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20/06/2022

Vinted, a minha loja favorita!

Adoro o conceito de economia circular - reutilizar, reaproveitar, recuperar, reciclar... Bom para o ambiente e para a carteira, claro! Em relação à roupa, nunca tive problemas em usar coisas em segunda mão, embora não fosse frequente comprar peças usadas. No passado, cheguei a comprar algumas coisas no miau.pt, que entretanto desapareceu. Voltei a interessar-me pela segunda mão graças a umas colegas, muito dadas a estas coisas... Foram elas que me mostraram a Vinted... e que grande rabbit hole que aquilo é!

Para quem não conhece, a Vinted é uma plataforma de compra e venda de roupa, livros e outras coisas em segunda mão. Tem um sistema de avaliação tanto do vendedor como do comprador, o que é ótimo pois responsabiliza as partes envolvidas e ajuda a tornar o processo muito mais confiável. Para o vendedor não há custos com comissões ou portes de envio, ficando tudo a cargo do comprador; para o comprador, ao preço da peça acrescem os portes e o seguro de proteção do comprador, que garante o reembolso caso o negócio não se concretize. A plataforma é muito simples e intuitiva. 

Estou na Vinted desde fevereiro e logo de início consegui vender várias peças de roupa e livros; com o dinheiro ganho já comprei roupas lindas! Aliás, a minha estratégia, para a coisa ser sustentável, é só gastar o dinheiro que ganho com vendas. A Vinted tem sido a minha primeira opção para quando preciso de alguma peça em específico. Primeiro procuro na Vinted; se não encontrar, então vou procurar nas lojas. A aplicação tem uma boa função de procura, por categoria, tamanho, cor, marca, estado, palavras, e é fácil encontrar aquilo que procuro. Admito que já fiz compras por impulso, mas também já comprei as sapatilhas Converse brancas que procurava ou a mala de verão que precisava. Agora ando à procura de umas Converse pretas, que as minhas estão num estado deplorável; se não encontrar até ao fim do verão, então comprarei novas - mas a Vinted tem sido, de facto, o sítio de eleição para procurar o que preciso.

Para vender (e comprar) os preços devem ser baixos. Já vi blusinhas da Zara a 25 euros - é para esquecer! Para terem uma ideia, vendi uns sapatos em pele da Aldo, usados 2 vezes, por apenas 20 euros (e eles custaram-me 80...). Mas com o dinheiro desses e de outros da Parfois que nunca usei, ou seja, por uns 30 euros, consegui comprar 1 vestido da Zara novo, 1 jumpsuit da Massimo Dutti (esse da foto) e outro vestido da Massimo Dutti lindo! Portanto, sim, vale mesmo a pena!


A minha última compra foi um jumpsuit da Zara, novo, ainda com a etiqueta:



E as tais sapatilhas brancas/beges Converse, vindas de França!



Se quiseres saber mais, aqui fica um bom artigo sobre o funcionamento da Vinted, e o meu perfil (ritaibd).

16/10/2019

Construindo um armário-cápsula || As minhas regras

Ultimamente tenho lido muito (e visto muitos videos no youtube, sobretudo este canal) sobre roupa, sobre guarda-roupa minimalista e, claro, sobre o armário-cápsula. Quem acompanha o blog há muito tempo sabe que destralhar e minimizar a roupa foi sempre um grande desafio para mim. Ao contrário de coisas como livros, bibelots, louça, etc., ando constantemente a destralhar a roupa, porque continuo a comprar roupa que acabo por não gostar e/ou não usar (mas muito, muito menos que antigamente!!).

Outro problema é ter passado por vários estilos até encontrar o estilo que realmente é a minha cara. Aqui e aqui falei um pouco sobre a evolução do meus estilo (mas são textos já antigos... e a evolução continuou). Há já alguns anos que voltei para o preto, cinzento e branco. São as cores com que me sinto eu. Gosto de ser discreta e gosto de estar confortável - e com a idade vem a constatação de que cada vez me importo menos com regras e com o que os outros pensam ou com o que achamos que é esperado de nós. E fui desenvolvendo as minhas regras (ou seja, podes não concordar com nenhuma delas, nem tens de concordar com elas - é o que funciona, neste momento, para mim):

> Poucas cores. A maioria da minha roupa é preta, branca e cinzenta, e tenho algumas coisas em vermelho e azul, que combinam com o resto. Para que um armário-cápsula ou um guarda-roupa minimalista resultem, as várias peças de roupa devem combinar entre si; se tiver peças de cores muito variadas, isso é mais difícil...

Parece aborrecido... mas eu gosto!

Só uso jeans de cintura baixa - não gosto de medium-rise e muito menos high-rise. Acho horrível e desconfortável, e o rabo fica do dobro do tamanho. Low-rise only. Só consigo encontrar cintura baixa na Salsa. É caro, sim, mas de excelente qualidade. Neste momento tenho 3 calças de ganga (duas azuis, umas pretas) e quero adicionar umas brancas.
Low-rise jeans only!

> Poucos acessórios. Gosto da máxima da Coco Chanel "Before you leave the house, look in the mirror and take one thing off." Por exemplo, sempre foi impensável para mim usar brincos e colar (uma coisa ou outra), ou um colar comprido e um cinto, ou pulseiras nos dois braços, ou anéis nas duas mãos, ou brincos compridos com echarpes, ou echarpe com colar. Estão a ver a ideia? Menos é mais.

