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20/06/2022

Vinted, a minha loja favorita!

Adoro o conceito de economia circular - reutilizar, reaproveitar, recuperar, reciclar... Bom para o ambiente e para a carteira, claro! Em relação à roupa, nunca tive problemas em usar coisas em segunda mão, embora não fosse frequente comprar peças usadas. No passado, cheguei a comprar algumas coisas no miau.pt, que entretanto desapareceu. Voltei a interessar-me pela segunda mão graças a umas colegas, muito dadas a estas coisas... Foram elas que me mostraram a Vinted... e que grande rabbit hole que aquilo é!

Para quem não conhece, a Vinted é uma plataforma de compra e venda de roupa, livros e outras coisas em segunda mão. Tem um sistema de avaliação tanto do vendedor como do comprador, o que é ótimo pois responsabiliza as partes envolvidas e ajuda a tornar o processo muito mais confiável. Para o vendedor não há custos com comissões ou portes de envio, ficando tudo a cargo do comprador; para o comprador, ao preço da peça acrescem os portes e o seguro de proteção do comprador, que garante o reembolso caso o negócio não se concretize. A plataforma é muito simples e intuitiva. 

Estou na Vinted desde fevereiro e logo de início consegui vender várias peças de roupa e livros; com o dinheiro ganho já comprei roupas lindas! Aliás, a minha estratégia, para a coisa ser sustentável, é só gastar o dinheiro que ganho com vendas. A Vinted tem sido a minha primeira opção para quando preciso de alguma peça em específico. Primeiro procuro na Vinted; se não encontrar, então vou procurar nas lojas. A aplicação tem uma boa função de procura, por categoria, tamanho, cor, marca, estado, palavras, e é fácil encontrar aquilo que procuro. Admito que já fiz compras por impulso, mas também já comprei as sapatilhas Converse brancas que procurava ou a mala de verão que precisava. Agora ando à procura de umas Converse pretas, que as minhas estão num estado deplorável; se não encontrar até ao fim do verão, então comprarei novas - mas a Vinted tem sido, de facto, o sítio de eleição para procurar o que preciso.

Para vender (e comprar) os preços devem ser baixos. Já vi blusinhas da Zara a 25 euros - é para esquecer! Para terem uma ideia, vendi uns sapatos em pele da Aldo, usados 2 vezes, por apenas 20 euros (e eles custaram-me 80...). Mas com o dinheiro desses e de outros da Parfois que nunca usei, ou seja, por uns 30 euros, consegui comprar 1 vestido da Zara novo, 1 jumpsuit da Massimo Dutti (esse da foto) e outro vestido da Massimo Dutti lindo! Portanto, sim, vale mesmo a pena!


A minha última compra foi um jumpsuit da Zara, novo, ainda com a etiqueta:



E as tais sapatilhas brancas/beges Converse, vindas de França!



Se quiseres saber mais, aqui fica um bom artigo sobre o funcionamento da Vinted, e o meu perfil (ritaibd).

01/09/2014

O equilíbrio entre poupar e gastar dinheiro

A minha atitude perante o dinheiro tem mudado imenso nos últimos anos. Nos meus 20 anos gastava tudo o que tinha antes do fim do mês. Com a vinda dos filhos, comecei a organizar-me melhor, a apontar os gastos, a fazer uns orçamentos muito básicos e até estabeleci as minhas regras de ouro para controlar o dinheiro. Mais tarde, com o minimalismo, poupar tornou-se fundamental. Posso mesmo dizer que se tornou uma obsessão. 

No entanto, muitas vezes dava por mim com vontade de ir aqui ou ali, ou de comprar coisas de que não precisava, mas recuava sempre porque, afinal, não podia andar a mexer nas minha poupanças para coisas que não são necessárias. 

Recentemente comecei a pôr estas minhas ideias em questão. Continuo a achar que não vale a pena gastar dinheiro em certas coisas, como roupa, gadgets, mobília ou outras coisas que de facto não me fazem falta e que não vão contribuir em nada para a minha felicidade ou para a minha educação ou para a minha evolução como ser humano. Mas há certas coisas nas quais eu receava gastar dinheiro, que não são necessárias, mas são sim importantes para a minha felicidade (e da minha família).

Foi por isso que em junho decidi ir pela quarta vez a Paris (depois de anos a adiar essa viagem para não gastar dinheiro). E vamos passar o Natal a Londres, todos, em família! Os miúdos nunca andaram de avião e estão muito interessados em ir ao museus londrinos (sobretudo ao British e ao de história natural). Com a idade deles eu já conhecia Londres e todos esses museus, e não me parece bem não fazer uma viagem dessas só para não gastar dinheiro. Afinal, quando morrer, não levo nada comigo...

Claro que, se gasto numas coisas, não gasto noutras. A minha nova cozinha, por exemplo. Andei a ver as cozinhas do Ikea e queria mesmo renovar a minha cozinha toda. Mas pensei, questionei-me sobre a necessidade de ter uma cozinha nova e, na verdade, não preciso. Os móveis que tenho estão bons e o facto de não gostar deles do ponto de vista estético não é, para mim, motivo suficientemente válido para comprar uma cozinha nova...

A minha atitude perante o dinheiro é agora diferente. Poupar, sim, claro que sim! Poupar todos os meses é, para mim, fundamental para sentir paz e liberdade. Mas também é importante ter experiências, viver a vida. Percebi que há certas coisas com as quais devo gastar algum dinheiro e outras coisas com as quais não devo gastar nenhum. É, como tudo, uma questão de prioridades...

E tu, como é que equilibras o poupar para dias mais cinzentos com o gastar em coisas que são importantes? 


