17/11/2014

Repensando a minha prática de yoga

Já lá vão quase 2 anos desde que comecei a praticar yoga. Os meus primeiros professores foram os do site Ekhart Yoga. Depois comecei a ter aulas de hatha yoga e fiz formação de 200 horas como instrutora de hatha yoga. Desde cedo que percebi que os estilos mais vigorosos, como o ashtanga e o vinyasa flow, são os que mais me atraem. 

A dada altura decidi que o ashtanga era o caminho. Comecei a praticar mais ashtanga, pratiquei com professores autorizados (o processo de autorização para ensinar ashtanga não tem nada a ver com os cursos de 200 horas reconhecidos pela Yoga Alliance), e comecei a achar que não há melhor yoga que o ashtanga, pelo menos para mim. 

No entanto, a minha relação com o ashtanga sempre foi de amor-ódio. Gosto das sequências, gosto da exigência física, gosto do desafio que é o ashtanga e gosto de como me sinto depois da prática - super cansada mas feliz. 

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Mas o ashtanga também tem coisas que nunca gostei. O ashtanga tem demasiadas regras. Uma das regras que menos gosto no ashtanga é aquela de só se poder avançar para a postura seguinte quando a anterior está bem compreendida (leia-se, quando a conseguimos fazer). Para quem não sabe, o ashtanga é um conjunto de 6 séries ou sequências pré-definidas de asanas; a maioria do comum mortal não passa da primeira série. 

Quer isto dizer que, de acordo com a tradição do ashtanga, eu fico-me pelo marichyasana D (porque ainda não consigo agarrar atrás). Quer isto dizer que, de acordo com a tradição, não posso fazer as posturas seguintes, que incluem alguns asanas bem mais fáceis (como navasana e baddha konasana) e outros mais necessários para o meu corpo. Quer isto dizer que, de acordo com a tradição, não posso fazer os backbends da segunda série, que tanta falta me fazem (porque tenho os ombros muito presos).

Há 40 anos atrás, quando os primeiros ocidentais foram para Mysore, na Índia, aprender ashtanga com o guru, Sri K. Pattabhi Jois, as duas primeiras séries eram ensinadas em simultâneo, o que faz muito mais sentido, pois a primeira tem sobretudo forward bends e a segunda tem os backbends. Era, na minha opinião, uma prática mais equilibrada. 

No entanto, com a expansão do ashtanga para o Ocidente, são centenas as pessoas que estão, em simultâneo, em Mysore para estudar, não com Jois que faleceu em 2009, mas com o neto, Sharath. Com tanta gente, foi necessário limitar o avanço das pessoas, senão não se dava conta. Aliás, a primeira postura da segunda série (pashasana) é um porteiro fantástico que regula o avanço dos praticantes para a segunda série - ou melhor, que barra logo ali imensa gente (porque é uma postura muito difícil)! Mas até aqui compreendo - há demasiados praticantes de ashtanga a visitar Mysore.

Mas isto de nos barrarem acontece em todo o lado. Da primeira vez que pratiquei em Lisboa num shala, barraram-me a meio da primeira série, no bhujapidasana, ou seja, não pude praticar mais posturas (mesmo havendo asanas mais fáceis a seguir). Não gostei de ter pago 15 euros para fazer metade da primeira série. Quando estive em Vila Nova de Milfontes, foi diferente. Pude praticar toda a primeira série e não vi os professores a barrarem os praticantes por ainda não serem capazes de praticar bem um dado asana - assim, sim!

Os puristas do ashtanga dir-me-iam que o sistema é assim que funciona. Aliás, já conheci alguns fundamentalistas do ashtanga que olham para mim como se eu tivesse cometido um crime, quando refiro que também pratico asanas das outras séries (como koundinyasana e astavakrasana, que se vê nos videos).

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Mas isto tudo para dizer que sempre achei que as regras são para ser quebradas (excepto aquelas óbvias, tipo não matar ou não roubar, claro!) e estas regras do ashtanga não são exceção. Portanto, fui praticando a primeira série do ashtanga (toda!) mas também praticava outras coisas e outros asanas, porque me fazem falta e porque são divertidos. Mas de vez em quando uma vozinha cá dentro dizia-me que não devia fazer assim, devia era praticar ashtanga sempre, 6 vezes por semana, como manda a tradição, e esquecer o resto. E quando não conseguia levantar-me cedo para praticar (preciso de hora e meia) ficava logo stressada... Ora, não é suposto o yoga trazer-nos stress.

