18/12/2014

As reflexões de fim de ano



Todos os anos, algures entre o Natal e a passagem de ano, entro em estado de reflexão. Analiso o que fiz ao longo do ano que acaba e sonho com o que me trará o ano que começa. Em 2011 reflecti acerca das grandes mudanças que ocorreram nesse ano e fiz objetivos para 2012; em 2012 fiz o balanço desse ano em que a simplicidade tomou conta de mim, e em 2013 previ que o ano seguinte iria ser fantástico e sereno.

Ainda não estamos nessa semana entre o Natal e a passagem de ano, mas como vou estar fora nessa altura e esse espírito de fim de ano já se está a entranhar, vou adiantar-me uns dias e fazer a minha reflexão agora.

Os últimos anos têm sido recheados de coisas boas e diferentes. Em 2011 descobri o minimalismo e comecei a simplificar a minha vida - e a experimentar todos os benefícios de uma vida mais simples. No fim de 2012 descobri o yoga e a meditação, práticas que alteraram a minha relação com o mundo. No fim de 2013 percebi que certas coisas tinham que mudar. E em 2014 aprendi muitas coisas novas acerca de mim... 

Aprendi, por exemplo, que devo ouvir a minha intuição. Eu sempre fui intuitiva, mas a maior parte das vezes não ligava porque não era racional... Agora ouço-a sempre - tenho insights estranhos e tomo decisões que de racionais não têm nada, mas corre sempre tudo pelo melhor e ainda não me arrependi de nenhuma dessas decisões influenciadas pela intuição.

Percebi também que tenho uma grande necessidade de ser útil, de ajudar os outros. Não é através do voluntariado ou de trabalhos com mais contacto com as pessoas (porque, afinal, eu sou introvertida e gosto mesmo de estar sozinha), mas é sim através do meu trabalho científico. Percebi que o que faço, apesar de importante para a ciência numa perspectiva temporal mais alargada, não me satisfaz essa necessidade de ajudar os outros, de aplicar os frutos do meu trabalho em benefício da sociedade, dos contribuintes que nos sustentam. Foi por isso que me tornei aluna de psicologia. Não para ser psicóloga clínica e tentar ajudar as pessoas individualmente, mas sim para direccionar os meus interesses de investigação para essa área - nomeadamente a psicologia ambiental, que tem muito mais aplicabilidade imediata que o meu trabalho actual.

Percebi que consegui ter um ano sereno, apesar de trabalhoso. Percebi que ainda tenho muito a melhorar, nomeadamente na área do combate à procrastinação e à preguiça, e percebi que o que preciso para 2015 - a minha palavra para 2015 - é DISCIPLINA!


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17/12/2014

5 ingredientes para uma vida mais feliz



Esta TED Talk do psicólogo Shawn Achor (legendada em português) é das mais engraçadas e pertinentes que já vi! Resumidamente, a investigação científica que se tem feito na área da psicologia positiva indica que é a felicidade que traz sucesso, e não o sucesso que traz felicidade. Cada um de nós pode reprogramar o cérebro de modo a que ele funcione de uma forma mais optimista. 

Mas como fazê-lo? Basta apenas fazer estas 5 pequenas coisas todos os dias, durante 21 dias (21 dias é considerado o período de tempo necessário para adquirir um novo hábito).

1 || Escrever 3 coisas pelas quais me sinto grata hoje

Em adolescente tive imensos diários e escrevia vorazmente neles todos os dias. Depois, perdi esse hábito. Escrevo às vezes, fico semanas ou meses sem escrever, depois volto à carga... Escrever apenas 3 coisas pelas quais me sinto grata não parece ser nada difícil! Aliás, durante uns tempos fazíamos isso cá em casa, todos! É altura de reinstaurar o hábito. (ah, gratitude só leva um t, não 2, como escrevi no papelinho...)

2 || Escrever no diário acerca de uma experiência positiva que tive hoje

A gratidão e o journaling acerca de coisas positivas faz com que o cérebro percepcione primeiramente o mundo de uma forma positiva.

3 || Fazer exercício físico

Caminhar, correr, nadar, praticar yoga, seja o que for, além de fazer bem fisicamente, também ensina o cérebro que o nosso comportamento importa.

4 || Meditar

Meditar permite-nos focar no aqui e no agora, e abrandar a velocidade com que vivemos.

5 || Random Acts of Kindness

Actos aleatórios de bondade. São coisas tão simples como sorrir para o empregado do café, segurar a porta para alguém, Achor sugere escrever um email todas as manhãs a agradecer ou a louvar alguém da nossa rede de apoio social.

