09/09/2014

O professor de yoga

Ultimamente tenho lido histórias de ficção que giram em torno do yoga e também as chamadas yoga memoirs, histórias reais, autobiográficas, de pessoas que encontraram o caminho do yoga e o partilham, uns de forma mais séria, outros de forma mais cómica, com o resto do mundo. Um desses livros chama-se Plus One: Finding God on the Yoga Mat, da Cori Martinez, onde ela conta o seu percurso como professora de yoga, as suas descobertas a nível da espiritualidade e o seu dia a dia como mãe e yogi.

Um dos capítulos do livro é engraçadíssimo. Chama-se "Being a Yoga Teacher", ou ser professor de yoga. É um retrato fiel das ideias pré-concebidas em relação aos professores de yoga - um conjunto de "regras" que as pessoas esperam que os yogis sigam. Fartei-me de rir com a descrição destas regras e, como escreve a Cori, não só os outros que esperam isto dos yogis - muitos yogis também esperam isso de si próprios, apesar de muitas das "regras" serem, como refere a Cori quando se apercebeu das suas expectativas em relação a ela própria enquanto professora de yoga, ridículas, contraditórias e hipócritas. Deixo aqui a tradução das partes mais engraçadas...

Para começar, os professores de yoga (e qualquer um que queria ser uma boa pessoa) devem reciclar. E se estiverem com pressa enquanto limpam o frigorífico e jogarem um frasco com restos de comida para o lixo normal, devem cobri-lo imediatamente com outro lixo, esperar que ninguém veja, e sentirem-se culpados depois.

Também devem estar em boa forma física, embora o seu aspecto não deva ser importante para eles. Não devem perder muito tempo a despachar-se nem a olhar-se ao espelho. Não devem pintar o cabelo, nem gastar muito dinheiro em maquilhagem nem fazer compras em centros comerciais.

Devem ser amigáveis, tolerantes e atenciosos com os outros. Nunca se devem irritar com outros condutores, vendedores, operadores de telemarketing, nem com ninguém (fumadores podem ser a única excepção a esta regra).

Ao conduzir, devem parar sempre que esteja alguém a querer atravessar a rua. Se estiverem com pressa, devem evitar olhar directamente para a pessoa e fingir que só a viram no último momento, quando já for demasiado tarde para parar.

Devem dar sempre dinheiro aos sem-abrigo, sobretudo porque não se preocupam com os seus próprios bens materiais. O dinheiro deve ser de mínima importância para um professor de yoga.

Os professores de yoga devem ter relações amorosas saudáveis e ter a capacidade de comunicar sempre de forma honesta e paciente.

Devem comer apenas comida biológica: nada de farinha refinada, comidas processadas, açúcar, cafeína ou álcool. Devem fazer compras apenas em lojas de comida saudável e levar os seus próprios sacos de compras. Se se esquecerem dos sacos, devem enfiar o que conseguirem na mala e carregar o resto nos braços, esperando não deixar cair nada (aliás, eles não devem mesmo deixar cair nada, porque tudo o que fazem deve ser gracioso).

Podem ser vegetarianos, mas o ideal é serem vegans, a não ser que andem sempre cansados; assim, comer carne biológica de animais livres é a única opção aceitável. Nestas circunstâncias, devem sentir-se muito culpados por tirarem a vida a outro ser vivo por causa do seu egoísmo. E não devem tomar suplementos vitamínicos, pois devem ingerir todas as vitaminas de que precisam através da sua dieta saudável baseada em comida biológica e integral.

Não devem ver televisão. Sobretudo programas violentos ou com grandes níveis de dramas pessoais. Devem sentir-se gratos por cada momento, bom ou mau, e conseguir ver a beleza em cada experiência da vida.

Devem ter uma prática diária de asana, pranayama e meditação. De facto, devem acordar às 5 da manhã todas as manhãs e praticar durante pelo menos 2 horas. Depois, devem lavar as narinas com água salgada usando o neti pot, beber água morna com limão e comer um guisado vegan para o pequeno-almoço. Depois é hora de preparar o almoço, uma salada de vegetais biológicos com folhas verdes escuras, verduras cruas, sementes germinadas em casa e repolho fermentado. Devem planear ir ao mercado de produtores comprar fruta colorida biológica para preparem um batido proteico para o jantar.