Estas coisas começaram a fazer mais sentido para mim quando li o texto Why I stopped practicing ashtanga yoga e identifiquei-me com vários dos pontos referidos pela autora. Por exemplo, há o problema da adição ao asana - o objectivo da prática do yoga passa a ser conseguir fazer determinado asana... Há a pressão diária para praticar - que se transforma em stress quando não se pratica... Há também o problema da arbitrariedade das regras do ashtanga - como já referi, há 40 anos Jois ensinava a primeira e a segunda série em simultâneo, enquanto agora só se avança para a postura seguinte quando a anterior está bem feita. 

Além destas regras do ashtanga que para mim não fazem sentido (e as quais eu quebrava, claro), comecei a perceber que em certos dias o meu corpo pedia um tipo de prática e noutros dias outro tipo. Certos dias só pensava no ashtanga, mas noutros dias preferia fazer yin, por exemplo. Percebi que ao praticar sempre ashtanga não estava a ouvir o meu corpo nem as suas necessidades.

Não me entendam mal: eu adoro o ashtanga vinyasa yoga. Se tiver que escolher entre uma aula de ashtanga e uma de outra coisa, não há dúvidas que escolho o ashtanga. Mas não sou fundamentalista e não sou pessoa de seguir regras com as quais não concordo. Tive esta batalha mental durante muito tempo. Certos dias tinha a certeza que o ashtanga era o caminho, outros dias nem queria ouvir falar disso. 

Mas isto tudo para dizer que há uns tempos renovei a minha subscrição no Ekhart Yoga e recomecei a fazer aulas online. Pratico ashtanga quando me apetece, pratico vinyasa flow quando me apetece, pratico yoga restorativo ou yin yoga ou hatha yoga ou seja o que for quando me apetece. Tenho seguido o que o corpo me pede, e não o que as regras dizem que devo fazer. 

Claro que a minha prática continua a ter o ashtanga na sua base, porque é disso que eu gosto e se me puserem a praticar sozinha, é a primeira série do ashtanga que eu vou praticar. Mas também comecei a explorar o vinyasa flow (que derivou do ashtanga, tal como o power yoga e o rocket yoga) e até o yin yoga

Atualmente tenho praticado quase todos os dias, 2 ou 3 vezes por dia. De manhã é quando faço uma prática mais longa e mais forte; ou ashtanga ou vinyasa flow, mas sempre puxado (leia-se, que dê para cansar e suar). Antes de ir dormir, faço 30-60 minutos de hatha ou restorativo ou yin. Tenho focado estas práticas noturnas no aumento da flexibilidade dos ombros, pois preciso mesmo muito. Às vezes, pratico também um pouco à tarde, meia hora ou pouco mais; ou faço uma prática mais energética ou mais calma, dependendo do que diz o meu corpo.

Tenho feito a maioria das aulas com o Ekhart Yoga - e adoro! Juro que ninguém me pagou para fazer esta publicidade, mas eu gosto mesmo do site e aconselho-o mesmo a quem não percebe bem inglês. São mais de mil aulas, são adicionadas aulas novas todos os dias e dá para escolher as aulas por tempo, nível de dificuldade, professor e estilo. Portanto, posso ter só 10 minutos, mas há lá aulas de 10 minutos que posso fazer - não há desculpas para não praticar yoga!

E pronto! Tive que pôr estes meus pensamentos acerca da minha prática de yoga no papel, talvez para eu própria conseguir compreendê-los melhor...



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05/11/2014

Como combater a personalidade sombra

Tal como qualquer pessoa, tenho alturas em que estou stressada, desorientada, desmotivada, ansiosa - dias em que não me sinto eu. De acordo com as teorias da personalidade de Jung e Myers-Briggs, nestas alturas emerge a nossa personalidade sombra - que é o oposto daquilo que realmente somos. Esses dias são muito claros para mim - fico mais faladora, mais extrovertida, não dou atenção à minha intuição e esqueço a organização (exactamente o oposto do meu eu normal: introvertida, intuitiva, organizada...). Não gosto de me sentir assim e afecta-me mesmo o dia a dia. Não consigo concentrar-me no trabalho, não faço o que tenho a fazer em casa, procrastino mais, até fazer yoga me aborrece.

