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03/11/2019

Soluções de arrumação no hall

Uma das tarefas para este fim de semana prolongado foi destralhar o hall. A verdade é que não tenho muito para destralhar... Tinha o canto da tralha no corredor, mas já não tenho!! A roupa foi para dar e o aspirador foi para o armário do hall. 
  
Armário visto da porta da sala.

Este armário é um sistema de arrumação aberta do Ikea, gama Algot, tapado com painés deslizantes (mas no dia-a-dia, está sempre aberto). Já tinha este sistema, sem os painéis, na outra casa, mas nesta, como o hall é maior, acrescentámos mais um módulo.

É aqui que temos os casacos e os sapatos (meus e do J., pois os miúdos têm as suas coisas nos seus quartos), as minhas (poucas) malas, e onde pousamos coisas como chaves, óculos escuros, carteira, etc. 

Casacos, malas, sapatos, acessórios de yoga, coisas do dia-a-dia... Até o aspirador, para fácil acesso.

Tenho também o tapete de yoga e roda, coleira e trela do cão, e consegui enfiar lá o aspirador também, para não estar num canto do corredor à vista de todos...

O lado direito serve de "escritório", mas raramente uso. É mais para guardar os poucos papéis e dossiers que ainda temos.

O lado direito serve de escritório, se bem que raramente me sento lá. Tenho uma prateleira maior que serve de secretária e prateleiras em cima para as papeladas. Quando preciso de me sentar, uso a cadeira da entrada - não preciso de mais uma cadeira ou banquinho!

Cadeira mais velha que eu e o Holstee Manifesto.

Em todo o hall e corredor, tenho este sistema, a cadeira, um poster emoldurado, e um espelho. O poster é o Holstee Manifesto, que já tenho há alguns anos e continuo a adorar!

Nada mais. Não temos tapetes nem nada nas paredes. Gostava de pintar as paredes de cinzento, como tínhamos na outra casa, mas ainda não nos deu para isso... Por enquanto, está bom assim... É fácil de limpar e de arrumar - e assim sobra mais tempo para outras coisas... ;)

13/10/2019

O meu quarto minimalista

Tenho um post antigo que mostra a evolução na decoração do meu quarto na minha antiga casa. Na casa nova, onde estou há cerca de ano e meio, o quarto ainda não está perfeito, mas lá chegaremos!
Vejamos o que tenho no quarto:

A cama tem apenas um lençol-capa e a capa de edredão, que agora serve como lençol. Quando tem o edredão posto, a cama fica com um ar muito mais confortável... E, claro, gatos e cão em cima da cama = cama desarrumada (real life!)

> Cama - é um estrado metálico de 160 cm por 200 cm com um bom colchão da Molaflex. Fiz a saia da cama, não para esconder tralha que esteja debaixo da cama (porque não tenho lá nada!), mas sim para tapar o próprio estrado, que é feio. Gostava de arranjar um outro estrado, de madeira, que pudesse estar à vista, para livrar-me da saia - a saia da cama é mais uma coisa para lavar, passar a ferro, tratar...

> Mesa de cabeceira - é uma mesa rebatível do Ikea que uso como mesa de cabeceira (já não tenho os bed pockets) para colocar livros, lenços, coisas dessas, e às vezes abro para trabalhar no computador. Tem um candeeiro para ler na cama. Do lado do J., não há nada. Durante a noite, geralmente deixamos os telemóveis, que usamos como despertador, na casa de banho do quarto.

Na verdade, acho demasiado uma cadeira e um cabide. Quero chegar ao ponto em que arrumo logo a roupa quando a dispo, e assim não ter necessidade de um cabide para a colocar... Já o J.... precisa mesmo da cadeira para por a roupa... Ao lado da cadeira está a porta do quarto.

> Cómoda - é a mesma cómoda Malm do Ikea que já tinha na outra casa. Das 6 gavetas, 5 têm coisas minhas, e a outra tem os lençóis da cama.

> Cadeira - cadeira velha renovada, que veio da casa das Caldas da Rainha. É para o J. por a sua roupa.

> Cabide - ainda está para ser lixado e pintado de branco. É para a minha roupa.

> Roupeiro embutido - Toda a roupa do J. cabe lá, o resto da minha roupa também, o cesto com a roupa para passar a ferro, e na prateleira superior, tudo o que é mantas e edredões que não estão a ser usados.

