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04/07/2018

Estou livre!!

No passado dia 19 de junho fiz o meu último exame na universidade. O último! Acabaram-se 4 anos de aulas (como aluna), de estudar para frequências e exames, de trabalhos, de estudar, de perder fins-de-semana a estudar ou a fazer trabalhos. Há um ano atrás estava a acabar a licenciatura em psicologia, agora acabei a parte curricular do mestrado em psicologia clínica. No próximo ano letivo tenho apenas a tese, que para mim é easy peasy, visto que fazer investigação científica é o meu trabalho, e o estágio. O estágio assusta-me mais, pois... é o estágio - dar consultas, ajudar as pessoas. Na investigação sinto-me super à vontade, visto que é o que faço há uns 15 anos, mas dar consultas como estagiária de psicologia... nunca fiz isso na vida e não sei bem o que me espera... Seja como for, não tenho mais frequências nem exames, nunca mais!!!!

Sinto-me livre!! Livre para passar uma manhã inteira de sábado na praia ou na piscina e uma tarde inteira de domingo a ler. Livre para vegetar, para não fazer nada! Livre para organizar o meu tempo ao meu jeito, sem os deadlines dos trabalhos ou os dias das frequências. 

Agora estou de férias, o mês todo de julho, como sempre. Trouxe trabalho para fazer nas férias, como sempre. Mas em agosto começa a minha nova vida, sem ter que pensar em aulas ou frequências ou trabalhos. 

Sim, já estou a repetir-me demasiado, mas a sensação de liberdade é tão boa!

E para quem acha que eu não vou ficar por aqui e ainda vou tirar outro curso: não, já não tenho parede para pendurar os diplomas (se bem que os cursos de desporto e de nutrição agradam-me...) ;))

22/08/2016

5 motivos para parares de procrastinar o teu desenvolvimento pessoal

Um guest post da Mafalda do blogue It’s (not)so simple! Obrigada Mafalda!

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Tenho a certeza de que a ideia já cruzou o teu pensamento dezenas, quiçá centenas, de vezes. E, de todas essas vezes, reprimiste-a. Razões como “agora não é momento certo”, ou “onde vou arranjar o dinheiro?”, ou ainda “para quê cansar-me se depois o meu patrão não me vai valorizar?”. Cada pessoa tem os seus motivos, sejam eles estes, ou outros, mais ou menos complexos.

Não estou aqui para julgar os teus motivos. O meu único intuito é fazer-te pensar, dar-te mais razões para considerares a hipótese de aprenderes novas coisas e de desenvolveres o teu eu.

Afinal de contas, sei que te sentes imensamente inspirada pela nossa Rita e pelo seu exemplo de força, determinação e dedicação: ser mãe, investigadora, yogini, blogger e estudante universitária é uma bela carga de trabalhos, não é?

Então, vamos falar das razões mais comuns que damos (seja a nós, seja aos outros) para não investirmos no nosso desenvolvimento pessoal e de como podemos contrariá-las e deixar de procrastinar o investimento na nossa própria formação.

1. Não tenho tempo! Bom, isto é algo que dizemos muitas vezes e não só a propósito deste tema. “Tenho filhos pequenos.” “Tenho uma casa para cuidar.” “Estou cheia de trabalho…” Aquilo que eu acho, aquilo que eu tenho aprendido, é que, se realmente quisermos fazer determinada coisa, arranjaremos tempo para ela. O exemplo clássico: quantas pessoas conheces que tiraram a carta de condução enquanto estudavam, ou trabalhavam? Arranjaram tempo para ir às aulas, estudar o manual, fazer testes, fazer o exame de código e ter aulas de condução em tempo quase record. A grande lição é: quando realmente queremos muito uma coisa, ou quando algo nos faz muita falta e tem um grande impacto na nossa vida, encontramos tempo. Mesmo que para isso tenhamos de pedir ajuda, deixar coisas menos importantes de parte, roubar ao sono (esta não recomendo, mas cada um faz o que for preciso), parar de ver televisão, pôr as saídas à noite em standby… Vale tudo para atingirmos os nossos objetivos!

2. Onde é que vou arranjar o dinheiro? Não pretendo intrometer-me na carteira de ninguém. Porém, investir em formação pode trazer grandes benefícios pecuniários no médio/longo prazo. Cada um tem de saber o que é que valoriza mais e ter a capacidade de gerir os seus rendimentos da melhor forma. No entanto, aquilo que quero aqui destacar é que podes aprender mais, descobrir novas coisas, sem ter de gastar rios de dinheiro em manuais, sebentas, aulas ou propinas. Sobretudo nos dias de hoje. Podes escolher, na biblioteca da tua cidade, por exemplo, um livro que te ensine uma nova capacidade. Ou procurar uma versão digital, normalmente menos dispendiosa. Pedir emprestado. Ou comprar em segunda mão. E, claro, podes encontrar na nossa amiga Internet uma grande aliada: procura informação fiável sobre o tema do teu interesse, lê tudo o que puderes e coloca em prática o que fizer mais sentido. Se a tua “cena” forem línguas estrageiras, experimenta uma alternativa como o Duolingo (https://www.duolingo.com/). Se procuras algo mais ligado aos negócios, ou às ciências socias, e nem queres sair da frente do PC, tens de espreitar o Coursera (https://www.coursera.org/). Depois agradeces-me… Aumenta os teus conhecimentos sem gastar um cêntimo!

