06/12/2021

Muitas coisas, pouco tempo... uma reflexão


Muitas vezes acordo a pensar em mudança de vida - mudança de vida profissional. O futuro dos investigadores contratados, como eu, é incerto. O futuro da própria investigação científica em Portugal é incerto (mas isto são outras conversas...).

Acordo a pensar no tempo (e dinheiro) que gastei para aprender mais, para aprender coisas diferentes, coisas que foram muito úteis para mim e que poderiam ser também para outros. Em 2013 fiz o curso de 200 horas de instrutora de yoga. Adorei. Durante algum tempo dei aulas de yoga. Parei por falta de tempo devido à minha atividade profissional principal (a tal de futuro incerto). Em 2017 fiz o curso de Primal Health Coach. Este curso foi a solidificação das experiências que vinha a fazer nos últimos anos, não só em relação à alimentação, mas em relação a todo o nosso estilo de vida (completamente desajustado das expectativas dos nossos genes). Foi um curso completíssimo e exigente - de 2 em 2 anos tenho de fazer um exame de recertificação. Ah, ainda fiz uma licenciatura, um mestrado e um doutoramento em Psicologia - aqui foi mesmo só para aprender mais, que nunca quis ser psicóloga. E estas coisas todas coexistem com a minha formação principal, em biologia marinha, que exige atualização contínua.

Acordo muitas vezes a pensar se não seria possível conciliar as minhas várias paixões. Dar aulas de yoga, fazer coaching de saúde ancestral, usar os meus conhecimentos de psicologia como coadjuvantes. E, quem sabe, daqui a uns anos, fazer desta mélange a minha atividade principal, caso faço sentido.

Não sei. Acordo muitas vezes a pensar nisto.

O que fazer? Por onde (re)começar? Valerá a pena? Terei tempo? Serei útil?

(este é um desses dias em que acordo a pensar nisto e tenho de por as coisas no papel - bendito blog que está cá para isto!)


01/11/2021

Hoje apeteceu-me


Hoje acordei às 07h30, como é hábito (já não sou madrugadora, na verdade...). Cumpri o meu ritmo matinal, já super enraizado - dei o stick dos dentes aos cães, fiz um café para mim, e fui para a sala.

O portátil estava em cima da mesinha. Geralmente, arrumo-o na secretária, que é o seu sítio. Mas ontem não. Sentei-me no sofá, o sol a iluminar a sala (finalmente voltámos ao horário de inverno, que eu tanto adoro!), olhei para o portátil... e apeteceu-me. Apeteceu-me escrever. Aqui, no blog.

Escrever sobre o quê? Não sei, veremos, à medida que teclo... Muitas coisas me passaram pela cabeça.

O estado atual do minimalismo em Portugal e no mundo. A história do minimalismo na última década. O que mudou na minha vida nos últimos 10 anos, desde que me tornei minimalista. Pois, é que este ano fez 10 anos desde que me tornei minimalista. 

Lembro-me claramente. Setembro de 2011, ilha grega de Rhodes. Foi aí que li o The Simple Guide to a Minimalist Life, do Leo Babauta, e foi aí que decidi tornar-me minimalista. Nessa altura não se falava em minimalismo em Portugal. Este blog foi o primeiro a fazê-lo. Outros se seguiram e o movimento ganhou expressão. Ter deixado de escrever não significa ter deixado de ser minimalista. Como disse no post anterior a este, um minimalista elimina o que não interessa - o blog deixou de ser uma prioridade e, por isso, deixei de gastar tempo com ele. Isso foi há 2 anos.

Mas... as saudades, às vezes, são muitas. Sei que muitos de vós, leitores, também sentem saudades de me ler (recebi muitas mensagens nesse sentido, as quais agradeço).

Voltar a escrever aqui regularmente? Não sei. Qual é a minha posição na blogosfera? Ainda posso dar um contributo significativo para o minimalismo? Aliás, ainda existe blogosfera? Digam-me, ainda leem blogs? Eu leio muito poucos...

Veremos...