Mas quem diria que estes sintomas são fácil e rapidamente resolvidos? Aqui ficam algumas maneiras, testadas por mim e por outros, de nos centrarmos em dias mais difíceis.

> Respirar
Sim, nós estamos sempre a respirar, mas nem temos consciência disso. A ideia aqui é parar, fechar os olhos e sentirmos a respiração. Respirar fundo algumas vezes, de forma consciente, devagar, pausadamente, não pensando em mais nada. Algumas respirações destas fazem logo a diferença!

> Não fazer nada
Quando estou ao computador e começo a ficar irrequieta, uma boa solução é ir lá para fora, sentar-me num degrau e não fazer nada. Fico apenas a observar os meus pensamentos ou o que se passa à minha volta.

> Dar um passeio
Outra solução é andar um pouco a pé. Nem precisa ser na rua. Às vezes ando pelos corredores do edifício, subo e desco escadas - por um lado, faço exercício físico, por outro, descanso a cabeça.

> Meditar
Ao contrário do que se pensa, uma pequena meditação pode ser feita em qualquer sítio. No gabinete, na rua, a andar, num banco de jardim, nos transportes públicos. Meditar é focar a nossa atenção num só objecto. Pode ser a respiração, os sons, as sensações que temos no corpo, um mantra... Meditar durante alguns minutos renova o espírito, acalma a mente, e vemos logo as coisas por outro prisma.

> Resumidamente, parar.


E tu, o que fazes naqueles dias em que não te sentes "tu"?


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30/10/2014

A minha história com a televisão

Não ver televisão ou até não ter televisão é um paradigma do minimalismo, da simplicidade, de um estilo de vida intencional e saudável. A televisão não é nenhum bicho papão, mas a verdade é que nos faz perder tempo... muito tempo. Cá em casa já passámos de 4 televisões para 1 e se eu vivesse sozinha, contentava-me com nenhuma. Mas como ainda tenho uma televisão em casa com tv cabo, há dias em em simplesmente me perco nela. E outros dias em que nem olho para ela. Qual é a diferença?

Ontem foi um dia de televisão. Cheguei a casa por volta das 6 da tarde. Enquanto um dos miúdos estava a fazer os TPCs, liguei a televisão para ver um episódio do Private Practice (apesar de já ter visto todos os episódios das 6 temporadas). Como o J. e o outro miúdo não estavam em casa, fui pôr o jantar a fazer. Enquanto isso, comecei a ver um episódio do House (que também já tinha visto). Fiz pausas ocasionais para ver o jantar e depois do jantar pronto, levei o meu prato para a sala para comer em frente à televisão. Quando o J. chegou, jantou com os miúdos na cozinha, enquanto eu via mais outro episódio do House. Nesta altura a inércia já era tão grande que sair do sofá era um grande esforço.

Depois do jantar os homens foram fazer-me companhia no sofá, enquanto eu continuava a ver o House. Um dos miúdos agarrado à consola de jogos, o outro ao telemóvel e o J. também agarrado ao telemóvel. Chegou a hora dos miúdos irem para a cama e eu continuei sentada no sofá a ver o quarto ou o quinto episódio do House (entretanto perdi a conta). Ainda vi uma parte do Grey's Anatomy e depois fui para a cama. Estava cansada de tantas horas sentada no sofá a ver televisão e por isso nem li um pouco antes de apagar a luz. 

Quando não me sento em frente à televisão, os dias são muito diferentes. Chego a casa e, dependendo da disposição, ou faço um pouco de yoga ou limpo alguma coisa em casa. Depois, preparo a roupa para o dia seguinte e relembro aos meus filhos para verificarem e arrumarem as mochilas para o dia seguinte. Dou uma arrumadela à casa e depois jantamos todos juntos e conversamos. 

Às vezes jogamos jogos depois do jantar ou os miúdos brincam ou vêm um bocadinho de televisão. Por vezes faço yoga com eles antes de irem dormir e conto-lhes histórias sobre o Buda ou as divindades indianas. Depois, aproveito para estudar um bocadinho, não mais de 1 hora, e faço um pouco de yoga e/ou meditação antes de ir para a cama. Na cama, leio. E adormeço a pensar que este foi um bom dia.

Estão a ver a diferença?


