10/10/2012

Vamos lá ver se nos entendemos

Então, vou directa ao assunto.

Quando publico fotos da minha casa, não é com o objectivo de receber comentários a dizer que a minha casa é o máximo e que eu devia era ser decoradora profissional.
O objectivo, das fotos e do blog, é apenas partilhar. Partilhar o que faço, partilhar como vivo e, se possível, inspirar outras pessoas a melhorarem um pouco as suas vidas.
Não ando aqui para ser elogiada nem para ficar com o ego lá em cima quando me fazem boas críticas (eu já gosto bastante de mim, não preciso que me elogiem para melhorar a minha auto-estima).

Por isso, vamos lá ver se alguns leitores percebem esta mensagem: eu não pretendo fazer-vos uma lavagem ao cérebro para que se livrem das vossas mesas de cabeceira ou das cadeiras da mesa de jantar. 
Eu apenas pretendo partilhar a minha maneira de ver e fazer as coisas. Cada um tem os seus gostos e se fossemos todos gostar do mesmo (ou do que eu gosto), já haveria lojas Ikea em cada distrito do país, percebem?

E vem isto a propósito (acho que já perceberam, claro) de comentários, que para mim são escusados, que só sabem dizer mal. É o quarto que é frio e desconfortável, é o grande problema, quase tão grave como a crise financeira, de onde hei-de pousar o copo de água ou o livro, é o branco que se suja tanto, enfim... 

Gostos são gosto, gente, e se eu tiro fotos e publico-as com orgulho num blog com 3 mil visitas diárias, é porque me sinto confortável e feliz neste espaço, com todo o branco, sem mesas de cabeceira e por aí fora. Percebem? Não estou à procura de conselhos sobre como melhorar a decoração - se algum dia precisar de conselhos desses, peço-os. Eu gosto da minha casa assim, ok? 

Mas enfim, eu não me chateio assim tanto com esses comentários e publico-os todos. A meu ver, quem perde tempo a criticar os gostos das outras pessoas é porque não está feliz com o que tem. Eu vejo muitos blogs com fotos de decorações, na minha opinião, atrozes, mas nunca me passou pela cabeça criticar a decoração que faz as outras pessoas felizes. Cada um sabe de si, e volto a repetir para ver se percebem, eu gosto da minha casa assim, com o sofá branco, sem mesas de cabeceira, sem cadeiras, sem montes de outras coisas que não me fazem falta. Portanto, vamos lá parar de bater no ceguinho, ok? É que fica mal, sabem, criticar os outros dessa forma tão leviana...

UPDATE
Para o senhor (ou senhora, muito provavelmente) anónimo que me quis corrigir - alguém com um sério problema de invejite crónica:
(e a partir de agora, comentários anónimos que não me agradem, não serão publicados - afinal, de quem é este blog?)




Cozinha minimalista - caril de frango

Não costumo publicar dois posts no mesmo dia, mas não resisti em falar-vos disto...

Não é que eu pense que fazer caril de frango é fácil e rápido - para mim, não é. Uma vez tentei fazer na bimby e... bem, digamos que não jantei nesse dia.

Mas esta manhã passei pelo supermercado para comprar fruta e vi uma coisa que nunca tinha visto antes:


As especiarias necessárias para fazer caril de frango, mais a respectiva receita na parte de trás. Oh, maravilha! Comprei e decidi que ia ser esse o meu almoço.

Já sabem que os meus dotes culinários são quase inexistentes, mas lá segui os vários passos da receita, se bem que acho que o tempo de fritura do frango está errado (eu cozinhei-o durante muito mais tempo que o indicado). Pus as especiarias, fiz arroz branco à parte, et voilá!


Caril de frango delicioso! Ficou mesmo bom! Comi tanto que estou aqui sentada no sofá, completamente empanturrada. 

Já vi na página do facebook da Margão que há mais destes Kits Receitas Inspiradoras e quero muito experimentá-los! 

Já agora, este post não foi patrocinado pela Margão, mas se os senhores quiserem enviar-me mais uns kits para eu experimentar, fico muito grata! ;)

As mesas de cabeceira não fazem falta...

... porque tenho bed pockets!!! (como se diz em português?)

Nos comentários a este post, a preocupação dos leitores em relação à falta das mesinhas de cabeceira foi recorrente. Mas a verdade é que eu cheguei à conclusão que as mesas não me faziam falta. E como boa minimalista que sou, se não preciso, vai fora (neste caso, foram vendidas). Assim, tenho menos duas peças de mobília para limpar e para arrastar de cada vez que quero aspirar o chão por trás. Muito mais prático!