> Decoração - Dois quadros a óleo grandes em cima da cómoda. Um cortinado na janela. Uma orquídea no parapeito da janela. Duas almofadas grandes na cama que fazem de cabeceira quando a cama está feita (ai o feng shui!!). Um candeeiro de teto em papel que gostava de substituir por um deste estilo (cada vez mais aprecio a qualidade, mesmo que custe mais - mas também dura mais) e um candeeiro de mesa para ler na cama.

> Espaço - Não se vê nas fotos, mas tenho bastante espaço do lado esquerdo da cama. Em vez de colocarmos a cama no centro do quarto, como era suposto, chegámo-la mais para a direita, para o lado da janela, para ficar muito espaço livre entre a cama e a parede oposta à janela (onde está a porta da casa de banho). Uso esse espaço para fazer yoga ou simplesmente para descansar os olhos. Olhar e ver só chão e paredes brancas, nenhuma mobília, nenhuns bibelots, nenhuma tralha, aahh!

> Simetria - Eu tenho uns traços obsessivo-compulsivos, e a mobília tem que estar perfeitamente alinhada, nomeadamente a cama, a cómoda e o quadros. Daria-me uma coisa má se o centro da cómoda não estivesse alinhado com o centro da cama, e se os quadros não estivessem perfeitamente centrados com a cómoda.

> Cores - As cores são o branco e o cinzento, o castanho da madeira do chão e do roupeiro, e alguns detalhes coloridos nos quadros. Cada vez gosto mais de pouca cor, tanto na decoração como na roupa, pois relaxa-me; muitas cores stressam-me. 

O que não tenho no quarto:

> mesas de cabeceira "a sério"
> espelhos
> tapetes
> tralha debaixo da cama
> tralha dentro do roupeiro
> televisão
> rádio-despertador
> montes de almofadas decorativas em cima da cama
> bibelots

14/02/2018

Eu e a cidade



Eu gosto de cidades. Nasci em Lisboa (apesar de hoje em dia ser muito mais algarvia que alfacinha...) e vivi até aos 18 anos numa rua movimentada da capital. Adormeço muito melhor com o barulho dos carros a passar na rua do que com o silêncio do campo.

Há 14 anos que vivo no Montenegro, uma freguesia de Faro a meio caminho entre Faro e a praia. Mas agora surgiu uma oportunidade de ir viver para Faro, para a cidade - e aproveitei-a!
Perdi a vista para o mar, mas mantenho a vista para a serra. Ganhei uma vista desafogada sobre a paisagem urbana - de que gosto bastante. Continuo a ouvir os pássaros a cantar - esta manhã até passou uma gaivota por uma das minhas varandas! E, mais importante, tenho imenso sol que entra pela casa dentro o dia todo. 


Tenho supermercado, correios, bancos, mercado municipal, piscinas, complexos desportivos, ginásios, tudo a pouca distância a pé. Era o que eu queria - ser menos dependente do carro para me deslocar. No Montenegro, qualquer coisa tinhamos que ir de carro... A única desvantagem é que os miúdos já não podem ir de bicicleta para a escola e eu não posso ir a pé para a universidade... Mas de resto... viver na cidade tem, para mim, muito mais vantagens. Overall, estou contente com a minha casinha nova!

16/10/2017

Não quero saber do Feng Shui!


Não é bem assim, eu até gosto de muitos dos princípios do Feng Shui, mas quando isso nos torna um bocadinho obsessivo-compulsivos... é porque algo está errado...

Vem isto a propósito do espelho que tenho no quarto. Há muitos anos que tapo o espelho com um lenço antes de me deitar... Às vezes esqueço-me, e já estou na cama quando me lembro que não tapei o espelho, e levanto-me para o tapar, pois não consigo dormir sem o espelho estar tapado. What?? Isto começou a parecer-me um início de perturbação obsessiva-compulsiva... Então, decidi cortar o mal pela raiz... e livrei-me do lenço! Agora durmo sempre com o espelho destapado!

Na verdade, o problema dos espelhos, de acordo com o Feng Shui, é só quando estão virados para a cama, ou seja, quando refletem a cama - não é o caso do meu, que está ao lado da cómoda e não reflete a cama (a cómoda é que está em frente à cama).

Ser minimalista é isto - perceber o que nos puxa para baixo, o que está a mais, o que não faz falta... e o lenço a tapar o espelho não é necessário... portanto, tirei-o, lavei-o, arrumei-o com os outros, e se não o usar (que é o mais provável), irá fora. E no quarto, é menos uma coisa a acumular pó!

E tu, tapas os espelhos do quarto durante a noite?

