossível eliminá-lo de todo, mas já fiz grandes progressos! Já não usamos guardanapos de papel, aproveito bem folhas velhas para rascunhos, não imprimo quase nada...

No trabalho foi onde fiz as maiores mudanças. Quem trabalha em investigação sabe bem a quantidade de artigos ou outras publicações que temos que ler para nos mantermos a par do que se anda a fazer na nossa área e para consultar sempre que temos que escrever algum artigo ou projecto. 

Desde que comecei a trabalhar em investigação científica, quando comecei o estágio da licenciatura, em 2001, habituei-me a imprimir todos os artigos que me interessavam. Usava os dois lados do papel e o fast draft para gastar menos tinta, mas ao longo de todos estes anos fui acumulando caixas e caixas de arquivo com artigos em papel... 

Às tantas, fartei-me de tanto papel e deixei de os imprimir. Comecei a ler os artigos no computador e a usar as funcionalidades do Adobe Reader ou do PDF-XChange Viewer para sublinhar e escrever notas nos artigos. Aprendi a usar o Mendeley para manter os artigos bem organizados em pastas e com etiquetas. Comecei a sacar os pdfs dos artigos que tenho em papel, para me livrar do papel e ficar com o artigo apenas em pdf. 

Hoje em dia ainda tenho muitos artigos em papel que, aos poucos, ando a eliminar... O objectivo é não ter nada em papel, a não ser uma pasta onde tenho uma cópia de cada um dos artigos de que sou autora ou co-autora.

Também simplifiquei o sistema de cadernos que usava no trabalho. É sempre necessário um caderno para o trabalho de laboratório. É uma das coisas que eu faço questão que as pessoas que trabalham comigo tenham sempre; nem pensar ter gente no laboratório a apontar coisas em folhas soltas!! Costumava ter um caderno para cada projecto em que estava a trabalhar (já cheguei a trabalhar em 3 projectos ao mesmo tempo, mais o meu próprio posdoc, ou seja, 4 cadernos...), mas percebi que era demasiado, demasiados cadernos, demasiadas folhas, demasiado espaço ocupado. 

Comecei então a usar um só caderno de laboratório para todo o trabalho prático. Identifico-o na capa com a data de início (e a data de fim, quando o caderno acaba) e também identifico as folhas com a data, para saber o que fiz em cada dia.

Tenho ainda outro caderno para o trabalho de computador. Nele faço, por exemplo, todo o tipo de apontamentos necessários para o artigo que estou a escrever no momento, como pontos importantes a discutir ou artigos para pesquisar. Quando estou a praticar uma apresentação oral, aponto no caderno o que quero dizer. Tiro ainda apontamentos de artigos que leio, escrevo os pomodoros feitos ao longo do dia de trabalho, dúvidas a tirar, enfim... coisas desse tipo, como podes ver na imagem...



Por fim, para o dia a dia, uso o caderno Arc, da forma como já mostrei aqui. É agenda, é caixa de entrada, é diário, é caderno de apontamentos... o meu caderno Arc é realmente polivalente e está sempre comigo, excepto ao fim de semana!

Como não gosto nada de guardar muita papelada, o que tenho feito é digitalizar o que interessa destes cadernos de trabalho e jogar o original fora. A maioria do que está no caderno de laboratório é logo passado para o computador, pois são dados para ser analisados, valores para fazer cálculos e coisas assim... Às vezes faço adaptações de protocolos laboratoriais no caderno ou ando às voltas com contas e equações e chego a conclusões brilhantes ou tenho ideias luminosas para novas experiências, e isso, sim, digitalizo para não se perder e poder então dispensar o caderno... Na verdade, guardo-os durante uns anos e depois é que vão fora, tendo a certeza que todos os dados que lá estão já foram passados para o computador e as folhas importantes digitalizadas. 

O importante, para mim, é manter as coisas simples e eficazes, e assim perder menos tempo com a organização e mais tempo com a produção!

E os outros cientistas que andam por aí, como é que lidam com o papel?


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31/03/2014

O poder do pomodoro e o ajuste dos horários

O Pomodoro é uma técnica de produtividade sobre a qual já falei aqui. Recentemente apercebi-me que quando uso a técnica do Pomodoro é quando sou mais produtiva.

Por exemplo, há uns tempos participei no acwrimo, um mês de escrita académica, e em duas semanas, 10 dias úteis, a trabalhar das 9 às 3h30 da tarde, escrevi um artigo científico do início ao fim, incluindo toda a análise de dados. Nunca tinha escrito um artigo em tão pouco tempo... Como é que fiz isso? Usando os pomodoros. Eram cerca de 11 ou 12 pomodoros por dia de trabalho e consegui mesmo trabalhar de forma focada durante esses pomodoros. O resultado foi um artigo escrito em duas semanas (a primeira versão, claro que depois ainda dá muitas voltas...).

No entanto, o Pomodoro, para mim, tem dois problemas: 

1) Funciona muito bem quando estou sozinha, em casa, mas não funciona tão bem quando estou no gabinete na universidade, porque os telefones tocam, as pessoas batem à porta, as minhas colegas e eu falamos... Quando um Pomodoro é interrompido, tem que ser anulado e começado de novo, e é o que estou sempre a fazer no trabalho... o que não pode ser... 

2) Na universidade, não sei o que faça nas pausas de 5 minutos. Não me apetece estar sempre a levantar, mas se for para fora do gabinete, não tenho nada para fazer... Vou ficar 5 minutos a olhar não sei para onde? O que geralmente acontece é que passo os 5 minutos da pausa ao computador... e acabo por me distrair com outras coisas e os 5 minutos passam a... muito mais...


Para resolver estes problemas, comecei a ficar em casa durante a manhã a trabalhar ao computador (à tarde prefiro fazer trabalho de laboratório), usando os Pomodoros e é uma maravilha! As interrupções são quase nenhumas e aproveito muito bem as pausas! Um destes dias apontei o que fiz durante as pausas de 5 minutos entre Pomodoros e foi isto:

> fiz a cama, arrumei a roupa, limpei o pó do quarto
> limpei o pó do escritório
> limpei o pó do hall de entrada e corredor
> no intervalo maior, de 15 minutos, lavei a louça do pequeno-almoço, varri o chão da cozinha, limpei o caixote dos gatos

Ou seja, além de trabalhar bem, ainda faço coisas em casa, em blocos de 5 minutos, e como estas são actividades essencialmente físicas, consigo descansar a cabeça. Durante os pomodoros consegui estar sempre focada e o trabalho (outro artigo) avançou imenso. Como, felizmente, eu faço os meus horários e posso trabalhar em casa se quiser, fiz umas alterações à minha rotina de trabalho, que manterei enquanto funcionar...

Assim, as manhãs são para ficar em casa a trabalhar ao computador. Consigo trabalhar das 9 às 13h, o que dá mais ou menos 7-8 pomodoros (porque há uma pausa maior pelo meio). Na universidade saía para almoçar ao meio-dia, porque mais tarde apanhava grandes enchentes de pessoas, e isso tirava-me 1 hora de trabalho. Como o meu melhor período para trabalhar é de manhã, ganho assim mais uma hora ficando em casa...

E é isto! De pomodoro em pomodoro...


Mais sobre a técnica do Pomodoro:



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