Num evento "bem vestido" com a magnífica Mafalda Ribeiro. Vestido preto, casaquinho preto porque foi em março e estava frio, sapatos de salto alto pretos, e um colar de pérolas. Nada de brincos, pulseiras, relógios, nada.

> Os sapatos devem combinar com a mala - exceto com roupa de cocktail/cerimónia, aí os sapatos devem combinar com o resto da roupa. Não cumpro sempre esta regra, mas geralmente, sim, se os sapatos são pretos, a mala é preta, se os sapatos são castanhos, a mala é castanha. Com sapatos de verão é mais difícil (por exemplo, tenho sandálias brancas, mas nenhuma mala branca), mas tento que as coisas sejam harmoniosas.

Uso duas cores no máximo. Preto e branco, preto e cinzento, branco e cinzento, e por aí fora. Custa-me muito usar mais que duas cores, a não ser que a terceira seja ganga (não conta), ou o castanho da mala e dos sapatos, ou ainda se as cores estiverem numa peça só (por exemplo, uma camisola ou sapatilhas estampadas, como na foto), ou se uma das cores for branco (como na foto). Mas usar qualquer coisa como calças pretas, blusa cinzenta e casaco azul, para mim não dá. Demasiada mistura. 

Calças pretas, top vermelho, sapatilhas de várias cores, incluindo preto e vermelho. A mala era preta e tinha também um blusão de ganga.


> Uso só um estampado de cada vez. Nem consigo conceber a ideia de usar, por exemplo, uma parte de baixo às riscas e uma parte de cima às bolinhas, ou misturar um estampado leopardo com um de tigre, nem que seja em peças mais afastadas, como umas calças e uma echarpe estampadas. É coisa que em 40 anos de vida nunca fiz nem me vejo a fazer. O que gosto e uso muito é, por exemplo, calças, blusa, sapatos e mala (e casaco, se houver) da mesma cor (geralmente preto) e uma echarpe estampada colorida para quebrar todo o preto.

> Sair da zona de conforto, às vezes. Às vezes meto-me em aventuras com alguma peça ou alguma cor. Para este outono-inverno, o que me fez sair da minha zona de conforto foi ter finalmente comprado uma peça que queria há muito - um trench coat (ou gabardine, em Português). Primeiro, achava que os trench coats eram só para mulheres mais bem vestidas (que não é o meu caso), mas depois percebi que também ficam muito bem com calças de ganga e sapatilhas. Segundo, saí mesmo da minha zona com a cor. Inicialmente queria um cinzento, para combinar com o resto, depois em bege, porque os trench coats são tipicamente beges, mas acabei por encontrar um maravilhoso em... verde azeitona! É este. Ao vivo é mais bonito que nestas fotos. Estou desejosa de o usar!

Fiquei muito feliz quando vi este video com 10 dicas de estilo das mulheres francesas, e muitas dessas dicas são iguais às minhas - terei uma costela francesa?? Resumidamente, as dicas são:

1. Não misturar preto e castanho - ou um ou outro. Check! Eu só uso castanho e preto se for roupa preta e acessórios castanhos (sapatos e mala, ou casaco de cabedal castanho), mas, por exemplo, umas calças pretas e uma blusa castanha, nem pensar.

2. Não usar mais de duas cores ao mesmo tempo. Exceção - ganga azul. Se usar uma peça estampada, o resto deve ser em cores sólidas.  Check!

3. Não usar roupa de ginásio na rua. Nunca! Check! Esta é mais recente para mim, mas já não me sinto bem a usar leggings, sapatilhas, roupa de ginásio no geral para ir às compras ou para andar por aí ao fim de semana. 

4. Não usar demasiados acessórios, nem misturar ouro e prata. Menos é mais! Check! Como escrevi acima, geralmente só uso brincos ou um colar, e prefiro a prata e pérolas ao ouro.

5. Não andar sempre a mudar de estilo. Quase check! Os últimos anos foram de aprendizagem e descoberta do meu estilo, mas cada vez mais prefiro ter menos coisas, mas ter coisas de boa qualidade, caras, com design intemporal, que nunca saem de moda e ficam sempre bem. 

6. Os sapatos devem combinar com a mala: sapatos pretos com mala preta, sapatos castanhos com mala castanha. Exceção: vestidos de cocktail e de noite; aqui os sapatos devem combinar com o vestido. Check!

7. O guarda-roupa das mulheres francesas é constituído sobretudo por cores neutras, às quais adicionam uma cor forte para quebrar a monotonia, que pode ser uma echarpe à volta do pescoço, um chapéu, uns brincos grandes, um colar vistoso, ou uma grande pulseira num dos braços. Ou um look totalmente preto com um baton vermelho! Check! Tal e qual como eu gosto!

8. Unhas e lábios vermelhos. A Justine diz que as marcas internacionais há anos que tentam lançar em França vernizes e batons de várias cores (como se usa cá), mas a moda não pega. As francesas só usam vermelho, tanto nas unhas como nos lábios. Quase check! Quando pinto as unhas, é só vermelho, e tem de ser um vermelho escuro. Já usei outras cores, mas not anymore... Nos lábios, gosto de rosas escuros e suaves. Vermelho parece-me demais, mas a verdade é que nunca experimentei.

9. Meias pretas com sapatos pretos ou escuros, meias brancas com sapatos brancos ou claros. Não há mais cores de meias. Check! Só tenho meias pretas.