São coisas tão fáceis, tão simples, mas quantas vezes as fazemos? O exercício físico e o meditar já faço de forma regular, mas as outras nem por isso... É este o meu primeiro projecto para os primeiros 21 dias de 2015! 

Quem alinha neste desafio?


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11/12/2014

Como adormecer mais rapidamente

Eu sempre dormi bem, mas sempre tive dificuldade em adormecer. Invariavelmente vou para a cama a pensar em mil e umas coisas - e o sono, claro, custa a chegar. 

Ultimamente, o problema piorou. Tenho ficado ao computador até à hora de ir para a cama, já quase que não leio antes de dormir e quando ponho a cabeça na almofada e fecho os olhos, continuo a pensar em coisas. As coisas em que penso até são boas! Ando muito entusiasmada com o meu trabalho e com o curso de psicologia e vou para a cama a pensar nas ideias que tenho para investigações futuras. A minha cabeça fervilha e não a consigo desligar quando vou dormir. Às vezes passam-se mais de duas horas até conseguir apagar... Claro que não tenho conseguido madrugar como antes, pois apesar de me deitar à mesma hora, demoro mais tempo e adormecer e portanto durmo menos...

Depois de semanas disto, decidi que era altura de atacar o problema. Eu gosto de dormir, quero dormir bem, não quero andar às voltas na cama e, mais importante, quero continuar a ser madrugadora! 

Assim, relembrei-me de técnicas que já usei para adormecer, e também pesquisei e testei outras. Aqui ficam:

>> Não trabalhar/estudar até à hora de ir para a cama

Eu tenho aproveitado uma horinha todos os dias depois dos miúdos irem para a cama para estudar um pouco e fazer os trabalhos do curso. O problema é que, com o entusiasmo, essa hora passa a duas ou então, como estou embalada, ponho-me a fazer coisas do trabalho ou outras coisas ao computador, e só o desligo à hora de ir dormir. Não! Preciso de relaxar a cabeça antes de ir para a cama, o que implica nada de computador e nada de trabalho pelo menos na hora ou meia hora antes...

>> Fazer algum yoga para esticar o corpo

Ah, isto sim! Meia hora de yoga suave antes de ir dormir faz maravilhas! Fico mais esticada, mais relaxada, as dores que possa ter por estar muitas horas ao computador desaparecem... Como referi aqui, tenho feito muito, mas mesmo muito yoga com os professores do EkhartYoga.

Meditar antes de dormir.

>> Meditar 

Nem que seja só 5 minutos! Meditar permite isso que eu tanto quero - abrandar o fluxo de pensamentos que me assolam na cama. Meditar um pouco antes de ir dormir acalma o cérebro e noto que na cama os pensamentos já não me incomodam tanto... Também gosto das meditações do EkhartYoga e estou actualmente a seguir um programa para controlo de ansiedade (não é que eu sofra de ansiedade, mas as meditações, exercícios e leituras propostas sabem-me muito bem...).

>> Tomar um duche ou banho quente

Idealmente seria um banho mesmo, mas ambientalista que sou, raramente o faço, preferindo um duche quente rápido. Tomar um duche quente, vestir o pijama e enfiar-me debaixo dos lençóis é das melhores coisas que há agora no inverno!

A gaveta dos chás!

>> Beber um chá 

Beber chá antes de ir dormir é um pau de dois bicos. Por um lado, chás de ervas (camomila, tília, ou o noite tranquila da Lipton) relaxam-me e ajudam-me, de facto, a ficar com sono. Por outro lado, os chás são diuréticos. Querer dormir e ter que me levantar pelo menos duas vezes para fazer xixi não é o melhor para quem quer adormecer...

Leitura proibida antes de dormir!

>> Ler na cama

Um velho e bom hábito que tenho, mas que ultimamente tem sido esquecido. Adoro ler na cama, mas não pode ser qualquer tipo de livro. Livros que me façam pensar (como livros mais teóricos ou livros práticos e de auto-ajuda) e livros que não consigo largar (como policiais) são proibidos à noite. Livros agradáveis, simples, confortáveis... esses sim.

>> Garantir um ambiente propício ao sono

Escuridão, temperatura mais para o frio que para o quente, uma boa almofada, pijama confortável... Mais dicas aqui e aqui. Ultimamente comecei a pôr tampões nos ouvidos quando estou especialmente sensível ao barulho. Há barulhos que não me incomodam, como o barulho dos carros (cresci numa rua movimentada de Lisboa, por isso habituei-me), mas com outros não consigo mesmo adormecer (uma televisão ligada, por exemplo). Os tampões abafam esses ruídos e permitem-me adormecer mais rapidamente.