Devem ser muito organizados, porque o seu ambiente exterior deve ser um reflexo da sua mente calma e clara. Não devem precisar do amor e aprovação dos outros para serem felizes, e devem estar preparados para dar amor e aceitação a toda a gente à sua volta.

Nunca devem pôr nada à frente da sua prática de yoga, nada. Devem ser tão apaixonados por partilhar o dom do yoga com o mundo que nunca devem cobrar pelas suas aulas porque isso não estaria de acordo com o espírito da prática.

Ao mesmo tempo, devem usar apenas roupa feita de algodão biológico de comércio justo produzida por uma companhia local que doe os lucros para caridade.

E se isto se torna complicado porque não conseguem perceber como é que vão comprar roupa de yoga de 95 dólares, dar aulas de graça, comprar comida biológica e dar o seu dinheiro aos sem-abrigo (e a outras causas importantes), devem andar anos e anos a sentirem-se culpados de cada vez que alguém sugere que cobrar dinheiro, ganhar dinheiro ou querer dinheiro não é yogico.


Ah Ah!

Namasté!


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08/09/2014

Sobre a força de vontade



Willpower é um livro fantástico escrito por um psicólogo, Roy F. Baumesteir, e John Tierney, jornalista. O livro é um best-seller e está publicado em diversas línguas, entre as quais o português, pela Lua de Papel.

Willpower apresenta as conclusões de imensos estudos científicos realizados na área da força de vontade, muitos deles do próprio Baumeister. É portanto, um livro com muito suporte científico que fala sobre a importância do auto-controlo, para que serve, como é afectado, como pode ser trabalhado. Os estudos feitos nesta área são fascinantes e ao ler o livro consegui identificar-me com muitas situações - e agora compreendo melhor muitos dos meus comportamentos e aprendi ferramentas para, por exemplo, ser mais produtiva no trabalho e não perder tanto tempo ao fim da tarde a ver televisão. Aqui ficam então algumas notas da primeira metade livro (ainda não o acabei de ler e quando acabar, faço a segunda parte).

A grande mensagem do livro é que a força de vontade, que é a virtude que a maioria das pessoas gostava de ter mas acha que não tem, pode ser exercitada, tal como um músculo. A falta de força de vontade ou auto-controlo ou auto-regulação é considerada uma das maiores patologias sociais dos nossos tempos, responsável por comportamentos violentos e destrutivos.

Todos temos uma quantidade limitada de força de vontade, que vai sendo gasta à medida que é usada. Certas coisas provocam um declínio da força de vontade ainda mais depressa, como o stress, a fome... parece mesmo existir uma ligação entre hipoglicémia e criminalidade... 

Tomar decisões, mesmo que sejam decisões agradáveis, gasta a força de vontade. O problema de tomar decisões é ter que fazer escolhas - ao escolher uma opção, estamos a fechar as portas às outras opções, e é por isso que é difícil para muitas pessoas tomarem decisões importantes, como casar, ou escolher um curso superior. 

A capacidade de tomar decisões também é afectada pelos níveis de açúcar no sangue. Estudos mostram que é mais fácil tomar decisões depois de comer; a falta de açúcar diminui, portanto, a força de vontade e provoca uma incapacidade para tomar decisões (é por isso que muitos políticos são apanhados a fazer coisas que não devem...).

O primeiro passo para ter mais autocontrolo é estabelecer um objectivo - um só objectivo. O problema para a maioria das pessoas é terem vários objectivos e muitos deles entrarem em conflito (por exemplo, querer ser mais produtivo no trabalho e passar mais tempo com a família). 

O sucesso de métodos de organização e produtividade como o GTD também está relacionado com o autocontrolo. Quando temos coisas para fazer, como um projecto importante ou estudar para um exame, somos constantemente relembrados disso pelo nosso inconsciente. O que o nosso inconsciente está a fazer é pedir ao consciente para fazer um plano para resolver o problema em questão. Após fazermos o plano, o inconsciente deixa de enviar essas mensagens. Daí a importância de tirar tudo da cabeça, de organizar as coisas, de planear as nossas próximas acções. É por isso que o GTD é tão eficaz.