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13/01/2014

Boonzi || software para gestão do dinheiro


Há tempos fui contactada pelo Boonzi, o software de gestão de finanças pessoais, e ofereceram-me uma licença para experimentar! Estou a testá-lo desde Dezembro e vou fazer um post detalhado mais tarde, mas posso já dizer-vos que é muito giro, útil, fácil de usar e mostra bem para onde vai o dinheiro. Se não te ajeitas com o excel ou com outros programas,  Boonzi é sem dúvida uma excelente alternativa - e é um produto 100% português! 

O Boonzi permite, por exemplo, registar todas as entradas e saídas de dinheiro de uma ou várias contas bancárias, criar orçamentos mensais, importar dados do home banking, e também elabora relatórios por categorias de despesas ou entidades, mostra rapidamente o nosso património, o saldo actual em cada conta... é giro e, claro, tem muitas mais funcionalidades que a minha folhinha do excel.

O Boonzi é um software pago. A licença vitalícia, que pode ser usada em 3 computadores, custa 39.90€, mas se o adquirires através deste link, tens um desconto de 10€*! O investimento vale a pena, pois, ao saberes para onde vai o teu dinheiro, é mais fácil gastá-lo de forma mais racional e, assim, poupar!

No site do Boonzi podes encontrar o "manual de instruções" do software, se bem que é tão intuitivo e fácil que nem são precisas instruções...O blog do Boonzi publicou também um guest post meu intitulado 3 dicas para simplificar a vida e poupar.

Para leres mais sobre finanças minimalistas, aqui ficam alguns posts:



* Link afiliado, ou seja, se adquirires o Boonzi através do link, eu recebo uma pequena comissão - muito obrigada!


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11/12/2013

Os minimalistas poupam dinheiro

Como?


1 || Não tentanto impressionar os outros

As pessoas gastam dinheiro que não têm, para comprar coisas de que não precisam, para impressionar pessoas de quem não gostam. Esta observação de Will Rogers, um actor americano do início do século XX, continua verdadeira e pertinente hoje em dia. Uma maneira de poupar é recusar de uma vez por todas as comparações com os outros e a preocupação com aquilo que os outros pensam. O que é que interessa se conduzimos um carro de alta cilindrada ou um modesto carro citadino? Se vivemos numa moradia com piscina ou num apartamento? A verdade é que muitas das pessoas que exteriormente parecem estar bem na vida, têm as contas bancárias muito magras… Liberta-te das comparações e das invejas, vive dentro das tuas posses e vais ver a tua conta bancária começar a crescer...


2 || Vendo as coisas pelo que elas são

Se uma coisa não é útil, não é bonita, se só atrapalha, se não é usada, essa coisa é tralha e pode ir fora - mas não necessariamente para o lixo. Podes vender mobília, livros, roupa e as mais variadas coisas em sites de venda de usados na internet e assim ganhar algum dinheiro extra. Se não conseguires vender, doa a instituições de caridade. Livra-te das tralhas que andam lá por casa e assim passarás menos tempo a limpá-las e a arrumá-las . Vê as coisas pelo que elas são e ganha mais tempo, mais espaço e menos preocupações.



3 || Estabelecendo limites

Estabelece limites ao que entra em tua casa. Precisas mesmo de comprar mais roupa quando tens o armário a abarrotar, ou mais livros quando já não há estantes para os guardar e ainda não leste todos os que tens? Antes de fazeres uma compra, pensa bem se precisas de facto dessa coisa - sê frio, realista e racional. Precisas mesmo de gastar dinheiro nisso? Não há outra forma de adquirir um produto semelhante que fique mais em conta? Em vez de comprar novo, será que podes adquirir esse produto em segunda mão, pedir emprestado, ou reutilizar um produto semelhante? E tens espaço em casa para mais coisas? Estabelece limites ao que entra em sua casa e gastarás menos dinheiro.



4 || Não formando laços emocionais com as coisas

Lembra-te que as coisas são apenas isso - coisas. Não são as coisas que temos que definem quem somos. Muitas das coisas que temos em casa têm uma forte carga sentimental; agarramo-nos a essas coisas porque achamos que sem elas, as memórias a elas associadas desaparecem. As memórias, no entanto, estão dentro de nós, não nas coisas. O apego às coisas tem uma forte carga emocional e mental - o apego cansa. O desapego, pelo contrário, é libertador.




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27/11/2013

O meu sistema de gestão financeira {e modelo de orçamento em excel}



As finanças, os orçamentos, as poupanças, a frugalidade - são assuntos que adoro. Já escrevi alguns posts sobre isso e hoje vou partilhar a folha de cálculo que uso há mais de 1 ano para fazer os orçamentos e apontar as despesas e movimentos das contas bancárias, e também algumas das minhas estratégias para gerir as finanças da família.


Em primeiro lugar, tenho 5 regras de ouro para controlar o dinheiro:

1 || Estabeleço objectivos financeiros
Por exemplo, que percentagem do salário queres poupar todos os meses? Eu ando nos 40%, mas o objectivo é poupar metade do que entra. Ainda gasto muito dinheiro mal gasto, essa é a verdade...

2 || Pago-me a mim própria em primeiro lugar
Antes de pagares contas, tira o dinheiro para a poupança. Se fores esperar pelo fim do mês, o mais certo é não sobrar dinheiro nenhum para poupar...

3 || Pago as contas mal as recebo
Eu não gosto nada dos débitos directos e gosto de pagar as contas mal as recebo. Geralmente faço tudo online, por isso é fácil. Se não pagar logo uma conta, aponto na agenda o dia para o fazer.

4 || Faço orçamentos mensais
É a melhor maneira de gerires o dinheiro e teres noção de quanto dinheiro gastas e em quê. Os orçamentos devem, no entanto, ser flexíveis. Eu estabeleço o orçamento para o mês, mas vou ajustando os montantes atribuídos a cada categoria, pois ocorrem sempre imprevistos. Faço sempre um zero-based budget, ou seja, dinheiro que entra menos dinheiro que sai (incluindo dinheiro que vai para as poupanças) é igual a zero - dou um destino a todos os cêntimos!