>> Contar carneirinhos ou visualizar cenas agradáveis

Às vezes recorro aos carneirinhos. A sério. Mas descobri que as visualizações ajudam mais. Visualizo que estou no meio da natureza, por exemplo... é relaxante e bloqueia-me os pensamentos. Outras vezes foco-me na respiração, como se estivesse a meditar. Mas as visualizações são mais agradáveis!


Nos dias em que uso algumas destas técnicas consigo de facto adormecer mais rapidamente, que é o que tanto quero... O pior é que quando não consigo dormir, nem faço o que é aconselhado, que é levantar-me e fazer outras coisas - muitas pessoas levantam-se e vão passar a ferro, ou põem os pensamentos no papel... Eu não, eu fico às voltas na cama, cada vez mais chateada por não conseguir dormir... Mas estas técnicas têm-me ajudado bastante!


E tu, o que é que fazes quando não consegues adormecer?


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07/12/2014

Como estudar - as técnicas que eu relembrei...



Agora que voltei a ser estudante, tive que relembrar algumas das técnicas mais eficazes para estudar a muita matéria das várias disciplinas que tenho no curso de psicologia. Na minha primeira frequência tive 19,7 - por isso acho que estes métodos resultam! Aqui ficam eles:

1 || Ir às aulas

Se há coisa que estou a fazer de forma diferente nesta segunda licenciatura, é ir ao máximo de aulas que consigo. Quando tirei a minha primeira licenciatura, em biologia marinha, estabeleci como objectivo acabá-la com média de 16 e fiz os mínimos para tal - e consegui, mesmo com muitas baldas às aulas. Agora que sou mais velha, mais experiente e tenho uma motivação diferente, tenho feito questão de ir às aulas, sentar-me na fila da frente e estar com atenção - e tem feito toda a diferença, porque parte da matéria fica logo na cabeça.

2 || Começar a estudar para as frequências ou exames com antecedência

E não nas vésperas, como era o normal. Como só posso estudar cerca de 1 hora por dia, começo o estudo para uma frequência com uma semana ou mais de antecedência. Assim, tenho tempo suficiente para ver e rever a matéria toda.

3 || Fazer apontamentos da matéria, à mão

Estudos mostram que os apontamentos tirados à mão, com papel e caneta, são mais eficazes que apontamentos no computador. Nas aulas faço apontamentos no computador, directamente nos pdfs dados pelos professores, mas para estudar faço os meus próprios apontamentos em papel. Assim, ao escrever, consigo compreender e assimilar muita coisa.

4 || Fazer e responder a perguntas sobre a matéria

Esta é a parte mais importante. Enquanto faço os apontamentos, elaboro também questões sobre a matéria numa folha à parte. A fase final do estudo é responder, no papel, a essas questões, como se fosse um exame. Assim é que percebo bem a minha compreensão da matéria e o que tenho que estudar mais. A primeira vez respondo sempre por escrito e corrijo se necessário. De seguida, respondo oralmente e verifico se as respostas estão certas. Pode também fazer-se isto com cartões que têm de um lado a pergunta e do outro lado a resposta. Nas disciplinas que metem matemática, é fazer muitos, muitos, muitos exercícios.

5 || Tirar todas as dúvidas com os professores

Quase ninguém liga a esta parte, mas é mesmo importante - tirar as dúvidas, preferencialmente com os professores. Os professores estão sempre abertos a esclarecer dúvidas e muitos deles valorizam mesmo quem os procura. No último exame que fiz (como professora) os únicos alunos que tiveram tudo certo foram os que vieram ter comigo para tirar dúvidas... Quando estou a estudar, aponto o que não percebo bem e se continuar a não perceber mesmo depois de fazer uma pesquisa nos livros, vou ter com os professores. E tem funcionado!

E tu, que estratégias usas para estudar?


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17/11/2014

Repensando a minha prática de yoga

Já lá vão quase 2 anos desde que comecei a praticar yoga. Os meus primeiros professores foram os do site Ekhart Yoga. Depois comecei a ter aulas de hatha yoga e fiz formação de 200 horas como instrutora de hatha yoga. Desde cedo que percebi que os estilos mais vigorosos, como o ashtanga e o vinyasa flow, são os que mais me atraem. 

A dada altura decidi que o ashtanga era o caminho. Comecei a praticar mais ashtanga, pratiquei com professores autorizados (o processo de autorização para ensinar ashtanga não tem nada a ver com os cursos de 200 horas reconhecidos pela Yoga Alliance), e comecei a achar que não há melhor yoga que o ashtanga, pelo menos para mim. 