As pessoas fazem mais e melhor quando têm mais consciência de si próprias. Por exemplo, experiências mostraram que as pessoas postas em frente a um espelho ou a ser filmadas esforçaram-se mais por ter melhores comportamentos e responder correctamente a questionários. Uma pessoa com mais consciência de si própria (basta para tal que esteja em frente a um espelho) tem tendência a comportar-se mais de acordo com os seus valores em vez de seguir a opinião ou vontade dos outros. Parece que a autoconsciência evoluiu para ajudar o autocontrolo.

O segredo das pessoas que parecem ter muito autocontrolo - por exemplo, aquelas que conseguem sempre levantar-se cedo, fazer exercício físico, ter a casa sempre limpa e organizada - não é propriamente ter muito autocontrolo. O que essas pessoas fizeram foi transformar esses comportamentos benéficos em hábitos: numa fase inicial é necessário exercer o autocontrolo para conseguir saltar da cama às 5 da manhã para ir correr, por exemplo, mas ao fim de algum tempo isso torna-se um hábito e aí já não é necessário gastar o autocontrolo nesse comportamento, ficando autocontrolo disponível para melhorar outros comportamentos ou quebrar maus hábitos. É por isso que se costuma dizer que devemos adquirir um hábito de cada vez. Se levantar cedo é difícil e vamos aplicar toda a nossa reserva de autocontrolo nesse comportamento, não sobrará muito para adquirir ou modificar outros comportamentos logo a seguir...

Por outro lado, ao exercitar o autocontrolo numa área da nossa vida, há melhorias em todas as outras áreas. Por exemplo, nas alturas em que me levanto mais cedo, é mais provável que faça a prática de yoga e que coma bem ao longo do dia e geralmente sou mais produtiva no trabalho. Nas alturas em que não consigo levantar-me cedo, tudo o resto corre pior... Ou seja, há alturas em que tenho mais autocontrolo que outras...

Mas como manter o autocontrolo constante ao longo de anos ou de toda a vida? Motivação. É necessário motivação. Quando temos algo a provar a nós próprios ou aos outros, temos mais motivação e, portanto, mais força de vontade. Sem objectivos, sem nada para provar, a motivação e a força de vontade diminuem...

O maior problema do autocontrolo é mesmo este: como manter a disciplina ao longo da vida, em vez de dias ou semanas. Fazer um pré-compromisso connosco próprios ajuda. Por exemplo, ao pôr no papel que vou fazer isto ou aquilo, faço um compromisso comigo própria e falhar não é opção. Comprometer-me a fazer algo (seja perante mim ou outras pessoas) é uma estratégia para conservar a força de vontade...

Outros estudos interessantes mostraram que há uma ligação entre a ordem exterior (um espaço de trabalho arrumado, o aprumo pessoal) e a disciplina. É por isso que os conselhos para uma maior produtividade incluem sempre ter uma secretária arrumada, papéis organizados, e quem trabalha em casa deve-se vestir e arranjar como se fosse para a rua.

Os maiores benefícios de ter autocontrolo são óbvios a nível escolar e laboral. Bons alunos e bons trabalhadores têm bons hábitos. Estudos mostram que os professores universitários têm mais hipóteses de progressão na carreira se escreverem um pouco todos os dias do que se escreverem de vez em quando ou em períodos curtos e intensos (isto nos Estados Unidos, que cá as coisas funcionam, infelizmente, de forma muito diferente...). O autocontrolo deve ser usado para formar um hábito (neste caso, o de escrever um pouco todos os dias). Depois do hábito formado, consegue-se produzir mais com menos esforço.

(parte II daqui a uns dias...)



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03/09/2014

Vlog || Jala neti, ou como eu me livrei da alergias

Bem, não me livrei completamente da minha rinite alérgica, mas a coisa melhorou bastante. Há anos que ouvia falar no jala neti, uma técnica um pouco estranha em que se enfia um bulezinho no nariz, fazendo entrar água por uma narina, que vai saindo pela outra... A primeira vez que ouvi falar disto penso que foi o Dr. Oz no programa da Oprah. Achei o máximo e mandei vir um neti pot (o bule), mas nunca consegui fazer... Até que o ano passado aprendi a técnica no curso de intrutores de yoga e agora não quero outra coisa.

O jala neti, ou irrigação nasal, é uma técnica do Yoga. Faz parte de um conjunto de várias acções de limpeza, os shatkarmas, que os yogis usavam para purificar o corpo, com benefícios não só físicos como também espirituais.