5 || Dou uma mesada a mim própria
Esta é uma das categorias em que gasto sempre a mais... Mas é um bom exercício ter um montante definido de dinheiro para gastar e tentar não gastá-lo todo antes do fim do mês.


O orçamento mensal é, sem dúvida, o melhor aliado para uma boa gestão das finanças. Uso uma versão desta folha de cálculo (as sub-categorias da minha são ligeiramente diferentes - é só para terem uma ideia) e as grandes categorias que uso são:

> IN - dinheiro que entra (salários, reembolsos, ofertas, etc.)

> ESSENCIAIS - nesta categoria estão as despesas mesmo, mesmo essenciais, como tudo o que é contas da casa e alimentação; tudo o resto, em caso de grande crise, pode ser eliminado (volto a referir que as sub-categorias do ficheiro não são bem iguais às minhas, que é para não me virem dizer que a internet não é uma despesa essencial... até porque é para certos trabalhos)

> FIXAS - são despesas que pagamos todos os meses, como as actividades extracurriculares dos miúdos, os almoços na escola, etc.

> VARIÁVEIS - nestas sub-categorias há mais flexibilidade e portanto podemos ajustar os montantes que atribuímos a cada; são coisas como as nossas mesadas, comer fora, farmácia, consultas, etc., e temos uma sub-categoria de despesas não previstas que serve para isso mesmo...

> POUPANÇAS - dinheiro que vai para as contas poupança, a nossa, as dos miúdos, PPRs, etc.

No fim estão os somatórios das despesas, as despesas + poupanças e o que sobra, ou seja, IN menos despesas + poupanças. Gosto também de saber a percentagem de poupanças, que é a última linha do orçamento.

O orçamento tem duas colunas à frente das categorias. A primeira coluna, a do lado esquerdo, é onde faço o orçamento propriamente dito. A coluna da direita é onde aponto as despesas que vou tendo em cada categoria; assim consigo visualizar rapidamente se já ultrapassei o orçamentado em cada categoria. Quando tal acontece (e acontece muitas vezes), ajusto o orçamento na coluna do lado esquerdo, de maneira que o montante que sobra seja sempre zero. Se esse montante ficar negativo na coluna da esquerda, é porque  estou a fazer o orçamento mal - deve dar zero. Se ficar negativo na coluna da direita... é porque já gastei dinheiro a mais...


Nessa folha de cálculo aponto também os movimentos da conta bancária. A coluna geral é o dinheiro que é orçamentado, as despesas do dia a dia. A coluna poup é dinheiro para poupar que não vai logo para a conta poupança e fica na conta à ordem uns tempos. Este dinheiro não é para gastar, mas se por acaso acontecer alguma coisa imprevista e cara, tenho esse dinheiro logo disponível para tal. O total deve bater certo com o dinheiro que tenho na conta e confirmo todas as semanas no online banking.


Um detalhe relativamente aos levantamentos de dinheiro. Eu faço levantamentos dessa conta, por exemplo, 40 euros, e com esse dinheiro fico com 20 para mim (mesada), gasto 15 em comida (supermercado) e 5 na farmácia. No extracto do banco aparece um levantamento de 40 euros, mas esse dinheiro foi gasto em categorias diferentes. Na minha folha de cálculo não introduzo os 40 euros. Introduzo cada parcela: 20 euros - mesada rita; 15 euros - supermercado; 5 euros - farmácia. Depois, adiciono cada um desses valores na coluna da direita do orçamento. Assim, o dinheiro total bate certo com o extracto do banco e cada despesa vai para a categoria certa (obviamente, não tenho nenhuma categoria chamada levantamentos...). Para que este sistema não falhe, tenho que apontar no papel (é o da foto, que tirei daqui) as despesas que faço com dinheiro vivo, senão passados uns dias já não me lembro como gastei os 40 euros...


Por fim, estou a pensar voltar a experimentar o sistema dos envelopes. Já experimentei, não gostei, mas as coisas mudam... A verdade é que gasto demasiado em algumas categorias e pode ser que pagando em dinheiro vivo consiga controlar melhor as coisas. Em Dezembro vou então experimentar o sistema dos envelopes para as compras de supermercado, o comer fora e, claro, a minha mesada. Depois conto como correu...

Aqui fica de novo o ficheiro do orçamento; é um ficheiro excel, muito simples, que obviamente terá que ser adaptado às necessidades de cada um.

E vocês, como gerem as finanças? 



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05/12/2012

Preparar as finanças para 2013

Tal como referi aqui, um efeito secundário do minimalismo é a poupança de dinheiro. Poupei muito mais no último ano que nos 3 ou 4 anos anteriores e isso foi graça a esta mudança de mentalidade e à rejeição do consumismo desenfreado (eu já fui shopaholic...).

No entanto, ainda tenho arestas a limar e sei que posso reduzir alguns gastos desnecessários e orientar esse dinheiro mal gasto para coisas mais interessantes.

Por isso, andei a planear as minhas finanças para o próximo ano. Quero continuar a viver confortavelmente, a fazer aquilo de que gosto, a comprar apenas o que preciso e a construir uma poupança que me faça sentir mais descansada para quando chegarem dias mais chuvosos...

Então, olhei bem para os meus orçamentos mensais. Onde é que posso cortar? Eu não quero privar-me de coisas que gosto só para pôr esse dinheiro a mais na poupança, mas posso cortar em algumas coisas:

- telemóveis - Posso reduzir para metade o dinheiro gasto por mês, mudando de tarifário

- serviço de tv cabo (+telefone, +internet) - Por mim só tinha internet, mas os homens da família não iriam ficar contentes; o plano é ganhar coragem para ligar para a MEO a pedir uma redução da mensalidade (sei que muitas pessoas telefonam e conseguem boas reduções)

- supermercado - Nas semanas em que planeio os menus com cuidado gasto menos do que nas semanas em que não planeio, além de fazermos refeições mais saudáveis; portanto, é para planear os menus sempre!

