21/05/2013

Repensando o vegetarianismo

Nos últimos dias tenho andado a pensar nisto de ser vegetariana... e se vale a pena impôr-me este rótulo. Apesar de, no geral, me sentir bem desde que deixei de comer carne e peixe, há mais de 3 meses, há certos aspectos do vegetarianismo que são menos positivos:

- Tenho andado com o estômago inchado, sobretudo quando como mais feijão, o que não é nada agradável.

- As opções vegetarianas que encontro fora de casa nem sempre são, a meu ver, saudáveis. A verdade é que sinto que a minha alimentação era mais saudável quando comia carne e peixe do que agora.

- Essas opções vegetarianas incluem lasanhas, tortilhas, quiches (de legumes, alho francês, bróculos, etc.), com imensos ovos e molhos; eu não comia lasanha de carne porque achava aquilo uma bomba, e agora tenho que gramar com lasanhas de outras coisas... e os ovos então, já não os posso ver à frente...

- Como em casa temos que fazer duas refeições diferentes (o J. faz para ele e para os miúdos e eu faço para mim), as duas refeições não costumam ficar prontas ao mesmo tempo. O que acontece é que como tenho que esperar pela minha comida enquanto os homens da casa estão a comer, não comemos todos juntos à mesa, o que me chateia bastante.

- Como não tenho feito menus semanais, visto que o J. está totalmente responsável pela comida dele e dos miúdos, as refeições que ele prepara costumam ser acompanhadas de... batata frita - coisa que também me chateia. Quando eu fazia menus semanais, planeava refeições mais equilibradas...

- Não sei se está relacionado, mas é um facto que desde que deixei de comer carne e peixe tenho imensa dificuldade em levantar-me cedo como costumava fazer. Dantes, mesmo no inverno, noite cerrada lá fora, não tinha qualquer problema em levantar-me às 5 da manhã. Agora, às 6h o sol brilha e os pássaros cantam e eu só penso em dormir...

Por estes motivos, vou largar o rótulo de vegetariana. 

Vou comer carne e peixe, de preferência grelhados, quando me apetecer, e vou fazer refeições vegetarianas quando me apetecer.
Vou continuar a não comer pão, cereais e laticínios (só um pãozinho com queijo muito raramente), eliminar/diminuir o arroz (que é sempre integral) e diminuir nos feijões, lentilhas e coisas do género. 
Vou voltar a comer poucos ovos (entenda-se, gemas) e eliminar lasanhas, tortilhas e similares da minha alimentação.
Vou aumentar mais as verduras frescas e não exagerar na fruta por causa do açúcar. 
Vou fazer salame de chocolate e bolos em casa (faço com farinha integral e açúcar amarelo) e não comprar já feito. 
Vou substituir a farinha de trigo (mesmo sendo integral) por outras farinhas (de amêndoa, alfarroba ou côco). 
Vou deixar de beber chá preto e talvez chá verde (por causa da cafeína) e beber apenas chás de ervas. E muita água.

Do vegetarianismo ficou-me uma maior consciência do sofrimento dos animais que são criados em condições terríveis para a nossa alimentação. Como não quero contribuir para isso, vou começar a comprar carne e ovos biológicos - mesmo sendo mais caros. 

Não consigo ler mais o rótulo dos ovos que costumo comprar, que falam em gaiolas melhoradas - essas gaiolas melhoradas têm que ter uma área mínima de 750 cm quadrados por galinha. Isto corresponde a um quadrado com menos de 28 cm de lado - por galinha... Não, eu quero ovos de galinhas felizes, criadas ao ar livre! 

Adorei este post da Ema (e todos os outros posts dela sobre produtos biológicos) - diz ela: "De qualquer maneira se este é o preço (2.44€ por 6 ovos) para não cortarem o bico às galinhas que põem os ovos que como, nem para as encafuarem em espaços mínimos e fechados, nem para matarem os pintainhos machos de formas horríveis, eu aceito-o." E isto resume o que eu penso. Vamos ver como corre...

19/05/2013

É tão bom saber costurar!

Há mais de 3 anos descobri a costura e desde então não parei mais. Aprendi sozinha, com a ajuda da internet, a fazer malas, sacos, cortinados, babetes, estojos, marcadores de livros, bases para copos e outras coisas para a casa. Cheguei a fazer coisas para vender, através da Etsy, mas quando simplifiquei a minha vida, percebi que gastava demasiado tempo com isso, os tecidos e produtos ocupavam demasiado espaço em casa, e o retorno financeiro não compensava. Mas continuei a fazer tudo o que posso para mim e para casa...