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26/10/2014

Post-its para organizar a vida

Ultimamente não me tem apetecido escrever. Aliás, quando penso que devia escrever alguma coisa para o blog, fico ansiosa. Ainda não percebi se é o famoso writer's block ou se é porque ando com demasiadas outras coisas na cabeça. É o trabalho, são as aulas de psicologia, são os demasiados livros que quero ler, são as actividades dos miúdos, é a casa para tratar, é a minha prática de yoga, e muitas outras coisas... 

Não é a primeira vez que me sinto assim, e nestas alturas fico diferente. Mais extrovertida, menos intuitiva, mais desorganizada. Fico o oposto do meu eu. E não gosto. O yoga, o mindfulness, este tipo de práticas ajudam-me, claro, mas aproveito sempre para repensar a minha vida. Avaliar o que faço, as minhas ocupações, as minhas responsabilidades. Basicamente, preciso de identificar o que é essencial e prioritário para mim, e eliminar o resto - é isto o minimalismo.

Então, primeiro listo as coisas que são de facto importantes para mim:

> a vida familiar
> o meu trabalho
> a nova licenciatura
> escrever no blog
> a minha prática espiritual
> tempo para ler e para pequenos outros projectos 

Acontece às vezes esquecer-me até dos projectos que tenho em mãos. Leio tantos livros ao mesmo tempo que me esqueço de quais estou a ler; quero fazer tantos projectos em casa que quando vou de facto iniciar algum, não me lembro de nenhum; tiro imensas receitas saudáveis da net, mas quando vou cozinhar não me apetece experimentar nenhuma delas.

É nestas alturas que tenho mesmo que fazer um brain dump - passar para o papel tudo o que tenho na cabeça. Tudo, mesmo. E depois decidir o que é importante e o que não interessa tanto. E priorizar uns e eliminar outros.

Como já referi, prefiro ferramentas digitais para capturar e para planear mais a médio e longo prazo, e papel para organizar e planear a curto prazo. Uso o Workflowy e o Google Calendar para o primeiro, e um caderno de linhas A5 para o segundo. Ultimamente comecei também a sentir necessidade de visualizar em simultâneo todos os projectos em que estou envolvida, em todas as áreas da minha vida. Percebi que tinha que usar uma ferramenta em papel e não digital para isto. E percebi que adoro post-its e queria incluí-los nesta visualização.

Assim, esta necessidade deu nisto:



É uma folha de papel de embrulho preto do Ikea (nem sequer é aquele papel que imita quadro de giz, mas também dá para escrever a giz e apagar) dividida em duas partes: do lado direito os dias da semana e do lado esquerdo as principais áreas da minha vida.

Assim, nos dias da semana colo os post-its das coisas mesmo importantes para cada dia, tipo deadlines ou frequências. Simples.

Nas áreas da minha vida coloco os post-its dos projectos que estão em execução - e limites para o número de projectos.

Por exemplo, o quadrado Reading serve para os livros que estou a ler - e o limite é 2 em simultâneo.

No quadrado Blog/Write/Do coloco coisas minhas: o post que estou a escrever no momento (um só de cada vez), um projecto de escrita mais longa (também um só de cada vez) e alguma outra coisa de desenvolvimento pessoal (também só um de cada vez), que neste momento é um curso online de mindfulness que estou a fazer.

No quadrado Home & Family são projectos para a casa e com os miúdos; neste momento estamos a fazer um rosa dos ventos para a escola.

No meu trabalho, Work, também só tenho um projecto de escrita (um artigo de cada vez) e um projecto no laboratório.

A única coisa que não controlo são os trabalhos e frequências do curso de Psicologia; neste quadrado, Psico, coloco post-its correspondentes a cada trabalho em andamento e a cada frequência para a qual tenho que estudar.

Para mim, o importante é ter um só projecto para cada área (tirando, como referi, para o curso, que não controlo). Assim, não me sinto sobrecarregada. E não me esqueço do que ando a fazer. Por exemplo, compro um novo livro e quero logo começar a lê-lo (é por isso que acabo por ler demasiados livros em simultâneo), mas assim lembro-me que estou a ler outros dois que têm prioridade. Assim, sinto-me menos assoberbada.

As coisas que quero fazer de seguida estão no quadrado Next: estas são mesmo as mais imediatas, não são projectos a médio nem longo prazo. Isso está no Workflowy, não aqui.