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30/08/2015

Implementando o GTD || O novo escritório

Agora que as férias acabaram, as rotinas estão a voltar e, mais importante, acabámos a remodelação do meu escritório, posso finalmente avançar com a minha implementação do GTD e compartilhar convosco como é que estou a tentar adaptá-lo à minha vida. Já aqui escrevi sobre a motivação e a ferramenta ideal para gerir as listas de coisas a fazer.

Agora, é preciso um espaço físico para trabalhar. Em casa tenho o meu escritório, que também é sala de yoga e já foi sala de piano (mudámos recentemente o piano para a sala, e fica lá muito bem - dá um ar... chique!). No trabalho também tenho um gabinete, partilhado com outras duas colegas, onde tenho uma secretária grande e um armário também grande.

Andámos em remodelações cá em casa - as paredes do escritório foram arranjadas (tinham infiltrações), pintadas e, mais importante, consegui trazer um móvel das Caldas da Rainha que adoro! É um móvel com mais de 40 anos, de madeira muito boa, que é uma combinação de estante e secretária. Desde pequena sempre adorei esse móvel, e agora trouxe-o para minha casa, para substituir a minha mesa e estante brancas. 

A mesa era grande demais - e quanto mais superfícies horizontais livres temos disponíveis, mais tralha se acumula nelas. A estante foi para o quarto dos meus filhos, que não são tão minimalistas quanto eu e têm muitos livros... O meu escritório já passou por muito (vê aqui), mas estou bastante contente com o atual set-up. Tenho pouco espaço de secretária, mas de qualquer modo eu faço a maioria do trabalho na universidade e uso pouco papel, por isso não preciso de muito espaço. Levei livros de trabalho que tinha aqui em casa para a universidade e guardei material escolar dos miúdos no quarto deles. Consegui enfiar tudo o resto na estante e ainda fiquei com muito espaço livre! 


Tenho prateleiras para livros e outras coisas e dois armários fechados, com portas de correr, para guardar coisas que ficam mal à vista. A impressora, por exemplo, está no armário de baixo; para usá-la é só abrir a porta! O melhor da estante é que tem uma gaveta debaixo da parte que é secretária, onde está a cadeira. Eu, que conheço esta estante desde que nasci, só em grande é que percebi que aquela parte de madeira era uma gaveta!



Do outro lado pendurei o quadro de cortiça, que fica tapado quando a porta está aberta. Do lado de cá do escritório tenho apenas o tapete de yoga no chão, mas isso fica para outro dia...

Agora que tenho o espaço físico, faltam as feramentas - tabuleiros de entrada, agenda, listas, etc... mas isso fica também para outro post!


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05/05/2014

Dicas para casas de banho minúsculas

Em casa tenho duas casas de banho: uma normal, grande, com bastante espaço, que está no corredor e é usada sobretudo pelos meus filhos; e uma minúscula, no meu quarto, que eu uso sempre.

Esta casa de banho é muito pequena. Tem apenas 2 metros quadrados e dentro deles, uma janela grande, um poliban, uma sanita e um lavatório. Nada mais. Nem tem espaço para mais. No entanto, é a casa de banho que eu mais gosto e é raríssimo usar a outra.

Mas devo dizer que no início foi uma dor de cabeça que perceber como é que podia maximizar o espaço da minúscula casa de banho de modo a ter lá tudo o que precisamos (eu e o J.) para não ser necessário usar a outra e deixá-la para os miúdos.

A solução foi um armário de parede pendurado por cima da sanita. 


No armário guardo tudo o que preciso no dia a dia. Como tudo cá em casa, um destralhamento frequente é necessário para que não se acumulem coisas de que não precisamos. Costumo tirar tudo, tudo, do armário, limpo-o e vejo cada frasco, boião, caixa, um a um, e elimino o que já não uso, não preciso ou está fora do prazo. Depois do último destralhamento, o interior do armário ficou assim:


Na prateleira de cima, os medicamentos que temos (e raramente usamos), que são sobretudo anti-histamínicos para a minha rinite alérgica, paracetamol e ibuprofeno, xaropes para a tosse e pouco mais. além das coisas básicas como álcool, água oxigenada, pensos rápidos, etc.

Na prateleira de baixo, as coisas do J. do lado esquerdo, as minhas do lado direito. O copo azul guarda a minha maquilhagem (tenho MUITA, portanto) e o rosa guarda as coisas para mani e pedicure. Tenho frascos com produtos de beleza naturais feitos por mim e ainda alguns comerciais que quero substituir...