No entanto, a minha relação com o ashtanga sempre foi de amor-ódio. Gosto das sequências, gosto da exigência física, gosto do desafio que é o ashtanga e gosto de como me sinto depois da prática - super cansada mas feliz. 

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Mas o ashtanga também tem coisas que nunca gostei. O ashtanga tem demasiadas regras. Uma das regras que menos gosto no ashtanga é aquela de só se poder avançar para a postura seguinte quando a anterior está bem compreendida (leia-se, quando a conseguimos fazer). Para quem não sabe, o ashtanga é um conjunto de 6 séries ou sequências pré-definidas de asanas; a maioria do comum mortal não passa da primeira série. 

Quer isto dizer que, de acordo com a tradição do ashtanga, eu fico-me pelo marichyasana D (porque ainda não consigo agarrar atrás). Quer isto dizer que, de acordo com a tradição, não posso fazer as posturas seguintes, que incluem alguns asanas bem mais fáceis (como navasana e baddha konasana) e outros mais necessários para o meu corpo. Quer isto dizer que, de acordo com a tradição, não posso fazer os backbends da segunda série, que tanta falta me fazem (porque tenho os ombros muito presos).

Há 40 anos atrás, quando os primeiros ocidentais foram para Mysore, na Índia, aprender ashtanga com o guru, Sri K. Pattabhi Jois, as duas primeiras séries eram ensinadas em simultâneo, o que faz muito mais sentido, pois a primeira tem sobretudo forward bends e a segunda tem os backbends. Era, na minha opinião, uma prática mais equilibrada. 

No entanto, com a expansão do ashtanga para o Ocidente, são centenas as pessoas que estão, em simultâneo, em Mysore para estudar, não com Jois que faleceu em 2009, mas com o neto, Sharath. Com tanta gente, foi necessário limitar o avanço das pessoas, senão não se dava conta. Aliás, a primeira postura da segunda série (pashasana) é um porteiro fantástico que regula o avanço dos praticantes para a segunda série - ou melhor, que barra logo ali imensa gente (porque é uma postura muito difícil)! Mas até aqui compreendo - há demasiados praticantes de ashtanga a visitar Mysore.

Mas isto de nos barrarem acontece em todo o lado. Da primeira vez que pratiquei em Lisboa num shala, barraram-me a meio da primeira série, no bhujapidasana, ou seja, não pude praticar mais posturas (mesmo havendo asanas mais fáceis a seguir). Não gostei de ter pago 15 euros para fazer metade da primeira série. Quando estive em Vila Nova de Milfontes, foi diferente. Pude praticar toda a primeira série e não vi os professores a barrarem os praticantes por ainda não serem capazes de praticar bem um dado asana - assim, sim!

Os puristas do ashtanga dir-me-iam que o sistema é assim que funciona. Aliás, já conheci alguns fundamentalistas do ashtanga que olham para mim como se eu tivesse cometido um crime, quando refiro que também pratico asanas das outras séries (como koundinyasana e astavakrasana, que se vê nos videos).

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Mas isto tudo para dizer que sempre achei que as regras são para ser quebradas (excepto aquelas óbvias, tipo não matar ou não roubar, claro!) e estas regras do ashtanga não são exceção. Portanto, fui praticando a primeira série do ashtanga (toda!) mas também praticava outras coisas e outros asanas, porque me fazem falta e porque são divertidos. Mas de vez em quando uma vozinha cá dentro dizia-me que não devia fazer assim, devia era praticar ashtanga sempre, 6 vezes por semana, como manda a tradição, e esquecer o resto. E quando não conseguia levantar-me cedo para praticar (preciso de hora e meia) ficava logo stressada... Ora, não é suposto o yoga trazer-nos stress.

Estas coisas começaram a fazer mais sentido para mim quando li o texto Why I stopped practicing ashtanga yoga e identifiquei-me com vários dos pontos referidos pela autora. Por exemplo, há o problema da adição ao asana - o objectivo da prática do yoga passa a ser conseguir fazer determinado asana... Há a pressão diária para praticar - que se transforma em stress quando não se pratica... Há também o problema da arbitrariedade das regras do ashtanga - como já referi, há 40 anos Jois ensinava a primeira e a segunda série em simultâneo, enquanto agora só se avança para a postura seguinte quando a anterior está bem feita. 

Além destas regras do ashtanga que para mim não fazem sentido (e as quais eu quebrava, claro), comecei a perceber que em certos dias o meu corpo pedia um tipo de prática e noutros dias outro tipo. Certos dias só pensava no ashtanga, mas noutros dias preferia fazer yin, por exemplo. Percebi que ao praticar sempre ashtanga não estava a ouvir o meu corpo nem as suas necessidades.