Assim, com um olhar rápido para o quadro consigo visualizar o que tenho em mãos no momento. Ajuda-me a ter paz e faz com que não me sinta demasiado ocupada. Resumidamente, ajuda-me a perceber que consigo ter tempo para tudo, desde que não queira fazer tudo ao mesmo tempo...



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15/10/2014

Como fazer quase tudo

Vi estas imagens no Pinterest e tive que partilhar! Vêm daqui.
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Como acordar cedo, como começar o dia, como trabalhar depressa, como pensar mais rápido e como viver uma vida simples.


Como acordar cedo


Como começar o dia



Como trabalhar depressa



Como pensar mais rápido



Como viver uma vida simples




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13/10/2014

Como ser bom aluno



Como agora voltei à escola e sou trabalhadora-estudante, e não quero usar algumas das (más) estratégias que usava quando tirei a minha primeira licenciatura (como faltar às aulas, fazer trabalhos em cima das datas e entrega e estudar de véspera para as frequências...), decidi aprender a ser boa aluna. 

O Cal Newport, autor de um dos meus blogs favoritos, Study Hacks, tem vários livros que abordam este tema do ser bom aluno. Comprei o How to become a straight-A student. Li-o de uma ponta à outra, adorei e verifiquei que algumas das estratégias que ele refere são as que eu usava nas alturas em que decidia ser mais dedicada aos estudos e conseguia tirar excelentes notas (atenção, eu não era assim tão má... acabei a licenciatura com média de 16, o que é muito bom).

As estratégias que ele apresenta no livro não são propriamente dele. São testemunhos de muitos excelentes alunos de boas universidades americanas que ele entrevistou. São, portanto, métodos práticos e testados por pessoas reais.

Assim, se és estudante, aconselho-te mesmo a leitura deste livro (eu li em inglês e não conheço traduções para português). Aqui ficam os principais pontos.


Gere o teu tempo em 5 minutos por dia

> usa um calendário mensal e uma folha para cada dia
> ao longo do dia, aponta na folha todas as coisas que surgem para fazer em datas futuras, assim como datas de entrega de trabalhos ou de avaliações
> na manhã seguinte, transfere estes novos items para o calendário
> planeia o dia em função das aulas e dos deadlines que tens
> decide o que queres fazer em cada dia e aponta na lista para esse dia
> bloqueia tempo para fazer esses trabalhos ou actividades (este é o método que tenho usado e que mostrei aqui)

Não procrastines!

> mantém um diário de progresso e aponta todos os dias o que querias fazer e se o conseguiste ou não (o meu caderno diário também tem esta função)
> alimenta-te bem - come coisas que te dêem energia (fruta e coisas assim, não bebidas energéticas e outras coisas cheias de açúcar que provocam picos de açúcar no sangue... e mais fome)
> divide grandes projectos em tarefas mais pequenas
> mais vale fazer um pouco todos os dias do que passar um fim de semana inteiro a estudar ou a fazer trabalhos

Quando, onde e durante quanto tempo estudar

> tenta trabalhar o máximo de manhã e à tarde, aproveitando os intervalos entre aulas e outras obrigações
> estuda em locais isolados para evitar distracções
> faz pausas de hora a hora (ou usa a técnica do Pomodoro)

Tira bons apontamentos

> vai sempre às aulas e tenta tirar bons apontamentos
> para cursos não técnicos, captura as grandes ideias, tirando apontamentos no formato questão-evidência-conclusão
> para cursos técnicos, aponta o máximo de problemas e soluções
(o que eu tenho feito é levar o portátil para as aulas e tiro apontamentos directamente nos pdfs fornecidos pelos professores; assim não gasto papel nem tinteiros e os apontamentos ficam mais legíveis)

Controla os trabalhos

> trabalha um pouco todos os dias em cada trabalho que tens para fazer; não faças as coisas à última da hora
> não leias todas as fontes sugeridas pelos professores (eu, como professora ocasional, apoio - sugiro sempre leituras, mas é suficiente os alunos irem às aulas e tirarem apontamentos daquilo que digo)
> lê apenas as fontes mais importantes (os professores costumam dizer quais são)
> tira notas das leituras no formato questão-evidência-conclusão
> trabalha em grupo para resolver problemas e escreve sempre as respostas