3. O meu patrão não ia valorizar-me mais por isto. Isto, para mim, levanta duas questões: A) Queres fazer isto por quem, realmente? Não o faças pelos motivos errados, por favor. Fá-lo por ti! Para te sentires bem contigo, para te levar mais além. Adicionalmente, poderás querer fazê-lo para inspirar os que te rodeiam, ou para dar um bom exemplo aos teus filhos. O teu patrão e o teu emprego vêm, quando muito, em terceiro lugar. B) Achas mesmo que o teu chefe não te vai valorizar? Ainda que a tua decisão implique estares menos disponível para o trabalho (porque tens aulas, por exemplo), tenho a certeza de que o teu patrão vai ver a tua decisão como algo positivo. Pode até não o demonstrar, mas todos os chefes gostam de empregados pró-ativos, interessados e que vão à luta. E, em alguns casos, pode até acontecer que o teu chefe tenha apenas medo de te perder: capacidades aumentadas equivalem a progressão de carreira potenciada, ao seu lado, ou longe dele. Portanto, seja para te sentires bem contigo própria, ou para aumentar as tuas hipóteses no mundo do trabalho, investir na tua formação compensa SEMPRE!

4. Não sei o que estudar! Isto, minha amiga, é um excelente problema para se ter. Podes decidir enveredar por temas que te seduziam na infância, ou na adolescência, e que tiveste de deixar para trás por achares que não tinham futuro, ou por algo que só agora descobriste. Avalia várias hipóteses, pesquisa um pouco sobre cada uma e decide. E, lembra-te, nada tem de ser definitivo: hoje podes ler sobre física quântica, e amanhã ter aulas de crochet. E depois avançar para a filosofia. Ou para uma qualquer arte marcial. O céu, caríssima, é o limite!

5. Já não tenho idade para isso! Hum… Sinceramente, já ouvi desculpas melhores! Se há algo que eu considero absolutamente extraordinário no ser humano é a sua capacidade para aprender, para mudar formas de agir e de pensar. Tudo, com a orientação mental certa, poder ser (re)aprendido. Certos temas com maior facilidade, outros com menos, é certo, mas, se realmente te interessa, tu chegas lá. Não te esqueças que um cérebro em movimento é um cérebro que envelhece mais devagar. Portanto, deves isto a ti própria: estuda, para o teu bem!

Confia em mim: este é o momento certo para fazeres algo mais por ti e para aumentares os teus conhecimentos. Tudo conta: os cinco minutos a ler enquanto esperas pelo autocarro, aquele bocadinho da tua hora de almoço para completar mais uma unidade de Espanhol, acordar 30 minutos mais cedo para estudar contabilidade financeira… Tu lá sabes.

Tu mereces o investimento que vais fazer em ti própria. Por todos os motivos e também por mais este: por teres a hipótese de provar a ti própria, uma vez mais, que vales muito, que tens grandes capacidades, sejam estas intelectuais, de organização, culturais, técnicas, motoras, analíticas ou de julgamento.

E isto parece-me importante sobretudo se te debates frequentemente com uma sensação de que estás a estagnar, de que te faltam conhecimentos importantes para o teu dia-a-dia, ou que precisas de te levar mais além e ocupar-te com novas aprendizagens.

Portanto, e inspirada pela nossa Busy Woman, segue em frente e começa já a aprender algo novo.
Já agora, se precisares de informação sobre esta temática e, mais particularmente sobre o Estatuto do Trabalhador-Estudante, passa pelo meu cantinho. Será um gosto ter-te por lá.

Atreve-te a ser feliz!

Não posso terminar sem agradecer à Rita por me ter recebido tão bem aqui no seu blogue. Foi uma honra poder partilhar com quem a lê estas minhas singelas dicas. Continuação de imenso sucesso, Rita!

21/12/2015

Que ano!! E 2016, o que trará?

Acho que nunca tinha tido um ano assim. Nem mesmo nos últimos tempos do doutoramento. O que mudou (e complicou) na minha vida foi ter ingressado numa segunda licenciatura, desta vez em psicologia. De repente, o meu tempo livre reduziu-se drasticamente. Tive que abdicar de algumas coisas para conseguir responder às exigências todas. Quase deixei de ver televisão, mas li bastante. Quase deixei de escrever no blog, mas escrevi muitas outras coisas. E pela primeira vez há muitos anos tirei férias a sério no verão - um mês inteiro de férias, na praia, sem fazer (quase) nada de trabalho (fiz algumas coisinhas, admito). Nesse mês de férias também consegui, finalmente, perder uns quilinhos a mais! E fiz muito, muito yoga ao longo do ano. 

2015 foi um ano mesmo diferente. Algumas coisas correram mal, claro, mas essas experiências são aprendizagens que tenho que levar para 2016. Agora, mais do que nunca, preciso ser disciplinada. Não posso procrastinar, não posso distrair-me, não posso dormir mais um pouco... O ano correu bem, tanto no trabalho como no curso, mas 2016 tem que correr ainda melhor. E para que tal aconteça, há que fazer mudanças.

> Em primeiro lugar, estudar para frequências apenas no fim de semana antes, como fiz várias vezes este semestre, está fora de questão! No 2º semestre quero dedicar meia hora ao fim de semana para cada uma das disciplinas que tenho, para rever o que foi dado em cada aula, fazer apontamentos e assim ir adiantando serviço para as frequências. São 6 disciplinas, portanto hora e meia no sábado e hora e meia no domingo. Hora e meia em 24 horas é muito pouco - não há desculpas. 

> Vamos voltar a contratar uma empregada para limpar a casa, pelo menos 1 vez por semana. Não dá mais. Com o meu trabalho, o curso, as aulas de yoga, o trabalho do J., os miúdos e as suas atividades, não dá mais para dar conta do recado. Nem tenho cumprido a minha regra de não começar uma nova semana com roupa por passar...