Não me entendam mal: eu adoro o ashtanga vinyasa yoga. Se tiver que escolher entre uma aula de ashtanga e uma de outra coisa, não há dúvidas que escolho o ashtanga. Mas não sou fundamentalista e não sou pessoa de seguir regras com as quais não concordo. Tive esta batalha mental durante muito tempo. Certos dias tinha a certeza que o ashtanga era o caminho, outros dias nem queria ouvir falar disso. 

Mas isto tudo para dizer que há uns tempos renovei a minha subscrição no Ekhart Yoga e recomecei a fazer aulas online. Pratico ashtanga quando me apetece, pratico vinyasa flow quando me apetece, pratico yoga restorativo ou yin yoga ou hatha yoga ou seja o que for quando me apetece. Tenho seguido o que o corpo me pede, e não o que as regras dizem que devo fazer. 

Claro que a minha prática continua a ter o ashtanga na sua base, porque é disso que eu gosto e se me puserem a praticar sozinha, é a primeira série do ashtanga que eu vou praticar. Mas também comecei a explorar o vinyasa flow (que derivou do ashtanga, tal como o power yoga e o rocket yoga) e até o yin yoga

Atualmente tenho praticado quase todos os dias, 2 ou 3 vezes por dia. De manhã é quando faço uma prática mais longa e mais forte; ou ashtanga ou vinyasa flow, mas sempre puxado (leia-se, que dê para cansar e suar). Antes de ir dormir, faço 30-60 minutos de hatha ou restorativo ou yin. Tenho focado estas práticas noturnas no aumento da flexibilidade dos ombros, pois preciso mesmo muito. Às vezes, pratico também um pouco à tarde, meia hora ou pouco mais; ou faço uma prática mais energética ou mais calma, dependendo do que diz o meu corpo.

Tenho feito a maioria das aulas com o Ekhart Yoga - e adoro! Juro que ninguém me pagou para fazer esta publicidade, mas eu gosto mesmo do site e aconselho-o mesmo a quem não percebe bem inglês. São mais de mil aulas, são adicionadas aulas novas todos os dias e dá para escolher as aulas por tempo, nível de dificuldade, professor e estilo. Portanto, posso ter só 10 minutos, mas há lá aulas de 10 minutos que posso fazer - não há desculpas para não praticar yoga!

E pronto! Tive que pôr estes meus pensamentos acerca da minha prática de yoga no papel, talvez para eu própria conseguir compreendê-los melhor...



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05/11/2014

Como combater a personalidade sombra

Tal como qualquer pessoa, tenho alturas em que estou stressada, desorientada, desmotivada, ansiosa - dias em que não me sinto eu. De acordo com as teorias da personalidade de Jung e Myers-Briggs, nestas alturas emerge a nossa personalidade sombra - que é o oposto daquilo que realmente somos. Esses dias são muito claros para mim - fico mais faladora, mais extrovertida, não dou atenção à minha intuição e esqueço a organização (exactamente o oposto do meu eu normal: introvertida, intuitiva, organizada...). Não gosto de me sentir assim e afecta-me mesmo o dia a dia. Não consigo concentrar-me no trabalho, não faço o que tenho a fazer em casa, procrastino mais, até fazer yoga me aborrece.

Mas quem diria que estes sintomas são fácil e rapidamente resolvidos? Aqui ficam algumas maneiras, testadas por mim e por outros, de nos centrarmos em dias mais difíceis.

> Respirar
Sim, nós estamos sempre a respirar, mas nem temos consciência disso. A ideia aqui é parar, fechar os olhos e sentirmos a respiração. Respirar fundo algumas vezes, de forma consciente, devagar, pausadamente, não pensando em mais nada. Algumas respirações destas fazem logo a diferença!

> Não fazer nada
Quando estou ao computador e começo a ficar irrequieta, uma boa solução é ir lá para fora, sentar-me num degrau e não fazer nada. Fico apenas a observar os meus pensamentos ou o que se passa à minha volta.

> Dar um passeio
Outra solução é andar um pouco a pé. Nem precisa ser na rua. Às vezes ando pelos corredores do edifício, subo e desco escadas - por um lado, faço exercício físico, por outro, descanso a cabeça.

> Meditar
Ao contrário do que se pensa, uma pequena meditação pode ser feita em qualquer sítio. No gabinete, na rua, a andar, num banco de jardim, nos transportes públicos. Meditar é focar a nossa atenção num só objecto. Pode ser a respiração, os sons, as sensações que temos no corpo, um mantra... Meditar durante alguns minutos renova o espírito, acalma a mente, e vemos logo as coisas por outro prisma.