O jala neti consiste em fazer correr água morna por uma narina, que, por acção da gravidade, sai pela outra narina, usando um pequeno bule. A água deve ser fervida antes de usada. Na aplicação, a água deve estar morna e ligeiramente salgada. A medida é 1 colher de chá de sal (o mais puro possível!) para meio litro de água, para ficar à mesma concentração que os fluidos corporais (0,9%). No video mostro como executar a técnica - é fácil!

O jala neti tem inúmeros benefícios comprovados, sobretudo a nível das alergias e sinusites. A água, ao passar na cavidade nasal, remove bactérias, porcarias e muco, drena as cavidades sinusais, reduz a tendência para respirar pela boca, tem um efeito calmante e refrescante no cérebro, sendo por isso benéfico para quem sofre de dores de cabeça e enxaquecas. Também diminui a frequência e duração de constipações, reduz os sintomas da sinusite, humedece a cavidade nasal, limpa os canais lacrimais e melhora a visão, e aumenta também o olfacto e o paladar.

A primavera passada andei muito melhor das alergias - quando me sentia mais atacada fazia o jala neti e sentia logo imenso alívio. Este inverno não andei sempre entupida e ranhosa como era costume (também devido à água com limão). Um dos meus filhos, que é como eu e andava sempre cheio de ranho, este ano ficou muito melhor depois de começar a fazer o jala neti de manhã.

O jala neti já faz parte da minha rotina e é um dos meus rituais matinais mais importantes. Quando me sinto mais atacada, faço também à noite, a meio da tarde, ou quando sinto necessidade.

No video falo um bocadinho sobre a técnica e mostro como se faz. Pode ser... hum... algo nojento, mas penso que vendo é melhor para aprender do que lendo...


Eu comprei o meu neti pot (o bule) na amazon há já alguns anos, mas agora já se vende em lojas de material de yoga (por exemplo, aqui).


Experimenta e depois conta-me como correu!


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02/09/2014

Livros de yoga - quem quer?

Um dos meus rituais de início de Ano Novo académico/escolar é destralhar - a roupa, os papéis, a louça, os livros... Tenho vários livros de yoga que comprei quando comecei a praticar, mas como agora estou plenamente dedicada ao ashtanga vinyasa yoga, alguns destes livros já não me fazem falta, mas podem ser úteis para alguém...

Separei dois livros para vender a quem estiver interessado. Em baixo estão fotos e videos do folhear das páginas de cada um...

Este, por 3 yogis (inclui envio para Portugal continental): Vendido, obrigada!


video

E este, por 1 yogi (inclui envio para Portugal continental): Vendido, obrigada!


video

Se estiveres interessada, envia-me, por favor, um email para rita.busywoman (AT) gmail.com

Namaste!


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01/09/2014

O equilíbrio entre poupar e gastar dinheiro

A minha atitude perante o dinheiro tem mudado imenso nos últimos anos. Nos meus 20 anos gastava tudo o que tinha antes do fim do mês. Com a vinda dos filhos, comecei a organizar-me melhor, a apontar os gastos, a fazer uns orçamentos muito básicos e até estabeleci as minhas regras de ouro para controlar o dinheiro. Mais tarde, com o minimalismo, poupar tornou-se fundamental. Posso mesmo dizer que se tornou uma obsessão. 

No entanto, muitas vezes dava por mim com vontade de ir aqui ou ali, ou de comprar coisas de que não precisava, mas recuava sempre porque, afinal, não podia andar a mexer nas minha poupanças para coisas que não são necessárias. 

Recentemente comecei a pôr estas minhas ideias em questão. Continuo a achar que não vale a pena gastar dinheiro em certas coisas, como roupa, gadgets, mobília ou outras coisas que de facto não me fazem falta e que não vão contribuir em nada para a minha felicidade ou para a minha educação ou para a minha evolução como ser humano. Mas há certas coisas nas quais eu receava gastar dinheiro, que não são necessárias, mas são sim importantes para a minha felicidade (e da minha família).