> Agora, mais que nunca, o planeamento semanal é fundamental. E não é só planear a minha vida - é organizar a semana de todos cá em casa, definir quem leva qual miúdo a determinada atividade, planear menus consoante as horas a que chegamos a casa, fazer comida a mais para o J. levar para o trabalho (eu não levo; na universidade como bem e barato), e por aí fora...

> Não deixar de ler livros só porque estou demasiado ocupada... Li bastante ao longo ano, até mesmo em maio, na altura das frequências (devorei os Harry Potters todos), mas este semestre esqueci-me dos livros... Mas de certeza que tenho pelo menos 10 minutos para ler na cama antes de apagar a luz!

> Fazer mais voluntariado. O que tenho feito nesta área é dar aulas de yoga com gatos a favor da Pravi de Faro. Quero fazer mais pelos animais, como participar nas campanhas de adoção e ir ajudar nas limpezas do gatil. De certeza que arranjo umas horinhas uma ou duas vezes por mês para isso.

> Voltar a costurar! Tenho almofadas para fazer e uma mala para acabar. É uma atividade que me dá prazer e sou capaz de me perder durante horas com a máquina... Não é que agora tenha horas disponíveis para isso, mas uns bocadinhos de vez em quando concerteza que arranjo.

> Escrever mais. Quero voltar a escrever no diário (raramente escrevo, mas faz-me tão bem) e, claro, quero voltar a escrever mais aqui no blog.

> A minha rotina matinal deve ser uma prioridade. Levantar cedo, fazer yoga, meditar. Não me esquecer do oil pulling, da água morna com limão, do jala neti, da escovação corporal a seco e de outros cuidados. Não arranjar desculpas para não fazer as coisas.

Penso que são estes os aspetos mais importantes. Sobretudo, quero um ano disciplinado, produtivo e tranquilo!

10/12/2015

Tudo passa

Que dia, que semana, que semestre!

No outro dia, eu e o meu colega de estudos, também ele trabalhador-estudante, tivemos o mesmo pensamento, ao passarmos o fim de semana a estudar para uma frequência - mas o que é que andamos aqui a fazer??

Se os nossos colegas que só estudam e não tem filhos nem outras responsabilidadas pensam isto de vez em quando, imaginem nós...

O que é importante relembrar - e verificar - é se isto que andamos a fazer nos está a dar prazer. A verdade é que dá. Nós gostamos disto. De ir às aulas, de fazer trabalhos, até de estudar para (algumas) frequências. Estudar psicologia dá-nos prazer. É giro. A motivação é sobretudo intrínseca.

Claro que tudo o resto sofre... Para que o trabalho e outras coisas não sejam prejudicadas, há que levantar mais cedo, deitar mais tarde, aproveitarmos bem os tempos livres e os fins de semana. Quando vou para as atividades com os miúdos, levo o computador para adiantar trabalho. Depois do jantar, vou para o escritório estudar. Aos fins de semana, tenho sempre coisas, do trabalho ou do curso, para fazer. Parece que não temos descanso. Vou para o terceiro fim de semana seguido em que vou ter que estudar bastante. Já nem sei o que é um fim de semana sem nada para fazer (o próximo será um desses, finalmente). Recuso almoços e jantares de Natal porque tenho que estudar (para dizer a verdade, não sou muito dada a jantaradas, mas é bom ter uma desculpa menos esfarrapada). 

Nas últimas duas semanas, tenho praticado pouquíssimo yoga e praticamente não medito. Continuo a dar as aulas, 4 aulas de yoga por semana, que me fazem muito bem, mas a minha prática tem sofrido. Há que aceitar que há alturas em que é assim. Claro que se eu fosse mais disciplinada, conseguiria levantar-me mais vezes cedo para praticar. Eu sei que me faria imensamente bem, mas a minha força de vontade nestas alturas anda pelas ruas da amargura... Não faz mal, tudo passa.

Mais uma vez, o mais importante é relembarmo-nos que isto pode ser complicado, cansativo, stressante... mas nós gostamos do que fazemos. E é temporário. Temos fases muito complicadas, como esta, mas acabam por passar. E o 1º semestre é sempre pior que o 2º, porque é mais curto. Tudo passa.

08/10/2015

Mais um sobre a organização do trabalho científico

Este post é pensado em pessoas como eu, dedicadas ao trabalho científico, mas não quer dizer que não seja transversal a outras situações. Já recebi vários pedidos para partilhar como é que organizo o meu trabalho, portanto, aqui vai.

O trabalho científico é um tipo de trabalho criativo que envolve geralmente a conjugação de muitas atividades diferentes: trabalho de campo e laboratório, análise de dados, escrita de artigos, muita Muita informação passa-nos pelas mãos e não há horas suficientes num dia para fazer conseguir fazer tudo. O cientista acaba por levar trabalho para casa, vem ao laboratório ao fim de semana, e mesmo quando está a tentar relaxar continua a pensar acerca dos seus últimos dados. A parte boa é que o cientista geralmente gosta daquilo que faz, portanto o trabalho nem parece trabalho... e fazê-lo é, na verdade, uma fonte de prazer.

Mas como lidar, de forma organizada e eficiente, com tudo aquilo que este trabalho envolve? Claro que não há receitas infalíveis e cada um terá que descobrir o que é que se adapta melhor a si. Eu estou sempre a tentar melhorar os meus sistemas, a tentar arranjar maneiras de fazer melhor as coisas...