A prateleira do meio tem pouca coisa... A caixa amarela guarda tudo o que é acessórios para o cabelo que só uso no verão; durante o resto do ano ando com o cabelo solto ou preso com uma mola. Aliás, já não tenho o cesto que tinha em cima do armário que se vê na primeira foto, onde guardava o secador e alisador de cabelo, equipamentos que usava todos os dias quando tinha franja. Agora, já não preciso. Nem no inverno seco o cabelo... Anda à solta, seca ao ar, rebelde como eu, mas é assim que gosto e que me fica bem... Podes ver aqui como ele é na maioria dos dias.

Há tempos guardava tudo o que era toalhas e lençóis neste móvel muito bonito e antigo que estava no corredor:


Arranjei espaço para essas coisas na cómoda do quarto e pude oferecer o armário a uma amigo.


A maior vantagem de ter uma casa de banho minúscula é óbvia: não dá mesmo para acumular tralha lá dentro. E tem outras vantagens e é por isso que uso esta minúscula e não a outra casa de banho grande: tem uma janela virada a sul, ou seja, muita luz natural, e está dentro do meu quarto sendo, portanto, de mais fácil acesso durante a noite e dá mais jeito para me despachar de manhã... É minúscula, mas adoro-a!


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07/10/2013

Sentar no chão

No primeiro dia do curso de instrutores de yoga, que fiz em Julho, assustei-me quando vi o espaço onde iria passar 10 horas por dia nos próximos 21 dias. Era um espaço amplo, sem nada. Sem cadeiras, sem mesas, sem bancos. Cada uma de nós tinha o seu tapete de yoga para a prática das posturas físicas, mas então e durante o resto do curso, a muita parte teórica, onde nos iríamos sentar? No chão, claro, em cima dos nossos tapetes.

Os primeiros 3 ou 4 dias de curso sentada no chão custaram-me imenso. Doía-me o rabo, sobretudo o cóccix, e as costas. Já não tinha posição para estar. Mas ao fim de uns dias tudo mudou. Parece que o meu corpo se lembrou que sentar no chão é muito mais natural que sentar numa cadeira. Ao longo daqueles 21 dias, sentar no chão tornou-se muito mais natural que sentar em cadeiras. Eu sempre gostei de me sentar de pernas cruzadas nos sofás e mesmo em cadeiras, e é por isso que nunca perdi a flexibilidade necessária para essa postura, ao contrário da maioria das pessoas da minha idade (e mais novas), mas também me sentava confortavelmente em cadeiras com os pés no chão. 

Após aqueles 21 dias, sentar em cadeiras com os pés no chão deixou de ser confortável. Quando voltei ao trabalho, não conseguia arranjar posição na minha cadeira. Pés no chão nem pensar, mas também não conseguia cruzar bem as pernas. Arranjei outra cadeira que me permite sentar, puxar as pernas para cima e cruzá-las. Em casa, comer à mesa da cozinha também começou a  ser desconfortável. Sentar no chão em vez do sofá começou a ser mais frequente.

Já não bastava ser minimalista, e agora só quero sentar-me no chão?? Fui então pesquisar se isto de sentar no chão é normal...

Claro que é! Sentar no chão faz parte de muitas culturas orientais. No mundo ocidental é que nos habituámos às cadeiras e isso faz-nos perder a capacidade de fazer muitas posturas que são fáceis para as crianças mas dolorosas ou mesmo impossíveis para os adultos. Sentar em cadeiras distende os glúteos, tornando-os fracos e inactivos. Os flexores da anca ficam numa posição contraída demasiado tempo, o que inibe a sua extensão completa. Sentar em cadeiras demasiado tempo tem de facto diversos efeitos adversos na musculatura do corpo. Sentar no chão, por outro lado, é mais natural para o corpo. As crianças sentam-se preferencialmente no chão, não é? Nós é que as empurramos para as cadeiras, porque assim dita a sociedade ocidental.

Depois de pesquisar mais sobre o sentar no chão, fiquei contente por muitas vezes mandar os meus filhos para fora do sofá e para o chão. E agora fui mais longe. Há já uns tempos que não tinha mesa de jantar na sala, que foi para a cozinha, enquanto a da cozinha foi servir de minha secretária. Tinha o tampo da minha secretária antiga (que era um tampo de mesa de jantar) guardado e decidimos fazer uma mesa à nossa maneira. Cortámos os pés e fizemos uma nova mesa de jantar - uma que nos permite sentar no chão, em almofadas, e não em cadeiras. 