> Resumidamente, parar.


E tu, o que fazes naqueles dias em que não te sentes "tu"?


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30/10/2014

A minha história com a televisão

Não ver televisão ou até não ter televisão é um paradigma do minimalismo, da simplicidade, de um estilo de vida intencional e saudável. A televisão não é nenhum bicho papão, mas a verdade é que nos faz perder tempo... muito tempo. Cá em casa já passámos de 4 televisões para 1 e se eu vivesse sozinha, contentava-me com nenhuma. Mas como ainda tenho uma televisão em casa com tv cabo, há dias em em simplesmente me perco nela. E outros dias em que nem olho para ela. Qual é a diferença?

Ontem foi um dia de televisão. Cheguei a casa por volta das 6 da tarde. Enquanto um dos miúdos estava a fazer os TPCs, liguei a televisão para ver um episódio do Private Practice (apesar de já ter visto todos os episódios das 6 temporadas). Como o J. e o outro miúdo não estavam em casa, fui pôr o jantar a fazer. Enquanto isso, comecei a ver um episódio do House (que também já tinha visto). Fiz pausas ocasionais para ver o jantar e depois do jantar pronto, levei o meu prato para a sala para comer em frente à televisão. Quando o J. chegou, jantou com os miúdos na cozinha, enquanto eu via mais outro episódio do House. Nesta altura a inércia já era tão grande que sair do sofá era um grande esforço.

Depois do jantar os homens foram fazer-me companhia no sofá, enquanto eu continuava a ver o House. Um dos miúdos agarrado à consola de jogos, o outro ao telemóvel e o J. também agarrado ao telemóvel. Chegou a hora dos miúdos irem para a cama e eu continuei sentada no sofá a ver o quarto ou o quinto episódio do House (entretanto perdi a conta). Ainda vi uma parte do Grey's Anatomy e depois fui para a cama. Estava cansada de tantas horas sentada no sofá a ver televisão e por isso nem li um pouco antes de apagar a luz. 

Quando não me sento em frente à televisão, os dias são muito diferentes. Chego a casa e, dependendo da disposição, ou faço um pouco de yoga ou limpo alguma coisa em casa. Depois, preparo a roupa para o dia seguinte e relembro aos meus filhos para verificarem e arrumarem as mochilas para o dia seguinte. Dou uma arrumadela à casa e depois jantamos todos juntos e conversamos. 

Às vezes jogamos jogos depois do jantar ou os miúdos brincam ou vêm um bocadinho de televisão. Por vezes faço yoga com eles antes de irem dormir e conto-lhes histórias sobre o Buda ou as divindades indianas. Depois, aproveito para estudar um bocadinho, não mais de 1 hora, e faço um pouco de yoga e/ou meditação antes de ir para a cama. Na cama, leio. E adormeço a pensar que este foi um bom dia.

Estão a ver a diferença?


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26/10/2014

Post-its para organizar a vida

Ultimamente não me tem apetecido escrever. Aliás, quando penso que devia escrever alguma coisa para o blog, fico ansiosa. Ainda não percebi se é o famoso writer's block ou se é porque ando com demasiadas outras coisas na cabeça. É o trabalho, são as aulas de psicologia, são os demasiados livros que quero ler, são as actividades dos miúdos, é a casa para tratar, é a minha prática de yoga, e muitas outras coisas... 

Não é a primeira vez que me sinto assim, e nestas alturas fico diferente. Mais extrovertida, menos intuitiva, mais desorganizada. Fico o oposto do meu eu. E não gosto. O yoga, o mindfulness, este tipo de práticas ajudam-me, claro, mas aproveito sempre para repensar a minha vida. Avaliar o que faço, as minhas ocupações, as minhas responsabilidades. Basicamente, preciso de identificar o que é essencial e prioritário para mim, e eliminar o resto - é isto o minimalismo.

Então, primeiro listo as coisas que são de facto importantes para mim:

> a vida familiar
> o meu trabalho
> a nova licenciatura
> escrever no blog
> a minha prática espiritual
> tempo para ler e para pequenos outros projectos 

Acontece às vezes esquecer-me até dos projectos que tenho em mãos. Leio tantos livros ao mesmo tempo que me esqueço de quais estou a ler; quero fazer tantos projectos em casa que quando vou de facto iniciar algum, não me lembro de nenhum; tiro imensas receitas saudáveis da net, mas quando vou cozinhar não me apetece experimentar nenhuma delas.