22/11/2019

O fim

Há umas semanas voltei ao escrever no blog. A ideia era voltar a publicar regularmente. Mas... apercebi-me que, neste momento, isso não é uma prioridade para mim. Sendo minimalista e querendo eliminar ao máximo o que não me interessa, estar envolvida em muitas coisas deixa-me assoberbada. 

Assim, decidi não escrever mais aqui. O blog fica online, não o vou apagar! Talvez um dia faça um apanhado dos melhores posts em formato pdf, ou assim... Seja como for, quero começar a partilhar mais coisas na minha rede social favorita, o instagram. Minimalismo, decoração, roupa, ciência, everyday life... Gosto muito do instagram e quero concentrar os meus esforços lá.

Por isso, muito obrigada a tod@s os que me acompanharam ao longo destes anos todos! Estarem desse lado fez toda a diferença!!

03/11/2019

Soluções de arrumação no hall

Uma das tarefas para este fim de semana prolongado foi destralhar o hall. A verdade é que não tenho muito para destralhar... Tinha o canto da tralha no corredor, mas já não tenho!! A roupa foi para dar e o aspirador foi para o armário do hall. 
  
Armário visto da porta da sala.

Este armário é um sistema de arrumação aberta do Ikea, gama Algot, tapado com painés deslizantes (mas no dia-a-dia, está sempre aberto). Já tinha este sistema, sem os painéis, na outra casa, mas nesta, como o hall é maior, acrescentámos mais um módulo.

É aqui que temos os casacos e os sapatos (meus e do J., pois os miúdos têm as suas coisas nos seus quartos), as minhas (poucas) malas, e onde pousamos coisas como chaves, óculos escuros, carteira, etc. 

Casacos, malas, sapatos, acessórios de yoga, coisas do dia-a-dia... Até o aspirador, para fácil acesso.

Tenho também o tapete de yoga e roda, coleira e trela do cão, e consegui enfiar lá o aspirador também, para não estar num canto do corredor à vista de todos...

O lado direito serve de "escritório", mas raramente uso. É mais para guardar os poucos papéis e dossiers que ainda temos.

O lado direito serve de escritório, se bem que raramente me sento lá. Tenho uma prateleira maior que serve de secretária e prateleiras em cima para as papeladas. Quando preciso de me sentar, uso a cadeira da entrada - não preciso de mais uma cadeira ou banquinho!

Cadeira mais velha que eu e o Holstee Manifesto.

Em todo o hall e corredor, tenho este sistema, a cadeira, um poster emoldurado, e um espelho. O poster é o Holstee Manifesto, que já tenho há alguns anos e continuo a adorar!

Nada mais. Não temos tapetes nem nada nas paredes. Gostava de pintar as paredes de cinzento, como tínhamos na outra casa, mas ainda não nos deu para isso... Por enquanto, está bom assim... É fácil de limpar e de arrumar - e assim sobra mais tempo para outras coisas... ;)

30/10/2019

Para outros académicos || #AcWriMo2019, o mês da escrita

No passado já aqui falei do mês de escrita académica #acwrimo. Resumidamente, cada participante estabelece objetivos de escrita e compromete-se a atingi-los ao longo do mês. Falei mais sobre as "regras" aqui e sobre o meu #acwrimo de 2012 aqui.

Este ano vou voltar a fazer um #acwrimo. Em novembro tenho apenas 13 horas de aulas para leccionar, tenho alguns alunos que vão iniciar os seus projetos no meu laboratório, tenho uma semana de saída de campo e experiências, mas penso que será um mês calmo e conseguirei escrever muito... porque são muitos os artigos que estão à minha espera...

Ao contrário de 2012, não vou trabalhar em casa. Como agora tenho um gabinete só para mim, consigo concentrar-me melhor e assim deixei de trabalhar em casa. É bem melhor, consigo separar as coisas: o trabalho fica no trabalho, e em casa não penso nisso.

Quando fiz o #acwrimo em 2012, cumpri metade dos objetivos: escrevi um artigo inteiro em duas semanas. O objetivo era escrever 2 artigos, mas já não me lembro o que é que aconteceu entretanto... provavelmente aborreceu-me estar sempre em casa...