Mas vamos então ver porque é que as mesinhas de cabeceira não me fazem falta...

Na minha mesa de cabeceira tinha o seguinte:
no tampo - livro
1ª gaveta - lenços de assoar, medicamentos, baton do cieiro, creme de mãos, caneta e duas caixas com brincos e pulseiras
2ª gaveta - soutiens e cuecas
3ª gaveta - meias e collants

A mesa de cabeceira do J. tinha praticamente o mesmo:
1ª gaveta - sprays e cremes anti-mosquitos (ele está sempre a ser atacado) e relógios
2ª gaveta - cuecas
3ª gaveta - meias

A questão fundamental para mim era a seguinte:

De todas as coisas que guardo na mesa de cabeceira, o que é que realmente preciso quando estou na cama?

Preciso de lenços de assoar, creme das mãos, baton do cieiro e o livro. Não preciso de medicamentos tão perto de mim (aliás, ter os medicamentos na mesinha é mau feng shui!) nem da roupa interior (não me visto em cima da cama). O J. só precisa do creme dos mosquitos e só no verão.

Portanto, as duas gavetas de cima da nossa nova cómoda (penúltima foto) albergam agora o que estava nas mesas de cabeceira - e ainda sobrou espaço. Até é muito mais prático, pois fiquei com a roupa interior, bijutaria, tops e camisolas tudo na mesma cómoda.

Mas então e as poucas coisas que referi acima? Bed pocket!


Fiz dois destes bed pockets para pormos as tais coisas que de facto precisamos quando estamos na cama. O bed pocket do meu lado tem apenas lenços, o livro que estou a ler, baton de cieiro e creme para as mãos. Simples, prático, funcional e bonito. E finalmente deixei de bater com a cabeça na mesa de cabeceira (sim, às vezes acontecia...)!

Quero fazer uma coisa do género para pôr no sofá da sala para guardar os comandos. Logo faço um tutorial para quem quiser aventurar-se nas costuras...

08/10/2012

A minha sala branca

A minha sala está finalmente (quase) perfeita - já tenho o sofá Ektorp branco com o qual sonhava há muito tempo!


O sofá costuma estar tapado com duas colchas Indira brancas, as mesmas que estavam no sofá azul. No dia em que tirei estas fotos, as colchas estavam na máquina de lavar, por isso aproveitei (o sofá com as colchas não fica tão giro...). O suporte dos quadros ainda tem que ser deslocado um pouco para a direita, para ficar centrado com o sofá.


Na mesa de centro costuma estar apenas a vela... o tabuleiro com o bule e a caneca vai e vem.


A zona da estante Expedit continua igual. Livros, enciclopédias, a caixa preta com jogos, e os cestinhos brancos com coisas que não gosto de ter à vista (canetas, cremes, lenços de papel, coisas que ficam perdidas e esquecidas na sala). Os comandos também lá estão, mas quero fazer um suporte para pôr no sofá com o tecido que me sobrou das almofadas da cama.


Já não tenho a mesa de centro branca, pois ficava grande demais com o novo sofá (por causa da chaise-longue). Esta nova mesa é bem mais velha que eu! É uma peça mid-century modern, que originalmente era a mesa de cabeceira do meu pai em pequeno. Quero restaurá-la (lixar e dar verniz), mas esta não vou pintar de branco! Adoro a cor da madeira e combina bem com o branco do sofá e o cinzento do tapete.



A mesa de jantar. A ideia inicial era ter duas cadeiras Urban e construir um banco de madeira comprido, para ficarmos com 4 lugares à mesa (exactamente como a Thais tem na sua sala!). No entanto, gostei do aspecto da mesa só com as duas cadeiras. 

Esta mesa raramente é usada para comer - nós comemos na cozinha e às vezes fazemos piqueniques no chão da sala, e raramente temos pessoas em casa para jantar. Comecei a pensar se o tal banco era mesmo necessário... 

Contei o número de cadeiras espalhadas pela casa que podemos usar caso façamos uma grande jantarada: 4 na cozinha, 2 na sala, 2 na varanda, 3 cadeiras de escritório, 1 cadeira no quarto dos miúdos e mais 1 que está guardada na cave: 13 cadeiras. Desisti imediatamente da ideia de fazer o banco.