Em primeiro lugar, tenho que planear tudo o que faço. Atualmente uso o Workflowy para fazer esse planeamento, como mostrei aqui. Uso também o Google Calendar e uma agenda em papel. Na agenda em papel planeio os meus dias. Desde que comecei a tirar o curso de psicologia, tenho que me organizar muito bem e planear exatamente, para cada dia, o que vou fazer e quando vou fazer.

Há uns meses comecei a usar uma agenda Hobonichi, linda, ótima qualidade, que funcionou muito bem. Mas quando as aulas começaram, voltei a sentir necessidade do caderninho, onde tenho mais liberdade para usar o espaço como for mais adequeado.

Basicamente, uso uma página por dia; num dos lados faço uma pequena coluna com as horas, das 8h às 20h, onde anoto as aulas, reuniões e outros compromissos com hora marcada. No resto do espaço aponto as tarefas para fazer, mais ou menos de acordo com a hora em que devo fazê-las. 



Por exemplo, a primeira tarefa na imagem acima (ir à Ria buscar água), era para ser feita logo de manhã, daí estar próxima das 9 h. A tarefa comprar fruta e pão está entre as 18h e as 19h, depois de sair do trabalho. A última tarefa, já no fim da folha, refere-se a um trabalho para uma das disciplinas do curso, que planeei fazer em casa, depois do jantar, daí estar já depois das 20h.


Uma das maiores fontes de informação (e papel) com que o cientista lida todos os dias são os artigos científicos. Temos que estar sempre a par do que vai sendo publicado na nossa área, portanto a leitura de artigos é das tarefas mais importantes que temos. 

Há já muitos anos que não imprimo os artigos. Tiro os pdfs que me interessam, guardo-os numa pasta do Dropbox e organizo-os no Mendeley. O Mendeley (e outros softwares para gestão de referências) é fantástico, pois permite organizar os atigos em pastas, atribuir-lhes etiquetas, sublinhá-los, escrever comentários, enfim, tem uma série de funcionalidades que facilitam imenso o trabalho. No iníco fazia-me confusão ler no monitor, mas acho que é uma questão de hábito. E se pensarmos que é melhor para o ambiente, não custa tanto.



Basicamente, tudo o que posso ter em pdf, prefiro ter em pdf do que em papel. Quem diz artigos, diz livros e outras coisas. Enquanto os meus colegas têm as secretárias e as estantes cheias de coisas, eu tenho (quase) sempre a secretária desempedida e a estante arrumada e cheia de espaço.

quase sempre arrumada... mas nem sempre...
Também uso o Evernote para organizar certas coisas, como sites da net que me interessam, artigos que quero tirar o pdf, sites de congressos para ir, coisas assim... Uso o Evernote tanto para coisas de trabalho como pessoais, pois as suas funcionalidades (pastas, etiquetas) permitem separar as coisas e ter tudo organizado.

Uma alteração significativa que fiz recentemente e que me tem facilitado bastante a vida foi juntar todos os meus projetos em curso num só dossier.



Não gosto de trabalhar em muitas coisas ao mesmo tempo, e por isso só tenho 5 separadores para projetos de trabalho no dossier (e só 4 estão ocupados). Em cada separador guardo todos os papéis, rascunhos, informações importantes relacionadas com esse projeto. Por exemplo, o quarto projecto (JPR) é um artigo que submeti e que estou agora a fazer as correções requeridas pelos revisores. Aqui tenho os comentários dos revisores e folhas onde vou escrevinhando coisas para fazer, para procurar, para acrescentar... Naturalmente que tenho uma pasta no computador que corresponde a cada projeto, onde guardo os ficheiros digitais correspondentes (manuscrito, figuras, tabelas, carta ao editor, resposta aos revisores, etc.).

Neste mesmo dossier tenho também o material das aulas do curso de psicologia (os separadores cinzentos, de 1 a 6, um para cada disciplina). Aborrecia-me ter dois dossiers e andar sempre com os dois para trás e para a frente. Assim, arranjei um dossier grande onde cabe tudo aquilo que necessita da minha atenção. No fim do dia, é só agarrar no dossier e se quiser trabalhar em casa tenho ali tudo o que preciso.

Tenho outros projetos, outras ideias que gostava de pôr em prática um dia, projetos que vão iniciar-se daqui a uns meses - o someday/maybe do GTD, num outro dossier. Ao seu lado, dois outros que são importantes: um com todos os meus artigos (aqueles de que sou autora ou co-autora) impressos, e outro com documentos importantes relacionados com trabalho (estatuto de trabalhador-estudante, e documentos que a FCT nos faz digitalizar, como declarações de aceitação, guardo aqui os originais).



Resumindo, é planear, organizar, gerir bem o tempo... e divertir-me pelo caminho!

Se tiveres questões ou quiseres saber em específico alguma coisa em relação aos meus métodos de organizar e planear o trabalho (não é o que os meus métodos sejam perfeitos, é óbvio, mas têm funcionado para mim), deixa um comentário! Obrigada!



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22/09/2015

Novo ano, novas rotinas


O verdadeiro ano novo é em setembro, quando as férias acabam e as crianças voltam à escola. Este ano há novidades. O mais velho está no 5º ano e entra meia hora mais cedo que o habitual. É apenas meia hora, mas muitos ajustes são necessários!

O mais novo quer ir para a escola também a essa hora, e não meia hora mais tarde, para ter mais tempo para brincar. O J. leva-os à escola, mas o que já deu para ver nestes dois dias é que o pequeno-almoço em família (eu e os miúdos, que o J. nunca toma pequena-almoço) perdeu-se...

