Talvez por ser um tema tão próximo de todos nós, que nos afeta tanto, física e psicologicamente, falar (ou, neste caso, escrever) sobre dietas e alimentação gera sempre muita conversa (comentários aqui, no facebook, emails, etc.). Portanto, achei melhor esclarecer bem o que é que estou a fazer, para ninguém ficar preocupado comigo.
Como escrevi aqui, a dieta paleo atrai-me imenso - comidas não processadas, o mais próximo possível do seu estado natural, incluindo muita fruta, verduras, peixe e carne (sim, eu gosto muito de carne!). Eu não engordo facilmente - tenho este peso, 57-58 kg, há uns quantos anos. Mas também não tenho conseguido perder alguns quilos por um motivo muito simples - eu como muito e gosto de hidratos de carbono. Se não fosse ativa fisicamente, provavelmente pesaria ainda mais, mas as calorias em excesso lá se vão queimando...
Posto isto, eu sei, por experiência própria, que para perder peso tenho que cortar nos hidratos de carbono complexos - isto para mim é terrível, porque adoro arroz! Mas basta-me estar 2 ou 3 dias sem comer arroz (pão e massas não contam porque não costumo comer) que emagreço logo. O problema é que nunca fiz isto de forma consistente. Perco 1 kilo durante a semana, mas no fim de semana como bem, arroz de pato, arroz de coelho e coisas do género, e ainda faço bolos ou salame de chocolate - e claro que o que perdi durante a semana, volta. Tenho andado nisto há muito tempo e chegou a altura de lhe pôr um fim - de assumir de uma vez por todas que tenho que levar isto a sério se quero perder estes kilos e não voltar a ganhá-los.
O que é que me fez ter este clique, agora? Os livros da Ágata Roquette. E assim, inspiradíssima, decidi fazer a dieta dos 31 dias - com alterações, tal como escrevi aqui. Porquê alterações? Primeiro, porque eu não quero perder 20 kg. São só 3 ou 4. Logo, não preciso (nem quero) de nada muito restritivo. Segundo, deixar de comer fruta está fora de questão - mas devo, sim, diminuir a quantidade de fruta que como (que é bastante!). Deixar de comer sopa também nem pensar - mas posso começar a fazer sopas sem batata, cenoura e abóbora, como a Ágata aconselha. Em relação aos produtos de charcutaria, que é, para mim, o mais estranho da dieta (do tipo comer 2 salsichas de aves como snack??), não faço porque não gosto muito dessas coisas... Gosto de uma bela chouriça assada com pão, sim, mas mortadela, fiambre (da perna como, de aves nem pensar) e coisas do género dispenso. E para mim, peixe e carne é grelhado, de preferência no carvão - eu não gosto de cozinhar, por isso não me meto em cozinhados complicados... quanto mais simples e menos trabalho der, melhor!
Com estas alterações todas, até me podem dizer que isto assim não é a dieta dos 31 dias da Ágata - pois não, é a dieta dos 31 dias da Rita. Alguns leitores ficaram um pouco chocados e/ou preocupados por eu querer fazer esta dieta, mas espero assim descansá-los. Mas acredito que o que resulta para uns não resulta para outros. E acredito que não devemos dizer mal de uma coisa sem a experimentarmos antes (por exemplo, eu odeio zumba, mas a verdade é que nunca fiz nenhuma aula... devia primeiro experimentar, mas depois poder falar - o mesmo em relação às dietas ou seja o que for).
Eu sei, por experiência, o que me faz perder peso - preciso é ser consistente nesses meus esforços. Não me adianta comer "bem" durante a semana e depois enfardar tudo e mais alguma coisa ao fim de semana - é esta a mudança que tenho que fazer. Portanto, nem é tanto uma mudança de alimentação; é mais uma mudança na motivação - e isso encontrei nos livros da Ágata.
Outro livro que li o ano passado e me diz muito mais, em termos de alimentos, é A Dieta Viva da Ana Bravo - um plano baseado na dieta paleo, com redução progressiva dos hidratos de carbono complexos. Mas com a duração de 6 (ou mais) semanas e várias fases, a coisa aborreceu-me... 31 dias é, para mim, o período ideal, pois estou de férias, na praia, onde praticamente só comemos grelhados no carvão. Já li boas críticas ao livro A Dieta Perfeita, também de uma nutricionista, Mariana Abecasis, e vou hoje comprá-lo (se o encontrar aqui em Faro).
Concluindo, acredito que só com muita experimentação é que percebemos o que é que funciona para nós. Ainda hoje estava a falar com uma colega, que tem perdido peso mas a um ritmo muito lento, e ela ainda não percebeu o que é que está a fazer mal, mas deverá ser qualquer coisa na alimentação - quando perceber o que é, as coisas se encaminham! O problema é que há que experimentar e pode levar tempo. No outro dia, uma menina da Herbalife ficou espantada por eu dizer que emagreço quando corto nos hidratos de carbono complexos - ela estava a aconselhar-me comer HC complexos a todas as refeições para emagrecer!!
Há, portanto, que ter bom senso e sentido crítico - não é por me dizerem para deixar de comer fruta que o vou fazer. Prefiro tirar ideias daqui e dali e adaptá-las à minha realidade. Não sou pessoa de seguir cegamente seja o que for - incluindo planos alimentares. Quando tenho fome como! Não posso é comer um pacote de bolachas quando tenho fome, mas sim uma peça de fruta, um ovo cozido, ou algo do género. É esse tipo de mudanças que tenho que fazer - e manter.
Bom, este post já vai longo e tenho mais que fazer (tenho que ir moer a sopa sem batata, cenoura e abóbora que está ao lume), mas quando puder ponho aqui o meu plano alimentar ideal - o plano que eu gostaria de ser capaz de seguir durante 31 dias para perder estes malditos quilinhos!