É nestas alturas que tenho mesmo que fazer um brain dump - passar para o papel tudo o que tenho na cabeça. Tudo, mesmo. E depois decidir o que é importante e o que não interessa tanto. E priorizar uns e eliminar outros.

Como já referi, prefiro ferramentas digitais para capturar e para planear mais a médio e longo prazo, e papel para organizar e planear a curto prazo. Uso o Workflowy e o Google Calendar para o primeiro, e um caderno de linhas A5 para o segundo. Ultimamente comecei também a sentir necessidade de visualizar em simultâneo todos os projectos em que estou envolvida, em todas as áreas da minha vida. Percebi que tinha que usar uma ferramenta em papel e não digital para isto. E percebi que adoro post-its e queria incluí-los nesta visualização.

Assim, esta necessidade deu nisto:



É uma folha de papel de embrulho preto do Ikea (nem sequer é aquele papel que imita quadro de giz, mas também dá para escrever a giz e apagar) dividida em duas partes: do lado direito os dias da semana e do lado esquerdo as principais áreas da minha vida.

Assim, nos dias da semana colo os post-its das coisas mesmo importantes para cada dia, tipo deadlines ou frequências. Simples.

Nas áreas da minha vida coloco os post-its dos projectos que estão em execução - e limites para o número de projectos.

Por exemplo, o quadrado Reading serve para os livros que estou a ler - e o limite é 2 em simultâneo.

No quadrado Blog/Write/Do coloco coisas minhas: o post que estou a escrever no momento (um só de cada vez), um projecto de escrita mais longa (também um só de cada vez) e alguma outra coisa de desenvolvimento pessoal (também só um de cada vez), que neste momento é um curso online de mindfulness que estou a fazer.

No quadrado Home & Family são projectos para a casa e com os miúdos; neste momento estamos a fazer um rosa dos ventos para a escola.

No meu trabalho, Work, também só tenho um projecto de escrita (um artigo de cada vez) e um projecto no laboratório.

A única coisa que não controlo são os trabalhos e frequências do curso de Psicologia; neste quadrado, Psico, coloco post-its correspondentes a cada trabalho em andamento e a cada frequência para a qual tenho que estudar.

Para mim, o importante é ter um só projecto para cada área (tirando, como referi, para o curso, que não controlo). Assim, não me sinto sobrecarregada. E não me esqueço do que ando a fazer. Por exemplo, compro um novo livro e quero logo começar a lê-lo (é por isso que acabo por ler demasiados livros em simultâneo), mas assim lembro-me que estou a ler outros dois que têm prioridade. Assim, sinto-me menos assoberbada.

As coisas que quero fazer de seguida estão no quadrado Next: estas são mesmo as mais imediatas, não são projectos a médio nem longo prazo. Isso está no Workflowy, não aqui.

Assim, com um olhar rápido para o quadro consigo visualizar o que tenho em mãos no momento. Ajuda-me a ter paz e faz com que não me sinta demasiado ocupada. Resumidamente, ajuda-me a perceber que consigo ter tempo para tudo, desde que não queira fazer tudo ao mesmo tempo...



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15/10/2014

Como fazer quase tudo

Vi estas imagens no Pinterest e tive que partilhar! Vêm daqui.
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Como acordar cedo, como começar o dia, como trabalhar depressa, como pensar mais rápido e como viver uma vida simples.


Como acordar cedo


Como começar o dia



Como trabalhar depressa



Como pensar mais rápido



Como viver uma vida simples




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13/10/2014

Como ser bom aluno



Como agora voltei à escola e sou trabalhadora-estudante, e não quero usar algumas das (más) estratégias que usava quando tirei a minha primeira licenciatura (como faltar às aulas, fazer trabalhos em cima das datas e entrega e estudar de véspera para as frequências...), decidi aprender a ser boa aluna. 

O Cal Newport, autor de um dos meus blogs favoritos, Study Hacks, tem vários livros que abordam este tema do ser bom aluno. Comprei o How to become a straight-A student. Li-o de uma ponta à outra, adorei e verifiquei que algumas das estratégias que ele refere são as que eu usava nas alturas em que decidia ser mais dedicada aos estudos e conseguia tirar excelentes notas (atenção, eu não era assim tão má... acabei a licenciatura com média de 16, o que é muito bom).

As estratégias que ele apresenta no livro não são propriamente dele. São testemunhos de muitos excelentes alunos de boas universidades americanas que ele entrevistou. São, portanto, métodos práticos e testados por pessoas reais.

Assim, se és estudante, aconselho-te mesmo a leitura deste livro (eu li em inglês e não conheço traduções para português). Aqui ficam os principais pontos.