Há dias, em cerca de 1 hora, fiz uma coisa muito gira - um saco para o meu tapete de yoga! Quando vou às aulas de yoga no ginásio gosto de levar o meu tapete, mas não dava jeito nenhum levá-lo enrolado na mão ou dentro do saco com as outras coisas. Então, fiz um saco só para o tapete!



Assim, posso transportá-lo facilmente! Usei dois tecidos fortes de algodão (o branco e o xadrez), fiz uma costura em baixo, outra de lado, adicionei a alça e em cima fecha com cordão. Fácil, rápido e o custo - zero (usei restos de tecidos que tinham sobrado de outros projectos).

Ao longo destes três anos fiz imensas coisas para mim, para a casa, para amigos e familiares, para vender, até aceitei encomendas personalizadas. Sempre que preciso de alguma coisa em tecido, antes de comprar, penso se é coisa que eu posso fazer - e geralmente é. Assim, uso no dia a dia imensas coisas feitas por mim, o que obviamente é muito mais especial que comprar e usar coisas feitas em série.


Duas malas que fiz para mim e uso no dia a dia.

Fiz o cortinado para a porta e a almofada para o banco da entrada (e mala que está pendurada, mais uma que uso no dia a dia).


Transformei uns corsários de ganga em mini-saia.


Capas para almofadas é das coisas mais fáceis de fazer! Já fiz muitas...


Fiz também a saia para a cama...


E os bed pockets que substituem as mesas de cabeceira.


Mais almofadas feitas por mim...


E um dos meus sacos preferidos (este tecido foi um sucesso - tive várias encomendas de sacos iguais a este, incluindo da minha mãe).


Até fiz umas calças de pijama para o J.


Uma clutch de girassóis que está sempre na minha mala - onde guardo a escova de dentes, pente, perfume, e essas coisas que as mulheres levam sempre consigo...


Suporte para rolos de papel higiénico que fiz para a casa de banho. 


Uso também um saco de compras bem resistente feito com um tecido muito giro!


E este é o saco, grande e reversível, que levo para o ginásio e para a praia!

17/05/2013

A vida simples de pessoas reais - Paula

Desde 2012 que estou curiosa com este estilo de vida minimalista, “mais simples”, mais recheado de experiencias do que de bens materiais. Nunca fui de gostar muito de ter a casa atolhada de coisas, mas confesso que quando me oferecem ou compro algo muito dificilmente consigo (ou melhor conseguia) dar, apesar de não fazer de todo falta. Graças a alguns amigos compreendi que não há nada melhor do que partilhar. Por isso, aderi ao Freecycle. E todos os anos organizo um momento de ofertas espontâneas aos amigos: bijutaria, livros, roupa!

Finalmente encontrei o teu site e a partir daí tenho tentado sistematicamente aprender com outras experiencias e aprofundar o tema.

Desde 3 anos para cá, a vivencia com pouco tem sido mesmo experienciada ao máximo! Quando só se pode levar 20 kg numa mala de viagem e temos de aprender a viver durante 9 meses com esses bens que tão cuidadosamente escolhemos, compreendemos como é absurdo ter um guarda-roupa a abarrotar de roupa que nunca vestimos.

Vivo “aos saltos” de um país para o outro, como “trabalhadora humanitária” por isso a minha vida tem de caber numa única mala (mais fácil de transportar às costas).

O proximo passo é mesmo melhorar o planeamento/organização. Será o meu objectivo para 2013.. espero ansiosa por dicas e "lessons learned" que me possam ajudar.

Mesmo no Sudão do Sul, tento acompanhar o blog!

Paula


~

Queres participar? Envia-me um texto a contar a tua jornada em direcção a uma vida mais simples para o email rita (at) busywomanstripycat.com, com o assunto "guest post". Obrigada!

15/05/2013

Relaxamento para crianças

Hoje em dia as crianças vivem dias agitados com a escola, as actividades extracurriculares, a sua vida social (muitas vezes mais activa que a dos pais)... Os meus filhos chegam muitas vezes a casa cansados, desmotivados e só querem sentar-se em frente à televisão. Como sou apaixonada pelo yoga, tenho feito algumas posturas (asanas) com eles. À noite, antes de dormir, fazemos uma sessão de relaxamento que envolve algumas asanas simples e um pouco de meditação. A meditação para crianças é diferente da meditação que os adultos geralmente fazem. Não é pôr as crianças a observar a sua respiração nem a entoar o OM. É com exercícios de visualização - histórias em que eles são os protagonistas.