Eu planeava as minhas práticas de yoga de maneira a acabar até às 8h. Depois despachava-me, fazia o pequeno-almoço, comíamos e eles iam para a escola. Agora, quando estou a arranjar-me, eles já estão a tomar o pequeno-almoço... e eu acabo por comer sozinha...

Ou seja, tenho que pôr todas as minhas rotinas meia hora mais cedo! A hora de acordar tem sido muito inconsistente. Ora é às 6h, ora é às 7 e tal. Não pode ser. Espera-me um ano de muito trabalho, com artigos, projetos, alunos para orientar e os estudos de psicologia... Não posso perder tempo nem deixar de fazer as coisas por falta de organização. O foco para os próximos dias será voltar a ter uma hora fixa para levantar - 6h da manhã. Levantando-me a essa hora, consigo praticar yoga durante quase hora e meia e estar despachada às 7h30, para me arranjar, acordar os miúdos, e tomarmos o pequeno-almoço juntos. Assim, até chego ao trabalho meia hora mais cedo!

Este 2º ano de psicologia está a ser giro e não me parece que vá ser muito trabalhoso. Faço questão de ir às aulas teóricas (excepto às de estatística, pois é uma coisa com a qual eu trabalho no dia a dia e as aulas são a um nível muito básico), e só vou às teórico-práticas se for mesmo importante. Por exemplo, andamos a ver uns filmes em algumas disciplinas durante essas aulas, e o que faço é ver os filmes em casa ao serão. Assim, o tempo da aula a que não vou é aproveitado para trabalhar, e ao serão não vejo porcarias na tv, mas sim os filmes que tenho que ver. Os professores facilitam as coisas aos trabalhadores-estudantes, o que ajuda muito.

O meu desafio de yoga está a correr bem. Tenho praticado quase todos os dias, se bem que têm sido práticas curtas, o que não me agrada muito... Seja como for, essas aulas curtas também têm que ser feitas, por isso não se perde nada. Mais vale 15 minutos de yoga todos os dias do que duas horas ao fim de semana.

As coisas fazem-se Não se faz tudo ao mesmo tempo, claro, mas vai-se fazendo, desde que haja motivação e organização!


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11/09/2015

Como conciliar o trabalho e o doutoramento?


Recebi um comentário a este post acerca de como conciliar a realização de uma tese de doutoramento com um trabalho full-time (no caso, de 9 horas diárias). Bem, devo dizer que na minha área, com muito trabalho de campo e de laboratório envolvido, fazer um doutoramento em part-time é praticamente impossível. Mas compreendo que há outras áreas em que poderá ser mais exequível. 

Como em tudo, há que saber, em primeiro lugar, o que é mais importante, e eliminar o resto. Acredito que conseguimos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo... Trabalhar full-time, fazer um doutoramento e querer acabá-lo a tempo, e ainda saídas à noite, jantaradas com amigos, idas ao cinema, muito tempo em família, tempo para relaxar e viajar... esqueçam! Por definição, o doutoramento é das fases mais trabalhosas da vida académica. 

Por isso, o que proponho em primeiro lugar é eliminar atividades e responsabilidades que não interessam. Depois, a semana tem 168 horas. Se trabalharmos 9 horas, 5 dias por semana, e dormirmos 8, ainda sobram 67 horas. Se tirarmos 3 horas por dia para refeições, higiene e cuidar da casa, ficamos ainda com 46 horas livres. Mas também temos que descansar... se tirarmos 2 horas por dia para o relax, ainda ficamos com 32 horas semanais  - é quase uma jornada semanal de trabalho. Em cada dia de trabalho ficam 2 horas livres para o doutoramento e 11 horas nos dias de folga. Claro que ninguém quer passar 11 horas num sábado de sol agarrado ao doutoramento, mas é assim que os doutoramentos funcionam. Não é pêra doce, mesmo.

Claro que há coisas que têm que ser eliminadas. Sugadores de tempo como televisão, internet, beber cafezinhos aqui e ali, isso tem que, temporariamente, acabar. Ninguém disse que fazer um doutoramento é fácil, por isso tem que haver um esforço real e intencional para tal. A vida durante o doutoramento não pode ser a mesma que era antes.

Claro que um esforço destes durante muito tempo pode-nos afetar fisicamente e psicologicamente. Há que saber equilibrar as coisas. Se passei o sábado inteirinho de volta da tese, será que tenho que fazer o mesmo no domingo ou será melhor descansar e recarregar baterias? Mas se durante a semana só trabalhei e não peguei na tese, então o fim de semana será dedicado inteiramente a ela. 

Estabelecer dealines também ajuda. O problema deste tipo de trabalho académico é que não costumamos ter deadlines reais, ou as que existem são a longo prazo. É por isso que muitas teses se arrastam durante anos e anos... Podemos estabelecer deadlines para acabar cada capítulo, ou escrever um número mínimo de palavras por dia. 

Quando fiz o meu doutoramento, era doutoranda a tempo inteiro, e teria sido muito complicado de outra forma, mas agora estou a tirar uma segunda licenciatura e também me debato com este tipo de problema - ter tempo para tudo. Eu tenho a vida muito facilitada porque, como investigadora, não pico o ponto, mas de qualqur modo tenho trabalho para fazer e produtividade para mostrar. E, como aluna, comecei logo de início a ter muito boas notas e agora sinto essa pressão para só ter de 18 para cima.