Aqui está ela! Faltam as almofadas, que já encomendei, mas há já várias semanas que comemos nesta mesa usando as almofadas do sofá e é uma maravilha!


E antes que chovam comentários indignados a perguntar como é que faço quando recebo pessoas em casa, remeto-vos para este post onde respondo a isso. E antes que perguntem como é que o J. lida com estas minhas ideias, desde que haja comida, para ele está tudo bem.

Num próximo post mostrarei algumas posturas confortáveis para sentar no chão (ver se alguém se entusiasma também!).

18/03/2013

Uma coisa de cada

Os minimalistas não gostam de duplicados. Não gostam de ter coisas repetidas. Gostam de ter apenas aquilo que precisam e nada mais. 

Inspirada por este post da Nathalie, pus-me a pensar nas coisas que tenho em casa - e em tudo o que já doei/joguei fora.

Na sala tenho:

- 1 sofá de 2 lugares + chaise-longue onde cabemos os 4 mais os 3 gatos confortavelmente (apertados, ainda cabem mais)
- 1 tapete por baixo do sofá, para conforto (e porque adoro o meu Alvine Rand!)
- 1 estante Expedit
- 1 mesa com 2 cadeiras (e somos 4 cá em casa)
- 1 móvel de TV - grande demais para o meu gosto. Tem 3 gavetas grandes onde estão DVDs e CDs, mas como estou a pensar comprar um disco multimédia e passar tudo para lá, deixará de ser necessária essa arrumação; será substituído por uma coisa deste género.
- 4 prateleiras Lack 
- 1 aquário

Já não tenho a mesinha de madeira - quanto mais superfícies horizontais estão disponíveis, mais tralha se acumula...

 Agora, em vez dos castiçais (que a minha iguana fez o favor de partir), está sempre uma jarra com flores em cima da mesa...

Estas fotos já têm uns meses, e há coisas que agora estão diferentes. A decoração da casa está em constante evolução!

Já tive na sala um aparador cheio de louça - a louça foi fora/arrumada na cozinha e o aparador foi vendido; já tive uma mesa maior com 6 cadeiras (tudo vendido); já tive várias mesas de centro e mesas de lado; já tive mais estantes cheias de livros; já tive mais vasos com plantas; já tive muitos quadros nas paredes.

No quarto tenho:

- cama (é um estrado de ripas com colchão)
- cómoda Malm
- pequeno closet



Já tive 2 camiseiros, 1 cómoda, 2 mesas de cabeceira e 1 cadeira para largar a roupa - foi tudo vendido.

No quarto dos miúdos tenho:

- 2 camas - que serão substituídas por um beliche Tromso
- 1 estante expedit
- 1 cadeira para a roupa
(- roupeiro embutido)

A estante do lado esquerdo já se foi... agora só têm a Expedit, que virei ao contrário para ter menos superfície horizontal (superfícies horizontais = tralha acumulada). A televisão também já foi embora!

Já tiveram mais estantes, mais mesas e mesinhas de criança e tanta tralha que já nem me lembro.
Na marquise do quarto, que é o escritório deles, cada um tem uma secretária pequena, uma estante Billy e uma cadeira; os dois partilham um módulo de gavetas Vika Alex.

No meu escritório tenho:

- secretária (é um tampo com pernas)
- módulo de gavetas Vika Alex
- estante parecida com a Billy
- cadeira
- piano + banco
- terrário da iguana

A cadeira já foi substituída por outra...


Já tive estantes enormes e pesadas, secretárias cheias de gavetas - e o escritório cheio de papeladas e tralha que parecia não acabar.

Numa das varandas:
- mesa com 2 cadeiras (já tive uma mesa maior com mais cadeiras)

Na outra varanda:
- 2 estendais de roupa (dobráveis quando não são utilizados)

Na cozinha, além dos móveis de cozinha, tenho apenas uma mesa com 4 cadeiras. Não tenho mesinhas de apoio, estantes, armários para guardar mais tralha, nada.

Cada casa de banho tem, além das louças sanitárias, apenas um móvel: numa das casas de banho é um pequeno móvel de parede e na outra é um móvel debaixo do lavatório.


As vantagens de ter apenas o necessário são inúmeras! Uma das melhores: gasto menos tempo a limpar/arrumar/organizar... ou seja, fico com mais tempo para coisas mais interessantes!! Este é um dos maiores benefícios de ser minimalista!

10/10/2012

As mesas de cabeceira não fazem falta...