Usa bem os teus recursos

> sabe exactamente o que é que vai sair nos testes
> agrupa os teus apontamentos consoante o tema
> constrói folhas de problemas para cursos técnicos

Conquista o material

> usa o método das perguntas e respostas para estudar, pois é a melhor maneira de estudar (eu fazia isto às vezes e era quando tinha melhores resultados; fazia exames para mim própria e escrevia as respostas - assim, ficava muito claro que partes da matéria já sabia e que partes tinha que estudar melhor)
> quando há matéria que tem que ser decorada, usa vários dias para o fazer - não tentes decorar tudo num dia
> tira todas as dúvidas que tens antes das avaliações; não tenhas medo de usar as horas de atendimento dos professores

Conquista o exame

> primeiro, lê todo o exame
> decide quanto tempo tens para cada pergunta, deixando 10-15 minutos livres
> responde primeiro às questões mais fáceis
> numa pergunta de desenvolvimento, faz primeiro um pequeno esboço da resposta
> depois de acabares o exame, usa o tempo que resta para rever tudo


O livro tem ainda uma secção inteira dedicada à realização de trabalhos escritos, mas como este é um assunto mais delicado e no qual eu tenho muito experiência, fica para outro post.

Espero que estas ideias ajudem! A mim, têm ajudado. 

Planeio os dias e bloqueio tempo para as tarefas, vou às aulas e tiro bons apontamentos, e em casa, ao serão, trabalho sempre um bocadinho (1 ou 2 pomodoros no máximo). Durante o fim de semana trabalho um pouco mais, vejo muito pouca televisão e procrastino menos - porque, realmente, não posso procrastinar! Sei bem que o mais difícil é começar seja o que for (estudar, fazer um trabalho, escrever um trabalho), e divido estes grandes projectos em pequenas tarefas - e bloqueio tempo para as fazer, no meu caderno. 

Concluindo, agora que ando muito mais ocupada, sinto-me mais produtiva. Sim, trabalho mais horas, ao serão e durante o fim de semana, mas não me sinto mais cansada e tenho à mesma tempo para outras coisas que também são importante para mim, como o tempo em família e a prática espiritual. Acho que aqui vale a velha máxima quem corre por gosto não cansa...

Bons estudos!


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10/10/2014

Coisas que nos dizem e não gostamos - reagir ou esquecer?

No outro dia, no treino de judo dos meus filhos, uma das judocas, adolescente, veio ter comigo e com um dos meus filhos e disse-me que ele tinha-se portado muito mal num torneio que tinha havido uns dias antes, que tinha chamado gordo a outro miúdo (que é o irmão dela) e que ele devia ir ter com a mãe dela e pedir desculpa por ter chamado gordo ao miúdo.

O treino começou entretanto e eu nem tive tempo de reagir. O meu filho disse-me que o outro é que tinha começado a chamar nomes... Fui falar com a mãe do miúdo e da adolescente para saber o que se tinha passado. Ela, brasileira, muito simpática, disse-me que o meu filho tinha chamado gordo ao filho dela, e o problema é que muitos miúdos fazem os mesmo e ele até já deixou de comer por causa disso. Eu disse-lhe que a melhor maneira de resolver as coisas é pôr os dois frente a frente e cada um contar a sua versão da história. Foi o que fizemos no fim do treino. Um disse que o outro é que começou, o outro diz o contrário (com miúdos destas idades é sempre assim...), mas o importante é que pediram desculpa um ao outro e fizeram as pazes. No caminho para casa ainda lhe dei uma lição sobre bullying.

Apesar das coisas terem ficado resolvidas com a mãe e o miúdo, fiquei com a filha adolescente aqui atravessada. Mas quem é ela para ir dizer ao meu filho que ele tem que ir pedir desculpa à mãe dela? Primeiro, há sempre duas versões de cada história - e os miúdos são mentirosos e puxam sempre a brasa à sua sardinha. Acho errado ouvir só uma versão e assumir que essa é a correcta. Segundo, o meu filho teria que pedir desculpa ao outro miúdo, não à sua mãe. Terceiro, quem é esta miúda adolescente para vir dar ordens ou lições de moral ao meu filho à minha frente?