Em primeiro lugar, a criança deita-se na cama de barriga para cima para fazer algumas asanas simples, que mantém durante alguns momentos. Aqui está um dos meus filhos a demonstrá-las.

1. Joelhos ao peito - com os joelhos juntos, puxá-los em direcção ao peito e abraçar com os braços.

2. Bebé feliz - a criança agarra os pés pelo lado de dentro e abre as pernas, levando os joelhos em direcção ao chão.

3. Pés ao alto - levar as pernas para o alto; também pode usar-se a parede para encostar as pernas.

4. Shavasana - pose de relaxamento com as pernas estendidas e os braços ao longo do corpo, todo o corpo relaxado. A criança fica nesta posição durante a história.

Depois destas posturas de relaxamento, chegou a vez da história. No quarto fica apenas uma luz suave (para que eu consiga ler a história) e gosto de pôr música a tocar. Adoro este album Indigo Dreams: Kid's Relaxation Music (há excertos no you tube e o album completo no Spotify).

Aqui fica uma história (adaptada deste livro), que deve ser lida pausadamente com uma voz calma e relaxada.

Um dia na praia

Imagina que estás na praia, a caminhar na areia. Sente a areia quente nos teus pés. A areia está seca ou molhada? Aproxima-te da beira-mar e continua a caminhar, sentido a água salgada a molhar os teus pés e pernas. De vez em quando páras para observar as conchas que o mar traz consigo. Apanha um concha e observa-a. Leva contigo a concha e continua a andar pela praia.
Agora encontraste um sítio bonito na praia e estendes a tua toalha na areia. Deita-te na toalha e sente o sol quente na pele. Sentes também uma leve brisa, suave e refrescante.
Ouve as ondas a rebentar na praia. Ouve as crianças que brincam lá ao fundo, divertidas, e ouve as gaivotas que cantam. Ouve o som das ondas do mar. A onda vem até à costa e depois volta para trás, para o oceano. 
Continuas deitado na areia. Agora, coloca a mão na tua barriga. Sente a barriga a subir quando o ar entra pelo teu nariz. Sente a barriga a descer quando o ar sai. Para cima, para baixo, tal como as ondas do mar.

No fim da história, a criança permance na cama e eventualmente acaba por adormecer...


namaste,
Rita

10/05/2013

Hazel-inspired

Quem lê este blog há mais tempo sabe que eu sempre tive um problema com a roupa - excesso de roupa. E sabe que nos últimos anos, graças ao minimalismo, consegui livrar-me de mais de metade da minha roupa, incluindo sapatos e acessórios. E sim, arrependi-me de ter jogado algumas coisas fora, como umas sabrinas vermelhas que eram super confortáveis e uns colares mais coloridos que ficam bem agora na primavera-verão com os meus vestidos brancos.

Também já referi algures que o meu estilo mudou imenso ao longo dos anos. Na adolescência era a típica surfer girl - jeans, t-shirts e sweat-shirts de marcas de surf (e fazia surf, também), sapatilhas ou chinelos. Quando entrei na universidade, para um curso famoso por os seus alunos serem detectados à distância (a roupa, os chinelos, o cão, a bicicleta, eram imagens de marca do pessoal de BMP - quem andou na UAlg sabe do que falo), fui na onda e nunca me vesti tão mal como nessa altura (imaginem calças de fato de treino velhas e t-shirts largas). 

Depois a coisa lá melhorou, mas nunca soube exactamente qual era o meu estilo. Houve uma altura em que vestia muita roupa da Bershka e fazia conjuntos giros e coloridos q.b. (nada de exageros, que eu nunca gostei de muitas cores misturadas). Depois de ter sido mãe, comecei a usar mais saltos altos, blazers, camisas - roupas que não têm nada a ver comigo e com as quais nunca me senti particularmente confortável ou gira. Passada esta fase, comecei a explorar roupas mais coloridas (cheguei a ter as mesmas calças em branco, preto, laranja e rosa), mas também não me sentia 100% eu. Tive os meus problemas com o castanho, larguei os saltos altos no dia-a-dia (tenho alguns pares que raramente são usados), percebi quais as cores que me ficam bem e livrei-me do resto. Comecei a reconstruir o meu guarda-roupa à volta de algumas cores (branco, cinzento, preto, azul) e a adicionar, aos poucos, cores que ficam bem com estas. (todos os posts sobre roupa aqui)