- ginásio - Deixei de ter despesa com o ginásio quando parti o pé. Achei que seria uma boa oportunidade para poupar esse dinheiro sem sacrificar o exercício físico (continuo a fazer desporto, mas sai-me muito mais barato - não tenho que pagar uma mensalidade para correr na rua ou para fazer o Ripped in 30 da Jillian Michaels); em novembro, no entanto, fiz uma estupidez: inscrevi-me num ginásio para ir às aulas de spinning e fui a duas aulas durante o mês inteiro...

- gasolina - Eu ia muitas vezes para o trabalho a pé; deixei de o fazer depois de partir o pé este verão. A partir de janeiro quero mesmo começar a ir de bicicleta. Ando a estudar rotas alternativas à estrada principal (que não tem ciclovia e onde os carros andam demasiado depressa). A bicicleta é rápido, barato, ecológico e saudável!

- electricidade - Já fiz o novo contrato no mercado livre. Optei por uma tarifa simples em vez da bi-horária, pois esta só vale a pena se for bem aproveitada (coisa que eu não fazia). De qualquer modo, não gastamos assim tanta luz quanto isso, mesmo sendo inverno (estamos no Algarve e a lareira é uma maravilha!)

- assinaturas mensais - Pagava 3€ todos os meses à Last.fm. Gosto, mas a verdade é que existe o Jazz Radio que é grátis, existe o you tube e tenho centenas de CDs... Já cancelei o serviço. 


De resto, temos as despesas bem controladas e são basicamente só as necessárias. Continuo a seguir as minhas regras de ouro: estabeleço objectivos financeiros (ex., poupar x do que ganho), ponho dinheiro na poupança mal recebo e só depois é que pago as contas, faço orçamentos mensais e dou uma mesada a mim própria para gastar à vontade. Um grande objectivo para os próximos 1 ou 2 anos é direccionar parte das poupanças mensais para comprar um carro novo (novo para nós, mas usado, que eu não compro carros que acabaram de sair do stand). Nem pensar pedir um crédito para comprar um carro!

A semana passada devorei um livro intitulado A Story of Debt que é a história super inspiradora de uma estudante americana que em pouco mais de 1 ano pagou mais de 20 mil dólares em dívidas de cartões de crédito. No livro ela fala sobre a sua mudança de mentalidade, do estado de negação em que se encontrava até finalmente começar a olhar de frente para a sua dívida, o plano que fez para atacar a dívida e todas as dúvidas que teve pelo caminho. O livro vale mesmo a pena e, o melhor, é grátis!! Basta fazer o download do pdf.

28/08/2012

Como planear uma grande ida ao Ikea



(originalmente publicado a 21 de Agosto de 2011)

Esta semana é A semana – vamos ao Ikea para fazer muitas compras! Tenho andado a planear esta viagem há mais de 1 mês, e deixem-me dizer-vos que não tem sido tarefa fácil.
É muito mais fácil quando vamos lá comprar poucas coisas e pequenas, mas planear uma ida ao Ikea para comprar imensa mobília é outra história…
Vamos redecorar o quarto dos miúdos, criar um escritório para eles, redecorar uma grande parte do meu escritório e uma pequena parte da cozinha. Neste planeamento todo aprendi algumas coisas e gostava agora de partilhar convosco algumas dicas sobre como planear uma grande ida ao Ikea (ou a outro sítio qualquer).

1. Fazer um orçamento

Este é o primeiro e mais importante passo. Quanto dinheiro estou disposta a gastar? Tenho que me lembrar que não vou gastar dinheiro apenas nas compras, mas também em combustível ou transporte.

Aqui, apareceram-nos dois problemas:

a) a qual loja Ikea devemos ir?
- a loja mais perto é em Sevilha, a 200 km daqui por uma auto-estrada sem portagens
- em Lisboa, a 300 km de distância, há 2 lojas, onde chegamos rapidamente por uma auto-estrada com portagens

O mais óbvio seria ir a Sevilha, certo? Errado…

            b) transporte
- as coisas todas que vamos comprar não cabem em nenhum dos nossos carros
- podemos usar o serviço de transporte do Ikea ou alugar uma carrinha (mas não podemos atravessar a fronteira com ela).

Depois de fazer as contas, parece que fica mais barato ir a Lisboa... No entanto, temos que ter em consideração que os preços do Ikea variam de país para país, e de facto, a mesma lista de compras é 25 euros mais cara em Lisboa que em Sevilha. Seja como for, decidimos ir a Lisboa com a carrinha alugada.

Agora, é subtrair o gasto em transporte ao orçamento, e ficamos a saber quanto dinheiro temos para comprar coisas!


2. Fazer 2 listas de compras

É isso mesmo, 2 listas de compras.

Numa lista escrevi as coisas que tenho mesmo, mesmo que comprar. É a mobília para o quarto dos miúdos, visto que vendi toda a mobília velha. Usei a ferramenta online no site do Ikea para fazer a lista de compras. É o máximo! Dá-nos o preço de cada coisa e o preço total, a disponibilidade de cada produto, o sítio em que estão localizados na loja e o número total de embalagens e peso total.

Depois de adicionar as coisas mesmo muito importantes à minha lista, adicionei aquelas que não preciso, mas quero à mesma… Velas, molduras e coisas assim. À medida que adiciono um item tenho que ir verificando o preço total para ver se ainda estou dentro do orçamento.