Fiquei irritada, mesmo. Como naquele dia não tive oportunidade, pensei na conversa que iria ter com ela no treino seguinte. Iria dizer-lhe que acho errado ela mandar o meu filho ir pedir desculpas à mãe dela e acho errado ela acreditar cegamente na versão do irmão. Queria dizer-lhe que compreendo que ela é novinha e não sabe bem do que fala, e teve sorte por eu ser uma pessoa paciente, porque outras mães poderiam ter ficado chateadas a sério com o comportamento dela.

Já tinha um discurso todo preparado para dizer à miúda, mas depois parei e pensei. Vale mesmo a pena? Vale a pena chatear-me por causa de uma miúda que tem idade para ser minha filha?

Por um lado, achei que sim, que valia a pena falar com ela e dizer-lhe o que penso do seu comportamento, quanto mais não fosse para ela aprender qualquer coisa. Por outro lado, achei que mais valia esquecer e seguir em frente - afinal, ela não é minha filha, não é minha responsabilidade (o meu levou uma lição de moral e um castigo).

Depois, cheguei à conclusão que o melhor seria pensar nela quando fizesse a minha meditação do amor. A meditação do amor (meditação metta ou loving-kindness, em inglês) é uma prática budista bastante difundida no Ocidente que tem como objectivo irradiar amor para todos os seres vivos do mundo, sem discriminação. 

É uma prática que nos enche de amor e que nos ajuda a cultivar quatro qualidades, conhecidas pelos quatro pensamentos imensuráveis ou Brahma Viharas, que são consideradas as emoções mais superiores que se pode ter: amor, compaixão, alegria e equanimidade

Durante a prática da meditação do amor, deve-se irradiar esse amor para várias pessoas. Em primeiro lugar, para nós próprios, o praticante da meditação. Em segundo lugar, uma pessoa de quem gostamos, como um familiar ou amigo. Depois, uma pessoa neutra, como alguém com quem nos cruzamos todos os dias mas sem muito interacção. Por fim, uma pessoa hostil ou em relação à qual temos sentimentos negativos.

O Buda ensinou esta meditação para desenvolver o amor altruísta e a verdade é que após a prática, sente-se uma onda de amor a invadir-nos... A minha esperança é que essa onda também atinja os outros, sobretudo aqueles em quem nos focamos durante a meditação - e, neste caso específico, a rapariga do judo.

Os críticos ou não-espirituais ou aqueles mais reactivos poderiam argumentar que ao fazer isto, ao não dizer à rapariga aquilo que penso, é pior para mim, ou que estou a esconder-me em vez de enfrentar a situação. Às vezes também penso assim. 

Mas o que devo pensar é: o que é que me faz mais feliz? Um confronto, sabendo que vou ficar nervosa e que até posso nem exprimir-me bem e transmitir tudo o que quero? Ou o desapego da situação? Demorei um ou dois dias a perceber, ou até a aceitar, mas sim, desapegar-me, deixar ir, e tentar irradiar amor - é isso que me faz mais feliz.

Para saberes mais sobre a prática do amor universal.



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08/10/2014

Uma caixa branca, minimalista e personalizada

A Ana Isabel Morais é uma designer de embalagens portuguesa que produz caixas personalizadas, artesanais, em cartão compacto forte que servem para para guardar seja o que for e também para embrulho de presentes. 

A Ana fez e ofereceu-me uma caixa com o nome do blog e infelizmente não dá para ver bem nas fotos, mas a caixa é forrada a tecido, tem um toque muito agradável e um ar muito resistente. Só ainda não decidi o que vou guardar nela... mas aceitam-se sugestões!






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06/10/2014

Ferramentas de organização e planeamento de uma trabalhadora-estudante

Desde o início desde ano letivo que sou trabalhadora-estudante. Além de investigadora pós-doutorada em ciências do mar, sou também aluna do 1º ano de psicologia. Obviamente, nunca o título deste blog me caiu tão bem... Nem me lembro da última vez que andei tão ocupada como agora! E o ano só agora começou... 

As minhas rotinas e as estratégias de organização, produtividade e gestão do tempo tiveram que ser revistas e melhoradas, de forma a dar resposta a tudo. Aqui ficam, então, as ferramentas que uso para organizar a informação e planear os dias.


Capturar vs. planear

Capturar informação e planear a execução de tarefas são, para mim, acções bem diferentes que requerem ferramentas diferentes.