Tenho imensa sorte por não ter um dress code no trabalho (se há sítio onde não se liga minimamente à roupa, é o sítio onde trabalho). E isto permite-me ser eu mesma. Vestir-me com o que gosto, usar o que me deixa confortável e me faz sentir gira. Gosto de poucas peças de roupa, em não mais de 2 ou 3 cores; não uso colares e brincos em simultâneo (mas posso usar vários colares ao mesmo tempo); os sapatos querem-se confortáveis e, para mim, saltos altos não se enquadram nesta categoria (sabrinas e chinelos sim); castanho só na forma de cintos e calçado em pele, ou colares e brincos de madeira.

Eu tinha outra regra: se uso uma saia ou calças largas, a parte de cima deverá ser justa; se uso uma blusa larga, a parte de baixo deverá ser justa. Era impensável vestir uma saia larga com uma blusa largachona, com medo de parecer um saco de batatas, ou umas calças justíssimas com um top ainda mais justo. Mas deixei de ser tão rígida. E eis que chegamos ao conjunto a que chamo Hazel-inspired....


Vamos por partes:

A Hazel é a minha querida Hazel Claridade, que há uns anos propôs um desafio giríssimo às suas leitoras: durante o mês de Maio usar apenas saias e vestidos para celebrar o sagrado feminino. No fim do mês, a Hazel colocou fotos das suas 31 fatiotas (vão ver, vale a pena). Eu, na altura, adorei, mas não pensei mais no assunto. 

Há uns tempos voltei a esse post e fiquei inspiradíssima! Abri os olhos e apercebi-me que eu posso vestir o que quiser! Não preciso vestir-me de uma determinada maneira por causa do trabalho, o que é óptimo. Não me interessa o que os outros pensam de mim ou da minha roupa (se me visto mal ou bem). Só há uma coisa que me interessa: sentir-me eu! Gira e confortável! E então revi a minha regra da parte de cima justa, parte de baixo larga - mas qual é o problema em usar uma saia larga com um top largo? 

Ontem fui assim como mostra a foto. Uma saia (que dá para fazer vestido cai-cai) dos indianos com um top largo. Muitos colares (um deles o japamala feito pela referida Hazel). A mala não está na foto, mas costumo usar sempre um dos tote bags feitos por mim.

Ah, bliss! Admito que certas roupas não são muito indicadas para o laboratório. Ontem via-se mais saia que bata... Mas o que interessa é que me sinto casa vez mais eu - e menos preocupada com a opinião dos outros em relação à minha imagem. Sim, é verdade que nas festas de anos e reuniões da escola sinto-me diferente das outras mães (abundam as calças e as camisas), mas who cares?...

No lab...

A vida simples de pessoas reais: Daniela


Sou casada e mãe de duas meninas, adoro o meu marido mais que tudo, e as minhas filhas são as coisas mais bonitas que fizemos ....


Apesar disso tudo ... não era feliz... Estava stressada, cansada, nunca descansada na minha mente: sempre com coisas por fazer e pensar, sempre coisas a anotar, sempre... sempre... sempre... !!!!! Quando me sentava no sofá não estava em paz ... não gozava do momento presente....
E passei assim anos a passar através da minha vida sempre a pensar que o amanhã seria melhor ....



Li muitas coisas sobre este assunto : ORGANIZAÇÃO!!!! Tentei várias coisas, acções... mas nada dava...



Mas o segredo a Rita é que o encontrou .... Simplicidade ....



Fui devagarinho mas como se diz : devagar se vai ao longe !



E o tempo passou....Continuei a destralhar e a realizar que a minha vida estava muito complicada com muitas coisas, compromissos, e tralha !!!!



O fim de semana passado um amigo nosso veio passar o fim de semana à casa, não estava previsto, e ao princípio era só uma noite, e depois duas ... Passámos 3 dias óptimos !!!! Rimos muito, divertimo-nos muito!!!! E no domingo à noite pensei que há algum tempo isto nunca teria sido possível! Quando tinhamos pessoas em casa eu precisava de fazer a limpeza a fundo, tinha que estar tudo arrumado, e só depois é que podiam vir as pessoas... Meu marido dizia-me: deixa-te disso!... mas eu ficava magoada por deixar ver a minha casa tão desarrumada ... pois minha casa é o reflexo da minha mente... pensava eu !