Assim que o preço das coisas na minha lista de compras chega perto do montante estabelecido, paro. Se ainda quero outras coisas que não são importantes, essas vão para uma segunda lista de compras (na minha segunda lista está o tapete Alvine Rand e a cadeira Skruvsta – não são coisas que precise, são caras, mas quero-as um dia…).

Agora é só imprimir a lista (a primeira) e olhar bem para ela. Tenho mesmo tudo o que preciso? Tirei bem as medidas para ter a certeza se as coisas cabem? Se bate tudo certo, então estou quase pronta para ir!

Mas, antes disso, olho para a minha lista mais uma vez. Será que preciso mesmo de tudo o que está na lista? Não posso deixar algumas coisas para uma próxima ida ao Ikea? Consegui reduzir significativamente a minha lista com esta estratégia…


3. Marcar a data

Agora é altura de marcar uma data e hora par a ir às compras. Assim, posso deixar a minha agenda livre para esse dia e tenho mais tempo para planear, por exemplo, onde ficam os miúdos e para decidir qual o veículo certo para alugar.


4. Usar roupa adequada

De certeza que ninguém quer passar o dia inteiro no Ikea com uns grandes saltos altos! Para viagens de compras destas, devemos usar roupa confortável – mas sempre com estilo, claro! Estou a planear levar um par de ténis e calças de ganga com uma blusa simples. Quanto à mala, uma que ponha a tiracolo, para não ter que andar sempre a ajeitá-la…


5. Levar água e comida

Água é óbvio: não quero desidratar… Quanto á comida, eu geralmente almoço no restaurante do Ikea, mas não sou grande fã daquela comida (as almôndegas suecas não são para mim…). Devo então considerar levar algumas alternativas, como barras energéticas e bolachinhas.

E penso que é isto! Depois conto-vos como correu a viagem!

06/06/2012

PearBudget - fazer orçamentos e controlar despesas



Depois de muito tempo a fazer os meus orçamentos mensais no excel, descobri uma ferramenta online fantástica - o PearBudget.

O PearBudget é mesmo bom! É grátis durante 30 dias e depois paga-se 4.95 USD por mês (não chega a 4 euros). Mas vale mesmo a pena. O programa é super fácil de usar, tem um design simples e não tem distrações como publicidade (afinal, estamos a pagar pelo seu uso). 

Para aderir, basta um endereço de email. O PearBudget não pede qualquer informação bancária, como outros softwares, e por isso é seguro. O default vem em dólares, mas dá para mudar para euros.

Antes de vos mostrar mais detalhadamente como trabalhar com o PearBudget, devo dizer que alterei o modo como giro o nosso dinheiro, em relação ao que escrevi aqui. Já não temos a conta conjunta (porque não era no meu banco principal), mas agora giro todo o nosso dinheiro em conjunto, ou seja, já não há o meu dinheiro e o dinheiro do J. Na prática, sempre foi assim, mas no papel, eu fazia orçamentos em separado para cada um de nós e para as coisas comuns, o que me dava imenso trabalho.

Decidi fazer tudo em conjunto para simplificar e porque de qualquer modo quem faz toda a gestão financeira sou eu, o J. não liga nenhuma a estas coisas e confia em mim. A semana passada li um livro que veio reforçar esta decisão que tomei (tomámos) de juntar o dinheiro (e devo dizer que eu e o J. não somos casados): 

"It is common practice among married couples to keep separate checking/savings accounts and then separate out the bills in some agreed-upon manner and operate the household finances that way. This is dangerous and, if I may be so bold to say, stupid! When you have separate finances from your spouse, you are telling me you don’t trust your husband. When you keep separate accounts, you’re telling me you have something to hide from your wife. When you can’t combine your accounts when you get married but are willing to have children with that person, you’re telling me that you aren’t convinced this thing is going to last. Why not get a prenuptial agreement? I really cannot comprehend how you can successfully operate your household finances when the two of you do not fully share the income provided by any/all sources."




Então, os passos para começar a trabalhar com o PearBudget são os seguintes:


1. Dinheiro que entra

Primeiro, introduzimos o dinheiro que vai entrar (ordenados e outras coisas). O programa mostra os montantes do mês passado para podermos comparar.



2. Despesas mensais fixas

De seguida, introduzimos as despesas mensais fixas. Antes de introduzirmos valores, temos que criar as várias categorias, como é óbvio, mas isso faz-se só uma vez. Essas categorias aparecem sempre nos meses seguintes, mas podemos apagá-las, alterar os nomes, ou optar por esconder as categorias que estão a zero (por exemplo, contas que não se pagam todos os meses, como a minha da La Redoute, que foram umas roupitas que comprei o mês passado e me cobraram este mês).

Na imagem podem ver algumas das minhas categorias de despesas (elas aparecem por ordem alfabética) e os símbolos * e # no nome de algumas das categorias referem-se, respectivamente, ao dinheiro que fica na conta do meu companheiro (coisas pagas por ele) e ao dinheiro que é levantado (é só a minha mesada, dinheiro para compras de supermercado e para pagar à empregada).


3. Despesas irregulares


Finalmente, a categoria de despesas irregulares engloba aquelas que não são pagas todos os meses ou poupanças que fazemos. O programa permite estabelecer objectivos anuais e mostra-nos o dinheiro que deve ser colocado de parte em cada categoria para atingir esse objectivo. 
O dinheiro destas categorias que não é gasto no mês transita para o mês seguinte, e no balanço final das despesas irregulares podemos ver o dinheiro que transitou do mês passado para este mês, o dinheiro que foi posto de parte este mês, o dinheiro que foi gasto este mês e o dinheiro que sobrou, ou seja, o que vai transitar para o mês seguinte. 
Uma das categorias que adicionei às despesas irregulares chama-se "imprevistos" e serve para isso mesmo: pequenas despesas que não foram previstas como um jantar fora para celebrar qualquer coisa, um vestido para uma ocasião especial, uns sapatos novos porque os velhinhos morreram de vez... O fundo de emergência não serve para estes pequenos imprevistos, mas sim para emergências a sério.