Para o #acwrimo de 2019, são estes os meus objetivos:

> acabar o artigo A - falta só a discussão...
> acabar o artigo B - falta a introdução e a discussão

Para tal, tenho que proteger o meu tempo ao máximo...

> quero fazer no mínimo 6 pomodori por manhã (o que é a técnica Pomodoro?)
> vou desligar o telefone do gabinete (primeiro, informar os colegas para me contactarem só à tarde ou por email)
> vou marcar reuniões, atendimentos a alunos, seja o que for, sempre da parte da tarde

Vamos ver como corre! Aliás, devia estabelecer objetivos destes e proteger o meu tempo de maior concentração (as manhãs) todos os meses, e não apenas durante o #acwrimo...

Alguém se junta a mim no #acwrimo?

27/10/2019

O porquê da mudança

O Leo Babauta sempre disse que devemos mudar um hábito de cada vez - isto porque mudar hábitos não é fácil, requer muita vontade e disciplina. Assim, se concentrarmos toda a nossa energia numa só mudança, é mais fácil manter o foco e conseguirmos.

Nunca acreditei muito nisto (ou andava em negação), porque queria mudar tudo ao mesmo tempo. É verdade que hábitos associados podem ser mudados em conjunto, mas eu queria mudar tudo de uma vez só. Tive alguns sucessos no passado (por exemplo, com o hábito de levantar cedo), mas mesmo essas mudanças nunca foram consistentes. Relativamente ao levantar cedo, há alturas em que o faço, outras não; às vezes é dia sim, dia não, outras é semana sim, semana não.

Nos últimos anos, a minha vida tornou-se mais ocupada que nunca. Tenho a grande vantagem de ter um trabalho com isenção de horário, mas mesmo assim certas coisas descarrilaram e a inércia tomou conta de mim. 

A minha prática de yoga, por exemplo - perdi completamente o hábito de praticar yoga todas as manhãs, uma hora, hora e meia, por dia. Para quem conhece a prática de Ashtanga vinyasa, eu praticava toda a primeira série, e perdi-a... Esta prática matinal era um hábito que me fazia sentir tão bem, forte, saudável, e por isso decidi-me a recuperá-lo! Noutras alturas já tinha tentado recuperar o hábito, fazendo a prática completa num dia, mas como é demasiado para o corpo de quem está parado, no dia seguinte estava toda dorida e já não fazia nada...


Então, há umas semanas, comecei finalmente a dar ouvidos ao Leo Babauta. Uma coisa de cada vez. E fiz um plano para recuperar a minha prática de yoga matinal.

Em vez de recomeçar com uma prática de hora e meia, que neste momento seria fisicamente insustentável, vou começar com 15 minutos de cada vez, de segunda a sexta, e adicionar mais 15 minutos cada semana. E assim fiz.

Na primeira semana, pratiquei 15 minutos, de segunda a sexta. Fiquei maravilhada com a minha consistência! Há muito tempo que não praticava 5 manhãs seguidas...

Na segunda semana, adicionei mais 15 minutos, para um total de 30 minutos. Incrivelmente, consegui ir para o tapete e fazer os 30 minutos os 5 dias da semana!

Na semana que está a entrar, são mais 15 minutos, ou seja, 45 minutos no total. Acredito que consigo, pois os 30 minutos já não custam nada fisicamente. Claro que tenho que ir acordando mais cedo em cada semana, mas como são mudanças pequenas e graduais, tem sido fácil. E como tenho que ir acordando mais cedo para praticar, estou a trabalhar esse hábito também, sem sequer dar conta!

Mas afinal, o que é que fez o click? Foi ter um porquê. Porque é que eu quero praticar yoga todas as manhãs durante hora e meia? Porquê? O que é ganho com isso? Qual o objetivo? Tenho de ter um motivo forte para me levantar cedo e fazer uma prática física exigente enquanto todos ainda dormem... 