A mesa que tínhamos antes desta era maior e dava para abrir, ficando maior ainda - mas lá está, não era coisa que se usasse com frequência. Agora, quando preciso de mais espaço, junto a esta a mesa da cozinha, dando perfeitamente para 10 pessoas (como está na terceira foto deste post).

O que me falta naquela parede onde está o quadro preto (que é pequeno demais para a parede e só o pus lá para aproveitar o prego) são dois posters que quero comprar há já imenso tempo: os dois primeiros deste post (o terceiro já o tenho, é o que está em cima da estante Expedit).


E a zona da lareira com o aquário, as estantes Lack e os livros organizados por cores... Do lado direito da lareira está o móvel da televisão que espera há muitos meses por uma camada de esmalte branco...

E é isto! Adoro a sala! O branco predomina, mas tem toques de cor. Não tem coisas em demasia, sendo por isso muito fácil de limpar. O sofá branco, claro que é um risco, mas é bonito, confortável e tanto os miúdos como os gatos têm sido cooperantes na tarefa hercúlea de mantê-lo limpo...


04/10/2012

Antes e depois: o quarto

Desde que tenho o meu apartamento, há mais de 8 anos, a decoração das várias divisões já mudou muitas, muitas vezes, porque andei a experimentar vários estilos e várias cores até perceber do que é que realmente gosto (branco e neutros, linhas direitas, superfícies livres, inspiração escandinava). Achei giro partilhar algumas fotos do meu quarto ao longo destes anos...

Em 2007, em tons de castanho e vermelho escuro.

Em 2009, com o novo papel de parede.

Maio 2011. Começa a ficar mais branco...

Agosto 2011. Menos almofadas.


Setembro 2011. Dois camiseiros já se foram...


Fevereiro 2011. O papel de parede bege deu lugar a paredes brancas.


Junho 2012. Foram-se os candeeiros...


Setembro 2012. Foram-se as mesas de cabeceira, a cómoda de madeira foi substituída por uma branca e fiz uma saia para a cama nova. O bege foi substituído por preto e cinzento. 

03/10/2012

Minimalismo e vida simples no Vivalgarve

Apercebi-me que não cheguei a publicar a minha entrevista no jornal Algarve 123 (no suplemento Vivalgarve)... Aqui vai...

(clica nas imagens para conseguires ler)









02/10/2012

1 ano de minimalismo

Foi há pouco mais de 1 ano que eu decidi, numa varanda de hotel numa ilha grega, tornar-me minimalista. Já há algum tempo que andava a ler e a investigar sobre o assunto, e os minimalistas pareciam ser pessoas muito felizes. E assim de repente, decidi: eu quero ser minimalista.

Sucintamente, minimalismo é identificar o essencial e eliminar o resto. Como o essencial varia de pessoa para pessoa, o minimalismo é um conceito subjectivo e difícil de definir.

Em poucas linhas, ser minimalista, para mim, é:

- não ter tralha em casa
- gastar o mínimo tempo possível a limpar e a organizar a casa, mas tê-la sempre limpa e organizada
- ter apenas a mobília necessária; não ter peças de mobília só porque é normal tê-las (como as mesinhas de cabeceira...)
- ver as coisas pelo que elas são; por exemplo, um carro é apenas um meio de me transportar do sítio A para o sítio B 
- não ter relações emocionais com as coisas, com os objectos
- não gastar dinheiro em coisas que não preciso e gastar dinheiro de forma mais consciente - e, no processo, poupar mais dinheiro para dias chuvosos e dar mais a quem tem menos
- dizer não às coisas que não me interessam, sobretudo no trabalho
- não perder tempo em coisas que não me interessam, e, assim, ter mais tempo para as coisas que gosto 

Ao longo destes 12 meses, muitas foram as mudanças que fiz em casa e no trabalho, como por exemplo:

Na sala
- vendi a mesa de jantar e comprei uma mais pequena
- vendi as 6 cadeiras da mesa e substitui-as por apenas 2
- dei a mesa de centro
- dei um candeeiro de pé
- livrei-me de vários bibelots

Na cozinha:
- dei pequenos electrodomésticos que não serviam para nada

No quarto:
- vendi as 2 mesas de cabeceira e substituí-as por 2 bed pockets
- livrei-me da cadeira para pôr a roupa

Na família
- começámos a passar a maior parte dos serões em família

No trabalho:
- comecei a dizer não
- recusei alunos para orientar
- recusei participar na organização de eventos
- deixei-me de conversas de corredor
- comecei a dedicar-me seriamente aos meus objectivos de carreira 

O balanço deste ano de minimalismo? Nunca fui tão feliz!
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