10. A roupa deve assentar bem. Nem demasiado curto nem demasiado comprido, nem demasiado largo nem demasiado apertado. Se necessário, levar a roupa à costureira para ajustar. Check! Faço isto várias vezes, ou ajusto eu a roupa, ou levo à costureira, de forma a que a peça me assente bem. Não faço com todas as peças, mas sobretudo com calças. 

E vocês, têm regras destas??

13/10/2017

Grande destralhamento de roupa... outra vez

Destralhar é um processo contínuo. Ou a pessoa é muito disciplinada e não deixa nunca entrar tralha em casa, ou então tem que ir destralhando de vez em quando para eliminar a tralha que conseguiu entrar pela porta. Pela minha porta ainda entra alguma tralha... sobretudo pela porta do roupeiro...

Inspirada pelos videos que vejo no youtube sobre o armário-cápsula, lá fui destralhar mais um pouco a minha roupa... Desta vez, sem apelo nem agravo... às vezes não sou tão corajosa, sinto-me mais apegada às coisas, mas desta vez, fria que nem um cubo de gelo!

Enchi esta mala de viagem com roupa que já não quero. A própria mala também é para ir fora. Lá dentro, além de roupa, estão sapatos e um tapete branco lindo do Ikea que, sendo branco, está sempre sujo, e eu sempre a lavá-lo, e tenho mais que fazer. As coisas não vão propriamente para o lixo, é para dar...


Também enchi um saco com roupa que vou guardar durante algum tempo... se não usar, vai fora.


Nesta gaveta tenho roupa de praia (a que tem a peça branca no topo) e roupa que penso que não vou usar mais, nomeadamente leggings (só preciso de umas pretas boas) e blusas de gola alta (fazem-me impressão no pescoço). Se não usar nos próximos tempos, vai tudo fora também.



Tirando sapatos, casacos e malas (e roupa interior, de dormir e de desporto), a minha roupa cabe agora numa gaveta da cómoda, numa prateleira e num varão do roupeiro.

Na gaveta estão tops e blusas de verão e inverno.


Na prateleira, camisolas de outono/inverno. A prateleira de cima tem roupa do J. e a de baixo tem o cesto com roupa para passar a ferro.


Por fim, vestidos e casacos de verão e inverno pendurados no varão de cima do roupeiro. Também fiz um grande destralhamento aos colares e sobraram os que se vêem na imagem.


Ah, é tão bom destralhar! O conceito do armário-cápsula atrai-me imenso, mas penso que ainda não estou preparada para isso... Veremos... Agora, o que quero é usar toda a roupa que tenho; de certeza que ainda tenho peças que não vou usar e assim ainda vou poder eliminar mais coisas!


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26/12/2016

Destralhando

Eu, quando começo a destralhar, levo tudo à frente! Hoje foi um desses dias. Apesar de este ano não tirar férias na semana entre o Natal e a passagem de ano, ao contrário do que costumo fazer todos os anos, hoje fiquei em casa a descansar da festividades... Compras de supermercado, umas blusinhas novas na Stradivarius, uma bela posta de salmão grelhado ao almoço, um filme de Natal, e depois disto tudo, decidi atacar a minha roupa. 

As regras são sempre as mesmas. Gosto? Fica-me bem? Uso? Tinha uma série de peças que já usei bastante, mas que já não uso, porque... sei lá, os gostos mudam, o estilo muda... foram para o saco. Depois, dei uma volta aos colares, que uso muito pouco, pois prefiro brincos. Mais uns quantos para o saco. O armário do hall, onde tenho os casacos, seguiu-se - dois casacos lindos, os dois da Bershka, foram-se também. Na verdade, pus os dois à venda no olx. 

O mais antigo, que foi usado mas está em ótimo estado, faz-me parecer um urso pardo, graças ao seu pelinho castanho escuro. É quentinho, sim senhora, mas não dá para o meu físico...



O outro, comprado na Bershka online o inverno passado, é lindo, lindo, mas deve ser um M mais apertado, porque não me serve nas costas. Eu tenho as costas largas devido a muito desporto em miúda, natação, musculação... e com aquele casaco quase que não me mexo. Usei-o uma ou duas vezes, até admitir que, apesar de lindo, foi uma má compra. 



No mesmo armário estava o meu saco de ténis. Um saco enorme para raquetes, que usei muito pouco, comprado já próximo do fim da minha "carreira" de tenista amadora, pouco tempo antes de ter partido o pé... a jogar ténis. Guardei as raquetes, mas não preciso do saco para nada. Pus também à venda.


Portanto, espero que este destralhamento renda alguma coisa... O resto da roupa é para dar. Alguma, a que está em melhor estado, vou dar à loja solidária da Pravi de Faro, para ajudar os animais abandonados. O resto da roupa vai para uma instituição.

Como sempre disse, o minimalismo é um processo. O destralhamento não é feito numa só vez - volta e meia, temos que reavaliar o que temos, o que se vai acumulando. Nos próximos dias quero ver os livros e os armários da cozinha... E apesar desta semana não ser uma semana de reflexão como era costume, pelo menos consigo abrandar um pouco e riscar alguns itens da minha to-do list...