Saber o porquê ajuda a ultrapassar o desconforto e a falta de vontade. Quando pensei no meu porquê, ir para o tapete todas as manhãs tornou-se mais fácil. Eu quero ter uma prática de ashtanga consistente porque com essa prática sinto-me mais saudável; com o yoga trabalho a força, a flexibilidade, a mobilidade, a concentração, a atenção plena, e isso reflete-se positivamente na minha qualidade de vida. E com isto, deu-se o click - e a mudança tornou-se muito mais fácil!


23/10/2019

O poder das manhãs

Que eu gosto de me levantar cedo não é segredo. Não é fácil construir esse hábito e tenho tido altos e baixos ao longo dos anos. Na minha fase mais madrugadora até criei um grupo de "accountability" no facebook, o Bom Dia Manhãs, que foi depois substituído pelo Madrugadores de Portugal. Atualmente sou muito pouco ativa no grupo, mas gosto de ver que o hábito de levantar cedo perdura em muitos membros!

Basicamente, gosto de me levantar cedo porque consigo fazer coisas que, se me levantasse mais tarde, não conseguiria fazer. Fica aqui o exemplo de um sábado de outubro.



Acordei, sem despertador, às 6h30.
Pus roupa a lavar na máquina.
Às 7h15 estava no ginásio para um treininho de musculação.
Ao sair do ginásio, fui encher o depósito do carro.
Cheguei a casa pouco depois das 8h e estendi a roupa.
Tomei o pequeno-almoço.
Fiz a lista de compras e fui ao supermercado com o J., que entretanto acordou.
Arrumámos as compras.
Fomos à praia com o cão para beber café e dar um passeio.

E com isto eram apenas 10h00! E o dia inteiro ainda pela frente! É tão bom ser early riser!! ;)

20/10/2019

O canto da tralha - versão 2019

Em julho de 2012 escrevi um post sobre o canto da tralha. Na altura tinha duas zonas em casa onde era possível acumular tralha - a arrecadação e um canto no escritório. Isto foi no início da minha vida minimalista e desde então o canto da tralha deixou de existir ou existe às vezes, mas temporariamente. 

Atualmente, tenho um canto da tralha na casa nova, além da arrecadação na cave (que tem alguma tralha que não devia ter, mas tem muito menos que a arrecadação da casa antiga, porque a nova arrecadação... tem metade do tamanho da antiga - menos espaço, menos tralha).


Este canto no corredor, à entrada do meu quarto, tem neste momento:

> Uma caixa de arrumação com roupa minha. Esta roupa não está a ser usada, nem sei se vou usar no futuro, e enquanto não me decidir, está na caixa. Resultou de um destralhamento recente ao roupeiro. Se a roupa não for usada ao longo do próximo ano, irá embora. A caixa, entretanto, deverá ir para a cave, para não atravancar o corredor. 

> Sacos de roupa e sapatos para dar. É só uma questão de levar os sacos para o carro e ir entregá-los, mas ainda não o fiz... 

> Um saco com livros escolares. Também quero dar, mas não sei onde...

> Aspirador. Desde que viemos para esta casa, que o aspirador está sempre aqui. O motivo é simples. Aspiramos a casa várias vezes por semana (3 gatos e 1 cão) e não vale a pena estar sempre a arrumar o aspirador... Poderia arranjar outro solução, como arrumá-lo no armário do hall (podes ver este "armário"no meu Instagram, no destaque Home sweet home, 4ª story - na verdade é um sistema de arrumação aberta Algot tapado com painéis), mas ainda não me deu para isso.

Hum, escrever este texto e tirar esta foto deu-me a motivação necessária para tratar deste canto da tralha!

16/10/2019

Construindo um armário-cápsula || As minhas regras

Ultimamente tenho lido muito (e visto muitos videos no youtube, sobretudo este canal) sobre roupa, sobre guarda-roupa minimalista e, claro, sobre o armário-cápsula. Quem acompanha o blog há muito tempo sabe que destralhar e minimizar a roupa foi sempre um grande desafio para mim. Ao contrário de coisas como livros, bibelots, louça, etc., ando constantemente a destralhar a roupa, porque continuo a comprar roupa que acabo por não gostar e/ou não usar (mas muito, muito menos que antigamente!!).