Para capturar informação prefiro usar ferramentas digitais: o Google Calendar e o Workflowy.

No GCal aponto tudo o que tenha uma data e hora específica, como aulas, reuniões, consultas, atividades dos miúdos, datas de frequências e entrega de trabalhos, datas limite para pagar contas, etc. Tudo que tenha uma data concreta vai para o GCal.

No Workflowy capturo todas as minhas coisas para fazer. O que adoro nesta ferramenta é que é uma folha em branco, sem caixas ou campos pré-definidas onde tenho que escrever coisas... No Workflowy posso escrever o que quero, como quero, atribuir as etiquetas que quero... é muito flexível e adapta-se à forma de trabalhar do meu cérebro.
Escrevo todas as tarefas, de trabalho, estudos, pessoais, etc., posso atribuir-lhes prioridades, datas de execução, contextos, enfim, no Workflowy posso basicamente fazer o que quiser. Noutro post mostrarei melhor como uso esta ferramenta.

Para planear o trabalho diário uso papel. Já desisti de agendas, compradas ou feitas por mim. Uso apenas um caderno de linhas A5 e sigo este método do Cal Newport. A verdade é que eu adoro tudo o que seja organização, planeamentos diários, formas diferentes de organizar o dia... mas também é verdade que o tipo de trabalho que faço é muito diferente da maioria. São necessários maiores períodos de muita concentração, não há assim tantas deadlines quanto isso e não há chefes a dizer-nos o que temos para fazer, mas a nossa produtividade científica é avaliada anualmente - tudo isto obriga a um maior esforço para fazer as coisas.


Assim, uso agora um caderno A5 de capa mole para não fazer muito peso na mala. Faço um dia em duas páginas e escrevo a data no topo. A página da direita, mostrada na foto acima, é onde faço o time blocking - bloqueio intervalos de tempo para fazer tarefas específicas, incluindo aulas, actividades dos miúdos, trabalho  de laboratório e trabalho de concentração (o chamado deep work).

Tenho duas colunas para marcar as actividades com hora específica. A coluna da esquerda, entre as horas e a segunda coluna, é onde faço o plano original. Como isto é flexível e acontecem coisas que não estou à espera, a segunda coluna é para fazer alterações ao plano original. Do lado mais à direita da página escrevo as tarefas para fazer em cada um desses períodos.




Na página da esquerda aponto lembretes, informações que vão surgindo (datas de entrega de algum trabalho, tarefas para fazer noutros dias) - funciona como uma caixa de entrada. Também costumo apontar as despesas diárias e algumas pequenas tarefas que tenho para fazer nesse dia. No fim do dia, toda a informação que está nesta página é processada, o que implica, geralmente, adicioná-la ao Workflowy ou ao GCal.

Combinar as várias ferramentas

Como já referi, toda a informação capturada no dia a dia vai para o Workflowy e/ou para o Google Calendar. O planeamento diário é feito a cada dia, geralmente de manhã, pois tenho a cabeça mais fresca e consigo tomar decisões mais facilmente que de noite. Assim, abro o Workflowy e o GCal e vejo o que tenho marcado para esse dia, apontando no caderno. Vejo quais as tarefas mais urgentes e atribuo-lhes um período do dia específico para as fazer - tudo no caderno. Alguma coisa que precise de me lembrar em relação a esse dia, aponto também no caderno.

Assim, durante o dia preciso apenas de ir consultando o caderno e ir seguindo o meu plano. Claro que há imprevistos, mas o plano é flexível e gosto de sobre-estimar o tempo que preciso para cada tarefa, para ter sempre alguma margem de manobra.

Também uso o caderno como diário. Vou escrevendo coisas importantes que aconteceram em cada dia, para mais tarde recordar... como o jogo de futebol em que um dos miúdos marcou um granda golo ou as medalhas de judo que os dois ganharam num torneio.


E basicamente é este o sistema que uso agora! Por enquanto tem funcionado e estou a conseguir manter-me a par de tudo - acho mesmo que ando bastante produtiva!

Alguém mais usa assim caderninho assim para se organizar?



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04/10/2014

Ultimamente...

Agora são estes os livros que estão na minha secretária.

No skate park.

Vida de estudante.

Local de trabalho improvisado no laboratório, que é bem mais calmo que o meu gabinete... 

Flores brancas para alegrar a sala.

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