Gere o teu tempo em 5 minutos por dia

> usa um calendário mensal e uma folha para cada dia
> ao longo do dia, aponta na folha todas as coisas que surgem para fazer em datas futuras, assim como datas de entrega de trabalhos ou de avaliações
> na manhã seguinte, transfere estes novos items para o calendário
> planeia o dia em função das aulas e dos deadlines que tens
> decide o que queres fazer em cada dia e aponta na lista para esse dia
> bloqueia tempo para fazer esses trabalhos ou actividades (este é o método que tenho usado e que mostrei aqui)

Não procrastines!

> mantém um diário de progresso e aponta todos os dias o que querias fazer e se o conseguiste ou não (o meu caderno diário também tem esta função)
> alimenta-te bem - come coisas que te dêem energia (fruta e coisas assim, não bebidas energéticas e outras coisas cheias de açúcar que provocam picos de açúcar no sangue... e mais fome)
> divide grandes projectos em tarefas mais pequenas
> mais vale fazer um pouco todos os dias do que passar um fim de semana inteiro a estudar ou a fazer trabalhos

Quando, onde e durante quanto tempo estudar

> tenta trabalhar o máximo de manhã e à tarde, aproveitando os intervalos entre aulas e outras obrigações
> estuda em locais isolados para evitar distracções
> faz pausas de hora a hora (ou usa a técnica do Pomodoro)

Tira bons apontamentos

> vai sempre às aulas e tenta tirar bons apontamentos
> para cursos não técnicos, captura as grandes ideias, tirando apontamentos no formato questão-evidência-conclusão
> para cursos técnicos, aponta o máximo de problemas e soluções
(o que eu tenho feito é levar o portátil para as aulas e tiro apontamentos directamente nos pdfs fornecidos pelos professores; assim não gasto papel nem tinteiros e os apontamentos ficam mais legíveis)

Controla os trabalhos

> trabalha um pouco todos os dias em cada trabalho que tens para fazer; não faças as coisas à última da hora
> não leias todas as fontes sugeridas pelos professores (eu, como professora ocasional, apoio - sugiro sempre leituras, mas é suficiente os alunos irem às aulas e tirarem apontamentos daquilo que digo)
> lê apenas as fontes mais importantes (os professores costumam dizer quais são)
> tira notas das leituras no formato questão-evidência-conclusão
> trabalha em grupo para resolver problemas e escreve sempre as respostas

Usa bem os teus recursos

> sabe exactamente o que é que vai sair nos testes
> agrupa os teus apontamentos consoante o tema
> constrói folhas de problemas para cursos técnicos

Conquista o material

> usa o método das perguntas e respostas para estudar, pois é a melhor maneira de estudar (eu fazia isto às vezes e era quando tinha melhores resultados; fazia exames para mim própria e escrevia as respostas - assim, ficava muito claro que partes da matéria já sabia e que partes tinha que estudar melhor)
> quando há matéria que tem que ser decorada, usa vários dias para o fazer - não tentes decorar tudo num dia
> tira todas as dúvidas que tens antes das avaliações; não tenhas medo de usar as horas de atendimento dos professores

Conquista o exame

> primeiro, lê todo o exame
> decide quanto tempo tens para cada pergunta, deixando 10-15 minutos livres
> responde primeiro às questões mais fáceis
> numa pergunta de desenvolvimento, faz primeiro um pequeno esboço da resposta
> depois de acabares o exame, usa o tempo que resta para rever tudo


O livro tem ainda uma secção inteira dedicada à realização de trabalhos escritos, mas como este é um assunto mais delicado e no qual eu tenho muito experiência, fica para outro post.

Espero que estas ideias ajudem! A mim, têm ajudado. 

Planeio os dias e bloqueio tempo para as tarefas, vou às aulas e tiro bons apontamentos, e em casa, ao serão, trabalho sempre um bocadinho (1 ou 2 pomodoros no máximo). Durante o fim de semana trabalho um pouco mais, vejo muito pouca televisão e procrastino menos - porque, realmente, não posso procrastinar! Sei bem que o mais difícil é começar seja o que for (estudar, fazer um trabalho, escrever um trabalho), e divido estes grandes projectos em pequenas tarefas - e bloqueio tempo para as fazer, no meu caderno. 

Concluindo, agora que ando muito mais ocupada, sinto-me mais produtiva. Sim, trabalho mais horas, ao serão e durante o fim de semana, mas não me sinto mais cansada e tenho à mesma tempo para outras coisas que também são importante para mim, como o tempo em família e a prática espiritual. Acho que aqui vale a velha máxima quem corre por gosto não cansa...

Bons estudos!


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