... porque tenho bed pockets!!! (como se diz em português?)

Nos comentários a este post, a preocupação dos leitores em relação à falta das mesinhas de cabeceira foi recorrente. Mas a verdade é que eu cheguei à conclusão que as mesas não me faziam falta. E como boa minimalista que sou, se não preciso, vai fora (neste caso, foram vendidas). Assim, tenho menos duas peças de mobília para limpar e para arrastar de cada vez que quero aspirar o chão por trás. Muito mais prático!

Mas vamos então ver porque é que as mesinhas de cabeceira não me fazem falta...

Na minha mesa de cabeceira tinha o seguinte:
no tampo - livro
1ª gaveta - lenços de assoar, medicamentos, baton do cieiro, creme de mãos, caneta e duas caixas com brincos e pulseiras
2ª gaveta - soutiens e cuecas
3ª gaveta - meias e collants

A mesa de cabeceira do J. tinha praticamente o mesmo:
1ª gaveta - sprays e cremes anti-mosquitos (ele está sempre a ser atacado) e relógios
2ª gaveta - cuecas
3ª gaveta - meias

A questão fundamental para mim era a seguinte:

De todas as coisas que guardo na mesa de cabeceira, o que é que realmente preciso quando estou na cama?

Preciso de lenços de assoar, creme das mãos, baton do cieiro e o livro. Não preciso de medicamentos tão perto de mim (aliás, ter os medicamentos na mesinha é mau feng shui!) nem da roupa interior (não me visto em cima da cama). O J. só precisa do creme dos mosquitos e só no verão.

Portanto, as duas gavetas de cima da nossa nova cómoda (penúltima foto) albergam agora o que estava nas mesas de cabeceira - e ainda sobrou espaço. Até é muito mais prático, pois fiquei com a roupa interior, bijutaria, tops e camisolas tudo na mesma cómoda.

Mas então e as poucas coisas que referi acima? Bed pocket!


Fiz dois destes bed pockets para pormos as tais coisas que de facto precisamos quando estamos na cama. O bed pocket do meu lado tem apenas lenços, o livro que estou a ler, baton de cieiro e creme para as mãos. Simples, prático, funcional e bonito. E finalmente deixei de bater com a cabeça na mesa de cabeceira (sim, às vezes acontecia...)!

Quero fazer uma coisa do género para pôr no sofá da sala para guardar os comandos. Logo faço um tutorial para quem quiser aventurar-se nas costuras...

08/10/2012

A minha sala branca

A minha sala está finalmente (quase) perfeita - já tenho o sofá Ektorp branco com o qual sonhava há muito tempo!


O sofá costuma estar tapado com duas colchas Indira brancas, as mesmas que estavam no sofá azul. No dia em que tirei estas fotos, as colchas estavam na máquina de lavar, por isso aproveitei (o sofá com as colchas não fica tão giro...). O suporte dos quadros ainda tem que ser deslocado um pouco para a direita, para ficar centrado com o sofá.


Na mesa de centro costuma estar apenas a vela... o tabuleiro com o bule e a caneca vai e vem.


A zona da estante Expedit continua igual. Livros, enciclopédias, a caixa preta com jogos, e os cestinhos brancos com coisas que não gosto de ter à vista (canetas, cremes, lenços de papel, coisas que ficam perdidas e esquecidas na sala). Os comandos também lá estão, mas quero fazer um suporte para pôr no sofá com o tecido que me sobrou das almofadas da cama.


Já não tenho a mesa de centro branca, pois ficava grande demais com o novo sofá (por causa da chaise-longue). Esta nova mesa é bem mais velha que eu! É uma peça mid-century modern, que originalmente era a mesa de cabeceira do meu pai em pequeno. Quero restaurá-la (lixar e dar verniz), mas esta não vou pintar de branco! Adoro a cor da madeira e combina bem com o branco do sofá e o cinzento do tapete.



A mesa de jantar. A ideia inicial era ter duas cadeiras Urban e construir um banco de madeira comprido, para ficarmos com 4 lugares à mesa (exactamente como a Thais tem na sua sala!). No entanto, gostei do aspecto da mesa só com as duas cadeiras. 

Esta mesa raramente é usada para comer - nós comemos na cozinha e às vezes fazemos piqueniques no chão da sala, e raramente temos pessoas em casa para jantar. Comecei a pensar se o tal banco era mesmo necessário... 