Outro problema é ter passado por vários estilos até encontrar o estilo que realmente é a minha cara. Aqui e aqui falei um pouco sobre a evolução do meus estilo (mas são textos já antigos... e a evolução continuou). Há já alguns anos que voltei para o preto, cinzento e branco. São as cores com que me sinto eu. Gosto de ser discreta e gosto de estar confortável - e com a idade vem a constatação de que cada vez me importo menos com regras e com o que os outros pensam ou com o que achamos que é esperado de nós. E fui desenvolvendo as minhas regras (ou seja, podes não concordar com nenhuma delas, nem tens de concordar com elas - é o que funciona, neste momento, para mim):

> Poucas cores. A maioria da minha roupa é preta, branca e cinzenta, e tenho algumas coisas em vermelho e azul, que combinam com o resto. Para que um armário-cápsula ou um guarda-roupa minimalista resultem, as várias peças de roupa devem combinar entre si; se tiver peças de cores muito variadas, isso é mais difícil...

Parece aborrecido... mas eu gosto!

Só uso jeans de cintura baixa - não gosto de medium-rise e muito menos high-rise. Acho horrível e desconfortável, e o rabo fica do dobro do tamanho. Low-rise only. Só consigo encontrar cintura baixa na Salsa. É caro, sim, mas de excelente qualidade. Neste momento tenho 3 calças de ganga (duas azuis, umas pretas) e quero adicionar umas brancas.
Low-rise jeans only!

> Poucos acessórios. Gosto da máxima da Coco Chanel "Before you leave the house, look in the mirror and take one thing off." Por exemplo, sempre foi impensável para mim usar brincos e colar (uma coisa ou outra), ou um colar comprido e um cinto, ou pulseiras nos dois braços, ou anéis nas duas mãos, ou brincos compridos com echarpes, ou echarpe com colar. Estão a ver a ideia? Menos é mais.

Num evento "bem vestido" com a magnífica Mafalda Ribeiro. Vestido preto, casaquinho preto porque foi em março e estava frio, sapatos de salto alto pretos, e um colar de pérolas. Nada de brincos, pulseiras, relógios, nada.

> Os sapatos devem combinar com a mala - exceto com roupa de cocktail/cerimónia, aí os sapatos devem combinar com o resto da roupa. Não cumpro sempre esta regra, mas geralmente, sim, se os sapatos são pretos, a mala é preta, se os sapatos são castanhos, a mala é castanha. Com sapatos de verão é mais difícil (por exemplo, tenho sandálias brancas, mas nenhuma mala branca), mas tento que as coisas sejam harmoniosas.

Uso duas cores no máximo. Preto e branco, preto e cinzento, branco e cinzento, e por aí fora. Custa-me muito usar mais que duas cores, a não ser que a terceira seja ganga (não conta), ou o castanho da mala e dos sapatos, ou ainda se as cores estiverem numa peça só (por exemplo, uma camisola ou sapatilhas estampadas, como na foto), ou se uma das cores for branco (como na foto). Mas usar qualquer coisa como calças pretas, blusa cinzenta e casaco azul, para mim não dá. Demasiada mistura. 

Calças pretas, top vermelho, sapatilhas de várias cores, incluindo preto e vermelho. A mala era preta e tinha também um blusão de ganga.


> Uso só um estampado de cada vez. Nem consigo conceber a ideia de usar, por exemplo, uma parte de baixo às riscas e uma parte de cima às bolinhas, ou misturar um estampado leopardo com um de tigre, nem que seja em peças mais afastadas, como umas calças e uma echarpe estampadas. É coisa que em 40 anos de vida nunca fiz nem me vejo a fazer. O que gosto e uso muito é, por exemplo, calças, blusa, sapatos e mala (e casaco, se houver) da mesma cor (geralmente preto) e uma echarpe estampada colorida para quebrar todo o preto.