4. Balanço

Nós usamos um orçamento "zero-based budget" em que não sobra dinheiro nenhum, ou seja, todo o dinheiro que entra tem algum destino. No final do planeamento, dinheiro que entra menos dinheiro que sai deve ser igual a zero. 






5. Introduzir despesas

Depois de termos o orçamento bem planeado, de preferência antes do início do mês a que se refere, podemos finalmente começar a introduzir as entradas de dinheiro e as despesas que realmente temos. Eu prefiro fazer isto diariamente, pois se for guardando recibos e papelinhos do multibanco para introduzir ao fim-de-semana, o mais provável é esquecer-me de alguma coisa...


Basta introduzir a data, o montante, escolher a categoria a que se refere essa despesa e ainda podemos adicionar etiquetas, se bem que eu uso esse campo como notas, se precisar de adicionar alguma informação para me lembrar do porquê dessa despesa.


6. Planeado vs. real

Por fim, podemos ver as diferenças entre o que foi orçamentado e o que realmente recebemos e gastamos. O programa permite visualizar esse balanço para as várias categorias de ganhos, despesas regulares e despesas irregulares, e o balanço geral. Portanto, podemos ver a qualquer momento se já gastámos mais que o suposto numa determinada categoria, e assim ajustar o orçamento de maneira a não gastarmos mais do que aquilo que temos.




Além do PearBudget, continuo a ter os movimentos das contas num ficheiro excel, pois como já referi, o dinheiro pode estar numa só conta, mas destinar-se a coisas diferentes, e eu gosto de saber exactamente quanto tenho em cada categoria.




E vocês, fazem or orçamentos em papel, no excel, ou usam um programa mais avançado? Se não estão contentes com o vosso sistema, aconselho mesmo o PearBudget - é muito simples e fácil de usar!

Não se esqueçam de participar no giveaway do livro 321 Stop - stop running and start living da Lorilee Lippincott - até à próxima segunda-feira, dia 11 de Junho às 22h00.

29/05/2012

5 regras de ouro para controlar o dinheiro


Em poucos anos a minha relação com o dinheiro passou de completamente desorganizada para absolutamente controladora. Saber que sou eu que controlo as minhas finanças e não elas que me controlam a mim dá-me uma paz de espírito que não tem preço. E mesmo assim ainda tenho muito que melhorar, mas os progressos que vou fazendo todos os meses dão-me cada vez mais motivação. 

Aqui ficam as minhas 5 regras de ouro para controlar o dinheiro.

1. Estabeleço objectivos financeiros
O meu grande objectivo é vivermos com metade do que ganhamos. Neste momento vivemos com 55-60%, por isso estamos no bom caminho.

2. Pago-me a mim própria em primeiro lugar
Quer isto dizer que, mal recebemos, tiramos logo o montante que vai para a poupança. Não devemos cair no erro de poupar o que sobra no fim do mês, porque se assim for, o mais certo é não sobrar nada...

3. Pago as contas mal as recebo
Eu pago tudo online e não gosto de débitos directos. Mal recebo uma conta, pago-a logo. O separador "pagar" de que falei aqui está sempre vazio.

4. Faço orçamentos mensais
E já não saberia viver sem eles. Recentemente comecei a usar o PearBudget e falarei sobre isso num próximo post.

5. Dou uma mesada a mim própria
E gasto-a no que quiser. Na verdade, não me abstenho de comprar as coisas que quero - desde que precise mesmo delas e não sejam meros caprichos ou algo para impressionar os outros. 

E vocês, quais são as vossas regras de ouro? Não ligam muito ao dinheiro, são controladores q.b. ou são frugais?

20/04/2012

Simplificar as contas bancárias

Acho que já escrevi aqui algures que tenho várias contas à ordem. Uma minha, outra conjunta e outra com dinheiro para coisas específicas. Faço os orçamentos mensais e no início do mês passo dinheiro de umas para as outras para ficar tudo certinho. Uma perda de tempo, como podem imaginar.

Decidi transferir o dinheiro para uma só conta (a do banco principal, onde tenho o cartão de crédito, conta poupança e as contas dos miúdos) e vou encerrar as outras duas (que eram de outro banco). No entanto, preciso ter o dinheiro organizado por categorias, apesar de agora estar todo na mesma conta. Para isso, uso este ficheiro. 

O total corresponde ao total da conta, mas depois tenho várias categorias, como por exemplo, à ordem (o meu dinheiro para gastar), veterinário (todos os meses junto um pouco para o veterinário), ATL (todos os meses ponho dinheiro de parte para pagar o ATL nas férias), miúdos (para despesas imprevistas com os miúdos; eles têm contas deles, para onde a família transfere dinheiro nas alturas festivas e onde nós vamos colocando algum dinheiro todos os meses), material escolar (vou juntando todos os meses para comprar os livros e material no início do ano lectivo - assim custa muito menos!), etc. 
Quando quero comprar algo específico e mais caro, não vou à poupança. Faço uma nova categoria e vou pondo dinheiro de parte nessa categoria.

Na prática, como já disse, o dinheiro está todo numa só conta, o que evita andar com transferências entre contas, como fazia dantes. Por exemplo, acontecia muitas vezes ir ao supermercado e pagar com o meu cartão em vez do cartão da conta conjunta, onde estava o dinheiro para o supermercado. Depois, lá tinha que fazer uma transferência de uma conta para a outra para repor o dinheiro... Era cansativo... Com uma só conta é muito mais prático, fácil e rápido! Numa só palavra, muito mais simples!