18/07/2016

Aproveitando as férias para destralhar

Apesar de estar de férias na praia, tenho vindo a casa de vez em quando, para ir às compras ou tratar de coisas... Tenho aproveitado para ir destralhando roupa, acessórios, utensílios de cozinha... enfim, tudo aquilo que durante o ano não consegui fazer, por causa do trabalho e curso de psicologia, estou a aproveitar agora para fazer. Afinal, destralhar não é uma coisa que se faz uma só vez na vida - há que manter!

Então, comecei com as malas. Os critérios para decidir o que vai e o que fica são simples: gosto? uso? fica-me bem? uso mesmo? ou só guardo porque gosto, mas na verdade não uso?
Quero ter apenas coisas de que gosto E que uso. Com isso em mente, passei destas malas (não as contei):


para estas:


e arrumei-as:



estas são para dar:



Fiz o mesmo aos lenços e gorros. Destes todos:


passei para estes:



E ainda juntei esta roupa toda para ir embora:


Ah, fico sempre tão mais leve quando destralho!!

11/07/2016

Armário-cápsula?

Ultimamente tenho lido tanto sobre o armário-cápsula que decidi investigar o assunto mais a fundo.

A ideia partiu de Caroline, uma blogger americana, que no seu blog Un-fancy começou a falar de um guarda-roupa minimalista, com poucas peças, mas todas elas "usáveis" e versáteis, a que chamou de armário-cápsula. O conceito pegou e muitos bloggers começaram a criar o seu armário-cápsula, com poucas peças, mas peças de qualidade que são de facto usadas de várias maneiras diferentes e ficam bem.

Eu já não tenho tanta roupa como tinha há uns anos, antes do grande destralhamento, mas mesmo assim tenho peças que não uso. De vez em quando dou uma volta à roupa toda e ponho de parte o que não uso ou o que já não gosto... mas fico sempre com peças no armário que gosto mas não uso, ou que só consigo usar de uma maneira, ou, pior, peças que gosto, ficam-me bem, mas não sei como as devo usar... Então agora decidi experimentar este conceito do armário-cápsula.

Inicialmente, a Caroline estabeleceu várias regras para o armário-cápsula, se bem que depois alterou-as. A ideia inicial era escolher 37 peças de roupa para usar durante 3 meses (uma estação do ano). Mais tarde, ela flexibilizou a sua abordagem, focando-se num pequeno número de peças (não necessariamente 37) que ficam bem, são adequadas ao estilo de vida e à estação do ano.

A história das estações do ano é difícil aqui no Algarve. Basicamente já não temos Outono (a minha estação preferida...); o calor (não tanto calor como no Verão, mas mesmo assim, calor) prolonga-se até meados de novembro, e depois começa o inverno. Depois do Inverno vem o novamente o calor e o Verão. Portanto, está aí a primeira dificuldade - não ter estações do ano bem definidas onde vivo.

Mas lá tirei a roupa toda do armário e fotografei-a, peça a peça. Peguei num caderno e para cada peça de roupa escrevi várias maneiras de usá-la. Há peças de roupa que consigo usar de várias maneiras, outras que só me vejo a usar de uma única maneira.

Depois ataquei as gavetas. Lá foram mais umas quantas peças de roupa para dar e outras, aquelas que me deixam indecisa, guardei numa caixa de plástico no armário. São peças que se não forem usadas nos próximos meses, irão fora também.

Por fim, os sapatos. Tenho pouco mais de 20 pares, incluindo chinelos e ténis de desporto. Mesmo assim tenho 2 ou 3 pares de sapatos que não calço, mas como cabem no armário, por enquanto ficam lá.

Depois de fazer esta arrumação e de olhar com outros olhos para a roupa, percebi que não tenho assim tanta roupa quanto isso (já tive muita, mas muita mais...) e uso a maioria das peças que tenho. O meu desafio daqui em diante será, sim, tentar usar as poucas peças que não uso - essas que não uso é porque não sei como usá-las. Por exemplo, tenho uma camisa branca que adoro, mas só me vejo a usá-la com calças de ganga. No entanto, só uso jeans no inverno, quanto já está frio para a camisa branca. É este tipo de problemas que tenho que resolver...

Vou tentar seguir estas regras: para cada parte de baixo, devemos ter 5 partes de cima e basicamente tudo no armário deve ser coordenável entre si. Quero simplificar mais um pouco as coisas e libertar espaço - se bem que continuo a obedecer às minhas regras dos limites: a minha roupa continua a caber toda no espaço a ela destinado. Esta coisa do armário-cápsula atrai-me e em agosto quero dedicar-me mais seriamente a este projeto!

20/05/2016

Revisitando os meus sapatos

Só agora me apercebi que este blog fez 5 anos no passado dia 18, há 2 dias atrás! Bem sei que já não escrevo como escrevia, não por falta de vontade ou por não ter nada para escrever, mas sim por falta de tempo... Desde que me meti na licenciatura em Psicologia, o tempo que eu dispendia a pesquisar e a escrever para o blog é agora passado a estudar, a fazer trabalhos... enfim, vida de trabalhadora-estudante, mãe, e outras coisas é assim...

Mas agora que tenho um tempinho vou relembrar um dos posts que mais gostei - aquele em que mostrei como diminuí a minha coleção de sapatos. Ora, na altura, em setembro de 2011, tinha 55 pares de sapatos. Estava a iniciar-me no minimalismo, entusiasmada em simplificar as coisas, e consegui desapegar-me dos sapatos e livrar-me daqueles que não usava ou que não eram confortáveis. Nessa altura, reduzi o número de sapatos para 33 pares.