Contei o número de cadeiras espalhadas pela casa que podemos usar caso façamos uma grande jantarada: 4 na cozinha, 2 na sala, 2 na varanda, 3 cadeiras de escritório, 1 cadeira no quarto dos miúdos e mais 1 que está guardada na cave: 13 cadeiras. Desisti imediatamente da ideia de fazer o banco.

A mesa que tínhamos antes desta era maior e dava para abrir, ficando maior ainda - mas lá está, não era coisa que se usasse com frequência. Agora, quando preciso de mais espaço, junto a esta a mesa da cozinha, dando perfeitamente para 10 pessoas (como está na terceira foto deste post).

O que me falta naquela parede onde está o quadro preto (que é pequeno demais para a parede e só o pus lá para aproveitar o prego) são dois posters que quero comprar há já imenso tempo: os dois primeiros deste post (o terceiro já o tenho, é o que está em cima da estante Expedit).


E a zona da lareira com o aquário, as estantes Lack e os livros organizados por cores... Do lado direito da lareira está o móvel da televisão que espera há muitos meses por uma camada de esmalte branco...

E é isto! Adoro a sala! O branco predomina, mas tem toques de cor. Não tem coisas em demasia, sendo por isso muito fácil de limpar. O sofá branco, claro que é um risco, mas é bonito, confortável e tanto os miúdos como os gatos têm sido cooperantes na tarefa hercúlea de mantê-lo limpo...


04/10/2012

Antes e depois: o quarto

Desde que tenho o meu apartamento, há mais de 8 anos, a decoração das várias divisões já mudou muitas, muitas vezes, porque andei a experimentar vários estilos e várias cores até perceber do que é que realmente gosto (branco e neutros, linhas direitas, superfícies livres, inspiração escandinava). Achei giro partilhar algumas fotos do meu quarto ao longo destes anos...

Em 2007, em tons de castanho e vermelho escuro.

Em 2009, com o novo papel de parede.

Maio 2011. Começa a ficar mais branco...

Agosto 2011. Menos almofadas.


Setembro 2011. Dois camiseiros já se foram...


Fevereiro 2011. O papel de parede bege deu lugar a paredes brancas.


Junho 2012. Foram-se os candeeiros...


Setembro 2012. Foram-se as mesas de cabeceira, a cómoda de madeira foi substituída por uma branca e fiz uma saia para a cama nova. O bege foi substituído por preto e cinzento. 

09/04/2012

Os espelhos da simplicidade


Estes espelhos do Ikea estavam no meu quarto, mas tirei-os no início do ano, quando pintámos o quarto de branco. Foi mais por motivos de Feng Shui, pois não se deve ter espelhos no quarto, muito menos quando reflectem a cama (vejam este post da Hazel).
Queria ter um espelho na sala que reflectisse a mesa - pois, mais uma vez, é bom, segundo o Feng Shui. Aproveitei-os para esse fim.
Inspirada pela Iro e pelos seus Love Mirrors, escrevi as doze pequenas frases do Brief Guide to Life do Leo Babauta (falei disso aqui) com uma caneta permanente prateada.
Adorei o resultado e a forma como os espelhos reflectem a sala! E assim posso ler e relembrar o pequeno guia para a vida do Leo Babauta, que tanto significado tem para mim!...



13/03/2012

Um escritório minimalista

O meu escritório é provavelmente a divisão da casa que já passou por mais mudanças. Já esteve pintado de várias cores (branco, amarelo torrado, verde claro) e já por lá passaram várias mobílias e acessórios (várias secretárias, várias estantes, vários sofás e maples, e muitos, muitos cortinados). O escritório era a divisão da casa onde se acumulava mais tralha (toda minha), sobretudo papeladas de trabalho.

Estas fotos mostram várias versões do escritório há uns anos atrás.




Como vêem, eu tinha muita papelada - a maior parte era tralha. E ainda tinha mais papelada do trabalho na cave. Foi por aí que comecei. 

Primeiro, joguei fora todos os dossiers das disciplinas da licenciatura e mestrado, por três motivos: 1) desde que acabei o curso nunca precisei de nenhum dossier e mesmo que precisasse, 2) muita da informação já estaria provavelmente desactualizada (que a ciência está sempre a avançar) e, de qualquer modo, 3) se precisar de informação sobre algum assunto, sei como procurá-la, sem recorrer a dossiers antigos. Portanto, aconselho todos os leitores que têm as coisas dos cursos guardadas a fazerem o mesmo que eu fiz. É uma sensação de alívio indescritível.