24/02/2012

Supermercados e preços

Depois das recentes idas à televisão da Mónica e da Orquídea por causa do uso dos talões e vales de desconto, promoções e coisas do género, fiquei novamente a pensar no assunto das compras de supermercado e na melhor maneira de poupar dinheiro sem me chatear muito.

Apesar de admirar imenso pessoas como elas que têm paciência para fazer compras da maneira que fazem e poupar imenso dinheiro, eu, infelizmente, não tenho paciência para isso (pelo menos por enquanto). Mas também não quero gastar dinheiro podendo poupar...

Basicamente, estou chateada... Chateada com o Pingo Doce por não terem sistema de compras online. Como se devem lembrar, no início deste mês fiz muitas compras no Continente online e adorei a experiência! Não ter que sair de casa e não ter que carregar as compras escadas acima!... Mas eu sempre tive a sensação que o Pingo Doce, onde geralmente faço as compras, era mais barato que o Continente, pelo menos para o meu cabaz... No outro dia andei com a minha mãe pelo Pingo Doce a apontar preços das coisas que geralmente compro e depois comparei com os preços do Continente online... e de facto, o Pingo Doce é bem mais barato, pelo menos para as coisas que geralmente compro.

Ficam aqui alguns exemplos:

Marcas brancas (Pingo Doce - Continente)

bolacha maria 0,74 (pack de 4) - 1,19 (pack de 3)
chocolate culinária 200 g 0,75 - 1,29
salsichas frankfurt 0,42 (8 unids.) - 0,73 (10 unids)
manteiga com sal dos açores 1,09 - 1,26
ovos classe M 0,75 - 0,79
leite meio gordo 1 L 0,49 - 0,52
feijão preto 420 g 0,42 - 0,55
polpa tomate 0,25 (210 g)- 0,26 (200 g)
arroz carolino 1 kg 0,74 - 0,94
azeite virgem extra litro 2,65 - 3,19
farinha com fermento 1 kg 0,35 - 0,72
farinha sem fermento 1 kg 0,33 - 0,72

Outros produtos, como a sílica para os gatos, o vinagre, o esparguete ou o arroz agulha, é ao mesmo preço nos dois sítios. Outros produtos, sejam eles mais baratos ou não, gosto mais dos do Pingo Doce (água, néctares). No geral, gosto muito dos produtos de marca branca do Pingo Doce. Os produtos da marca É do Continente aproximam-se mais dos do Pingo Doce em termos de preço, mas em qualidade não sei...
Portanto... acho que se acabaram as compras online no Continente... Irei ao Continente apenas para aproveitar os descontos em cartão...

Em relação à fruta, legumes e peixe, o mercado de Olhão ao sábado é o sítio para ir! Fruta e legumes de produtores locais, super baratos (e bons) e peixe muito mais barato que no mercado de Faro (ou em qualquer supermercado). A carne oscilo entre o Pingo Doce e o Algartalhos aqui ao pé de casa...

Quanto a produtos de limpeza e beleza, compro muito poucos. A maior parte faço eu em casa, portanto nisto poupo bastante.

E vocês, fazem como a Mónica e a Orquídea (quem me dera!)? Que estratégias usam para poupar dinheiro no supermercado?

16/02/2012

Fazer um orçamento mensal

Hoje vou falar projecto número 28 do ebook da Tsh Oxenreider, One Bite at a Time: criar um orçamento mensal.

Antes de começar, devo avisar que não sou nenhuma autoridade no assunto. Até há poucos anos atrás tanto eu como o J. éramos bastante desorganizados com o dinheiro, fruto de podermos pedir mais aos papás sempre que fosse preciso. Com a vinda dos miúdos, comecei a aperceber-me que não posso gastar o dinheiro à tola e ficar dependente dos meus pais caso as coisas corram mal. E comecei a ter mais cuidado com o dinheiro. Mas ainda levei uns bons anos até ter o controlo total das minhas finanças, mas hoje em dia posso dizer que já estou no ponto!

Então o primeiro passo em direcção à independência financeira, criar um orçamento mensal!

Para fazê-lo, há uma regra simples mas incontornável:

dinheiro que entra (salários) - dinheiro que sai (despesas) > 0

Ou seja, as despesas nunca podem ser maiores que o que ganhamos. Se assim for, as coisas estão mesmo muito mal e há que fazer cortes imediatos nos gastos.
A Tsh sugere o zero-based budget, que significa que depois do orçamento feito, não sobra dinheiro, isto é, todo o dinheiro tem algum destino (nem que seja a conta-poupança), alterando a regra acima para:

dinheiro que entra - dinheiro que sai = 0

Eu faço os orçamentos e controlo os movimentos bancários num ficheiro excel. Tenho contas só minhas, incluindo conta-poupança e PPR, e uma conta conjunta com o J. onde colocamos o dinheiro para as despesas comuns, como alimentação, miúdos, ginásio, contas de casa, etc.
O meu orçamento pessoal é dividido nas seguintes categorias:

In (salário)
conta conjunta (o que é transferido para a conta das despesas comuns)
PPR
mesada (dinheiro para gasolina e para gastos diários meus)
poupança (tento poupar 40-50% do que entra)

O meu orçamento é simples pois não tenho dívidas nem créditos para pagar.