Pouco tempo depois, minimizei ainda mais os sapatos.

Desde essa altura, nunca mais deixei acumular. Perdi o interesse em comprar sapatos para colmatar outras coisas... perdi o interesse em gastar dinheiro em coisas que não preciso... Abracei mesmo o minimalismo e isso tem-se mantido até agora.

Atualmente, tenho 24 pares de sapatos. Ei-los na foto abaixo (as sapatilhas em baixo à direita foram fora; estavam demasiado velhas e as solas descoladas; tenho ainda umas botas castanhas de cabedal que estão guardadas e não aparecem na foto).



Quando olho para as fotos antigas, sim, tenho saudades de alguns dos sapatos. As sabrinas vermelhas, por exemplo. Mas se bem me lembro, faziam doer os pés... Pelo menos 8 pares já tinha na foto de 2011 e ainda os tenho - estão a durar!! Livrei-me de muitos outros sapatos e fui comprando alguns pelo caminho. Destes 20 e tal pares, não calço todos. 

Os 2 pares de sapatos fechados de salto alto e as sandálias castanhas de cunha não uso (os pares 3, 4 e 5 da fila de cima, da esquerda para a direita). As sandálias pretas ao lado raramente... 
Passei o inverno praticamente todo com os dois pares de botas da fila de trás, umas pretas, outras beges. 
As sabrinas, uso e gosto, mas este ano parece que passámos da chuva diretamente para o verão, ou seja, das botas para as sandálias. 
E quando é preciso um calçado mais fechado, a minha escolha vai a para sapatilhas - essas duas all star da frente são as minhas preferidas. 
Relativamente às sandálias, vejo um par que não uso e dois que precisam de substituição (as sandálias castanhas e brancas da fila do meio). 
E só tenho 2 pares de chinelos, os azuis e os pretos do lado direito da foto.

Olhando para a foto, reconheço que preciso de ir às compras. Mas agora, em vez de comprar só por comprar, compro porque preciso mesmo. Para ser mais exata, as sandálias castanhas e as brancas  (ao lado das sabrinas) estão em muito mau estado; duvido que aguentem mais um verão. Também preciso de um par de chinelos; os chinelos pretos da foto (no lado direito, fila do meio) foram comprados no Jumbo há uns dois anos e têm-se aguentado muito bem, mas é hora de arranjar outros; estes ficam para a praia.

Vinte e poucos pares de sapatos, é isto. E não os uso todos! Será que consigo minimizar ainda mais??

23/03/2015

Destralhar é um processo contínuo

Por mais minimalista que uma pessoa seja, a entrada de tralha em casa é inevitável, sobretudo quando não se vive sozinho. Por outro lado, há coisas que já estão em casa e deixam de ser úteis e transformam-se em tralha. Por isso, é necessário uma revisão frequente das coisas que temos e uma avaliação objetiva da sua utilidade. Neste passado fim de semana foi o que andei a fazer em casa - destralhar!

O meu grande problema sempre foi e continua a ser a roupa. Apesar de ter reduzido drasticamente roupa, sapatos e acessórios, ainda tenho peças que não uso e que estão guardadas no topo de um roupeiro. Tinha uma mala de viagem e vários sacos de plástico com roupa guardados que foram alvo de limpeza. 


Consegui pôr muita roupa de parte para dar, mas mesmo assim ainda enchi a tal mala de viagem com roupa que não uso e não sei se voltarei a usar, mas que não consigo deitar fora para já... Coloquei uma etiqueta com a data, março 2015, e se daqui a um ano não tiver recuperado nada do que lá está, lá terei que ganhar coragem e livrar-me dessa roupa...


Na parte de cima desse roupeiro temos uma série de coisas que não usamos muito (ou nunca): a tenda de campismo, material de mergulho, roupa e material escolar usado dos meus filhos. Era uma imensidão de livros e cadernos todos escritos, riscanhados e até rasgados, que já não dava para reaproveitar. Os miúdos também meteram mãos à obra e destralharam as suas coisas! Resultado: um saco cheio de papelada para reciclar.



Fiquei ainda com um montinho de livros para dar/vender e umas botas lindas de pele que usei muito pouco porque têm salto alto que gostava que encontrassem uma nova dona...

Mas o importante é que a parte de cima do tal roupeiro ficou bem mais leve! 


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28/04/2014

A evolução de um estilo

Os maiores destralhamentos que ocorreram cá em casa desde que abracei o minimalismo, em 2011, foram na roupa, sapatos e acessórios. Vou recapitular...

Eu, como a maioria das mulheres, tinha demasiada roupa; roupa que não usava, não gostava, não servia, sapatos que aleijavam, acessórios que não combinavam. Esta mistura eclética nos meus armários foi o resultado de anos de experimentação com vários estilos de roupa... desde muito mal vestida enquanto estudante universitária até sapato alto e blazer depois de ter tido os meus filhos. Nunca tive um estilo definido e nunca fui daquelas pessoas de quem as amigas dissessem que viram uma saia que era mesmo a minha cara (agora já acontece!). 

Comecei a ver a luz quando descobri o método sazonal da cor. Percebi que sou inverno e que são estas as cores que me ficam bem:


Como tinha muita roupa castanha e bege, que era o que usava mais e, infelizmente, não me ficava lá muito bem, dei muita roupa dessas cores... Dei também muitos sapatos, ou por não os usar, como tudo o que era de salto alto, ou porque me faziam doer os pés, como muitas sandálias giras que tinha... E dei muitos colares e cintos, porque não os usava e não combinavam com o resto.