> Sair da zona de conforto, às vezes. Às vezes meto-me em aventuras com alguma peça ou alguma cor. Para este outono-inverno, o que me fez sair da minha zona de conforto foi ter finalmente comprado uma peça que queria há muito - um trench coat (ou gabardine, em Português). Primeiro, achava que os trench coats eram só para mulheres mais bem vestidas (que não é o meu caso), mas depois percebi que também ficam muito bem com calças de ganga e sapatilhas. Segundo, saí mesmo da minha zona com a cor. Inicialmente queria um cinzento, para combinar com o resto, depois em bege, porque os trench coats são tipicamente beges, mas acabei por encontrar um maravilhoso em... verde azeitona! É este. Ao vivo é mais bonito que nestas fotos. Estou desejosa de o usar!

Fiquei muito feliz quando vi este video com 10 dicas de estilo das mulheres francesas, e muitas dessas dicas são iguais às minhas - terei uma costela francesa?? Resumidamente, as dicas são:

1. Não misturar preto e castanho - ou um ou outro. Check! Eu só uso castanho e preto se for roupa preta e acessórios castanhos (sapatos e mala, ou casaco de cabedal castanho), mas, por exemplo, umas calças pretas e uma blusa castanha, nem pensar.

2. Não usar mais de duas cores ao mesmo tempo. Exceção - ganga azul. Se usar uma peça estampada, o resto deve ser em cores sólidas.  Check!

3. Não usar roupa de ginásio na rua. Nunca! Check! Esta é mais recente para mim, mas já não me sinto bem a usar leggings, sapatilhas, roupa de ginásio no geral para ir às compras ou para andar por aí ao fim de semana. 

4. Não usar demasiados acessórios, nem misturar ouro e prata. Menos é mais! Check! Como escrevi acima, geralmente só uso brincos ou um colar, e prefiro a prata e pérolas ao ouro.

5. Não andar sempre a mudar de estilo. Quase check! Os últimos anos foram de aprendizagem e descoberta do meu estilo, mas cada vez mais prefiro ter menos coisas, mas ter coisas de boa qualidade, caras, com design intemporal, que nunca saem de moda e ficam sempre bem. 

6. Os sapatos devem combinar com a mala: sapatos pretos com mala preta, sapatos castanhos com mala castanha. Exceção: vestidos de cocktail e de noite; aqui os sapatos devem combinar com o vestido. Check!

7. O guarda-roupa das mulheres francesas é constituído sobretudo por cores neutras, às quais adicionam uma cor forte para quebrar a monotonia, que pode ser uma echarpe à volta do pescoço, um chapéu, uns brincos grandes, um colar vistoso, ou uma grande pulseira num dos braços. Ou um look totalmente preto com um baton vermelho! Check! Tal e qual como eu gosto!

8. Unhas e lábios vermelhos. A Justine diz que as marcas internacionais há anos que tentam lançar em França vernizes e batons de várias cores (como se usa cá), mas a moda não pega. As francesas só usam vermelho, tanto nas unhas como nos lábios. Quase check! Quando pinto as unhas, é só vermelho, e tem de ser um vermelho escuro. Já usei outras cores, mas not anymore... Nos lábios, gosto de rosas escuros e suaves. Vermelho parece-me demais, mas a verdade é que nunca experimentei.

9. Meias pretas com sapatos pretos ou escuros, meias brancas com sapatos brancos ou claros. Não há mais cores de meias. Check! Só tenho meias pretas.

10. A roupa deve assentar bem. Nem demasiado curto nem demasiado comprido, nem demasiado largo nem demasiado apertado. Se necessário, levar a roupa à costureira para ajustar. Check! Faço isto várias vezes, ou ajusto eu a roupa, ou levo à costureira, de forma a que a peça me assente bem. Não faço com todas as peças, mas sobretudo com calças. 

E vocês, têm regras destas??