Depois vi os dossiers e pastas um a um. Tive que ser muito fria e esquecer o vir a precisar das coisas algum dia (mais uma vez, se precisar, sei onde procurar, não preciso de papeladas em casa a ocupar espaço e a ganhar pó). Joguei fora quase tudo. Alguns dossiers importantes levei para o meu gabinete na Universidade, mas a maior parte foi para a reciclagem.

Também tinha pastas com recortes de revistas de decoração, moda, musculação e fitness e muitas outras coisas. O que me interessava digitalizei. O resto, foi fora. 

Dei também uma grande volta aos meus tecidos. Restos de tecidos foram fora. Fiquei só com peças de que realmente gosto.

Isto foi um processo que demorou algum tempo. Não foi feito tudo num dia nem numa semana. E ainda hoje continuo a deitar coisas fora. 

Claro que a jogar tanta coisa fora, as estantes foram ficando vazias... Substitui as várias estantes que tinha por uma só - onde cabe tudo.




Então o que tenho agora no escritório, além do piano e do terrário da iguana, é uma estante, uma secretária feita a partir de um tampo de mesa de jantar, o qual pintámos de branco e adicionámos pernas Vika Curry, um bloco de gavetas Vika Alex e duas cadeiras, uma para o computador, outra para a máquina de costura.



Em relação aos papéis, não tenho praticamente nada do trabalho em casa, a não ser os livros que se vêem na foto e uma cópia de cada uma das minhas três teses que estão no arquivador Flyt ao lado da aparelhagem. 

Já não tenho os dossiers de arquivo que mostrei aqui. Deixou de fazer sentido ter papéis importantes que não uso mas não posso deitar fora, como certificados dos graus académicos e assim, junto com extractos do banco que mais cedo ou mais tarde vão fora. Alterei toda a minha maneira de organizar os papéis.

Comprei as pastas de arquivo brancas que se vêem na foto para guardar papéis importantes que não são usados com frequência. Uma das pastas tem os meus livros de piano e outra tem as minhas papeladas de musculação e fitness, e também moldes e tutoriais de costura. A última pasta, que se vê na foto abaixo, tem as declarações de IRS e uma pastinha de plástico para cada um de nós (e outra para a casa) com papéis importantes usados com pouca frequência (diplomas, contratos de trabalho, avaliações da escola, exames médicos, etc.). 


Agora, em vez dos tais quatro dossiers de arquivo que tinha, tenho um, o preto que se vê na prateleira abaixo dos livros. Aí sim, guardo papéis mais usados, como contas, informações da escola, recibos de ordenado, correspondência vária, extractos do banco (os poucos que ainda recebo em papel), seguros, etc. Esta pasta, que está devidamente organizada com separadores, é constantemente destralhada. Por exemplo, em relação aos seguros dos carros, guardo só o último que paguei. Papéis da escola, horários, informações variadas, guardo só os do ano lectivo que está a decorrer. Se quiser guardar algum papel que pode ser importante ou necessário, mas se não for preciso o original em papel, digitalizo. As contas que recebo por email ficam guardadas no gmail e de vez em quando apago as mais antigas. Não imprimo nada a não ser que seja mesmo, mas mesmo necessário. E por aí fora...  Cada vez digo mais não a papeladas que não preciso. Além de ser bom para a minha saúde mental e visual, é bom para o ambiente! 

Tudo o que é material de escritório (lápis, borrachas, agrafador, clips, cola, e por aí fora) está guardado nas gavetinhas de madeira. Entre as gavetas e o dossier estão papéis que estou a usar no momento (são as coisas do trabalho que faço entre as 5 e as 7 da manhã...).

Na prateleira seguinte tenho a multifunções prestes a morrer e a ser substituída por uma mais pequenina e uma caixa com fotos ainda por digitalizar (quando estiver tudo digitalizado, ficará aí mais um espaço vazio!).

Por fim, na prateleira debaixo estão duas caixas de arrumação de plástico, uma com tecidos, outra com peças prontas.

No bloco de gavetas debaixo da secretária a tralha não é muita, a saber:

1ª inbox e tickler file, como mostrei aqui
2ª cabos, carregadores e demais parafernália
3ª papel (envelopes, blocos, folhas soltas, etc.)
4ª guilhotina de papel, esquadro, CDs e DVDs virgens
5ª acessórios de costura (linhas, agulhas, botões, elásticos, etc.)

E pronto, é isto o meu escritório minimalista - não tão minimalista como os exemplos abaixo (de bloggers minimalistas famosos), mas para lá caminho...


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