Se me arrependo de ter dado tanta roupa? Sim, tenho saudades de algumas peças de roupa que dei... Mas senti um enorme alívio quando fiquei com os armários mais vazios. Foi um novo começo para mim; pude começar a construir o meu guarda-roupa a partir quase do zero. E o mais importante é que esta tabula rasa permitiu-me descobrir qual o tipo de roupa de que eu realmente gosto.

Percebi, por exemplo, que não gosto nada de me sentir apertada sobretudo na cintura e nas costas; por isso, prefiro roupas que me dêem liberdade de movimentos. Assim, raramente uso calças de ganga e prefiro leggings; raramente uso cintos e camisas justas e deixei completamente os saltos altos. Percebi também que sou calorenta. Prefiro vestir camadas que possa despir do que uma camisola de inverno quente e pesada. Percebi que gosto mesmo de andar à vontade; digamos que se trabalhasse num banco ou noutro sítio com um dress code mais formal, estava lixada. Mas no meu trabalho não há nada disso (até podia ir de calças de pijama que ninguém notava).

Então, desde a grande purga de 2011 até agora tenho vindo, calmamente, a descobrir aquilo de que gosto e a comprar uma peça de roupa aqui, outra ali... Comecei a adicionar algumas cores aos meus básicos em preto, cinzento, branco e azul escuro. Relembrei-me que fico bem com algumas cores fortes como amarelo, vermelho e roxo. E, lentamente, tenho vindo a construir um guarda-roupa que me fica bem, que adoro, e que, mais importante, uso. A regra minimalista dos limites mantém-se: não posso comprar mais armários/cómodas para guardar a roupa. Tem que caber tudo na mobília que tenho. Assim, tenho que pensar bem se posso comprar alguma peça de roupa nova e sou obrigada a reavaliar constantemente tudo o que tenho. Não quero mesmo ter coisas a mais, coisas que não preciso e que acabo por não usar...

Neste momento estou muito feliz com a roupa que tenho. Já não olho para o armário a pensar que não tenho nada para vestir. Gosto da maioria das roupas que tenho e só compro algo novo se precisar; neste último ano adquiri alguma roupa nova porque percebi finalmente do que é que gosto, e posso agora descansar e gozar o meu guarda-roupa quase perfeito... 

Mas afinal, do que é que eu gosto? Aqui ficam alguns exemplos do meu Pinterest...








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26/11/2013

Hippies modernos

Eu, se tivesse vivido nos anos 60/70, teria sido hippie. A sério. Não é só a cultura, o paz e amor, o livre pensamento - as roupas eram fantásticas!

Os hippies modernos também são muito stylish! Li há dias um artigo sobre a Rainbow Family, uma comunidade assente nos princípios da igualdade e não-violência, composta por hippies e não só. Estas fotos de membros da Rainbow Family, da autoria do fotógrafo Benoit Paillé, são de uma imensa beleza:





Fotos de Benoit Paillé


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06/07/2013

Alguns problemas que enfrentamos quando começamos a minimizar

No outro dia uma querida leitora pediu-me uns conselhos, agora que iniciou a sua jornada no destralhamento e simplificação. Decidi fazer um post pois sei que muitas outras pessoas se debatem com as mesmas questões.

A primeira questão que ela me colocou era como é que eu consegui convencer o J. a abraçar o conceito do minimalismo (ou seja, como conseguir que os maridos/mulheres fiquem na mesma onda que nós e queiram também destralhar as suas coisas).

Bem, eu tive sorte, pois como já referi algumas vezes, o J. já era minimalista sem o saber. Ele não tem quase nada. Portanto, para mim isso nunca foi problema.

Mas para os outros que não são assim, como fazê-los mudar de ideias?

Acho que em tudo na vida temos que ser práticos. Temos que chamá-los à razão. Vais voltar a jogar esses jogos de computador do tempo da maria cachucha? Vais voltar a olhar para a colecção de cromos da temporada de há 10 anos atrás? Vais mesmo sair à rua com os jeans desbotados à anos 80 que não te servem há imenso tempo? Temos que fazer os nossos respectivos perceber que as coisas que eles tanto querem guardar não são usadas há séculos nem vão ser usadas no futuro. Precisas mesmo disto? Mesmo, mesmo? Pensa no espaço que ganhas para outras coisas mais interessantes e úteis. Pensa no tempo que não vais perder a limpar e a organizar essas coisas que não te servem para nada. E vamos ser mesmo sinceros: estas coisas são mesmo importantes para ti? Precisas mesmo destas coisas todas? Deixas de ser feliz se já não tiveres estas coisas? São estas coisas que te trazem felicidade?

Cada caso é um caso, claro, e o que resulta para uns pode não resultar para outros.
Eu sou adepta de ensinar através do meu exemplo. Eu destralho as minhas coisas, a minha vida, e com isso tornei-me numa pessoa melhor e mais feliz. Eles, que testemunham estas mudanças, começam a sentir-se curiosos. E quando nos vêem com mais tempo e menos chatices, querem o mesmo para eles. Destralhar as coisas físicas é só o primeiro passo.