Foi por isso que em junho decidi ir pela quarta vez a Paris (depois de anos a adiar essa viagem para não gastar dinheiro). E vamos passar o Natal a Londres, todos, em família! Os miúdos nunca andaram de avião e estão muito interessados em ir ao museus londrinos (sobretudo ao British e ao de história natural). Com a idade deles eu já conhecia Londres e todos esses museus, e não me parece bem não fazer uma viagem dessas só para não gastar dinheiro. Afinal, quando morrer, não levo nada comigo...

Claro que, se gasto numas coisas, não gasto noutras. A minha nova cozinha, por exemplo. Andei a ver as cozinhas do Ikea e queria mesmo renovar a minha cozinha toda. Mas pensei, questionei-me sobre a necessidade de ter uma cozinha nova e, na verdade, não preciso. Os móveis que tenho estão bons e o facto de não gostar deles do ponto de vista estético não é, para mim, motivo suficientemente válido para comprar uma cozinha nova...

A minha atitude perante o dinheiro é agora diferente. Poupar, sim, claro que sim! Poupar todos os meses é, para mim, fundamental para sentir paz e liberdade. Mas também é importante ter experiências, viver a vida. Percebi que há certas coisas com as quais devo gastar algum dinheiro e outras coisas com as quais não devo gastar nenhum. É, como tudo, uma questão de prioridades...

E tu, como é que equilibras o poupar para dias mais cinzentos com o gastar em coisas que são importantes? 


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16/08/2014

Ultimamente...

Para acabar a prática, costumo ler um dos Sutras de Patanjali e
comentários pelo Swami Satyananda. Afinal, yoga não é só posturas...
Desactivei a minha conta do Facebook.
Quero estar assim durante pelo menos um mês inteiro!
A minha Joana esteve uns dias no hospital...
quem é que a manda comer um carrinho de linhas??

Astavakrasana (não é tão difícil como parece)

Ubhaya Padangusthasana. A cabeça devia estar ainda mais para trás.
O drishti é o céu.
No centro de saúde de Faro. O edifício tem vários destes jardins interiores,
visíveis das salas de espera. É bonito.
O terceiro livro da Bridget Jones. Giro, como os outros dois...
Ah, o Mark Darcy...
O meu cabelo precisa desesperadamente de henna!
É um dos planos para o fim de semana...

Acordar antes do nascer do sol para praticar ashtanga yoga.
Faro visto da praia.

Inspirador. Não o larguei enquanto não acabei de ler
(demorei cerca de 3 horas).

O meu pequeno altar em casa.
Três grandes homens, o Buda e livros inspiradores.


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12/08/2014

Adeus Facebook, novo Spotify e quem me mandou meter nisto?


Dia 1 sem Facebook. Hum... desactivar a conta do FB é fácil... o que não previ foram os problemas com outras contas que foram criadas através do FB... como a minha conta do Spotify, que uso sempre!

Pois é, descobri que quando fazia log in no Spotify, activava novamente o FB. Andei a pesquisar como é que podia desassoaciar as duas, mas parece que se a conta do Spotify foi criada com o FB, não dá. A única solução é criar uma nova conta para o Spotify... Foi o que tive de fazer, senão continuava com o FB activo.

Portanto, se estás a pensar desactivar a tua conta do FB, verifica primeiro que outras contas tens associadas ao FB. No meu caso, além do Spotify tinha também o Pinterest, mas essa foi fácil mudar.

Em relação ao Spotify, o que fiz foi criar uma nova conta e procurei depois a minha primeira conta, para poder seguir todas as playlists que lá tinha. Depois, criei novas playlists iguais às que tinha, para poder apagar de vez a conta antiga e não perder as músicas. Ainda não consegui apagar a conta antiga, pois parece que tenho que enviar um email a fazer o pedido...

Se seguias alguma das minhas playlists no Spotify, muda por favor para a minha conta nova (as plalists são iguais). Aqui ficam os links:

post sobre o Spotify e as minhas playlists

meu novo perfil no Spotify


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11/08/2014

Adeus redes sociais, olá vida real... e outras coisas

Hoje ao fim da tarde vou desactivar a minha conta do Facebook, incluindo a página do blog. Desactivar, não apagar por completo. Será temporário, mas é um exercício que quero fazer. As razões são várias e aqui ficam algumas:

> O FB é aditivo. Eu nem me interesso muito por aquilo que os meus "amigos" postam no FB, mas dou por mim a ir lá ver sempre que estou na pausa entre pomodoros. Entro, vejo se tenho notificações, olho para as últimas publicações e saio. Não demoro mais de 1 ou 2 minutos, mas se multiplicarmos isto por várias vezes ao dia, é demasiado. E as pausas entre pomodoros devem ser usadas para descansar a cabeça...