Eu comecei simplesmente a aproveitar melhor todos os momentos. Almoço rápido, não faço pausas para ir ao café (mas faço para esticar as pernas e descansar os olhos, usando o Pomodoro), aponto tudo o que tenho para fazer para não me esquecer de nada, aproveito as horas depois do jantar para estudar ou trabalhar e aproveito os fins de semana. Não gosto de estudar nos dois dias de fim de semana (gosto de ter 24 horas inteirinhas para descansar), mas em altura de frequências já aconteceu. E, sobretudo, mesmo nas alturas mais complicadas, não deixo de tratar de mim e de fazer coisas que são importantes para o meu equilíbrio, como o yoga.

O doutoramento é só uma fase da vida, importante, sim, mas é uma fase. Trabalhosa, às vezes desesperante e frustrante, mas acaba por passar. Nada é permanente...


E tu, fizeste um doutoramento enquanto trabalhavas a tempo inteiro? Como foi?


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10/09/2015

Como organizo o trabalho científico

Vários leitores já me perguntaram como é que organizo o trabalho académico. Para começar, a vida académica é bastante diferente das outras. Geralmente, os investigadores não têm horários de trabalho, não picamos o ponto, e não temos um chefe atrás de nós a exigir coisas (geralmente!). O investigador tem que gerir o seu tempo e o seu trabalho e saber priorizar as tarefas. Esta falta de estrutura claro que complica as coisas, e se uma pessoa não for bem organizada pode acabar por perder muito tempo a fazer coisas que não interessam...

Neste post vou então partilhar a minha maneira de organizar o trabalho académico. Já falei sobre isso em posts anteriores, mas como sabes eu estou sempre à procura da melhor maneira de fazer as coisas. Por outro lado, agora que voltei a ser aluna, tenho que planear e gerir o trabalho com mais cuidado para ter tempo para fazer tudo.

É geralmente no fim de agosto, início de setembro que planeio o ano letivo que começa, usando o Workflowy. Divido os meus objetivos de trabalho para esse ano em vários tipos:

> artigos para escrever (inclui também candidaturas a projetos)
> trabalho de campo/laboratório
> outras coisas 

Para cada um destes tipos de atividade, listo os artigos ou o trabalho específico que tenho para fazer, como se vê na imagem:


Geralmente dou-me 2 meses para cada artigo, o que inclui toda a análise de dados e a escrita propriamente dita. O trabalho prático, de campo e laboratório, já deverá estar todo feito quando começo a escrever o artigo.

Uma leitora falou-me na escrita de vários artigos ao mesmo tempo. Isso é coisa que nunca faço! Nunca escrevo mais que um artigo ao mesmo tempo. Posso combinar a escrita de um artigo com trabalho de laboratório, mas escrever dois artigos ao mesmo tempo drena demasiada energia, e acaba por não ficar nada de jeito. Tenho que concentrar os meus recursos mentais numa coisa só. Por exemplo, se estou a trabalhar num artigo e entretanto chegam as revisões de outro artigo, dedico-me completamente a este e o outro fica em espera. 

Atualmente estou numa fase de muita escrita e dou-me 2 meses para escrever um artigo. Já consegui escrever um artigo inteiro (este) em apenas 2 semanas, mas agora tenho aulas, tenho que estudar, tenho outras coisas para fazer, e 2 meses é um período de tempo mais realista. 

Pelo meio da escrita de artigos, tenho também trabalho de laboratório para planear e executar. Faço o mesmo tipo de planeamento no Workflowy (mais sobre o Workflowy aqui, aqui e aqui):


Depois, vão surgindo outras coisas pelo meio, que não estavam planeadas, como escrever resumos para congressos, dar aulas, rever artigos, que vou enfiando no planeamento semanal.

Com base neste plano anual, planeio depois o trabalho para fazer em cada mês. Aqui já considero trabalhos que tenho que fazer para o curso de psicologia e o estudo para frequências. 

Por fim, no início de cada semana decido o trabalho que quero completar nessa semana, e em cada dia planeio detalhadamente as tarefas que tenho para fazer.

Não é nada complicado, e ter um plano detalhado e realista ajuda imenso. De resto, ferramentas como o Workflowy, o Google Calendar e a agenda em papel ajudam imenso!


E os leitores que também fazem investigação científica, como planeiam o trabalho?


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28/06/2015

Um ano (mesmo) diferente



Este ano (letivo) foi mesmo muito diferente. Em setembro ingressei numa segunda licenciatura. E previ que a minha vida, incluindo este blog, iria sofrer alterações. De facto, escrevi muito pouco ao longo destes últimos meses. Neste primeiro semestre de 2015 escrevi 26 posts, contrastando com os 86 em igual período do ano passado.

Mas afinal, como correu o ano? Em relação ao curso de Psicologia, estou a adorar. Fiz todas as unidades curriculares com excelentes notas (fui a melhor aluna do meu ano). Conheci outro trabalhador-estudante, também nos trintas e com filhos, com quem fiz parceria nos trabalhos de grupo e nos estudos - ganhei um novo amigo e contribuímos mutuamente para o nosso sucesso como alunos (ele foi o 2º melhor aluno do nosso ano). A coisa correu bem. Aprendi imenso e gostei mesmo dos conteúdos. O curso está a dar-me prazer, e enquanto assim for, estamos bem.

Em relação ao trabalho, que eu tanto receava prejudicar, também correu bem. Vi que o que interessa não é se fui menos produtiva por causa do curso, mas sim se teria sido mais produtiva se não fosse o curso (obrigada AB!) - acho que não teria sido mais produtiva se não me tivesse metido nesta nova aventura, por isso também se está bem nesse campo.

A verdade é que ter tanta coisa para fazer tornou-me muito mais disciplinada - e procrastinei muito, mas muito menos!

Portanto, o balanço é claramente positivo. Um ano diferente, sim, mas muito bom. As férias que vou tirar agora em julho até me vão saber melhor!