Já aqui escrevi sobre o viver com não minimalistas. Resumidamente, os meus conselhos são:

- preocupa-te primeiro contigo, com as tuas coisas, com a tua tralha
- sê o exemplo a seguir, mostrando como a tua vida melhorou com o minimalismo
- estabelece limites; lá por teres desocupado uma gaveta da tua mesa de cabeceira, não quer dizer que o teu mais que tudo pode ocupar esse espaço com a sua tralha!
- respeita o espaço dos outros; não destralhes as coisas dele sem o seu consentimento (a não ser que sejam coisas que ele já nem se lembra que tem...)
- peda ajuda quando andares a destralhar as tuas coisas; pode ser que ele se entusiasme com as arrumações!
- fala com ele sobre estes conceitos do minimalismo, vida simples, abrandar - e mostra-lhe exemplos de pessoas reais que se tornaram muito mais felizes depois de terem abraçado este estilo de vida!



A outra questão era relacionada com a roupa. Quando destralhei a minha roupa, como fiz? Estabeleci um número de calças, vestidos, sapatos a ter?

Para destralhar a roupa, em primeiro lugar estudei o season colour analysis. Percebi quais as cores que me ficam mesmo bem e percebi que o castanho e bege, duas cores que eu usava muito, ficam-me mesmo mal (e é verdade, eu sentia sempre que alguma coisa não estava bem quando vestia essas cores). Então, sem dó nem piedade, todas as roupas castanhas e beges foram fora (leia-se, foram para dar).

Depois, analisei muito friamente todas as peças de roupa que tinha. Gosto desta peça e fica-me mesmo bem? Mesmo mesmo bem? Então, é para manter. Se uma peça de roupa ficava um pouco estranha, fazia-me o rabo gordo, ou era roupa com a qual eu não gostaria de esbarrar com um ex-namorado na rua, então foi fora.

Sim, livrei-me de demasiada roupa e já me arrependi de ter dado 2 ou 3 peças que até gostava de voltar a vestir. Mas o alívio que sinto por ter apenas a roupa suficiente, por não ter os armários e gavetas a abarrotar e por tudo, ou quase tudo, me ficar bem, compensa o arrependimento que às vezes sinto por uma ou outra peça de roupa.

No minimalismo só há uma regra: identificar o essencial e eliminar o resto. Isto aplica-se também à roupa. Precisas de duas saias brancas compridas? Precisas de 5 conjuntos saia-casaco quando vais sempre trabalhar de calças de ganga? Precisas de 3 botas castanhas de inverno?

Eu sei bem como pode ser difícil livrarmo-nos da roupa, sobretudo para as mulheres. Uma opção pode ser destralhar a roupa apenas até o armário não estar abarrotado de roupa, até conseguires abrir as gavetas com facilidade e ver o que lá está. Podes manter peças que não usas (livrares-te delas será o segundo passo), mas numa primeira fase, deixa apenas a roupa respirar. Tira do armário aquelas peças que não gostas e não usas mesmo, e o resto logo se vai vendo e fazendo... Já escrevi vários posts sobre a simplificação da roupa e acessórios que poderão ser úteis - podes lê-los aqui.


Tenham um excelente fim de semana!
Namaste!

10/05/2013

Hazel-inspired

Quem lê este blog há mais tempo sabe que eu sempre tive um problema com a roupa - excesso de roupa. E sabe que nos últimos anos, graças ao minimalismo, consegui livrar-me de mais de metade da minha roupa, incluindo sapatos e acessórios. E sim, arrependi-me de ter jogado algumas coisas fora, como umas sabrinas vermelhas que eram super confortáveis e uns colares mais coloridos que ficam bem agora na primavera-verão com os meus vestidos brancos.

Também já referi algures que o meu estilo mudou imenso ao longo dos anos. Na adolescência era a típica surfer girl - jeans, t-shirts e sweat-shirts de marcas de surf (e fazia surf, também), sapatilhas ou chinelos. Quando entrei na universidade, para um curso famoso por os seus alunos serem detectados à distância (a roupa, os chinelos, o cão, a bicicleta, eram imagens de marca do pessoal de BMP - quem andou na UAlg sabe do que falo), fui na onda e nunca me vesti tão mal como nessa altura (imaginem calças de fato de treino velhas e t-shirts largas). 

Depois a coisa lá melhorou, mas nunca soube exactamente qual era o meu estilo. Houve uma altura em que vestia muita roupa da Bershka e fazia conjuntos giros e coloridos q.b. (nada de exageros, que eu nunca gostei de muitas cores misturadas). Depois de ter sido mãe, comecei a usar mais saltos altos, blazers, camisas - roupas que não têm nada a ver comigo e com as quais nunca me senti particularmente confortável ou gira. Passada esta fase, comecei a explorar roupas mais coloridas (cheguei a ter as mesmas calças em branco, preto, laranja e rosa), mas também não me sentia 100% eu. Tive os meus problemas com o castanho, larguei os saltos altos no dia-a-dia (tenho alguns pares que raramente são usados), percebi quais as cores que me ficam bem e livrei-me do resto. Comecei a reconstruir o meu guarda-roupa à volta de algumas cores (branco, cinzento, preto, azul) e a adicionar, aos poucos, cores que ficam bem com estas. (todos os posts sobre roupa aqui)

Tenho imensa sorte por não ter um dress code no trabalho (se há sítio onde não se liga minimamente à roupa, é o sítio onde trabalho). E isto permite-me ser eu mesma. Vestir-me com o que gosto, usar o que me deixa confortável e me faz sentir gira. Gosto de poucas peças de roupa, em não mais de 2 ou 3 cores; não uso colares e brincos em simultâneo (mas posso usar vários colares ao mesmo tempo); os sapatos querem-se confortáveis e, para mim, saltos altos não se enquadram nesta categoria (sabrinas e chinelos sim); castanho só na forma de cintos e calçado em pele, ou colares e brincos de madeira.