Neste fim de semana tudo estava arrumado (pois tenho muita coisa a menos e então é muito mais fácil de arrumar no dia a dia), só o chão é que tinha algums cabelos (somos 3 a ter o cabelo comprido então vejam!), a roupa é que ficou um pouco atrasada com a passagem a ferro mas foi rapidamente recuperada!!!!



Então digo: obrigado Rita, mostraste-me o caminho para o bem estar e agora gozo do momento presente!!

Daniela

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08/05/2013

A arte e a ciência de educar crianças felizes

A querida Magda, aka Mum's the Boss, tem vindo a realizar workshops de grande sucesso sobre "A arte e a ciência de educar crianças felizes". As datas dos workshops de 2013 já estão definidas e estou muito contente porque vai haver, finalmente, um workshop no Algarve!!!


As edições de 2012, em Lisboa e no Porto, foram um sucesso. Podes ler testemunhos aqui.

O workshop é 1 dia, das 9h30 às 17h00. Estão já programados cinco workshops para 2013, em Lisboa, Porto e Faro. Aqui ficam as datas:

Lisboa
8 de Junho
9 de Junho

Porto
29 de Junho
30 de Junho

Faro
28 de Setembro (eu vou lá estar!!)

Podes consultar mais informações no blog da Magda ou através do email info(at)parentalidadepositiva.com


Ultimamente... via instagram


Preto e branco com detalhes vermelhos 

 O meu gato persa adora deitar-se em caixas e cestos pequenos demais para o seu tamanho...

 Um dos meus favoritos

 Colorida

 Preto e vermelho

 Ah, este fim de tarde algarvio...

 Branco, claro.

Delicioso jantar vegetariano

06/05/2013

40 dias de yoga

Eu nunca fui muito amiga de programas ou dietas do tipo 30 dias disto, 7 dias daquilo, 4 semanas de assado. Até o dvd da Jillian Michaels, Ripped in 30, que eu adorava, não consegui cumprir. Não gosto dessas obrigações, ter que fazer isto ou aquilo durante um certo período de tempo predefinido.


No entanto, meti-me num programa de 40 dias de yoga... e estou a cumpri-lo! Comprei o livro do Baron Baptiste, 40 Days to Personal Revolution - o Baron Baptiste é um guru do yoga americano, que criou um estilo de yoga, Baptiste Power Yoga (é vinyasa flow yoga à maneira dele, muito dinâmico e aeróbico). O livro é um programa de 40 dias com sequências de yoga que mudam todas as semanas. Na primeira semana são 20 minutos de yoga e na última semana são 90 minutos. Para acompanhar o programa, no site dele estão disponíveis podcasts com as práticas semanais de yoga - é mais fácil ouvir e fazer do que ler no livro e fazer ao mesmo tempo...

Comecei a fazer este programa porque um verdadeiro yogi pratica yoga diariamente. Eu adoro fazer aulas online e no ginásio, mas sentia falta de uma prática minha, feita ao meu ritmo, que possa fazer sozinha. Queria levantar-me de manhã cedo, estender o tapete e fazer a minha prática, sem ter que ligar o computador e escolher uma aula para fazer. Claro que as aulas são importantes para aprender as ferramentas do yoga, mas como diz Kara-Leah Grant no seu livro Forty days of yoga - Breaking down the barriers to a home yoga practice, o yoga é coisa pessoal que uma pessoa faz sozinha, de acordo com as suas necessidades; quando praticamos yoga sozinhos, somos forçados a confiar em nós próprios, a ouvir o nosso professor interior, e com o tempo, aprendemos o que é preciso ser feito.

Ao longo dos últimos meses fui experimentando vários estilos de yoga e sem dúvida que o que mais me atrai é o power vinyasa yoga, que tem as suas origens no exigente ashtanga yoga, mas não segue uma sequência  fixa de asanas (posturas). De acordo com essa chave aqui em baixo, o meu estilo de yoga é mesmo o power!