E sim, quero mesmo voltar a escrever com mais frequência aqui no blog... senti-lhe a falta. Obrigada a todos vós que continuam desse lado!


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18/04/2015

Reflexões sobre esta vida ocupada

Tanto tempo sem escrever!! Eu queria mesmo escrever mais neste espaço, mas o tempo não tem sido muito. Mas hoje lá arranjei um bocadinho para partilhar convosco algumas reflexões.

Como sabem, ou talvez não, desde setembro que voltei a ser estudante universitária. Além de investigadora na área das ciências do mar, sou agora aluna do 1º ano do curso de psicologia. Sempre quis tirar uma segunda licenciatura e achei que este era o momento certo. O balanço até agora é super positivo e o meu desempenho ultrapassou as minhas expectativas. Nunca tive tão boas notas como agora e no trabalho também tenho sido produtiva. Mas, claro, há coisas que ficam para trás. O blog, infelizmente, foi uma delas.

Eu acredito que conseguimos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Temos que estabelecer prioridades e dizer não a outras coisas. Estes últimos meses têm sido uma grande lição de organização, gestão do tempo e equilíbrio. Portanto, hoje gostava de partilhar algumas das estratégias que tenho usado para conseguir fazer (quase) tudo!

>> Não me separo do meu bullet journal! O bullet journal é a agenda que uso para planear as semanas e os dias. É lá que aponto compromissos e coisas para fazer em cada dia. (num post futuro explico melhor como o uso)

bullet journal, sempre

>> O Google Calendar continua a ser o calendário para tudo. No início de cada semana passo os eventos agendados para o bullet journal, mas todo o planeamento futuro é feito no GCal.

>> Voltei ao Toodledo para as tarefas e projectos. Agora, com frequências para estudar e trabalhos para fazer, preciso de uma ferramenta mais robusta como o Toodledo para não me esquecer de nada!

>> Comecei a organizar as finanças com o Kakebo - e ando muito mais consciente do dinheiro que gasto, o que pode ser assustador...

>> A prática de yoga e meditação é cada vez mais importante. Tenho feito yoga praticamente todos os dias e sinto-me com uma saúde excelente (tirando estas alergias de primavera), o que me permite aproveitar bem os dias no trabalho, não faltar às aulas e ser produtiva.

yoga em casa

>> Já dizia São Francisco de Sales (1567-1622), "Meia hora de meditação por dia é essencial, excepto quando estiveres ocupado. Então, é necessária uma hora inteira." Infelizmente, temos tendência a fazer o oposto - quando mais precisamos, é quando surgem todas as desculpas para não o fazermos. Tenho tentado contrariar essa tendência, fazendo do yoga e da meditação uma prioridade.

>> O site de yoga online que eu adoro, o Ekhart Yoga, continua a ser a minha opção preferida para praticar. Não vou a ginásios nem atividades de grupo, nem nada disso - faço yoga, muito yoga, com os professores maravilhosos do Ekhart Yoga!

>> Ando a comer menos, já emagreci e sinto-me muito melhor! Eu gosto de comer e, frequentemente, comia demasiado às refeições, ficando depois com aquela sensação horrível de enfartamento. Agora tenho comido muito menos, levo mais vezes o almoço para o trabalho, e noto as diferenças... na barriga e na roupa!

>> Quando vejo televisão, é porque quero mesmo ver. Não vejo tv só porque não há mais nada para fazer. Gosto de ver alguns programas e filmes de vez em quando. Agora andamos a rever o Harry Potter!

>> Continuo a ler livros à noite e aproveito outros momentos para ler, por exemplo, quando levo os miúdos às atividades. Andar ocupada não é desculpa para deixar de ler - aliás, ler desanuvia-me a cabeça, sobretudo antes de dormir! E ando também a ler os livros do Harry Potter!

>> Também aproveito quando vou com um dos miúdos às atividades para fazer as compras semanais. Dantes ia às compras de propósito, num dia específico, mas agora aproveito estes períodos de tempo.


enquanto espero... 
 >> Passo a roupa a ferro uma vez por semana. Mas eu nunca consegui estar apenas a passar roupa a ferro - tenho que ver televisão ao mesmo tempo, e assim junto o útil ao agradável. Tenho ali um cesto cheio que vou passar daqui a pouco a ver o Harry Potter e a Ordem da Fénix!

>> Já não me preocupo tanto com a limpeza da casa. O J. aspira todos os dias, eu lavo o chão uma vez por semana (mais, se for preciso, claro). Tenho limpo a minha casa de banho de manhã, enquanto me despacho, e limpo o resto em bocadinhos de tempo. Se olho e está sujo, pego num pano e limpo. Não há cá dias específicos nem ordens pré-definidas para as limpezas.

>> Incrivelmente, agora que ando muito mais ocupada, tenho tocado imenso piano! Costumo tocar sempre 10-15 minutos quando chego a casa, e um pouco mais ao fim de semana. Dantes passavam-se meses sem abrir o piano - agora, nem o fecho. (e recomecei também a tocar guitarra!!)


>> Tenho dormido muito melhor. No 1º semestre tive problemas de sono, mas, graças a estas estratégias, parece que esses problemas já estão completamente ultrapassados!

>> E por fim, obrigo-me a passar 24 horas seguidas, geralmente ao sábado, sem fazer absolutamente NADA de escola nem de trabalho! Agora os meus dias de trabalho/escola têm muitas horas - é o trabalho propriamente dito, interrompido para ir às aulas (se bem que não vou a todas), e mais 1-2 horas de trabalho depois dos miúdos irem para a cama. Por isso, durante um dia inteiro por semana não faço nada. Muitas vezes apetece-me e chego mesmo a planear tarefas na agenda, mas controlo-me - o cérebro também precisa de descanso!