O orçamento do J. também é muito básico:

In (salário)
conta conjunta
moto4 (prestação que acaba daqui a poucos meses)
mesada
poupança

Finalmente, o orçamento da conta conjunta é que é mais complicado:

In (o meu e o do J., que não é o mesmo - é proporcional ao que cada um ganha, para ser mais justo)
empregada
ginásio
luz
água
tv cabo+internet+telefone
telemóveis
escola miúdos
supermercado
poupança miúdos
poupança gatos
poupança ATL
poupança material escolar

As últimos quatro categorias não são bem poupanças. É dinheiro que pomos de parte para levar os gatos ao veterinário e os miúdos ao pediatra, para pagar o ATL nas férias e para comprar os livros e material escolar no início do ano lectivo. Assim, juntando um pouco todos os meses, custa muito menos na altura - porque já temos o dinheiro e não precisamos de tirar do nosso dinheiro desse mês. Muito, muito mais fácil! A maior parte do dinheiro da poupança dos miúdos é de vez em quando transferida para a conta poupança deles, porque eles só vão ao pediatra uma vez por ano...

Outras coisas sobre o meu sistema:

~ não uso o sistema dos envelopes; já tentei e não me dá jeito, mas resulta muito bem para outras pessoas
~ não aponto os gastos diários; já tentei, mas só conseguia durante alguns dias... Mas não me interessa, eu sei que tenho aquele dinheiro para gastar e controlo os levantamentos de dinheiro no excel
~ pago as contas mal elas chegam (não gosto dos débitos directos) - no próprio dia, mesmo!
~ mal recebemos, faço logo estas transferências de dinheiro todas de umas contas para as outras, senão acontece irmos às compras e pagarmos do nosso dinheiro, e as contas depois complicam-se...
~ também transfiro o dinheiro para as poupanças mal recebemos - para mim, esta é a categoria mais importante!

Bem, acho que é isto! Não é complicado e resulta!

E vocês, como fazem?






02/02/2012

Compras online e minimalismo versus frugalidade


Um minimalista acaba por ser também uma pessoa frugal, mas há diferenças fundamentais entre os dois.

A rapariga que escreve o blog Everyday Minimalist tem um post engraçado sobre as diferenças entre vários conceitos, incluindo minimalismo e frugalidade. Ela dá o exemplo da mesa da cozinha que tem que ser substituída por algum motivo. Um minimalista dá a mesa ou vende-a e pensa noutra opção. Entretanto, põe uns bancos na bancada da cozinha e percebe que a mesa não faz assim tanta falta e não compra outra. Se comprar, será a mesa mais esteticamente agradável e funcional que conseguir encontrar. Uma pessoa frugal vende ou dá a mesa e começa a procurar outra. Pergunta se alguém tem uma mesa que já não precisa, vai a lojas ou sites de coisas usadas, encontra uma mesa velha e restaura-a ou vai ao Ikea e compra a mais barata que lá houver.

Na minha maneira de ver as coisas, uma pessoa frugal tem como objectivo poupar dinheiro. Uma pessoa frugal procura os melhores preços, tem em atenção as promoções e é capaz de fazer compras em vários supermercados para comprar o que precisa aos preços mais baixos. Uma pessoa frugal gosta de produtos de qualidade, mas só se os preços forem adequados; caso contrário, há sempre alternativas mais em conta.

Um minimalista tem como objectivo não comprar coisas desnecessárias, ou seja, ter apenas aquilo de que realmente precisa. Por este motivo, acaba por comprar menos que as outras pessoas e poupa dinheiro no processo. Mas um minimalista é bem capaz de gastar um pouco mais nas compras se tal lhe permitir perder menos tempo nessa actividade e ficar com mais tempo para outras coisas (isto, claro, se ir às compras não for das suas actividades preferidas).

Foi o que eu fiz.

Pela primeira vez, fiz compras de supermercado online. Fiz a minha lista, vi os preços no Jumbo e no Continente e decidi-me pelo segundo. Paguei 6 euros de taxa de entrega e tenho consciência de que as mesmas compras no Pingo Doce tinham ficado um bocadinho mais baratas. Mas as vantagens compensam largamente o que paguei a mais. Fiz as compras do conforto do meu sofá, pensei bem no que precisava e comprei tudo o que preciso para o mês inteiro (excepto carne, fruta e vegetais). E, claro, não fiz aquelas compras por impulso que não estão na lista mas que acabamos sempre por trazer... Não perdi 1 hora ou mais no supermercado, não gastei gasolina, não tive que subir as escadas carregada de sacos. Deixaram-me tudo na entrada, tudo devidamente arrumado em sacos quase vazios, ou seja, fiquei com sacos para o lixo praticamente para o mês inteiro. Paguei na entrega com multibanco e correu tudo muito bem. A partir de agora, compras de supermercado serão online, uma vez por mês.
Pingo Doce, já era altura de implementarem este serviço, não??

12/12/2011

Vantagens de viver numa casa mais pequena



Vivemos numa sociedade consumista e materialista. Temos que ter sempre mais e melhor que o vizinho do lado.
Pedimos empréstimos para comprar apartamentos ou vivendas grandes demais para as nossas necessidades.
Mas isso não nos traz felicidade. Lembro-me de uma amiga dizer-me que os pais queriam vender a vivenda que tinham construído porque passavam os fins-de-semana a tratar dela...
Com a crise, talvez as pessoas se tornem mais conscientes das suas reais necessidades e percebam que não precisam de tanto para serem felizes. Isto é um princípio básico do minimalismo, mas não é imediato para a maioria das pessoas, tão entranhada que está a ideia do quanto mais melhor.

As vantagens de viver numa casa pequena são inúmeras:

1) É mais barato.

2) Perdemos menos tempo com limpezas.

3) É mais fácil de manter.

4) Todos os custos associados ao crédito e impostos são mais baixos (seguros, IMI, etc.)

5) Ao ocuparmos menos espaço, diminuímos a nossa pegada ecológica.

6) Somos forçados a não acumular tralha.

7) A convivência entre os membros da família aumenta.

8) Ganhamos mais tempo, visto que perdemos menos tempo a tratar da casa.

9) Menos stress. Quanto menos coisas temos, menos temos que nos preocupar com elas.

10) Tudo isto resulta em mais felicidade.

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