13/10/2019

O meu quarto minimalista

Tenho um post antigo que mostra a evolução na decoração do meu quarto na minha antiga casa. Na casa nova, onde estou há cerca de ano e meio, o quarto ainda não está perfeito, mas lá chegaremos!
Vejamos o que tenho no quarto:

A cama tem apenas um lençol-capa e a capa de edredão, que agora serve como lençol. Quando tem o edredão posto, a cama fica com um ar muito mais confortável... E, claro, gatos e cão em cima da cama = cama desarrumada (real life!)

> Cama - é um estrado metálico de 160 cm por 200 cm com um bom colchão da Molaflex. Fiz a saia da cama, não para esconder tralha que esteja debaixo da cama (porque não tenho lá nada!), mas sim para tapar o próprio estrado, que é feio. Gostava de arranjar um outro estrado, de madeira, que pudesse estar à vista, para livrar-me da saia - a saia da cama é mais uma coisa para lavar, passar a ferro, tratar...

> Mesa de cabeceira - é uma mesa rebatível do Ikea que uso como mesa de cabeceira (já não tenho os bed pockets) para colocar livros, lenços, coisas dessas, e às vezes abro para trabalhar no computador. Tem um candeeiro para ler na cama. Do lado do J., não há nada. Durante a noite, geralmente deixamos os telemóveis, que usamos como despertador, na casa de banho do quarto.

Na verdade, acho demasiado uma cadeira e um cabide. Quero chegar ao ponto em que arrumo logo a roupa quando a dispo, e assim não ter necessidade de um cabide para a colocar... Já o J.... precisa mesmo da cadeira para por a roupa... Ao lado da cadeira está a porta do quarto.

> Cómoda - é a mesma cómoda Malm do Ikea que já tinha na outra casa. Das 6 gavetas, 5 têm coisas minhas, e a outra tem os lençóis da cama.

> Cadeira - cadeira velha renovada, que veio da casa das Caldas da Rainha. É para o J. por a sua roupa.

> Cabide - ainda está para ser lixado e pintado de branco. É para a minha roupa.

> Roupeiro embutido - Toda a roupa do J. cabe lá, o resto da minha roupa também, o cesto com a roupa para passar a ferro, e na prateleira superior, tudo o que é mantas e edredões que não estão a ser usados.

> Decoração - Dois quadros a óleo grandes em cima da cómoda. Um cortinado na janela. Uma orquídea no parapeito da janela. Duas almofadas grandes na cama que fazem de cabeceira quando a cama está feita (ai o feng shui!!). Um candeeiro de teto em papel que gostava de substituir por um deste estilo (cada vez mais aprecio a qualidade, mesmo que custe mais - mas também dura mais) e um candeeiro de mesa para ler na cama.

> Espaço - Não se vê nas fotos, mas tenho bastante espaço do lado esquerdo da cama. Em vez de colocarmos a cama no centro do quarto, como era suposto, chegámo-la mais para a direita, para o lado da janela, para ficar muito espaço livre entre a cama e a parede oposta à janela (onde está a porta da casa de banho). Uso esse espaço para fazer yoga ou simplesmente para descansar os olhos. Olhar e ver só chão e paredes brancas, nenhuma mobília, nenhuns bibelots, nenhuma tralha, aahh!

> Simetria - Eu tenho uns traços obsessivo-compulsivos, e a mobília tem que estar perfeitamente alinhada, nomeadamente a cama, a cómoda e o quadros. Daria-me uma coisa má se o centro da cómoda não estivesse alinhado com o centro da cama, e se os quadros não estivessem perfeitamente centrados com a cómoda.

> Cores - As cores são o branco e o cinzento, o castanho da madeira do chão e do roupeiro, e alguns detalhes coloridos nos quadros. Cada vez gosto mais de pouca cor, tanto na decoração como na roupa, pois relaxa-me; muitas cores stressam-me. 

O que não tenho no quarto:

> mesas de cabeceira "a sério"
> espelhos
> tapetes
> tralha debaixo da cama
> tralha dentro do roupeiro
> televisão
> rádio-despertador
> montes de almofadas decorativas em cima da cama
> bibelots

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