Bom, o Harry Potter e a pilha de roupa para passar estão à minha espera!


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11/12/2014

Como adormecer mais rapidamente

Eu sempre dormi bem, mas sempre tive dificuldade em adormecer. Invariavelmente vou para a cama a pensar em mil e umas coisas - e o sono, claro, custa a chegar. 

Ultimamente, o problema piorou. Tenho ficado ao computador até à hora de ir para a cama, já quase que não leio antes de dormir e quando ponho a cabeça na almofada e fecho os olhos, continuo a pensar em coisas. As coisas em que penso até são boas! Ando muito entusiasmada com o meu trabalho e com o curso de psicologia e vou para a cama a pensar nas ideias que tenho para investigações futuras. A minha cabeça fervilha e não a consigo desligar quando vou dormir. Às vezes passam-se mais de duas horas até conseguir apagar... Claro que não tenho conseguido madrugar como antes, pois apesar de me deitar à mesma hora, demoro mais tempo e adormecer e portanto durmo menos...

Depois de semanas disto, decidi que era altura de atacar o problema. Eu gosto de dormir, quero dormir bem, não quero andar às voltas na cama e, mais importante, quero continuar a ser madrugadora! 

Assim, relembrei-me de técnicas que já usei para adormecer, e também pesquisei e testei outras. Aqui ficam:

>> Não trabalhar/estudar até à hora de ir para a cama

Eu tenho aproveitado uma horinha todos os dias depois dos miúdos irem para a cama para estudar um pouco e fazer os trabalhos do curso. O problema é que, com o entusiasmo, essa hora passa a duas ou então, como estou embalada, ponho-me a fazer coisas do trabalho ou outras coisas ao computador, e só o desligo à hora de ir dormir. Não! Preciso de relaxar a cabeça antes de ir para a cama, o que implica nada de computador e nada de trabalho pelo menos na hora ou meia hora antes...

>> Fazer algum yoga para esticar o corpo

Ah, isto sim! Meia hora de yoga suave antes de ir dormir faz maravilhas! Fico mais esticada, mais relaxada, as dores que possa ter por estar muitas horas ao computador desaparecem... Como referi aqui, tenho feito muito, mas mesmo muito yoga com os professores do EkhartYoga.

Meditar antes de dormir.

>> Meditar 

Nem que seja só 5 minutos! Meditar permite isso que eu tanto quero - abrandar o fluxo de pensamentos que me assolam na cama. Meditar um pouco antes de ir dormir acalma o cérebro e noto que na cama os pensamentos já não me incomodam tanto... Também gosto das meditações do EkhartYoga e estou actualmente a seguir um programa para controlo de ansiedade (não é que eu sofra de ansiedade, mas as meditações, exercícios e leituras propostas sabem-me muito bem...).

>> Tomar um duche ou banho quente

Idealmente seria um banho mesmo, mas ambientalista que sou, raramente o faço, preferindo um duche quente rápido. Tomar um duche quente, vestir o pijama e enfiar-me debaixo dos lençóis é das melhores coisas que há agora no inverno!

A gaveta dos chás!

>> Beber um chá 

Beber chá antes de ir dormir é um pau de dois bicos. Por um lado, chás de ervas (camomila, tília, ou o noite tranquila da Lipton) relaxam-me e ajudam-me, de facto, a ficar com sono. Por outro lado, os chás são diuréticos. Querer dormir e ter que me levantar pelo menos duas vezes para fazer xixi não é o melhor para quem quer adormecer...

Leitura proibida antes de dormir!

>> Ler na cama

Um velho e bom hábito que tenho, mas que ultimamente tem sido esquecido. Adoro ler na cama, mas não pode ser qualquer tipo de livro. Livros que me façam pensar (como livros mais teóricos ou livros práticos e de auto-ajuda) e livros que não consigo largar (como policiais) são proibidos à noite. Livros agradáveis, simples, confortáveis... esses sim.

>> Garantir um ambiente propício ao sono

Escuridão, temperatura mais para o frio que para o quente, uma boa almofada, pijama confortável... Mais dicas aqui e aqui. Ultimamente comecei a pôr tampões nos ouvidos quando estou especialmente sensível ao barulho. Há barulhos que não me incomodam, como o barulho dos carros (cresci numa rua movimentada de Lisboa, por isso habituei-me), mas com outros não consigo mesmo adormecer (uma televisão ligada, por exemplo). Os tampões abafam esses ruídos e permitem-me adormecer mais rapidamente.

>> Contar carneirinhos ou visualizar cenas agradáveis

Às vezes recorro aos carneirinhos. A sério. Mas descobri que as visualizações ajudam mais. Visualizo que estou no meio da natureza, por exemplo... é relaxante e bloqueia-me os pensamentos. Outras vezes foco-me na respiração, como se estivesse a meditar. Mas as visualizações são mais agradáveis!


Nos dias em que uso algumas destas técnicas consigo de facto adormecer mais rapidamente, que é o que tanto quero... O pior é que quando não consigo dormir, nem faço o que é aconselhado, que é levantar-me e fazer outras coisas - muitas pessoas levantam-se e vão passar a ferro, ou põem os pensamentos no papel... Eu não, eu fico às voltas na cama, cada vez mais chateada por não conseguir dormir... Mas estas técnicas têm-me ajudado bastante!


E tu, o que é que fazes quando não consegues adormecer?


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