> Não se aprende muito com o FB. É verdade que aparecem lá notícias interessantes e links para coisas giras, mas não é nada que eu não possa descobrir googlando, se estiver mesmo interessada em determinado assunto.

> Há muita inveja e comportamentos passivo-agressivos no FB. Desde pessoas a dizer mal nas costas umas das outras, até comentários completamente despropositados em fotos e status updates. Simplesmente, aborrece-me. 

> Sempre me irritou quando pessoas que não falariam comigo se me encontrassem na rua me mandam os parabéns pelo FB no meu dia de anos...


Além do facebook, continuo a perder demasiado tempo na internet. Por exemplo, ponho-me a pesquisar projectos DIY giros que gostava de fazer, como macramé e papier-maché, mas passo mais tempo a pesquisar, a ver, a ler, a tirar ideias, do que propriamente a fazer. 

O mesmo com blogs. Passo mais tempo a ler do que a pôr em prática as dicas úteis que leio. Decidi que, tal como como não vou eliminar a minha conta do FB, não vou eliminar blogs do meu Bloglovin. O que fiz foi adicionar alguns blogs de que gosto muito (no máximo de 10) ao The Old Reader e deixar o Bloglovin quieto durante uns tempos.

Por fim, apaguei de vez a minha conta no Flickr. A verdade é que já há mais de um ano que não a usava, desde que comecei com o Instagram... Em relação ao IG, adoro-o e é, sem dúvida, para continuar! Outras redes sociais que manterei são o Pinterest e o YouTube.

Em relação ao Facebook, não estabeleci nenhum período de tempo para fazer esta experiência... Quero estar sem Facebook pelo menos durante um mês inteiro! Vamos ver como corre!

Mas, afinal, qual é o objectivo de tudo isto? Eu não quero ficar incontactável nem desligada do resto do mundo! Continuarei a escrever no blog (que tem andado muito sossegado ultimamente, eu sei...), a postar fotos no Instagram, e quem sabe uns videos no YouTube. Continuarei a ler alguns blogs, a inspirar-me com o Pinterest e a fazer pesquisas no google sempre que queira saber mais acerca de algum assunto.

O que eu quero mesmo é mais tempo e mais espaço branco, tanto mental como físico. Quero acabar projectos, quero começar coisas novas, quero não fazer nada, e a verdade é que, como todos bem sabemos, a internet e as redes sociais roubam-nos isso...

Além disso, se tudo correr bem, vou começar uma nova aventura em setembro. Posso já levantar a ponta do véu... Sempre quis fazer uma segunda licenciatura e este ano finalmente candidatei-me através dos concursos especiais para titulares de cursos superiores. Vamos lá ver se entro... são poucas vagas... Alguém se atreve a adivinhar o curso a que concorri? É aqui no Algarve, claro...


E tu, alguma vez desactivaste a conta do Facebook? Como correu?


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23/07/2014

Estas andanças...


A última semana tem sido diferente. Estou fora e todos os projectos que queria acabar e todas as pontas soltas que queria atar continuam à minha espera em Faro. Estou em Lisboa, onde já fiz de turista na minha própria cidade, onde já fui ao Ikea estudar as cozinhas, onde já gastei mais dinheiro do que queria em roupa e outras coisas que não preciso. Todos descarrilam de vez em quando e esta semana, longe de casa, afastada dos meus ritmos e rituais que tanta ordem e conforto dão à minha vida, foi a minha vez de descarrilar. Mas não me estou a queixar! Estou a gostar, mas ainda bem que vou voltar para casa em breve.

Os highlights da semana foram os livros que li. Dieta viva! da nutricionista Ana Bravo e Dieta das Princesas da Catarina Beato, que me inspiraram a tomar finalmente uma decisão que já tomei muitas vezes mas nunca cumpri - fazer uma dietazinha e perder uns quilinhos (não tenho muitos para perder, mas tenho alguns que me incomodam). Desta vez estou mesmo decidida e o plano alimentar da Ana Bravo combina comigo!