Comprei então o livro do Baron Baptiste, Journey into Power, onde é apresentada uma sequência de mais de 50 asanas diferentes que ele considera serem as essenciais para uma rotina de yoga completa. A sequência toda leva cerca de 90 minutos, mas antes de me aventurar em 90 minutos de uma prática de yoga exigente, achei melhor começar devagar... e daí os 40 dias do 40 Days to Personal Revolution. As sequências vão aumentando em duração em cada semana, até aos 90 minutos na sexta semana do programa. Como as sequências vão sendo construídas tendo como base a sequência da semana anterior, acabo por saber a sequência de cor - eliminando a necessidade de computador, podcast ou livro... e assim fico com a minha prática diária de yoga (além das aulas, que ajudam imenso para corrigir o alinhamento e outros pormenores).

Há por aí yogis a lerem-me? Praticam diariamente em casa ou só nas aulas?

03/05/2013

A vida simples de pessoas reais: Gina

Sou a Gina, uma rapariga do Norte e muy nobre Bracarense. Gosto de bloggar e trabalhar online... actividades que me dão imenso prazer, que ocupam algum tempo... mas que em termos de gastos e consumos me ajudam, desde logo, a poupar. E por isso, sinto-me imensamente feliz e realizada.

Nunca liguei muito a isto de simplificar. Acho que fiz o percurso inverso. Pelas vicissitudes da vida sempre vivi uma vida simples, muitas vezes árdua e difícil, com falta de dinheiro para o essencial (e era mesmo o essencial) e sem grandes gastos, ganhos ou posses. Comecei a trabalhar cedo porque a vida assim o impôs... e não o escrevo com mágoa, mas com orgulho, pois estas foram grandes bases e aprendizagens para a pessoa que hoje sou. Como é evidente, a falta do essencial e da concretização de alguns desejos supérfluos (naturais às crianças e jovens) fez com, através do meu próprio trabalho e esforço, gastasse algum do meu dinheiro em coisas desnecessárias (na altura extremamente essenciais, porque os amigos também tinham!). As dificuldades sentidas durante a infância e a juventude criaram em mim uma força e vontade para lutar e não mais passar pelo que passei. Quis acumular tralha e mais tralha! Quis comprar na medida do que conseguia! Quis ter para não voltar a sentir o que é não ter!

Hoje, chegados a 2013 e a poucas semanas de ser mãe pela primeira vez, vejo-me a voltar ao que é verdadeiramente essencial. O meu mundo e a minha vida voltam a rodopiar e estou a braços com grandes mudanças pessoais. Vou ser mãe e vou mudar de cidade. Nestas grandes reviravoltas e quando os meus dias são passados entre armários, malas e arrumações... concentro-me na árdua tarefa de eliminar da minha vida o que não uso, o que não faz falta, o que se desgastou. Estou estafada! Vejo agora o quão cansativo é acumular tudo isto sem saber exactamente porque o fiz. Esta pergunta-me ocorre-me diariamente: porque comprei este ou aquele objecto? E estou, neste momento, a eliminar roupa, sapatos, acessórios, livros, objectos de decoração, tapetes, imensos papéis e fotografias, souvenirs...   e devo confessar que uma pequena parte do imenso "fardo" que carrego começa agora a dissipar-se levemente, imagino o que sentirá a casa... de tão abarrotada que está!

Mas... é complicado fazer estas grandes mudanças e vejo-as tão necessárias para conseguir simplificar a minha vida e os meus dias e para ter mais tempo para mim, para a minha família e para os meus amigos, para o meu trabalho e para os meus hobbies... pois sinto que não tenho tempo para nada nem para ninguém, que ando constantemente assoberbada com os meus, os teus e os vossos problemas e esqueço o que verdadeiramente conta. Sei que corro pelos outros para conseguir provar que valho alguma coisa, que sou mais e melhor, mas apercebo-me que o verdadeiro valor está em nós e na simplicidade da vida que vivemos. Por isso, estou a tentar desacelerar, estou a tentar simplificar, estou a tentar organizar e gerir da melhor forma a minha pessoa, os meus dias, a minha casa e a minha vida.

Hoje sei que esta tralha não me faz feliz. Sei que o medo ainda impera por estes lados. Sei que a mudança é difícil e árdua, mas já fiz o mais difícil que era começar e agora não vou parar!

Como a Rita escreveu "a vida simples é um processo constante, é uma viagem, não um destino." Por isso, agradeço o facto de dedicar o seu tempo a este tão vasto tema, é graças a si que descobri o quão importante é destralhar a vida!

E a minha viagem começa apenas agora...

Gina

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