Eu tinha outra regra: se uso uma saia ou calças largas, a parte de cima deverá ser justa; se uso uma blusa larga, a parte de baixo deverá ser justa. Era impensável vestir uma saia larga com uma blusa largachona, com medo de parecer um saco de batatas, ou umas calças justíssimas com um top ainda mais justo. Mas deixei de ser tão rígida. E eis que chegamos ao conjunto a que chamo Hazel-inspired....


Vamos por partes:

A Hazel é a minha querida Hazel Claridade, que há uns anos propôs um desafio giríssimo às suas leitoras: durante o mês de Maio usar apenas saias e vestidos para celebrar o sagrado feminino. No fim do mês, a Hazel colocou fotos das suas 31 fatiotas (vão ver, vale a pena). Eu, na altura, adorei, mas não pensei mais no assunto. 

Há uns tempos voltei a esse post e fiquei inspiradíssima! Abri os olhos e apercebi-me que eu posso vestir o que quiser! Não preciso vestir-me de uma determinada maneira por causa do trabalho, o que é óptimo. Não me interessa o que os outros pensam de mim ou da minha roupa (se me visto mal ou bem). Só há uma coisa que me interessa: sentir-me eu! Gira e confortável! E então revi a minha regra da parte de cima justa, parte de baixo larga - mas qual é o problema em usar uma saia larga com um top largo? 

Ontem fui assim como mostra a foto. Uma saia (que dá para fazer vestido cai-cai) dos indianos com um top largo. Muitos colares (um deles o japamala feito pela referida Hazel). A mala não está na foto, mas costumo usar sempre um dos tote bags feitos por mim.

Ah, bliss! Admito que certas roupas não são muito indicadas para o laboratório. Ontem via-se mais saia que bata... Mas o que interessa é que me sinto casa vez mais eu - e menos preocupada com a opinião dos outros em relação à minha imagem. Sim, é verdade que nas festas de anos e reuniões da escola sinto-me diferente das outras mães (abundam as calças e as camisas), mas who cares?...

No lab...

02/01/2013

Projecto 333 - moda minimalista

Lembram-se do meu projecto usa tudo? Pois, obviamente não usei tudo. Mesmo tendo reduzido o meu guarda-roupa para menos de metade, apercebi-me que ainda tenho muita coisa que não uso. Em há uns dias enchi mais uns sacos com roupa para dar...


Então, para ver se consigo reduzir mais o meu guarda-roupa, decidi finalmente embarcar no Project 333, criado pela blogger americana Courtney Carver.

O Projecto 333 é um projecto de moda minimalista. Como funciona? Os participantes seleccionam 33 peças de roupa e usam apenas essas 33 peças de roupa durante 3 meses. Nas 33 peças estão incluídos acessórios, malas e sapatos, mas a roupa interior, roupa de dormir, roupa de fazer desporto e de andar por casa, assim como jóias que nunca se tiram (como alianças) não contam. Se alguma peça se estragar durante o projecto, pode ser substituída por outra.

Os participantes do projecto 333 apercebem-se que não precisam de dezenas e dezenas de peças de roupa e o problema de escolher a roupa de manhã deixa de ser um problema. No fim do projecto, os participantes acabam por doar ainda mais roupa e ficar com mais espaço nos seus armários - e mais tempo nas suas vidas. 

Eu conheço este projecto há muito tempo, mas nunca me atrevi a embarcar em tal aventura - até agora. Desde que comecei a usar apenas três cores (branco, preto e cinzento) tem sido muito mais fácil vestir-me - tudo combina! As 33 peças que escolhi para o desafio são:

- botas altas pretas
- botas altas cinzentas
- botins pretos
- botins cinzentos

- casaco comprido preto
- blusão preto
- trench coat branco

- casaco malha branco
- casaco malha preto
- casaco malha cinzento
- casaco malha cinzento comprido
- casaco malha preto comprido

- blusa gola alta preta
- blusa gola alta cinzenta
- blusa gola alta branca
- blusa gola alta verde
- tunisina preta
- tunisina cinzenta
- tunisina branca (sujei-a com base de maquilhagem e terá que ser substituída...)
- blusa comprida cinzenta

- camisola bolinhas cinzentas
- camisola preta
- camisola cinzenta
- camisola branca

- vestido riscas preto/cinzento
- vestido preto
- vestido cinzento
- vestido branco
- vestido bordeaux

- jeans

- collants pretos
- collants cinzentos
- collants cinzentos lã

São estas as minhas 33 peças. Não contei com acessórios e malas (tenho que ir com calma!), mas tenciono usar apenas 2 sacos, 1 mala e a mochila, 2 ou 3 colares e uns quantos pares de brincos.
Vou tentar tirar fotos todos os dias e publicar no Flickr...
Comecei oficialmente ontem, 1 de Janeiro; o mês de Março preocupa-me, pois o tempo começa a aquecer cá no Algarve, mas vamos ver como corre...

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