Comecei também a ler Equador do Miguel Sousa Tavares - e estou a adorar!! Ainda bem que o livro tem mais de 500 páginas, para durar muito!

E é isso! Em breve estarei de volta a casa e às coisas do costume - incluindo o blog, que ficou mais esquecido nestas últimas semanas...


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07/07/2014

Em Julho...



... quero mesmo abrandar o ritmo em várias coisas para me dedicar ao meu livro. Vou escrever menos no blog durante este mês (e provavelmente durante Agosto também) e os posts virão ao sabor do momento, sem planos nem agendamentos.

Apesar de não tirar um mês inteiro de férias (prefiro uns dias aqui, mais uns dias ali), estes meses de verão são sempre mais lentos em todos os aspectos, sobretudo por causa do calor e porque os miúdos estão de férias. Quero aproveitar a praia, acabar vários projectos no trabalho e lançar-me numa grande loucura em setembro.

Como já referi várias vezes, o ano novo, para mim, é em setembro e até lá quero atar uma série de pontas soltas, para começar o "ano" cheia de força, motivação e... serenidade!


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02/07/2014

Uma reflexão

6h20 Nascer do Sol em Faro, visto da Praia

Julho começou a bombar! Ontem tive um dia daqueles que me deixam de rastos, o dia inteiro a andar de um lado para o outro - eu, que gosto de estar sossegada no meu cantinho...
Assim, hoje quero apenas deixar aqui uma reflexão. É um comentário que fiz num grupo do facebook (da equipa de futebol de um dos meus filhos) por causa de alguns problemas que houve com os jogadores, mas aplica-se a qualquer situação do nosso dia a dia...

Na minha opinião, a única reflexão que deve ser feita é porque é que se perde tanto tempo e energia a julgar os outros, o que os outros fazem, os que os outros dizem, ou mesmo a forma como os outros vivem as suas vidas... Esse tempo seria utilizado de forma mais construtiva e positiva se cada um de nós olhasse para si próprio, para as suas reacções, as suas emoções, as suas atitudes e comportamentos, com o objectivo de melhorar, evoluir, e assim dar o exemplo aos que o rodeiam... Como disse Gandhi, "sê a mudança que queres ver no mundo"...


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30/06/2014

Um período mais verde com o copo menstrual

via

Após quase 20 anos a usar tampões, decidi que era altura de arranjar uma alternativa mais amiga do ambiente para aqueles dias do mês... Já tinha ouvido falar bastante dos copos menstruais, mas o medo impedia-me de investigar o assunto mais a fundo... Até que me decidi e comprei o Lunette (não por nenhum motivo em especial, mas sim porque foi o único que encontrei à venda, na Terra Pura, por cerca de 25 euros). Lunette, Diva Cup, Mooncup, LadyCup... funcionam todos de forma semelhante - e são óptimos!

O copo menstrual é isso mesmo: um copo... para o sangue menstrual. Põe-se, deve ficar bem posto para não haver escorrências para fora, tira-se ao fim de algumas horas (6-12), deita-se o sangue na sanita, lava-se o copo e insere-se outra vez. Não há cá plásticos nem papéis inutilizados - dizem que o copo menstrual deve ser substituído ao fim de 5 anos e se fizermos as contas (tampões/pensos para 5 anos vs. copo menstrual), tanto a carteira como o ambiente agradecem.

Comprei o meu há uns meses e não quero outra coisa. Duas colegas minhas também usam e são fãs (provavelmente conheço mais pessoas que o usam, mas o assunto ainda não surgiu...). Claro que o aconselho, mas se tens problemas com sangue, mesmo sendo o teu... é melhor pensares duas vezes. No entanto, umas das vantagens do copo é precisamente essa: temos uma noção melhor do que é que sai cá de dentro e assim ficamos mais em sintonia com o nosso ciclo menstrual.

Os copos menstruais vêm geralmente em dois tamanhos (o mais pequeno para quem não teve filhos por via vaginal e o maior para quem tem fluxo mais abundante ou teve filhos por via vaginal) e vendem-se nas farmácias e lojas de produtos naturais. 

Se, como eu, já tinhas ouvido falar do copo menstrual mas ainda não tiveste coragem para experimentar, vai em frente!

E se já usas copo menstrual, o que achas?



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